Como todos os vírus, o HIV não possui o maquinário químico que as células humanas utilizam para sustentar a vida. Ele requer uma célula hospedeira para se manter vivo e se multiplicar. Para isso, ele cria novas partículas de vírus dentro da célula e essas partículas o transportam para novas células. Felizmente, as partículas do vírus são frágeis.

Os vírus como o HIV não possuem membranas celulares ou núcleos. Basicamente, eles são feitos de instruções genéticas embrulhadas em uma cápsula protetora. Uma partícula do vírus HIV, chamada vírion, é esférica e tem o diâmetro de mais ou menos 10 milionésimos de milímetro.
O HIV infecta um tipo particular de célula do sistema imunológico. Esta célula é chamada de célula CD4+T, também conhecida como célula T ajudante (veja Como funciona o sistema imunológico para mais detalhes sobre a célula T). Uma vez infectada, a célula T ajudante se torna uma célula de multiplicação do HIV. As células T têm um papel fundamental na resposta imunológica do corpo. Existem normalmente 1 milhão de células T em um mililitro de sangue. O vírus irá reduzir lentamente o número de células T até que a pessoa desenvolva a Aids.
Para entender como o HIV infecta o corpo, vamos primeiro observar a estrutura básica do vírus.
Aqui estão seus componentes básicos:O HIV é um retrovírus, o que quer dizer que ele tem os genes compostos por moléculas de ácido ribonucléico (RNA). Como todos os vírus, ele se multiplica dentro das células hospedeiras. É considerado um retrovírus porque usa uma enzima, a transcriptase reversa, para converter RNA em DNA.
Uma vez que o HIV entra no corpo, ele vai para os tecidos linfáticos, onde encontra as células T.
Vamos observar como o vírus infecta as células do sistema imunológico e se multiplica:Os vírions recém-multiplicados infectarão outras células T e causarão a lenta diminuição da contagem dessas células. A falta de células T compromete o sistema imunológico. Quando a contagem das células T de uma pessoa fica abaixo de 200 mil por mililitro de sangue, ela tem Aids. O desenvolvimento dessa doença leva cerca de 2 a 15 anos, mas aproximadamente metade das pessoas com HIV vão desenvolver a Aids dentro de 10 anos após serem infectadas, de acordo com o CDC.
Ninguém morre de Aids ou HIV especificamente. Ao invés disso, morre devido às infecções oportunistas, pois seu sistema imunológico está frágil. Um paciente infectado pode morrer por causa de um resfriado comum ou em função de um câncer. O corpo dessa pessoa não consegue lutar contra a infecção e morre.
Impacto mundial
Para entender a devastação da Aids, é necessário entender a alta taxa de mortalidade das pessoas que desenvolvem a doença. Se você contar todos os habitantes da cidade norte-americana de Chicago (cerca de 3 milhões), teria uma idéia de quantas pessoas morrem de Aids todos os anos no mundo. Isso significa que a Aids mata por ano o mesmo número de habitantes da terceira maior cidade dos Estados Unidos.
Entre 34,1 e 47,1 milhões de pessoas estavam infectadas com o vírus HIV até o final de 2006. Cerca de 24,7 milhões desses casos se encontram na África subsaariana. Em 2006, ocorreram 4,9 milhões de novas infecções por HIV, o que representa quase 14 mil novos casos por dia.
As regiões com o maior número de pessoas vivendo com HIV/Aids, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, são:História do HIV/Aids
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A Aids é uma das piores crises de saúde vistas atualmente. Sem nenhum tratamento eficiente, a maioria dos especialistas dá ênfase à prevenção para impedir o alastramento do HIV.
Em 1996, o Brasil adotou uma política de distribuição das drogas que devem ser administradas pelos portadores do vírus HIV. Além disso, o programa nacional de Aids reúne especialistas no tratamento da doença para estabelecer parâmetros de tratamento e acompanhamento de pessoas portadoras do vírus; estes consensos geram documentos de orientação, que são disponibilizados ao público, servindo de guia de orientação dos médicos envolvidos no tratamento e também para a aquisição dos medicamentos por parte do próprio programa.
A distribuição dos medicamentos é feita através do SUS (Sistema Único de Saúde). No entanto, apenas distribuir medicamentos não garante a qualidade do tratamento; é necessário monitorar a resposta dos pacientes à medicação, para que se possa avaliar sua eficácia. Assim, o programa disponibiliza exames e acompanhamento médico para quem precisa.
No campo da luta contra a Aids durante a gestação e a lactação, o Brasil lançou, em 2006, uma campanha para reduzir os índices de transmissão naquele período. Inicialmente, o esforço da campanha foi no sentido de convencer e informar as mulheres grávidas sobre a necessidade de fazerem um exame, que é realizado gratuitamente desde 1996.
Fonte: www.hsw.com.br