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Dia Mundial da Amamentação


01 de Agosto

Cuidados durante a amamentação

Se você está amamentando, lembre-se de que pelo fato do bebê ter um tamanho bem menor que o seu, quantidades de café, álcool, drogas e medicamentos que parecem não causar nenhum efeito na mãe, podem prejudicar seriamente a criança.

Cuidados que a nutriz deve tomar

Álcool, cafeína, nicotina:

Com relação ao álcool, não há nenhuma evidência cientifica de que o consumo de bebidas alcoólicas tenha um efeito benéfico na produção de leite, como se pensava. Ao contrário, o consumo excessivo pode provocar diminuição do volume e também atrapalhar o reflexo de descida do leite. Por isso, se a mãe costuma ingerir álcool, deve fazê-lo com moderação e esperar um período de aproximadamente 2 a 3 horas até a próxima mamada.

O consumo de 1 a 2 drinques, ocasionalmente, parece não trazer prejuízos ao bebê. Considere como um drinque: 1 latinha (360 ml) de cerveja ou 1 taça (150 ml) de vinho. Mas é claro que se você não beber, é muito melhor! Mas se o fizer, siga algumas recomendações:

· Lembre-se de que quanto maior a quantidade de álcool, maior é o risco para o bebê, por isso beba com moderação.

· Diluir um copo de vinho em água e beber aos pouquinhos é uma maneira de limitar a ingestão de álcool. Você também pode alternar alguns goles de vinho - ou cerveja - com alguns goles de água. Se for beber, faça-o enquanto estiver comendo para diminuir o nível de absorção do álcool. Alimentos ricos em gordura, em particular, também ajudam a reduzir o ritmo de absorção etílica, pois eles também são absorvidos mais lentamente.

· Outras alternativas: tome bebidas sem álcool ou beba logo após a mamada para dar tempo do organismo metabolizar a substância antes da próxima mamada. Você também pode planejar antecipadamente, tirando o leite com a bomba e armazenando-o para a ocasião.

Da mesma maneira, o consumo de café, assim como de outras bebidas que contenham cafeína, deve ser moderado a poucas xícaras por dia, uma vez que cafeína em excesso pode causar irritabilidade e perturbar o sono em alguns bebês.

Quanto ao cigarro, ele não é recomendado em nenhuma ocasião, especialmente durante esta fase. A nicotina pode passar para o leite materno, causando vômito, diarréia e irritabilidade no bebê, assim como diminuição da produção de leite. Se for fumar, a mãe deve fazê-lo logo após as mamadas, para dar tempo do nível de nicotina diminuir até a próxima mamada.

Quando a amamentação é contra-indicada

A maioria das doenças comuns, como resfriados, gripes, infecções de pele ou diarréia NÃO são transmitidos pelo leite. Na verdade, se a mãe apresenta algum destes problemas, seu leite conterá os anticorpos que ajudarão a proteger o bebê destas mesmas doenças.

São muito poucas as situações que contra-indicam a amamentação. Mulheres que são HIV positivas não devem amamentar. Para alguns profissionais, tuberculose ativa e hepatite B contra-indicam o aleitamento materno, enquanto que para outros não. O melhor, portanto, é conversar com seu médico e cada caso deverá ser analisado individualmente.

Crianças que apresentam galactosemia, doença metabólica caracterizada pela falta parcial ou completa da enzima necessária para digerir a galactose, açúcar presente no leite, não devem ser amamentadas.

Usuárias de drogas e dependentes de álcool também não devem amamentar. Esses componentes químicos podem causar sintomas como irritabilidade, tremores e vômitos na mãe e seus bebês tornam-se viciados, desde o nascimento.

Mulheres que estejam em tratamento radio ou quimioterápico também são aconselhadas a não amamentar, pois os medicamentos prejudicam o bebê. Se a mãe precisar tomar algum medicamento transmissível pelo leite - e que sabidamente irá afetar o bebê - então ela não deve amamentar. Enquanto muitos medicamentos não chegam a causar problema nas crianças, outros chegam (como citotóxicos, radioativos, anti-tireoidianos, que não o propiltiouracil). Por isso, a melhor coisa a fazer é consultar seu médico antes de tomar qualquer medicamento. E é importante lembrar que, para a maioria dos medicamentos, o efeito na criança é minimizado se a ingestão for feita logo após a amamentação.

Lembre-se de que mesmo quando a mãe tiver que adiar ou interromper a amamentacão por algum tempo, ela deve ser motivada a continuar extraindo seu leite (manualmente ou com a bomba). Desta maneira, ela poderá continuar amamentando seu filho, quando a amamentacão puder ser reiniciada.

Fonte: www.clicfilhos.com.br

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

Como a amamentação impede a gravidez?

O mecanismo que explica o porque a mulher que amamenta não engravida facilmente tem por base:

O órgão que regula a fertilidade da mulher está situado na sua cabeça, no cérebro, trata-se de uma glândula chamada HIPÓFASE. Esta glândula se comunica com os órgãos do corpo da mulher (ovários, útero, mamas), através de mensagens hormonais, digamos assim.

Normalmente na mulher em idade fértil a hipófise manda todo mês ordens hormonais endereçadas aos ovários, útero e mamas, dizendo-lhes que se preparem para engravidar. Nesse momento um dos ovários entra em funcionamento (o outro fica parado, não funciona neste mês), seleciona um folículo que contém no seu interior um óvulo.

No meio do ciclo menstrual esse óvulo é lançado para o exterior do ovário, embora ainda dentro do ventre da mulher, quando então será captado pela trompa e levado para o interior do útero. Desde que a mulher tenha tido relações sexuais nesse período, os espermatozóides lançados no interior da genitália irão subir para o útero e trompas, indo ao encontro do óvulo, fecundando-o quando forma-se o ovo e a gravidez se inicia.

Caminhando de volta pelas trompas o ovo chega ao útero e se aninha, prossegue a gravidez. Durante 9 meses a mulher não menstruará, não ovulará e não poderá engravidar nesse período.

O estímulo hormonal comandado pela hipófise com ação sobre o útero, ovário e mamas, após o parto, se prolonga por mais algum tempo, cerca de 45 dias, 2 meses, 3 meses, 6 meses; tudo vai depender da amamentação. A mulher que alimenta o seu bebê só com o leite do peito, sem limites, atendendo apenas as solicitações da criança ficará por muito tempo em ovular e sem menstruar, ou mesmo menstruando mas sem ovular, motivo pelo qual não engravidará.

Este conhecimento não é absoluto, não significa que toda e qualquer mulher que amamente não engravidará. Existem individualidades que tem que ser respeitadas e que levam a exceções da regra, embora ela seja válida como generalidade sempre que as condições básicas forem respeitadas.

Também exigem solução as seguintes situações clínicas:

1 - paciente não menstrua mas amamenta regulamente
2 - paciente não menstrua mas amamenta de forma irregular
3 - paciente já menstrua mas amamenta regularmente
4 - paciente já menstrua mas amamenta de forma irregular.

Aquelas mães que amamentam regularmente, que alimentam a criança exclusivamente com o seu leite, segundo a demanda espontânea da mesma, estas são as mães que mais se beneficiam do uso prolongado da amamentação como método contraceptivo.

As mães que ainda não menstruaram mas que por alguma razão começam a amamentar de forma irregular sem qualquer critério ou mesmo começam a adotar alimentação mista para o bebê, estas são as que mais preocupam as equipes de saúde que orientam a clientela no uso da amamentação como contracepção, pois a partir do momento que elas começam a espaçar demais as mamadas, suas chances de ovulação e gravidez aumentam.

Quando as usuárias do método começam a menstruar novamente, devem ser orientadas a procurar o serviço de saúde para receberem novas instruções. Há que considerar a regularidade de amamentação, a intensidade de sucção e o seu tempo de duração.

Mães que amamentam e já menstruam costumam apresentar ciclos menstruais irregulares, atípicos, por conta de taxas variadas de prolactina e ocitocina circulante e que interferem no ciclo menstrual.

Como e quanto a amamentação garante a anticoncepção

As mães que amamentam permanentemente segundo as solicitações do bebê, de dia e de noite são as que se dão melhor com o método. Aquelas que passam muitas horas sem amamentar, ou amamentam de forma irregular por várias razões, preguiça, descuido, irresponsabilidade, local de trabalho distante, estas deverão ser orientadas quanto ao risco de gravides.

As mães que deixam as crianças na creche do local de trabalho deverão estabelecer uma rotina, um intervalo regular que permita manter o ritmo da mamada espontânea.

Risco de Gravidez

Para as pacientes que estão usando a amamentação como anticoncepção é importante ressaltar que após os 03 meses de parto as chances de ovulação e gravidez aumentam. Após os 06 meses o risco é grande para quem evita apenas com a amamentação, principalmente se já estiver menstruando regularmente.

Nesses casos recomendar a adoção de um método complementar: DIU, preservativo, tabela, diafragma ou pílula que deverá ser receitada pelo seu médico.

Fonte: www.sitemedico.com.br

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