Altair 8800 Em 1958 Jack Kilby (Texas Instruments) descobre como reunir todos os componentes de um circuito eletrônico numa única pastilha de silício. Nasce o circuito Integrado: um "chip" de cinco peças fundidas numa única barra de 1,5 cm2.
Com poucos meses de diferença, Robert Noyce (Fairchild Semiconductors) tem a mesma idéia, e na década de 60 ambos repartem as honras da invenção. O local onde funciona a Fairchild -Silicon Valley-, uma região agrícola ao sul da Baia de São Francisco na Califórnia, é invadido por gigantes da microeletrônica. De lá sairão os primeiros computadores de pequeno porte, como o PDP 1, da Digital Equipment Corp., em Palo Alto.
A partir de 1962 os ingleses tentam recuperar a liderança no setor, perdida desde a década de 50 para os norte-americanos. Com a tecnologia do transistor, o ATLAS, da Universidade de Manchester, utiliza um formato de palavra de 48 bits com endereço único, memória principal de 16 Kb e ROM de 8Kb.
Discos magnéticos são utilizados pela primeira vez, e o ATLAS mantém por anos a reputação de o mais avançado da época.
A corrida tecnológica dos laboratórios atinge as fábricas: a partir de 1963 inicia-se a produção comercial dos Circuitos Integrados, e já em 1964 a IBM apresenta o System/360, primeira família neles baseada. Em 1965 a DEC apresenta um minicomputador, o PDP-8, abrindo caminho para as mini-plataformas.
Em 1969 a IBM "abre" a arquitetura de seus hardware e software, permitindo uma revolução de software e mais tarde de hardware.
A década de 70 traz a tecnologia LSI - "Large Scale Integration", que concentra milhares de transistores em uma única pastilha de silício.
Rapidamente passam a ser dezenas, e logo centenas de milhares (tecnologia VLSI - "Very Large Scale lntegration"), o que se refletirá, inclusive, na arquitetura das máquinas.
Produzidos em escala industrial, com qualidade e baixo custo, são incorporados a outros equipamentos, ampliando os benefícios do controle computadorizado: máquinas de lavar, fomos de microondas, televisores, som, vídeo e automóveis, numa revolução micro-eletrônica.
A partir desse momento, a CPU (Unidade Central de Processamento) -parte mais importante de um computador- passa a estar contida num único "chip", o microprocessador. O primeiro é o INTEL 4004, lançado comercialmente em 1971.
A Intel (Integrated Electronics) Corporation, fundada em 1968 por Gordon Moore e Robert Noyce, com o projeto de um tipo de "chip" de memória regravável, 100 vezes mais caro do que a utilizada à época, no primeiro ano de vida, dá um lucro de apenas US$ 2,672.
O INTEL 4004 com capacidade para 4 bits, manipulados em blocos de 4 dígitos binários, só pode usar pequenas quantidades de memória, o suficiente para pequenos programas de controle, e destina-se a calculadoras, caixas registradores e similares.
Em 1972, é apresentado o microprocessador INTEL 8008, de 8 bits, com maior capacidade, e alguns hobbistas de eletrônica começam a pensarem construir os próprios computadores baseando-se no novo "chip". Uma versão melhorada é apresentada em 1974, o INTEL 8080, que mudará o mundo...
Com blocos de dados de 8 bits, manipula até 64 Kb de memória para programas maiores. A esta altura, outros fabricantes começam a concorrer com a INTEL: o "chip" 6800 da MOTOROLA era semelhante ao 8080 em termos de hardware, mas utiliza instruções diferentes para operar, iniciando-se os problemas de compatibilidade de software entre máquinas.
Em 1974 a IBM lança a tecnologia RISO - "Reduced Instruction Set Computer", como alternativa à CISO - "Compact instrution Set Computer" até então vigente. A tecnologia RISO constitui-se de um conjunto de instruções reduzidas, o que toma o acesso à memória e às operações mais rápidos. Os "chips" RISO são utilizados em estações de trabalho ("workstations"), acelerando trabalhos gráficos e operações cientificas que exigem grandes cálculos.
A edição de julho de 1974 da revista norte-americana Radio Electronics, publica um artigo acerca de um computador caseiro baseado no microprocessador INTEL 8008.
Mais de dez mil leitores adquiriram os esquemas de construção detalhados, embora devido à complexidade do projeto e à dificuldade de obtenção dos componentes necessários, não se possa quantificar os que chegaram efetivamente a montá-los.
A edição de janeiro de 1975 da revista Popular Eletronics apresenta o ALTAIR 8800, um microcomputador também baseado no Intel 8008, assim batizada devido a um episódio da série televisiva "Star Trek".
Um kit completo para a montagem do ALTAIR é oferecido por US$ 397 (trinta a mais que o custo do microprocessador), mais despesas de correio, por uma empresa de Albuquerque, no Novo México, a MITS - "Micro Instrumentation Technology Systens". Seu dono, Edward Roberts, engenheiro aposentado da USAF, tenta com isso salvar a empresa, ameaçada de falência após o fracasso do lançamento de uma calculadora eletrônica.
Pega um empréstimo bancário de US$ 65,000, comprometendose a vender 500 kits em um ano, mas a resposta dos leitores é avassaladora, inundando a MITS com ligações telefônicas, e em apenas um mês essa quantidade é alcançada. No ano de 1975 a empresa vende um milhão de dólares, três milhões no ano seguinte, atingindo em 1977 o faturamento recorde de US$ 20 milhões.
O sucesso da MITS incentiva dezenas de outras companhias a produzir os próprios modelos.
A MicroSoft Corporation nasce quando dois estudantes de Harvard, William Henry Gates III (Bill Gates) e Paul Allen, constituem uma sociedade para desenvolver software.
O primeiro produto é um interpretador BASIC (desenvolvido num DEC PDP-10), vendido para a MITS, fabricante do Altair, e que passa a fazer parte do "kit" do micro.
Entretanto, o grande impulso para a popularização dos micros vem da fundação da APPLE, em 1976. Dois jovens engenheiros - Steven Jobs e Steve Wozniak - com 21 e 26 anos respectivamente, vendem todo o patrimôniopessoal (uma calculadora eletrônica e uma kombi), e com o capital assim obtido, e uma garagem emprestada por parentes, desenvolvem o APPLE I - o microcomputador mais simples até então construído, com memória, UCP, entrada e saída montados numa única placa de circuitos.
O microprocessador é o Mostec 6502 de 8 bits. Esse primeiro projeto (ironicamente rejeitado pela Hewlett Packard) vende, de imediato, 50 unidades. Animada, a dupla apresenta a placa no Homebrew Computer Club, um grupo de hobbistas em São Francisco/Califórnia, que recebe a idéia calorosamente, incentivando a dupla a fundar a APPLE Computer Company (mais tarde APPLE Inc.). Sinclair ZX80
No mesmo ano, na Inglaterra, Clive Sinclair lança o ZX 80, baseado no "chip" Zilog Z80, de 8 bits, o computador pessoal mais barato do mercado (menos de US$ 150), graças à racionalização do projeto, com a metade dos componentes utilizados nos concorrentes. Além do baixo preço, o sucesso da máquina deve-se ainda ao poderoso BASIC nela instalado.
O modelo vende 50.000 unidades em poucos meses, estimulando o lançamento do ZX81, ainda menor e mais avançado (apenas 4 chips). Este, vende mais de um milhão de unidades em apenas dois anos, devolvendo a Inglaterra ao páreo da corrida tecnológica. O Sinclair Spectrum (1982) será o responsável pela introdução da cor nos micros da família Z80.
No ano seguinte ao lançamento, a placa em que se constituía o APPLE I recebe um microprocessador Rockwell 6507 (também de 8 bits, da família do Mostec 6502), uma caixa com teclado e um monitor: está lançado o "desktop" APPLE II, o primeiro a ser aceite por usuários comerciais. Isso se deve, além do BASIC incluído, a um programa simples, uma planilha de cálculo chamada VisiCalc. É o primeiro micro a ter unidade de disco flexível, uma prática adaptação para 5 1/4" do disco flexível de 8".
Também em 1977, a canadense Commodore Business Machines lança o PET 2001 ("Personal Electronic Transactor"), baseado no mesmo Mostec 6502. Seguir-se-ão os lançamentos do VIC-2O (1981), com um milhão de unidades vendidas, do famoso C-64 de 8 bits, também baseado no 6502 e com capacidade para processar som, e do C-128, que jamais obteve a mesma repercussão.
O estrondoso sucesso de vendas do APPLE leva a Tandy Corporation a entrar no ramo, lançando através de sua rede de lojas - a Radio Shack - o TRS-80 Model I ("Tandy Radio Shack"), o Model II e finalmente o TRS-80 Model III, todos com base no "chip" Z80 de 8 bits.
Aproveitando essa tecnologia, entra ao mesmo tempo no universo dos videogames com o TandyVision.
Em 1978 a INTEL anuncia o chip 8088, de 16 bits como o 8086, mas com um projeto mais simples, e capacidade de processamento semelhante ao "mainframe" IBM 360/50.
O micro doméstico, neste momento já é uma realidade: o mercado está ávido pelo produto a um custo razoável, e as empresas esforçam-se para atender a demanda. De apenas CPUs com microprocessadores de 8 bits, memória de até 240 Kb, ligados a aparelhos domésticos de televisão, os dados armazenados em fitas K7, a sua capacidade aumenta e o emprego de disquetes de 5 1/ 4" difunde-se.
Paralelamente à indústria de hardware, desenvolve-se a de periféricos, e, rapidamente, a de software, para atender a demanda crescente de utilitários e de jogos. A partir de 1980 os microcomputadores tomam-se acessíveis ao grande público, a preços cada vez menores, e é significativo que em 1982 a revista norte-americana TIME eleja o micro como "Homem do Ano".
Com atraso em relação aos concorrentes, a IBM entra no mercado de computadores pessoais lançando em 12/ 08/81 o seu IBM-PC ("Personal Computer"), baseado num processador INTEL 8088, de 16 bits.
O sistema operacional que escolhe como padrão é o da MicroSoft, o DOS 1.0. A entrada da "Big Blue" nesse segmento consolida definitivamente a importância do microcomputador. Apoiada nos seus poderoso marketing, tradição, e na sua capacidade industrial e de vendas, o PC transformou-se na máquina profissional por excelência, abrindo as portas de um mercado milionário...
Por ironia, aparentemente, a própria IBM, acorrentada aos velhos tempos, em que o tamanho do computador era documento, não se deu conta de que o PC representava uma revolução. A concorrência sim, e rapidamente entra em campo para fabricar os chamados PC-compatíveis (a IBM abrira sua arquitetura desde 1969), que em poucos anos abocanham 84% de um mercado que pertencera quase que 100% à IBM. A INTEL introduz em 1982 o chip 80286, trás vezes mais veloz que o 8088, e que executa várias tarefas ao mesmo tempo, base dos computadores 286.
Para fazer frente ao sucesso do IBM-PC, a APPLE lança o MACINTOSH (1983), o primeiro computador pessoal com interface gráfica, outra revolução: um micro ainda mais fácil de ser utilizado por um leigo.

Além de possibilitar o uso de cor, gráficos e fórmulas, traz uma novidade para permitir a utilização do interface gráfico: um periférico chamado "mouse", que simplifica a utilização de ícones e menus suspensos na tela. Estas inovações haviam sido lançadas um pouco antes pela própria APPLE, num modelo voltado para aplicações profissionais, o LISA. A arquitetura é baseada nas exigências do software, com um microprocessador Motorola 68000 de 32 bits. Atari 130ST
É com base nesse mesmo Motorola, o mais avançado à época, que Jay Minner, ambicionando criar o videogames definitivo dos anos 80, projeta o LORRAINE. Funda a AMIGA, que não demora a atravessar dificuldades: segundo a "lenda", seus sócios preocupavam-se mais com videogames do que com a parte comercial.
A ATARI surgiu como opção para adquirir a companhia, pretendendo incorporar o projeto ao do seu ATARI ST, mas o acordo falha e é fechado com a Commodore.
O AMIGA 1000 é lançado em 1985, mas vítima de um marketing que o apresenta ao mesmo tempo como uma estação gráfica, "multitasking", profissional, pessoal e doméstico, não vende o esperado, sendo desmembrado em duas versões: o Amiga 500, destinado a aplicações domésticas, e o Amiga 2000, destinado a aplicações profissionais: nascia a família Commodore/Amiga, que hoje, junto com o Apple/Macintosh e o IBM/PC são as linhas pessoais mais populares do planeta.
Em 1987, visando reconquistar o público e liquidar a concorrência, a IBM lança uma segunda geração de computadores pessoais - a linha PS, destinada a substituir a linha PC. O PS/2, de 32 bits, uma nova família operando com o sistema operacional OS/2, é apresentado como uma grande evolução no mercado.
Na verdade, desenvolvido originalmente para ser o "Windows" dos computadores de grande porte, por exigências estratégicas foi estendido aos microcomputadores. A idéia principal reside no fato de que o PC, por se constituir num sistema aberto, pode ser copiado livremente. Mas quem deseje produzir clones do PS/2 deve pagar royalties à iniciadora da tecnologia, e a IBM esperava com isso, aplicar um cheque-mate aos concorrentes, pois líder de mercado, acreditou que os consumidores abraçariam imediatamente o novo produto, forçando a que os concorrentes, sem clientes, fossem obrigados a produzir cópias do PS/2, pagando-lhe royalties.
Os consumidores, entretanto, continuam a preferir os micros PC, ao mesmo tempo em que os preços continuam em queda livre, dando prejuízo à IBM, e reduzindo ainda mais sua participação no mercado.
Em maio/93 a Intel lança o microprocessador Pentium, sucessor do 80486
e com o dobro do seu desempenho, destinado a "mainframes".
Para os micros, é preparado o Intel Pentium Over Drive, de 32 bits, que pode ser instalado pelo próprio usuário na placa-mãe, num soquete azul destinado a esse fim.
O mercado, hoje em 1995, dispõe, rompidas as limitações iniciais do Pentium, de versões de 60, 66, 90 e 100 MHz, capacidade mais do que suficiente para rodar as aplicações comuns de um PC DOS.
E novamente o Apple/Macintosh sai na frente com o PowerMac, baseado no Power PC 601 RISC de 60 MHz, enquanto a mídia da IBM promete o seu Power PC, baseado no Power PC 615, que também poderá ser colocado nos "slots" overdrive preparados para receber os Pentium.
Enquanto isso, o lançamento do Commodore Amiga CD-32 revoluciona o mercado de aparelhos domésticos de lazer, prometendo substituir os CD, os V-K7; os Videogames e o próprio computador pessoal com disquetes, ao mesmo tempo em que a notícia de que a Commodore Amiga será vendida, despertam as declarações dos fabricantes de soft e de hardware de que continuarão produzindo enquanto houver demanda por parte dos usuários, demanda essa que permanecerá forte, por pelo menos mais cinco anos enquanto o preço das máquinas estiver caindo, num fenómeno semelhante ao que acontecera com o C-64, que mesmo completamente obsoleto em 1992, ainda era produzida e exportado para os países do Leste Europeu, e com o próprio IBM-PC, do qual ainda existem exemplares de XT e AT 286 rodando comercialmente, embora a preços cada vez menores.
Do terreno do "hardware", a disputa invade o mercado milionário do "software", onde sistemas operacionais, de redes, plataformas, programas de suporte, aplicativos, e jogos, disputam a atenção e a preferência do usuário.
O terreno de batalha é a mídia, num conflito onde as armas são as promoções, a compatibilidade de sistemas, o suporte ao usuário e expressões como SOHO, "user friendly" e "WYSIWYG" ("what you see is what you get") são os gritos de guerra.
Em tempos de sistema operacional OS/2 WARP (olha "Star Trek" de volta - deu certo para o Altair...), de "chips" Pentium com defeito de fábrica sendo substituídos pela Intel, e de máquinas Power, quem consegue prever o futuro?
O chip que compõe o microcomputador, sem dúvida revolucionou o mundo, técnica, e economicamente.
O próprio micro fez revoluções na Administração, na cultura e na sociedade. Se as máquinas de grande porte, os "mainframes" da década de 50/70 refletiram uma filosofia centralizadora de uma geração que se mobilizou para uma guerra mundial e viveu a "Guerra Fria" à espera do conflito que devastaria o planeta, o fruto dessa expectativa é a INTERNET, cuja filosofia é totalmente descentralizada.
Em sua acelerada evolução, os computadores pessoais ganharam tal poder de processamento que passaram a assumir tarefas antes exclusivas dos mainframes. A mudança, que representa uma tendência de mercado, ganhou o nome de "downsizing", e por esse processo, numerosas empresas que por décadas se apoiaram nos "mainframes" transferem a totalidade ou parcelas de seu processamento para microcomputadores ligados em rede, a custos significativamente menores, e muitas vezes com resultados melhores, uma vez que os micros são mais versáteis.
O fenômeno da descentralização, como Alvin Toffler já previra no final da década de 70 é mais profundo, é a chamada "Terceirização", que em alguns pontos já atingiu mesmo uma "Quarteirização", e no mundo da informática, com o auxílio da micro-informática, revela-se em termos de arquiteturas abertas, tanto para sistemas, quanto para programas.
Mas nem tudo são flores. Se o computador pessoal prometia reduzir drasticamente o consumo de papel nos escritórios, guardando arquivos eletronicamente, ao permitir a impressão de todos os tipos de rascunho com destino final o lixo, antes de se obter a forma definitiva do documento, fez o contrário. Junte-se a esse desperdício involuntário de papel, as centenas de manuais necessários para dominar o assunto (com cada vez maior número de páginas e menor tempo de vida útil), às dezenas de subprodutos tóxicos e não degradáveis envolvidos no processamento de informações (plásticos, cartuchos, fitas, cilindros, tintas, pilhas e baterias), sem falar dos CFCs envolvidos na limpeza industrial de placas e componentes, e temos uma indústria altamente poluente.
O primeiro passo para solucionar o problema ambiental é a campanha dos produtos com o selo "Energy Star", lançada nos E.U.A. pela E.P.A. - Environment Protection Agency em meados de 1993, visando motivar os grandes fabricantes - IBM, Apple, Epson, Hewlett-Packard, Compac - a seguir normas de conservação de energia.
Existem outros pontos a questionar: o impressionante volume de recursos desperdiçados na compra de equipamentos desnecessários e/ou mal dimensionados às reais necessidades dos usuários; o fenômeno do "home-work", que para algumas mentes ingênuas tratase de uma evolução que permite maior conforto ao trabalhador, sem questionar que o principal afetado é o lazer do trabalhador, que de 40h/semanais passa a trabalhar na prática até 52 horas por semana sem controle; o fenômeno do treinamento de usuários, dilui as fronteiras entre os mundos acadêmico e profissional.
O aumento na capacidade de processamento das máquinas torna reais coisas que até ontem pertenciam à Ficção Científica. Hoje (1995) a multimídia é uma realidade quer com os Macintosh, os Amiga ou os PC.
O grande desafio é a compatibilidade, mas da mesma forma que o CDs substituíram o vinil, e as fitas de VK7 os filme Super-8 e o próprio cinema em parte, desde já o microcomputadores domésticos estão substituindo o CDs, os vídeos, as enciclopédias, e quem sabe o que mais. Os avanços em direção à lógica "fuzzy" são visíveis tomando os programas "inteligentes": um processada de texto comum, atualmente reconhece e corrige os erro mais comuns de seu usuário. O processamento de só é uma conquista, e o de palavras/vozes de maneira prática não está distante.
Para quem não sabe onde chegar, qualquer ponto é destino, diz um ditado chinês. Aconteceram tantas coisa nos últimos dez anos que é difícil explicar para os hoje adolescentes, que nossos primeiros programas era gravados em fitas K 7. Será que alguém guardou um TK82C ou um CP 500?...
Fonte: www.cobit.xpg.com.br
Informática é o termo usado para se descrever o conjunto das ciências da informação, estando incluídas neste grupo: a ciência da computação, a teoria da informação, o processo de cálculo, a análise numérica e os métodos teóricos da representação dos conhecimentos e de modelagem dos problemas.
O termo informática, sendo dicionarizado com o mesmo significado amplo nos dois lados do Atlântico , assume em Portugal o sentido sinônimo de ciência da computação enquanto que no Brasil é habitualmente usado para referir especificamente o processo de tratamento da informação por meio de máquinas eletrônicas definidas como computadores.
O estudo da informação começou na matemática quando nomes como Alan Turing, Kurt Gödel e Alonzo Church, começaram a estudar que tipos de problemas poderiam ser resolvidos, ou computados, por elementos humanos que seguissem uma série de instruções simples de forma, independente do tempo requerido para isso.
A motivação por trás destas pesquisas era o avanço
durante a revolução industrial e da promessa que máquinas
poderiam futuramente conseguir resolver os mesmos problemas de forma mais
rápida e mais eficaz. Do mesmo jeito que as indústrias manuseiam
matéria-prima para transformá-la em um produto final, os algoritmos
foram desenhados para que um dia uma máquina pudesse tratar informações.
Assim nasceu a informática.
Índice
A palavra Informática é derivada de duas outras palavras associadas a ela, a primeira é informação e a segunda é automática. Essas palavras definem os principais objetivos que foram atingidos pelos computadores, a necessidade de se obter e fazer o tratamento da informação de forma automática, fez com que surgisse justamente esta palavra.
O meio mais comum da utilização de informática são os computadores, que tratam informações de maneira automática. Informática é a informação automática de Origem da palavra informática
Em 1957, o cientista da computação alemão Karl Steinbuch publicou um jornal chamado Informatik: Automatische Informationsverarbeitung ("Informática: processamento de informação").
A palavra portuguesa é derivada do francês informatique, vocábulo criado por Philippe Dreyfus, em 1962, a partir do radical do verbo francês informer, por analogia com mathématique, électronique, etc.
Em português, a palavra informática é formada pela junção das palavras informação + automática. Pode dizer-se que informática é a ciência que estuda o processamento automático da informação por meio do computador.
Há uma linha de pensamento que conduz o termo "informática" à junção dos conceitos "informação" e "matemática". A computação seria o meio tecnológico que possibilitou unir insumos informacionais com as ciências matemáticas.
Fonte: www.spqr.net.br