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Adonias Filho

Nasceu na Fazenda São João, município de Ilhéus, estado da Bahia, a 27 de novembro de 1915. Filho de Adonias Aguiar e Rachel Bastos de Aguiar.

Fez o curso secundário no Ginásio Ipiranga, em Salvador, concluindo-o em 1934. Em 1935, começou a exercer o jornalismo, e no ano seguinte veio a fixar residência no Rio de Janeiro, retomando assim a carreira jornalística em 1937. Colaborou com regularidade nos jornais e revistas do Rio e de São Paulo – Correio da Manhã, Cadernos da Hora Presente, Revista Pan – e ao mesmo tempo traduziu O pântano do diabo, de George Sand, A família Bronte, de Robert Traz, e romances de Jacob Wassermann: Golovin, Gaspar Hauser e o Processo Maurizius, em colaboração com Octávio de Faria, seu amigo fraternal.

Crítico literário de A Manhã (Rio) de 1944 a 1945, Jornal do Comércio (Rio), O Estado de S. Paulo e Folha da Manhã (São Paulo).

Em 1946, dirigiu a Editora A Noite, cargo em que permaneceu até 1950. Em 1954 foi nomeado diretor do Serviço Nacional do Teatro, saindo dois meses depois para dirigir o Serviço Nacional do Livro; logo retornou ao cargo de diretor do Serviço Nacional do Teatro, do qual pediu demissão em 1956. Passou então a se dedicar inteiramente à literatura, atuando também no campo jornalístico.

Adonias Filho
Adonias Filho

Crítico literário do Diário de Notícias (Rio), exerceu igual atividade no Jornal de Letras (1955 a 1960), e em certo período na revista O Cruzeiro. . Em 1961 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional, onde permaneceu até 1971. Em 1964 foi designado para responder pelo expediente da direção da Agência Nacional, do Ministério da Justiça, conciliando os dois ao mesmo tempo. Elegeu-se em 14 de janeiro de 1965 para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira no 21. Foi eleito 2º Secretário da Academia em 1967, 1º Secretário em 1968, e Secretário Geral em 1973. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa, em 1966.

A convite do governo português, participou do II Congresso das Comunidades de Cultura Portuguesa, que se realizou em 1967, em Moçambique (África). No ano seguinte, a convite do governo americano, visitou os Estados Unidos.

Em 1968, com o livro Léguas da Promissão , conquistou os prêmios literários: Golfinho de Ouro de Literatura (Rio), Fundação Educacional do Paraná (Fundepar), Pen-Clube do Brasil e do Instituto Nacional do Livro (1968-1969). Em 1968 recebeu o Prêmio Paula Brito de crítica literária (Rio). Participou em 1970, a convite do governo da Alemanha Ocidental, do seminário de Literatura Latino-Americana, em Darmstadt (Alemanha). De 1972 a 1974, assumiu a presidência da Associação Brasileira de Imprensa. Em 1973, obteve o Prêmio Brasília de Literatura, conferido pela Fundação Cultural do Distrito Federal (Brasília).

Foi contemplado novamente com o Prêmio Nacional de Literatura do Instituto Nacional do Livro, na categoria de obra publicada (1974-1975), com o romance As velhas.

Foi eleito membro do Conselho Federal de Cultura (1967) e presidente da Câmara de Letras. Em 1977, exerceu o cargo de Presidente do Conselho Federal de Cultura, até a sua aposentadoria, pois já havia decidido que retornaria à Bahia, terra onde nasceu e onde estavam suas raízes.

Voltando à Bahia, passou a dedicar-se exclusivamente à literatura e à sua fazenda de cacau. Faleceu no dia 2 de agosto de 1990.

Fonte: www.ftd.com.br

Adonias Filho

Adonias Aguiar Filho (Itajuípe, 27 de novembro de 1915 — 2 de agosto de 1990) foi um integralista, jornalista, crítico literário, ensaísta e romancista brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras.

Vida

Era filho de Adonias Aguiar e de Raquel Bastos de Aguiar.

Adonias Filho
Adonias Filho

Em 1936, dois anos após ter concluído seu curso secundário em Salvador, mudou-se para o Rio de Janeiro, na época capital do Brasil, onde retomou a carreira jornalística, iniciada em Salvador. Colaborou com o jornal Correio da Manhã e atuou como crítico literário nos Cadernos da "Hora Presente", de São Paulo em 1937, no "A Manhã", nos anos de 1944 e 1945 além do "Jornal de Letras" (1955 a 1960) e do "Diário de Notícias" (1958 a 1960). Em São Paulo, colaborou também com o O Estado de S. Paulo e "Folha da Manhã".

Adonias Filho (a direita) com os colegas Gabriel Garcia Marquez (ao centro), e Jorge Amado (a esquerda).
Adonias Filho (a direita) com os colegas Gabriel Garcia Marquez (ao centro), e Jorge Amado (a esquerda).

Entre os anos de 1946 e 1950, dirigiu a Editora "A Noite". Foi diretor do Serviço Nacional de Teatro, em 1954 e diretor da Biblioteca Nacional nos anos de 1961 a 1971. Ainda como diretor, trabalhou na Agência Nacional do Ministério da Justiça.

No ano de 1966 foi eleito vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa e no ano seguinte, membro do Conselho Federal de Cultura sendo reconduzido em 1969, 1971 e 1973. Foi presidente da Associação Brasileira de Imprensa em 1972 e presidente do Conselho Federal de Cultura de 1977 até 1990, ano de sua morte.

Adonias Filho (a esquerda) com os amigos Rachel de Queiroz (ao centro), e Gilberto Freyre (a direita).
Adonias Filho (a esquerda) com os amigos Rachel de Queiroz (ao centro), e Gilberto Freyre (a direita).

Adonias Filho, como escritor, buscou inspiração para as suas obras de ficção na zona cacaueira próxima a Ilhéus, interior da Bahia, local onde nasceu e passou sua infância. Esse ambiente é notado logo no seu romance de estréia, "Os servos da morte", publicado em 1946. No romance, aquela realidade serviu-lhe apenas para recriar um mundo carregado de simbolismo, nos episódios e nos personagens, encarnando um sentido trágico da vida e do mundo. Foi ligado ao grupo Festa.

Adonias Filho próximo a costa de Luanda, na África
Adonias Filho próximo a costa de Luanda, na África

A utilização de recursos altamente originais e requintados, adaptados à violência interior de seus personagens, faz de Adonias Filho um integrante do grupo de escritores que, a partir de 1945, a terceira fase do Modernismo, se inclinaram para um retorno a certas disciplinas formais, preocupados em realizar a sua obra, por um lado, mediante uma redução à pesquisa formal e de linguagem e, por outro, em ampliar sua significação do regional para o universal. Seus romances e novelas serão sempre destaque na literatura de ficção brasileira contemporânea.

Adonias Filho (a esq.) toma posse na Academia Brasileira de Letras, 1965
Adonias Filho (a esq.) toma posse na Academia Brasileira de Letras, 1965

Suas obras foram traduzidas para o inglês, o alemão, o espanhol, o francês e o eslovaco.

Faleceu sua fazenda Aliança, em Inema (sul da Bahia), logo depois de perder sua amada esposa.

Recebendo o título de
Recebendo o título de "Doutor Honoris Causa" pela UFBA, 1983

Academia Brasileira de Letras

Adonias Filho foi consagrado com o título de imortal pela Academia Brasileira de Letras em 14 de janeiro de 1965. Recebeu em 23 de maio de 1969 a posse da cadeira número 21 da Academia Brasileira de Letras pelas mãos do acadêmico Jorge Amado.

Ele é o quinto ocupante da cadeira 21, que tem por patrono Joaquim Serra.

Fonte: pt.wikipedia.org

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