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Adolf Hitler

Adolf Hitler foi um político e governante alemão e um dos ditadores mais poderosos do século XX.

Transformou a Alemanha militarizando completamente a sua sociedade e levou o país à II Guerra Mundial.

Utilizou o anti-semitismo como pedra angular de sua propaganda e de sua política para fazer do nacional-socialismo um movimento de massas.

A maior parte da Europa e o norte da África estiveram sob o seu domínio durante algum tempo.

Foi o responsável pela execução de milhões de judeus e de indivíduos de outros povos, considerados como seres inferiores.

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Permaneceu como cabo do exército até 1920 e dedicou-se integralmente ao Partido Operário Alemão, de tendência nacionalista, que nessa época havia sido rebatizado como Partido Operário Alemão Nacional-socialista (nazista). Em 1921 Hitler foi eleito presidente (Führer) com poderes ditatoriais.

Em novembro de 1923, um momento de caos econômico e político, encabeçou uma revolta (putsch) em Munique contra a República de Weimar, na qual se auto-proclamou chanceler de um novo regime autoritário.

Condenado a cinco anos de prisão como líder do golpe de Estado, concentrou-se na redação de sua autobiografia: Mein Kampf (Minha Luta).

Durante a crise econômica de 1929 conseguiu atrair o voto de milhões de cidadãos prometendo reconstruir uma Alemanha forte. Foi nomeado chanceler em janeiro de 1933.

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As autoridades nazistas tomaram o controle da economia, dos meios de comunicação e de todas as atividades culturais.

Hitler contava com a Gestapo e com as prisões e campos de concentração para intimidar seus opositores, embora a maioria dos alemães o aprovasse com entusiasmo.

Determinado a empreender a criação de seu império, enviou tropas à Renânia, uma região desmilitarizada, em 1936; anexou a Áustria e os Sudetos (1938); assinou o pacto de neutralidade germano-soviético, e atacou a Polônia em setembro de 1939, o que foi o estopim da II Guerra Mundial.

Com o passar do tempo a derrota foi se tornando inevitável. Em 1944, um grupo de oficiais tramou uma conspiração para assassiná-lo mas o plano fracassou.

Finalmente, deixando atrás de si uma Alemanha invadida e derrotada, suicidou-se em seu bunker de Berlim, em 30 de abril de 1945.

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Fonte: www.fascismo8.hpg.ig.com.br

Adolf Hitler

Adolf Hitler (1889-1945), fundador do nazismo cujos conceitos básicos divulgou através de seu livro Mein Kampf.

Como ditador alemão durante as décadas de trinta e quarenta, é considerado o único responsável pela segunda guerra mundial.

Seu pai, Alois Schicklgruber, - Alois Hitler depois que assumiu o sobrenome de seu pai natural -, era funcionário da alfândega e, após sua aposentadoria, foi com a família viver nas imediações de Linz, a capital da Áustria Superior, e ali o futuro ditador passou a maior parte da sua infância.

Quando o pai faleceu em 1903, deixou uma pensão e economias suficientes para manter a mulher e os filhos.

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Hitler teve pouco rendimento na escola e não recebeu o certificado, interrompendo os estudos aos 16 anos, em 1905. Por dois anos viveu ocioso em Linz. Após a morte da mãe, Klara Hitler, em 1908, ainda vivia de pequeno rendimento, com o qual se manteve em Viena. Desejava ser estudante de arte, mas falhou duas vezes que tentou entra para a Academia de Artes. Por alguns anos viveu só e isolado, conseguindo uma pequena renda com a pintura de cartões postais e anúncios, e vagando de um abrigo municipal para outro.

Em 1913 Hitler mudou para Munique. Foi chamado temporariamente à Áustria para ser examinado para o exército (1914) e foi rejeitado como inapto, mas quando começou a guerra de 1914, apresentou-se como voluntário do exército alemão. Serviu durante a guerra, foi ferido em 1916 e envenenado por gás dois anos depois. Por bravura em ação foi duas vezes condecorado com a cruz de ferro, uma condecoração rara para um cabo. Com alta do hospital após a derrota alemã, ficou alistado no seu regimento e designado como agente político, juntou-se ao pequeno Partido dos Trabalhadores Alemães em Munique (fundado por Drexler, Feder e Eckart em 1919). O partido era pequeno, comprometido com um programa de princípios socialistas, de liderança dividida, e tinha apenas 53 membros quando Hitler juntou-se a ele.

De trato difícil, Hitler não foi logo bem aceito. Porém, conscientes de que o futuro do partido dependia do seu poder de organizar a publicidade para conseguir fundos, os dirigentes deram-lhe a presidência com poderes ilimitados em julho de 1921. Desde logo ele decidiu criar um movimento de massas.

Munique havia se tornado o lugar de encontro de antigos e insatisfeitos soldados do exercito alemão, relutantes de retornar a vida civil, e por agitadores políticos empenhados no tradicional separatismo ou em protestos contra o governo republicado de Berlim. Visando esse público, Hitler engajou-se em uma incansável propaganda através do jornal do partido o Volkischer Beobachter ("Observador popular") e por meio de uma sucessão de comícios desenvolveu seu talento único para magnetizar e liderar massas, rapidamente crescendo de uma audiência de uns poucos interessados para milhares de seguidores.

Uma figura importante era Ernest Röhm que, além de membro do novo Partido, fazia parte do comando distrital do exercito, e era responsável por garantir a proteção do governo da Baviera, o qual, porque dependia do exército local para a manutenção da ordem, tacitamente aceitava suas violações da lei e sua política de intimidação. Röhm foi de grande ajuda. Foi ele quem recrutou as esquadras, o chamado "braço forte", utilizadas por Hitler para proteger os comícios do partido, atacar os socialistas e os comunistas. Em 1921 estas foram formalmente organizadas sob as ordens de Röhm em um exército privado do partido, o SA (Surmabteilung).

Hitler reuniu ao seu lado vários dos lideres nazistas que mais tarde seriam julgados ou acusados de crimes de guerra: Alfred Rosenberg, Rudolf Hess, Hermann Göring, e Julius Streicher.

O clímax desse rápido crescimento do partido nazista na Bavária veio com a tentativa de golpe para tomada do poder, o atentado de Munique (Hall da Cerveja) em novembro de 1923, quando Hitler e o general Erich Luderndorff tentaram forçar o comando do exército a proclamar uma revolução nacional. Quando levado a julgamento Hitler tirou vantagem da imensa publicidade que o acontecimento lhe deu. Ele também tirou uma lição do golpe - que o movimento precisava chegar ao poder por meios legais. Foi sentenciado a prisão por cinco anos, mas ficou preso somente nove meses, e isto com suficiente conforto para preparar o primeiro volume do seu Mein Kampf.

Ele considerava a desigualdade entre as raças e os indivíduos como parte de uma imutável ordem natural e exaltava a raça ariana como o único elemento criativo da humanidade.

Toda moralidade e verdade era julgada por este critério: se era de acordo com o interesse e preservação do povo. A unidade do povo encontrava sua encarnação no Führer, dotado de autoridade absoluta. Abaixo do Führer o Partido formado dos melhores elementos do povo e também seu guardião. O maior inimigo do Nazismo era o rival Marxismo. Além do Marxismo ele via o maior inimigo de todos, os Judeus, que era para Hitler a própria incarnação do mal.

A Alemanha não poderia encontrar seu destino sem o Lebensraum ("espaço vital"), terras para abrir e alimentar a crescente população alemã. O espaço vital deveria ser encontrado na Ucrânia e nas terras do leste Europeu, terras a serem tomadas ao povo eslavo, que ele classifica de untermenschen (subumanos), e diz ser governado por uma conspiração judeu-comunista com sede em Moscou.

Hitler percebia mais rapidamente que qualquer um como podia tirar vantagem de uma situação. Após sua saída da prisão suas rendas derivavam ao azar do provimento pelos fundos do partido e de escrever em jornais nacionalistas. A crise de 1929 abriu um período de instabilidade econômica e política. Hitler pode pela primeira vez alcançar uma audiência nacional quando teve a ajuda das organizações e jornais do partido Nacionalista, associado aos nazistas. Recebia doações dos industriais, ansiosos por usá-lo para estabelecer uma forte ala direita, anti-trabalhista, recursos que colocaram o partido em base financeira sólida, permitindo que ele fizesse seu apelo emocional para a classe média baixa e os desempregados, baseada na proclamação de sua fé de que a Alemanha acordaria de seus sofrimentos para retomar sua grandeza natural.

Colocado em posição forte pelo grande apoio popular, em novembro de 1932 Hitler propalou, por todos os artifícios de sedução de massas e com a habilidade de um ator, que a chancelaria era o único cargo que aceitaria, e isto por meio constitucional, não revolucionário. Em janeiro de 1933 o presidente Hindenburg, do partido nacionalista, convidou-o para primeiro ministro da Alemanha e ele assumiu o cargo.

Ele era indiferente a roupas e comida, nunca fumando ou bebendo chá, ou álcool, porém não tinha inclinação pelo trabalho regular. Ele continuou, mesmo mais tarde, como Führer, a rebelar-se contra a rotina, uma característica que ele atribuía ao seu temperamento artístico. Sua meia irmã Ângela Raubal e suas duas filhas passaram a viver com ele. Hitler apaixonou-se por uma das sobrinhas, Geli, mas mostrou-se tão obsessivamente ciumento que isto levou a moça ao suicídio em 1931. Hitler ficou inconsolável. Depois interessou-se por Eva Braum, que se tornou sua amante. Ele raramente permitia que ela aparecesse em público e disse não casar-se porque prejudicaria sua carreira.

Uma vez no poder, Hitler tratou de estabelecer uma ditadura absoluta. O incêndio no palácio (Reichstag), uma noite de 1933, aparentemente provocado por um comunista holandês, Marius van der Lubbe, deu-lhe a desculpa para um decreto suspendendo todas as garantias de liberdade e para uma intensificada campanha de violência. Ele nunca pensou em desapropriar os líderes da indústria alemã, uma vez que servissem os interesses do estado nazista. Nestas condições, o partido chegou a uma votação expressiva nas eleições daquele ano.

O velho amigo Ernst Röhm, como cabeça da SA, era visto com grande desconfiança pelo exército. Göring e Heinrich Himler estavam ansiosos por remover Röhm, mas Hitler hesitava. Finalmente, em 1934, ele chegou a uma decisão e Röhm e outros foram executados sem julgamento. Satisfeitos por verem a SA aniquilada, os chefes militares apoiaram as ações de Hitler. Quando o presidente Paul von Hindenburg morreu eles consentiram na fusão do cargo de primeiro ministro ou chanceler com o da presidência da república o que colocava todos os poderes nas mãos de Hitler, inclusive o comando das forças armadas. Os militares, oficiais e soldados, passaram a fazer juramento pessoalmente a Hitler. No plebiscito Hitler teve 90 por cento de apoio. Por desinteresse em assuntos de rotina e por interessar-se mais pelos grandes lances de política que havia delineado no seu livro Mein Kampf, Hitler deixou a administração inteiramente aos cuidados de seus subalternos, que agiam arbitrariamente em todas as questões internas de sua esfera de mando. A reunião em um único país de todas as regiões onde viviam alemães era sua principal diretriz de conquista.

Antes que suas planejadas campanhas se tornassem possíveis, era necessário remover as restrições que o Tratado de Versalhes impunha à Alemanha. Hitler usou toda a arte da propaganda para que a Europa o visse como o campeão contra o odiado comunismo soviético e insistiu que ele era um homem de paz que apenas desejava remover as injustiças do Tratado de Versalhes. Retirou a Alemanha da Liga das Nações no mesmo ano de sua confirmação como Führer, ao final de 1933, despertando um novo ânimo nos alemães, que impulsionaria o desenvolvimento do país nos cinco anos seguintes.

A aliança com a Itália, já prevista no Mein Kampf, rapidamente tornou-se realidade como resultado do ressentimento dos italianos contra a Inglaterra e a França pela oposição feita à ocupação italiana da Etiópia. Em outubro de 1936 estava formado o "eixo" Roma-Berlim e pouco depois o pacto contra a Rússia assinado com o Japão, e um ano mais tarde esses dois pactos referendados em um pacto único, o Eixo Tóquio-Roma-Berlim.

Em novembro de 1937 Hitler delineou seus planos de conquista em um encontro secreto com seus líderes militares, a começar pela Áustria e a Checoslováquia. Três anos antes, em meados de 1934, ele havia estimulado uma revolta entre os nazistas da Áustria, que reivindicavam a anexação à Alemanha. Com o apoio da embaixada alemã, organizaram um golpe e assassinaram o chanceler Engelbert Dollfuss. Porém Mussolini, o ditador italiano, havia mobilizado tropas para intervir contra o golpe, que fracassou. Hitler voltou à carga no início de 1938, assegurando-se primeiro do apoio da Itália. Quando o chanceler Kurt von Schuschnigg decidiu efetuar um plebiscito sobre a reclamada anexação, Hitler imediatamente ordenou a invasão da Áustria pelas tropas alemãs. Entrou gloriosamente em Viena, e proclamou então uma gratidão imorredoura a Mussolini por este não haver, desta vez, interferido.

Seguiu-se a anexação da Checoslováquia, onde o nazismo também tinha seus adeptos e agitadores entre a minoria alemã. A questão pareceu solucionada com a interferência da França e Inglaterra, e do amigo Mussolini, que propuseram a integração à Alemanha da parte do país cujos habitantes eram de origem alemã.

Com esta solução, Hitler adiou apenas temporariamente seu plano de anexação, apenas até a desordem popular estimulada pelos nazistas lhe fornecer motivo para invadir o país proclamando sua anexação em março de 1939. Imediatamente após, suas ameaças fizeram que o governo Lituano cedessem parte de seu território na fronteira com a Prússia Oriental, um enclave alemão no norte da Polônia.

A resistência. Concluídas as anexações, Hitler procedeu às conquistas necessárias a criar o "espaço vital" que desejava para a Alemanha. Seu primeiro objetivo era a Polônia. Assegurou-se do apoio italiano, que inclusive lhe forneceria tropas, com um novo acordo em maio de 1939, e celebrou em agosto outro pacto de conveniência, com a Rússia, para que esta não interferisse no seu projeto. A invasão da Polônia foi efetuada antes do inverno daquele ano.

Isto precipitou uma reação que Hitler não desejava para tão cedo: a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha. Obrigado a voltar sua atenção imediatamente para o oeste europeu, tentou negociar a paz com os novos inimigos, sem resultado. Iniciou então sua ofensiva contra a França e a Inglaterra indiretamente, invadindo primeiro a Dinamarca e a Noruega, em abril de 1940, países antes não envolvidos e apanhados de surpresa pelas forças alemãs. Pelo norte apanhou de surpresa também a França, cujas linhas de defesa fortificadas no leste ficaram sem efeito. Entusiasmado, Mussoline também entrou na guerra em apoio aos alemães.

A resistência a Hitler na França foi comandada por De Gaulle, de Londres. Inicialmente, para resistir ao ataque alemão iniciado em maio de 1940, o presidente da França, Paul Reynaud, apelou para um herói francês da primeira guerra mundial, o marechal Petain, que foi nomeado primeiro ministro. O marechal concluiu porém que o exército francês não tinha chances contra a moderna máquina de guerra alemã, e pediu o armistício.

Hitler assinou um armistício com a França vingando as arrogantes exigências dos franceses colocadas no tratado de Versalhes, na capitulação da Alemanha em 1918.

Como preço pelo armistício, Hitler exigiu o pagamento em matérias primas e alimentos para o esforço de guerra alemão. O Armistício incluía uma cláusula de trabalhos forçados dos jovens franceses nas fábricas alemãs, o que levou a juventude francesa a refugiar-se nos campos. Alguns deles se arriscaram e vários perderam a vida como heróis da resistência ao invasor, principalmente em atos de sabotagem contra o transporte de trabalhadores franceses e produtos para a Alemanha. O General Charles De Gaulle fugiu para a Inglaterra, de onde exortou os compatriotas a resistirem aos nazistas. De Gaulle voltaria, após a guerra, para governar a França.

Petain instalou seu governo em Vichy, na parte sul que restou à autonomia francesa, abaixo de uma linha imaginária entre a fronteira com a Suíça, na altura de Genebra, a um ponto a 19 km a leste de Tours e dali para sudoeste até a fronteira com a Espanha, seguindo por 48 quilômetros até o a costa mediterrânea..

Auge do conflito. No verão de 1940 Hitler iniciou uma preparação a longo prazo para a invasão da Rússia. mas alguns contratempos para esse projeto surgiram. Primeiro, Mussolini, sem saber das intenções de Hitler, adiantou-se na captura da Grécia. Como resultado desta e de outras aventuras, precisou do socorro dos alemães tanto nos Balcãs, como também no Norte da África. Outro imprevisto foi o golpe de Estado na Iugoslávia em março de 1941, depondo um governo que havia feito um tratado com os alemães. Considerando isto um insulto à Alemanha e a ele próprio, Hitler ordenou imediatamente a invasão da Iugoslávia. Tudo isto representou um desfalque no seu ataque contra a Rússia, que lançou em junho do mesmo ano. Apesar de tudo, estava tão confiado no sucesso que não providenciou roupas de inverno para as tropas, prometendo aos soldados que estariam de volta ao lar antes do inverno. A campanha porém, não teve o mesmo êxito de todas as invasões anteriores, prolongando-se até o inverno para o qual as forças alemãs não estavam nem um pouco preparadas. No auge do frio, em dezembro do mesmo ano, os russos, apesar de inferiores em armamento e técnica de combate, começaram a contra atacar com êxito. Ao mesmo tempo, ocorreu o até hoje incompreensível ataque Japonês a Pearl Harbor. Sem querer por em risco o tratado que tinha com o Japão e que era uma esperança de conduzir os russos a lutar no leste e no oeste, Hitler declarou prontamente guerra aos Estados Unidos, ao lado do Japão. Acreditando piamente na superioridade racial germânica, Hitler não levou em conta a força que uma mobilização total dos Estados Unidos poderia significar, mesmo pressionado em duas frentes pelo Eixo, pela ameaça que vinha tanto pelo Atlântico, da Europa nazificada, quanto pelo Pacífico, do leste fanatizado. As batalhas se multiplicaram em várias frentes na Europa, no Atlântico, na África, na Ásia e no Pacífico.

Apesar de ocupado com uma conflagração mundial, Hitler estava confiado em que imporia uma nova ordem mundial e Himmler foi encarregado de preparar a nova Europa. Os campos de concentração foram ampliados e a eles acrescentados campos de extermínio como os de Auschwitz e Mauthausen, assim como criadas unidades móveis de extermínio. Os judeus da Alemanha e dos países ocupados foram aprisionados e executados, fuzilados ou mortos em câmaras de gás.

A conta geralmente apresentada é de 5 a 6 milhões de pessoas sacrificadas, no que Hitler chamou de solução final para o problema judeu. Milhares morreram também em experiências médicas alucinadas, e nas execuções indiscriminadas de reféns, de adversários políticos e de membros da resistência nos países ocupados. A propaganda utilizava o rádio e o cinema. A atriz sueca Kristina Süderbaum tornou-se uma estrela dos filmes de propaganda do partido; sua figura nórdica loura encarnou a ideologia racial Nazista. Casada com Veit Harlan, um dos principais diretores de filme da era nazista, Süderbaum estrelou em vários de seus trabalhos, incluindo o profundamente anti-semítico Jud Süss, de 1940.

Declínio do poder. Ao final de 1942 as derrotas na África - em el-Alemein - e na Rússia - em Stalingrado - e mais o bombardeio dos aliados, Inglaterra e Estados Unidos, sobre o território da própria Alemanha, indicavam uma reviravolta na guerra desfavorável aos nazistas. Hitler porém recusava-se a visitar as cidades bombardeadas e a ler ou acreditar nos relatórios de seus generais. Quando Mussolini foi preso, tentou uma operação para resgatá-lo, e enviou tropas para ocupar as posições das tropas italianas que haviam se rendido. Continuou a resistir ao avanço russo às custas de grandes perdas para o exército alemão, tanto em número de mortos quanto em unidades aprisionadas. A batalha naval também perdeu fôlego, na medida que o inimigo aprendeu a combater com êxito e destruir os submarinos alemães.

Apesar de escapar a vários atentados contra a sua vida, o mais perigoso dos quais por explosão de uma bomba colocada sob a sua mesa de reunião com seus generais no quartel de comando na Prússia Oriental (parte da atual Polônia), Hitler não esmoreceu. Em lugar de tentar uma paz que permitiria salvar ainda boa parte da Alemanha, retirou-se para uma fortaleza subterrânea em Berlim, cidade que pretendia defender com os últimos recursos de seu exército, ao qual negou permissão para que se rendesse.

Quando as tropas soviéticas entraram na Capital a luta nas ruas e os bombardeios aéreos reduziram a cidade a ruínas.

Só então Hitler entendeu que era o fim e tomou duas providências: casar-se oficialmente com Eva Braum e ditar o seu testamento aos seus auxiliares.

Em seu testamento político conclamou o povo a continuar a luta contra os judeus e apontou Karl Dönitz como chefe do estado e Josef Goebbels como primeiro ministro.

Recolheu-se com a mulher aos seus aposentos e esta tomou veneno, e ele ou tomou veneno ou atirou em si mesmo. Seus corpos foram em seguida incinerados.

Na França, após a libertação de Paris pelas tropas aliadas, De Gaule declarou nulo o governo de Vichy. O marechal Petain, que fora levado pelos alemães para um abrigo na Alemanha, retornou à França voluntariamente para ser julgado; faleceu na prisão em 1951, aos 95 anos de idade. Na Itália, libertada pelas tropas americanas junto às quais um contingente brasileiro teve presença marcante, Mussoline foi executado. O Japão assinou a rendição após os ataques atômicos realizados pelos americanos contra Hiroshima e Nagasaki, em 1945

NAZISMO

Comunismo, Nazismo, Fascismo, Integralismo e Positivismo são ideologias semelhantes quanto a pedirem um Estado forte, terem uma receita racional ou científica para o desenvolvimento, dependerem ou esperarem por uma guerra ou revolução para domínio mundial, e terem origem em minorias fanáticas extremamente ativas. Essas ideologias (pessoalmente e para meu uso, eu defino "ideologia" como uma tese sociopolítica em adequação a um conceito peculiar de natureza humana), na ordem em que estão citadas, decrescem em sua virulência, embora, sob objetos diferentes, a agressividade do comunismo e do nazismo se eqüivalham.

Um movimento forte pede outro igualmente forte ou que lhe seja superior, para que seja contido; resulta que ditaduras podem nascer como antíteses umas às outras. O nazismo surgiu em oposição ao comunismo e a ditadura de Vargas, no Brasil, e também o governo militar na década de sessenta e setenta surgiram em oposição aos progressivamente fortalecidos integralismo e comunismo.

O comunismo difere das outras ideologias citadas porque pressupõe uma terra arrasada sobre a qual edificará um novo regime e um novo Estado, enquanto as que a ele se opõem, ao contrário e obviamente, adotam valores como tradição, família, propriedade e, no caso do nazismo, a raça.

Quanto ao mais, todas têm em comum alguns aspectos principais como:

1. Um corpo oficial de doutrinas que abarca todos os aspectos da vida individual e social na pretensão de criar um estágio final e perfeito da humanidade; bem como na conquista do mundo tendo em vista uma sociedade nova.

2. Um partido político conduzido por um líder autoritário, que supostamente reúne a elite social e os intelectuais (jornalistas, escritores, cineastas, compositores musicais), os quais sistematizam em planos a ação política e se encarregam da formulação e divulgação do apelo passional ideológico.

3. Um sistema repressivo secreto baseado no terror, montado para identificar e eliminar indivíduos e movimentos dissidentes.

4. Envolvimento político das forças armadas mediante infiltração de agentes, doutrinação do partido, concessão de privilégios e centralização absoluta do comando. Monopólio quase total de todos os instrumentos de luta armada.

5. Controle de todas as formas de expressão e comunicação, desde as artísticas e públicas até os simples contatos particulares interpessoais.

6. Controle centralizado do trabalho e da produção pela politização das entidades corporativas; planejamento rigidamente centralizado da economia através de planos de produção e destinação de bens.

Origem e características do nazismo

A ameaça de internacionalização do comunismo após a revolução russa de 1917 foi responsável pelo surgimento de governos fortes, ditatoriais ou não, em praticamente todos os países mais adiantados. Enquanto em alguns ocorreu apenas um endurecimento quanto a grupos ativistas socialistas, em outros instalaram-se ditaduras cujas ideologias ou se opunham frontalmente às propostas comunistas, ou buscavam neutralizá-las com medidas de segurança nacional no bojo de um projeto político com forte apelo às massas (o fascismo de Mussolini, o justicialismo de Peron, o sindicalismo de Vargas). O nazismo foi uma proposta de oposição frontal.

O Nacional Socialismo, em alemão Nationalsozialismus, ou Nazismus, foi um movimento totalitário triunfante na Alemanha, em muitos aspectos parecido com o Fascismo italiano, porém mais extremado tanto como ideologia quanto na ação política.

Filosoficamente foi um movimento dentro da tradição de romantismo político, hostil ao racionalismo e aos princípios humanistas que fundamentam a democracia.

Com ênfase no instinto e no passado histórico, afirmava a desigualdade dos homens e das raças, os direitos de indivíduos excepcionais acima das normas e das leis universais, o direito dos fortes governarem os fracos, invocando as leis da natureza e da ciência que pareciam operar independentemente de todos os conceitos do bem e do mal. Demandava a obediência cega e incondicional dos subordinados aos seus líderes. Apesar de ter sido um movimento profundamente revolucionário, buscou conciliar a ideologia nacionalista conservadora com sua doutrina social radical.

O partido nasceu na Alemanha em 1919 e foi liderado por Adolf Hitler a partir de 1920. Seu principal objetivo era unir o povo de ascendência alemã à sua pátria histórica, mediante sublevações sob a fachada falsa de "autodeterminação". Uma vez reunida, a raça alemã superior, ou Herrenvolk, governaria os povos subjugados, com eficiência e a dureza requerida conforme seu grau de civilização.

Figuras intelectuais como o conde de Gobineau, o compositor Richard Wagner, e o escritor Houston Stewart Chamberlain influenciaram profundamente a formulação das bases do Nacional Socialismo com seus postulados de superioridade racial e cultural dos povos "Nórdicos" (Germânicos) sobre todas as outras raças Européias.

Os judeus deviam ser discriminados não por sua religião mas pela "raça". O Nacional Socialismo declarou os judeus, não importava sua educação ou desenvolvimento social, fundamentalmente diferentes e para sempre inimigos do povo alemão.

Propaganda

As dificuldades econômicas da Alemanha e o a ameaça do comunismo que a classe média e os industriais temiam, foi o que os líderes do partido tiveram em mente na fase de sua implantação e de sua luta por um lugar no cenário político alemão. Para explorar esses fatores Adolf Hitler, o primeiro lider expressivo do nazismo (em 1926 ele suplantou Gregor Strasser, que havia criado um movimento nazista rival no norte da Alemanha) juntou a fé na missão da raça alemã aos mandamentos de um catecismo revolucionário em seu livro Mein Kampf (1925-27), o evangelho da nova ideologia. No livro Hitler enfatiza quais deveriam ser os objetivos práticos do partido e delineia as diretrizes para sua propaganda. Ele salienta a importância da propaganda adequar-se ao nível intelectual dos indivíduos menos inteligentes da massa que pretende atingir, e que ela é deve ser avaliada não pelo seu grau de verdade mas pelo sucesso em convencer. Os veículos da propaganda seriam os mais diversos, incluindo todos os meios de informação, eventos culturais, grupos uniformizados, insígnia do partido, tudo que pudesse criar uma áurea de poder. Hitler escolheu a cruz suástica como emblema do nazismo, acreditam alguns de seus biógrafos que devido ao fato de ter visto esse símbolo talhado nos quatro cantos da abadia dos beneditinos em Lambach-am-Traum, na Áustria superior, onde ele havia estudado quando criança.

Repressão

Simultaneamente com a propaganda, o partido desenvolveu instrumentos de repressão e controle dos oponentes. Na fase vitoriosa do partido, esses instrumentos foram o comando centralizado de todas as forças policiais e militares, a polícia secreta e os campos de concentração. Todos os oponentes ao regime eram declarados inimigos do povo e do Estado. Membros da família e amigos deviam ajudar na espionagem para não serem punidos como cúmplices, o que espalhou um temor geral e coibia qualquer crítica ao regime ou aos membros do governo. Por intimidação, a Justiça tornou-se completamente subordinada aos interesses do partido sob a alegação de que aqueles eram interesses do povo.

Brutalidade

Um espírito de disciplina militar traduzido em um automatismo de obediência assinalado pelo característico bater dos calcanhares impedia, entre militares e civis, a reação às ordens mais absurdas recebidas de qualquer superior hierárquico, o que permitiu à repressão atingir um grau de brutalidade metódica e eficiente nunca vistos. Foi decretada a eliminação não apenas dos judeus, mas de todos que não se conformavam aos padrões de cidadania estabelecidos na doutrina, quer por inconformismo político, quer por defeito eugênico ou falhas morais. Gabriel Marcel, em "Os homens contra o homem", ressalta a elaborada técnica utilizada para voltar contra si mesmos os judeus, levando-os a aviltar-se e a se odiarem, instigando entre eles disputas por alimento, em que perdiam sua dignidade.

Trajetória do nazismo

O partido nazista chegou ao poder na Alemanha em 1933 e constituiu um governo totalitário chefiado pelo seu único líder Adolf Hitler. Nos anos entre 1938 e 1945 o partido expandiu-se com a implantação do regime fora da Alemanha, inicialmente nos enclaves de população alemã nos países vizinhos, depois nos países não germânicos conquistados. Como movimento de massa o Nacional Socialismo terminou em abril de 1945, quando Hitler cometeu suicídio para evitar cair nas mãos dos soldados soviéticos que ocuparam Berlim.

Fonte: www.cobra.pages.nom.br

Adolf Hitler

Adolf Hitler (1889-1945)

Adolf Hitler
Adolf Hitler

Adolf Hitler (1889-1945) foi o fundador e líder do Partido Nazista ea voz mais influente na organização, implementação e execução do Holocausto, o extermínio sistemático e limpeza étnica de seis milhões de judeus europeus e milhões de outros não-arianos.

Hitler foi o Chefe de Estado, Comandante Supremo das Forças Armadas e espírito-guia, ou fuhrer, da Alemanha Terceiro Reich 1933-1945.

Primeiros Anos

Adolf Hitler
Adolf Hitler como um bebê

Nascido em Braunau am Inn, na Áustria, em 20 de abril de 1889, Hitler era o filho de um funcionário da alfândega austríaca cinqüenta e dois anos de idade, Alois Schickelgruber Hitler e sua terceira esposa, uma jovem camponesa, Klara Poelzl, tanto do sertão da Baixa Áustria. O jovem Hitler era uma criança descontente ressentido. Moody, preguiçoso, de temperamento instável, ele era muito hostil a seu estrito, pai autoritário e fortemente ligado à sua indulgente, mãe trabalhadora, cuja morte por câncer em dezembro 1908 foi um golpe devastador para a Hitler adolescente.

Depois de passar quatro anos na Realschule de Linz, ele deixou a escola aos dezesseis anos de idade, com sonhos de se tornar um pintor. Em outubro de 1907, o menino provincial, de classe média saiu de casa para Viena , onde permaneceu até 1913 levando um boêmio, a existência errante. Amargurado a sua rejeição pela Academia de Belas Artes de Viena, ele estava a passar "cinco anos de miséria e desgraça", em Viena, como recordou mais tarde, adotando uma visão da vida que mudou muito pouco nos anos seguintes, em forma como foi por um ódio patológico de judeus e marxistas, o liberalismo ea monarquia dos Habsburgo cosmopolita.

Existente de mão para a boca sobre biscates ocasionais e The Hawking de esboços em baixa tabernas, o jovem Hitler compensou as frustrações da vida de um solteirão solitário em albergues masculinos miseráveis por arengas políticas em cafés baratos para quem quisesse ouvir e entregando-se a sonhos grandiosos de uma Grande Alemanha.

Em Viena, ele adquiriu sua primeira educação na política, estudando as técnicas demagógicas do prefeito cristão-social popular, Karl Lueger, e pegou o estereotipado, obsessivo anti-semitismo com as suas conotações sexuais brutais, violentos e preocupação com a "pureza de sangue "que permaneceu com ele até o fim de sua carreira. Dos teóricos raciais malucas como o monge defrocked, Lanz von Liebenfels, eo líder Pan-alemão austríaco, Georg von Schoenerer, o jovem Hitler aprendeu a discernir no "judeu eterno", o símbolo ea causa de todo o caos, corrupção e destruição na cultura , da política e da economia. A imprensa, a prostituição, a sífilis, o capitalismo, o marxismo, a democracia e pacifismo - todos foram tantos meios que "o judeu" explorado em sua conspiração para minar a nação alemã e da pureza da raça ariana criativo.

I Guerra Mundial

Adolf Hitler
Hitler como um soldado durante a 1 ª Guerra Mundial (circa 1915)

Em maio 1913 Hitler deixou Viena para Munique e, quando a guerra eclodiu em agosto de 1914, ingressou no XVI Baviera Regimento de Infantaria, servindo como um corredor de despacho. Hitler provou ser um capaz, corajoso soldado, recebendo a Cruz de Ferro (Primeira Classe), por bravura, mas não se levantou acima do posto de Cabo Lance. Duas vezes ferido, ele foi gravemente gaseado quatro semanas antes do fim da guerra e passou três meses se recuperando em um hospital na Pomerânia. Temporariamente cego e conduzido a raiva impotente pela abortivo novembro 1918 revolução na Alemanha, bem como a derrota militar, Hitler, uma vez restaurada, estava convencido de que o destino o havia escolhido para salvar uma nação humilhada dos grilhões do Tratado de Versalhes, a partir de bolcheviques e judeus.

Atribuído pela Reichswehr, no verão de 1919 a deveres "educacionais" que consistia em grande parte de espionagem sobre os partidos políticos na atmosfera superaquecida de Munique pós-revolucionário, Hitler foi enviado para investigar um pequeno grupo nacionalista de idealistas, o Partido dos Trabalhadores Alemães. Em 16 de Setembro de 1919, entrou para o Partido (que tinha cerca de quarenta membros), logo mudou seu nome para Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) e impôs a si mesmo como seu presidente em julho de 1921.

Hitler se torna um líder

Hitler descobriu um talento poderoso para a oratória, bem como dar o novo Partido o seu símbolo - a suástica - ". Heil" e sua saudação Sua rouca, voz áspera, por todo o conteúdo bombástico sem humor, histriônico de seus discursos, dominou o público por força de seu tom de convicção apaixonada e presente para auto-dramatização. Por novembro 1921 Hitler foi reconhecido como Fuhrer de um movimento que tinha 3.000 membros, e aumentou seu poder pessoal através da organização de esquadrões braço-forte para manter a ordem em suas reuniões e acabar com as de seus adversários. Fora destes esquadrões aumentou as tropas de assalto (SA), organizado pelo capitão Ernst Röhm e guarda-costas pessoal de camisa preta de Hitler, a Schutzstaffel (SS).

Hitler concentrou sua propaganda contra o Tratado de Versalhes, os "criminosos de novembro", os marxistas e do visível, inimigo interno No. 1, o "judeu", que foi responsável por problemas internos de toda a Alemanha. No programa de vinte e cinco pontos do NSDAP anunciado em 24 de fevereiro de 1920, a exclusão dos judeus da comunidade Volk, o mito da raça ariana supremacia e nacionalismo extremo foram combinados com idéias "socialistas" de participação nos lucros e nacionalização inspirado por ideólogos como Gottfried Feder. Primeira expressão escrita de Hitler em questões políticas que datam deste período enfatizou que o que ele chamou de "o anti-semitismo da razão" deve conduzir "ao combate sistemático e eliminação de privilégios judaicos. Seu objetivo final deve ser implacavelmente a remoção total dos judeus. "

Por novembro 1923 Hitler estava convencido de que a República de Weimar estava à beira do colapso e, em conjunto com o general Ludendorff e grupos nacionalistas locais, tentou derrubar o governo da Baviera, em Munique. Explodindo em uma cerveja-hall em Munique e disparando sua pistola no teto, ele gritou que ele estava indo para um novo governo provisório que realizar uma revolução contra a "Red Berlim." Hitler e Ludendorff, em seguida, marcharam através Munique à frente de 3.000 homens, apenas para ser atendidos pelo fogo da polícia, que deixou dezesseis mortos e trouxe a tentativa de golpe ao fim ignominioso.

Hitler foi preso e julgado em 26 de fevereiro de 1924, conseguindo virar a mesa sobre os seus acusadores com um discurso confiante, propagandista, que terminou com a profecia: "Pronuncie-nos culpados mil vezes: a deusa do tribunal eterno da história vai sorrir e rasgar em pedaços submissão do Ministério Público Estadual e o veredicto do tribunal para que ela nos absolve. " Condenado a cinco anos de prisão em Landsberg fortaleza, Hitler foi libertado depois de apenas nove meses, durante o qual ele ditadas Mein Kampf (Minha Luta) ao seu fiel seguidor, Rudolf Hess . Posteriormente, a "bíblia" do Partido Nazista, este bruto, hotchpotch meia-boca de darwinismo social primitiva, mito racial, anti-semitismo e lebensraum fantasia tinha vendido mais de cinco milhões de cópias em 1939 e foi traduzido em onze línguas.

O fracasso do Beer-Hall putsch e seu período de prisão transformou Hitler de um aventureiro incompetente em um estrategista político astuto, que, doravante, decidiu que não voltaria a enfrentar os canhões do exército e da polícia até que eles estavam sob seu comando. Ele concluiu que o caminho para o poder colocar não só pela força, mas através de subversão legal da Constituição de Weimar, a construção de um movimento de massa ea combinação de força parlamentar com terror rua extra-parlamentar e intimidação. Ajudado por Goering e Goebbels começou a remontar seus seguidores e reconstruir o movimento, que se desintegrou na sua ausência.

Ascensão do partido nazista

Em janeiro de 1925, a proibição do Partido Nazista foi removido e Hitler recuperou permissão para falar em público. Manobrando o "socialista" do Norte ala alemão do Partido sob Gregor Strasser, Hitler se re-estabelecida em 1926 como o árbitro final para quem todas as facções apelou em um movimento ideológico e socialmente heterogêneo. Evitando rígidas definições, programáticas do nacional-socialismo, que teria prejudicado a natureza carismática da sua legitimidade e sua pretensão de liderança absoluta, Hitler conseguiu alargar o seu apelo para além Baviera e atraindo tanto direita e esquerda para o seu movimento.

Embora o Partido Nazista ganhou apenas doze assentos nas eleições de 1928, o início da Grande Depressão, com seus efeitos devastadores sobre a classe média ajudou Hitler para conquistar todos os estratos da sociedade alemã que sentiram a sua existência econômica foi ameaçada. Além de camponeses, artesãos, artesãos, comerciantes, pequenos empresários, ex-funcionários, estudantes e intelectuais desclassificada, os nazistas, em 1929, começou a conquistar os grandes industriais, os conservadores nacionalistas e círculos militares. Com o apoio da imprensa magnata, Alfred Hugenberg, Hitler recebeu uma exposição de todo o país enorme, assim como os efeitos da crise econômica mundial atingiu a Alemanha, gerando desemprego em massa, a dissolução sociais, medo e indignação.

Com virtuosismo demagógica, Hitler jogado em ressentimentos nacionais, sentimentos de revolta eo desejo de uma liderança forte com todas as mais modernas técnicas de persuasão de massa se apresentar como da Alemanha, redentor e salvador messiânico.

Adolf Hitler
Hitler e o presidente von Hindenburg (1933)

Em 1930 as eleições o voto nazista saltou drasticamente de 810.000 para 6.409.000 (18,3 por cento do total de votos) e receberam 107 assentos no Reichstag.

Alertado por Hjalmar Schacht e Fritz Thyssen, os grandes magnatas industriais começaram a contribuir liberalmente para os cofres do NSDAP, tranquilizados pelo desempenho de Hitler antes do Clube Industrial, em Dusseldorf em 27 de Janeiro de 1932 que eles não tinham nada a temer dos radicais no partido. No mês seguinte, Hitler adquiriu oficialmente a cidadania alemã e decidiu concorrer à Presidência, recebendo 13.418.011 votos no segundo turno das eleições de 10 de Abril 1931 como contra 19.359.650 votos para o vitorioso von Hindenburg, mas quatro vezes o voto para o candidato comunista, Ernst Thaelmann. Nas eleições do Reichstag de julho 1932 os nazistas emergiu como o maior partido político na Alemanha, obtendo quase quatorze milhões de votos (37,3 por cento) e 230 assentos. Embora o NSDAP caiu em novembro de 1932 a onze milhões de votos (196 lugares), Hitler foi ajudado ao poder por uma camarilha de políticos conservadores liderados por Franz von Papen , que persuadiu o relutante von Hindenburg a nomear "o corporal Bohemian", como chanceler do Reich em 30 de janeiro de 1933.

Uma vez na sela, Hitler mudou-se com grande velocidade para manobrar melhor os seus rivais, praticamente expulsando os conservadores de qualquer participação real no governo até julho de 1933, abolindo os sindicatos livres, eliminando os comunistas, social-democratas e os judeus de qualquer papel na vida política e varrer adversários em campos de concentração. O incêndio do Reichstag de 27 de fevereiro de 1933 havia lhe forneceu o pretexto perfeito para começar a consolidar as bases de um Estado de partido único totalitário, e "leis habilitantes" especiais foram ramrodded através do Reichstag para legalizar as táticas intimidadoras do regime.

Com o apoio de nacionalistas, Hitler ganhou a maioria nas últimas eleições "democráticas", realizada na Alemanha, em 5 de março de 1933 e com habilidade cínico que ele usou toda a gama de persuasão, propaganda, terror e intimidação para garantir a sua permanência no poder. As noções sedutoras de "Awakening Nacional" e uma "Revolução Legal" ajudou a paralisar a oposição potencial e disfarçar a realidade do poder autocrático por trás de uma fachada de instituições tradicionais.

Como Hitler Fuhrer

Adolf Hitler
Hitler após um comício SS em Berlim

A destruição da SA liderança radical sob Ernst Rohm no Purge Sangue de junho 1934 confirmou Hitler como ditador incontestado do Terceiro Reich e no início de agosto, quando ele uniu as posições de Fuhrer e Chanceler sobre a morte de von Hindenburg, ele tinha todos os poderes do Estado em suas mãos. Evitando qualquer institucionalização da autoridade e status que poderia desafiar sua posição incontestável como árbitro supremo, Hitler permitiu subordinados como Himmler , Goering e Goebbels para marcar seus próprios domínios de poder arbitrário, enquanto se multiplicar e duplicar escritórios a um grau desconcertante.

Durante os próximos quatro anos, Hitler teve uma seqüência impressionante de sucessos nacionais e internacionais, burlando os líderes políticos rivais no exterior, assim como ele havia derrotado a sua oposição em casa. Em 1935, ele abandonou o Tratado de Versalhes e começou a construir o exército por recrutar cinco vezes o número permitido. Ele convenceu a Grã-Bretanha para permitir um aumento no programa de construção naval e em março de 1936, ele ocupou a Renânia desmilitarizada sem encontrar oposição. Ele começou a construir-se a Luftwaffe e forneceu ajuda militar às forças franquistas em Espanha , o que provocou a vitória fascista espanhol em 1939.

O programa de rearmamento alemão levou ao pleno emprego e uma expansão desenfreada de produção, que reforçada por seus sucessos da política externa - o pacto de 1936 Roma-Berlim, a Anschluss com a Áustria ea "libertação" dos alemães dos Sudetos, em 1938 - levou Hitler ao auge de sua popularidade. Em fevereiro de 1938, ele rejeitou dezesseis generais e assumiu o comando pessoal das forças armadas, garantindo, assim, que ele seria capaz de implementar seus projetos agressivos.

Táticas golpes de sabre de Hitler espancado os britânicos e franceses na humilhante acordo de Munique de 1938 ea eventual desmantelamento do Estado tchecoslovaco março 1939. Os campos de concentração , as leis raciais de Nuremberg contra os judeus, a perseguição das igrejas e dissidentes políticos foram esquecidos por muitos alemães na euforia da expansão territorial de Hitler e vitórias sem derramamento de sangue. O próximo alvo designado para as ambições de Hitler era Polônia (sua independência garantida pela Grã-Bretanha e França ) e, para evitar uma guerra em duas frentes, o ditador nazista assinaram um pacto de amizade e não-agressão com a União Soviética.

II Guerra Mundial

Em 1 º de setembro de 1939, as forças armadas alemãs invadiram a Polônia e, doravante, principais energias de Hitler foram dedicados à condução de uma guerra que ele tinha desencadeado a dominar a Europa e do seguro Alemanha "espaço vital".

A primeira fase da II Guerra Mundial, foi dominado por táticas de Blitzkrieg alemã: ataques choque repentino contra aeroportos, comunicações, instalações militares, usando armadura móvel rápido e infantaria para acompanhar a primeira onda de bombardeiros e aviões de combate. Polônia foi invadida em menos de um mês, a Dinamarca ea Noruega, em dois meses, Holanda , Bélgica , Luxemburgo e França em seis semanas. Após a queda da França em junho de 1940 apenas a Grã-Bretanha manteve-se firme.

Adolf Hitler
Hitler mostrando a saudação nazista

A Batalha da Grã-Bretanha, na qual a Força Aérea Real impediu a Luftwaffe de assegurar o controle aéreo sobre o Canal Inglês, foi o primeiro revés de Hitler, fazendo com que a planejada invasão das Ilhas Britânicas de ser adiada. Hitler voltou-se para os Balcãs e Norte da África, onde seus aliados italianos sofreram derrotas, seus exércitos rapidamente ultrapassagem Grécia , Iugoslávia, na ilha de Creta e dirigir o britânico de Cyrenaica.

A decisão crucial de sua carreira, a invasão da União Soviética em 22 de junho de 1941, foi racionalizada pela idéia de que a sua destruição impediria a Grã-Bretanha a partir de continuar a guerra com qualquer perspectiva de sucesso. Ele estava convencido de que uma vez que ele chutou a porta, como disse Jodl (qv), "todo o edifício podre [de regime comunista] virá a desmoronar-se" ea campanha seria mais em seis semanas. A guerra contra a Rússia era para ser uma cruzada anti-Bolshivek, uma guerra de aniquilação em que o destino dos judeus europeus finalmente seria selado. No final de janeiro de 1939, Hitler havia profetizado que "se o judaísmo financeiro internacional dentro e fora da Europa deve ter sucesso mais uma vez em arrastar as nações em uma guerra, o resultado será, não a bolchevização do mundo e, assim, a vitória dos judeus, mas a aniquilação da raça judaica na Europa. "

Enquanto a guerra se arregalaram - os Estados Unidos até o final de 1941, havia entrado na luta contra as potências do Eixo - Hitler identificou a totalidade dos inimigos da Alemanha com o "judaísmo internacional", que supostamente estava atrás da aliança anglo-americano-soviética. A política de emigração forçada tinha manifestamente não conseguiu remover os judeus da Alemanha lebensraum expandido, aumentando seus números sob o domínio alemão, a Wehrmacht se mudou Médio.

O alargamento do conflito em uma guerra mundial até o final de 1941, a recusa dos britânicos a aceitar o direito da Alemanha a hegemonia européia continental (que Hitler atribuiu a influência "judeu") e concordar com seus termos "paz", o racial natureza ideológica do assalto à Rússia soviética, finalmente levou Hitler a implementar a "Solução Final da Questão Judaica" , que tinha já sido prevista em 1939. As medidas já tomadas nessas regiões Polônia anexada ao Reich contra os judeus (e Pólos) indicaram as implicações políticas genocidas de "germanização" estilo nazista. A invasão da União Soviética foi a criação do selo noção de conquista territorial no Oriente, que estava intimamente ligada a aniquilação das raízes biológicas do bolchevismo "e, portanto, com a liquidação de todos os judeus sob o domínio alemão de Hitler.

A princípio, os exércitos alemães levaram todo diante deles, a ultrapassagem vastos territórios, oprimindo o Exército Vermelho, o cerco de Leningrado e atingindo a pouca distância de Moscou. Dentro de poucos meses da invasão os exércitos de Hitler tinha estendido o Terceiro Reich desde o Atlântico até o Cáucaso, do Báltico ao Mar Negro. Mas a União Soviética não entrou em colapso como o esperado e Hitler, em vez de concentrar o seu ataque a Moscou, ordenou um movimento de pinça em torno de Kiev para aproveitar a Ucrânia, cada vez mais procrastinar e mudando de idéia sobre os objetivos. Subestimando a profundidade das reservas militares em que os russos poderiam chamar, o calibre de seus generais ea resiliência, espírito de luta do povo russo (quem ele descartou como camponeses inferiores), Hitler proclamou prematuramente em outubro de 1941 que a União Soviética tinha sido " ferido e nunca se levantaria novamente. " Na realidade, ele tinha esquecido o inverno russo impiedoso para que suas próprias tropas foram agora condenados e que obrigou a Wehrmacht a abandonar a guerra altamente móvel que havia trazido anteriormente tais sucessos espetaculares.

O desastre antes de Moscou em dezembro de 1941 o levou a demitir o comandante-em-chefe von Brauchitsch , e muitos outros comandantes-chave que pediu permissão para saques táticos, incluindo Guderian, Bock, Hoepner, von Rundstedt e Leeb, encontraram-se cashiered. Hitler agora assumiu o controle pessoal de todas as operações militares, recusando-se a ouvir conselhos, desconsiderando fatos desagradáveis e rejeitar tudo o que não se encaixam em sua imagem preconcebida da realidade. Sua negligência do teatro do Mediterrâneo e do Oriente Médio, o fracasso dos italianos, a entrada dos Estados Unidos na guerra, e acima de tudo a determinação obstinada dos russos, empurrado Hitler para a defensiva. A partir do inverno de 1941, a escrita estava na parede, mas Hitler recusou-se a aprovar derrota militar, acreditando que a vontade implacável ea recusa rígida para abandonar posições poderiam compensar os recursos inferiores ea falta de uma estratégia global de som.

Convencido de que seu próprio Estado-Maior era fraco e indeciso, se não abertamente traiçoeira, Hitler tornou-se mais propenso a explosões de cego, fúria histérica em relação a seus generais, quando não recuar em crises de ninhada misantropo. Sua saúde também se deteriorou sob o impacto dos medicamentos prescritos pelo seu médico charlatão, Dr. Theodor Morell. Declínio pessoal de Hitler, simbolizado por suas cada vez mais raras aparições públicas e seu isolamento auto-imposta na "Toca do Lobo", seu quartel-general enterrado nas profundezas das florestas da Prússia Oriental, coincidiu com os sinais visíveis da derrota alemã que vem, que se tornou evidente em meados de 1942.

Aliados da vitória e morte de Hitler

Rommel derrota em El Alamein e consequente perda do Norte de África para as forças anglo-americanas foram ofuscados pelo desastre em Stalingrado onde Sexto Exército do general von Paulus foi cortada e se rendeu aos russos em janeiro de 1943. Em julho de 1943 os Aliados capturaram Sicília e regime de Mussolini na Itália, entrou em colapso. Em setembro os italianos assinaram um armistício e os Aliados desembarcaram em Salerno, chegando a Nápoles em 1 de Outubro e tendo Roma em 4 de junho de 1944. A invasão aliada da Normandia, seguido em 06 de junho de 1944 e logo um milhão de soldados aliados estavam dirigindo os exércitos alemães para o leste, enquanto que na direção oposta as forças soviéticas avançaram implacavelmente sobre o Reich. A mobilização total da economia de guerra alemã em Albert Speer e os esforços de propaganda enérgica de Joseph Goebbels para despertar o espírito de luta do povo alemão foram impotentes para mudar o fato de que o Terceiro Reich não tinha os recursos igual a uma luta contra a aliança mundial que O próprio Hitler tinha provocado.

Bombardeio aliado começou a ter um efeito dizendo sobre a produção industrial alemã e minar a moral da população. Os generais, frustrada pela recusa total de Hitler ao confiar-los no campo e reconhecer a inevitabilidade da derrota, planejado, em conjunto com a resistência anti-nazista pequena no interior do Reich, para assassinar o Fuhrer em 20 de julho de 1944, na esperança de abrir o caminho para uma paz negociada com os aliados que iria salvar a Alemanha da destruição.

A trama fracassou e Hitler tomou vingança implacável sobre os conspiradores, observando com satisfação um filme das execuções terríveis realizadas em suas ordens.

Como o desastre chegou mais perto, Hitler enterrou-se no mundo irreal da Fuhrerbunker em Berlim, agarrando-se a esperanças fantásticas que suas "armas secretas", os V-1 e V-2 foguetes, seria ainda virar a maré da guerra. Ele gesticulou freneticamente sobre mapas, planejado e ataques com exércitos inexistentes dirigido e espetáculo de intermináveis, noite longos monólogos que refletiam sua crescente senilidade, misantropia e desprezo pelo "fracasso covarde" do povo alemão.

Como o Exército Vermelho se aproximou Berlim e os anglo-americanos atingiu o Elba, em 19 de março 1945, Hitler ordenou a destruição do que restava da indústria alemã, comunicações e sistemas de transporte. Ele foi resolvido que, se ele não sobreviver, a Alemanha também deve ser destruído. O mesmo niilismo implacável e paixão pela destruição que levou ao extermínio de seis milhões de judeus em campos de extermínio , para a "limpeza" biológica dos eslavos sub-humanos e outros povos sujeitos do New Order, foi finalmente voltou ao seu próprio povo.

Em 29 de abril de 1945, ele se casou com sua amante Eva Braun e ditou seu testamento político final , concluindo com a mesma monótona, a fixação obsessiva que guiou sua carreira desde o início: "Acima de tudo eu carrego os líderes da nação e aqueles sob eles a escrupulosa observância das leis de raça e à oposição implacável ao envenenador universal de todos os povos, judaísmo internacional ".

No dia seguinte, Hitler cometeu suicídio, atirando-se através da boca com uma pistola. Seu corpo foi levado para o jardim da Chancelaria do Reich por assessores, coberto com gasolina e queimado junto com o de Eva Braun . Esta final, ato macabro de auto-destruição adequadamente simbolizava a carreira de um líder político que tem como principal legado para a Europa foi a ruína de sua civilização e do sacrifício sem sentido da vida humana por causa do poder e seu próprio compromisso com o absurdo bestial do Nacional mitologia corrida socialista. Com a sua morte nada restava do "Grande Reich germânico", da estrutura de poder tirânico e sistema ideológico que havia devastado a Europa, durante os doze anos de seu governo totalitário.

Fonte: www.jewishvirtuallibrary.org

Adolf Hitler

Ditador da Alemanha

Adolf Hilter, ditador alemão, nasceu em 1889 na Áustria. Filho de Alois Hitler e Klara Poezl, alistou-se voluntariamente no exército bávaro no começo da Primeira Guerra Mundial. Tornou-se cabo e ganhou duas vezes a Cruz de Ferro por bravura.

Depois da desmobilizaçãodo exército, Hitler associou-se a um pequeno grupo nacionalista, o Partido dos Trabalhadores Alemães, que mais tarde se tornou o Partido Nacional-Socialista Alemão (nazista).

Em Viena, ele havia assimilado as idéias anti-semitas (contra os judeus)que, insufladas por seus longos discursos contra o Acordo de Paz de Versalhes e o marxismo, encontraram terreno fértil em uma Alemanha humilhada pela derrota.

Adolf Hitler
Adolf Hitler

Em 1921, tornou-se líder dos nazistas e, dois anos mais tarde, organizou uma malograda insurreição, o "putsch" de Munique. Durante os meses que passou na prisão com Rudolph Hess, Hitler ditou o Mein Kampf (Minha Luta), um manisfesto político no qual detalhou a necessidade alemã de se rearmar, empenhar-se na auto-suficiência econômica, suprimir o sindicalismo e o comunismo, e exterminar a minoria judaica.

Em 1929, ganhou um grande fluxo de adeptos, de forma que, ajudado pela violência contra inimigos políticos, seu partido floresceu. Após o fracasso de sucessivos chanceleres, o presidente Hindenburg indicou Hitler como chefe do governo (1933).

Hitler criou uma ditadura unipartidária e no ano seguinte eliminou seus rivais na "noite das facas longas". Com a morte de Hindenburg, ele assumiu o título de presidente do Reich Alemão.

Começou então o rearmamento, ferindo o Tratado de Versalhes, reocupou a Renânia em 1936 e deu os primeiros passos para sua pretendida expansão do Terceiro Reich: a anexação com a Áustria em 1938 e a tomada da antiga Tchecoslováquia.

O ditador firmou o pacto de não-agressão nazi-soviético com Stalin, a fim de invadir a Polônia, mas quebrou-o ao atacar a Rússia em 1941. A invasão à Polônia precipitou a Segunda Guerra Mundial.

Seguia táticas "intuitivas", indo contra conselhos de especialistas militares, e no princípio obteve vitórias maciças. Em 1941, assumiu o controle direto das forças armadas. Como o curso da guerra mostrou-se desfavorável à Alemanha, decidiu intensificar o assassinato em massa, que culminou com o holocausto judeu.

Conhecido como um dos piores massacres da história da humanidade, o holocausto -termo utilizado para descrever a tentativa de extermínio dos judeus na Europa nazista- teve seu fim anunciado no dia 27 de janeiro de 1945, quando as tropas soviéticas, aliadas ao Reino Unido, Estados Unidos e França na Segunda Guerra Mundial, invadiram o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, em Oswiecim (sul da Polônia). No local, o mais conhecido campo de concentração mantido pela Alemanha nazista de Adolf Hitler, entre 1,1 e 1,5 milhão de pessoas (em sua maioria judeus) morreram nas câmaras de gás, de fome ou por doenças.

Ainda em 1945, quando o exército soviético entrou em Berlim, Hitler se casou com a amante, Eva Braun. Há evidências de que os dois cometeram suicídio e tiveram seus corpos queimados em um abrigo subterrâneo em 1945.

Fonte: www.netsaber.com.br

Adolf Hitler

Adolf Hitler (1889-1945), fundador do nazismo cujos conceitos básicos divulgou através de seu livro Mein Kampf.

Como ditador alemão durante as décadas de trinta e quarenta, é considerado o único responsável pela segunda guerra mundial.

Seu pai, Alois Schicklgruber, - Alois Hitler depois que assumiu o sobrenome de seu pai natural -, era funcionário da alfândega e, após sua aposentadoria, foi com a família viver nas imediações de Linz, a capital da Áustria Superior, e ali o futuro ditador passou a maior parte da sua infância.

Quando o pai faleceu em 1903, deixou uma pensão e economias suficientes para manter a mulher e os filhos.

Adolf Hitler
Adolf Hitler

Hitler teve pouco rendimento na escola e não recebeu o certificado, interrompendo os estudos aos 16 anos, em 1905. Por dois anos viveu ocioso em Linz. Após a morte da mãe, Klara Hitler, em 1908, ainda vivia de pequeno rendimento, com o qual se manteve em Viena. Desejava ser estudante de arte, mas falhou duas vezes que tentou entra para a Academia de Artes. Por alguns anos viveu só e isolado, conseguindo uma pequena renda com a pintura de cartões postais e anúncios, e vagando de um abrigo municipal para outro.

Em 1913 Hitler mudou para Munique. Foi chamado temporariamente à Áustria para ser examinado para o exército (1914) e foi rejeitado como inapto, mas quando começou a guerra de 1914, apresentou-se como voluntário do exército alemão. Serviu durante a guerra, foi ferido em 1916 e envenenado por gás dois anos depois. Por bravura em ação foi duas vezes condecorado com a cruz de ferro, uma condecoração rara para um cabo. Com alta do hospital após a derrota alemã, ficou alistado no seu regimento e designado como agente político, juntou-se ao pequeno Partido dos Trabalhadores Alemães em Munique (fundado por Drexler, Feder e Eckart em 1919). O partido era pequeno, comprometido com um programa de princípios socialistas, de liderança dividida, e tinha apenas 53 membros quando Hitler juntou-se a ele.

De trato difícil, Hitler não foi logo bem aceito. Porém, conscientes de que o futuro do partido dependia do seu poder de organizar a publicidade para conseguir fundos, os dirigentes deram-lhe a presidência com poderes ilimitados em julho de 1921. Desde logo ele decidiu criar um movimento de massas.

Munique havia se tornado o lugar de encontro de antigos e insatisfeitos soldados do exercito alemão, relutantes de retornar a vida civil, e por agitadores políticos empenhados no tradicional separatismo ou em protestos contra o governo republicado de Berlim. Visando esse público, Hitler engajou-se em uma incansável propaganda através do jornal do partido o Volkischer Beobachter ("Observador popular") e por meio de uma sucessão de comícios desenvolveu seu talento único para magnetizar e liderar massas, rapidamente crescendo de uma audiência de uns poucos interessados para milhares de seguidores.

Uma figura importante era Ernest Röhm que, além de membro do novo Partido, fazia parte do comando distrital do exercito, e era responsável por garantir a proteção do governo da Baviera, o qual, porque dependia do exército local para a manutenção da ordem, tacitamente aceitava suas violações da lei e sua política de intimidação. Röhm foi de grande ajuda. Foi ele quem recrutou as esquadras, o chamado "braço forte", utilizadas por Hitler para proteger os comícios do partido, atacar os socialistas e os comunistas. Em 1921 estas foram formalmente organizadas sob as ordens de Röhm em um exército privado do partido, o SA (Surmabteilung).

Hitler reuniu ao seu lado vários dos lideres nazistas que mais tarde seriam julgados ou acusados de crimes de guerra: Alfred Rosenberg, Rudolf Hess, Hermann Göring, e Julius Streicher.

O clímax desse rápido crescimento do partido nazista na Bavária veio com a tentativa de golpe para tomada do poder, o atentado de Munique (Hall da Cerveja) em novembro de 1923, quando Hitler e o general Erich Luderndorff tentaram forçar o comando do exército a proclamar uma revolução nacional. Quando levado a julgamento Hitler tirou vantagem da imensa publicidade que o acontecimento lhe deu. Ele também tirou uma lição do golpe - que o movimento precisava chegar ao poder por meios legais. Foi sentenciado a prisão por cinco anos, mas ficou preso somente nove meses, e isto com suficiente conforto para preparar o primeiro volume do seu Mein Kampf.

Ele considerava a desigualdade entre as raças e os indivíduos como parte de uma imutável ordem natural e exaltava a raça ariana como o único elemento criativo da humanidade.

Toda moralidade e verdade era julgada por este critério: se era de acordo com o interesse e preservação do povo. A unidade do povo encontrava sua encarnação no Führer, dotado de autoridade absoluta. Abaixo do Führer o Partido formado dos melhores elementos do povo e também seu guardião. O maior inimigo do Nazismo era o rival Marxismo. Além do Marxismo ele via o maior inimigo de todos, os Judeus, que era para Hitler a própria incarnação do mal.

A Alemanha não poderia encontrar seu destino sem o Lebensraum ("espaço vital"), terras para abrir e alimentar a crescente população alemã. O espaço vital deveria ser encontrado na Ucrânia e nas terras do leste Europeu, terras a serem tomadas ao povo eslavo, que ele classifica de untermenschen (subumanos), e diz ser governado por uma conspiração judeu-comunista com sede em Moscou.

Hitler percebia mais rapidamente que qualquer um como podia tirar vantagem de uma situação. Após sua saída da prisão suas rendas derivavam ao azar do provimento pelos fundos do partido e de escrever em jornais nacionalistas. A crise de 1929 abriu um período de instabilidade econômica e política. Hitler pode pela primeira vez alcançar uma audiência nacional quando teve a ajuda das organizações e jornais do partido Nacionalista, associado aos nazistas. Recebia doações dos industriais, ansiosos por usá-lo para estabelecer uma forte ala direita, anti-trabalhista, recursos que colocaram o partido em base financeira sólida, permitindo que ele fizesse seu apelo emocional para a classe média baixa e os desempregados, baseada na proclamação de sua fé de que a Alemanha acordaria de seus sofrimentos para retomar sua grandeza natural.

Colocado em posição forte pelo grande apoio popular, em novembro de 1932 Hitler propalou, por todos os artifícios de sedução de massas e com a habilidade de um ator, que a chancelaria era o único cargo que aceitaria, e isto por meio constitucional, não revolucionário. Em janeiro de 1933 o presidente Hindenburg, do partido nacionalista, convidou-o para primeiro ministro da Alemanha e ele assumiu o cargo.

Ele era indiferente a roupas e comida, nunca fumando ou bebendo chá, ou álcool, porém não tinha inclinação pelo trabalho regular. Ele continuou, mesmo mais tarde, como Führer, a rebelar-se contra a rotina, uma característica que ele atribuía ao seu temperamento artístico. Sua meia irmã Ângela Raubal e suas duas filhas passaram a viver com ele. Hitler apaixonou-se por uma das sobrinhas, Geli, mas mostrou-se tão obsessivamente ciumento que isto levou a moça ao suicídio em 1931. Hitler ficou inconsolável. Depois interessou-se por Eva Braum, que se tornou sua amante. Ele raramente permitia que ela aparecesse em público e disse não casar-se porque prejudicaria sua carreira.

Uma vez no poder, Hitler tratou de estabelecer uma ditadura absoluta. O incêndio no palácio (Reichstag), uma noite de 1933, aparentemente provocado por um comunista holandês, Marius van der Lubbe, deu-lhe a desculpa para um decreto suspendendo todas as garantias de liberdade e para uma intensificada campanha de violência. Ele nunca pensou em desapropriar os líderes da indústria alemã, uma vez que servissem os interesses do estado nazista. Nestas condições, o partido chegou a uma votação expressiva nas eleições daquele ano.

O velho amigo Ernst Röhm, como cabeça da SA, era visto com grande desconfiança pelo exército. Göring e Heinrich Himler estavam ansiosos por remover Röhm, mas Hitler hesitava. Finalmente, em 1934, ele chegou a uma decisão e Röhm e outros foram executados sem julgamento. Satisfeitos por verem a SA aniquilada, os chefes militares apoiaram as ações de Hitler. Quando o presidente Paul von Hindenburg morreu eles consentiram na fusão do cargo de primeiro ministro ou chanceler com o da presidência da república o que colocava todos os poderes nas mãos de Hitler, inclusive o comando das forças armadas. Os militares, oficiais e soldados, passaram a fazer juramento pessoalmente a Hitler. No plebiscito Hitler teve 90 por cento de apoio. Por desinteresse em assuntos de rotina e por interessar-se mais pelos grandes lances de política que havia delineado no seu livro Mein Kampf, Hitler deixou a administração inteiramente aos cuidados de seus subalternos, que agiam arbitrariamente em todas as questões internas de sua esfera de mando. A reunião em um único país de todas as regiões onde viviam alemães era sua principal diretriz de conquista.

Antes que suas planejadas campanhas se tornassem possíveis, era necessário remover as restrições que o Tratado de Versalhes impunha à Alemanha. Hitler usou toda a arte da propaganda para que a Europa o visse como o campeão contra o odiado comunismo soviético e insistiu que ele era um homem de paz que apenas desejava remover as injustiças do Tratado de Versalhes. Retirou a Alemanha da Liga das Nações no mesmo ano de sua confirmação como Führer, ao final de 1933, despertando um novo ânimo nos alemães, que impulsionaria o desenvolvimento do país nos cinco anos seguintes.

A aliança com a Itália, já prevista no Mein Kampf, rapidamente tornou-se realidade como resultado do ressentimento dos italianos contra a Inglaterra e a França pela oposição feita à ocupação italiana da Etiópia. Em outubro de 1936 estava formado o "eixo" Roma-Berlim e pouco depois o pacto contra a Rússia assinado com o Japão, e um ano mais tarde esses dois pactos referendados em um pacto único, o Eixo Tóquio-Roma-Berlim.

Em novembro de 1937 Hitler delineou seus planos de conquista em um encontro secreto com seus líderes militares, a começar pela Áustria e a Checoslováquia.

Três anos antes, em meados de 1934, ele havia estimulado uma revolta entre os nazistas da Áustria, que reivindicavam a anexação à Alemanha. Com o apoio da embaixada alemã, organizaram um golpe e assassinaram o chanceler Engelbert Dollfuss. Porém Mussolini, o ditador italiano, havia mobilizado tropas para intervir contra o golpe, que fracassou. Hitler voltou à carga no início de 1938, assegurando-se primeiro do apoio da Itália. Quando o chanceler Kurt von Schuschnigg decidiu efetuar um plebiscito sobre a reclamada anexação, Hitler imediatamente ordenou a invasão da Áustria pelas tropas alemãs. Entrou gloriosamente em Viena, e proclamou então uma gratidão imorredoura a Mussolini por este não haver, desta vez, interferido.

Seguiu-se a anexação da Checoslováquia, onde o nazismo também tinha seus adeptos e agitadores entre a minoria alemã. A questão pareceu solucionada com a interferência da França e Inglaterra, e do amigo Mussolini, que propuseram a integração à Alemanha da parte do país cujos habitantes eram de origem alemã.

Com esta solução, Hitler adiou apenas temporariamente seu plano de anexação, apenas até a desordem popular estimulada pelos nazistas lhe fornecer motivo para invadir o país proclamando sua anexação em março de 1939. Imediatamente após, suas ameaças fizeram que o governo Lituano cedessem parte de seu território na fronteira com a Prússia Oriental, um enclave alemão no norte da Polônia.

A resistência. Concluídas as anexações, Hitler procedeu às conquistas necessárias a criar o "espaço vital" que desejava para a Alemanha. Seu primeiro objetivo era a Polônia. Assegurou-se do apoio italiano, que inclusive lhe forneceria tropas, com um novo acordo em maio de 1939, e celebrou em agosto outro pacto de conveniência, com a Rússia, para que esta não interferisse no seu projeto. A invasão da Polônia foi efetuada antes do inverno daquele ano.

Isto precipitou uma reação que Hitler não desejava para tão cedo: a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha. Obrigado a voltar sua atenção imediatamente para o oeste europeu, tentou negociar a paz com os novos inimigos, sem resultado. Iniciou então sua ofensiva contra a França e a Inglaterra indiretamente, invadindo primeiro a Dinamarca e a Noruega, em abril de 1940, países antes não envolvidos e apanhados de surpresa pelas forças alemãs. Pelo norte apanhou de surpresa também a França, cujas linhas de defesa fortificadas no leste ficaram sem efeito. Entusiasmado, Mussoline também entrou na guerra em apoio aos alemães.

A resistência a Hitler na França foi comandada por De Gaulle, de Londres. Inicialmente, para resistir ao ataque alemão iniciado em maio de 1940, o presidente da França, Paul Reynaud, apelou para um herói francês da primeira guerra mundial, o marechal Petain, que foi nomeado primeiro ministro. O marechal concluiu porém que o exército francês não tinha chances contra a moderna máquina de guerra alemã, e pediu o armistício.

Hitler assinou um armistício com a França vingando as arrogantes exigências dos franceses colocadas no tratado de Versalhes, na capitulação da Alemanha em 1918.

Como preço pelo armistício, Hitler exigiu o pagamento em matérias primas e alimentos para o esforço de guerra alemão. O Armistício incluía uma cláusula de trabalhos forçados dos jovens franceses nas fábricas alemãs, o que levou a juventude francesa a refugiar-se nos campos. Alguns deles se arriscaram e vários perderam a vida como heróis da resistência ao invasor, principalmente em atos de sabotagem contra o transporte de trabalhadores franceses e produtos para a Alemanha. O General Charles De Gaulle fugiu para a Inglaterra, de onde exortou os compatriotas a resistirem aos nazistas. De Gaulle voltaria, após a guerra, para governar a França.

Petain instalou seu governo em Vichy, na parte sul que restou à autonomia francesa, abaixo de uma linha imaginária entre a fronteira com a Suíça, na altura de Genebra, a um ponto a 19 km a leste de Tours e dali para sudoeste até a fronteira com a Espanha, seguindo por 48 quilômetros até o a costa mediterrânea..

Auge do conflito. No verão de 1940 Hitler iniciou uma preparação a longo prazo para a invasão da Rússia. mas alguns contratempos para esse projeto surgiram.

Primeiro, Mussolini, sem saber das intenções de Hitler, adiantou-se na captura da Grécia. Como resultado desta e de outras aventuras, precisou do socorro dos alemães tanto nos Balcãs, como também no Norte da África. Outro imprevisto foi o golpe de Estado na Iugoslávia em março de 1941, depondo um governo que havia feito um tratado com os alemães. Considerando isto um insulto à Alemanha e a ele próprio, Hitler ordenou imediatamente a invasão da Iugoslávia. Tudo isto representou um desfalque no seu ataque contra a Rússia, que lançou em junho do mesmo ano. Apesar de tudo, estava tão confiado no sucesso que não providenciou roupas de inverno para as tropas, prometendo aos soldados que estariam de volta ao lar antes do inverno. A campanha porém, não teve o mesmo êxito de todas as invasões anteriores, prolongando-se até o inverno para o qual as forças alemãs não estavam nem um pouco preparadas. No auge do frio, em dezembro do mesmo ano, os russos, apesar de inferiores em armamento e técnica de combate, começaram a contra atacar com êxito. Ao mesmo tempo, ocorreu o até hoje incompreensível ataque Japonês a Pearl Harbor. Sem querer por em risco o tratado que tinha com o Japão e que era uma esperança de conduzir os russos a lutar no leste e no oeste, Hitler declarou prontamente guerra aos Estados Unidos, ao lado do Japão. Acreditando piamente na superioridade racial germânica, Hitler não levou em conta a força que uma mobilização total dos Estados Unidos poderia significar, mesmo pressionado em duas frentes pelo Eixo, pela ameaça que vinha tanto pelo Atlântico, da Europa nazificada, quanto pelo Pacífico, do leste fanatizado. As batalhas se multiplicaram em várias frentes na Europa, no Atlântico, na África, na Ásia e no Pacífico.

Apesar de ocupado com uma conflagração mundial, Hitler estava confiado em que imporia uma nova ordem mundial e Himmler foi encarregado de preparar a nova Europa. Os campos de concentração foram ampliados e a eles acrescentados campos de extermínio como os de Auschwitz e Mauthausen, assim como criadas unidades móveis de extermínio. Os judeus da Alemanha e dos países ocupados foram aprisionados e executados, fuzilados ou mortos em câmaras de gás.

A conta geralmente apresentada é de 5 a 6 milhões de pessoas sacrificadas, no que Hitler chamou de solução final para o problema judeu. Milhares morreram também em experiências médicas alucinadas, e nas execuções indiscriminadas de reféns, de adversários políticos e de membros da resistência nos países ocupados. A propaganda utilizava o rádio e o cinema. A atriz sueca Kristina Süderbaum tornou-se uma estrela dos filmes de propaganda do partido; sua figura nórdica loura encarnou a ideologia racial Nazista. Casada com Veit Harlan, um dos principais diretores de filme da era nazista, Süderbaum estrelou em vários de seus trabalhos, incluindo o profundamente anti-semítico Jud Süss, de 1940.

Declínio do poder. Ao final de 1942 as derrotas na África - em el-Alemein - e na Rússia - em Stalingrado - e mais o bombardeio dos aliados, Inglaterra e Estados Unidos, sobre o território da própria Alemanha, indicavam uma reviravolta na guerra desfavorável aos nazistas. Hitler porém recusava-se a visitar as cidades bombardeadas e a ler ou acreditar nos relatórios de seus generais. Quando Mussolini foi preso, tentou uma operação para resgatá-lo, e enviou tropas para ocupar as posições das tropas italianas que haviam se rendido. Continuou a resistir ao avanço russo às custas de grandes perdas para o exército alemão, tanto em número de mortos quanto em unidades aprisionadas. A batalha naval também perdeu fôlego, na medida que o inimigo aprendeu a combater com êxito e destruir os submarinos alemães.

Apesar de escapar a vários atentados contra a sua vida, o mais perigoso dos quais por explosão de uma bomba colocada sob a sua mesa de reunião com seus generais no quartel de comando na Prússia Oriental (parte da atual Polônia), Hitler não esmoreceu. Em lugar de tentar uma paz que permitiria salvar ainda boa parte da Alemanha, retirou-se para uma fortaleza subterrânea em Berlim, cidade que pretendia defender com os últimos recursos de seu exército, ao qual negou permissão para que se rendesse.

Quando as tropas soviéticas entraram na Capital a luta nas ruas e os bombardeios aéreos reduziram a cidade a ruínas.

Só então Hitler entendeu que era o fim e tomou duas providências: casar-se oficialmente com Eva Braum e ditar o seu testamento aos seus auxiliares.

Em seu testamento político conclamou o povo a continuar a luta contra os judeus e apontou Karl Dönitz como chefe do estado e Josef Goebbels como primeiro ministro.

Recolheu-se com a mulher aos seus aposentos e esta tomou veneno, e ele ou tomou veneno ou atirou em si mesmo. Seus corpos foram em seguida incinerados.

Na França, após a libertação de Paris pelas tropas aliadas, De Gaule declarou nulo o governo de Vichy. O marechal Petain, que fora levado pelos alemães para um abrigo na Alemanha, retornou à França voluntariamente para ser julgado; faleceu na prisão em 1951, aos 95 anos de idade. Na Itália, libertada pelas tropas americanas junto às quais um contingente brasileiro teve presença marcante, Mussoline foi executado. O Japão assinou a rendição após os ataques atômicos realizados pelos americanos contra Hiroshima e Nagasaki, em 1945

NAZISMO

Comunismo, Nazismo, Fascismo, Integralismo e Positivismo são ideologias semelhantes quanto a pedirem um Estado forte, terem uma receita racional ou científica para o desenvolvimento, dependerem ou esperarem por uma guerra ou revolução para domínio mundial, e terem origem em minorias fanáticas extremamente ativas. Essas ideologias (pessoalmente e para meu uso, eu defino "ideologia" como uma tese sociopolítica em adequação a um conceito peculiar de natureza humana), na ordem em que estão citadas, decrescem em sua virulência, embora, sob objetos diferentes, a agressividade do comunismo e do nazismo se eqüivalham.

Um movimento forte pede outro igualmente forte ou que lhe seja superior, para que seja contido; resulta que ditaduras podem nascer como antíteses umas às outras. O nazismo surgiu em oposição ao comunismo e a ditadura de Vargas, no Brasil, e também o governo militar na década de sessenta e setenta surgiram em oposição aos progressivamente fortalecidos integralismo e comunismo.

O comunismo difere das outras ideologias citadas porque pressupõe uma terra arrasada sobre a qual edificará um novo regime e um novo Estado, enquanto as que a ele se opõem, ao contrário e obviamente, adotam valores como tradição, família, propriedade e, no caso do nazismo, a raça.

Quanto ao mais, todas têm em comum alguns aspectos principais como:

1. Um corpo oficial de doutrinas que abarca todos os aspectos da vida individual e social na pretensão de criar um estágio final e perfeito da humanidade; bem como na conquista do mundo tendo em vista uma sociedade nova.

2. Um partido político conduzido por um líder autoritário, que supostamente reúne a elite social e os intelectuais (jornalistas, escritores, cineastas, compositores musicais), os quais sistematizam em planos a ação política e se encarregam da formulação e divulgação do apelo passional ideológico.

3. Um sistema repressivo secreto baseado no terror, montado para identificar e eliminar indivíduos e movimentos dissidentes.

4. Envolvimento político das forças armadas mediante infiltração de agentes, doutrinação do partido, concessão de privilégios e centralização absoluta do comando. Monopólio quase total de todos os instrumentos de luta armada.

5. Controle de todas as formas de expressão e comunicação, desde as artísticas e públicas até os simples contatos particulares interpessoais.

6. Controle centralizado do trabalho e da produção pela politização das entidades corporativas; planejamento rigidamente centralizado da economia através de planos de produção e destinação de bens.

Origem e características do nazismo

A ameaça de internacionalização do comunismo após a revolução russa de 1917 foi responsável pelo surgimento de governos fortes, ditatoriais ou não, em praticamente todos os países mais adiantados. Enquanto em alguns ocorreu apenas um endurecimento quanto a grupos ativistas socialistas, em outros instalaram-se ditaduras cujas ideologias ou se opunham frontalmente às propostas comunistas, ou buscavam neutralizá-las com medidas de segurança nacional no bojo de um projeto político com forte apelo às massas (o fascismo de Mussolini, o justicialismo de Peron, o sindicalismo de Vargas). O nazismo foi uma proposta de oposição frontal.

O Nacional Socialismo, em alemão Nationalsozialismus, ou Nazismus, foi um movimento totalitário triunfante na Alemanha, em muitos aspectos parecido com o Fascismo italiano, porém mais extremado tanto como ideologia quanto na ação política.

Filosoficamente foi um movimento dentro da tradição de romantismo político, hostil ao racionalismo e aos princípios humanistas que fundamentam a democracia.

Com ênfase no instinto e no passado histórico, afirmava a desigualdade dos homens e das raças, os direitos de indivíduos excepcionais acima das normas e das leis universais, o direito dos fortes governarem os fracos, invocando as leis da natureza e da ciência que pareciam operar independentemente de todos os conceitos do bem e do mal. Demandava a obediência cega e incondicional dos subordinados aos seus líderes. Apesar de ter sido um movimento profundamente revolucionário, buscou conciliar a ideologia nacionalista conservadora com sua doutrina social radical.

O partido nasceu na Alemanha em 1919 e foi liderado por Adolf Hitler a partir de 1920. Seu principal objetivo era unir o povo de ascendência alemã à sua pátria histórica, mediante sublevações sob a fachada falsa de "autodeterminação". Uma vez reunida, a raça alemã superior, ou Herrenvolk, governaria os povos subjugados, com eficiência e a dureza requerida conforme seu grau de civilização.

Figuras intelectuais como o conde de Gobineau, o compositor Richard Wagner, e o escritor Houston Stewart Chamberlain influenciaram profundamente a formulação das bases do Nacional Socialismo com seus postulados de superioridade racial e cultural dos povos "Nórdicos" (Germânicos) sobre todas as outras raças Européias.

Os judeus deviam ser discriminados não por sua religião mas pela "raça". O Nacional Socialismo declarou os judeus, não importava sua educação ou desenvolvimento social, fundamentalmente diferentes e para sempre inimigos do povo alemão.

Propaganda

As dificuldades econômicas da Alemanha e o a ameaça do comunismo que a classe média e os industriais temiam, foi o que os líderes do partido tiveram em mente na fase de sua implantação e de sua luta por um lugar no cenário político alemão. Para explorar esses fatores Adolf Hitler, o primeiro lider expressivo do nazismo (em 1926 ele suplantou Gregor Strasser, que havia criado um movimento nazista rival no norte da Alemanha) juntou a fé na missão da raça alemã aos mandamentos de um catecismo revolucionário em seu livro Mein Kampf (1925-27), o evangelho da nova ideologia. No livro Hitler enfatiza quais deveriam ser os objetivos práticos do partido e delineia as diretrizes para sua propaganda. Ele salienta a importância da propaganda adequar-se ao nível intelectual dos indivíduos menos inteligentes da massa que pretende atingir, e que ela é deve ser avaliada não pelo seu grau de verdade mas pelo sucesso em convencer. Os veículos da propaganda seriam os mais diversos, incluindo todos os meios de informação, eventos culturais, grupos uniformizados, insígnia do partido, tudo que pudesse criar uma áurea de poder. Hitler escolheu a cruz suástica como emblema do nazismo, acreditam alguns de seus biógrafos que devido ao fato de ter visto esse símbolo talhado nos quatro cantos da abadia dos beneditinos em Lambach-am-Traum, na Áustria superior, onde ele havia estudado quando criança.

Repressão

Simultaneamente com a propaganda, o partido desenvolveu instrumentos de repressão e controle dos oponentes. Na fase vitoriosa do partido, esses instrumentos foram o comando centralizado de todas as forças policiais e militares, a polícia secreta e os campos de concentração. Todos os oponentes ao regime eram declarados inimigos do povo e do Estado. Membros da família e amigos deviam ajudar na espionagem para não serem punidos como cúmplices, o que espalhou um temor geral e coibia qualquer crítica ao regime ou aos membros do governo. Por intimidação, a Justiça tornou-se completamente subordinada aos interesses do partido sob a alegação de que aqueles eram interesses do povo.

Brutalidade

Um espírito de disciplina militar traduzido em um automatismo de obediência assinalado pelo característico bater dos calcanhares impedia, entre militares e civis, a reação às ordens mais absurdas recebidas de qualquer superior hierárquico, o que permitiu à repressão atingir um grau de brutalidade metódica e eficiente nunca vistos. Foi decretada a eliminação não apenas dos judeus, mas de todos que não se conformavam aos padrões de cidadania estabelecidos na doutrina, quer por inconformismo político, quer por defeito eugênico ou falhas morais. Gabriel Marcel, em "Os homens contra o homem", ressalta a elaborada técnica utilizada para voltar contra si mesmos os judeus, levando-os a aviltar-se e a se odiarem, instigando entre eles disputas por alimento, em que perdiam sua dignidade.

Trajetória do nazismo

O partido nazista chegou ao poder na Alemanha em 1933 e constituiu um governo totalitário chefiado pelo seu único líder Adolf Hitler. Nos anos entre 1938 e 1945 o partido expandiu-se com a implantação do regime fora da Alemanha, inicialmente nos enclaves de população alemã nos países vizinhos, depois nos países não germânicos conquistados. Como movimento de massa o Nacional Socialismo terminou em abril de 1945, quando Hitler cometeu suicídio para evitar cair nas mãos dos soldados soviéticos que ocuparam Berlim.

Fonte: www.cobra.pages.nom.br

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