AIDS, do inglês Acquired Immunodeficiency Syndrome, é a sigla para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.
Síndrome é um conjunto de sintomas e sinais que constitui uma doença
Imunodeficiência é uma debilidade no sistema de defesa (imunológico) do nosso corpo que combate doenças
Adquirida significa que você a adquire durante a vida, ou melhor, você não nasce com ela por herança genética.
A AIDS ou SIDA é causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Caso você seja infectado pelo HIV, seu corpo tentará atacar a infecção desenvolvendo anticorpos (moléculas especiais que combatem os microorganismos estranhos que entram em nosso corpo, no caso, o HIV). Ao fazer um exame de sangue para saber se você é soropositivo, o teste detecta estes anticorpos (teste anti-HIV). Se existem anticorpos em seu sangue isto significa que você está infectado pelo HIV. A pessoa que possui anticorpos contra o HIV é denominada HIV positivo, soropositiva, portadora do HIV ou pessoa vivendo com HIV.
Ser HIV positivo ou estar infectado pelo vírus não significa o mesmo que ter AIDS (estar doente). Muitas pessoas soropositivas vivem bem por anos sem apresentar sintomas da doença. Existe um ataque progressivo e constante ao sistema imunológico pelo HIV. Quando o sistema imunológico fica enfraquecido (imunodepressão), os vírus, parasitas, protozoários, fungos e bactérias que normalmente não causam nenhum problema podem produzir doenças.
Estas enfermidades são conhecidas como infecções oportunistas.
O sangue, o fluído vaginal, o pré-sêmen (fluido seminal), o sêmen e o leite materno de pessoas com HIV possuem vírus suficiente para infectar outras pessoas. Você pode receber o HIV de uma pessoa infectada, mesmo que ela não esteja doente, ou mesmo ainda, antes que ela tenha sido diagnosticada como HIV positivo.
A maioria das pessoas contrai o HIV das seguintes formas:
Por manter relações sexuais desprotegidas, sem o uso do preservativo, com alguém infectado
Compartilhando a mesma agulha ou seringa, ao consumir drogas, com pessoa infectada, por não esterilizar o material utilizado no pico, ou ainda quando compartilha o canudo
Por nascer de mãe infectada. O bebê pode ser infectado antes, durante ou depois do parto, como por exemplo, ao ser amamentado com o leite de mulher soropositiva.
Antigamente, outra forma de contaminação por AIDS era através de transfusão (recebimento) de sangue de um doador infectado, mas atualmente o fornecimento de sangue é examinado cuidadosamente. Mesmo assim, não deixe de verificar se o sangue que você, alguém de sua família ou um amigo irão receber (transfusão), foi testado para o HIV, sífilis, hepatite (A, B e C), HTLV e doença de Chagas (transmitida pelo inseto barbeiro). O mesmo vale para casos de transplante de órgãos.
Não existe nenhum caso documentado de transmissão do HIV pela lágrima ou saliva.
No início dos anos 90, a AIDS passou a estar entre as principais causas de morte. Entretanto, em 1996 surgiu um novo tratamento com combinação de três drogas, denominado terapia anti-retroviral altamente potente (HAART, sigla em inglês) o coquetel. Este tratamento reduziu em torno de 50% as taxas de mortalidade, além de reduzir em 80% as internações hospitalares por infecções oportunistas. Além disso, novos tratamentos contra as infecções oportunistas também contribuíram para a redução da mortalidade por HIV/AIDS.
É muito difícil para você saber quando se infectou pelo HIV porque a maioria dos sintomas iniciais da infecção se confunde com os de outras doenças. Algumas pessoas têm febre, sentem dor de cabeça, de estômago, nos músculos ou nas articulações e são acometidas de inchaço nas glândulas linfáticas (ínguas) ou rash cutâneo (coloração avermelhada da pele) durante uma ou duas semanas. A maioria das pessoas pode pensar que é uma gripe. Outras pessoas não sentem nenhum sintoma. Portanto, o teste anti-HIV é o único meio eficaz e seguro de você saber se é HIV positivo ou não.
O vírus multiplica-se em seu corpo por semanas, ou até meses, antes que seu sistema imunológico responda efetivamente. Durante este tempo, o resultado do teste pode ser negativo para o HIV (janela imunológica), mas você já está em condições de infectar outras pessoas. Quando seu sistema imunológico começa a responder e a criar anticorpos (e o seu teste dá positivo), você torna-se soropositivo para o HIV ou HIV positivo - soroconversão.
Mesmo apresentando ou não os primeiros sintomas (síndrome de soroconversão), algumas pessoas se sentem saudáveis durante muitos anos. Mas durante este tempo o HIV continua multiplicando-se e danificando progressivamente o sistema imunológico.
Uma maneira de medir o quanto danificado está seu sistema imunológico é fazer uma contagem de suas células CD4+. Estas células, também conhecidas como células "T auxiliadoras", são partes importantes de seu sistema imunológico. Normalmente, a pessoa HIV negativo possui entre 500 e 1.500 células CD4+ por milímetro cúbico de sangue.
Sem o tratamento adequado, a quantidade de células CD4+ irá diminuir progressivamente e você poderá desenvolver sinais da doença, tais como febre, emagrecimento, suores noturnos, diarréia ou inchaços nos nódulos linfáticos (ínguas) que se situam na cabeça, pescoço, axilas, na região genital etc. Caso não esteja em acompanhamento, é hora de procurar um médico experiente em assistência a pacientes com HIV/AIDS.
A infecção por HIV converte-se em AIDS quando você faz um exame de células de defesa CD4+ e o resultado é abaixo de 200 células por mililitro cúbico de sangue, ou quando você apresenta sintomas e desenvolve uma infecção oportunista. Existe uma lista das infecções oportunistas que é publicada pelo Centro de Controle de Doenças (em inglês, Centers for Disease Control ou CDC).
As mais comuns são:
Pneumonia por pneumocistis carini ou pneumocistose, uma infecção pulmonar (sigla em inglês, PCP)
Sarcoma de Kaposi, um câncer que ataca mais comumente a pele, mas pode afetar outros órgãos (sigla em inglês, KS)
CMV (citomegalovirose), uma infecção que normalmente afeta os olhos, mas também pode atacar outras partes do corpo
Candidíase, uma infecção que pode causar placas brancas na boca ou problemas na garganta, no órgão genital femininoe e no órgão genital mascilino.
A AIDS também inclui em seu quadro a perda de peso corporal, tumores no cérebro (estágio avançado) e outros problemas de saúde, além das infecções oportunistas. Sem tratamento pode levá-lo à morte. Lembre-se que, desde 1996, a terapia anti-retroviral altamente potente reduziu em torno de 50% o número de mortes por AIDS.
A síndrome manifesta-se de forma diferente em cada pessoa infectada.
Atualmente não existe cura para a AIDS.
Existem medicamentos denominados anti-retrovirais (ARV) que podem retardar o progresso da doença e reduzir a velocidade do dano ao seu sistema imunológico. Estes medicamentos diminuem a replicação viral, porém, não conseguem tirar todo o vírus do seu corpo.
Também existem medicamentos para prevenir e tratar infecções oportunistas. Estes medicamentos funcionam bem, na maioria dos casos.
O teste anti-HIV indica se a pessoa está infectada, ou não, com o vírus da imunodeficiência humana, que causa a AIDS. Este teste detecta os anticorpos contra o HIV que são produzidos pelo nosso corpo. Os anticorpos são proteínas produzidas pelo nosso sistema imunológico (de defesa) na luta contra um germe (microorganismo) específico.
Você pode solicitar o teste anti-HIV no consultório de seu médico, mas também pode ser realizado sem prescrição médica em diversos serviços de saúde pública e nos centros de testagem e aconselhamento (CTA).
O resultado do teste nos serviços públicos, em média, está disponível entre três e quatro semanas após a coleta de sangue. Na rede particular o tempo é menor.
O teste anti-HIV mais comum é o exame de sangue. Entretanto, já existem novos testes que podem detectar anticorpos contra o HIV, na saliva e na urina (testes rápidos). Mas estes testes não estão disponíveis no Brasil para a população em geral.
Você pode e tem o direito de fazer o teste anti-HIV de forma anônima e gratuita e o ideal é que faça um primeiro teste para certificar-se de sua sorologia. Para a realização do teste gratuito, existem os centros de testagem e aconselhamento (CTA). Os centros de testagem e aconselhamento têm como objetivo atender todo e qualquer cidadão com dúvidas em relação a sua condição sorológica para o HIV. Tais centros são unidades de saúde que oferecem o diagnóstico sorológico da infecção pelo HIV, de forma gratuita, atendendo a demanda tanto espontânea quanto provocada. O sigilo e o aconselhamento pré e pós-teste são oferecidos nestas unidades que podem contar com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos que acompanham a pessoa antes e depois da testagem.
Na primeira coleta de sangue, dois tipos de testagem são realizados: ELISA 1 e ELISA 2.
Já na segunda coleta, para confirmação de resultado positivo anterior, realiza-se mais dois tipos de testagem, desta vez, o Western Blot e a Imunofluorescência. Após duas coletas com resultados positivos, o que confirma um diagnóstico de infecção por HIV, ou duas coletas com resultados negativos, você não poderá ficar indo sempre ao centro de testagem quantas vezes quiser para acreditar no resultado positivo ou no negativo. Pois, o segundo resultado positivo na segunda coleta confirma o diagnóstico e o segundo resultado negativo também na segunda coleta confirma a não infecção. Então, o ideal e correto, é você passar a se prevenir, de modo a não ficar recorrendo sempre aos testes que são anônimos e gratuitos.
Caso receba um diagnóstico de soropositividade para o HIV num CTA, você terá informações sobre direitos, atendimentos psicológico e médico. E se você precisar de qualquer serviço médico para tratamento de infecções relacionadas ao HIV, ou seja, em virtude de um quadro de AIDS, seu caso será informado às autoridades competentes. Tal informação objetiva rastrear e seguir a epidemia, mas não perseguir as pessoas infectadas. Os relatórios fornecidos pelos boletins de epidemiologia não incluem nomes.
Caso você tenha um primeiro resultado positivo, você terá direito de fazer uma segunda coleta de sangue para confirmação do diagnóstico de soropositividade.
Se sua primeira testagem for negativa, e não estando no período de janela imunológica, ou seja, caso não tenha praticado ou sofrido comportamento de risco até três meses antes do teste, você, provavelmente, não está infectado, mas só uma segunda coleta confirmatória lhe dará maior certeza.
Se você recebe um resultado negativo significa que você não entrou em contato com o HIV, desde que tenha adotado corretamente as medidas preventivas para o ato sexual e/ou para outras situações de potenciais riscos: uso de drogas, recepção de sangue, por exemplo.
Caso tenha adotado ou sofrido comportamento de risco, mesmo com o resultado negativo, você pode estar em período de janela imunológica: quando o corpo ainda está produzindo anticorpos contra o HIV que não estão em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Além disso, o resultado do teste, sendo negativo, não significa que você é imune ao vírus, portanto, continue se protegendo da infecção por HIV.
Após duas coletas de sangue, o resultado positivo, conclusivo, indica que você possui anticorpos contra o HIV e está infectado. Um profissional lhe dará o resultado e informará a você onde conseguir serviços de saúde e apoio emocional.
Receber o resultado positivo não significa que você tem AIDS. Muitas pessoas que recebem o resultado positivo do teste anti-HIV vivem bem e com boa saúde por anos e nem todos os recém- diagnosticados necessitam começar imediatamente o tratamento anti-HIV (terapia anti-retroviral). Lembre-se de que a AIDS é uma doença de evolução demorada e também um processo lento cuja progressão para a morte é marcada por uma série de doenças, denominadas infecções oportunistas.
Não é necessário repetir várias vezes o teste anti-HIV, pois os resultados são confiáveis em mais de 99.5% dos casos. Antes de receber o resultado positivo final e conclusivo, a testagem é feita quatro vezes, em duas coletas de sangue. O primeiro e segundo testes, conhecidos como "ELISA" (1 e 2), são menos específicos, pois podem detectar anticorpos de outras infecções que não necessariamente por HIV. As primeiras versões deste teste eram muito lentas e freqüentemente davam resultados falsos positivos. As novas versões são muito mais rápidas e exatas.
Antes de confirmar um diagnóstico de soropositividade para o HIV, após resultado positivo pelo teste ELISA, recorre-se a outros dois tipos de testes confirmatórios, que são mais confiáveis e específicos: o Western Blot por detectar anticorpos específicos para o HIV e a Imunofluorescência.
Persistindo dúvidas, um outro procedimento para confirmar a soropositividade para o HIV é utilizar o método PCR (reação da cadeia polimerase) que é bem específico e também muito caro.
No entanto, existem duas circunstâncias especiais que podem levar a resultados falsos:
1) As crianças nascidas de mãe HIV positiva podem receber resultados falsos positivos do teste anti-HIV. Isto porque as mães passam a seus filhos recém-nascidos seus anticorpos para que estes lutem contra as infecções. Mesmo quando as crianças não estão infectadas com o vírus, elas possuem os anticorpos contra o HIV que lhes foram doados pela mãe. Então, como o teste detecta os anticorpos, o resultado nestas crianças é positivo, mas não significa que elas têm o vírus, mas, sim, os anticorpos que eram da mãe. Portanto, deve-se utilizar outros testes para o diagnóstico do HIV em crianças. Será considerada infectada, segundo a Coordenação Nacional de DST/Aids, a criança de até 24 meses que apresentar resultado positivo em duas amostras testadas pelos seguintes métodos: cultivo de vírus, detecção de RNA ou DNA viral, ou antigenemia p 24 com acidificação. Estes testes deverão ser realizados após duas semanas de vida do bebê. A técnica da antigenemia p 24 com acidificação somente poderá ser utilizada como critério de diagnóstico se associada a um dos demais métodos citados.
2) As pessoas recentemente infectadas, há menos de três meses quando da realização do teste anti-HIV, podem receber um resultado falso negativo. É necessário entre três semanas e três meses para nosso corpo produzir os anticorpos contra o HIV. Durante este período de incerteza (janela imunológica) a pessoa pode receber um resultado negativo, porém já é capaz de transmitir o vírus a outros, se estiver infectada. Saber sobre sua sorologia para o HIV pode ser uma medida importante e válida, pois na atualidade existem recursos para o diagnóstico precoce e para o tratamento e controle do vírus que oferecem uma melhor qualidade de vida às pessoas vivendo com HIV/AIDS.
Outros casos de resultados falso-negativos podem ocorrer devido à sensibilidade dos testes e a causas técnicas: troca de amostras, uso de reagentes fora do prazo de validade, utilização de equipamentos desajustados, pipetagem incorreta e por conta do transporte e armazenamento inadequado das amostras ou Kits.
O teste anti-HIV procura anticorpos no sangue, na saliva e na urina. O sistema imunológico produz estes anticorpos para lutar contra o HIV, mas esta produção pode demorar até três meses para que sua quantidade seja detectada pelo teste anti-HIV. Durante este período de incerteza (janela imunológica), você pode receber um resultado negativo ou indeterminado, mesmo já estando infectado. Os testes anti-HIV mais comuns para o diagnóstico de infecção por HIV não funcionam para os bebês recém-nascidos de mãe HIV positiva. Você pode fazer o teste anti-HIV de forma anônima, gratuita e sem prescrição médica. Com o resultado positivo confirmado não significa que você tenha AIDS (esteja doente), mas, sim, que está infectado (soropositivo). Se você tem o resultado positivo confirmado, deve conhecer mais sobre o HIV e decidir como cuidar melhor da sua saúde.
Para ocorrer transmissão do HIV durante o sexo, é necessário que uma das pessoas seja soropositiva, tendo o vírus no sangue e nos fluídos sexuais. Os fluídos sexuais vêm do órgão genital mascilino (pré-sêmen ou sêmen) e do órgão genital feminino e (sangue menstrual, líquido lubrificante), seja antes, durante ou depois do orgasmo. Você pode contrair o HIV quando os fluídos sexuais do homem ou da mulher (ou o sangue), infectados, entram no seu corpo por prática sexual com penetração e sem o uso do preservativo masculino ou feminino.
Você não pode transmitir o HIV se não tem a infecção por tal vírus. Caso seu companheiro (a) não seja infectado com o HIV, mas você sim, mesmo assim, não há risco algum de infecção por HIV para ele ou ela, desde que não exista nenhum contato deles com seu sangue ou com seus fluídos sexuais, seja por práticas sexuais seguras ou protegidas (uso do preservativo masculino ou feminino), seja por práticas sem penetração, pois a pele, caso esteja sã, é uma barreira natural que impede a entrada do sangue e de outras secreções no seu corpo.
Lembre-se: não entrando em contato com fluído sexual de homem ou de mulher ou com sangue, de modo a não deixá-los entrar em seu corpo, você não tem possibilidade de estar infectado por HIV pela via sexual. Praticar sexo seguro (e protegido) é uma forma de reduzir o risco de você contrair o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis durante o ato sexual.
Fantasias, masturbação, conversas eróticas e massagem sexual são consideradas práticas seguras. Estas atividades evitam o contato com sangue ou com os fluídos sexuais de homens ou de mulheres, assim, não existe nenhum risco de infecção pelo HIV.
Não podemos saber se alguém está infectado somente observando sua aparência. Além disso, as pessoas podem esconder e até mesmo não saberem de sua condição sorológica. Já algumas pessoas se infectaram com HIV numa única relação sexual com penetração sem o uso do preservativo (sexo desprotegido ou inseguro).
Algumas pessoas que já obtiveram o resultado negativo no teste anti-HIV acham que são imunes ao vírus e continuam praticando sexo desprotegido e inseguro (sexo oral, retal e vaginal sem uso do preservativo). Tal postura é um engano.
O correto é, após o resultado negativo, continuar se protegendo ou passar a adotar tal comportamento de proteção usando preservativo em todas as relações sexuais com penetração, se antes não o fazia. Além disso, as pessoas com resultado negativo podem ter se infectado depois de terem feito o teste ou podem ter feito o teste bem no início da exposição e infecção pelo HIV, podendo estar em período de janela imunológica.
Este período é o tempo que seu corpo demora em produzir anticorpos contra o HIV em quantidade suficiente para ser detectada pelo teste anti-HIV. Este tempo gira em torno de três meses, portanto, se você se expôs ou sofreu um comportamento de risco (sexo desprotegido, por exemplo), há menos de três meses de um teste anti-HIV, significa que o resultado de tal teste não é conclusivo nem totalmente confiável, devendo você fazer um novo teste, pelo menos, depois de três meses passados de uma exposição arriscada.
Se você pratica sexo inseguro e/ou desprotegido, é um erro achar que após o resultado negativo de um teste anti-HIV você é imune ao vírus. O teste negativo não garante imunidade à infecção pelo HIV. Para sua proteção, pratique sexo seguro e/ou protegido e lembre-se que ao se proteger você está protegendo os demais.
Praticar sexo inseguro ou desprotegido, o que significa penetração com ou sem ejaculação e sem o uso do preservativo, acarreta um risco muito alto de você contrair ou transmitir o HIV. O risco mais alto é quando o sangue ou os fluídos sexuais de homens ou mulheres tocam as áreas suaves e úmidas (membranas ou mucosas) dentro do reto, do órgão genital feminino, da boca ou na cabeça do órgão genital mascilino. Estas partes sofrem facilmente ferimentos ou traumatismos durante o ato sexual, o que aumenta a possibilidade da entrada do HIV no corpo.
O contato sexual vaginal ou retal sem a proteção adequada é muito arriscado. Quando o órgão genital mascilino penetra a boca, orifício retal ou o órgão genital feminino, pode causar pequenas irritações ou ferimentos que aumentam o risco de infecção por HIV. O parceiro (a) receptivo (a) tem, provavelmente, o risco mais alto de ser infectado, ainda que o HIV também possa entrar pelo órgão genital mascilino, principalmente, se existem quaisquer feridas ou se ele (o órgão genital mascilinos) teve contato durante muito tempo com o sangue ou com os fluídos vaginais infectados por HIV.
As práticas mais seguras e/ou protegidas:
Seja consciente com seu corpo e com seu companheiro (a). Os cortes, as feridas ou sangramentos nas gengivas aumentam o risco de infecção pelo HIV. O ato sexual com movimentos fortes (sexo violento) também oferece risco, pois pode produzir pequenas lesões e ferimentos que são portas de entrada para o HIV penetrar em seu corpo.
Use barreiras para evitar o contato com sangue ou fluídos sexuais. Lembre-se que a barreira natural do corpo é a pele. Se ela não apresentar cortes ou feridas, significa que está mantendo sua função natural de barreira e proteção, além de estar te protegendo contra infecções via sangue ou outras secreções.
Lembre-se que o risco de você contrair o HIV é muito maior se existem feridas nas membranas ou mucosas, antes ou durante o ato sexual.
A barreira artificial mais comumente utilizada é o preservativo masculino ou feminino. O preservativo feminino pode ser usado tanto para a proteção da órgão genital femininoe quanto do reto durante o ato sexual. No caso de penetração retal recomenda-se retirar previamente o anel interno.
Os lubrificantes podem aumentar o estímulo sexual. Eles também reduzem a possibilidade de rompimento dos preservativos e de outras barreiras porque diminuem o atrito.
Os lubrificantes à base de óleo como a vaselina, os óleos e os cremes danificam e rompem os preservativos ou outras barreiras de látex, portanto, você não deve usar esses tipos de lubrificação. Assegure-se de estar usando lubrificantes à base de água, tais como: KY, Preserv gel ou glicerina.
O sexo oral: oferece algum risco de você contrair ou transmitir o HIV, principalmente, se a boca não saudável com gengiva sangrando e/ou com feridas entrar em contato com fluídos sexuais ou sangue infectados. Pedaços de látex ou de plástico (PVC que é um tipo usado para embalagens de alimentos) utilizados para colocar em cima do órgão genital feminino, ou, o preservativo no órgão genital mascilino podem ser usados como barreiras durante o sexo oral. Os preservativos sem lubrificantes e com sabores (odores) são melhores para o sexo oral, pois a maioria dos lubrificantes tem um sabor desagradável.
Algumas pessoas infectadas por HIV não vêem a necessidade de seguirem as orientações para o sexo mais seguro ou protegido com outras pessoas também infectadas. No entanto, ainda é razoável proteger você mesmo e o outro. Pois, sem proteção (sem uso das barreiras), você pode se expor a outras infecções como, por exemplo, herpes, sífilis, hepatite etc. Quando você já tem o HIV, estas doenças podem ser mais complicadas de tratar, além de poderem complicar o seu estado de saúde num futuro.
Também pode ser possível a re-infecção com uma cepa diferente de HIV, ou ainda, com HIV já resistente a alguns medicamentos anti-retrovirais. As questões e razões para o sexo protegido nestas situações são temas polêmicos, por conseguinte, a re-infecção é também questão polêmica para pesquisadores e médicos.
Lembre-se: o importante é manter-se saudável e fazer sexo seguro e/ou protegido porque protege você mesmo e seu parceiro ou parceira do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis.
Decida quanto risco deseja correr. Conheça qual proteção quer usar durante os diferentes tipos de atividade sexual.
Antes de ter relações sexuais:
Pense no sexo mais seguro e protegido (e pratique-o)
Coloque seus limites
Consiga lubrificante à base de água, preservativo ou outras barreiras e tenha certeza que eles estarão à mão quando necessitar
Fale com seu companheiro (a) ou parceiro (a) para que ele ou ela busque e conheça seus próprios limites.
Mantenha teus limites. Não permita que o álcool, as drogas e os companheiros (as) atraentes façam esquecer que você deve proteger-se e proteger os outros.
Você pode se infectar com o HIV durante o ato sexual desprotegido.
O sexo é protegido (e também seguro) se o sangue ou o fluído sexual com HIV não entram em seu corpo de modo algum por conta do uso do preservativo masculino ou feminino em qualquer forma de penetração: oral, retal e vaginal.
Os preservativos podem te proteger do HIV e de outras DSTs durante o contato com órgão genital mascilino, boca, órgão genital feminino e reto, desde que usados corretamente:
Guarde-os onde não exista excesso de calor, frio ou fricção. Não os guarde em carteiras ou no porta-luva do seu automóvel
Verifique a data de vencimento. Não use preservativo fora da validade
Não abra o pacote de preservativos com os dentes nem com tesoura. Tenha cuidado para que unhas ou jóias (bijuterias) não rasguem o preservativo. Os piercings no órgão genital mascilino ou no órgão genital feminino e também podem rasgar o preservativo
Use um preservativo novo a cada vez que mantiver relações sexuais ou quando o órgão genital mascilino for movido do reto (orifício retal) para o órgão genital feminino
Verifique o preservativo durante o ato sexual, principalmente, ao sentir algo diferente, para assegurar que ainda esteja no lugar e intacto
Não use o preservativo masculino e o preservativo feminino ao mesmo tempo
Use, junto com preservativo de látex, lubrificante à base de água (KY, glicerina, preserv gel) e não à base de óleo. As loções oleosas, a vaselina e os cremes hidratantes ou de limpeza danificam e rompem o látex
Use preservativo sem lubrificante e com sabor (aroma) para o sexo oral, pois a maioria dos lubrificantes tem sabor desagradável. Para sexo retal você pode usar preservativo masculino mais resistente ou o preservativo feminino que é feito de poliuretano que também é mais resistente que o látex
Não jogue o preservativo na privada. Ele pode entupir o encanamento.
Coloque o preservativo quando o órgão genital mascilino estiver ereto e antes que ele entre em contato com a boca, órgão genital feminino ou o reto de seu companheiro (a), pois o líquido que sai do órgão genital mascilino antes do orgasmo conhecido como pré-sêmen e que funciona como lubrificação natural pela excitação pode conter HIV;
Se quiser, use algum lubrificante à base de água dentro da ponta do preservativo ou por sobre ele após estar vestindo o órgão genital mascilino;
Se não tiver feito circuncisão, empurre o prepúcio (pele que encobre a cabeça do órgão genital mascilino) para trás, antes de colocar o preservativo. Isso permite que o prepúcio se mova sem romper o preservativo;
Aperte a ponta do preservativo de modo a não deixar o ar entrar, pois esta ponta sem ar servirá de reservatório para o sêmen após o orgasmo (gozo). Em seguida, desenrole o preservativo ao longo do órgão genital mascilino;
Não use dois preservativos ao mesmo tempo. A fricção entre os dois pode fazer com que ambos se rompam;
Depois do orgasmo, segure na base e na ponta do preservativo e retire-o antes que o órgão genital mascilino perca a ereção (amoleça);
Tenha cuidado para não derramar o sêmen dentro de seu companheiro (a) quando tirar o preservativo.
O preservativo feminino é uma bolsa de poliuretano com dois extremos: um fechado e outro aberto. Existe um anel flexível em cada extremo, sendo um anel fixo no extremo maior e aberto e outro anel móvel no extremo fechado e menor;
Coloque o preservativo em seu lugar antes que o órgão genital mascilino de seu companheiro toque sua órgão genital feminino ou reto. O preservativo pode ser colocado até oito horas antes do ato sexual e não atrapalha a atividade de urinar;
Para o uso no órgão genital feminino, aperte o anel menor e o introduza como fosse um diafragma. O anel maior e fixo cobre a abertura da órgão genital feminino e protege os órgãos sexuais externos da mulher de infecções;
Para o uso no reto, retire o anel menor. Coloque o preservativo em cima do órgão genital mascilino ereto de seu companheiro. O preservativo será introduzido no reto junto com o órgão genital mascilino;
Guie o órgão genital mascilino ao anel grande para evitar o contato não protegido entre o órgão genital mascilino e o reto ou o órgão genital feminino de teu companheiro (a);
Tire o preservativo antes de ficar em pé. Gire o anel exterior e maior para guardar e isolar o sêmen dentro do preservativo. Suavemente retire o preservativo e jogue-o em local apropriado (não em vasos sanitários).
O preservativo não pode ser reutilizado com diferentes pessoas, mas suporta até três orgasmos de um mesmo parceiro. Muitas mulheres dizem que o anel maior que protege a parte externa do órgão genital feminino, ao friccionar o clitóris, ajuda no alcance do orgasmo (gozo) feminino.
Os preservativos não servem: o preservativo funciona muito bem se usado corretamente cada vez que tenha relações sexuais.
Os preservativos se rompem facilmente: menos de 2% dos preservativos se rompem quando usados corretamente. Não use lubrificante à base de óleo com preservativo de látex, dois preservativos ao mesmo tempo nem preservativo fora da data de validade.
O HIV pode atravessar os preservativos: o HIV não pode ultrapassar nem látex nem preservativos de poliuretano.
Usado corretamente, o preservativo é a melhor maneira de você se prevenir da infecção por HIV durante o ato sexual. Os preservativos podem proteger a boca, órgão genital feminino e o reto do sêmen ou sangue com HIV. Também podem proteger o órgão genital mascilino do HIV presente nos fluídos vaginais ou no sangue dentro da boca, do órgão genital feminino e do reto. Além de prevenirem outras infecções sexualmente transmissíveis.
Os preservativos devem ser armazenados, usados e jogados fora corretamente. Você pode usar o preservativo feminino tanto no órgão genital feminino quanto no reto (neste caso é recomendado retirar previamente o anel interno).
Lembre-se: é melhor prevenir do que remediar, como diz o ditado popular. Ou seja, a prevenção ainda é o melhor remédio na luta contra o HIV.
Fonte: www.abiaids.org.br
É a forma mais grave da infecção pelo vírus da deficiência imunológica humana (HIV), gerado pelo enfraquecimento do sistema de defesa do organismo.
O vírus entra no corpo. E ataca os glóbulos brancos (linfócitos T4), que são muito importantes na defesa imunológica do organismo. Esta situação pode se prolongar meses ou anos, sem nenhum sinal aparente da doença. Nosso organismo já está infectado pelo HIV mas a doença ainda não se manifestou.
Pessoas neste estágio de infecção são chamadas de "soropositivos, assintomáticos", e podem infectar:
Os parceiros sexuais
Aqueles ou aquelas com quem compartilhamos o uso de seringa
A mulher grávida pode passar para a criança.
Às vezes o vírus - por razões ainda mal conhecidas - pode se tornar "ativo", se reproduzindo dentro de T4 e liberando uma grande quantidade de vírus infectando outros linfócitos T4 (glóbulos brancos). Quando um número importante de células T4 são destruídas por conseqüência da infecção pelo vírus, as defesas imunitárias do organismo se debilitam.
É nesse momento que aparecem os sintomas da doença:
Febre persistente, diarréia prolongada, erupções cutâneas;
Emagrecimento sem causa aparente;
Infecções "oportunistas" devido à multiplicação de germes com os quais normalmente vivemos sem perigo;
Câncer de pele (sarcoma de Kaposi);
Gânglios.
Quer dizer que a pessoa é portadora do vírus e que o organismo fabricou um mecanismo de defesa: os anticorpos. São esses anticorpos que são detectados no teste.
A "soropositividade" apenas mostra a presença do vírus no organismo; não significa estar doente com a AIDS. Na maioria das vezes o soropositivo não apresenta nenhum sinal da doença.
Este ponto é muito importante. Uma pessoa pode estar com o vírus e apresentar um teste negativo. Por quê? O teste sempre mostra os anticorpos reagindo ao vírus, e não o vírus propriamente. Se o organismo não teve tempo de fabricar estes anticorpos, não vai aparecer nada no teste.
O período de fabricação de anticorpos suficientes para serem detectados no teste é de aproximadamente 3 meses (para a maioria das pessoas). Isto é "soroconversão".
Após um período que dura geralmente muitos anos. Os vírus que "dominam" nas células acordam e destroem progressivamente o sistema de defesa do organismo. O debilitamento das defesas imunológicas acarreta a aparição de alguns dos sintomas já mencionados.
A evolução da infecção pelo HIV não é a mesma para todos. Alguns indivíduos são "soropositivos" há muitos anos e continuam aparentemente bem.
Na maioria dos casos, a doença AIDS só aparece num período de 8 a 10 anos. Estas estimativas variam na medida em que conhecemos melhor a doença e seus tratamentos.
Parece que certos elementos apressam o aparecimento da doença:
A recontaminação do indivíduo pelo HIV;
A infecção simultânea por outros germes.
Poderiam também existir fatores desconhecidos, como a virulência maior ou menor do HIV.
O vírus está presente em líquidos secretados pelo organismo de pessoas contaminadas: sangue, esperma, e secreções vaginais. Só nestes três casos ocorre a transmissão.
O vírus está em outros líqüidos (saliva, lágrimas, urina e suor), mas a quantidade é tão pequena que não apresenta riscos de transmissão.
A transmissão só é possível se existe penetração do líqüido contaminado no organismo sadio.
Devem se cumprir obrigatoriamente 2 condições:
a) O vírus tem que estar em quantidade suficientemente importante no líqüido contaminante.
b) O vírus tem que encontrar uma porta de entrada para penetrar no organismo. As portas de entrada podem ser lesões das mucosas (genital, retal, bucal) ou lesões de pele.
Transmissão sangüínea: troca de seringas em caso de toxicomania, por via intravenosa (picadas) e transfusões de sangue recebidas até junho de 1987 (até esta data não existia a obrigatoriedade de testes anti-HIV nos bancos de sangue).
Transmissão sexual: esperma, mas também líqüido prostático, secreções vaginais e sangue menstrual.
As práticas que colocam em contato mucosas com secreções genitais contaminadas são de alto risco.
Transmissão feto-materna: durante a gravidez, através da placenta, ou durante o parto.
O que não pode contaminar:
A saliva, lágrimas, suor, urina; não são contaminantes já que tem o vírus em pouca quantidade. Nunca houve um caso de transmissão por estes líqüidos, inclusive nas famílias que convivem com "soropositivos".
O que é possível, porém raro:
Os contatos boca-sexo podem ser contaminantes, se existir contatos entre secreções sexuais e úlceras bucais.
Aleitamento materno de uma mãe "soropositiva" pode ser uma fonte de contaminação.
Fazendo um teste anti-HIV a partir de uma coleta de sangue. A presença de anticorpos específicos é a prova da infecção pelo vírus.
Evitar a recontaminação, isto é, contaminações repetidas por HIV ou outras infecções que aceleram a passagem e a evolução para a doença AIDS.
Ter acompanhamento médico regular. Um tratamento precoce retarda a evolução para a doença e permite tratar as infecções para evitar complicações graves. Ter acesso à profilaxia primária das infecções mais freqüentes, aumentando deste modo a sobrevida.
Tomar todas as precauções necessárias para não contaminar os parceiros sexuais.
Evitar a gravidez com conhecimento de causa, evitando ficar grávida ao saber que é "soropositiva".
O teste anti-HIV pode ser pedido por um médico, mas não pode ser feito em nenhum caso sem o consentimento da pessoa.
Não. O vírus não se transmite pelo ar, nem por via subcutânea, nem por saliva, nem por lágrimasss, nem por suor ou urina.
Então não precisamos temer contatos como: dar a mão, beijo, lágrimas, talheres mal lavados, comer junto com um "soropositivo", lençóis, telefones públicos, transportes comunitários, cinemas, quadras esportivas, escolas, local de trabalho, visitas a hospitais ou a médicos.
Os desinfetantes clorados utilizados nas instalações públicas são eficazes para destruir o vírus (piscinas, duchas, banheiros).
As consultas médicas, a acupunturistas ou a dentistas são sem riscos, já que eles aplicam medidas de higiene. Quando são tomadas as precauções (esterilização ou utilização de material descartável), não se deve ter medo de tatuagens ou furos nas orelhas. Se recomenda ter certeza que a desinfecção praticada é adequada.
Não existe risco com instrumentos de cabeleireiro e manicure, desde que o material de desinfecção também seja desinfetado com cândida ou Q-boa.
Poderia ser, mas seria necessário que o sangue entrasse diretamente em contato com mucosas ou feridas cutâneas.
Eliminamos facilmente esse risco respeitando as regras de higiene na utilização de banheiros públicos:
Evitar sentar diretamente no assento;
Lavar as mãos com água e sabão na saída.
Se a tampa do vaso sanitário estiver suja de sangue, a limpeza com detergentes clorados (Cândida) é suficiente para garantir uma desinfecção satisfatória.
Não. O vírus da AIDS não se desenvolve nesses animais.
Não. Não existe nenhum caso de contaminação por esta via.
Não. Seria necessário uma circunstância excepcional: para que a mordida seja perigosa, deve ser profunda até o sangramento e a pessoa contaminada deve ter também sangue na boca.
Não existe nenhum risco na vida cotidiana. As regras de higiene habituais são suficientes. Como, por exemplo, não compartilhar a mesma escova de dentes ou aparelho de barbear.
Todo ato sexual com um parceiro portador do vírus pode ser contaminante, desde que exista penetração vaginal ou retal.
O HIV está presente:
No homem: no esperma e também nas secreções prostáticas (líqüido seminal) que existe antes da ejaculação.
Na mulher: nas secreções do colo uterino e do órgão genital feminino, assim como no sangue menstrual.
A contaminação sexual pode ocorrer nos relacionamentos entre homem e mulher (relacionamento heterossexual) e nas relações entre homens (relacionamento homossexual).
Toda prática sexual sem a proteção de uma camisinha é de risco.
A penetração retal (sodomia) é uma prática de alto risco tanto para o homem quanto para a mulher. A mucosa retal é facilmente traumatizada por uma penetração.
Na penetração vaginal o risco de contaminação é maior se ela for acompanhada por gestos suscetíveis de provocar feridas. O risco de contaminação é maior para as mulheres do que para os homens, na medida que a penetração fere mais facilmente a mucosa vaginal que a do órgão genital mascilino. O risco aumenta se a mucosa estiver irritada pela presença de uma doença venérea, ou durante a menstruação.
Nos contatos boca-sexo masculino (felatio), boca-sexo feminino (cunilingus) e boca reto (anulingus), o risco de contaminação é mal conhecido. Existe porém um risco porque as secreções sexuais contaminadas podem entrar em contato com uma ferida na boca.
Não existem parceiros de risco, mas pessoas com comportamento de risco. (contatos sexuais sem proteção, multiplicidade de parceiros, uso de droga por via endovenosa). Como não conhecemos sempre os comportamentos de nossos parceiros, é necessário adotar, em todos os casos, medidas de prevenção (uso de camisinha e não dividir seringas, por exemplo).
Sim. Um único contato não protegido é suficiente, na medida em que não podemos nunca afirmar que o parceiro não está contaminado. A multiplicidade de parceiros multiplica os riscos de exposição ao vírus.
Não. Não existe nenhum caso de contaminação conhecida por esta via. Em um beijo amoroso existe intercâmbio de saliva, mas a saliva não contém vírus suficiente para contaminar.
Não existe nenhum meio de quantificar os riscos com certeza. A utilização de uma camisinha é o único caminho para eliminar os riscos de uma contaminação. Quando a relação é estável, a realização do teste de triagem feito pelos dois parceiros pode permitir pensar no abandono da camisinha.
Sim, se o agressor for "soropositivo" e o estupro provocar lesões nas vias genitais que favorecem a penetração do vírus. É recomendável que a vítima faça um teste o mais rápido possível (para demonstrar que não tinha nada antes do estupro) e outro teste 3 meses mais tarde, a procura de uma possível contaminação.
A grande maioria das pessoas foram contaminadas através do relacionamento sexual:
O parceiro contaminante pode demonstrar que é "soropositivo".
Todo relacionamento sexual não protegido representa riscos de contaminação.
É o conjunto de práticas que permitem ter relações sexuais evitando os riscos da contaminação.
Alguns exemplos:
Recorrer a prática sem risco tais como as carícias e masturbação mútuas, já que a relação amorosa não se resume na penetração;
Utilização sistemática de camisinha nas práticas sexuais de risco (penetração retal e vaginal).
Não. Atualmente, se a escolha for ter relações sexuais com penetração, a camisinha é o único meio de prevenção existente.
Pode dar-se de 3 maneiras:
Por injeções intravenosas com material contaminado;
Por transfusões de produtos sangüíneos, anteriores a 1987;
Excepcionalmente, por picadas ou ferimentos acidentais com objetos sujos com sangue contaminado. Não existem mais de 30 casos em todo o mundo desde o começo da epidemia por este tipo de contaminação.
A transmissão do vírus se faz através de agulhas e seringas sujas de sangue. Ninguém se injeta drogas "pesadas" sem ter sido iniciado. E o intercâmbio de seringas é, freqüentemente, parte do ritual de iniciação. Além do mais, a utilização de substâncias que modificam a vigilância pode nos deixar indiferentes às medidas de prevenção.
Falando claro: quando alguém fica "doidão", os cuidados ficam quase sempre nulos.
Desde 1987 os testes de triagem para HIV são obrigatórios em todos os doadores de sangue. Somente os negativos são utilizados para transfusão. Em razão do período de soroconversão, o risco não pode ser completamente descartado, já que um doador recentemente infectado pode ter um teste ainda negativo. O risco residual é mínimo e a eventualidade da transmissão do vírus seria excepcional. Para diminuí-la ainda mais, os médicos estão limitando a prescrição de transfusão à indicações indispensáveis.
Através da autotransfusão, que é uma transfusão a partir de seu próprio sangue. Podemos recorrer à autotransfusão quando uma intervenção cirúrgica pode ser prevista com antecedência. A pessoa armazena seu próprio sangue nos dias precedentes à cirurgia.
Quando recorremos a um doador da nossa própria família. Necessitamos encontrar um doador compatível, o que não é sempre possível.
Fonte: www.famema.br