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Acerola

Acerola

A acerola ou cereja das antilhas (Malpighia glabra L.) é originária da América Tropical, sendo amplamente cultivada nas regiões nordeste e sudeste do Brasil. A forte demanda nutricional, aliada às condições climáticas favoráveis do Brasil, tem gerado oportunidades importantes para o cultivo, processamento e comercialização desta fruta.

O grande sucesso da acerola deve-se, principalmente, aos elevados teores de vitamina C, ou ácido ascórbico, naturalmente encontrados na fruta e amplamente divulgados na mídia.

Entretanto, além de ser fonte potencial de vitamina C, a acerola é, também, importante fonte de beta-caroteno e de outros carotenóides, que, além de atividade pró-vitamina A, participam como antioxidantes no sistema biológico.

A variedade genética, as condições de cultivo, processamento e estocagem são muito importantes para garantir o acúmulo e estabilidade dos carotenóides na fruta e em seus produtos derivados.

Ao contrário da vitamina C, cujo teor é reduzido durante a maturação da acerola, os carotenóides apresentam aumento na concentração com a maturação das frutas. Outro fator importante no acúmulo de carotenóides é a iluminação. O Brasil, por ser um país tropical com grande incidência luminosa, apresenta uma grande variedade de frutas e verduras com destacados teores e diversidades de carotenóides. Considerando uma mesma variedade, as frutas cultivadas em locais de clima quente, como no nordeste do Brasil, geralmente apresentam teores mais elevados de carotenóides.

Os principais carotenóides encontrados na acerola são o beta-caroteno, em concentrações que variam entre 400-2.580 mg/100g, e a beta-criptoxantina, em concentrações que variam entre 50-360 mg/100g.

A necessidade diária de vitamina A para adultos é de 5000 unidades internacionais. Os carotenóides da acerola fornecem 720-4.540 unidades internacionais desta vitamina por 100g de fruta.

Entretanto, em decorrência da alta instabilidade destes compostos naturais, o teor dos mesmos pode ser alterado em função do processamento e estocagem da acerola.

Os consumidores estão estabelecendo um novo padrão de conveniência alimentar, sendo que a qualidade e o valor nutricional dos alimentos devem ser preservados após o processamento e estocagem.

Alguns resultados recentes de pesquisa mostram que mesmo ocorrendo perdas durante o processamento e estocagem da polpa congelada de acerola, o emprego de alguns recursos tecnológicos favorece a retenção de grande parte dos pigmentos naturais e vitaminas.

A Pesquisa da Embrapa foi desenvolvida com polpa de acerola congelada (em álcool refrigerado a -20oC) em uma pequena indústria do nordeste, pelos pesquisadores Tânia Agostini Costa e Adroaldo Rossetti e pela estudante Lucina Abreu. O congelamento e estocagem da polpa em freezer doméstico por 3 meses não afetou a estabilidade do beta-caroteno.

No quarto mês de estocagem, o teor deste carotenóide apresentou redução de 20%, em relação à polpa de acerola não congelada, sendo que a perda total, no décimo primeiro mês de congelamento, foi de 26%.

Quanto ao valor de pró-vitamina A, o efeito do mesmo processo não foi significativo durante os dois primeiros meses de estocagem, mas provocou uma redução de 20% neste valor em relação à polpa não congelada durante o terceiro mês de congelamento. A perda vitamínica no décimo primeiro mês de estocagem foi de 30%.

O teor de antocianinas, pigmentos responsáveis pela cor vermelha da acerola, apresentou redução de 14% após o congelamento da mesma polpa por doze meses. Outro estudo recente desenvolvido por Vera Lima e colaboradores da Universidade Federal Rural de Pernambuco trata da redução de antocianina, após congelamento convencional da polpa de acerola procedente de 12 acessos diferentes em freezer doméstico. Após estocagem da polpa por seis meses, o teor de antocianina variou entre 3 e 24%. Nota-se, portanto, a importância da seleção de variedades apropriadas para o congelamento, já que a descoloração costuma ser um problema freqüente na produção da polpa congelada de acerola.

Outro estudo realizado por Fabio Yamashita e colaboradores da Universidade Estadual de Londrina avaliou a estabilidade da vitamina C em acerolas congeladas in natura e em polpa pasteurizada de acerola, congeladas por 4 meses.

As polpas pasteurizadas congeladas apresentaram uma perda vitamínica de apenas 3%, enquanto que as perdas observadas nas acerolas congeladas in natura foram de 20 a 40%. No primeiro caso, a atividade enzimática foi paralisada através do processo de pasteurização, mantendo os teores de vitamina C praticamente constantes durante o período de congelamento considerado.

Referências Bibliográficas

Agostini-Costa, T. S. Abreu, L. N.; Rossetti, A. G. Efeito do congelamento e do tempo de estocagem da polpa de acerola sobre o teor de carotenóides. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 25, 2003.
Yamashita, F.; Benassi, M. T.; Tonzar, A. C.; Moriya, S.; Fernandes, J. G. Produtos de acerola: estudo da estabilidade de vitamina C. Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 23, n. 1, p. 92-94, 2003.
Lima, V. L. A. G.; Melo, E. A.; Maciel, M. I. S.; Lima, D. E. S. Avaliação de teor de antocianinas em polpa de acerola congelada proveniente de frutos de 12 diferentes aceroleiras. Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 23, n. 1, p. 101-103, 2003.

Fonte: www.severomoreira.net

Acerola

Nome Científico: Malpighia glabra L.
Nome Popular: Cereja - das – Antilhas
Família: Malpighiaceae

Acerola

Aspectos Agronômicos

Pode ser reproduzida por sementes, mas sua multiplicação deve ser feita preferencialmente por estaquia e alporquia, para conseguir mais rápida frutificação.

Deve-se ter o cuidado de proteger as mudas contra a perda de umidade, isto é, não deixa-las secar, durante as três primeiras semanas, para garantir maior índice de pega. As mudas devem ser plantadas bem enraizadas e com espaçamento de 3 metros. Deve-se fazer podas de arejamento da copa após crescimento. O solo deve ser rico em adubo orgânico e a rega deve ser diária, especialmente quando há poucas chuvas.

Manter o solo debaixo da copa coberto com bagana ou outro material orgânico curtido. Os primeiros frutos aparecem a partir de 6 meses após o plantio.

Parte Utilizada

Fruto

Constituintes Químicos

O fruto contém:

Ácido ascórbico: 2 a 4g %

Sais minerais

Ferro

Cálcio: 12 mg%

Flúor: 11mg%

Proteínas: 4g%

Possui também mucilagem, rutina, hesperidina e outros bioflavonóides, caroteno, tiamina, riboflavina e niacina.

Vitamina C

1 a 5g / 100mL.

Origem

América Central

Aspectos Históricos

A acerola é originária das Antilhas, norte da América do Sul e Central, foi introduzida no Brasil, em Pernambuco em 1955, procedente de Porto Rico. É cultivada em vários países tropicais.

A determinação de seu altíssimo grau de vitamina C foi feita por Conrado Asenjo, em 1946.

É a fruta com maior teor de vitamina C de que se tem notícia. Atualmente devido a está característica ímpar e outras, como o significativo grau de tanino, é intensamente cultivada em Porto Rico, Hawai, Cuba e Flórida, constituindo-se em ponderável fonte de riqueza para essas regiões.

Uso

Fitoterápico

Tem ação: vitaminizante, antianêmica, aperiente, cicatrizante, antiinflamatória, mineralizante, adstringente.

É indicada para estados de carência de vitamina C, stress, fadiga, gravidez, gripes e resfriados, afecções pulmonares, do fígado e da vesícula biliar, hepatite virótica, varicela, poliomielite.

Tuberculose pulmonar, diabetes, reumatismo, disenteria.

Fitocosmética

Tem ação hidratante capilar e condicionador capilar, retardamento do envelhecimento.

É indicado para o tratamento contra o envelhecimento precoce da pele e no condicionamento capilar.

Farmacologia

A vitamina C, principal constituinte da acerola, desempenha importante papel na proteção do organismo contra infecções.

Aumenta a resistência, atenua os efeitos do stress. Torna-se também, como suplemento desta vitamina um excepcional antiescorbútico.

Pesquisas na área de cosmetologia indicam a inclusão de ácido ascórbico em produtos contra o envelhecimento celular graças à sua ação antioxidante e sequestrante de radicais livres. Seus sais minerais lhe oferecem a propriedade remineralizante em peles cansadas e estressadas. As mucilagens e proteínas são responsáveis pelas ações de hidratação e condicionamento capilar.

Dose Utilizada

Fitoterápico

Ao natural, como alimento, ou sob a forma de suco, 1 copo três vezes ou 4 vezes ao dia.

Fitocosmético

Pós, cápsulas gelatinosas moles e duras, comprimidos e pastilhas.

2 a 5% em xampus.

5 a 10% em cremes e loções.

Bibliografia

Caribe, J.; Campos, J.M. Guia prático para época atual. Plantas Que Ajudam o Homem. São Paulo: Pensamento. 11ª Edição, 1999, p. 63.
Matos, F.J.A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC. 3ª Edição, 1998, p. 44 – 46.
Teske, M.; Trenttini, A.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná:Herbarium. 3ª Edição, abril 1997, p.3 – 4.

Fonte: www.unilavras.edu.br

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