O abacaxizeiro é uma planta herbácea perene da família Bromeliácea, quase sem caule, com folhas estreitas, compridas e resistentes, margeadas por espinhos e dispostas em rosetas.
Ao longo de um ramo, medindo cerca de 30 a 35 cm de altura, nascem as flores, nas cores lilás, arroxeada e vermelha.
Cada planta produz um único fruto, de aroma intenso e sabor inconfundível que se forma a partir do eixo florífero. Ao seu redor surgem diversas bagas de formato poligonal, salientes e carnosas. Esse eixo termina, na parte superior, com uma coroa de folhas pequenas.
Além de ser uma ótima fonte de cálcio, vitaminas A, B e C, o abacaxi possui uma substancia de alto valor medicinal a bromelina. Trata-se de uma enzima muito utilizada como digestivo, antiinflamatório e solventes de mucosidades, como por exemplo, as que se acumulam nas vias respiratórias quando há afecções broncopulmonares.
Na culinária, o suco de abacaxi é empregado no preparo de carnes, pois a bromelina, contida no suco, tem o poder de amacia-las.
É uma planta de clima tropical e subtropical.
Quanto ao solo, pode ser instalado em qualquer tipo de solo, com exceção dos solos encharcados, sendo recomendados solos leves e com pH entre 4,5 e 5,5, pois valores mais altos podem limitar a disponibilidade de alguns micronutrientes (zinco, cobre, ferro e manganês) e contribuir para o desenvolvimento de microorganismos prejudiciais, como os fungos.
Lave e descasque o fruto. Ferva as cascas em 1 litro de água até que amoleçam. Coe, deixe esfriar e guarde na geladeira. Tome à vontade após as refeições.
Com uma colher de pau, bata 2 colheres (de sopa) de abacaxi moído, 2 colheres (de sopa) de farinha de arroz e 1 colher (de sopa) de farinha de trigo, até que a mistura adquira consistência homogênea. Aplique-a sobre o rosto limpo, evitando a região dos olhos. Deixe agir por 20 min e retire-a com água morna abundante.
Possui boa resistência à seca, porem, produz melhor com uma precipitação entre 1.000 e 1.500 mm anuais.
O abacaxizeiro é muito sensível ao frio, portanto, não tolera geada. A temperatura ótima para sua produção está entre 29 e 31ºC, podendo suportar uma mínima de até 5ºC e uma máxima de 43ºC. temperaturas abaixo de 5ºC atrasam o crescimento, reduzem a absorção de nutrientes e, conseqüentemente, a produção.
O florescimento tem relação direta com a temperatura, assim, uma variação de 12 a 14ºC entre a temperatura máxima e a mínima, num período de 24 horas, contribui para melhorar a qualidade do fruto, principalmente quanto à acidez.
Assim, frutos produzidos nos meses mais quentes, apresentam acidez moderada, aroma, sabor e cor excelentes. Os frutos colhidos em épocas frias são mais ácidos, de cor e aroma inferiores.
A produção de mudas também é afetada pela temperatura, com redução de filhotes nos meses quentes.
A precipitação é outro fator importante nessa cultura. A falta dela além, de atrasar o desenvolvimento da planta e do fruto, diminui a produção de mudas e causa problemas no florescimento e no rendimento da cultura.
A chuva também interfere na ocorrência de pragas e doenças, como, por exemplo, quando chove no período de abertura das flores, aumenta a incidência de fusariose.
A umidade relativa do ar também conta muito no rendimento e na qualidade da produção. Nas diferentes regiões produtoras, essa umidade relativa é em torno de 75%.
Mudanças muito bruscas nessa umidade podem causar fendilhamentos nas inflorescências e nos frutos, diminuindo o valor comercial. Alem da alta umidade favorecer o ataque de doenças fúngicas e bacterianas.
A qualidade das mudas nessa cultura é importantíssima, pois, a propagação é feita vegetativamente.
As mudas devem ser de boa procedência, sadias, vigorosas e de tamanho uniforme (nunca menores de 25 cm, com exceção da coroa).
A propagação é feita por mudas produzidas pela planta como filhotes (do pedúnculo do fruto), rebentões (do talo da planta, são maiores) e filhote rebentão, e as coroas dos frutos destinados a industria, e também muda sadia ou de viveiro, produzida pelo corte do caule da planta mãe (logo após a colheita), do caule do rebentão ou da coroa.
Estes pedaços são plantados em sementeiras ou viveiros até a produção das gemas e formação das mudas com tamanho adequado para o transplante no campo.
OBS: Para instalação de um abacaxizal é necessário se levar em conta alguns pontos estratégicos relacionados com a localização da área, a disponibilidade e o custo da mão-de-obra, vias de acesso e escoamento da produção, existência de fontes de água e distancia de agroindústrias e dos centros de consumo.
O preparo do solo para o plantio começa com a retirada da vegetação existente (desmatamento, roçagem), seguindo-se a aração e gradagem, com profundidade mínima de 30 cm, para facilitar o crescimento do frágil sistema radicular do abacaxizeiro.
Em áreas já cultivadas com abacaxi é preciso, em primeiro lugar, destruir os restos culturais, incorporando-os ao solo (uma vez decomposto).
É uma operação difícil devido à grande quantidade de massa vegetal (em torno de 100 toneladas/ha), mas sua execução permite melhorar as características físicas do solo, coloca certos nutrientes contidos na massa vegetal, à disposição da planta e auxilia no controle de pragas como a cochonilha.
Geralmente planta-se o abacaxi entre o final da estação seca e o inicio da chuvosa, porém, o plantio pode ser feito o inteiro, dependendo da regularidade das chuvas, da possibilidade de irrigação, das condições de umidade do solo e da disponibilidade de mudas e de mão-de-obra. O plantio pode ser feito em fileiras simples, duplas e triplas, sendo os mais usados os de fileira simples e duplas.
80 a 120 cm entre filas e 30 a 40 cm entre plantas, tendo aproximadamente, 20.000 a 48.000 plantas/ha.
70 a 90 cm entre filas duplas, 30 a 40 cm entre as filas simples e 22 a 25 cm entre as plantas nas filas, o que resulta uma população de 40.000 a 75.000.
Embora o abacaxizeiro tolere bem a acidez, há algumas situações em que a calagem se faz necessária, como, por exemplo, quando o teor de magnésio no solo se encontra inferior a 0,5 meq/100 cm3 (indicado na analise de solo).
Na calagem, se necessária, dê preferência a calcário dolomítico, para suprir a necessidade de magnésio.
A decisão sobre a quantidade de fertilizantes a ser aplicado deve levar em conta outros fatores, além das exigências nutricionais da planta, entre eles, a capacidade de suprimento do nutriente pelo solo (analise do solo), o nível tecnológico adotado pelo agricultor e a rentabilidade.
O parcelamento da adubação, com as respectivas épocas de aplicação deve levar em conta o período previsto para a indução artificial da floração, assim como o regime de chuvas.
Os adubos minerais sólidos (uréia, superfosfatos, cloreto de potássio, etc) devem ser aplicados no solo, junto às plantas, ou nas axilas das folhas basais. Depois da aplicação, recomenda-se cobrir o adubo com terra (amontoa), para evitar perda de nutrientes.
Os adubos orgânicos (estercos, tortas vegetais e outros) são especialmente indicados para uso em solos arenosos e pobres em matéria orgânica.
Recomenda-se aplicação desses adubos no plantio ou na primeira adubação em cobertura. A adubação foliar por via liquida é uma maneira de suprir a cultura de nutrientes.
É usada em algumas situações, tais como: aplicação de fertilizantes na estação seca; suplementação de adubações nitrogenadas e potássicas feitas via sólida; e aplicação de micronutrientes. Quando se optar por pulverizações foliares, estas não devem ser feitas nas horas mais quentes do dia, pois o escorrimento do excesso de solução pode causar queimadura nas folhas.
A época de floração e, portanto a época de colheita podem ser antecipadas com a aplicação de fitorreguladores (substancias químicas) na roseta foliar ou por pulverização na planta.
Essa pratica visa impedir a floração natural, que é bastante heterogênea, e uniformizar a frutificação.
Deve ser planejada para evitar uma concentração de operações na propriedade e fazer com que a colheita coincida com a época favorável à venda dos frutos.
No Brasil, essa pratica é feita em épocas onde as condições climáticas sejam desfavoráveis ao ataque da fusariose.
Varias substancias podem ser usadas para a indução floral, tais como: etileno, carbureto de cálcio (acetileno) e ácido 2-cloroetilfosfônico (ethephon). Essas substâncias diferem entre si pelo modo de aplicação e a eficiência.
O carbureto de cálcio é aplicado no interior da roseta foliar, enquanto o etileno e o ethephon podem ser pulverizados sobre as plantas.
Os indutores florais devem ser aplicados à noite (entre as 20 horas e às 5 horas) ou nas horas mais frescas do dia ou ainda em dias nublados. A idade da planta deve estar entre sete e quatorze meses, e elas devem estar bem desenvolvidas. Ou pode se aplicar seis meses antes da época escolhida para a colheita. Em regiões mais frias, como o Sul do país, esse período pode ser mais longo.
O abacaxizeiro pode ser cultivado entre as linhas de culturas perenes e arbóreas em desenvolvimento ou pode ser usado em rotação com adubos verdes.
Essa prática, além de melhorar as propriedades físicas do solo, ainda evita os riscos de uma monocultura (pragas, preços baixos, etc).
Os frutos com destino a consumo in natura são mais valorizados que os destinados a industria. Os com destino a consumo in natura precisam vender mais pela aparência (forma, cor, sanidade) e odor, podendo assim, justificar um maior investimento na sua produção.
Esse aspecto é importante, principalmente se o fruto tem como destino a exportação, pois o mercado externo é muito exigente em qualidade e apresentação.
Sabe-se que um dos maiores problemas na cultura é o manuseio inadequado do fruto na colheita e pós-colheita, e a questão de qualidade está diretamente ligado com o destino do produto, que, por sua vez, influencia as práticas culturais.
A colheita do abacaxi tem a ver com a época de plantio, o tipo de muda utilizado e o tratamento de indução floral.
Se a floração ocorre naturalmente, a colheita estende-se por um período muito longo, o que causa uma serie de inconvenientes, que chegam a tornar a produção de abacaxi antieconômica.
Planeja-se a colheita em função da comercialização, dependendo, em grande parte, desse ajuste o sucesso econômico e a rentabilidade da plantação.
Se o plantio foi bem conduzido e apresentou um bom estado sanitário e uma produção superior, pode-se colher uma segunda safra (ou soca). Para que isso ocorra são necessários cuidados para que a planta seja bem nutrida (adubações) e, um controle de doenças e pragas.
Nesse caso, aproveitam-se as mudas originadas da base do caule (rebentões subterrâneos), a fim de evitar o tombamento e posterior dano ao fruto (por queima soar).
Tem uma produtividade media de 30.000 a 40.000 frutos/ha/ano.
Em geral, a comercialização do abacaxi é feita com o fruto ainda no campo, antecipadamente e a granel.
Leva-se em conta o tamanho e a aparência do fruto, de acordo com os padrões das variedades. Para os grandes mercados consumidores ao natural, seguem os frutos de primeira qualidade, sadios e com peso igual ou acima de 1,5 kg.
Os que não atingem esse padrão são vendidos nos mercados locais, perto das regiões produtoras, ou são destinados à industrialização.
Fonte: www.clubedofazendeiro.com.br

É uma fruta nacional, de sabor agradável, refrescante e delicioso. Indicações: Pode ser aplicado como grande remédio para o tratamento da bronquite, afecções da garganta e difterias.
O seu suco é diurético e vermífugo. Combate também a prisão de ventre, controla as funções hepáticas e favorece a digestão.
Auxilia também no combate a febres intestinais, enfermidades da bexiga,da próstata e da uretra, elimina cálculos renais e auxilia na função da vesícula. É empregado também no tratamento do reumatismo, da artrite, a hidropisia e icterícia. Ótimo suco alimentar e é depurativo do sangue.

O uso abusado agride o estômago principalmente se a fruta não estiver bem madura e pode provocar sangramento na boca e ou gengivas.
Fonte: www.psleo.com.br