Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Acerola  Voltar

Acerola

 

Acerola
Acerola

Nome popular da fruta: cereja-das-antilhas; cereja-de-barbados

Nome científico: Malpighia punicifolia L. e Malpighia glabra L.

Família botânica: Malpighiaceae

Frutificação: 3 a 4 vezes por ano.

Origem: Antilhas (América Central).

São originárias das ilhas do Caribe, Antilhas da América Central e do Norte da América do Sul e cultivada em escala comercial em Porto Rico, Havaí, Jamaica e Brasil.

A acerola é uma pequena do tamanho de uma Pitanga e é vermelhada. Ela é uma fruta enriquecida de vitaminas A, B1, B2 e B3 e minerais como cálcio, fósforo, ferro, magnésio e potássio.

A acerola é uma fruta do clima tropical, mas ela adapta-se bem em regiões do clima subtropical. E os solos profundos são os melhores. A fruta contém muitos nutrientes, com isso, torna-se o ciclo do cultivo mais curto e recebe menos agrotóxico.

A colheita deve ser feita a cada dois ou três dias, retirando os frutos maduros e todo o cuidado para não ter lesões no fruto.

A Acerola

É uma fruta atrativa pelo seu sabor agradável e destaca-se por seu reconhecido valor nutricional, principalmente como fonte de vitamina C, vitamina A, ferro, cálcio e vitaminas do complexo B (Tiamina, Riboflavina e Niacina). Consumida tanto in natura como industrializada, sob a forma de sucos, sorvetes, geléias, xaropes, licores, doces em caldas entre outras.

Fruto

O fruto é uma drupa de superfície lisa e dividida em três gomos, com tamanho variando de 3 a 6 cm de diâmetro. A coloração externa do fruto varia do alaranjado ao vermelho intenso quando maduros com polpa carnosa e suculenta. Levam aproximadamente 22 dias desde a floração até a maturação.

Os frutos carnosos têm como característica comum sua riqueza em açúcares e acidez relativamente elevada. O tamanho varia em função do potencial genético da planta, tratos culturais e do número de frutos por gema reprodutiva. Em geral pesam de 3 a 16 g.

Planta

A aceroleira é uma árvore de 2 a 4 metros de altura, com ramificação compacta ou espalhada. Adquiriu importância mundial devido ao alto teor de vitamina C, além de ser boa fonte de vitamina A (caroteno), ferro, cálcio e tiamina.

As variedades de acerola são classificadas em doce ou ácida. Deste modo, os clones disponíveis para plantio foram selecionados levando-se em consideração o teor vitamínico. Nesta classificação, os frutos que produzem mais que 1.000 mg de ácido ascórbico (vitamina C) por 100 g de suco é que são considerados satisfatórios.

Cultivo

O clima ideal para o cultivo é caracterizado por temperaturas médias em torno de 26 ºC e 1.200 mm a 1.600 mm de chuvas.

Dependendo da fertilidade do solo e dos tratos culturais, o espaçamento indicado varia de 5,0 x 5,0 m a 6,0 x 6,0 m. Espaçamentos menores também são possíveis, dependendo do terreno e tratos culturais, adotando-se 4,0 x 4,0 m. Com esse espaçamento e irrigação pode-se obter melhor produtividade, com 625 plantas por hectare e produção de até 100 kg de frutas por planta por ano.

Em relação às doenças e pragas, a aceroleira apresenta poucos problemas, mas é freqüente o aparecimento de cochonilhas e pulgões atacando os ramos e folhas.

Deve ser feito o controle da mosca-das-frutas, evitando-se seus prejuízos. As doenças mais comuns são cercospora ou Mancha-das-folhas, verrugose e antracnose.

Abelhas da família Apidae, especialmente dos gêneros Centris e Epicharis, são relatadas como principais polinizadores da aceroleira. Esses insetos têm vida solitária e constroem seus ninhos, geralmente, em cavidades no solo. As abelhas Irapuá (Trigona spp.) também são observadas visitando as flores da aceroleira com certa freqüência, porém sua eficiência na polinização não está comprovada. As abelhas melíferas (Apis mellifera) não são eficientes na polinização da aceroleira devido à baixa atração das flores, possivelmente pela ausência ou baixa concentração de néctar.

A colheita dos frutos da aceroleira destinados ao consumo “in natura” ou ao processamento do suco deve ser feita de maneira bastante criteriosa. Os colhedores devem ser adequadamente treinados para o trabalho de colheita. As acerolas destinadas a mercados distantes devem ser colhidas "de vez". Deve-se evitar que os frutos sofram pancadas ou ferimentos durante a colheita, seleção e embalamento, pois isso acelera sua deterioração.

Deve-se ter cuidado no acondicionamento dos frutos, principalmente os maduros, que devem ser colocados nas caixas de colheita em poucas camadas, pois o peso das camadas superiores pode provocar o rompimento da casca dos frutos das camadas de baixo.

Usos

A produção de polpa e suco é, ainda, a principal destinação da fruta, dada sua perecibilidade e acidez.

Os frutos da aceroleira apresentam rendimento de suco entre 49% e 75% do seu peso, com elevada acidez (pH 3,3). O teor de água nos frutos é, em média, de 90%.

Utilização

A acerola é consumida ao natural, como sucos, sorvetes, doces, geléias e compotas. Pode ser misturado com outros sucos de frutas como, mamão, manga e laranja.

Fonte: www.sebrae.com.br

Acerola

A acerola ou cereja-das-antilhas pertence à família Malpighiaceae.

Originária das Antilhas, América Central e América do Sul uma planta rústica, desenvolvendo-se bem em clima tropical e subtropical. A altura da planta varia de 2 a 3m (com ramos densos, espalhados).

A acerola é muito rica em vitamina C, chegando a ter de 1 a 2g de ácido ascórbico por 100g de suco.

A acerola pode ser utilizada na forma de refresco, sorvete, balas, cápsulas de vitamina C pura, creme gelado, geléia, compota, néctar e conserva.

História

Natural das Antilhas, por isso também chamada de Cereja-das-Antilhas, a acerola já era conhecida pelos nativos das Américas há muitos séculos.

O grande interesse despertado pela fruta aconteceu a partir da década de 40, quando cientistas porto-riquenhos descobriram que a fruta possuia uma grande quantidade de ácido ascórbico (vitamina C).

A acerola chegou a ser declarada segredo de Estado, sendo proibida a sua saída de países onde fosse cultivada e industrializada.

A descoberta deu início ao seu cultivo e utilização comercialmente, voltado para uma procura pela fruta que se tornava cada vez maior.

Curiosidades

A acerola apresenta, em uma mesma quantidade de polpa, até 100 vezes mais vitamina C que a laranja e o limão, 20 vezes mais que a goiaba e 10 vezes mais que o caju e a amora.

Apenas 4 unidades da fruta suprem a necessidade diária de vitaminas C de um adulto.

O Brasil ocupa a posição de maior produtor, consumidor e exportador mundial de acerola.

Acerola
Acerola

A árvore

A árvore da acerola chama-se aceroleira.

É um arbusto de aproximadamente 3 metros de altura.

A acerola é uma fruta de cor vermelha que possui um sabor ácido-azedo e o cheiro é semelhante ao da maça.

Existem diversas espécies de acerolas, porém as mais plantadas no Brasil são: cabocla, cereja, apodi, frutacor, olivier, roxinha e rubra.

É uma fruta típica de regiões tropicais e subtropicais, pois necessita muito dos raios solares no seu processo de vida.

Uma fruta possui aproximadamente um grama de Vitamina C (ácido ascórbico).

Além da vitamina C, a acerola apresentação boas quantidades de: cálcio, ferro, fósforo, vitamina A, B1, B2 e B3.

Atualmente a região nordeste do Brasil é a maior produto de acerolas do país.

A agroindústria utiliza a fruta para a produção de sucos, polpa congelada e outros produtos alimentícios.

Uma acerola pesa, em média, de 20 a 40 gramas.

Cultivares

A própria espécie botânica.

Clima e solo

A temperatura ideal está entre 25 e 27oC, a planta resiste a geadas leves. Necessita precipitação entre 1.200 a 1.800mm bem distribuídos.

É pouco exigente quanto ao tipo de solo, mas prefere os bem drenados e não infestados por nematóides.

Práticas de conservação do solo

Plantar em nível.

Propagação

A estaquia a multiplicação recomendada. Utilizar estacas lenhosas com 2 pares de folhas, 15 a 20cm de comprimento, enterrando 1/3 em terra misturada com areia. Após 60 dias, transplantar para sacos plásticos. Levar ao campo com 8 meses. Não se recomenda a multiplicação por sementes pela desuniformidade nas plantas descendentes. Plantio: Pode ser realizado durante o ano todo, mas deve-se dar preferência ao início da estação chuvosa. As mudas devem ter 30cm de altura.

Espaçamento: 4 x 4 m ou 4 x 5 m.
Mudas necessárias:
500 a 600/ha.
Covas:
40 x 40 x 40 cm preparadas no mínimo um mês antes do plantio.

Calagem e adubação

Durante o preparo do solo dever ser feita uma calagem em toda a área para elevar a saturação por base a 60%, usando calcário dolomítico. Para a cultura já formada proceder do mesmo modo, com a aplicação do calcário sob a projeção da copa da planta.

Adubação de plantio: No preparo das covas colocar 20 litros de esterco de curral ou 5 litros de esterco de galinha.
Adubação de formação:
(2 anos), adubação nitrogenada em cobertura na dose de 20 g de N por planta por vez, em quatro aplicações anuais em período seco.
Adubação de produção:
No período de frutificação (setembro a março) 40 g de N, 30 g de P2O5 e 50 g de K2O por planta e por ano, em cinco aplicações.

Controle de pragas e doenças

Pouco afetada por pragas e doenças, mas muito sensível a nematóides.

Controle cultural: Evitar solos infestados e, principalmente, adquirir mudas sadias.

Colheita

De setembro a março; colheita manual diária ou em dias alternados.

Produção normal

Planta adulta: 10 a 20 t/hectare/ano.

Comercialização

Principalmente na forma de polpa congelada e sucos; devido ao pequeno período de conservação dos frutos in natura, tem pequeno comércio, embalados em bandejas de isopor e plástico.

Fonte: www.agrov.com

Acerola

Acerola
Acerola

Origem

América Central – nativa do Mar das Antilhas, além do norte da América do Sul. Hoje, é bastante cultivada nas regiões norte e nordeste do Brasil.

Dicas para comprar

Prefira as mais maduras, rapidamente aproveitadas, pois as verdes ou as “de vez”, precisariam ser amadurecidas artificialmente.

Dicas para guardar

Por serem muito frágeis,devem ser colocadas na geladeira, enquanto não são preparadas para consumo.

Dicas para consumo

Com esses frutos são preparados excelentes sucos, refrescos, sorvetes, doces em geral.

Composição

Vitaminas A, B1, B2, C (até 100 vezes mais do que em outras frutas cítricas (laranja, limão, etc.), Proteínas, Cálcio, Fósforo e Ferro.

Valor calórico

60 kcal em 100 gramas de polpa.

Indicações Terapêuticas

Aumenta a eficiência física
Acelera a cicatrização depois de cirurgias
Combate infecções, resfriados e reduz ataques cardíacos
Aumenta a resistência imunológica e favorece a melhoria da elasticidade da pele, prevenindo o aparecimento de rugas
Evita a irritabilidade, a fadiga, a perda de apetite
Diminui as dores musculares e articulares

Características da planta

Arbusto de até 3 m de altura. Tronco que se ramifica desde a base. Copa densa com folhas pequenas de coloração verde-escura e brilhante. Flores dispostas em cachos de coloração rósea a violeta esbranquiçada. Floração durante o ano todo.

Fruto

Fruto carnoso de superfície lisa ou dividido em 3 gomos, de coloração vermelho-alaranjada quando madura. Contém 3 sementes. A frutificação ocorre 3 a 4 semanas após o aparecimento das flores.

Cultivo

Desenvolve-se em qualquer tipo de solo, de fertilidade mediana, bem drenados. Prefere regiões mais quentes (250 C a 270 C). Podendo ser cultivado o ano todo e principalmente na estação chuvosa. Possui crescimento lento e pode ser utilizada como planta ornamental.

A cereja-das-antilhas, cereja-de-barbados, ou melhor, acerola, como é mais conhecida atualmente no Brasil, não deixa dúvidas quanto a sua origem e aparência: a acerola - cujo nome é uma derivação do original espanhol, azarole-é denominação para uma frutinha bela e útil, que guarda certa semelhança com a cereja européia.

De cor vermelha bem forte quando madura, variando entre os tons alaranjados e o púrpura, com um perfume semelhante ao da maçã, de sabor levemente ácido, polpa macia e cheia de suco, a acerola já era usada há muitos séculos pelos nativos da região das Antilhas, da América Central e do norte da América do Sul. Por ser uma planta rústica e resistente, a acerola se propagou naturalmente e com facilidade por toda parte.

A aceroleira é um arbusto de porte médio que se desenvolve bem em climas tropicais e subtropicais e, até mesmo, em regiões semi-áridas, desde que exista algum abastecimento regular de água. Também não é muito exigente quanto a solos. Começa a frutificar entre 2 e 3 anos após o plantio, o que pode ocorrer em abundância de 4 a 7 vezes por ano.

Por muito tempo, essa "cereja tropical" nascida nas Antilhas permaneceu florescendo e frutificando em terras americanas sem provocar maiores atenções. Não tinha a volúpia do caju, nem a variedade dos araticuns.

O interesse pela acerola e os estudos sobre suas potencialidades econômicas, no entanto, só foram despertados a partir dos anos 40, quando cientistas porto-riquenhos encontraram na porção comestível da fruta altos teores de ácido ascórbico, ou seja, vitamina C.

Descobriu-se que, na mesma quantidade de polpa de fruta, a acerola concentra, aproximadamente, até 100 vezes mais vitamina C que a laranja e o limão, 20 vezes mais que a goiaba e 10 vezes mais que o caju e a amora. Assim, bastariam quatro unidades da fruta por dia para suprir todas as necessidades de vitamina C de uma pessoa adulta saudável.

Sabe-se, hoje, que pela concentração de ácido ascórbico que contém, a acerola não é apenas indicada na manutenção da saúde, como também evita a debilidade, a irritabilidade, a fadiga, a perda de apetite, além de diminuir a ocorrência de doenças infecciosas e de dores musculares e articulares. Além disso, pode ser aplicada no combate a gripes e afecções pulmonares, no controle de casos com tendências a hemorragias nasais e gengivais e como auxiliar nos tratamentos de doenças do fígado.

E, por tudo isso, a acerola é indicada na dieta de lactentes, crianças e adolescentes, de gestantes e nutrizes e de organismos envelhecidos, desnutridos ou debilitados.

Tratada como segredo de Estado, a pequena fruta ficou aprisionada em Porto Rico até ser trazida às escondidas para o Brasil, no ano de 1956, por uma professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Das 245 sementes plantadas no campus da Universidade, apenas 10 germinaram e se transformaram em plantas produtivas, e é bem provável que a maior parte das mudas plantadas no Brasil tenham sido geradas a partir daquelas primeiras matrizes.

Durante os anos 80, a UFRPE patrocinou e desenvolveu uma enorme campanha de conscientização sobre os valores nutricionais da acerola e suas possibilidades de uso, bem como sobre métodos de cultivo e cuidados necessários ao seu desenvolvimento.

Foi grande a aceitação da nova frutinha, e seu sucesso, imediato. Em algumas cidades do interior do Brasil, por exemplo, não há praticamente quintal, pomar, ou jardim que não tenha um pé de acerola.

No entanto, foram os grandes grupos agro- industriais que se apropriaram rapidamente da cultura da fruta, objetivando a exportação da polpa congelada e de seus derivados, levando o Brasil a ocupar a posição de maior produtor, consumidor e exportador mundial de acerola.

No Pará, no Nordeste brasileiro e em algumas localidades do interior paulista, muitos hectares já estão com suas aceroleiras produzindo para suprir a demanda do mercado externo, em franca expansão. Isto porque a acerola encaixa-se perfeitamente na tendência mundial, iniciada durante a década de 80, da procura por produtos naturalmente saudáveis.

Na metade da década de 90, no mundo todo, a acerola está sendo amplamente consumida in natura ou em sucos processados a partir da própria fruta congelada; em geléias, marmeladas, compotas, licores ou refrescos.

Além disso, sua polpa é largamente utilizada no enriquecimento vitamínico do suco de outras frutas, onde o ácido ascórbico atua também como antioxidante e preservante natural, e a pasta de seus frutos verdes é matéria-prima para a fabricação de cápsulas de vitaminas, para aqueles que acham o sabor da fruta ácido demais.

Rubens Barros de Azevedo

Fonte: www.paty.posto7.com.br

Acerola

A acerola destaca-se por ter sabor levemente ácido e pelo valor nutricional, principalmente por apresentar alta concentração de ácido ascórbico, conhecido como vitamina C, chegando a ter de um a dois gramas dessa vitamina por 100 gramas de polpa – este valor chega a ser cem vezes superior ao da laranja.

Sua composição contém ainda vitamina A, ferro, fósforo, cálcio e vitaminas do complexo B.

Acerola
Acerola

A acerola pode ser consumida tanto in natura como industrializada, na forma de geléias, sucos, sorvetes, entre outras.

Originária das Antilhas é cultivada em escala comercial em Porto Rico, Havaí, Jamaica e Brasil. No território nacional, o cultivo de acerola teve um forte crescimento nos últimos 20 anos e hoje estima-se que a cultura ocupe uma área cultivada de cerca de dez mil hectares, com destaque para a Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco, que juntos detêm a 60% da produção brasileira. Atualmente é uma importante cultura para a economia da Região Nordeste e um impulso para a agroindústria de polpa de fruta congelada.

A maior parte dos pomares de acerola é formada com mudas oriundas de sementes, por isso apresentam grande variação genética quanto à produtividade, porte, arquitetura da copa, rendimento de polpa, cor, sabor, consistência e tamanho do fruto. Além da produtividade as características químicas exigidas pelo mercado estão relacionadas à cor, teor de Brix e vitamina C.

Existem mais de 40 variedades de acerola que são cultivadas no Brasil e as principais são Apodi, Cabocla, Cereja, Okinawa, Rubra e Sertaneja.

A aceroleira é uma planta rústica que se desenvolve bem em clima tropical e subtropical, sendo resistente à temperatura próxima a zero grau Celsius. A temperatura média anual em torno de 25 graus Celsius é ideal para o seu cultivo. Chuvas anuais bem distribuídos proporcionam maior produção de frutos com boa qualidade.

Acerola
Acerola

Os solos mais indicados para a acerola são os de textura argilo-arenoso, profundos e bem drenados.

O preparo do solo consiste na eliminação da vegetação existente, balizamento e correção, caso seja necessário. O plantio deve ser feito preferencialmente na época chuvosa e para controlar o surgimento de plantas daninhas devem ser feitas roçagem manual e mecânica, controle químico com herbicidas aplicados sob orientação. A aceroleira produz três ou mais safras durante o ano, concentradas principalmente de setembro a março.

A colheita pode ser feita de forma manual diariamente ou em dias alternados quando o fruto atingir coloração rosada. A produtividade pode variar em função da variedade, condições ambientais e do manejo empregado. Geralmente, uma planta adulta, a partir do terceiro ano após o plantio, chega a produzir mais de 40 quilos de frutos por ano, o que corresponde a uma produtividade média de 16 toneladas por hectare.

Pragas e Doenças

As principais pragas que atacam a cultura de acerola são os pulgões, que atacam as flores e frutos ainda jovens; os bicudos que causam deformação nos frutos e a mosca das frutas.

Eventualmente podem ocorrer ataques de cochonilhas e cigarrinhas. Já as doenças de maior incidência sobre a cultura da acerola são a antracnose, cujo sintoma é o surgimento de manchas circulares marrons nas folhas e frutos; a cercosporiose que amarela as folhas e as fazem cair; a verrugose que ataca ramos, folhas e frutos, provocando deformações.

Fonte: www.jornalentreposto.com.br

Acerola

Acerola
Acerola

Fruto pequeno, geralmente com 2 a 3 cm de diâmetro, a acerola tem polpa carnosa, suculenta e de cor alaranjada. A coloração externa varia do laranja ao vermelho intenso quando maduro.

Também conhecida como cereja-das-antilhas, é uma fruta tropical, nativa do mar das Antilhas, da América Central, e do norte da América do Sul.

A acerola, além de possuir as vitaminas A, B1 e B2 em grande quantidade, é uma excelente fonte de vitamina C. É rica em cálcio, fósforo e ferro. Pode ser consumida ao natural, na forma de sucos, refrescos, sorvetes, doces, geléias e compotas.

Pela sua quantidade incrível de vitamina C - em 100 g da parte comestível da fruta, pode-se encontrar até 80 vezes mais vitamina C que na mesma quantidade de limão ou laranja - a acerola é recomendada no combate a gripes, resfriados, tuberculoses pulmonares, diabetes, disfunções do fígado, cicatrizações difíceis e disenterias.

Informações Nutricionais

É a fruta mais rica em vitamina C de que se tem notícia. Bastam quatro unidades desta pequena fruta por dia para suprir toda a necessidade de vitamina C de uma pessoa adulta saudável.

Devido ao elevado teor de ácido ascórbico, a acerola é amplamente recomendada para a manutenção da saúde, melhoria do apetite, prevenção de irritabilidade e fadiga.

100 g contêm, em média:

Macrocomponentes Glicídios (g) 6
Proteínas (g) 0
Lipídios (g) 0
Fibras alimentares (g) 1
Vitaminas Vitamina A1 (mg) 77
Vitamina B1 (mg) 20
Vitamina B2 (mg) 60
Vitamina B3 (mg) 0
Vitamina C (mg) 1678
Minerais Sódio (mg) 7
Potássio (mg) 146
Cálcio (mg) 12
Fósforo (mg) 11
Ferro (mg) 0
Conteúdo energético (kcal) 32

Acerola crua

TACO - Tabela Brasileira de Composição de Alimentos

Porção de 100 gramas

  % VD*
Valor energético 33.5kcal = 141kj 2%
Carboidratos 8,0g 3%
Proteínas 0,9g 1%
Fibra alimentar 1,5g 6%
Cálcio 12,6mg 1%
Vitamina C 941,4mg 2092%
Fósforo 9,2mg 1%
Manganês 0,1mg 4%
Magnésio 13,1mg 5%
Lipídios 0,2g -
Ferro 0,2mg 1%
Potássio 165,0mg -
Cobre 0,1ug 0%
Zinco 0,2mg 3%
Niacina 1,4mg 8%
Riboflavina B2 0,0mg 0%

* % Valores diários com base em uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400kj. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades.

Como Comprar

Os frutos devem estar maduros e íntegros, sem deformações, com a coloração laranja ou vermelha bem desenvolvida.

Como Conservar

A acerola é altamente perecível. Mantenha-a em congelador, após lavar e secar cada fruta. Assim, conserva-se por até 12 meses.

Como Consumir

Pode ser consumida in natura ou em sucos obtidos a partir da polpa congelada; em geléias, marmeladas, compotas, licores ou refrescos.

O suco de acerola deve ser consumido logo após o preparo e não deve ser colocado em recipiente de metal. A polpa pode ser utilizada na preparação de sucos, sorvetes, vinhos, licores, doces e pastilhas de vitamina C.

Fonte: www.ceasacampinas.com.br

Acerola

É uma fruta que bem poderia ser nativa do Brasil, tem tudo a ver com as nossas nativas; se parece com a pitanga, embora lembre a cereja européia.

Propagou-se logo de sua chegada ao Brasil. Hoje se tornou popular no mercado de polpas, deixando para traz outras frutas nativas brasileiras, comercialmente.

Seu cultivo é comum e fácil, de produção satisfatória à partir do terceiro ano de seu plantio.

É uma planta rústica, resistente e tem se propagado com facilidade em várias partes do mundo.

Acerola
Acerola

O interesse pela acerola teve início nos anos 40, quando descobriu-se suas propriedades medicinais, principalmente o alto teor de vitamina C, o ácido ascórbico.

A partir daí ela foi empregada no tratamento da gripe, afecções pulmonares, controle de hemorragias nasais e gengivais, auxiliando também no tratamento de doenças do fígado, aliviar dores musculares e nas articulações, é bom para a irritabilidade, fadiga, perda de apetite, cicatrizante...

De modo geral, fortalece o organismo como um todo e é eficiente no tratamento de anemia. É indicado na dieta de lactantes e gestantes, crianças e adolescentes , desnutridos e convalescentes físicos. Ufa!!! essa é uma fruta curandeira mesmo! Veja mais...

Ácido ascórbico, proteínas, pró-vitamina A, sucrose, ácido I-málico, ácido pantotênico, carboidratos, betacaroteno, dextrose, niacina, proteína, riboflavina, sais minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio, potássio, sódio, tiamina e vitamina B6. Seu conteúdo em ácido ascórbico (vitamina C) é mais elevado do que em frutas como laranja, limão, abacaxi, araçá, kiwi e morango e menor que o camu-camu.

Acerola
Acerola

Em sua biografia consta ainda mais: é adstringente, antianêmica, antiescorbútica, antiinflamatória, aperiente, cicatrizante e nutritiva.

Sua polpa é carnuda, às vezes amarela ou vermelha.

Sua floração é de furta-cor, baseada nas cores rosa, lilás e branca, em forma de mini-rosinhas. O néctar das flores é um bom material de trabalho para abelhas na fabricação de mel, os pássaros, também, são outros bons parceiros.

Família: das Malpighiáceas.

Origem: América Central - Antilhas

Clima: Prefere regiões mais quentes, com temperaturas em torno de 25 à 27ºC.

Solo: Desenvolve-se em qualquer tipo de solo contendo fertilidade mediana.

Porte: Arbustivo, podendo atingir até 3 metros de altura, com tronco se ramificando desde a base.

Propagação: Semente, estaquia e enxertia.

Preparo do solo: O terreno deve ser arado e gradeado para que possa oferecer as condições mínimas necessárias ao desenvolvimento inicial da planta.

Adubação: A adubação só pode ser recomendada mediante análise do solo e análise foliar. Os elementos químicos que mais limitam a produção são o N, K, Ca.

Espaçamento: 4,0 x 4,0 metros ou 3,0 x 4,0 metros.

Covas de plantio: 40 ou 60 centímetros nas três dimensões.

Plantio: Na estação chuvosa, podendo ser cultivado o ano todo.

Frutificação: 2 a 3 anos após o plantio.

Pragas

Pulgão, bicudo e mosca-das-frutas.

Doenças

Cercospora ou mancha-das-folhas, verrugose e antracnose.

Produção

Considerando-se espaçamento 4,0 x 4,0 metros, com 625 plantas/ha, cultura irrigada, com 4 safras no ano, a produção pode chegar a 100 kg/planta/ano.

O plantio da acerola se dá bem em qualquer tipo de solo, exige uma fertilização básica, mas bem drenada. Prefere locais mais quentes e pode ser cultivada o ano todo. Por essas e outras, a acerola se tornou uma planta quase obrigatória nos quintais, pomares e jardins brasileiros.

Acerola
Flor de Acerola

No Brasil a acerola teve um destaque a partir da década de 90, quando divulgado o seu valor nutricional. Através dessa divulgação o setor de agroindústria começa a se interessar e passa a incentivar o plantio em alta escala. A produção foi tanta que causou uma baixa no produto, provocando uma queda na expansão da plantação. O empresário buscou na exportação a solução para escoar sua mercadoria. Houve resposta positiva e hoje o Brasil é o maior produtor e consumidor do mundo. O Japão, Europa e Estados Unidos são os grandes importadores.

A aceroleira é de porte médio, em torno de 3 metros de altura, cultivada com a ajuda dos imigrantes, a planta produz várias vezes ao ano. Dizem que se as técnicas recomendadas forem seguidas à risca, a produção pode chegar a 100 quilos por planta ao ano, o que equivale a 62 toneladas por hectare.

Atenção, pesquisas já mostram que a acerola tem sua capacidade de vitamina C diminuída à medida em que vai amadurecendo e em determinada época do ano em que não é sua tradição o teor também é menor.

Acerola
Acerola

Recentemente, a EMBRAPA/CE divulgou uma pesquisa onde mostra 4 novos tipos de clones de acerola, que apresentam maior teor de vitamina C e um aumento na capacidade produtiva com frutas mais carnudas e de coloração mais acentuada (vermelho-púrpura forte), tudo isso com um custo reduzido.

Da polpa pode se fazer sorvetes, sucos, rocamboles, bolos, doces, molhos, licores, saladas, temperos, é só deixar a criatividade viajar...

CURIOSIDADES DA ACEROLA:

A Alemanha consome, anualmente, 40 litros per capita de sucos de acerola.
É possível intercalar plantações de uvas com pés de acerolas.
No Pará, na Bahia, em Pernambuco e São Paulo, já existem muitas plantações de acerola, intencionalmente, visando o mercado externo.
A fruta era guardada a "chaves" em Porto Rico, até ser trazida às escondidas para o Brasil, em 1956, por uma professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
A acerola é uma fruta que se encaixa perfeitamente na tendência mundial de consumir o que é natural e saudável.
A descoberta das potencialidades medicinais da polpa da fruta mostrou que concentra aproximadamente 100 vezes mais vitamina C do que a laranja e o limão, 20 vezes mais que a goiaba e 10 vezes mais que o caju e a amora.
Os pesquisadores confirmam: 4 unidades desta fruta por dia são o bastante para suprir as necessidades de vitamina C de um adulto saudável.
Já se encontram à venda comprimidos de acerola

Fonte: www.pousadadascores.com.br

Acerola

Acerola
Acerola

Popularmente conhecida como, cereja-das-antilhas; cereja-de-barbados.

Seu nome científico é, Malpighia glabra Linn. Pertence a família botânica, Malpighiaceae.

Sua origem é conhecida das Antilhas - América Central.

Sua planta é um arbusto de até 3 m de altura. Tronco que se ramifica desde a base. Copa densa com folhas pequenas de coloração verde-escura e brilhante.

Flores dispostas em cachos de coloração rósea a violeta esbranquiçada. Sua floração perdura o ano inteiro.

O Nordeste brasileiro, no Pará e em algumas localidades do interior de São Paulo, já são muitos hectares com suas aceroleiras produzindo para suprir a demanda do mercado externo, em crescimento. Isto porque a acerola encaixa-se perfeitamente na tendência mundial, iniciada durante a década de 80, da procura por produtos naturalmente saudáveis.

Além de ajudar na formação óssea do adolescente, é eficaz contra arteriosclerosa, artrite e infecções na garganta, pois contém, cálcio, carboidrato, fósforo, ferro e vitaminas A, B, C. A polpa de fruta Doce Mel guarda todas estas propriedades em suco que é um ótimo acompanhamento para refeições, uma vez que é digestivo e rico em fibras.

A Acerola

Acerola
Acerola

Arbusto de até 5 metros de altura, bem copado, com folhas pequenas e de formato variável e elíptico-lanceoladas. Flores de pétalas cor-de-rosa e fimbriadas, reunidas em inflorescências cimosas com 3 a 5 flores.

Fruto tipo drupa, arredondado, pequeno, de até 10 gramas de peso de 1 a 3 centímetros de diâmetro, de cor vermelha quando maduro. Polpa carnosa, comestível, macia e ácida, apresentando um núcleo central duro, provido de 3 sementes. No Brasil, é cultivada em quase todo o país, tendo sido primeiramente introduzida nas regiões Nordeste e Norte.

Informações Nutricionais Polpa de 100g

Calorias
30Kcal
Proteínas
<1g
Carboidratos
6g
Gorduras Totais
1g
Gorduras Saturadas
0g
Colesterol
0Mg
Fibra
2g
Cálcio
0mg
Ferro
0,5mg
Sódio
0mh

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL

Porção de 67 g (1/2 copo = 200ml)

Quantidade por Porção % VD (*)
Valor Energético 18,8 Kcal = 78,8 Kj 1
Carboidratos 3,4 g 1
Proteínas 1,3 g 2
Gorduras Totais 0,0 g 0
Gorduras Satur. 0,0 g 0
Gorduras Trans. 0,0 g 0
Fibra Alimentar 0,7 g 3
Cálcio 6,0 mg 1
Ferro 0,1 mg 1
Sódio 6,7 g 0
Fósforo 10,9 g 2
Vitamina A 0,1005 g 0
Vitamina B1 0,0536 mg 4
Vitamina B2 0,0201 mg 2
Niacina nd 0
Vitamina C 670 mg 1.489

Fonte: www.docemel.com.br/www.polifruta.com.br

Acerola

Nome científico: Malpighia punicifolia L.

Família: Malpighiaceae

Nomes populares: Acerola, cereja das antilhas

Nome em inglês: Barbados Cherry

Origem: América Central

Acerola
Acerola

NOME COMUM: Acerola, cereja-das-antilhas.

CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA: Malpighia emarginata D.C., pertencente à família Malpighiaceae.

ORIGEM: é uma frutífera nativa das ilhas do Caribe, América Central e norte da América do Sul.

VARIEDADES: Cabocla; Okinawa; Olivier; Rubra; Sertaneja.

VALOR NUTRITIVO

A acerola é uma excelente fonte de vitamina C (ácido ascórbico), além de ser uma fonte razoável de pró-vitamina A. Também contém vitaminas do complexo B como tiamina (B1), riboflavina (B2) e niacina (B3), e minerais como cálcio, ferro e fósforo, embora os teores sejam baixos.

CLIMA

A aceroleira é uma planta de clima tropical, porém adapta-se bem em regiões de clima subtropical. Temperaturas entre 15ºC e 32ºC, com médias anuais em torno de 26ºC, são as mais favoráveis. Para que a mesma cresça e produza bem, também é fundamental uma adequada disponibilidade de água no solo.

Precipitações entre 1200mm e 2000mm, bem distribuídas ao longo do ano, são consideradas ideais. Além disso, a planta é exigente quanto à insolação, que influencia bastante a produção de vitamina C.

SOLO

Solos profundos, areno-argilosos e bem drenados são os mais indicados.

PROPAGAÇÃO

Sementes (para a formação dos porta - enxertos), estaquia e enxertia por garfagem.

SUBSTRATO PARA MUDAS

Para a germinação de sementes e enraizamento de estacas recomenda-se o uso de areia lavada apenas ou acrescida de vermiculita, na proporção, em volume, de 1:1. Para mudas em crescimento recomenda-se uma mistura composta à base de casca de pinus queimada (180,0 L), vermiculita (20,0 L), torta de mamona (3,0 L), calcário dolomítico (0,6 kg) e adição da fórmula NPK 10-10-10 (0,5 kg).

ÉPOCA DE PLANTIO

Preferencialmente, no início ou durante a estação chuvosa; havendo possibilidade de irrigação, o plantio pode ser feito em qualquer época do ano, exceto no inverno em regiões com temperaturas inferiores a 15ºC.

ESPAÇAMENTO: 5,0 m x 5,0 m ou 6,0 m x 4,0 m.

PRÁTICAS CULTURAIS: Para que a aceroleira produza bem, algumas práticas culturais são essenciais como o controle de plantas daninhas, adubações (baseadas na análise do solo), podas de formação e de limpeza, e irrigação (em regiões onde ocorre déficit hídrico nos meses mais quentes do ano).

POLINIZAÇÃO: Para um bom vingamento de frutos, a aceroleira depende da polinização das flores por insetos polinizadores, destacando-se abelhas do gênero Centris spp. Além disso, é recomendável o plantio intercalado de mais de uma variedade de acerola para favorecer a polinização cruzada.

PRINCIPAIS PRAGAS

Bicudo do botão floral (Anthonomus acerolae); cigarrinha (Bolbonata tuberculata); cochonilha parda (Coccus hesperidium); formigas cortadeiras (Atta spp.); mosca das frutas (Ceratitis capitata); ortézia (Orthezia praelonga); percevejo vermelho (Crinocerus sanctus); pulgão (Aphis spp.) e nematóides (Meloidogyne spp.).

PRINCIPAIS DOENÇAS

Antracnose (Colletotrichum gloesporioides); cercosporiose (Cercospora sp.); seca descendente de ramos (Lasiodiplodia theobromae) e podridão de frutos (Rhizopus sp.).

COLHEITA

Os frutos devem ser colhidos a cada dois ou três dias, retirando todos os frutos maduros e aqueles mudando de coloração, manuseando os mesmos com cuidado para evitar lesões e evitando deixá-los expostos ao sol após a colheita.

PÓS-COLHEITA

Após a colheita, os frutos devem ser levados a uma casa de beneficiamento, onde são submetidos a uma seleção e lavagem com água fria. Frutos para consumo ao natural são acondicionados em embalagens plásticas, pesados e conservados sob refrigeração à temperatura de 7 a 8ºC, por um período de até 10 dias.

Frutos destinados à exportação são armazenados sob congelamento à temperatura de –20ºC, que permite a conservação por mais tempo.

PRODUTIVIDADE

A aceroleira produz três ou mais safras durante o ano, concentradas principalmente na primavera e verão, que dependem da disponibilidade de água no solo. A partir do 3º ou 4º ano do plantio, plantas adultas chegam a produzir acima de 40kg de frutos/planta/ano, que corresponde a uma produtividade em torno de 16t/ha.

USOS

A acerola apresenta elevado potencial para produtos processados (suco integral e polpa congelada) e indústria farmacêutica. Para uso doméstico, é geralmente consumida ao natural e na forma de sucos, geléias e doces de massa, podendo ser misturada a outros sucos de frutas como laranja, manga e mamão.

A CULTURA DA ACEROLA

Milagre vegetal - assim é apelidada nas Antilhas, seu lugar de origem. Razão há para isso. Cada cem miligramas de polpa de acerola passa ao organismo humano até cinco mil miligramas de vitamina C. Mais do que cem laranjas. Uma criança de um ano terá satisfeitas as suas necessidades diárias de sustento com apenas uma acerola.

Aqui entra o fascinante, com sabor de mistério e de aventura. Armada daquele poder, raro entre frutos, a acerola foi declarada segredo de Estado. Proibida a sua saída de países onde cultivada e industrializada. Proibição gera tentação. Uma brasileira escondeu na bolsa 245 sementes e abalou-se com elas, que ressurgiram em viveiros da Universidade Federal de Pernambuco. Foi isso em 1955.

E a Malpighia punicifolia espalhou-se pelo Nordeste brasileiro. Três e até quatro vezes ao ano, curva-se ao peso de centenas, um milhar, de frutas miúdas quais pitangas, vermelhas e redondas quais cerejas. A planta cabe na sacada de um apartamento moderno, a fruta pode lotar toda uma dispensa com sucos, doces, geléias, pastas e licores. E ainda ter presença na botica doméstica atuando em casos de gripe, afecções pulmonares, doenças do fígado, nasais, gengivais...

A CULTURA DA ACEROLA

O consumo em expansão dessa fruta deve-se, basicamente, a seu elevado teor de ácido ascórbico (Vitamina C) que, em algumas variedades, alcança até 5.000 miligramas por 100 gramas de polpa. Este índice chega a ser cem vezes superior ao da laranja ou dez vezes ao da goiaba, frutas com alto conteúdo dessa vitamina.

Na quase totalidade dos pomares, observa-se uma mescla acentuada de tipos e formas de plantas. Esse fato tem causado sérias dificuldades para os produtores de acerola, porque a desuniformidade das plantas acarreta perdas de produtividade do pomar e de qualidade dos frutos. É comum encontrar-se, no mesmo pomar, plantas com hábitos de crescimento distintos, árvores que produzem frutos em cacho e isolados, com tamanhos, formatos e colorações diferentes. É importante que os pomares sejam formados a partir de variedades bem definidas, portadoras de características agronômicas e tecnológicas, adequadas à finalidade a que se destinam.

CLIMA E SOLO

A aceroleira se desenvolve e produz satisfatoriamente em clima tropical e subtropical, sendo resistente também a temperaturas próximas a zero grau centígrados. Cresce e produz satisfatoriamente quando as chuvas variam entre 1200 e 1600mm anuais, bem distribuídos.

Não há exigências específicas quanto ao tipo de solo, sendo possível cultivá-la tanto nos solos arenosos como nos argilosos.

PROPAGAÇÃO

A aceroleira pode ser propagada por sementes, por estaquia e por enxertia. A propagação por sementes é bastante utilizada. As mudas a partir de sementes são formadas em canteiros com 15cm de altura, 1,20m de largura e comprimento variável.

Na propagação da acerola por meio de estacas, utilizam-se as pontas dos ramos vigorosos de plantas jovens. As mudas, propagadas por estaquia por enxertia, devem ser adquiridas de entidades ou produtores credenciados e idôneos.

PREPARO DO SOLO

Compreende operações de roçagem, destoca, aração, gradagem e preparo da rede de drenagem, se necessário. O terreno deve ser arado e gradeado para que possa oferecer as condições mínimas necessárias ao desenvolvimento inicial da planta. A aração é feita com máquinas ou, no caso das áreas de pequenos fruticultores, com tração animal.

PLANTIO

Procede-se o plantio quando a muda atinge a altura de 30 a 40cm. Cada planta é amarrada a um tutor para orientar seu crescimento. A amarração não deve ser feita com barbante ou cordão e sim com uma fita que tenha uma área de contato larga, para evitar o estrangulamento da planta. Logo após o plantio, caso não chova, recomenda-se regas leves e freqüentes, de acordo com o tipo de solo e o sistema de irrigação.

PODAS

Após o pegamento da muda, são necessárias podas de formação para conduzir a planta em haste única até a altura de 30 a 40cm do solo. Daí em diante, deve-se orientar a brotação de três a quatro ramos bem localizados e distribuídos, que formarão a estrutura básica da copa.

IRRIGAÇÃO

A cultura da acerola adapta-se aos sistemas de irrigação por aspersão convencional do tipo sobrecopa, pivô central, por sulcos com declive ou sulcos curtos, fechados e nivelados, por gotejamento e por tubos perfurados (xique-xique). De modo geral, os sistemas de irrigação por sulcos e por gotejamento são indicados para os solos argilo-arenosos; já os de aspersão convencional e pivô central prestam-se melhor aos solos arenosos e areno-argilosos.

CONSORCIAÇÃO

É viável o plantio de culturas intercalares em pomares de aceroleira, embora essa prática esteja sujeita a algumas restrições. A principal delas diz respeito ao método de irrigação utilizado: a consorciação é mais utilizada quando se adota a irrigação por aspersão ou se for feita durante o período chuvoso. Entre as culturas consorciáveis, incluem-se o feijão, o milho, o tomate industrial, a melancia e o melão.

ADUBAÇÃO E CALAGEM

O cultivo requer manejo correto, quanto à adubação e nutrição, principalmente nos pomares para exportação. A adubação é a prática mais importante, em termos percentuais, para o aumento da produtividade. Para que o produtor de acerola possa manejar racionalmente os fertilizantes, terá necessariamente que adotar algumas técnicas básicas e essenciais: análise de solo, análise foliar, observação dos sintomas de deficiência de nutrientes, conhecimento dos fatores que afetam a disponibilidade de nutrientes.

CONTROLE DE PRAGAS

Apesar da rusticidade da acerola, a incidência de algumas pragas de maior ou menor interesse econômico tem sido observada com freqüência nas áreas irrigadas do submédio São Francisco, destacando-se, na estação seca, a dos pulgões.

Pulgões - podem causar sérios prejuízos à planta. Ao sugarem a parte final dos ramos, provocam seu murchamento e morte, o que força a planta a gerar brotos laterais.
Controle -
pulverizações de óleo mineral emulsionável, na concentração de 1 a 1,5% em água. Os pomares irrigados por aspersão sobre a copa têm apresentado, em geral, menor índice de infestação.

Bicudo - Faz sua oviposição no ovário das flores e nos frutos em desenvolvimento dos quais se alimenta nas primeiras etapas de seu crescimento. Em geral os frutos atacados pelo bicudo ficam deformados.
Controle -
Pulverizar com paration na época do florescimento, repetindo-se a pulverização após dez dias; observadas as recomendações do fabricante; recolher e enterrar todos os frutos caídos no chão e eliminar as outras espécies do gênero Malpighia existentes nas proximidades do pomar.

Nematóides - É a de maior importância econômica. A aceroleira é muito sensível ao ataque de nematóides, principalmente os do gênero Meloidogyne. As plantas atacadas enfraquecem e apresentam menor desenvolvimento, tanto da parte aérea como das raízes, que encurtam e engrossam.
Controle -
Obter mudas sadias, produzidas em solos não infestados com fitonematóides, e utilizar leguminosas como Crotalaria spectabilis e Crotalaria paulinea para posterior incorporação ao solo.

Poderá ocorrer também o ataque de cochonilhas e cigarrinhas ainda não identificadas, porém de controle simples. Em geral esses insetos são controlados, sem maiores custos, ao se proceder às pulverizações para o combate das pragas de importância econômica.

Em certas épocas do ano, a mosca-das-frutas, Ceratitis capitata, causa prejuízos aos frutos da acerola. Recomenda-se a utilização de paration ou óleo mineral para o controle das cochonilhas e de enxofre para o controle dos ácaros, além de produtos à base de fenthion, como isca ou em pulverização, contra a mosca-das-frutas.

CONTROLE DE DOENÇAS

Cercosporiose - Esta doença caracteriza-se pela presença de tecido morto como pontuações medindo de 1 a 5mm de diâmetro, arredondadas e, às vezes, irregulares, nas duas faces das folhas, que amarelecem e caem. Os produtos químicos a base de cobre controlam a doença.

Há duas doenças, entretanto, que poderão eventualmente atacar os pomares de aceroleira.: verrugose e antracnose, cujas plantações de aceroleira estavam consorciadas com mamoeiros e maracujazeiros. Em virtude desse registro, deve-se evitar consorciação.

PRODUTIVIDADE

No que se refere ao rendimento alcançado por planta e por hectare, há grandes diferenças entre as áreas cultivadas, dependendo principalmente da variedade ou clone explorado, dos tratos culturais adotados e do manejo da irrigação, entre outros fatores.

COLHEITA

A colheita dos frutos da aceroleira destinados ao consumo in natura ou ao processamento do suco para fins de exportação deve ser feita de maneira bastante criteriosa. Os colhedores devem ser adequadamente treinados para o trabalho de colheita. As acerolas destinadas a mercados consumidores distantes devem ser colhidas "de vez". Durante o processo de colheita, seleção e embalagem, é preciso evitar que os frutos sofram pancadas ou ferimentos, o que acelera sua deteriorização.

Os frutos, principalmente os maduros, devem ser acondicionados nas caixas de colheita em poucas camadas, pois o peso das camadas superiores pode provocar o rompimento da casca dos frutos das camadas de baixo.

Origem e dispersão

É cultivada em diversos países (Cuba, Havaí, Estados Unidos, Porto Rico). No Brasil, onde é conhecida há mais de 50 anos, sendo cultivada em escala comercial nos Estados da Bahia, Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Norte, Pará e Amazônia. A aceroleira ganhou grande importância quando nos anos 40, foi descoberto que seus frutos possuíam alto teor de vitamina C.

Características

A aceroleira é uma árvore de 2 a 4 metros de altura, com ramificação compacta ou espalhada. As folhas são elípticas, ovais ou obovadas de 2 a 7,5 cm de comprimento e 1 a 6 cm de largura. O fruto da acerola é uma drupa de forma arredondada, com diâmetro variando de 1 a 3 cm ou 3 a 16 g. O tamanho do fruto varia em função do potencial genético da planta, tratos culturais e do número de frutos por axila. A coloração dos frutos, quando maduros, pode ser vermelha, roxa ou amarela.

Clima e Solo

A aceroleira é bastante rústica e desenvolve-se bem em clima tropical e subtropical, em altitudes de 0 a 700 m, produzindo satisfatoriamente em locais com temperatura média de 26ºC e precipitações entre 1.200 a 1.600 mm anuais bem distribuídas. Excesso de chuvas pode provocar a produção de frutos aquosos, pobres em açucares e vitamina C. Em locais sujeitos a estiagem prolongada, há necessidade de irrigação. Os solos para cultivo da aceroleira devem ser bem drenados e livres da infestação de nematóide.

Propagação

A aceroleira pode ser propagada por sementes ou vegetativamente por enxertia, estaquia e alporquia. A propagação por sementes apresenta os problemas de variabilidade e baixo índice de germinação, por isso tem sido utilizada mais para fins de melhoramento e formação de porta-enxertos. As sementes germinam a partir de 20 dias e menos de 30% germinam, devido a problemas de abortamento do embrião.

Variedades

A maioria dos pomares brasileiros de aceroleiras foi formada a partir de sementes apresentando grande variação em produtividade, tamanho e qualidade dos frutos.

Utilização

Os frutos da aceroleira apresentam rendimento de suco entre 59 e 75% do seu peso, sólidos solúveis 16,60%; acidez titulável 1,36% e pH 3,30. Em 100 g de polpa, é encontrada a seguinte composição: Vitamina C 1.200-2500mg ; proteína 0,68g; tiamina 24ug; riboflavina 73ug; niacina 480ug; ácido pantotênico 205ug; cálcio 11,70mg; fósforo 10,90mg; ferro 0,24mg; sódio 10ug.

Fonte: www.todafruta.com.br

Acerola

Da acerola utiliza-se o fruto.

Indicação

Evita o envelhecimento e osteoporose prematuros; protege o organismo contra infecções, gripes, viroses, escorbuto, doenças dos pulmões, da bílis e do fígado.

Colher a fruta e secar na sombra. Tomar 1 copo de chá durante vários dias por semana. O fruto é riquíssimo em vitamina C e minerais.

Composição

Ácido ascórbico, proteínas, pró-vitamina A, sucrose, ácido l-málico, ácido pantotênico, carboidratos, betacaroteno, dextrose, frutose, niacina, proteína, riboflavina, sais minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio, potássio, sódio), tiamina e vitamina B6. Seu conteúdo em ácido ascórbico (vitamina C) é mais elevado do que em frutas como laranja, limão, abacaxi, caju, araçá, kiwi e morango e menor que o camu-camu.

Propriedades

A acerola é um alimento rico em vitaminas A, B e C e sais minerais como o cálcio e ferro.

Propriedades medicinais

Adstringente, antianêmica, antidiarréica, antiescorbútica, antiinflamatória, aperiente, cicatrizante e nutritiva.

Indicação: combate gripes e previne debilidade, irritabilidade, fadiga e perda de apetite. Indicada para diminuir a ocorrência de doenças infecciosas e de dores musculares e articulares. Empregada contra hipovitaminose C, escorbuto, hemorragias nasais e gengivais, atua como adjuvante em tratamentos do fígado ou disenterias. Tem sido utilizada em tratamentos de afecções pulmonares em geral e, em particular, contra a tuberculose.

Eficaz contra reumatismo e para acelerar processos de cicatrização de feridas. Fortalece o organismo como um todo e é eficiente no tratamento de anemia. Tem sido recomendada como ingrediente indispensável na dieta de lactentes, crianças e adolescentes, de gestantes e nutrizes e de pacientes desnutridos, convalescentes e em processo de desgaste físico.

Fonte: www.psleo.com.br

Acerola

A acerola ou cereja das antilhas (Malpighia glabra L.) é originária da América Tropical, sendo amplamente cultivada nas regiões nordeste e sudeste do Brasil. A forte demanda nutricional, aliada às condições climáticas favoráveis do Brasil, tem gerado oportunidades importantes para o cultivo, processamento e comercialização desta fruta.

Acerola
Acerola

O grande sucesso da acerola deve-se, principalmente, aos elevados teores de vitamina C, ou ácido ascórbico, naturalmente encontrados na fruta e amplamente divulgados na mídia.

Entretanto, além de ser fonte potencial de vitamina C, a acerola é, também, importante fonte de beta-caroteno e de outros carotenóides, que, além de atividade pró-vitamina A, participam como antioxidantes no sistema biológico.

A variedade genética, as condições de cultivo, processamento e estocagem são muito importantes para garantir o acúmulo e estabilidade dos carotenóides na fruta e em seus produtos derivados.

Ao contrário da vitamina C, cujo teor é reduzido durante a maturação da acerola, os carotenóides apresentam aumento na concentração com a maturação das frutas. Outro fator importante no acúmulo de carotenóides é a iluminação. O Brasil, por ser um país tropical com grande incidência luminosa, apresenta uma grande variedade de frutas e verduras com destacados teores e diversidades de carotenóides. Considerando uma mesma variedade, as frutas cultivadas em locais de clima quente, como no nordeste do Brasil, geralmente apresentam teores mais elevados de carotenóides.

Os principais carotenóides encontrados na acerola são o beta-caroteno, em concentrações que variam entre 400-2.580 mg/100g, e a beta-criptoxantina, em concentrações que variam entre 50-360 mg/100g.

A necessidade diária de vitamina A para adultos é de 5000 unidades internacionais. Os carotenóides da acerola fornecem 720-4.540 unidades internacionais desta vitamina por 100g de fruta.

Entretanto, em decorrência da alta instabilidade destes compostos naturais, o teor dos mesmos pode ser alterado em função do processamento e estocagem da acerola.

Os consumidores estão estabelecendo um novo padrão de conveniência alimentar, sendo que a qualidade e o valor nutricional dos alimentos devem ser preservados após o processamento e estocagem.

Alguns resultados recentes de pesquisa mostram que mesmo ocorrendo perdas durante o processamento e estocagem da polpa congelada de acerola, o emprego de alguns recursos tecnológicos favorece a retenção de grande parte dos pigmentos naturais e vitaminas.

A Pesquisa da Embrapa foi desenvolvida com polpa de acerola congelada (em álcool refrigerado a -20oC) em uma pequena indústria do nordeste, pelos pesquisadores Tânia Agostini Costa e Adroaldo Rossetti e pela estudante Lucina Abreu. O congelamento e estocagem da polpa em freezer doméstico por 3 meses não afetou a estabilidade do beta-caroteno.

No quarto mês de estocagem, o teor deste carotenóide apresentou redução de 20%, em relação à polpa de acerola não congelada, sendo que a perda total, no décimo primeiro mês de congelamento, foi de 26%.

Quanto ao valor de pró-vitamina A, o efeito do mesmo processo não foi significativo durante os dois primeiros meses de estocagem, mas provocou uma redução de 20% neste valor em relação à polpa não congelada durante o terceiro mês de congelamento. A perda vitamínica no décimo primeiro mês de estocagem foi de 30%.

O teor de antocianinas, pigmentos responsáveis pela cor vermelha da acerola, apresentou redução de 14% após o congelamento da mesma polpa por doze meses. Outro estudo recente desenvolvido por Vera Lima e colaboradores da Universidade Federal Rural de Pernambuco trata da redução de antocianina, após congelamento convencional da polpa de acerola procedente de 12 acessos diferentes em freezer doméstico. Após estocagem da polpa por seis meses, o teor de antocianina variou entre 3 e 24%. Nota-se, portanto, a importância da seleção de variedades apropriadas para o congelamento, já que a descoloração costuma ser um problema freqüente na produção da polpa congelada de acerola.

Outro estudo realizado por Fabio Yamashita e colaboradores da Universidade Estadual de Londrina avaliou a estabilidade da vitamina C em acerolas congeladas in natura e em polpa pasteurizada de acerola, congeladas por 4 meses.

As polpas pasteurizadas congeladas apresentaram uma perda vitamínica de apenas 3%, enquanto que as perdas observadas nas acerolas congeladas in natura foram de 20 a 40%. No primeiro caso, a atividade enzimática foi paralisada através do processo de pasteurização, mantendo os teores de vitamina C praticamente constantes durante o período de congelamento considerado.

Referências Bibliográficas

Agostini-Costa, T. S. Abreu, L. N.; Rossetti, A. G. Efeito do congelamento e do tempo de estocagem da polpa de acerola sobre o teor de carotenóides. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 25, 2003.
Yamashita, F.; Benassi, M. T.; Tonzar, A. C.; Moriya, S.; Fernandes, J. G. Produtos de acerola: estudo da estabilidade de vitamina C. Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 23, n. 1, p. 92-94, 2003.
Lima, V. L. A. G.; Melo, E. A.; Maciel, M. I. S.; Lima, D. E. S. Avaliação de teor de antocianinas em polpa de acerola congelada proveniente de frutos de 12 diferentes aceroleiras. Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 23, n. 1, p. 101-103, 2003.

Fonte: www.severomoreira.net

Acerola

Acerola
Acerola

Aspectos Agronômicos

Pode ser reproduzida por sementes, mas sua multiplicação deve ser feita preferencialmente por estaquia e alporquia, para conseguir mais rápida frutificação.

Deve-se ter o cuidado de proteger as mudas contra a perda de umidade, isto é, não deixa-las secar, durante as três primeiras semanas, para garantir maior índice de pega. As mudas devem ser plantadas bem enraizadas e com espaçamento de 3 metros. Deve-se fazer podas de arejamento da copa após crescimento. O solo deve ser rico em adubo orgânico e a rega deve ser diária, especialmente quando há poucas chuvas.

Manter o solo debaixo da copa coberto com bagana ou outro material orgânico curtido. Os primeiros frutos aparecem a partir de 6 meses após o plantio.

Parte Utilizada

Fruto

Constituintes Químicos

O fruto contém:

Ácido ascórbico: 2 a 4g %
Sais minerais
Ferro
Cálcio:
12 mg%
Flúor:
11mg%
Proteínas:
4g%
Possui também mucilagem, rutina, hesperidina e outros bioflavonóides, caroteno, tiamina, riboflavina e niacina.
Vitamina C:
1 a 5g / 100mL.

Origem

América Central

História

A acerola é originária das Antilhas, norte da América do Sul e Central, foi introduzida no Brasil, em Pernambuco em 1955, procedente de Porto Rico. É cultivada em vários países tropicais.

A determinação de seu altíssimo grau de vitamina C foi feita por Conrado Asenjo, em 1946.

É a fruta com maior teor de vitamina C de que se tem notícia. Atualmente devido a está característica ímpar e outras, como o significativo grau de tanino, é intensamente cultivada em Porto Rico, Hawai, Cuba e Flórida, constituindo-se em ponderável fonte de riqueza para essas regiões.

Uso

Fitoterápico

Tem ação: vitaminizante, antianêmica, aperiente, cicatrizante, antiinflamatória, mineralizante, adstringente.
É indicada para estados de carência de vitamina C, stress, fadiga, gravidez, gripes e resfriados, afecções pulmonares, do fígado e da vesícula biliar, hepatite virótica, varicela, poliomielite.
Tuberculose pulmonar, diabetes, reumatismo, disenteria.

Fitocosmética

Tem ação hidratante capilar e condicionador capilar, retardamento do envelhecimento.
É indicado para o tratamento contra o envelhecimento precoce da pele e no condicionamento capilar.

Farmacologia

A vitamina C, principal constituinte da acerola, desempenha importante papel na proteção do organismo contra infecções.

Aumenta a resistência, atenua os efeitos do stress. Torna-se também, como suplemento desta vitamina um excepcional antiescorbútico.

Pesquisas na área de cosmetologia indicam a inclusão de ácido ascórbico em produtos contra o envelhecimento celular graças à sua ação antioxidante e sequestrante de radicais livres. Seus sais minerais lhe oferecem a propriedade remineralizante em peles cansadas e estressadas. As mucilagens e proteínas são responsáveis pelas ações de hidratação e condicionamento capilar.

Dose Utilizada

Fitoterápico: Ao natural, como alimento, ou sob a forma de suco, 1 copo três vezes ou 4 vezes ao dia.

Fitocosmético

Pós, cápsulas gelatinosas moles e duras, comprimidos e pastilhas.
2 a 5% em xampus.
5 a 10% em cremes e loções.

Bibliografia

Caribe, J.; Campos, J.M. Guia prático para época atual. Plantas Que Ajudam o Homem. São Paulo: Pensamento. 11ª Edição, 1999, p. 63.
Matos, F.J.A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC. 3ª Edição, 1998, p. 44 – 46.
Teske, M.; Trenttini, A.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná:Herbarium. 3ª Edição, abril 1997, p.3 – 4.

Fonte: www.unilavras.edu.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal