Durante a década de 1980, o mundo viveu um rico período de produção de gêneros alimentícios, como resultado do avanço tecnológico, sobretudo no campo. Esse fenômeno, chamado de "revolução verde", foi uma época de grande progresso para a humanidade. Hoje, há uma gradual perda de produtividade. A fome vem se instalando em diversos lugares, a começar pelos países mais pobres. Se, por um lado, a evolução tecnológica do campo permitiu haver aumento de produtividade, de outro, a exploração irracional do solo está promovendo a sua degradação contínua, o que pode provocar um fenômeno inverso à revolução verde.
Infelizmente essa é uma realidade já prevista por diversos institutos e centros de pesquisa criado para desenvolver programas de conservação do solo no Brasil e no exterior, em busca de fórmulas que evitem tal catástrofe. Segundo esses órgãos, a ação humana está diretamente relacionada à degradação do solo, contribuindo para o esgotamento de nutrientes e para a erosão de solos abandonados ou mal cultivados.
Os números têm sido alarmantes nos últimos anos, pois apontam que a degradação do solo já reduziu significativamente a produtividade de um quinto das áreas cultivadas no mundo todo. A América Central aparece em primeiro lugar, com três quartos de terras seriamente deterioradas. O Nordeste brasileiro é outra área em que os índices não são dos melhores.
Segundo o maior estudioso do solo, no Brasil, o pesquisador Altir Corrêa, o crescimento da população, a urbanização e a falta de cuidados com o solo nos países em via de desenvolvimento devem provocar um aumento notável da procura de alimentos de origem animal. Os governos e a indústria devem preparar-se para essa revolução contínua, com políticas de longo prazo e investimentos.
Entre os principais fatores que contribuem para a degradação do solo, estão as causas naturais - como o clima, que provoca erosão - e as causas artificiais, ligadas à intervenção do ser humano. Mesmo as causas naturais sofrem a influência humana. O clima árido, por exemplo, pode ser provocado pelos poluentes despejados na atmosfera, fato que eleva a temperatura global. O desmatamento e as queimadas são também fatores importantes que desestruturam o solo, deixando-o vulnerável à erosão.
Em virtude de a intervenção humana não só potencializar os fatores naturais de degradação do solo, como também acelerar esse processo por meio de uma exploração irracional dos meios naturais, é necessário encontrar saídas para proteger esse patrimônio, para que as futuras gerações não sofram com a fome.
Fonte: www.paulinas.org.br
Compreende-se como solo a parte mais externa do globo a qual está em contato com as massas gasosas e líquidas, e ao mesmo tempo em transição com os três estados da matéria (sólido, líquido e gasoso). O solo representa não somente um agregado de matérias orgânicas e minerais, mas um conjunto de fenômenos naturais organizados que proporcionam um equilíbrio dinâmico.
A formação do solo depende de seu material de origem (orgânico ou mineral, intemperizado ou não), este sofre influência do clima (temperatura, umidade), dos organismos presentes no solo (Biologia do Solo), do relevo, do tempo entre outros fatores. Após todo o processo formador de um novo solo, propriedades específicas poderão ser identificadas como sua constituição, coloração, textura, estrutura, cerosidade, porosidade, consistência, cimentação, pedoclima e pedoforma.
Ar, água e matéria orgânica e os minerais resultantes da decomposição da rocha de origem, todos misturados uns aos outros.
Para fins de estudo, divide-se em três frações:
1. Areia: porção grosseira 2. Silte: parte um pouco mais fina que a anterior e, 3. Argila: por ser muito pequena e fina só pode ser visualizada por microscópios
Sua organização por vezes é complexa, podendo em um curto espaço (distância) haver a ocorrência de solos diferentes, isto devido ao tipo de relevo presente no local. Esta diferença pode ser notada pelos horizontes do solo, que nada mais são do que a maneira como ele está organizado formando um perfil (sobreposição de camadas).
Numa visão ecológica o solo além de suportar os ecossistemas característicos possui vida própria. Nele ocorrem tantas atividades e relações necessárias à vida quanto ocorrem na superfície, só que no solo ocorrem de forma escondida, o que leva a crer que suas formas de degradação não são tão graves. Mas não se pode esquecer que deste solo, dependem a integridade dos biomas, o hábitat dos animais e toda a forma de vida.
O uso indevido do solo, como a mineração, o desmatamento, a agricultura predatória, as queimadas, o uso intensivo de produtos químicos, a pecuária extensiva entre outros são considerados formas de agressão que podem causar grandes prejuízos para o meio, para a sociedade e para a economia global.
A partir desta compreensão, podemos direcionar nossas ações quanto ao uso que determinado tipo de solo nos proporcionará, equilibrando sua capacidade de uso, práticas de manejo e conservação, evitando sua degradação.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br