
Iridáceas
Açafrão-verdadeiro
Estigmas da flor.
Óleo essencial, crocose, crocina, picrocrocina (princípio amargo), matérias cerosas, mucilaginosas, etc.
Os estigmas da flor possuem propriedades estimulantes, antiespasmódicas, eupépticas, sedativas e, principalmente, emenagogas.
Atonias nervosas, insônias de origem cerebral, espasmos em geral, amenorréia como conseqüente de atonia uterina.
Referências
Enciclopédia das Ervas e Plantas Medicinais, René
Morgan. Editora Hemus, 1994.
O totum em Fitoterapia, Jean-Luc Sallé. Editora Robe, 1996.
Fonte: www.emedix.com.br

A flor do açafrão, cujos estigmas são usados desde a antiguidade na fabricação de perfumes, tinturas e condimentos, constituiu importante fonte de riqueza durante a Idade Média.
Açafrão (Crocus sativus) é uma planta herbácea da família das iridáceas. De seu bulbo - talo subterrâneo no qual se acumulam óleos e substâncias nutritivas - nascem diretamente as flores de pétalas violáceas, cuja parte inferior tem forma de funil. Os estigmas são pequenos filamentos que compõem o pistilo, ou órgão reprodutor feminino. De coloração avermelhada, aparecem na proporção de três para cada flor. Essa é a parte da planta que se utiliza como especiaria.
De origem oriental, a planta era utilizada como matéria-prima de perfumes na antiga Grécia e na Roma imperial. Seu cultivo foi introduzido na Espanha no século X, de onde migrou para os demais países mediterrâneos.
Para que o cultivo do açafrão se dê em condições satisfatórias, o solo deve ser poroso e bem ventilado e a temperatura, amena. A coleta das flores se realiza no outono, ocasião em que os estigmas são separados e torrados.
A obtenção de meio quilo de açafrão demanda setenta mil a oitenta mil flores, o que determina seu alto custo.
O plantio do açafrão é generalizado na Espanha, França, Itália e Irã.
Fonte: www.biomania.com.br