
Há uns anos atrás, ao dar uma anestesia por causa de uma ruptura da trompa de falópio numa gravidez (aos dois meses), deparei-me com o que acreditei ser o ser humano mais pequeno alguma vez visto. O saco embrionário estava intacto e transparente. Dentro do saco estava um minúsculo rapaz humano, nadando vigorosamente dentro do líquido amniótico, estando agarrado à parede uterina pelo cordão umbilical. O minúsculo ser humano estava perfeitamente desenvolvido com dedos longos e suaves, pés e unhas. A sua pele era quase transparente e as artérias delicadas e as veias eram proeminentes até ao final dos dedos. O bebê estava perfeitamente vivo e não parecia, de maneira nenhuma, como as fotografias e os desenhos de embriões que eu tinha visto. Quando o saco foi aberto, o minúsculo ser humano imediatamente perdeu a vida e tomou a forma do que é aceite como a aparência de um embrião nesta fase, extremidades rombas, etc.
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Fertilização: o esperma e o óvulo juntam-se na trompa de falópio para formar um ser humano excepcional (único). Unem-se quarenta e seis cromossomas que pré-determinam tudo sobre as características físicas de uma pessoa.

A fotografia à direita é de um óvulo fertilizado, trinta horas depois da concepção. Ampliado aqui, não é maior que uma cabeça de alfinete. Constantemente a dividir-se rapidamente, o embrião em desenvolvimento, chama-se nesta fase zigoto, flutua da trompa de falópio em direcção ao útero.
Uma vez no útero, o embrião em desenvolvimento chamado blastocito, procura por um bom local para se implantar, debaixo da superfície do útero. O saco vitelino, que se mostra à esquerda (da página anterior), produz células sanguíneas durante as primeiras semanas de vida. A criança não-nascida tem menos de 0,2 mm de comprimento mas, está a desenvolver-se rapidamente. A coluna vertebral, a espinal medula e o sistema nervoso estão a formar-se. Os rins, o fígado e os intestinos estão a tomar forma.

O embrião produz hormonas que fazem cessar o ciclo menstrual da mãe.
O embrião tem o tamanho de uma passa. No vigésimo-primeiro dia (21), o coração minúsculo do embrião começou a bater. O tubo neural alarga-se em três partes, em breve tornando-se um cérebro muito complexo. A placenta começa a funcionar. A espinha e a espinal medula crescem mais rapidamente que o resto do corpo, nesta fase, e dão a aparência de uma cauda. Isto desaparece à medida que a criança cresce.

São visíveis traços faciais, incluindo a boca e a língua. Os olhos têm retina e lentes. O principal sistema muscular está desenvolvido e a criança não-nascida pratica o movimento. A criança tem o seu próprio tipo de sangue, distinto do da mãe. Estas células sanguíneas são agora produzidas pelo fígado em vez do saco vitelino.

A criança não-nascida, chamada feto, nesta fase, tem cerca de 9-14 mm de comprimento. A pessoa minúscula está protegida pelo saco amniótico, cheio de líquido. Lá dentro, a criança nada e move-se graciosamente. Os braços e as pernas aumentaram de comprimento e podem ver-se os dedos. Os dedos dos pés vão desenvolver-se nos próximos dias. Podem medir-se as ondas cerebrais.

O coração está quase completamente desenvolvido e parece-se muitíssimo com o do bebê recém-nascido. Uma entrada no átrio do coração e a presença de uma válvula de circulação desvia grande parte do sangue dos pulmões, dado que o sangue da criança é oxigenado através da placenta.
Vinte minúsculos dentes de leite estão a formar-se na mandíbula.
As cordas vocais estão completas e a criança pode (e fá-lo muitas vezes, diga-se a verdade!) chorar (silenciosamente). O cérebro está completamente formado e a criança pode sentir dor. O feto pode até chuchar o seu polegar. As pálpebras cobrem agora os olhos e manter-se-ão fechadas até ao sétimo mês para proteger as delicadas fibras nervosas ópticas.
Fonte: paginasvida.no.sapo.pt

Uma verdadeira revolução está em andamento no corpo da mulher.
Ao forjar uma nova vida, o corpo feminino é inundado por hormônios. Seios pesados e uma série de mal-estares são os sinais mais evidentes da gestação para a maioria das mulheres.
Enquanto a atenção da gestante se fixa nas alterações corporais, o bebê vai se desenvolvendo em ritmo acelerado: é nesses três meses iniciais que seus principais órgãos se formam e ele deixa de ser um simples embrião para assumir a condição de feto, já com contornos humanos.
O QUE OCORRE COM A MULHER NESSE PERÍODO:
As transformações começam assim que o óvulo é fecundado pelo espermatozóide, na trompa. Enquanto ele desce lentamente em direção ao útero, o ovário, de onde saiu, começa a fabricar os hormônios que alimentarão o desenvolvimento do embrião até meados do segundo mês.
A partir daí, a placenta, totalmente formada, se encarrega do trabalho. Essa operação modifica o perfil hormonal da mulher, tornando-se o motor de suas mudanças corporais e psicológicas.
Antes da gravidez, predominavam no organismo dois hormônios, o estrógeno e a progesterona, que regulam o ciclo menstrual. Depois da fecundação, a predominância é da progesterona e do HCG, ou gonadotrofina coriônica humana.
Essa dupla é que desencadeia os sintomas típicos dessa fase: retenção de líquidos, inchaço, dores e desconfortos nos seios, pernas e barriga, vômito, enjôos, manchas na pele, e aquilo que os médicos chamam de perversão do apetite - o desejo de comer coisas estranhas e fora de hora.
Esses hormônios têm efeito relaxante (para evitar contrações no útero que comprometam a gestação), fazem o intestino trabalhar mais lentamente, causando a prisão de ventre, e promovem bruscas alterações de humor, que levam a gestante do riso ao choro em segundos.
No Final do primeiro trimestre, mediante uma alimentação balanceada, a mulher engordou cerca de 1 quilo. Se sofreu muito com enjôos e vômitos, pode até ter emagrecido.
O QUE ACONTECE COM O BEBÊ:

O ovo chega ao útero, cujas paredes se tornaram mais espessas para acolhê-lo, cerca de uma semana após a concepção e, imediatamente, os filamentos esponjosos de suas células externas fixam-se na mucosa uterina ligando-se, dessa forma, aos vasos sanguíneos da mãe e dando origem à placenta.
Fixa-se ao útero e começa a se multiplicar: forma-se o embrião.
Algumas células do embrião vão formar o cordão umbilical e a membrana que protege o bebê. Outras dividem-se para dar origem ao novo ser.
Ao se fixar no útero, o embrião ainda é menor que um grão de arroz.
Ao ingressar no segundo mês de gestação, estará flutuando numa bolsa de líquido: já terá cérebro, espinha e um sistema nervoso central simples.
O coração começa a pulsar na sexta semana, época em que se delineiam pernas e braços e as células ósseas iniciam seu desenvolvimento. Os ouvidos estão em formação e o rosto se esboça com nariz e boca. A língua também é incipiente.
No início do terceiro mês, o bebê terá, aproximadamente, o tamanho de um morango. Nessa etapa o seu esqueleto vai se definir - caixa craniana, coluna vertebral, costelas e tíbia -, mas o principal progresso é o neurológico. O organismo da criança produz cerca de 5 mil células neuronais por segundo, para consolidar a formação do sistema nervoso.
Com músculos e articulações formados, já curva os dedos dos pés, fecha as mãos, abre e fecha os lábios, faz biquinho, xixi, suga o líquido à sua volta.
Ele termina o primeiro trimestre com todos os seus principais órgãos internos formados (a maioria funcionando). Está mais protegido contra infecções e drogas e escapa do maior período de risco para malformações congênitas. Pesa em torno de 18 gramas e mede cerca de 6,5 centímetros de comprimento - o equivalente a uma pêra.
1. Com seis semanas, delineiam-se no embrião as pernas e os braços.
2. Com 12 semanas, ele já tem os principais órgãos formados.
Fonte: intervox.nce.ufrj.br