
A palavra abacaxi vem do tupí iba-cati (fruto que cheira muito) e, na linguagem indígena, era chamado de ananás (fruta excelente).
Vegetal da família das bromeltáceas, que produz fruto também denominado abacaxi, da mesma espécie e semelhante ao ananás, porém mais saboroso e aromático.
O abacaxi, alimento funcional, além de ser nutritivo e delicioso, ótimo para repor as energias no verão, o abacaxi (também conhecido como ananás) é também um alimento e tanto. Possui ácidos orgânicos com efeito sobre a digestão das gorduras, possui enzima auxiliar na quebra de proteínas, é bom alimento para servir de sobremesa em churrascos. Antiespasmódico, estimulante da respiração celular, laxativo leve e diurético. Possui uma substância chamada triptofano que tem efeitos positivos sobre o humor.
O abacaxi (Ananás comosus) é uma fruta tropical das mais famosas, nativa das regiões costeiras da América do Sul, cuja planta (o abacaxizeiro) pertence a família das bromeliáceas.
Na verdade, o abacaxi é uma infrutescência - cada gominho é um fruto independente que se juntou durante o processo de crescimento -. Pelo seu perfume delicioso, seu sabor acre-doce e seu valor nutritivo, ficou famoso no mundo todo. Na culinária tem vários usos e faz parte dos mais variados pratos, podendo ser consumido ao natural, como sobremesa ou no café da manhã.
O abacaxi possui um alto teor de vitamina C, é rico em sais minerais (cálcio, fósforo e ferro), açúcares, vitaminas, o qual produz benefícios para a saúde. Além de conter celulose (substância indispensável para o bom funcionamento intestinal) e bromelina (substância que facilita a digestão das carnes), devendo ser consumido preferencialmente ao natural. Aliado da beleza, retira as células mortas da pele, rejuvenescendo-a. Por isso mesmo, também é excelente nos processos de cicatrização.
Grande parte dos abacaxis comercializados no mercado brasileiro tem como origem as plantações do Nordeste, principalmente dos Estados da Paraíba e Pernambuco. Ele é classificado pelo tamanho como grande (mais de 1,5 kg), médio (entre 1,0 e 1,5 kg) e pequeno (menos de 1,0 kg) e, de acordo com a variedade, em pérola (formato cônico, coroa de menor diâmetro e coloração interna amarelo-pálida, quase branca), jupí (diferente do pérola no formato cilíndrico - mesmo diâmetro de cima a baixo) e havaí (formato cilíndrico, coroa de maior diâmetro, sem espinhos e coloração interna amarelo-palha ou mesmo amarelo-forte).
O fruto tem maior valor comercial quando apresenta os seguintes padrões: tamanho grande (1,5 kg de peso), colocação amarelada na base (gomos amarelando), boa aparência física (sem manchas, ferimentos, podridão ou deformação), coroa firme e variedade pérola. Do seu plantio até a colheita leva-se em torno de 18 meses e sua oferta no mercado é forte nos meses de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro, média nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril, e fraca nos meses de maio, junho e julho.
Para se escolher um bom abacaxi, não se pode considerar apenas sua cor, que varia muito dependendo da qualidade.
O melhor e mais simples é verificar as folhas da coroa: o abacaxi está no ponto quando elas se soltam com facilidade. Também é possível perceber o ponto pressionando-se com os dedos: se ele estiver muito duro, ainda está verde.
Quando o abacaxi está maduro demais, sua casca tem manchas escuras e partes amolecidas próximas à base, sendo menos ácidos os que possuem espinhos nas folhas da coroa.
Como a deterioração do abacaxi começa em torno da coroa, ela só deve ser retirada no momento em que se for usar a fruta. Depois de cortado, deve ser guardado em recipiente fechado e mantido na geladeira. Quando ainda com casca, guarde na gaveta da geladeira. No caso do enlatados, depois de aberta a lata, coloque em outro recipiente junto com a calda e mantenha também na geladeira.
Além de ser consumido ao natural ou em pratos salgados, saladas e bebidas, o abacaxi também pode ser encontrado enlatado, em calda, em sucos concentrados, geléia, doce em pasta e cristalizado.
Em pratos salgados, o abacaxi fica muito bom com carne de porco, peixes, crustáceos e aves de carne gordurosa.
Em saladas e bebidas o abacaxi é muito usado junto com outras frutas.
Quando for fazer sorvete ou gelatina de abacaxi, ferva o suco e a polpa antes de preparar. Caso contrário, a fruta não se solidifica.
A casca do abacaxi pode ser usada para fazer suco. Descasque a fruta, deixe a casca repousar numa vasilha com água por algumas horas e depois bata no liquidificador e coe. Sirva gelado.
Os abacaxis que tiverem as folhas da coroa com espinhos são menos ácidos.
O abacaxi com presunto é um ótimo tira-gosto.
Para que o abacaxi verde amadureça, deixe-o à temperatura ambiente, enrolado em jornal e longe da luz direta do sol.
O suco do abacaxi é um ótimo molho para umedecer presunto, lombo ou frango enquanto assam.
Os índios da América costumavam pendurar folhas de abacaxi, ou mesmo o fruto, na porta das cabanas para indicar que as visitas eram bem-vindas.
A expressão "abacaxi", usada para designar um problema ou uma encrenca, vem da dificuldade que se têm de se descascar bem o fruto.
Casca e o fruto maduro.
Origina-se da América Tropical, sendo também cultivado em outros países de clima tropical e subtropical. Pertence à mesma família botânica do gravatá e da samambaia conhecida como barba-de-velho, da família das bromeliáceas.
Afecções da pele (acnes, cravos e espinhas)
Chagas
Esclerodermias
Excesso de líquido no organismo
Feridas
Problemas digestivos
Psoríases
Úlceras
A acidez do abacaxi favorece, na digestão, a absorção de ferro. O anêmico pode, no intervalo das refeições, usar um pouco de suco de abacaxi diluído em água e adoçado com melado de cana.
O suco de abacaxi é excelente diurético.
O suco de abacaxi, sem açúcar, tomado em pequena quantidade uma ou duas horas antes da refeição, ajuda a abrir o apetite.
Para auxiliar na eliminação de cálculos, há tratamentos naturais específicos.
O suco de abacaxi pode participar juntamente com outros sucos e chás.
Pode-se passar alguns dias com dieta exclusiva de abacaxi, e tomar chás como o de quebra-pedra, folha de abacate, cana-do-brejo e cavalinha. Convém, entretanto, seguir orientação médica para cada caso.
Bibliografia
As Frutas na Medicina Natural Alfons Balbach Daniel S. F. Boarim
Fonte: www.frutas.radar-rs.com.br
Nome popular: ananás; abacaxizeiro
Nome científico: Ananas comosus (L.) Merril.
Família botânica: Bromeliaceze
Origem: América Central e México.

Planta de pequeno porte, podendo atingir 80cm de altura. Folhas longas e duras, dispostas espiraladamente, partindo da base, formando uma roseta. Flores pequenas, de coloração rósea a roxo-purpúrea, surgem aglomeradas em uma haste, formando uma espiga que se desenvolverá originando a fruta do abacaxi.
O conjunto dos pequenos frutos formam a estrutura de forma ovóide do abacaxi.
Na sua porção superior forma-se uma "coroa" de folhas duras, de coloração verde intensa denominadas brácteas.
A haste interna do abacaxi é envolta pela suculenta polpa que é comestível.
Prefere solo rico em nutrientes, não suportando os encharcados. O plantio é feito no início das chuvas desenvolvendo-se bem em locais de temperaturas de 16° a 20° C e livres de geadas. Produz 20 kg por planta ao ano. Frutifica o ano todo.
Quando Cristóvão Colombo chegou à ilha de Guadalupe, no Novo Mundo, o abacaxi foi oferecido aos invasores europeus num gesto de hospitalidade e boas-vindas. Por sua semelhança, um tanto forçada e bastante apressada, com o fruto do pinheiro europeu, a fruta foi então chamada de pina, como é até hoje conhecida nos p\ de língua espanhola.
Para os indígenas de língua guarani, seu nome significava "fruta saborosa", de onde derivou a palavra ananás, como são ainda conhecidas algumas de suas espécies silvestres. Mas foi "iuaka'ti" ou "fruta cheirosa", outra de suas denominações indígenas, que deu origem à palavra abacaxi em português.
Provavelmente nativo do sul da América do Sul, da região onde hoje fica o Paraguai, o abacaxi foi carregado por toda a América pelos índios guaranis, tornando-se espécie cultivada pelas populações autóctones até a região da América Central e Caribe muito antes da chegada dos europeus.
O abacaxi, com o nome de pina, foi levado para a Europa como testemunho da exuberância exótica das terras existentes a oeste do Atlântico.
Espécie de fruto de fácil dispersão e cultivo, o abacaxi cruzou os mares do mundo a bordo de galeões e caravelas, chegando para ficar na África, na China, em Java, na Índia e nas Filipinas.
Nesses locais o abacaxi se propagou com facilidade e rapidez, tendo sido muito bem aproveitado nos últimos cinco séculos, e não apenas como saboroso fruto.
Na Inglaterra, verdadeira paixão, a partir do século XVII iniciou-se o cultivo do abacaxi em estufas especialmente preparadas para manter a temperatura equivalente à temperatura tropical de que a planta necessita para crescer.
Com sua coroa espinheinta, passou a ser chamado, no feminino, de "a rainha das frutas". Transformado em iguaria de reis e rainhas, o abacaxi foi oferecido como símbolo de hospitalidade a convidados especiais da nobreza, também nas cortes européias.
Em seu transporte do Novo para o Velho Mundo, o abacaxi deixou de ser apenas uma fruta e passou a ser um verdadeiro modelo de beleza e exotismo, representado incansavelmente pelas belas artes, estudado e admirado pelas ciências da natureza. Uma imagem que permaneceu misteriosa por muito tempo, até que pudesse ser completamente desvendada pela botânica.
Soube-se, depois de muito tempo, que aquilo que costumava ser considerado como uma frota inteira, única, não passava de uma ou duas centenas de pequenos frutos aglomerados em torno de um mesmo eixo central: cada "olho" ou 'escama" da casca do abacaxi é um fruto que cresceu a partir de uma flor, fundindo-se todos os frutos em um grande corpo, chamado infrutescência, no topo do qual se forma a coroa.
De perfume forte e sabor variado, ora dulcíssimo, ora bastante ácido, esse conjunto de frutos do abacaxi possui uma polpa refrescante e cheia de caldo. Tais virtudes o recomendam como fruta que se presta à produção de compotas, doces cristalizados, geléias, sucos, sorvetes, cromes, gelatinas e pudins.
No Brasil faz-se também uma bebida, chamada alua, bastante conhecida e apreciada no nordeste: deixam-se as cascas do abacaxi imersas em água por alguns dias, até que se processe a sua fermentação.
O abacaxi é, seguramente, uma das frutas tropicais mais populares do mundo, sendo muito utilizada no preparo de coquetéis de espírito festivo, tais como a mundialmente famosa pina colada, feita com suco de abacaxi e rum.
O abacaxi não é fruta calórica, mas seu conjunto contém altas porcentagens de vitaminas A, B e C, assim como carboidratos, sais minerais e fibras.
Além disso, dos restos do abacaxizeiro pode-se extrair a bromelina, uma enzima nobre que ajuda a decompor proteínas, resultando dessa extração um bagaço consistente que pode ser utilizado como ração animal.
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de abacaxi, com mais de 700 mil toneladas anuais, perdendo, no início dos anos 90, apenas para a Tailândia, para as Filipinas e para a China.
As principais plantações brasileiras estão concentradas na região Nordeste do país, em especial no Estado da Paraíba; no Triângulo Mineiro; e nos Estados da Bahia e de São Paulo, onde os municípios de Araçatuba e Bauru são os líderes.
Apesar de manter uma área de cultivo muito maior que os outros países produtores, o Brasil ainda não detém completamente as técnicas que permitem a alta produtividade obtida nos abacaxizais asiáticos. Basicamente, no Brasil, cultivam-se as variedades Pérola, a preferida pelo mercado in natura, e Smooth Cayenne ou Havaiana, que produz um fruto maior, mais ácido e resistente e que, por isso mesmo, é normalmente destinada à exportação e às indústrias de compotas e de sucos.
Fonte: naturezaviva.net.br