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Abóbora

Abóbora
Uma flor fêmea com ligadura

A segunda técnica é a da polinização manual. Ela consiste em ligar, à noite, as flores macho e as flores fêmea que vão abrir na manhã seguinte. Com um pouco de experiência é muito fácil reconhecê-las, pois elas adquirem uma cor amarela característica. Às vezes, mesmo as flores de algumas variedades têm a extremidade de suas pétalas ligeiramente dobradas, na véspera da abertura.

A ligadura se efetua na extremidade da flor. Utiliza-se simplesmente fita adesiva destinada a proteger as bordas das madeiras nos trabalhos de pintura. É aconselhável ligar pelo menos duas flores macho para cada flor fêmea a polinizar.

Nos jardins que acolhem um grande número de plantas de abóboras, é prático sinalizar as flores fêmeas com ligaduras com uma marca colorida, por um pedaço de fita adesiva colorida colada na folha situada acima, ou por qualquer outro meio que permita encontrá-las facilmente no dia seguinte.

É também preferível percorrer o jardim no dia seguinte segundo o mesmo percurso utilizado na véspera e segundo as mesmas direções, por exemplo, de leste a oeste.

Flor de Abóbora
De manhã, as flores machos são colhidas, liberadas de suas ligaduras e suas pétalas retiradas.

As flores fêmeas com ligadura são de fato mais fáceis a encontrar quando a direção do percurso de trabalho é a mesma, por causa da orientação natural das folhas.

De manhã, as flores machos são colhidas, liberadas de suas ligaduras e suas pétalas retiradas. A fita adesiva da flor fêmea é em seguida retirada delicadamente. Se uma ou outra flor, uma vez liberada da ligadura, não se abre totalmente e naturalmente, é que ela não está “madura”: então não se pode utilizar para o processo de polinização manual.

A polinização é efetuada caiando o pólen das flores macho sobre cada parte do estigma da flor fêmea. Deve-se ser muito vigilante, pois pode acontecer que uma abelha pouse no meio do processo de fecundação. Então esse último deve ser abandonado por causa da intrusão de pólen estranho.

Quando a polinização se efetua corretamente, deve-se fechar cuidadosamente a flor fêmea envolvendo delicadamente com fita adesiva. Não se deve esquecer de fixar logo, com ligadura hortícola ao redor do pedúnculo da flor polinizada a fim de poder reconhecê-la facilmente no final da estação dos frutos que terão sido polinizados manualmente. A ligadura deve ser bastante frouxa para permitir ao pedúnculo de crescer sem problemas.

Flor de Abóbora
Anteras e pollen

É aconselhável efetuar essa polinização manual o mais cedo possível. De fato, as polinizações manuais efetuadas no final da manhã em estação muito quente têm muito poucas chances de sucesso, na medida em que o pólen terá esquentado e fermentado e não será mais viável. Não se deve esquecer que, deixadas por elas mesmas, as flores se fecham naturalmente no meio da manhã.

Antes de realizar a polinização manual, deve-se cuidar para que as flores com ligaduras não sejam furadas na base: acontece que alguns insetos, tais como os grandes zangões, se abrem uma passagem à força.

Essa intrusão pode se manifestar também depois que a polinização tenha sido feita e deve-se verificar no dia seguinte que as flores polinizadas na véspera tenham guardado a integridade. Esse tipo de intrusão é uma exceção.

Na medida do possível, deve-se evitar polinizar uma flor fêmea com uma flor macho colhida na mesma planta.

Flor de Abóbora
A polinização é efetuada caiando o pólen das flores macho sobre
cada parte do estigma da flor fêmea

As polinizações manuais serão coroadas de sucesso quando elas são efetuadas no início da fase de frutificação. Quando um fruto já se formou naturalmente (isto é, por polinização de insetos) numa planta destinada a ser polinizada manualmente, é muito aconselhável colhê-lo a fim que esse fruto polinizado manualmente possa beneficiar de todo o vigor da planta.

Além disso, o número de frutos polinizados por planta será determinado pela duração da estação normal de crescimento, pelo nível do calor do verão e pela natureza da variedade.

Assim, pode-se polinizar um só fruto de uma variedade de “abóbora gigante”, dois frutos de uma variedade de “potimarron”, três frutos de uma variedade de “patisson” e uma dúzia de frutos de uma variedade de “pomme d’or”.

Nós pudemos constatar que certas variedades de abóboras parecem mais recalcitrantes do que outras de polinização manual. É o caso, por exemplo, da variedade “Potiron vert olive”. Entretanto, ainda não está provada que essa dificuldade seja intrínseca à variedade e que ela não seja na verdade uma conseqüência de uma certa falta de adaptação da tal variedade a um ou outro ambiente.

Flor de Abóbora
Não se deve esquecer de fixar logo, com ligadura hortícola ao redor do pedúnculo da flor polinizada a fim de poder reconhecê-la facilmente no final da estação dos frutos que terão sido polinizados manualmente.

Quando no início da estação, deseja-se praticar polinizações manuais em abóboras, deve-se cuidar para que o espaço entre as variedades seja amplamente suficiente para os caules não se misturarem e as flores (em particular as flores macho) serem facilmente marcadas para cada variedade.

Para uma produção de sementes que beneficie de uma boa diversidade genética, é recomendado cultivar no mínimo 6 plantas de cada variedade. O ideal é de cultivar uma dúzia ou ainda melhor, uma vintena se o espaço no jardim o permitir.

Fonte: www.kokopelli-seed-foundation.com

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