Eu vivo
nos bairros escuros do mundo
sem luz nem vida.
Vou pelas ruas
às apalpadelas
encostado aos meus informes sonhos
tropeçando na escravidão
ao meu desejo de ser.
São bairros de escravos
mundos de miséria
bairros escuros.
Onde as vontades se diluíram
e os homens se confundiram
com as coisas.
Ando aos trambolhões
pelas ruas sem luz
desconhecidas
pejadas de mística e terror
de braço dado com fantasmas.
Também a noite é escura.
yo vivo
en los barrios oscuros del mundo
sin luz ni vida.
voy por las calles
a tientas
apoyado en mis informes sueños
tropezando con la esclavitud
a mi deseo de ser.
barrios oscuros
mundos de miseria
donde las voluntades se diluyeron
con las cosas.
ando a los tropezones
por las calles sin luz
desconocidas
impregnadas de mística y terror
del brazo con fantasmas.
también la noche es oscura.
Fonte: www.revista.agulha.nom.br