O tórax da abelha é formado por três segmentos: o primeiro, ligado à cabeça, chama-se Protórax; a mediana, Mesotórax; e o terceiro ligado ao abdômen, Metatórax.
Os órgãos de locomoção da abelha estão situados em seu tórax: as seis patas, divididas em seis segmentos, e seus dois pares de asas. Também estão alojados no tórax: o esôfago das abelhas e os espiráculos (órgãos de respiração).
Os pares de patas diferem entre si, possuindo cada um deles uma função diferente. Na primeira parte do tórax estão instaladas as patas anteriores, as quais são forradas por pêlos microscópicos e que servem para limpar as antenas, os olhos, a língua e a mandíbula;
Na segunda parte estão as patas medianas que possuem um esporão, cuja função é a limpeza das asas e a retirada do pólen acumulado nos cestos das patas posteriores, estas instaladas na última parte do tórax e que se caracterizam pela existência das cestas de pólen, pentes e espinhos, cuja finalidade é retirar as partículas de cera elaboradas pelas glândulas cerígenas alojadas no ventre.
É o centro locomotor da abelha e nele encontramos
a) Três pares de patas
As patas anteriores onde as abelhas possuem uma estrutura que serve também para limpar as antenas e retenção do pólen na corbícula (espécie de cesta para armazenar);
As patas medianas, nas quais encontramos uma quantidade muito grande de pêlos que são utilizados para limpar o tórax da abelha;
As patas posteriores, onde encontramos a corbícula, formado por uma franja de pêlos nas tíbias posteriores;
b) Dois pares de asas;
c) Glândulas Salivares e Glândulas das Patas.
09.3. ABDOME
O abdome abriga a maioria dos órgãos das abelhas. Nele estão situados a vesícula melífera (que transforma o néctar em mel e ainda transporta a água coletada no campo para a colméia), o estômago das abelhas (conhecido como ventrículo), seu intestino delgado, as glândulas cerígenas (responsáveis pela produção de cera) e as traquéias ou espiráculos (órgãos de respiração).
No abdome dos zangões está localizado seus órgãos reprodutores, constituído por um par de testículos, duas glândulas de muco e pênis.
Exatamente na extremidade do abdômen está localizada a arma de defesa das abelhas: seu temível ferrão. Para a abelha rainha, o ferrão nada mais é do que um instrumento de orientação que visa localizar as células dos favos onde irá ovular, ou então, de defesa, utilizado para picar outra rainha que porventura, tenha nascido ao mesmo tempo, com a qual, travará uma luta de vida ou morte pela liderança dentro da colméia. É importante saber que a rainha só ataca outra rainha, só utilizará seu ferrão, contra outra que queira tomar seu trono.
Outro ponto interessante é que o ferrão da rainha é liso, após penetrar e injetar o veneno, ele volta ao seu estado normal, o que não acontece com as operárias. As operárias têm o ferrão em forma de serrote, que após penetrar em algo mais duro, como a pele do homem, fica preso puxando parte dos seus órgãos internos, o que ocasiona a sua morte, logo em seguida.
Assim, para as operárias, o ferrão é uma importante defesa, é por meio do ferrão que as abelhas se defendem, injetando no inimigo uma toxina que, em grande quantidade, pode ser fatal. Basta dizer que uma pessoa picada por mais de 400 ou 500 abelhas tem morte certa. No entanto, o veneno das abelhas, em doses reduzidas e adequadamente administradas, é empregado em vários países, principalmente nos Estados Unidos e Rússia, no combate a doenças como reumatismo, nevralgias, transtornos circulatórios e várias outras doenças.
É também no abdome que estão localizados os órgãos de reprodução femininos: vagina, ovários (dois), espermateca (bolsa onde a rainha armazena os espermatozóides dos zangões que a fecundaram) e a glândula de odor que tem importante papel de possibilitar a identificação entre as abelhas. É por causa deste cheiro característico que uma abelha não é aceita por uma outra colméia que não seja a sua. Cada abelha tem a sua colméia, saindo e retornando precisamente sempre para o mesmo alvo (entrada do ninho). Desta forma ela nunca erra de casa, pois se isso acontecer, ela será picada e morta. Esse fato somente não ocorrerá se na hora do pouso errado, ela estiver carregada de néctar e pólen, neste caso, a abelha é muito bem recebida e integrada a família (nova colméia).
O abdômen é o local de armazenamento do corpo da abelha e é coberto de pêlos, nele encontramos
a) Aparelho reprodutor;
b) Estômago de mel;
c) Estômago verdadeiro;
d) Os intestinos;
e) Aparelho circulatório;
f) Aparelho respiratório;
g) Aparelho digestivo;
h) Gânglios nervosos;
i) Glândulas salivares, glândulas de veneno, entre outras;
10. COMUNICAÇÃO E ORIENTAÇÃO DAS ABELHAS
As abelhas, em sua maioria, são dotadas de processo de orientação excepcional de comunicação que é baseado, principalmente, tendo o sol como referência. Porém essa comunicação varia de acordo com a espécie da abelha.
Para retornar à colméia, as campeiras aprendem a situar sua habitação assim que fazem os primeiros vôos de treinamento e reconhecimento. É importante saber que todas as abelhas possuem a rara propriedade de enxergar a luz do sol (que é seu referencial mesmo nos dias nublados e encobertos), graças a sua sensibilidade à radiação ultravioleta emitida pelo sol.
As abelhas, nem sempre utilizam o mesmo sistema de orientação, para guiar suas companheiras em relação as fontes de alimento recém descobertas. Neste caso, quando querem informar sobre a localização e fontes de alimentos, algumas abelhas campeiras transmitem a informação por meio de um sistema de dança.
Quando a fonte de alimento está situada a menos de cem metros da colméia, a campeira executa uma dança em círculo, e, quando a fonte de alimento está localizada a mais de cem metros, a campeira dança em requebrado. Nas duas situações, a campeira indica a direção da fonte de alimento pelo ângulo da dança, em relação ao por do sol.
10.1. COMUNICAÇÃO EM ALGUMAS ESPÉCIES
Existem espécies onde as campeiras chegam com alimento correndo em ziguezague e produzindo um som que estimula a saída de outras abelhas, e, estas, por suas vez, vão à procura da fonte que tenha o mesmo odor do alimento trazido pelas primeiras. Isso ocorre com as abelhas Jataí, Mirim e Mosquito.
Na espécie Bombus, a coletora chega com o pólen e as outras campeiras comem parte deste pólen. Depois partem para procurar uma fonte de pólen com o mesmo cheiro.
As abelhas do gênero Trigonisca, Frieseomelitta, e Duckeola informam sobre a fonte de alimento correndo e batendo nas companheiras, soltando o cheiro do alimento.
A espécie Iraí também reparte o alimento produzindo um som característico, e quando em grupo de aproximadamente 50 abelhas já “conhece” o odor do alimento e o som, este sai em busca de nova fonte.
Em espécies de Partamona, a campeira vai até a colméia, estimula a saída de outras campeiras e vai guiando-as até a fonte liberando uma substância produzida por uma glândula mandibular para orientá-las.
Outras espécies podem guiar-se apenas pelo som, para indicar a distância da fonte à colméia, como a Melipona, ou ainda, guiar-se apenas pelo odor da amostra de alimento trazida pela primeira coletora.
11. AS ABELHAS E A POLINIZAÇÃO
Polinização é o transporte do pólen dos estames de uma flor até a parte feminina de outra, deste modo, obtém-se as sementes que produzirão uma nova planta.
Em alguns casos, o pólen é transportado pelo vento, mas há plantas que dependem dos animais, especialmente de insetos para que ocorra a polinização.
As abelhas são um dos insetos polinizadores mais importantes, já que visitam muitas flores. Quando pousam sobre uma flor, seu corpo fica coberto de pólen e, ao visitar a flor seguinte, parte do pólen se desprende, polinizando a planta.
Elas são muito importantes para a agricultura. Muitas das plantas que cultivamos, e sobretudo as árvores frutíferas (a pereira, a macieira, etc), dependem dos insetos para sua polinização.
Algumas vezes, colméias são instaladas perto das plantações para favorecer a fecundação e, deste modo, contribuir para a obtenção de uma colheita mais rica e abundante.
12. PRODUTOS E ALIMENTOS DAS ABELHAS
12.1. O MEL
Conhecido desde antigüidade, o mel durante muito tempo, era o único produto doce usado pelo homem em sua alimentação, até ser substituído gradualmente por açúcares, como o extraído da cana. É o melhor e mais antigo adoçante para uso familiar e industrial com mercado (venda) sempre garantido.
Mel é o produto alimentício produzido pelas abelhas a partir do néctar das plantas, que vivem sobre algumas espécies vegetais e algumas espécies de abelhas recolhem, transformam, combinam com substâncias específicas próprias, armazenam e deixam amadurecer nos favos da colméia.
É líquido, espesso, pastoso, em geral têm cor amarelada, raramente acastanhada ou avermelhado, excepcionalmente esverdeado.
Dos produtos fornecidos pelas abelhas, o mel é sem dúvida o mais conhecido. Este é o produto final da elaboração pelas abelhas do néctar retirado das flores e submetido a transformações químicas dentro do seu corpo e depois, já nas células, de evaporação, sob a ação do calor e ventilação dentro da colméia. O homem utiliza-se fartamente do mel como alimento, entretanto, sem desconhecer suas qualidades medicinais.
O mel, na verdade, é o único produto que contém proteínas e diversos sais minerais e vitaminas essenciais à nossa saúde. É ainda um alimento de alto potencial energético e de conhecidas propriedades medicinais. Além disso, é um dos poucos alimentos de reconhecida ação antibactericida, que contém em proporções equilibradas: fermento, vitaminas, minerais, ácidos e aminoácidos.
Cada abelha vive em média seis semanas. Quando o alimento diminui, todas as atividades são interrompidas e a colméia vive do mel armazenado na época da fartura.
12.1.1. SABOR E COLORAÇÃO DO MEL
Produto processado a partir do néctar das flores, o mel tem sua cor e sabor diretamente relacionada com a predominância da florada. Com relação a coloração, há basicamente os méis claros e os escuros. Geralmente, os de coloração clara apresentam sabor e aroma mais suaves que os escuros e por isso são mais apreciados. No entanto, os méis mais escuros são mais ricos em proteínas e sais minerais, sendo portanto, mais ricos no ponto de vista nutritivo.
Além de proteína e sais minerais, o mel apresenta ainda em sua constituição proteínas, enzimas, hormônios, partículas de pólen e de cera, aminoácidos, dextrinas e um grande número de ácidos que apresenta o PH do mel, seu grau de acidez 3,9. Mais adiante, no decorrer de nossa pesquisa, mostraremos detalhadamente toda esta composição de vitaminas do mel.
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a maioria dos méis puros, genuínos, acabam cristalizando-se (açucarando) com o tempo. É importante esclarecer ainda que as qualidades dependem também das espécies produtoras e das matérias primas que empregam. Por exemplo, quando possuem sabor e aromas delicados, provêm de néctares de plantas aromáticas, como a laranjeira, a acácia, etc. Outros, possuem sabor amargo, quando as abelhas visitaram com insistência flores como os pinheiros. Outro fator que influencia suas qualidades é como se extraem os favos.
Àquele que escorre sem qualquer pressão é mais puro e mais claro é o chamado mel virgem. Informaremos mais adiante estes detalhes quando chegarmos no item da apicultura (criação de abelhas com ferrão) e meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão).
12.1.2. NUTRIENTES DO MEL
O mel contém em cada 100 gramas: cálcio 04 mg; fósforo 19 mg; ferro 0,7 mg; carbohidratos 75 mg., o que perfaz, um total calórico de 310 calorias. Um indivíduo normal deve ingerir hidratos de carbono na quantidade necessária, ou seja, de 67 gramas por quilo de peso corporal ao dia para manter suas atividades. Exemplo: Uma criança precisa em média de 150 g de hidrato de carbono ao dia. Cada sachê de 7 gramas de mel fornece ao organismo em torno de 31,10 calorias e 7,6 de hidrato de carbono, portanto, o mel é um alimento energético.
12.1.3. COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO MEL
| A exata composição
do mel é: |
Efeitos do mel no organismo: |
| Água: de 12,7
a 27,0% |
Imunológico |
| Glicose: de 24,7
a 36,9% |
Antibacteriano |
| Levulose: de 40,2
a 43,6% |
Antiinflamatório |
| Sacarose: de 00,00
a 10,1% |
Analgésico e sedativo |
| Cinzas: de 00,03
a 00,09% |
Hiposensibilizador |
12.1.4. COMPOSIÇÕES ESPECÍFICAS DAS VITAMINAS DO MEL
Vitaminas – Vitamina A, Vitamina B (Tiamina), Vitamina B2 (Riboflavina), Vitamina B5 (Ácido Pantotênico), Vitamina B6 (Piridoxima), Vitamina B (Ácido Fólico), Vitamina C (Ácido Ascórbico), Vitamina H (Biotina), Vitamina PP (Niaciamina, niacina, ácido nicotínico);
Sais minerais – Cálcio, fósforo, enxofre, potássio, cloro, ferro, manganês, cobre, sílica, sódio;
Enzimas – Invertase, diastase, lipase, inulase, glicose-oxidase, catalase e fosfatase ácida;
Proteínas e aminoácidos - Prolinas, lisina, ácido glutâmico, ácido aspártico, arginina, cistina, glicina, histidina, isoleucina, leucina, metionina, felilalanina, serina, treonina, triptofano e tirocina.
Temos ainda na composição do mel: cetonas e aldeídos e os ácidos e seus éteres.
12.1.5. UMIDADE DO MEL
A presença de umidade no mel é normal, no entanto nele também existem levedos que podem ativar a fermentação desde que existam condições favoráveis, como: ar e umidade alta.
A umidade ideal no mel é de 16,8 à 17%, o que permitirá que este possa ser guardado por muitos meses sem perigo de fermentar.
Acima de 21% de umidade, o mel fica, sujeito a fermentação em curto espaço de tempo, não é aceito na comercialização, ou somente com grande desconto no preço, já que, vai depender de desumidificação com perda de peso.
A umidade alta do mel não depende unicamente de favos operculados ou maduros, mas também das condições geográficas do clima e do néctar, de acordo com a sua origem botânica, e até da própria linhagem das abelhas. Por exemplo: em regiões com elevada umidade do ar, o mel é igualmente afetado com uma maior. Para corrigir esta característica do mel, o apicultor deve adotar os seguintes procedimentos:
01. Antes de centrifugar os favos, em caso de existência de favos ainda não totalmente operculados ou mesmo maduros, recomenda-se mantê-los numa sala ou câmara, com circulação de ar quente à 35o C, durante 24 horas, afim de reduzir substancialmente o teor de umidade final.
02. Abrir a tampa do tambor ou lata e aquecer em “banho-maria” a uma temperatura de 40 à 45oC durante umas 12 horas, mexendo o mel vez ou outra, para ajudar na evaporação da água.
03. Usar um desumidificador industrial. Centrifugar e processar o mel, sempre em dias secos com baixa umidade.
04. Colher sempre que possível, favos completamente operculados. Para conhecer e controlar a umidade do seu mel, o apicultor, precisa ter um refratômetro de bolso ou de mesa, instrumento destinado à medir o teor de umidade do produto.
12.2. O PÓLEN
Conhecido também como o pão das abelhas, o pólen é um produto riquíssimo em proteínas, vitaminas e hormônios de crescimento, encerrando todos os elementos indispensáveis à vida dos organismos vivos. Sua importância é tanta que basta dizer que, na falta de pólen, as abelhas não sobrevivem. É um produto tão perfeito que, até hoje, o homem não conseguiu elaborar um substituto que pudesse ser fornecido às abelhas.
Apesar de ser riquíssimo em vitaminas (principalmente A e P), proteínas e hormônios, o pólen ainda não é muito empregado como produto medicinal. No entanto, pesquisadores soviéticos asseguram que o pólen apresenta ação eficaz nos casos de anemia, regulariza o funcionamento dos intestinos, abre o apetite, aumenta a capacidade de trabalhar, baixa a pressão arterial e aumenta a taxa de hemoglobina no sangue.
Estudiosos franceses demonstraram que cobaias alimentadas com pequenas doses de pólen, acusaram desenvolvimento mais rápido, acelerado e ganho de peso.
O pólen não é remédio, e sim um alimento que fortalece o organismo.
INDICAÇÕES:
a) Fortificante geral para desgaste físico e intelectual;
b) Descongestiona a próstata, rins e fígado;
c) Melhora a pele e fortifica os cabelos;
d) Estimula o pâncreas, combatendo o diabetes;
e) Favorece a fertilidade;
f) Nos transtornos de gravidez e menopausa;
g) Nas afecções orgânicas funcionais (coração, estômago, vesícula e digestão).
12.3. GELÉIA REAL
É um produto natural, secretado pelas glândulas hipofaringeanas das abelhas jovens (com 3 a 12 dias de vida adulta) e contém notáveis quantidades de proteínas (43a 48%), lipídeos (8 a 11%), carboidratos, vitaminas, hormônios, enzima, substâncias minerais, fatores vitais específicos, substâncias biocatalisadoras nos processos de regeneração das células que desenvolve uma importante ação fisiológica. Na colméia, é utilizada na alimentação das larvas de abelhas operárias até o terceiro dia de vida, e das larvas dos zangões.
Indiscutivelmente na natureza não tem outro alimento tão rico e poderoso como a geléia real.
Mas, este produto é mais conhecido como alimento por excelência, da rainha. Pode-se dizer que, graças a geléia real a abelha rainha é superior, em relação às operárias. A rainha que é alimentada com a geléia durante toda sua vida, atinge o dobro do tamanho da operária, possui um aparelho sexual desenvolvido que lhe permite uma fecundação extraordinária e a sua vida é longa (chega até a cinco anos), enquanto a vida média das operárias é de 5 a 6 semanas.
É um alimento semelhante ao mel. É uma substância fluida e clara, ligeiramente aromática e adstringente. Sua produção é lucrativa, mas depende de conhecimentos especiais.
Para o homem, a geléia real tem ação vitalizadora e estimulante do organismo, aumenta o apetite e tem comprovado efeito antigripal. Não se conhece, na biologia e medicina, outra substância com semelhante efeito sobre o crescimento, longetividade e reprodução das espécies.
É utilizada pelo homem na fabricação de cosméticos para a pele, ajuda no desenvolvimento mental da criança, no tratamento do raquitismo (fraqueza dos ossos), regulariza as funções do sistema nervoso, cardiovascular, aparelhos respiratórios, digestivos, rins, fígado e diminui o stress.
12.3.1. COMO CONSERVAR A GELÉIA REAL
Quando pura, guardar na geladeira em frasco escuro e bem fechado.
Quando misturada com mel pode ser guardada em ambiente normal, sem colocar na geladeira.
Fatores que prejudicam sua conservação: calor excessivo, luz, ar com processamento inadequado.
O ar provoca oxidação da geléia real.
A melhor técnica para conservação é a liofilização ou sua transformação em pó.
12.4. PRÓPOLIS
Constituída de resinas vegetais que as abelhas coletam de determinadas árvores, cera, pólen e ácidos e gorduras, a própolis é uma substância que as abelhas processam para fechar frestas da colméia, soldar peças e componentes móveis da sua moradia e ainda, diminuir a entrada do alvado nas épocas frias. A própolis garante a pureza e higiene das abelhas e de seu habitat.
As campeiras são obrigadas, ao entrar ou sair da colméia, a passar por um corredor revestido de própolis, o que é um verdadeiro banho desinfetante. Com essa operação de limpeza elas são desinfetadas das bactérias que são destruídas pela própolis. As virtudes terapêuticas desse produto das abelhas são relatadas através da história.
Os egípcios a usavam para embalsamar mortos antes de enfaixá-los. Sua ação bacteriana ajudou na conservação dos corpos.
Seu maior interesse para o homem, no entanto, é sua ação antibiótica e anti-séptica. As abelhas empregam a própolis para impermeabilizar e envernizar as paredes da colméia. Além disso, qualquer corpo estranho (pequenos animais mortos, como camundongo) que não consiga remover para fora da colméia, é encapado com uma camada de própolis para impedir ou retardar o processo de putrefação. Dessa forma, o cadáver do animal fica mumificado com a camada de própolis e seu processo de decomposição é retardado por vários anos.
Além de propriedades antibióticas, a própolis apresenta ação imunológica, anestésica, cicatrizante e antiinflamatória. Comercialmente, a própolis é vendida em solução, e em concentrações variáveis. O produto foi testado experimentalmente e aprovado em doenças como faringites, câncer de garganta, pulmão e infecções gerais, em diferentes concentrações.
Outras doenças comuns que são tratadas com a própolis: acne, calos, dermatose, verrugas, urticárias, queimaduras, eczemas, furúnculos, herpes, amigdalite, faringite, laringite, piorréia, aftas, rouquidão, cistite, corrimento, prostatite, vaginite, gripe, tosse, bronquite, úlcera, halitose, colite, etc.
A própolis, sem dúvida, é um dos produtos apícolas de maior eficácia, quanto aos princípios ativos transmitidos da planta ao homem. Por ser um produto muito potente, largamente utilizado na Europa, Rússia e Estados Unidos e utilizado muito pouco ainda no Brasil, os estudiosos recomendam o seu uso com cautela, sem exagero e sempre com pouca constância (máximo de 90 dias), pois a própolis possui a propriedade comprovada de um antibiótico natural. Assim, ela não deve ser usada por períodos longos, apesar de não possuir contra indicações.
12.5. APITOXINA - O VENENO DAS ABELHAS
Apesar de ser um produto letal para o homem, quando aplicado em grandes proporções, o veneno das abelhas é um consagrado medicamento contra diversos distúrbios e afecções. Em países como Estados Unidos e Rússia, o veneno das abelhas é um remédio popular indicado contra várias doenças. Sem dúvida, o tratamento contra reumatismo, à base dessa substância é bastante conhecido.
Mas a “apitoxina”, como é conhecido o veneno, é empregada com sucesso em tratamento contra nefrites e nevralgias, nas afecções cutâneas, doenças oftálmicas, na redução da taxa de colesterol no sangue e contra a hipertensão arterial.
No Brasil, a apitoxina é praticamente desconhecida. Nos Estados Unidos ela é administrada por meio de picadas naturais das abelhas, injeções subcutâneas, pomadas, inalações e até mesmo por comprimidos.
12.6. CERA
A cera é elaborada pelas abelhas para a construção e manutenção dos favos (que servem para depósito de mel) de suas colméias, também é aproveitada pelo homem. Segundo estudos científicos, a abelha para produzir 1 (um) Kg. de cera consome em média 7 a 8 Kg. de mel.
Esse material é utilizado na fabricação de velas com a vantagem de serem aromáticas. Da cera produzida pelas abelhas o homem também usa para fabricar lápis de cor, confecção de cosméticos, produtos farmacêuticos e odontológicos, tintas, lentes telescópicas, mobiliário, material de depilação, para fazer impermeabilizantes, etc.
13. APICULTURA & MELIPONICULTURA
Somente para esclarecer, vamos distinguir a diferença entre “apicultor” de “meliponicultor”. A apicultura é a criação de abelhas com ferrão que são importadas, as trazidas para o Brasil, como já vimos no início de nosso trabalho. E meliponicultor é o criador de abelhas sem ferrão, que são as nativas (ou indígenas) do Brasil.
As abelhas importadas produzem muito mais mel que as nativas, por esse motivo existe no Brasil muitos apicultores, pois não é viável economicamente ser meliponicultor. Existem alguns poucos criadores de abelhas nativas (como: uruçu, mandaçaia, jandaíra, etc), alguns deles são pesquisadores, outros colecionadores e também por lazer. Não descartamos a comercialização do mel dessas abelhas, apenas sua produção é inferior às abelhas importadas.
14. A APICULTURA E A HISTÓRIA
É o ramo da agricultura que estuda as abelhas produtoras de mel e as técnicas para explorá-las, convenientemente, em benefício do homem. Inclui técnicas de criação de abelhas, a extração e comercialização do mel, cera, geléia real e própolis.
Atualmente, China, México e Argentina são os principais países exportadores; Alemanha e Japão os maiores importadores. A apicultura é uma atividade muito antiga, suas origens estão na pré-história. São famosos os desenhos descobertos nas cavernas da Espanha, mostrando o homem primitivo colhendo o mel de um enxame, com o auxílio de uma escada de cordas presa ao topo de um barranco. Antigos registros do Egito, Mesopotâmia e Grécia descrevem fatos sobre a criação de abelhas. A Bíblia faz inúmeras referências ao mel e enxame de abelhas. Portanto, o homem e as abelhas já se conhecem há muitos séculos.
A exploração dessa atividade sempre foi feita de forma rudimentar e antieconômica, obtendo-se o mel e a cera em pequenas quantidades, pouco se interessando pela vida no interior da colméia. Os enxames eram quase totalmente destruídos no momento da colheita do mel, tendo que se refazer a cada ano. Mas, com o conhecimento adquirido através dos tempos, hoje o convívio com a abelha é bem diferente. É esta modernização que vamos tentar mostrar para vocês, da melhor maneira possível, em nosso trabalho.
O apicultor é a pessoa que se encarrega de cultivar os produtos proporcionados pelas abelhas. As colméias artificiais que o homem fornece às abelhas são muito variadas e têm evoluído com o tempo. As mais rústicas, eram simples troncos ocos ou cestos de vime. Hoje em dia, utilizam-se diferentes tipos de caixas que são muito mais práticas e fáceis de manejar.
O apicultor sabe qual é o melhor momento para colher o mel e que quantidade pode extrair sem prejudicar as abelhas produtoras. Tira unicamente os favos que contêm mel maduro e os coloca em uma máquina centrífuga e, em seguida, extrairá o mel sem quebrar os favos, os quais, podem ser utilizados novamente. Antes de angarrafá-lo, filtra-o para que fique livre dos restos de cera.
15. O APIÁRIO
O progresso do apiário dependerá, em grande parte, do meio ambiente que ele está instalado, onde vivem e trabalham estes insetos, por isso, caberá ao apicultor, o correto manejo das abelhas, para obter resultados positivos no desenvolvimento do apiário.
16. APICULTURA MIGRATÓRIA OU MÓVEL
É quando existe mudança de local dos conjuntos de colméias (apiários), de uma região para outra, acompanhando as floradas e objetivando a maior e melhor produção de mel e também para a prestação de serviços de polinização.
Nos Estados Unidos, a apicultura móvel é praticada por grande números de apicultores que viajam com milhares de colméias, ao longo de centenas de quilômetros, através de vários estados em busca de flores para suas abelhas e também para fazer a polinização.
Para o desenvolvimento desta modalidade de exploração altamente especializada, é necessário uma tecnologia adequada, complementada também com equipamentos apropriados para facilitar a manipulação das colméias, permitir fácil transporte e proporcionar a necessária resistência para os constantes deslocamentos das colméias.
Os extensos pomares e outras culturas já reclamam a presença urgente de abelhas para manter sua frutificação e qualidade da produção e encontram na apicultura migratória a grande solução, a exemplo dos países com agricultura desenvolvida.
A nova modalidade de exploração apícola, além de significar um incentivo para a apicultura industrial, é também o caminho para possibilitar a prestação de serviços de polinização com abelhas nos pomares e culturas.
Apicultura migratória é o caminho para atender as necessidades de polinização dos pomares e culturas para a produção de sementes e frutas. E o Brasil, como um dos principais produtores de alimentos do mundo não pode dispensar a participação das abelhas para garantir a produção. Os outros insetos de polinização, estão sendo destruídos pela aplicação, cada vez mais intensa e descontrolada de defensivos agrícolas.
17. CRIAÇÃO, VESTIMENTA E UTENSÍLIOS
Já mostramos em nosso trabalho, como vivem e do que se alimentam as abelhas. Agora mostraremos como podemos criá-las, de forma que se possa aproveitar sua produção excedente de mel, cera, própolis e geléia real. Isso é o que se chama de apicultura racional: a criação de abelhas, com o objetivo de colher a sua produção, sem causar prejuízos a colônia.
Mas antes de dominar as técnicas e manejo de criação das abelhas, o apicultor deve conhecer os equipamentos, ferramentas e, principalmente, a indumentária, a vestimenta com que irá trabalhar. Afinal, criar abelhas não é a mesma coisa que criar coelhos ou ovelhas. As abelhas não são animais dóceis, elas tratam de defender a sua família contra qualquer tipo de ameaça, portanto, são defensivas, e atacam todos os que consideram suspeitos com ferrão, pelo qual, injetam veneno na vítima. Assim, para trabalhar com abelhas o apicultor deve, antes de tudo, estar adequadamente vestido, para defender-se de eventuais picadas. Como já falamos no decorrer do trabalho, o veneno das abelhas pode até matar o homem quando aplicado em grande quantidades (por cerca de 400 abelhas).
17.1. VESTIMENTA
A vestimenta básica é composta por uma máscara, um macacão, um par de luvas e um par de botas. Estas peças podem ser feitas pelo próprio produtor, mas é preferível comprá-las, até que o apicultor esteja perfeitamente familiarizado com a atividade. O melhor tipo de máscara é a de pano, com visor de tela metálica, pintada com tinta preta e fosca, que permite melhor visibilidade. Esse tipo de máscara é sustentado por chapéu de palha ou vime e é fechada com um longo cardaço que é amarrado sobre o macacão.
As luvas devem ser finas o suficiente para que o apicultor não perca totalmente o tato (fator de importância na manipulação das abelhas). As luvas de plástico, muitas vezes não são resistentes às ferroadas e tem o inconveniente de não permitir a evaporação do suor das mãos, o que dificulta os trabalhos e cujo odor pode irritar as abelhas. As luvas de couro fino e brancas, são as mais indicadas.
O macacão deve ser construído de uma única peça. Ele também deve ser largo, folgado o suficiente para não criar aderência junto ao corpo, o que permitiria a ferroada da abelha. As extremidades do macacão (mangas e pernas) devem ser arrematadas em elástico, para impedir a entrada de abelhas na vestimenta e o tecido deve ser resistente para defender o corpo de ferroadas. O tecido brim é bastante utilizado e oferece uma boa proteção.
Finalmente, as botas. As melhores são as de borracha, branca, de
cano médio ou longo, sobre o qual é ajustada a bainha do macacão.
As botas usadas por técnicos em eletricidade, pode ser um exemplo.
Toda a indumentária do apicultor deve ser de cor clara, pois as abelhas
são sensíveis às tonalidades escuras, especialmente ao
preto e ao marrom. As abelhas têm verdadeira aversão a estas
cores, que provocam o seu ataque. As cores mais indicadas são: o branco,
o amarelo e o azul-claro, tons que não as irritam.
17.2. UTENSÍLIOS
17.2.1. FUMEGADOR
Não é só a indumentária que defende o apicultor das ferroadas das abelhas. Um utensílio indispensável para qualquer tipo de trabalho é o fumegador. Sua função é a de diminuir a agressividade das abelhas. É um utensílio realmente obrigatório na apicultura, principalmente com as abelhas africanizadas.
Existem diferente tipos e tamanhos de fumegadores. Para quem está iniciando na atividade, o tipo mais apropriado é o fumegador de fole manual, constituído por um fole, como o próprio nome diz, que é acoplado a uma fornalha dotada de grella, na qual se queima o material que produzirá a desejada fumaça. Os de tamanho grande, são preferíveis, porque garantem fumaça por maior espaço de tempo.
Ao contrário do que algumas pessoas imaginam, a fumaça produzida pelo fumegador não “tonteia” ou “sufoca” as abelhas. Na verdade, a fumaça é utilizada para criar a falsa impressão de um incêndio na colméia.
Assim, ao primeiro sinal de fumaça, elas correm e engolem todo o mel que podem, para salvar o alimento em caso de necessidade, em caso de fuga. Isto faz com que as abelhas desviem a atenção do apicultor que pode então, trabalhar com mais tranqüilidade.
Além disso, as abelhas, com seus papos lotados de mel, ficam pesadas e têm mais dificuldade para ferroar.
17.2.2. COMO PREPARAR E APLICAR A FUMAÇA
Os materiais mais apropriados para a produção de fumaça são de origem vegetal, como exemplo: serragem grossa.
O importante é que a fumaça não seja jamais produzida por materiais que possam irritar ou molestar as abelhas, como óleo de qualquer natureza, querosene, gasolina e produtos que desprendam odor forte ou mau cheiro. A fumaça deve ser fria e limpa, em resumo, essa fumaça, deve ser usada aos poucos, em pequenas quantidades, para não irritá-las.
17.2.3. FORMÃO DE APICULTOR
É uma ferramenta praticamente obrigatória e é utilizada para abrir o teto da colméia que normalmente é soldado à caixa pelas abelhas com a própolis. Serve também para separar e desgrudar as peças da colméia.
17.2.4. ESPANADOR
É empregado para remover as abelhas dos quadros da colméia sem feri-las. Normalmente, é feito de crina animal. Na falta deste instrumento, alguns apicultores utilizam penas de aves como espanador.
17.2.5. FACAS E GARFOS
São instrumentos utilizados para destampar os alvéolos dos favos, liberando, assim, o mel armazenado.
17.2.6. PEGADOR DE QUADROS
Trata-se de uma ferramenta, relativamente útil: compostas de duas tenazes de funcionamento simultâneo, ela remove facilmente os quadros de colméia, mesmo àqueles que estejam soldados com própolis entre si. Além de facilitar o manuseio dos quadros da colméia, este instrumento diminui o risco de esmagamento das operárias.
17.2.7. CENTRÍFUGAS
São equipamentos destinados à extração de mel sem provocar danos aos favos, que, poderão, desta forma, serem reaproveitados. Há basicamente dois tipos de centrífugas: a facial e a radial, sendo esta última, considerada a mais prática.
No entanto, apesar das vantagens que apresenta, a centrífuga não deve ser adquirida prontamente pelo apicultor no início. Ela só se justifica em casos de determinados volumes de produção. Uma alternativa para os apicultores iniciantes é a aquisição da centrífuga em regime de cooperativa: todos pagam por ela e todos usam.
17.2.8. OUTROS EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS
A apicultura moderna dispõe de diversos aparelhos e ferramentas que auxiliam e facilitam o trabalho com as abelhas. Estes instrumentos, no entanto, são recomendados a apicultores com larga experiência que coletam um grande volume das colméias e já dominam uma certa técnica e manejo.
18. COLMÉIA
Colméia é o nome dado ao local em que as abelhas habitam. A apicultura racional nasceu quando o homem desenvolveu o sistema de quadros móveis instalados em colméias. Antes disso, o homem simplesmente colhia o mel das abelhas que viviam em abrigos naturais, como ocos de árvores, fendas de pedras, etc., ou procurava criá-las em caixas rústicas de madeira, cestos de palhas e outros recipientes, entretanto, os resultados não eram dos melhores. A retirada do mel das colméias naturais é quase sempre única, por causa dos estragos provocados à colônia, a família enxameia ou acaba morrendo.
No caso da criação de abelhas em caixas rústicas a produção de mel é muito pequena e o produto não é de boa qualidade, pois ele é obtido espremendo-se os favos que são recortados e removidos das colméias. Na apicultura racional, este problema foi solucionado com a criação dos quadros móveis. Trata-se de uma invenção bem feita para os apicultores, que surgiu no final do século XIX. Mas cada dia, vem sendo aperfeiçoada para melhor servir a apicultura.
A apicultura moderna, racional que permite a produção de grandes quantidades de mel, pólen e outros produtos de grande comercialização, começou com o desenvolvimento desse sistema e consiste em induzir as abelhas a construírem seus favos em quadros dispostos verticalmente na colméia, construída para abrigar a família. Esse sistema oferece uma série de vantagens.
O sistema de quadros móveis permite que o apicultor inspecione o interior da colméia e intervenha sempre que for necessário: eliminando favos velhos, controlando focos de pragas (como traças), trocando a posição dos quadros, prevenindo a enxameação. Esse sistema também permite a utilização de lâminas de cera alveolada que produzem enormemente o trabalho das abelhas, possibilita o emprego de alimentadores artificiais (que garantem alimento à família durante o outono e inverno), permite o reaproveitamento dos favos, e, mais importante: a contínua colheita do mel.
Além dessas vantagens, as colméias dotadas de quadros móveis, podem ser fortalecidas com a introdução de um quadro de mel ou de crias de outra colméia. Falaremos sobre esse aspecto mais adiante, no decorrer do trabalho.
18.1. TIPOS DE COLMÉIAS
Conhece-se hoje, mais de 300 tipos diferentes de colméia que variam em função de adaptação climática, manejo, etc., mas todas elas, apresentam a mesma constituição básica: um fundo, um assoalho, um ninho (que é compartimento reservado ao desenvolvimento da família), a melgueira (compartimento onde é armazenado o mel), os quadros (nos quais são moldados os favos de mel ou de cria) e uma tampa (que reveste toda a colméia).
Todas estas peças: assoalho, ninho, melgueiras, quadros e tampa são móveis, podem ser retiradas a qualquer momento, o que facilita o trabalho de intervenção do apicultor. Outra vantagem: por ser móvel, esse sistema permite que a colméia receba mais melgueiras na época de floradas abundantes, aumentando a produção de mel e por outro lado, seja reduzida nos períodos de dificuldade (outono ou inverno). Por causa dessa facilidade de mobilidade, este tipo de colméia (o único utilizado pelos verdadeiros apicultores) é chamado de mobilista.
Diferentes materiais podem se empregados na construção das colméias: madeiras, fibra de vidro, amianto, concreto, isopor, etc. No entanto, a maioria delas, por razões de praticidade e economia são feitas de madeira, contudo, não é só o material das colméias que diferem. Existem muitos modelos de colméias, porém a mais indicada é a colméia Langstroth, ou Americana.
Idealizada por um dos pais da apicultura, o pastor Lorenzo Langstroth, este tipo de colméia é a mais utilizada em todo o mundo e é recomendada pela Confederação Brasileira de Apicultura e o Ministério da Agricultura.