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Dia Mundial da Amamentação

Amamentação e Dietas Para Emagrecer

A influência das dietas maternas na amamentação e o peso de seus filhos ainda não foi adequadamente estudada. De acordo com este estudo, dietas moderadamente restritas em calorias somadas a atividade física não influenciam no peso do lactente.

O aumento do peso durante a gravidez pode contribuir para a obesidade. A amamentação promove a perda de peso, mas o emagrecimento é muito variável. Por outro lado, o risco de uma dieta restritiva de calorias durante a amamentação não foi avaliado adequadamente.

Para avaliar o efeito da dieta das mães no crescimento dos lactantes, na Carolina do Norte, foram estudadas 40 mulheres que tinham sobrepeso na quarta semana pós parto. Em outro grupo, as mulheres receberam nutrição restritiva de calorias e fizeram 45 minutos de exercícios diários, 4 vezes por semana.

Estas mulheres apresentaram um peso menor (cerca de 4,8 quilos) que as do grupo de referência. O ganho de peso e o crescimento das crianças cujas mães fizeram dieta e exercícios não foi significativamente diferente do grupo de referência.

Segundo este estudo, a perda de peso de aproximadamente 500 gramas por semana, entre a quarta e décima quarta semana pós parto, não afeta o crescimento das crianças.

Amamentar Só Traz Vantagens

"Amamentar traz inúmeras vantagens, tanto para a mãe, quanto para o bebê. Diversas pesquisas científicas, ao redor do planeta, vem comprovando que o aleitamento materno está relacionado à prevenção de uma série de doenças, como o câncer de mama para a mãe e à obesidade para o bebê."

Ninguém duvida, hoje em dia, que a amamentação traz incontáveis benefícios, tanto para a mãe quanto para o filho - e vai-se ainda mais longe: amamentar também beneficia toda a família e até mesmo o planeta. Como esta primeira semana de agosto é dedicada ao aleitamento materno, cabe nos aprofundarmos no tema aleitamento. Vejamos, portanto, as principais vantagens de amamentar, segundo a Dra. Felicity Savage King.

Aleitamento Materno Exclusivo:

De acordo com esta médica, é indiscutível que a amamentação é essencial para o bom desenvolvimento físico e psíquico do bebê. Com um ano de idade já é possível observar significantes vantagens psicomotoras e sociais nos bebês que são amamentados no peito.

Do ponto de vista nutricional, o leite materno contém todos os ingredientes de que a criança precisa nos primeiros seis meses de vida, sendo dispensável qualquer outro alimento. Um bebê de até seis meses não precisa sequer beber água, pois o leite materno já contém água suficiente para mantê-lo hidratado. Contém ainda proteína, vitaminas, ferro, sais, cálcio, fósforo e gordura nas medidas certas, assim como possui uma enzima especial, chamada lípase, que ajuda o bebê a digerir as gorduras.

O leite materno também contém endorfina, uma substância química que ajuda a suprimir a dor. Principalmente, o leite materno possui os anticorpos necessários para que a criança se defenda das muitas doenças que podem atacá-la em seus primeiros meses de vida. Os bebês que amamamentam no seio também estão menos sujeitos às infecções, porque o leite materno é estéril, isento de bactérias e contém fatores anti-infecciosos, tais como leucócitos, imunoglobinas, lactoferrina, fator bífido, entre outros. Estes ingredientes, na medida para o ser humano, só podem ser encontrados no leite materno - o leite de vaca, como dizem os especialistas, é bom para o bezerro.

Frente às mamadeiras, o aleitamento materno é ainda mais evidentemente vantajoso. De acordo com uma série de pesquisas, crianças amamentadas no seio correm menos risco de se tornar obesas, de contrair cáries, de desenvolver alergias, e de ter problemas de fala (o ato de sugar ajuda no desenvolvimento das mandíbulas).

Além de todas estas vantagens, crianças amamentadas desenvolvem um vínculo mais forte com suas mães, sentem-se menos rejeitadas, são mais seguras e... até mais inteligentes, pelo menos segundo comprova um estudo realizado na Nova Zelândia. Eles acompanharam 1.000 crianças durante 18 anos e aquelas que foram amamentadas com leite materno, no peito, provaram-se mais inteligentes e com mais sucesso na escola e na universidade.

Alguns estudos comprovam até que as crianças que foram alimentadas artificialmente estão mais predispostas a desenvolver certos linfomas (Davis MK, Savitz DA, Graubard BI. "Infant feeding and childhood cancer." Lancet. 1988;2:365-368 e Shu X-O, Clemens H, Zheng W, et al. "Infant breastfeeding and the risk of childhood lymphoma and leukaemia". Int J Epidemiol.1995;24:27-32) e também estão mais propensas a tornarem-se diabéticas do tipo I, ou seja uma diabete juvenil, insulina-dependente (Virtanen et al: "Diet, Cow's milk protein antibodies and the risk of IDDM in Finnish children." Childhood Diabetes in Finland Study Group. Diabetologia, Apr 1994, 37(4):381-7.

Dados preliminares da Universidade de North Carolina/Duke University indicam que crianças amamentadas tiveram menos risco de contrair artrite juvenil. Outras doenças, como a esclerose múltipla (Dick, G. "The Etiology of Multiple Sclerosis." Proc Roy Soc Med - 1989;69;611-5), e os problemas de visão (o leite materno é a única fonte de vitamina A nos primeiros dois anos de vida de um bebê) também foram comprovadamente menos incidentes entre os bebês que mamaram no peito.

Em especial, os bebês prematuros se beneficiam da amamentação, pois o leite materno produzido pelas mães que tiveram bebês prematuros é diferente do leite de mulheres que cumpriram toda a sua gestação. Durante todo o primeiro mês, ele é muito mais forte, similar ao colostro (o leite das primeiras mamadas, mais escuro e forte).

As mães também se beneficiam

Não só os bebês são cobertos de benefícios com o aleitamento materno. As mães também podem ver uma série de vantagens em amamentar: perda de peso mais rápido, menos chance de hemorragia no pós-parto, menor risco de contrair câncer de mama, menor probabilidade de ficar anêmica, menos probabilidade de contrair osteoporose na velhice, entre outras.

No que diz respeito ao câncer de mama, por exemplo, pesquisas demonstraram que as mulheres que não amamentaram ou o fizeram por menos de três meses tiveram 11% menos câncer de mama na pré-menopausa. Entre as que amamentam por mais de dois anos, a chance de contrair câncer de mama cai em 25%. Isso também vale para as mulheres que foram amamentadas quando crianças: estas correm um risco 25% mais baixo de desenvolver câncer de mama do que aquelas que foram amamentadas com mamadeira. Não amamentar também aumenta o risco de desenvolver câncer de ovário e câncer endometrial. (Rosenblatt KA, Thomas DB, "WHO Collaborative Study of Neoplasia and Steroid Contraceptives". Int J Epidemiol. 1993;22:192-197 e Schneider, A.P. "Risk Factor for Ovarian Cancer". New England Journal of Medicine, 1987.

Sobre a osteoporose, o risco das mulheres que amamentaram de a contraírem na velhice é quatro vezes menor. (Blaauw, R. et al. "Risk factors for development of osteoporosis in a South African population." SAMJ 1994; 84:328-32;).

Para completar, enquanto estão amamentando, as mulheres correm menos risco de engravidar. No entanto, é bom que fique claro que amamentar não é um método contraceptivo seguro e segue sendo importante contar com um médico que indique uma forma de contracepção suplementar.

Vantagens para a família

Amamentar também é vantajoso para a família inteira. Afinal, um bebê que mama no peito é mais econômico, adoece menos, chora menos e torna a vida de toda a família mais tranqüila.

Além disso, amamentar é considerado um ato ecológico: evita o uso de uma série de produtos embalados com alumínio, plástico e outros materiais que não são biodegradáveis, como latas de leite em pó, mamadeiras, bicos, entre outros.

Fundamentos de Alimentação ao Seio Materno- Versão Simplificada

Amamentar no peito é essencial. Os bebês alimentados ao peito têm menos infecções e alergias durante o primeiro ano de vida. O mesmo não ocorre em bebês que usam leite formulado. O leite materno não custa nada. Está pronto a qualquer momento. O leite materno é feito especialmente para os bebês.

Como começar?

É bom dar de mamar pouco tempo depois do nascimento. Se você puder, segure o bebê perto de você e deixe-o esfregar os seus seios com o nariz. Se seu bebê estiver ansioso para comer, amamente-o. Alguns lembretes:

Comece colocando-se numa posição cômoda. Tome água, leite ou suco se você tiver sede.
Use uma almofada como suporte.
Abrace o bebê bem perto do seu corpo.
Segure firme o bebê.

Amamente o bebê sempre que ele chorar ou parecer ter fome. Seu bebê provavelmente vai alimentar-se pelo menos a cada 2 horas a princípio. No começo é bom que a criança coma pelo menos 8 vezes ao dia.

Por quanto tempo devo alimentar meu bebê?

Amamente 10 minutos em um seio e pelo tempo que quiser no outro seio. Seu objetivo deve ser de amamentar seu bebê por 30 minutos de cada vez. Lembre-se de mudar de seio a cada vez. Uma vez que seu fornecimento de leite esteja bem estabelecido (aproximadamente 2 a 3 semanas após o parto), 10 minutos de alimentação ao seio será o ideal.

Como saber se o bebê está suficientemente alimentado?

Quanto mais você amamenta, mais leite produz. Mas como não se pode ver o leite, muitas mulheres se preocupam com a quantidade que o bebê recebe.

Você pode certificar-se do quanto seu bebê esteja recebendo se:

Seu bebê estiver aumentando de peso.
O recém-nascido tem 6 ou mais fraldas molhadas e 4 ou mais evacuações por dia.

Certifique-se de:

Tomar líquidos em abundância diariamente - pelo menos 8 copos de água, leite ou suco.
Comer alimentos saudáveis e variados, especialmente aqueles ricos em cálcio.
Descansar o suficiente.

Devo dar leite formulado ou água na mamadeira?

Não é necessário dar água nem leite formulado a seu bebê. Seu leite contém exatamente o que o bebê necessita. Seu bebê não precisa de água ou leite formulado. Dar isto principalmente nas primeiras 4 a 6 semanas, pode, de fato, diminuir sua produção de leite. É melhor oferecer somente o seio, pelo menos até a sua produção estar bem estabelecida.

O que fazer se os seios incharem ou ficarem doloridos?

É muito comum que, entre o segundo e quarto dia após o parto, os seios fiquem inchados. Pode levar algum tempo até seus seios e a alimentação de seu bebê se equilibrem. Seus seios também podem inchar se:

O bebê não estiver comendo muito.
O bebê não estiver alimentando-se por um período suficientemente longo.
O bebê estiver na posição correta ao alimentar-se.

A melhor coisa a fazer é amamentar sempre e muito! Seu bebê deve ficar na posição correta. Pode ser útil retirar um pouco de leite antes de começar a amamentar, colocar anos úmidos e quentes nos seios ou tomar um banho quente, pois isto promoverá que o bebê tenha maior facilidade para alimentar-se.

O bebê precisa de flúor ou vitaminas?

Após os 6 meses de idade, o bebê pode precisar de flúor se a água de sua cidade não for tratada. Informe-se no serviço de saúde sobre esse assunto.

Onde posso obter ajudar com relação a alimentação ao seio materno?

Se tiver perguntas e preocupações, procure um serviço de saúde. Talvez você precise da ajuda de uma consultora de lactância capacitada.

O Que Sabemos Sobre Aleitamento Materno?

- Alguns VERDADEIROS ou FALSOS sobre a melhor forma de alimentar o seu bebê

Aqui daremos algumas dicas sobre amamentação, destacando para você o que é verdade e o que é mito em relação a isso. Vale a pena perder um tempinho e tornar se "expert" na dieta do seu bebê.

Alguns VERDADEIROS ou FALSOS sobre a melhor forma de alimentar o seu bebê

1- Dar o peito ajuda a perder os quilinhos a mais que foram acumulados durante a gravidez.

Resposta 1: VERDADEIRO. A finalidade do acúmulo de gorduras durante a gravidez é justamente formar uma reserva para a produção de leite, quando a criança nascer. Por isto, quanto mais uma mulher amamenta seu filho, mais estas reservas se consumirão e não será necessário fazer nenhuma outra dieta para recuperar seu peso de antes da gestação.

2- Quanto mais freqüentemente você der o peito a seu bebê, mais rápido ele será esvaziado e em conseqüência disto produz menos leite.

Resposta 2: FALSO. A produção de leite aumenta na medida em que é estimulada, quer dizer que se uma mulher coloca seu filho ao peito, com mais freqüência, este sugará e estimulará a descida do leite. Quanto mais freqüentemente se produzir este estímulo, maior quantidade de leite será produzido pela mãe. A produção de leite demonstrou estar relacionada com a freqüência das mamadas. A quantidade de leite começa a diminuir quando as mamadas são pouco freqüentes ou restritas.

3- Faz mal beber muita água antes de amamentar, já que você pode produzir um leite mais "aguado" que não alimentará de forma suficiente o seu bebê.

Resposta 3: FALSO. O leite materno é composto principalmente por água, por isto é muito importante que a mãe se encontre muito bem hidratada. A composição nutricional do leite materno NÃO varia com a quantidade de água que a mãe toma. Porém, se a mãe não dispor de quantidade suficiente de água, a produção de leite irá diminuir.

4- Se uma criança não aumenta bem de peso, é possível que o leite da mãe seja de baixa qualidade.

Reposta 4: FALSO. Não existe nenhum leite materno de baixa qualidade. Os estudos científicos demonstram que mesmo as mulheres desnutridas são capazes de produzir leite de qualidade suficiente para suprir as necessidades de crescimento da criança (a não ser que a desnutrição seja muito grave). Na maioria dos casos, a falta de aumento de peso se deve ao consumo insuficiente de leite materno ou a outras causas. O consumo insuficiente pode ser devido a um mau posicionamento, falta de apoio familiar, baixa produção por falta de estímulos, baixa ingestão de líquidos ou má alimentação.

5- A alimentação com leite materno por mais de seis meses de idade tem um valor mais afetivo do que nutricional.

Resposta 5: FALSO. À medida que a criança vai crescendo e amadurecendo, a composição do leite materno muda. Após os seis meses de idade, as necessidades específicas do bebê tornam necessário incorporar alimentos complementares adequados. Porém, o leite materno continua sendo sua fonte primordial e ideal de nutrição durante o primeiro ano. Logo após os doze meses ele se converte em complemento alimentar. Além disto, ao oferecer à criança substâncias de defesa, chamadas imunoglobulinas, o leite materno continua complementando e ajudando o sistema imune enquanto seu filho continuar tomando-o.

6- É melhor não oferecer apenas um peito por tempo demais para evitar que o mesmo se esvazie completamente.

Resposta 6: FALSO. O corpo da mulher produz leite segundo a necessidade, logo quanto mais vazio o peito estiver, mais rápido este trabalhará para tornar a enchê-lo. Por outro lado, quanto mais cheio ele estiver, mais lenta será a produção de leite. O problema em alimentar o bebê sempre no mesmo seio é a diferença de tamanho que pode ocasionar, temporariamente, entre os seios. Mas em geral, após um período, os dois costuma se igualar novamente.

7- É bom esperar que os seios se encham completamente antes de oferecê-los a seu bebê.

Resposta 7: FALSO. Já que seu corpo produz o leite segundo os estímulos que recebe para tal, se a mulher sempre espera que eles se "encham" antes de amamentar, seu corpo pode receber a mensagem de que está produzindo leite demais e, então, reduzir a produção.

8- Um bebê de dois meses necessita de aproximadamente entre sete e oito mamadas, aos quatro meses esta quantidade se reduz para seis mamadas, e após esta idade ele necessita de apenas quatro a cinco mamadas.

Resposta 8: FALSO. A produção de leite por parte da mãe, assim como as necessidades de crescimento da criança, são os fatores que determinam a freqüência das mamadas. O fato de que existem dias em que se produzem picos de excesso de leite e ainda as enfermidades que seu filho pode apresentar, podem alterar temporariamente os padrões alimentícios de seu bebê. Por isto não é bom impor limites muito rígidos, à freqüência ou duração das mamadas, já que isto pode trazer como conseqüência um consumo muito baixo de calorias. Mas é importante não oferecer o leite materno de forma escassa, que ocorre quando o tempo é inferior ao ideal, que gira em torno de 20 a trinta minutos por mamada.

9- Se um bebê muito pequeno permanece dormindo por mais de três horas e não pede alimento é bom despertá-lo.

Resposta 9: FALSO. Isto dependerá muito do peso de nascimento de seu bebê, mas em geral não é necessário acorda-lo para se alimentar, a não ser que essa seja uma orientação médica.

10- Algumas crianças apresentam alergia ao leite materno.

Resposta 10: FALSO. O alimento mais natural, saudável e inofensivo que a criança pode ingerir é o leite materno. Se seu bebê mostra sinais de sensibilidade relacionados à alimentação, em geral pode ser devido a doenças metabólicas muito raras ou a alguma proteína estranha que a mãe tenha ingerido e que penetrou no leite materno, e não ao leite materno em si. Esta última situação é facilmente evitada, eliminando o alimento que causou a reação, da dieta da mãe, durante um tempo.

11- Não é necessário utilizar sempre ambos os seios em cada mamada.

Reposta 11: VERDADEIRO. É muito importante que a criança fique por tempo suficiente (pelo menos 10 minutos) em um mesmo seio já que a princípio o leite que desce tem menor quantidade de gorduras e por conseqüência menos calorias do que o chamado "segundo leite". Se trocar a criança de seio antes do tempo, ele se satisfará com o primeiro leite, que tem menos calorias, em vez de obter o equilíbrio natural entre o primeiro e segundo leite. Isto poderia fazer com que a criança não aumente de peso adequadamente por não consumir uma quantidade adequada de calorias. Dessa maneira é importante recomendar que sempre se "esvazie" totalmente um seio, antes de passar para o outro.

12- Amamentar uma criança durante muito tempo pode causar obesidade quando esta crescer.

Resposta 12: FALSO. As crianças nascem com capacidade para ingerir a quantidade adequada de leite que precisam segundo suas necessidades. Esta capacidade de auto-regular seus padrões alimentícios manifestam-se através da amamentação. A alimentação com mamadeira e a introdução precoce de outros alimentos são as causas de maior risco de obesidade ao crescer e não a alimentação natural.

13- É importante que a criança se acostume, desde recém nascida, a mamar no peito a cada 3 horas e a manter esta freqüência.

Resposta 13: FALSO. A quantidade de leite que uma mãe produz chega a seu ponto ótimo quando se permite que a criança sadia alimente-se à vontade, quer dizer quantas vezes necessite. Quando a criança é muito pequena isto pode acontecer a intervalos de tempo menores do que três horas, já que a capacidade gástrica do bebê recém nascido é muito pequena. À medida que o bebê vai crescendo ele mesmo estabelece o ritmo, que em geral, é de 3 em 3 horas.

14- Posicionar o bebê "barriga com barriga" ajuda a evitar que ele tenha cólicas.

Resposta 14: VERDADEIRO. Colocar o bebê nesta posição favorece que a boca da criança abarque perfeitamente o mamilo, ao passo que se a criança for posicionada de barriga para cima e precisar prender-se ao seio girando a cabeça para trás, pode ficar um espaço entre a boca e o peito pelo qual poderá entrar ar, produzindo mal estar ou cólicas. Ou seja, esta posição é boa para evitar que o bebê "engula" ar

15- Faz mal fazer dieta para emagrecer durante o período de lactação.

Resposta 15: VERDADEIRO. A amamentação é um dos momentos biológicos em que a mulher precisa de mais energia. Se restringirmos a quantidade de calorias consumidas, isto pode afetar de forma ruim a produção de leite. No entanto, é recomendável evitar excessos, tanto em qualidade (alimentos muito gordurosos, muito temperados, muito doces) quanto em quantidade, para não afetar a qualidade do leite que será ofertado e nem levar a um quadro de obesidade na mãe. O equilíbrio da alimentação é o ideal.

Por Que o Leite Materno é Melhor ?

O leite humano é o melhor alimento que uma criança pode receber já que foi especialmente projetado para satisfazer às necessidades de sua espécie. O que o faz inigualável é o fato de que ele satisfaz os aspectos "Nutricionais-Vínculo-Estimulação-Imunidade", todas estas necessidades inadiáveis do recém-nascido. Estas necessidades nenhum alimento substituto consegue satisfazer de forma tão completa quanto o leite materno.

O leite humano é o alimento ideal para a criança no primeiro ano de vida, porque:

· É um alimento completo e provê todos os nutrientes que o lactente necessita nos primeiros meses de vida.

· Seu conteúdo em nutrientes é o adequado para a imaturidade da função renal e intestinal do bebê, para o crescimento e maturação de seu cérebro e como matéria-prima para as transformações que seu corpo vai sofrendo ao longo do primeiro ano de vida.

· Seus componentes se encontram em uma proporção tal que nenhum deles interfere com a absorção de outro.

· O aporte de substâncias antiinfecciosas chamadas imunoglobulinas é o complemento ideal para as deficiências imunológicas do bebê nos primeiros anos de vida.

· A forma química em que se encontram o ferro e o zinco é a forma ideal para seu melhor aproveitamento.

· O leite materno contém um tipo especial de carboidrato que é necessário para a formação de uma flora intestinal protetora que inibe o desenvolvimento de germes e parasitas intestinais.

· O contato físico com a mãe contribui para fortalecer o vínculo psicoafetivo.

· As mães que amamentam geralmente apresentam períodos de infertilidade mais longos após o nascimento do que as que não amamentam.

· A amamentação imediatamente após o parto estimula a contração do útero para que ele retorne ao seu tamanho original de forma mais rápida.

· Representa a forma mais natural de recuperar o peso após a gravidez, já que a gordura acumulada é consumida para a formação de leite.

· O leite da mãe está disponível em todo o momento e em todo o lugar, à temperatura ideal e em perfeito estado de higiene.

· As crianças que não são amamentadas ao seio apresentam mais risco de adquirir uma grande diversidade de doenças como: diarréia, eczemas, cólicas, infecção respiratória aguda, otite média aguda, bacteremia e alguns tipos de meningite entre outras.

· Vários estudos já demonstraram um efeito protetor do leite materno contra outras doenças que aparecem mais tarde na vida, tais como: asma, diabetes tipo 1 e doenças auto-imunes.

· Para a mãe os benefícios são: diminuição do risco de câncer de mama, aumento da auto-estima e fortalecimento do vínculo mãe-filho ao promover o contato pele a pele.

· Apresenta vantagens econômicas, já que amamentar é muito mais barato do que alimentar a criança com substitutos do leite materno. O custo do alimento extra que a mãe necessita para produzir leite é insignificante em comparação com o custo das fórmulas lácteas e a energia consumida para esquentar água, esterilizar mamadeiras, etc.

· Para a sociedade e Estado representa um importante benefício à saúde já que previne a aparição de numerosas doenças que necessitam de hospitalização e que representam um importante gasto para a comunidade.

· Além disto, os lactentes que se alimentam com leite de vaca encontram-se mais expostos a:

· Desidratações, já que necessitam utilizar mais água de seu corpo para formar urina do que os que se alimentam de leite materno.

· Apresentar baixos níveis de cálcio já que o excesso de fósforo do leite de vaca dificulta a absorção de cálcio.

· Diarréias, já que o tipo de flora intestinal que se forma quando se alimentam com leite de vaca não os protege tanto quanto a flora formada com o leite materno.

· A sofrer de anemia, já que o ferro do leite de vaca não é absorvido de forma tão eficiente quanto o leite materno. Além disto, o leite de vaca produz microhemorragias intestinais nos lactentes, o que também pode favorecer a aparição de anemia.

· Ao sofrer de dermatite amoniacal (dermatite das fraldas), já que o excesso de proteínas do leite de vaca que é eliminado pela urina em forma de amoníaco pode produzir dermatite na zona genital.

Os fatores culturais e sociais geram alterações permanentes nos seres humanos que fazem com que o aleitamento materno não seja um comportamento predominantemente instintivo no ser humano. Por isto é possível e muito importante estimular, ajudar, e ensinar a mãe a amamentar melhor desde os primeiros meses da gravidez para que tanto ela quanto a criança possam gozar do benefício da amamentação.

Fonte: boasaude.uol.com.br

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