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Colmeia

 

Colmeia é o lar de uma  colônia de  abelhas e, por extensão, a colônia que vive lá. 

Colônias de abelhas pode conter até 80 mil pessoas, e consistem em três  castas: os trabalhadores , os zangões e da abelha rainha . Abelhas comumente vistos são os trabalhadores, que também constituem a maior parte da colônia.

As colônias de abelhas são muito diferentes de outros insetos sociais, como abelhas ou formigas . Para formar um novo grupo, a abelha rainha mais velha deixa a Colmeia, tendo um grande número de trabalhadores e deixando o mais jovem rainha no comando do que resta da colônia original. Este processo é chamado swarming e naturalmente grupo com suas novas rainhas é chamado swarming . Não confundir com a colmeia enxame encontrado dentro de qualquer recipiente.

O grupo de Colmeias no campo fornecido por um apicultor é chamado de apiário .

Partes de uma colmeia

A colmeia feita para a prática da apicultura tem várias partes:

Piso Hive
Alza câmara de criação ou menor
Alza Melaria
Telhado Hive
Cinema

Classificação das Colmeias

Colmeia
Colmeia tradicional

Colmeia
Albacete Hive tradicional

Existem dois tipos básicos de Colmeias do ponto de vista metodológico:

Colmeia rústico: uma Colmeia que não tem intervenção humana, como o oco natural de uma árvore, ou é construído sem muita sofisticação. Colmeia "racional" é um construído de acordo com os princípios que visam otimizar a produção de mel e dar as melhores condições possíveis para as abelhas

Colmeia pente fixo : feito em troncos ocos, em copos de cortiça em cestas de vime em capas de palha, onde as abelhas construíram a pentes de cera como seus próprios critérios.

Pentes ou telefones quadros colmeia: colmeias são utilizados na apicultura moderna, existem diferentes tamanhos e altura, mas a diferença de que os une é que dentro de caixas de madeira têm todos os telefones que permitem a exploração racional sem destruição ninhada. Por exemplo, a colmeia Langstroth(projetado por Lorenzo Langstroth ) Layens, Dadant, no Quênia.

Tipos de colmeias modernas

Colmeia
Típico Colmeia Carlini, italiano

Vertical babados: As urticárias têm uma capacidade ilimitada, sob a qual pode ser expandido adicionando picos para a câmara de criação, conforme necessário.

Layens Hive:

Esta colmeia derivado de Colmeias horizontais, é uma ninhada única de pico, onde há diferença de crescimento de área e área de mel.

Langstroth Hive
Dadant Hive
Hive Smith
Lusitana Hive

Urticária horizontais:

Estes urticária são sempre capacidade limitada, independentemente do tamanho em que são construídos, não é possível adicionar ganhos.
Colmeia horizontal com o lado inclinado (Top Bar Hive ou Kenniana) KTBH Inglês.
Hive horizontalmente com reto lateral (Top Bar Hive ou Tanzânia). Inglês Tanz, Layens tipo Colmeia.

Colmeias Jogar

Núcleos ou nucleros: consistem de dois a cinco quadros, e utilizada para criar uma nova colmeia de abelhas poucos e uma rainha. Se a rainha é fecundada chamados núcleos de fertilização.

Colmeia
Apicultores do Parque Nacional de Souss-Massa , Marrocos.

Medidas de diferentes tipos de babados verticais

Colmeia
Museu de Apicultura, Lituânia

Tipo

Langstroth

Dadant

Lusitana

Layens

Medidas câmara de criação 53,5 x38x24 46,5 x38x31 37x38x31 Não. De acordo com caixas
Caminhadas medidas 46,5 x38x24 46,5 x38x17 37x38x16  
Med câmera de caixa 42x20 42x27 33x27 35x30
Med-se caixa de mel 42x20 42x13 33x12 35x30
Caixa de superfície 160 dm ² 220 dm ² 180 dm ² 240 ² dm
Reprodução teórica 45.000 abelhas 60-62000 abelhas 50.000 abelhas 67.200 abelhas
kg x criação de abelhas 4,5 kg 6 kg 5 kg 6,7 kg
Capacidade em litros 42,4 L 54 L 43,5 L  
A capacidade total 84,8 L 84 L 65,9 L  
Mel aumento da capacidade. 25 kg 16 kg 13 kg  

Fonte: fr.wikipedia.org

Colmeia

Colmeia é o nome dado ao local em que as abelhas habitam. A apicultura racional nasceu quando o homem desenvolveu o sistema de quadros móveis instalados em Colmeias. Antes disso, o homem simplesmente colhia o mel das abelhas que viviam em abrigos naturais, como ocos de árvores, fendas de pedras, etc., ou procurava criá-las em caixas rústicas de madeira, cestos de palhas e outros recipientes, entretanto, os resultados não eram dos melhores. A retirada do mel das Colmeias naturais é quase sempre única, por causa dos estragos provocados à colônia, a família enxameia ou acaba morrendo.

No caso da criação de abelhas em caixas rústicas a produção de mel é muito pequena e o produto não é de boa qualidade, pois ele é obtido espremendo-se os favos que são recortados e removidos das Colmeias. Na apicultura racional, este problema foi solucionado com a criação dos quadros móveis. Trata-se de uma invenção bem feita para os apicultores, que surgiu no final do século XIX. Mas cada dia, vem sendo aperfeiçoada para melhor servir a apicultura.

A apicultura moderna, racional que permite a produção de grandes quantidades de mel, pólen e outros produtos de grande comercialização, começou com o desenvolvimento desse sistema e consiste em induzir as abelhas a construírem seus favos em quadros dispostos verticalmente na Colmeia, construída para abrigar a família. Esse sistema oferece uma série de vantagens.

O sistema de quadros móveis permite que o apicultor inspecione o interior da Colmeia e intervenha sempre que for necessário: eliminando favos velhos, controlando focos de pragas (como traças), trocando a posição dos quadros, prevenindo a enxameação.

Esse sistema também permite a utilização de lâminas de cera alveolada que produzem enormemente o trabalho das abelhas, possibilita o emprego de alimentadores artificiais (que garantem alimento à família durante o outono e inverno), permite o reaproveitamento dos favos, e, mais importante: a contínua colheita do mel.

Além dessas vantagens, as Colmeias dotadas de quadros móveis, podem ser fortalecidas com a introdução de um quadro de mel ou de crias de outra Colmeia.

TIPOS DE COLMÉIAS

Conhece-se hoje, mais de 300 tipos diferentes de Colmeia que variam em função de adaptação climática, manejo, etc., mas todas elas, apresentam a mesma constituição básica: um fundo, um assoalho, um ninho (que é compartimento reservado ao desenvolvimento da família), a melgueira (compartimento onde é armazenado o mel), os quadros (nos quais são moldados os favos de mel ou de cria) e uma tampa (que reveste toda a Colmeia).

Todas estas peças: assoalho, ninho, melgueiras, quadros e tampa são móveis, podem ser retiradas a qualquer momento, o que facilita o trabalho de intervenção do apicultor.

Outra vantagem: por ser móvel, esse sistema permite que a Colmeia receba mais melgueiras na época de floradas abundantes, aumentando a produção de mel e por outro lado, seja reduzida nos períodos de dificuldade (outono ou inverno). Por causa dessa facilidade de mobilidade, este tipo de Colmeia (o único utilizado pelos verdadeiros apicultores) é chamado de mobilista.

Diferentes materiais podem se empregados na construção das Colmeias: madeiras, fibra de vidro, amianto, concreto, isopor, etc. No entanto, a maioria delas, por razões de praticidade e economia são feitas de madeira, contudo, não é só o material das Colmeias que diferem. Existem muitos modelos de Colmeias, porém a mais indicada é a Colmeia Langstroth, ou Americana.

Idealizada por um dos pais da apicultura, o pastor Lorenzo Langstroth, este tipo de Colmeia é a mais utilizada em todo o mundo e é recomendada pela Confederação Brasileira de Apicultura e o Ministério da Agricultura.

O ESPAÇO ABELHA

Langstroth desenvolveu sua Colmeia quando descobriu o que se chama hoje de espaço abelha, que é o menor espaço livre que possa existir no interior de uma Colmeia para permitir a livre movimentação delas.

O espaço abelha foi uma descoberta muito importante. Ele é a própria referência da abelha no interior da Colmeia. As abelhas vedam, com própolis, todas as frestas inferiores a 4,8 mm e constróem favos nos espaços superiores a 9,5 mm. Ao descobrir essa característica das abelhas, Langstroth desenvolveu um tipo de Colmeia, composta por dez quadros que mantém entre si e entre as paredes, a segura distância de 9mm, em média. Isto é conseguido com o uso dos quadros de Hoffmann, dotados de espaçadores automáticos, ou seja, que já mantém o chamado espaço abelha, entre si.

Por trata-se de um objeto de precisão e exatidão, em termos de dimensões e medidas, não é aconselhável ao apicultor iniciante, produzir suas próprias Colmeias. É mais fácil, prático e econômico adquiri-las já prontas.

TELA EXCLUÍDORA

Outro importante avanço da apicultura racional é a tela excluídora (na verdade é uma chapa perfurada) que não permite, o deslocamento da rainha do ninho para a melgueira, onde poderia depositar seus ovos e comprometer o mel. A tela excluídora, instalada entre o ninho e a melgueira, permite apenas e tão somente a passagem das operárias do ninho para a melgueira, onde depositarão o mel que, no tempo certo, será colhido pelo apicultor.

O ALVADO

O Alvado é a porta da Colmeia. É um acessório regulável e de grande importância para a defesa da família. Trata-se de um sarrafo que é instalado na entrada da Colmeia, de forma a permitir a entrada e saída das abelhas. Nos períodos de frio, esta porta é reduzida, para conservar maior calor no interior da Colmeia. Nas épocas de floradas ou de calor, esta abertura é aumentada.

ESCOLHA DO LOCAL PARA O APIÁRIO

O Apiário é um conjunto de Colmeias, devidamente instalado em local preferivelmente seco, batido pelo sol, de fácil acesso, suficientemente distante de pessoas e animais, provocando o isolamento das abelhas.

O Apiário, sofrerá durante toda sua existência, a interferência de fatores do meio ambiente, tais como: temperatura, umidade, chuvas, florações, ventos, pássaros predadores, insetos inimigos, etc.. O meio ambiente, no qual está instalado o apiário, onde vivem e trabalham as abelhas, será em grande parte, responsável pelo progresso ou não, conforme sejam as condições favoráveis. Portanto, caberá ao apicultor, o empenho da apicultura racional, ou seja, o correto manejo das abelhas, para obter resultados positivos no desenvolvimento do apiário.

A localização do apiário é um dos fatores mais importantes para o sucesso da apicultura. Vale a pena gastar um pouco de tempo na identificação do melhor local da propriedade para sua instalação.

Antes de instalar suas Colmeias, o apicultor deve levar em conta a disponibilidade de água e alimentos (floradas) para suas abelhas, procurar protegê-las de ventos fortes, correntes de ar, de muito sol e muita umidade. Contudo, a maior preocupação do apicultor, deve ser com relação a segurança de pessoas e animais. Este ponto é muito importante.

Naturalmente, o acesso ao apiário deve ser fácil, a fim de economizar tempo e reduzir os trabalhos do apicultor. No entanto, as Colmeias devem estar distantes 200 a 300 metros, no mínimo, de qualquer tipo de habitação, estradas movimentadas e criações de animais, afinal, as abelhas são seres muito sensíveis a odores exalados por animais e pelo homem e irritam-se com qualquer tipo de movimentação anormal que ocorra nas proximidades da Colmeia.

Para prevenir o ataque de inimigos naturais das abelhas, deve-se manter o gramado do apiário bem limpo, livre de mato e de árvores altas que dificultem o vôo das campeiras. A utilização de protetores antiformigas nos cavaletes é importante pois um ataque de formigas a enxames pequenos pode destruir toda a família de abelhas.

Produtores comerciais de mel, cera e geléia real costumam proteger suas Colmeias, construindo uma espécie de galpão aberto que abriga o apiário de chuvas fortes e da incidência direta do sol. Além de proporcionar uma defesa mais adequada contra as variações climáticas, esse tipo de proteção é mais econômico para o apicultor já que aumenta a vida útil das caixas. Um apiário deve ter uma distância de pelo menos cinco quilômetros de outro.

A ÁGUA

Assim como para o homem, a água também, é um elemento vital para as abelhas; ela entra na composição do mel, da cera e da geléia real produzida pela família.

Por isso, é muito importante que tenha água limpa e em abundância próxima ao apiário. Caso não exista nenhuma nascente nem um curso d’água próximo ao apiário, o apicultor deverá providenciar o seu fornecimento. Esta providência deve ser tomada antes da instalação das caixas, para não perturbar o trabalho das colônias.

Existem várias formas de transportes da água até o apiário. Pode-se, por exemplo, canalizá-la até um barril dotado de torneira mantida aberta, de forma a deixar que a água simplesmente pingue sobre um pano colocado sobre madeira. Pode-se trazer ainda a água, canalizando-a, através de bambus ou tubulações de forma que ela caia pingando sobre um pano, num ponto próximo ao apiário. Não existe, entretanto, uma receita pronta. Tudo vai depender das condições da propriedade, como também, da criatividade do apicultor. As abelhas, particularmente, precisam de água levemente salgada.

Fonte: www.cidadedasabelhas.hpg.com.br

Colmeia

A ABELHA E A COLMEIA

As abelhas vivem em sociedade, são extremamente organizadas e produtivas.

Uma família ou colônia de abelhas é formada, em média, por uma rainha, milhares de operárias e centenas de zangões.

ABELHA OPERÁRIA

Uma operária nasce de um ovo fecundado e vive de um a quatro meses dependendo do esgotamento físico (maior na época da florada).

Elas são responsáveis por todas as tarefas da colmeia.

De acordo com a idade executam tarefas diferentes, que cronologicamente se dividem em: faxineiras, nutrizes, produtoras de cera e mel, guardas e finalmente campeiras até o fim da vida.

ABELHA RAINHA

A rainha é única dentro da colmeia. Nasce de um ovo fecundado e é criada com geléia real, o que a diferencia dos outros componentes da colmeia.

Seu abdomem é maior e mais claro, vive por volta de cinco anos, copula uma única vez com uma dezena ou mais de zangões e durante toda a sua vida sua única tarefa é a postura de ovos.

O ZANGÃO

O zangão nasce de um ovo não fecundado, não possui ferrão e sua única função é fecundar uma rainha virgem, morrendo logo após.

SEQUÊNCIA DE FASES DO NASCIMENTO DE UMA ABELHA OPERÁRIA

Colmeia

Ovo: Após tres dias da postura nascerá a larva.
Larva:
Será alimentada pelas obreiras até o oitavo dia quando o alveólo será operculado pelas obreiras e a larva começará a tecer o casulo.
Pré-pupa:
Inicia-se o processo de metamorfose.
Pupa:
Até o vigésimo dia sofrerá o processo de metamorfose.
Abelha adulta:
No vigésimo-primeiro dia nasce finalmente a abelha já em sua forma definitiva.

A COLMEIA

É a casa das abelhas. Existem colmeias de diversos tipos e materiais.

As mais simples são de casca de árvore e barro, as mais utilizadas são de madeira, porém já existem, em alguns países, colmeias de plástico.

Uma colmeia fabricada pelo homem tem que seguir rigorosamente as mesmas medidas que as abelhas adotam para a construção de seus favos; isto proporciona um melhor aproveitamento do espaço além de poupar às abelhas trabalho extra para preencher espaços desnecessários.

Os componentes da colmeia são

Assoalho, ninho, quadros guarnecidos com cera alveolada para a construção dos favos pelas abelhas, e tampa.

Durante a florada acrescenta-se outros componentes como: telas excluidoras, melgueiras e sobre-ninhos.

Na figura abaixo, observa-se o trabalho de dois apicultores com a vestimenta completa para proteção contra as ferroadas das abelhas. O da esquerda, está segurando um favo. O da direita está segurando o fumegador.

Colmeia

O fumegador é essencial nos trabalhos no apiário. A utilização da fumaça impede o ataque das abelhas.

Na caixa da direita observamos ninho e sobre-ninho cobertos com uma telha para proteção contra as chuvas.

Observe no suporte da colmeia, as latas colocadas para impedir a subida de formigas.

Fonte: www.softservice.com

Colmeia

A apicultura racional nasceu quando o homem desenvolveu o sistema de quadros móveis instalados em Colmeias. Até então, o homem simplesmente pilhava o mel das abelhas que vivem em abrigos naturais, como ocos de árvores, cupins, fendas de pedras etc., ou procurava criá-las em caixas rústicas de madeira, cestos de palhas e outros recipientes. Mas os resultados não eram dos melhores. A pilhagem do mel de Colmeias naturais é, quase sempre, única, já que devidos aos estragos provocados à colônia, a família enxameia ou acaba morrendo.

No caso da criação de abelhas em caixas rústicas de mel é muito pequena e o produto é de péssima qualidade, pois ele é obtido espremendo - se os favos que são recortados e removidos das Colmeias.

Na apicultura racional este problema foi solucionado com invenção dos quadros móveis. Trata-se de uma engenhosa invenção de apicultores do final do século passado. A apicultura moderna, racional, que permite a produção de grandes quantidades de mel, pólen e outros produtos de grande, começou com desenvolvimento deste sistema, que consiste em induzir as abelhas a construírem seus favos em quadros dispostos verticalmente na Colmeia contruída para abrigar a família. Este sistema oferece uma série de vantagens de ordem prática.

O sistema de quadros móveis permite que o apicultor inspecione o interior da Colmeia e intervenha sempre que for preciso: eliminando favos velhos, controlando focos de pragas (como as traças), trocando a posição dos quadros, prevenindo a enxameação.

Este sistema permite também a utilização de lâminas de cera alveolada- que produzem enormemente o trabalho das abelhas -, possibilita o emprego de alimentadores artificiais (que garantem alimento à família durante o outono e o inverno), permite o reaproveitamento dos favos, e, mais importante, a contínua colheita de mel.

Além destas vantagens, as Colmeias dotadas de quadros móveis podem ser fortalecidas com a introdução de um quadro quadro de mel ou de crias de outra Colmeia - como veremos mais tarde.

TIPOS DE COLMÉIAS

Colmeia

Conhecem -se hoje mais de 300 diferentes tipos de Colmeia; que variam em função de adaptação climática, manejo, etc.

Mas todas elas apresentam a mesma constituição básica: um fundo, ou assoalho, um ninho que é compartimento reservado ao desenvolvimento da família - a melgueira, compartimento onde é armazenado e mel, os quadros, nos quais são moldados os favos de mel ou de cria, e uma tampa, que reveste toda a Colmeia.

Todas estas peças - assoalho, ninho, melgueiras, quadros e tampa - são móveis- podem ser retiradas a qualquer momento o que facilita o trabalho de intervenção do apicultor.

Outra vantagem: por móvel, este sistema permite que a Colmeia receba mais melgueiras na época de floradas abundantes- aumentando assim a produção de mel- e, por outro lado, seja reduzida nos períodos de escassez. Dada essa facilidade de modalidade, este tipo de Colmeia - o único utilizado pelos verdadeiros apicultores - é chamado de mobilista.

Diferentes materiais podem ser empregados na construção das Colmeias; madeiras, fibra de vidro, amianto, concreto, isopor etc. No entanto, dá-se preferência, por razões de ordem prática e econômica, a madeira.

Mas não é só no material que as Colmeias diferem. Há uma afinidade de modelos de Colmeias, sendo que a mais indicada para as nossas condições é a Colmeia Langstroth, ou Americana. Idealizada por um dosa pais da moderna apicultura, o pastor Lorenzo Langstroth, este tipo de Colmeia é a mais utilizado em todo o mundo e é recomendada pelo padrão pela Confederação Brasileira de Apicultura e o Ministério da Agricultura.

O ESPAÇO- ABELHA

Langstroth desenvolveu sua Colmeia quando descobriu o que se chama hoje de espaço abelha, que é o menor espaço livre que pode existir no interior de uma Colmeia, para permitir a livre movimentação das abelhas.

Este espaço abelha é uma descoberta muito importante. Ele é a própria referência da abelha no interior da Colmeia. As abelhas vedam, com própolis, todas as frestas e vão inferiores a 4,8mm e constroem favos nos espaços superiores a 9,5mm.

Ao descobrir esta característica das abelhas, Langstroth desenvolveu um tipo de Colmeia, compostos por dez quadros, que mantém, entre si e entre as paredes, a segura distância de 9mm, em média. Isto é conseguido com o uso dos quadros Hoffmann, dotados de espaçadores automáticos, ou seja, que já mantêm o chamado espaço - abelha entre si.

Por se tratar de um objetivo que reclama precisão e exatidão, em termos de dimensões e medidas, não é aconselhável ao apicultor iniciante produzir suas próprias Colmeias. Mais fácil e prático é adquiri-las já prontas.

TELA EXCLUIDORA

Outro importante avanço da apicultura racional. A tela excluidora - na verdade uma chapa perfurada- não permite que a rainha se desloque do ninho para a melgueira, onde poderia depositar seus ovos e comprometer o mel. A tela excluidora, instalada entre o ninho para a melgueira, permite apenas e tão somente a passagem das operárias do ninho para a melgueira, onde depositarão o mel que, mais tarde, será colhido pelo apicultor.

O ALVADO

O alvado é o que se pode chamar de porta de Colmeia. É um acessório regulável e de grande importância para a defesa da família. Trata-se de um sarrafo que é instalado na entrada da Colmeia, de forma a permitir a entrada e saída das abelhas. Nos períodos de frio, esta é reduzida, para conservar maior calor no interior da Colmeia. Nas épocas de floradas ou de calor, esta abertura é aumentada.

CERA ALVEOLADA

Outro importante aperfeiçoamento da apicultura moderna foi o desenvolvimento da cera alveolada. Com este material o produtor poupa trabalho de sua abelhas e ganha tempo na produção de mel. A cera alveolada é uma lâmina de cera abelha prensada, que apresenta, de ambos os lados, o relevo de um hexágono do mesmo tamanho do alvéolo, que servirá de guia para a construção dos alvéolos dos favos.

A cera é fixada por meio de um arame que corre por dentro dos quadros. Normalmente, os quadros já são vendidos com o arame, e sua instalação é fácil de ser feita.

Para soldar a cera ao arame, use a extensão de uma tomada com fio dos dois pólos elétricos ligados a uma resistência- dessas que servem para aquecimento de ambientes - com duas saídas: descanse a lâmina de cera sobre o arame. Em seguida, com o auxilio de dois fios condutores, provoque um pequeno rápido curto nas extremidades do arame.

Pronto! A cera se soldará automaticamente pela ação do calor provocado pelo curto- circuito. Atenção porque uma descarga muito prolongada poderá derreter a cera - impossibilitando sua fixação. Mas o método é pratico e largamente empregado pelos apicultores

O tipo mais usual em todo mundo é a Colmeia Langstroth, americana, que se adaptou muito bem no Brasil. Esse tipo de Colmeia é mais espaçoso do que os outros e muito favorável ao nosso clima. No inverno mais rigoroso, pode-se colocar o diminuidor de entrada do alvado (abertura por onde entram e saem as abelhas), mas deve ser retirado no verão a fim de que haja maior aeração dentro da Colmeia.

PLANTA BÁSICA DA COLMÉIA LANGSTROTH

Colmeia

QUADROS DA CÂMARA DE CRIA:

Travessa superior: 481 mm
Travessa inferior:
450 mm

Laterais:

QUADROS DA MELGUEIRA:

Travessa superior: 481 mm
Travessa inferior:
450 mm

NINHO OU CÂMARA DE CRIAS:

Comprimento 485 mm
Largura:
370 mm
Altura:
240 mm

FUNDO:

Largura: 410 mm
Comprimento:
600 mm

TAMPA:

Largura: 440 mm
Comprimento:
510 mm

A Colmeia completa compõe-se das seguintes peças: assoalho, com uim comprimento maior que o da caixa e possui o alvado; ninho: é colocado sobre o fundo e destina -se à postura dos ovos da rainha. coloque no ninho dez quadros e cubra- os com uma tela excluidora, para evitar a subida da rainha para a melgueira, que é colocada sobre o ninho, com dez quadros para a posição do mel, e por último os quadros para a deposição do mel, e por onde são construídos os favos.

Além de uma ou duas melgueiras, o apicultor poderá colocar muitas outras, se assim o desejar, de acordo com a produção de mel e conseqüentemente a florada local. Quando a primeira está cheia de mel, pode-se optar entre a colheita de mel, ou a colocação de uma nova sobre a caixa. Muitas vezes, em boas floradas, alguns apicultores chegam a colocar até quadros melgueiras sobre o ninho.

O pequeno apicultor, isto é, aquele que deseja manter apenas algumas caixas de abelhas para o seu uso, pode, por exemplo, adquirir apenas um jogo de Colmeias completo, depois de construir as demais, seguindo à risca as medidas daquela que foi adquirida. Para se confeccionar a Colmeia, basta apenas uma serra circular e habilidade manual, as quais ficarão bem mais em conta do que as vendidas em casas especializadas.

Na confecção dos quadros, não há necessidade de fazer recorte da madeira, a fim de dar espaço entre os mesmos por ocasião da disposição no ninho ou melgueira. Nas casas especializadas são vendidos espaçadores, os quais devem ser colocados no lado dos quadros a fim de dar o espaçamento certo entre elas.

O mais importante nas Colmeias são as medidas internas nos ninhos e melgueiras, como também as medidas externas dos quadros.

Falamos em medidas exatas, porque os quadros da Colmeia "A" podem ser utilizados na Colmeia "B", principalmente quando se utiliza a centrífuga para a extração do mel. Ainda quando se adquire um enxame, os quadros que virão com abelhas, crias e a respectiva rainha, irão adaptar - se perfeitamente em nossa Colmeia e assim sucessivamente.

As medidas da Colmeia americana são as seguintes: ninho 37cm de largura; 46,5cm de fundo e 24cm de altura; enquanto que a melgueira tem também 37cm de largura, 46,5 cm de fundo e 14,5cm de altura. As medidas acima são internas.

Os quadros para o ninho possuem as seguintes medidas externas: 48,1cm de comprimento na parte superior, embaixo 45cm e a altura é de 21,5cm; os quadros para a melgueira tem as mesmas larguras do ninho; a altura é de 12.0cm. a espessura dos quadros é de 1.0cm.

A madeira empregada para a construção das Colmeias normalmente é o pinho- do- paraná. O ninho, melgueira, assoalho e tampa são confeccionados com madeira de espessura de 2 cm e os quadros com madeira de 1cm.

Já vimos Colmeias fabricadas com certos tipos de madeira, que após o calor, os quadros ficam embodocados, isto é, não dando o espaço certo para a confecção sistemática dos favos. As próprias caixas também envergam, formando grandes frestas.

Tanto no ninho como na melgueira, devem ser feitos um rebaixo para acomodar, isto é, assentar os quadros sendo a altura de 1,9cm e a largura de 1cm. Há quem faça o rebaixo vertical 5mm mais profundo, colocando para compensar os 5mm uma tira de chapa, para facilitar a retirada dos quadros,os quais são menos vedados pela própolis.

PINTURA DAS CAIXAS

Uma vez prontas as Colmeias,como ficarão praticamente expostas ao tempo, convém pintá-las com tinta a óleo, dando preferência para as cores claras, como branco, creme, azul- claro, verde-claro, com duas ou três demãos; isto deve ser feito apenas nas partes externas.

Outro tipo de Colmeia é a Schimer, que à diferença das americanas, apresenta seus quadros na posição transversal ou perpendicular à entrada da Colmeia, dificultando, assim, a entrada de ar.

As campeiras são dotadas de uma memória geográfica, razão pela qual sempre retornam ao ponto de onde saíram, orientadas pela posição do sol.

Baseando - se neste principio, podemos promover a divisão artificial de uma ou mais famílias, para ampliar o apiário. Este trabalho, no entanto, só deve ser feito nos períodos de maior florada e de boas condições climáticas (ausência de chuvas contínuas e nos períodos de calor). Naturalmente, a família que se pretende dividir deve ser populosa, forte, possuir um bom número de crias e, de preferência, propensa a enxamear.

Para dividir a família, proceda da seguinte forma:

Transporte a Colmeia populosa para novo ponto, distante pelo menos cinco metros do local original.

Instale, no local original onde estava a Colmeia populosa, uma nova caixa.

Transfira da Colmeia populosa para a nova caixa todos os quadros com cria nova ( alveolos não operculados) e ovos, um ou dois favos com cria madura ( alveolos operculados) e metade dos favos com mel. Complete com quadros contendo cera alveolada, e transfira algumas abelhas nutrizes da Colmeia populosa para a nova.

Existindo quadros com realeiras, transfira -os para a nova caixa. Isto vai auxiliar o desenvolvimento da nova família.

Feita a divisão, na caixa forte, que foi transferida de lugar, ficarão a rainha as abelhas novas 9 nutrizes, faxineiras e engenheiras), os quadros com cria madura e quadros com mel. Completando a caixa, coloque os quadros contendo cera alveolada.

A nova Colmeia receberá todas as abelhas campeiras que, com a ajuda das nutrizes, vão criar nova rainha, aproveitando a existência de realeiras ou, na falta destas , das larvas e ovos.

Há diversos outros métodos de divisão de famílias, mas todos eles se baseiam neste mesmo sistema. O processo descrito aqui é o mais empregado, por ser o mais simples e prático.

Fonte: geocities.com

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