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AIDS

AIDS

O HIV é o vírus causador da Aids, doença fatal que atinge o sistema imunológico a ponto de tornar mortais infecções geralmente corriqueiras.

Pelo menos 28 milhões de pessoas já morreram de Aids no mundo todo.

Mais de 20 anos depois da identificação do HIV, ainda não há vacina contra o vírus, nem cura para a doença. Mas a expectativa de vida dos portadores de HIV cresceu significativamente graças à nova geração de medicamentos usados no combate à Aids.

O vírus HIV

AIDS
Como o HIV se reproduz

O HIV (Vírus Imunodeficiência Humana, na sigla em inglês) atinge o sistema imunológico, normalmente responsável pela proteção do organismo contra infecções.

O vírus ataca um tipo de glóbulo branco (célula de defesa) chamado CD4. No processo, o HIV aloja seu genes no DNA da célula CD4 atingida e passa a utilizá-la para se multiplicar e, com isso, contaminar novas células.

Durante o processo, as células CD4 acabam morrendo por razões ainda não totalmente conhecidas. Com a redução do número desses glóbulos brancos, o organismo começa a perder a perder a capacidade de combater doenças até atingir o ponto crítico que caracteriza a Aids.

O vírus HIV faz parte dos retrovírus, que, embora mais simples que os vírus comuns, são mais difíceis de ser combatidos. Eles alojam seu DNA nas células atacadas de forma que novas células produzidas por elas passam a também portar o vírus.

Os retrovírus também reproduzem seus genes na célula-alvo com maior margem de erro. Isso, somado à alta taxa de reprodução do HIV, provoca muitas mutações no vírus causador da Aids. E não só. O HIV é protegido por uma camada feita do mesmo material que algumas células humanas, o que dificulta sua identificação pelo sistema imunológico.

Ilustração: Como o HIV se reproduz

1. Ataque: Proteínas do HIV se acoplam a receptores CD4 presentes em glóbulos brancos (células de defesa) do sangue.

2. Cópia dos genes: o HIV faz uma cópia de seu próprio material genético.

3. Replicação: O vírus aloja a cópia de seus genes no DNA da célula hospedeira. Quando essa célula começa a se reproduzir, partes do vírus também são reproduzidas.

4.Novo vírus: As partes do vírus se unem perto da parede celular, originando um novo vírus HIV.

INFECÇÃO POR AIDS

AIDS

O HIV está presente na sangue, fluidos sexuais e leite materno de pessoas infectadas.

O vírus pode ser contraído:

Por relações sexuais sem proteção com uma pessoa contaminada.

Pelo compartilhamento de agulhas e seringas com pessoas infectadas.

Pela transfusão de sangue infectado.

Pelo contato de fluidos contaminados com cortes ou feridas.

Na gravidez, no parto ou por meio do aleitamento materno, quando a mãe é portadora do HIV.

O HIV também está presente na saliva das pessoas infectadas, mas não em quantidade suficiente para transmissão.

Uma vez que os fluidos infectados tenham secado, o risco de transmissão é praticamente zero.

Evitar relações sexuais com pessoas que estejam ou possam estar infectadas pelo vírus e utilizar preservativos de látex são as principais formas de prevenção da Aids.

Os preservativos de látex são impermeáveis a partículas do tamanho do HIV. Se usada corretamente, a camisinha é altamente eficaz na redução do risco de contaminação. Entretanto, nenhum método é 100% seguro, com exceção da abstinência sexual.

Os mitos do HIV

O HIV não é transmitido por meio de:

Tosse, espirros ou pelo ar.

Copos e talheres compartilhados com pessoas infectadas.

Privadas.

Picadas de insetos e outros animais.

Piscinas.

Alimentos preparados por um portador do vírus.

ESTÁGIOS INICIAIS DO HIV

Cerca de metade dos portadores do HIV sofre de sintomas parecidos com os de uma gripe entre duas e quatro semanas depois da contaminação. Entre eles, podem estar febre, fatiga, mancha nas peles, dor nas juntas, dor de cabeça e inchaço dos gânglios.

O gráfico ao lado mostra a trajetória típica da infecção causada pelo HIV. A contagem de CD4 equivale ao número dessas células por milímetro cúbico de sangue. À medida que o vírus progride, essa contagem se reduz e a vulnerabilidade do organismo aumenta.

Um sistema imunológico saudável tem de 600 a 1.200 células CD4 por milímetro cúbico de sangue. Considera-se que o paciente tem Aids quando esse número se torna inferior a 200.

A carga viral é o número de partículas do vírus por milímetro de sangue. Ela atinge seu auge no início da infecção, quando o vírus se replica rapidamente na corrente sangüínea.

Alguns portadores do HIV continuam saudáveis e sem sintomas do vírus por muitos anos e só depois desenvolvem a doença.

Outros, enquanto convivem com o vírus, sofrem de sintomas como perda de peso, febre e suores, infecções freqüentes, manchas na pele e perda de memória.

TESTES DE HIV

O teste mais comum detecta a presença de anticorpos para o combate ao HIV.

Os anticorpos só começam a ser produzidos passado o período entre seis e 12 semanas a contar da infecção.

Mesmo sem combater o vírus com eficácia, os anticorpos são um indicador confiável da presença do HIV.

Logo que infectado, o portador pode transmitir o vírus a outras pessoas, mesmo que sua presença só possa ser identificada semanas mais tarde.

EVOLUÇÃO DA AIDS

Na medida em que o sistema imunológico se enfraquece e perde a capacidade de combater doenças, as infecções se tornam potencialmente fatais.

Os portadores do HIV são mais suscetíveis a doenças como tuberculose, malária, pneumonia e herpes.

Quanto maior a redução das células CD4, maior também é a vulnerabilidade do paciente.Os portadores do vírus também são mais vulneráveis a "infecções oportunistas", causadas por bactérias, fungos ou parasitas. Geralmente combatidos com sucesso por organismos saudáveis, eles podem causar a morte de pessoas com sistemas imunológicos debilitados.

PROBLEMAS E INFECÇÕES COMUNS PARA QUEM TEM HIV

Candidíase e herpes

A candidíase é uma infecção fungal que geralmente atinge a boca, garganta ou genitália. O vírus da herpes pode causar feridas tanto na boca quanto nos digitais.

As duas infecções, comuns entre a população em geral, ocorrem com maior freqüência entre os portadores de HIV, mesmo entre aqueles com a contagem de CD4 relativamente alta.

Sintomas

A candidíase causa feridas brancas, deixa a boca seca e provoca dificuldades para engolir. A herpes provoca bolhas dolorosas na área afetada.

Tuberculose

A doença é a maior responsável pela morte de pacientes com Aids no mundo.

Muitos países enfrentam uma dupla dose de epidemias: a da Aids e a da tuberculose.

Muitas pessoas são portadoras da bactérias causadora do tuberculose, mas apenas uma parcela desenvolve a doença. Entre os portadores do HIV, porém, o número de casos de tuberculose é 30 vezes maior.

A tuberculose ataca inicialmente os pulmões. Posteriormente pode atingir também os nódulos linfáticos e o cérebro.

Sintomas: tosse severa, muitas vezes com sangue, dor no peito, fatiga, perda de peso, febre e suores noturnos.

Cânceres do Sistema Imunológico

Os portadores do HIV enfrentam maior risco de desenvolver cânceres do sistema imunológico, conhecidos como Linfomas Não-Hodgkin. A doença pode atingir qualquer parte do corpo, incluindo o cérebro e a espinha, e provocar a morte no período de um ano.

O câncer pode surgir com qualquer contagem de CD4 e é geralmente tratado com quimioterapia.

Sintomas: inchaço dos nódulos linfáticos, febre, suores noturnos e perda de peso.

Sarcoma de Kaposi

O Sarcoma de Kaposi é um tipo de câncer comum entre homens portadores do HIV. A doença causa manchas vermelhas ou roxas na pele. Também pode afetar a boca, os nódulos linfáticos, o aparelho gastro-intestinal e os pulmões. Com isso, pode se tornar fatal. O Sarcoma de Kaposi geralmente atinge pacientes com contagem de CD4 inferior a 250, mas tende a ser mais grave quando a contagem é menor.

Sintomas: lesões na pele, falta de ar (caso o pulmão seja atingido), sangramento (se o aparelho gastro-intestinal for afetado).

Pneumonia

A pneumonia é historicamente uma das maiores causas de morte entre os portadores de HIV, mas agora já pode ser tratada e prevenida com medicamentos. A doença costuma atingir o pulmões. Também pode afetar os nódulos linfáticos, o baço, o fígado e a medula. Geralmente ocorre nos casos de contagem de CD4 inferior a 200.

Sintomas: febre, tosse seca e dificuldade em respirar.

Infecções Cerebrais

Os pacientes com HIV são vulneráveis a duas infecções que muitas vezes afetam o cérebro. Uma delas é a toxoplasmose, provocada por um parasita encontrado em animais. A outra é causada pelo cryptococcus, uma bactéria encontrada no solo, que causa meningite e pode levar o paciente à coma e à morte. A incidência dos dois casos é mais comum quando a contagem de CD4 é inferior a cem.

Sintomas: dor de cabeça, febre, dificuldades de visão, náusea e vômito, fraqueza em um dos lados do corpo, dificuldade em respirar (toxoplasmose) e rigidez na nuca (meningite).

Infecção no intestino (MAC)

A MAC (Complexo Mycobacterium Avium, na sigla em inglês) é causada por uma bactéria encontrada na água, na poeira, no solo e em fezes de pássaros. Ela atinge o intestino. Pode também se alastrar pelo sangue e afetar outras partes do corpo. A doença costuma atingir pacientes com contagem de CD4 inferior a 75.

Sintomas: cólicas, náusea e vômito, febre, suores noturnos, perda de apetite e de peso, fadiga e diarréia.

Risco de Cegueira (Citalomegalovirose)

A citomegalovirose é uma infecção viral da família da herpes. Nos portadores de HIV, costuma causar a morte das células da retina. Essa doença, conhecida como retinite, pode provocar cegueira rapidamente se não tratada. A citomelovirose também pode afetar outras partes do corpo. O quadro pode atingir pessoas com contagem de CD4 inferior a cem, mais é mais comum em números inferiores a 50.

Sintomas (retinite): visão embaçada e prejudicada por pontos negros que se movem e pontos cegos.

MEDICAMENTOS ANTI-HIV

AIDS
Como as drogas Anti-HIV agem

Desde o surgimento da Aids, o constante desenvolvimento de novas vem prolongando significativamente a vida dos portadores do HIV ao dificultar a multiplicação do vírus. Os medicamentos adiam o início da doença desacelerando o ritmo da redução das células CD4. Mas, ainda assim, são incapazes de curar a Aids.

Existem quatro principais tipos de drogas, que atuam em diferentes fases do ciclo do HIV:

Inibidores de entrada

Esses medicamentos impedem o vírus de se alojar e nas células CD4 ao aderir a proteínas que ficam do lado de fora do vírus. Até agora apenas uma droga da categoria, o Fuzeon, chegou ao mercado.

Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Reversa

Impedem o vírus de fazer cópias de seus próprios genes. Para isso, criam versões defeituosas dos nucleosídeos, unidades básicas dos genes.

Inibidores Não-Nucleosídios da Transcriptase Reversa

Também afetam o processo de replicação do HIV, ao aderir à enzima que controla o processo, conhecida como transcriptase reversa.

Inibidores de Protease

Essas drogas atingem outra enzima envolvida no processo de multiplicação do vírus, a protease.

Os medicamentos anti-retrovirais devem ser administrados de forma combinada. Geralmente pelo menos três drogas de duas categorias diferentes são utilizadas simultaneamente.

À medida que o HIV sofre mutações, algumas versões do vírus desenvolvem resistência a certos medicamentos.

Efeitos colaterais comuns:

Náusea, vômito, dor de cabeça, fatiga, manchas na pele, insônia, dormência em torno da boca, dor de estômago.

ENTENDA POR QUE NINGUÉM "MORRE DE AIDS"

O vírus HIV não mata o infectado: ele apenas debilita o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo, "abrindo a porta" para outras doenças atacarem o corpo do infectado. É por isso que não se costuma dizer que alguém "morreu de aids", mas "em conseqüência da aids".

Estas doenças que atacam o corpo facilitadas pelo HIV são chamadas de "doenças oportunistas" e, geralmente, não têm força para atacar um ser humano com o sistema imunológico funcionando normalmente.

Veja algumas das doenças comumente relacionadas à aids:

Retinite

Inflamação da retina, podendo ser ocasionada pelo citomegalovírus (CMV) e Toxoplasma gondii.

Colite

Inflamação do intestino grosso, causada por diversos microorganismos.

Esofagite

Inflamação do esôfago, causada principalmente pela cândida, herpes e CMV.

Dermatite seborréica

Descamação da face, freqüentemente acompanhada de infecção local por fungo.

Neuropatia periférica

Inflamação dos nervos, principalmente os dos membros inferiores, que provoca dores, formigamento e anestesia.

Pancreatite

Inflamação do pâncreas, freqüentemente considerada um dos efeitos colaterais dos medicamentos.

Aftas

Freqüentemente seu surgimento se deve a efeitos de medicamentos pela ação do HIV.

Sarcoma de Kaposi

Espécie de câncer de pele caracterizado por lesões que vão desde manchas até tumores localizados na pele, nas mucosas e órgãos internos.

Linfoma

Tumor maligno, freqüentemente localizado no cérebro, gânglios e tecidos linfáticos.

Neurotoxiplasmose

Infecção causada pela reativação do protozoário Toxoplasma gondii. No paciente soropositivo, costuma acometer o sistema nervoso.

Tuberculose

Infecção causada por bacilo que, no paciente de aids, pode se manifestar em diversos órgãos, não só nos pulmões.

Algumas doenças podem causar lesões cerebrais e distúrbios que incluem desde falta de clareza para raciocinar até mudanças na afetividade e no humor. A pessoa com aids pode se apresentar confusa, com dificuldades de movimentação, de concentração, com lentidão para falar e pensar. Pode não estar completamente alerta, perder o interesse pelo trabalho e por outras atividades, e ter atitudes imprevisíveis e exageradas.

Para aqueles que possuem acesso aos tratamentos de ponta com coquetéis de remédios, a realidade da aids é menos cruel. Mas é preciso ser fiel à medicação.

As pessoas com HIV devem também prestar atenção na dieta. Uma alimentação saudável fortalece o sistema imunológico e alivia os efeitos colaterais dos medicamentos. Exercícios físicos também são recomendáveis. Eles ajudam a prevenir a lipodistrofia, alteração na distribuição de gordura pelo corpo.

COMO AGE A AIDS NO CORPO

Podendo ficar "invisível" no corpo humano, o vírus HIV chega a ficar incubado por até dez anos, sem que o infectado manifeste os sintomas da aids. O período entre a infecção pelo HIV e a manifestação dos sintomas da doença depende, principalmente, do estado de saúde da pessoa, que pode retardar, ou não, o aparecimento dos primeiros sintomas.

Existem, inclusive, algumas que são infectadas pelo vírus, mas que não desenvolvem a doença. Estes casos, raros, são estudados pela medicina na tentativa de se conseguir desenvolver uma vacina eficiente contra a doença.

O vírus HIV age no interior das células do sistema imunológico, responsável pela defesa do corpo. Depois de entrar na célula, o HIV começa a agir e a se integrar ao código genético da célula infectada. As células mais atingidas pelo vírus são as chamadas CD4, que são usadas pelo HIV para gerar cópias de si mesmo.

Cada vez que esta célula, quando infectada, se divide, ela produz uma cópia de seu código genético e, ao mesmo tempo, uma cópia do código genético do vírus.

Infectadas pelo vírus, as células do sistema imunilógico começam a funcionar com menos eficiência até que, com o tempo, a habilidade do organismo em combater doenças comuns diminui, ficando sujeito ao aparecimento de doenças oportunistas.

Os medicamentos atuais usados contra a aids apenas diminuem a intensidade da reprodução do vírus no organismo. O coquetel de drogas bloqueia a reprodução do vírus em seu estágio inicial. O coquetel também contém um inibidor de protease, que impede que o vírus se fortaleça e destrua novas células.

Mesmo progredindo lentamente, a aids pode causar sintomas no corpo. Fraqueza, febre, emagrecimento e diarréia prolongada são os mais observados. Com a ação das doenças oportunistas, que cada vez mais atacam o infectado, o corpo vai sendo atingido por infecções graves, que se integram ao HIV até causar a morte.

Fonte: www.bbc.co.uk

AIDS

Sintomas da AIDS

Os sintomas da Aids são muito parecidos com os sintomas de outras doenças, por isso, é muito importante não se impressionar ou desconfiar das pessoas por já terem sentido ou presenciado um sintoma qualquer idêntico ao da Aids.

Infecção aguda

No período de aproximadamente duas a seis semanas após a exposição ao vírus, a pessoa infectada pelo HIV pode, (durante um período de até 15 dias) desenvolver os seguintes sintomas:

Aparecimento de gânglios (ínguas) no pescoço ou nas axilas

Febre diária (38° a 38,5°)

Dores nas articulações e nos músculos

Perda de peso

Manchas vermelhas na pele.

Estes sintomas citados, que desaparecem espontaneamente, não acontecem necessariamente em todas as pessoas infectadas pelo HIV.

Na infecção aguda, acontece uma violenta replicação do HIV no organismo e somente ao ser atingida um carga viral (quantidade de vírus por ml no sangue) bastante alta, o organismo passa a reagir, fazendo com que esta carga viral diminua para um certo nível, assim permanecendo de 8 a 10 anos, quando o organismo começará a perder sua capacidade de reação.

Janela imunológica

Existe um período entre três semanas a seis meses (variando de uma pessoa para outra) em que o sangue não apresenta anticorpos para o HIV, isto significa que neste intervalo, um exame sorológico anti-HIV pode dar um resultado negativo falso.

A janela imunológica é o espaço em que o organismo não consegue identificar o HIV. Só depois de ser muito atacado, ele consegue identificar o Vírus, formando os anticorpos que, mesmo assim, são incapazes de conter o avanço da infecção.

Existem exames específicos que detectam o HIV no organismo desde as primeiras horas em que a pessoa foi infectada. Contudo são exames extremamente caros, o que torna inadequada a sua utilização na saúde pública.

Complexo relacionado à AIDS - AIDS Related Complex (ARC)

Acontece no período aproximado de 8 a 10 anos após a infecção pelo HIV. É o momento em que o organismo não consegue mais o equilíbrio diante da ação do vírus.

Daí o organismo infectado começa a ser atacado pelas doenças oportunistas, apresentando, normalmente, os seguintes sintomas:

Emagrecimento, com perda de mais ou menos 10% do peso corporal

Diarréia prolongada (mais de um mês)

Febre persistente por mais de 30 dias

Tosse seca, sem motivo aparente

Sudorese (suor) noturna

Fadiga permanente.

A Aids

Não buscando tratamento, a pessoa se predispõe ao desenvolvimento da AIDS propriamente dita. A AIDS é precedida pelas doenças oportunistas, que podem ser infecções diversas, doenças neurológicas ou alguns tipos de câncer.

No Brasil as doenças oportunistas mais comuns são:

Candidíase (sapinho)

Pneumonia por pneumocistys carinii (um tipo de protozoário)

Tuberculose

Toxoplasmose

Sarcoma de kaposi (um tipo de câncer)

Herpes

Criptococose

Citomegalovirose.

Convém lembrar que: nestes últimos 10 anos a ciência avançou bastante no tratamento da AIDS; que em nosso país este tratamento é gratuito; que as pessoas com HIV e AIDS têm direito a acompanhamento médico na rede pública de saúde e que o governo (por força de lei) disponibiliza os anti-retrovirais regularmente a todos os pacientes de AIDS.

Quanto mais cedo se descobre ser portador do HIV, melhor para o acompanhamento médico. Uma pessoa que se cuida desde o início, muito raramente vai apresentar qualquer tipo de sintoma, podendo levar uma vida normal.

Fonte: www.spcd.org.br

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