A pickup Chevrolet surgiu, em julho de 1958, identificada como 3100 e motor de 6 cilindros em linha a gasolina de 261 polegadas cúbicas, o mesmo do caminhão Chevrolet Brasil. Foi sucessora da famosa “Marta Rocha”, que recebeu este apelido por suas formas arredondadas. A primeira mudança de linhas ocorreu em 1964, quando os pára-lamas se incorporaram à carroceria. Desde então, a denominação mudou para C-14, mas o estilo permaneceu o mesmo até os dias de hoje.
Doze anos se passaram até o surgimento de uma novidade, o motor opcional de 4 cilindros em linha do Opala. Dois anos depois, em 1978, apareceram a D-10 com motor diesel Perkins de 4 cilindros e 236 poI3, a C-1000 com capacidade de carga útil de 1000 kg e o modelo normal C-10 (550 kg). A maior evolução mecânica foram os freios a disco dianteiros para os três modelos. No ano seguinte, é oferecida pela primeira vez uma versão a álcool, batizada de A-10, ainda com o motor Opala de 4 cilindros.
O ano de 1981 marcou a última evolução mecânica com o surgimento do motor de 6 cilindros, 250 pol3, a álcool para a A-10, e do mesmo motor a gasolina para a C-10, aposentando de vez o velho motor Chevrolet Brasil de cinco mancais.
A gama atual completa de modelos inclui a A-10 (4 e 6 cilindros a álcool), D-10 (4 cilindros diesel) e C-10 (4 e 6 cilindros a gasolina); um chassi curto para 750 kg de carga útil e um longo para 1000 ou 750 kg; além da única cabine dupla fabricada em série no Brasil nesta categoria de pickup. A média de vendas éum pouco inferior a 1500 unidades por mês, mas houve um discreto crescimento no primeiro trimestre deste ano. Na divisão por motores, o diesel tem a grande preferência com quase 70% do total das vendas, enquanto o álcool responde por 26% e a gasolina por inexpressivos 4%.
Esta preferência pelo diesel não parece racional, segundo a própria General Motors. Pelos cálculos da empresa, o proprietário de uma D-10 deveria rodar um mínimo de 14000 quilômetros por mês para anular a diferença de custo inicial sobre uma A-10, que custa cerca de metade do preço da versão a diesel. Voltaremos a este assunto em breve.
A GM não soube precisar até que ponto a moda de incrementar pickups vem ajudando nas vendas deste tipo de veículo. Renato Zirk, gerente da Engenharia de Vendas/Veículos Comerciais da companhia, lembra apenas que “uma pickup cheia de acessórios e grandes pneus sempre se destaca dos demais veículos em meio ao trânsito, enquanto uma pickup comum, naturalmente em muito maior número, passa quase completamente despercebida”.
A linha C-10/A-10/D-10 vem recuperando a liderança perdida para as F100/F-1000,da Ford, que nos últimos meses garantiu uma rápida penetração no mercado graças ao modelo Supersérie com pintura em dois tons. A GM reconheceu esta preferência do público e também já conta com o mesmo recurso, o que deve “consolidar nosso primeiro lugar em vendas nos próximos meses”, afirma Zirk.
As pickups Chevrolet serão totalmente reestilizadas, quando a fábrica lançar, no inicio do próximo ano, sua nova linha de veículos comerciais.
O motor funciona rapidamente, logo que se puxa o afogador manual àdireita do volante. Mesmo em dias mais frios não tivemos problemas com a primeira partida. No entanto, demora um pouco a esquentar, perfeitamente compreensível em motores a álcool com mais de quatro cilindros. O nível interno de ruido é muito baixo, considerando-se as suas características de utilitário.
A potência transmitida às rodas élogo sentida, fazendo com que os pneus girem em falso, soltando-se a embreagem um pouco mais rapidamente que o convencional na saida. Devido aos seus dotes de veículo de carga, a relação de transmissão é um pouco curta, o que permite uma troca rápida de marchas e que em álgumas situações se saia em segunda velocidade sem problemas.
Na estrada a velocidade máxima está perto de 130 km/h, ótima para uma pickup. Em estradas de terra, a A-10 tem uma tendência a entradas de curvas soltando a frente, e saídas soltando a traseira. A distribuição de peso, bem mais concentrada na frente cria uma grande tendência ao patinamento em subidas mais íngremes e em terrenos molhados. Com carga na caçamba este problema diminui consideravelmente mas pode melhorar ainda com a escolha de pneus mais adequados. Os de série, 7:00 - 16, não se mostraram adaptáveis em nenhuma das situações, a não ser em utilizações sem grandes exigências.
Na terra, principalmente, o torque e rotação oferecidos às rodas perdem-se consideravelmente na ausência de um contato melhor com o solo.
Em 1964 foram lançadas as novas picapes em substituição a 3100. Com opções de chassi curto e longo, eram denomidas, respectivamente C-14 e C-15. Em 1978 a linha é unificada e passa a se chamar C-10, ainda com as duas opções de chassis. A D-10 surge em 1978, juntamente com a C-1000, a versão de 1 tonelada da C-10. Em 1979, entra em cena a A-10, com motor a álcool e com as mesmas configurações de acabamento e chassi da C-10.
A C-1416 foi lançada juntamente com as novas C-14 e C-15. Era uma picape de cabine dupla e duas portas apenas. Entretanto, a versão mais conhecida é a perua, que em 1970 ganhou o nome de Veraneio, quando a frente foi reestilizada, com uma nova grade frontal e apenas dois faróis. A cabine dupla tinha uma capacidade de carga de 750Kg, e a perua 500Kg, em virtude do câmbio de 3 marchas. Poucas unidades da versão de cabine dupla foram produzidas nessa época. Somente no início da década de 80, com a moda das picapes de luxo, as cabines duplas tiveram aumento de procura.
Desde o seu lançamento, em 1964, até 1981, o motor principal era o 261 pol3 (4300cc) de 5 mancais, também conhecido como "Chevrolet Brasil", pois era utilizado no caminhão Chevrolet de mesmo nome. Foi o primeiro motor fabricado pela GM no Brasil e equipava a picape brasileira 3100, a "Marta Rocha", assim como a perua Amazonas. Como o seu antecessor, o importado 3100, tinha seis cilindros em linha, comando de válvulas no bloco e válvulas no cabeçote acionado por varetas. Mesmo com o motor 250 (4100cc) sendo fabricado durante a década de 70, o 261 continuou a ser utilizado, em virtude do maior torque (32 kgfm contra 27 kgfm). Essas picapes vinham com o câmbio de 3 (M-14, mais popular) ou 4 marchas (M-20, mais raro), com diferencial de 3,9:1 e uma capacidade de carga útil de cerca de 750 Kg.
Em 1976 a GM oferece o 151 pol (2500cc) do Opala, de 4 cilindros, como opção de motor, tanto para as picapes como para a Veraneio. Sub-dimensionado em potência e torque, não obteve sucesso, nem pelo desempenho, nem pelo consumo. Ainda assim, permaneceu em linha até 1985. Todos os modelos equipados com o 151 possuem câmbio de 4 marchas, a M-20, e o diferencial de incríveis 4,78:1 (o que explica o infeliz desempenho desses modelos). A primeira A-10, de 1979, empregava a versão a álcool desse motor.
Um dado interessante: nessa época, a GM pintava os motores de acordo com a versão. Assim, os motores 261 eram da cor verde. Os 250 e 151 a gasolina eram da cor azul. E os 250-S, do Opala, esportivos, eram da cor vermelha. Todos os motores a álcool eram da cor amarela. Esse esquema de cores caiu em desuso na década de 80.
Em 1978 surgiu a D-10, com o motor diesel Perkins 4.236, de 3,8 litros. Apesar da baixa potência, 77 hp, esse motor possuía 30 kgfm de torque, a apenas 1500 rpm. Pelo fato do diesel ser subsidiado, havia a restrição do seu uso ser permitido apenas em veículos com capacidade superior a 1 tonelada. Nesse ano a GM lançou a C-1000, também com capacidade de 1 tonelada. Esses dois modelos utilizavam o câmbio M-16 de 4 marchas, com diferencial de 3,15:1. Nesse ano os freios dianteiros passam ser a disco.
Em 1981 toda a motorização das picapes e Veraneio é reformulada. Deixam de existir os motores "Chevrolet Brasil" de 4300cc. Em seu lugar, entra o 4100 (250 pol3), nas versões a gasolina e a álcool. A denominação C-1000 também deixa de existir. Foi a última alteração mecânica para essa linha.
Dados dessa época indicavam que as versões diesel correspondiam a 70% das vendas, seguida pelas versões a álcool (26%) e a gasolina (4%).
Emissão máxima de CO em marcha-lenta: 1% a 4%. Os motores a gasolina devem utilizar a gasolina do tipo "C", com 22% de álcool anidro (sem água). Os motores a álcool devem utilizar o etanol hidratado (álcool comum).
Fonte: www.picapesgm.com.br