
Região amazônica (Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela).
A forma difere bastante de um tipo para outro, podendo ocorrer frutos inteiramente redondos, ovais e mesmo alongados, todos eles do tamanho aproximado de um ovo grande de galinha, ou de pata.
Abiu-piloso, curiola, grão-de-galo, cabo-de-machado, pêssego-do-mato, dentre outros.
Lisa, brilhante e amarelada
Esférica ou ovalada
Branca e geralmente doce, podendo não ter um sabor específico.
Desprende um líquido com consistência de látex, idêntico ao que sai da casca da árvore, com o qual são confeccionadas cola e remédios caseiros.
Só adquira quando a fruta estiver bem madura e amarela; se ainda não estiver totalmente madura, a casca solta um líquido branco, viscoso, que logo prende aos lábios, dando uma reação muito desagradável.
Pode ser conservada durante cerca de uma semana, desde que colocada na geladeira.
É saboreada, geralmente, ao natural, mas pode ser preparada em forma de geléia.
95 calorias, em cada 100 gramas.
Consumir a fruta regularmente
Aplicar cataplasma preparado com o líquido das sementes;
Pingar gotas desse mesmo líquido, no ouvido afetado, numa temperatura morna;
Usar o líquido diretamente na região atingida;
Fazer refeições com a polpa do abiu cozida em água e sal. Utilizar morno, inclusive o caldo, ao qual se pode adicionar mel, que pode ser tomado ao longo do dia, às colheradas.
Fonte: www.arara.fr

Lucuma caimito (sinonímia: Achras caimito, Guapeba caimito, Latatia caimito, Lucuma caimito, Lucuma ternata)
Sapotáceas
Abiu, abiurana, abi, abieiro
Brasil - Região Amazônica
A árvore é de médio a grande porte e pode chegar a 20 metros de altura. As folhas são alongadas, inteiras, simples e exsudam um látex branco da região cortada. A forma e o tamanho dos frutos variam conforme a sua origem, mas a oval para arredondada é a mais comum. Quando maduros, a casca é amarela, lisa e brilhante e a cor da polpa pode ser branca, creme ou amarela, é translúcida, mucilaginosa e doce ou sem sabor. Os frutos devem estar bem maduros para se consumir, porque os mais verdes exsudam um látex branco bastante pegajoso da sua casca. Cada fruto pode conter 1 a 4 sementes, alongadas, lisas e negras, com 3,5 centímetros de comprimento por 1,5 centímetros de diâmetro. A planta se desenvolve e frutifica bem em condições de temperatura amena a quente, boa disponibilidade de água durante o seu desenvolvimento vegetativo, solos profundos, permeáveis, não sujeitos à inundação e ricos em matéria orgânica. A propagação pode ser feita através de sementes, mas pode apresentar variabilidade genética entre as plantas e atrasar o início da frutificação, quando comparadas com aquelas de enxertia ou alporquia. O método mais empregado é a enxertia, em mudas de abiu, obtidas a partir de sementes.
A frutificação inicia-se cerca de três anos após o plantio e pode produzir de 250 a 1.000 frutos por planta ao ano. O abieiro pode ser plantado em quase todo o Brasil, mas em locais não sujeitos à geada no inverno. As regiões Norte, Centro Oeste, Nordeste e Sudeste do Brasil são as que têm maior número dessa árvore frutífera, mas a maioria está plantada no quintal e em pomares não-comerciais.
Os frutos podem ser consumidos ao natural ou em forma de geléia, sucos e doces. A polpa tem a seguinte composição química
Fonte: Fruteiras da Amazônia. Aparecida das Graças Claret de Souza e outros. Brasília: Embrapa-SPI; Manaus: Embrapa-CPAA. 1996. 204 p.): Brix (sólidos solúveis) 14,7; pH 6.2; acidez (gramas de ácido cítrico/100 gramas de amostra) 0,09; umidade 84,02%; proteína 0,93 g/100 g; açúcares redutores 4,41 g/100 g; açúcares totais 11,65 g/100 g.
Fonte: portalamazonia.globo.com