A Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma das piores pandemias que o mundo já conheceu. O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), vírus que causa a Aids, foi descoberto em 1981 numa região remota da África Central.
Desde então, ele se espalhou pelo globo terrestre, infectando milhões de pessoas num período relativamente curto de tempo. A Aids matou, até onde sabemos, mais de 25 milhões de pessoas, com aproximadamente 3 milhões de mortes só em 2006 [referência - em inglês]. Muitos casos não são registrados, mas os números da doença estão aumentando.
Comparação:
Apandemia de gripe de 1918 matou aproximadamente 20 milhões de pessoas pelo mundo
A Segunda Guerra Mundial matou aproximadamente 40 milhões de pessoas
A pandemia de Aids teve e, provavelmente continuará tendo, um impacto global significativo.

HIV, vírus que causa a Aids,
se desenvolvendo fora de um leucócito humano
A idéia de se contrair o HIV é apavorante por uma boa razão: nos dias de hoje, a doença é incurável, tem uma taxa de mortalidade alta, se espalha rapidamente e não existe vacina contra ela. Atualmente, tal combinação é rara. A varíola, por exemplo, pode ser fatal, mas foi completamente contida através da vacinação. A tuberculose, que também pode ser fatal, é facilmente curada com antibióticos se diagnosticada cedo.
A Aids tem sido capaz de infectar e matar tanta gente devido a características únicas, o que faz desta uma doença tão incomum:
O HIV se espalha pelo contato íntimo com uma pessoa infectada. As formas de contato íntimo que transmitem a Aids incluem atividade sexual e qualquer tipo de situação que permita que o sangue de uma pessoa contaminada entre em contato com o de outra. Especialmente quando comparada com as diversas viroses que se espalham pelo ar, poderia-se imaginar que a intimidade envolvida na transmissão da Aids fosse um fator limitante, mas não é;
Uma pessoa pode portar e transmitir o HIV por muitos anos antes que os sintomas apareçam. Ela pode ser contagiosa por uma década ou mais antes que qualquer sinal visível da doença se manifeste. Numa década, um portador promíscuo do HIV pode infectar dúzias de pessoas, que podem infectar outras dúzias de pessoas e assim por diante;
O HIV invade as células do nosso sistema imunológico e as reprograma para que se tornem produtoras de HIV. Lentamente, o número de leucócitos do corpo diminui e a Aids se desenvolve. Assim que a doença se manifesta, a pessoa fica suscetível a várias infecções diferentes, pois o sistema imunológico foi enfraquecido demais pelo HIV e não pode mais lutar de maneira eficiente. O HIV também demonstrou capacidade de mutação, o que torna quase impossível tratar o vírus.
A última característica nessa lista é única. O HIV invade e destrói o sistema imunológico, o sistema que iria proteger o corpo contra os vírus, corrompendo-o e deixando-o incapacitado de proteger o corpo contra ele.
Nos Estados Unidos, considerada a distribuição do HIV na população, há mais de uma chance em mil de se contrair o HIV durante um encontro sexual sem proteção, segundo o Center for Disease Control and Prevention (Centro de Controle e Prevenção de Doenças - site em inglês). Em alguns lugares, as chances são ainda maiores. Sexo sem proteção é o meio mais comum para se transmitir o HIV. As chances de contaminação aumentam a cada novo parceiro.
Eis uma lista de meios pelos quais o HIV pode ser transmitido:
Contato sexual
Compartilhar agulhas intravenosas contaminadas
Amamentar (da mãe para o bebê)
Mães infectadas transmitem para os fetos durante a gravidez ou parto
Transfusões sangüíneas (caso raro em países onde o sangue é filtrado para encontrar anticorpos de HIV)
Existe uma pequena chance de transmissão através de beijos de língua e mordidas. Entretanto, os casos de transmissão de HIV por esses métodos são raros. De fato, o CDC investigou apenas um caso onde a contaminação pelo HIV foi atribuída ao beijo de língua.
O HIV não é transmitido pelo ar ou contato com superfícies, como os resfriados e as gripes. Ele é um vírus frágil e não sobrevive bem fora do corpo humano. A fragilidade torna a possibilidade de transmissão pelo ambiente muito remota. Fora da célula hospedeira, o HIV não sobrevive por muito tempo. Em pequisas de laboratório, o CDC demonstrou que uma vez que o fluido (sangue, suor, lágrimas, etc.) contendo o vírus seca, o risco de transmissão pelo ambiente é praticamente zero.
Há muita desinformação sobre como o HIV pode ser transmitido.
Aqui está uma lista de como este vírus não é transmitido:
Saliva, lágrimas e suor - saliva e lágrimas contêm apenas uma pequena quantidade de HIV, e os cientistas não detectaram nenhum traço dele no suor de uma pessoa infectada;
Insetos - estudos não mostram evidências da transmissão de HIV através de insetos que sugam sangue. Isso é verdade até nas áreas onde existem muitos casos de Aids e grandes quantidades de mosquitos;
Usar o mesmo assento do vaso sanitário no banheiro;
Nadar na mesma piscina;
Tocar, abraçar ou apertar as mãos;
Comer no mesmo restaurante;
Sentar perto de alguém.
Em seguida, veremos o que acontece quando o vírus HIV entra no corpo, e como ele ataca o sistema imunológico.
|
HIV e os mosquitos Um dos mitos predominantes sobre a transmissão do HIV é que mosquitos ou outros insetos que sugam sangue podem infectá-lo. Não há evidência científica que apóie essa declaração. Para entender por que os mosquitos não contribuem na transmissão do HIV, podemos observar o comportamento dos insetos e das picadas. Quando um mosquito pica alguém, eles não injetam o próprio sangue ou o sangue de um animal ou pessoa que já tenham picado. O mosquito injeta saliva, que age como lubrificante para que ele possa se alimentar melhor. A febre amarela e a malária podem ser transmitidas pela saliva, mas o HIV não se reproduz em insetos, portanto, não sobrevive no mosquito tempo suficiente para ser transmitido pela saliva. Além disso, os mosquitos não vão normalmente de uma pessoa para outra após se alimentarem. Os insetos precisam de tempo para digerir o sangue antes de continuarem. |
Como todos os vírus, o HIV não possui o maquinário químico que as células humanas utilizam para sustentar a vida. Ele requer uma célula hospedeira para se manter vivo e se multiplicar. Para isso, ele cria novas partículas de vírus dentro da célula e essas partículas o transportam para novas células. Felizmente, as partículas do vírus são frágeis.

Anatomia do Vírus da AIDS
Os vírus como o HIV não possuem membranas celulares ou núcleos. Basicamente, eles são feitos de instruções genéticas embrulhadas em uma cápsula protetora.
Uma partícula do vírus HIV, chamada vírion, é esférica e tem o diâmetro de mais ou menos 10 milionésimos de milímetro.
O HIV infecta um tipo particular de célula do sistema imunológico. Esta célula é chamada de célula CD4+T, também conhecida como célula T ajudante.
Uma vez infectada, a célula T ajudante se torna uma célula de multiplicação do HIV. As células T têm um papel fundamental na resposta imunológica do corpo.
Existem normalmente 1 milhão de células T em um mililitro de sangue. O vírus irá reduzir lentamente o número de células T até que a pessoa desenvolva a Aids.
Para entender como o HIV infecta o corpo, vamos primeiro observar a estrutura básica do vírus.
Aqui estão seus componentes básicos:
Envelope viral - essa é a capa externa do vírus. Ela é composta de duas camadas de moléculas de gordura, chamadas lipídios. As proteínas da célula hospedeira estão embutidas no envelope viral. Existem cerca de 72 cópias de proteínas de envelopes virais, que se sobressaem na superfície do envelope. A proteína do envelope viral consiste numa capa feita de três ou quatro moléculas chamadas glicoproteína (gp) 120, e uma haste com três ou quatro moléculas gp41;
Proteína p17 - a proteína matriz do HIV, que fica entre o envelope e o núcleo;
Núcleo viral - dentro do envelope está o núcleo, que contém 2 mil cópias de proteína viral p24. Estas proteínas envolvem as duas únicas cadeias do RNA do HIV, cada uma contendo uma cópia dos nove genes do vírus. Três desses genes - gag, pol e env - contêm informações necessárias para fazer proteínas estruturais para novos vírions.
O HIV é um retrovírus, o que quer dizer que ele tem os genes compostos por moléculas de ácido ribonucléico (RNA). Como todos os vírus, ele se multiplica dentro das células hospedeiras. É considerado um retrovírus porque usa uma enzima, a transcriptase reversa, para converter RNA em DNA.
Uma vez que o HIV entra no corpo, ele vai para os tecidos linfáticos, onde encontra as células T.
Vamos observar como o vírus infecta as células do sistema imunológico e se multiplica:
Ligação - o HIV se une ao leucócito quando sua proteína gp120 se liga à proteína CD4 da célula T. O núcleo viral entra na célula T e a membrana protéica do vírion se funde com a membrana da célula;
Transcriptase reversa - a enzima viral, transcriptase reversa, copia o RNA do vírus para o DNA;
Integração - o DNA recém criado é carregado para o núcleo da célula pela enzima integrase viral e se une às células de DNA. O DNA do HIV é chamado de provírus;
Transcrição - o DNA viral no núcleo se separa e cria o RNA mensageiro (mRNA), usando as próprias enzimas da célula. O mRNA contém as instruções para fazer novas proteínas virais;
Tradução - o mRNA é carregado de volta para fora do núcleo pelas enzimas da célula. O vírus então usa o mecanismo de produção de proteína da célula para fazer longas correntes de proteínas e enzimas virais;
Montagem - o RNA e as enzimas virais se reúnem na borda da célula. Uma enzima chamada protease corta os polipeptídeos em proteínas virais;
Germinação - as novas partículas do HIV saem da membrana da célula e se separam, levando uma parte dessa membrana em volta delas. É assim que os envelopes virais deixam a célula. Desse modo, a célula hospedeira não é destruída.
Os vírions recém-multiplicados infectarão outras células T e causarão a lenta diminuição da contagem dessas células. A falta de células T compromete o sistema imunológico. Quando a contagem das células T de uma pessoa fica abaixo de 200 mil por mililitro de sangue, ela tem Aids. O desenvolvimento dessa doença leva cerca de 2 a 15 anos, mas aproximadamente metade das pessoas com HIV vão desenvolver a Aids dentro de 10 anos após serem infectadas, de acordo com o CDC.
Ninguém morre de Aids ou HIV especificamente. Ao invés disso, morre devido às infecções oportunistas, pois seu sistema imunológico está frágil. Um paciente infectado pode morrer por causa de um resfriado comum ou em função de um câncer. O corpo dessa pessoa não consegue lutar contra a infecção e morre.
Para entender a devastação da Aids, é necessário entender a alta taxa de mortalidade das pessoas que desenvolvem a doença. Se você contar todos os habitantes da cidade norte-americana de Chicago (cerca de 3 milhões), teria uma idéia de quantas pessoas morrem de Aids todos os anos no mundo. Isso significa que a Aids mata por ano o mesmo número de habitantes da terceira maior cidade dos Estados Unidos.
Entre 34,1 e 47,1 milhões de pessoas estavam infectadas com o vírus HIV até o final de 2006. Cerca de 24,7 milhões desses casos se encontram na África subsaariana. Em 2006, ocorreram 4,9 milhões de novas infecções por HIV, o que representa quase 14 mil novos casos por dia.
As regiões com o maior número de pessoas vivendo com HIV/Aids, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, são:
África Subsaariana - 24,7 milhões
Sul e Sudeste da Ásia - 7,8 milhões
América Latina - 1,7 milhões
América do Norte - 1,4 milhões
Leste Europeu/Ásia Central - 1,7 milhões
|
História do HIV/AIDS 1926/1946 - o HIV se espalhou possivelmente dos macacos para os humanos. Ninguém sabe ao certo. 1959 - um homem morre no Congo e muitos pesquisadores dizem ser o primeiro caso comprovado de morte por Aids. 1981 - o CDC informa a ocorrência de um tipo até então raro de câncer. 1982 - o termo Aids é usado pela primeira vez, e recebe uma definição do CDC. 1983/1984 - cientistas americanos e franceses reivindicam a descoberta do vírus que mais tarde seria chamado de HIV. 1985 - a FDA aprova o primeiro teste de anticorpos de HIV para doadores de sangue. 1987 - o AZT é a primeira droga anti-HIV aprovada pela FDA. 1991 - a estrela do basquete Magic Johnson anuncia que é HIV positivo. 1996 - a FDA aprova os primeiros inibidores de protease. 1999 - Estima-se que há 650 mil a 900 mil americanos vivendo com HIV/Aids. 2002 - o número de mortos pela Aids atinge cerca de 28,1 milhões. |
A Aids é uma das piores crises de saúde vistas atualmente. Sem nenhum tratamento eficiente, a maioria dos especialistas dá ênfase à prevenção para impedir o alastramento do HIV.
Em 1996, o Brasil adotou uma política de distribuição das drogas que devem ser administradas pelos portadores do vírus HIV. Além disso, o programa nacional de Aids reúne especialistas no tratamento da doença para estabelecer parâmetros de tratamento e acompanhamento de pessoas portadoras do vírus; estes consensos geram documentos de orientação, que são disponibilizados ao público, servindo de guia de orientação dos médicos envolvidos no tratamento e também para a aquisição dos medicamentos por parte do próprio programa.
A distribuição dos medicamentos é feita através do SUS (Sistema Único de Saúde). No entanto, apenas distribuir medicamentos não garante a qualidade do tratamento; é necessário monitorar a resposta dos pacientes à medicação, para que se possa avaliar sua eficácia. Assim, o programa disponibiliza exames e acompanhamento médico para quem precisa.
No campo da luta contra a Aids durante a gestação e a lactação, o Brasil lançou, em 2006, uma campanha para reduzir os índices de transmissão naquele período. Inicialmente, o esforço da campanha foi no sentido de convencer e informar as mulheres grávidas sobre a necessidade de fazerem um exame, que é realizado gratuitamente desde 1996.
Fonte: www.hsw.com.br

A fita vermelha é um símbolo da solidariedade pelas pessoas
infectadas com o HIV e por aquelas que têm de viver com SIDA
A síndrome da imunodeficiência adquirida AIDS é uma doença do sistema imunológico humano causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).
Esta condição reduz progressivamente a eficácia do sistema imunológico e deixa as pessoas suscetíveis a infecções oportunistas e tumores.
O HIV é transmitido através do contato direto de uma membrana mucosa ou na corrente sanguínea com um fluido corporal que contêm o HIV, tais como sangue, sêmen, secreção vaginal, fluído preseminal e leite materno.
Esta transmissão pode acontecer durante o sexo retal, vaginal ou oral, transfusão de sangue, agulhas hipodérmicas contaminadas, o intercâmbio entre a mãe e o bebê durante a gravidez, parto, amamentação ou outra exposição a um dos fluidos corporais acima.
A Aids hoje é considerada uma pandemia. Em 2007, estimava-se que 33,2 milhões de pessoas viviam com a doença em todo o mundo e que a Aids tenha matado cerca de 2,1 milhões de pessoas, incluindo 330.000 crianças. Mais de três quartos dessas mortes ocorreram na África Subsaariana.
A pesquisa genética indica que o HIV teve origem na África centro-ocidental durante o século XIX e início do século XX.[8][9] A Aids foi reconhecida pela primeira vez pelos Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos, em 1981, e sua causa, o HIV, foi identificado no início dos anos 1980.
Embora os tratamentos para a AIDS e HIV possam retardar o curso da doença, não há atualmente nenhuma cura ou vacina. O tratamento anti-retroviral reduz a mortalidade e a morbidade da infecção pelo HIV, mas estes medicamentos são caros e o acesso a medicamentos anti-retrovirais de rotina não está disponível em todos os países.
Devido à dificuldade em tratar a infecção pelo HIV, a prevenção da infecção é um objetivo-chave para controlar a pandemia da AIDS, com organizações de promoção da saúde do sexo seguro e programas de troca de seringas na tentativa de retardar a propagação do vírus.
A AIDS é a última consequência clínica da infecção pelo HIV. O HIV é um retrovírus, ou seja é um vírus com genoma de RNA, que infecta as células e, através da sua enzima transcriptase reversa, produz uma cópia do seu genoma em DNA e incorpora o seu próprio genoma no genoma humano, localizado no núcleo da célula infectada.
O HIV é quase certamente derivado do vírus da imunodeficiência símia. Há dois vírus HIV, o HIV que causa a SIDA/AIDS típica, presente em todo o mundo, e o HIV-2, que causa uma doença em tudo semelhante, mais frequente na África Ocidental, e também existente em Portugal.
O HIV reconhece a proteína de membrana CD4, presente nos linfócitos T4 e macrófagos, e pode ter receptores para outros dois tipos de moléculas presentes na membrana celular de células humanas: o CCR5 e o CXCR4. O CCR5 está presente nos macrófagos e o CXCR4 existe em ambos macrófagos e linfócitos T4, mas em pouca quantidade nos macrófagos.
O HIV acopla a essas células por esses receptores (que são usados pelas células para reconhecer algumas citocinas, mais precisamente quimiocinas), e entra nelas fundindo a sua membrana com a da célula. Cada virion de HIV só tem um dos receptores, ou para o CCR5, o virion M-trópico, ou para o CXCR4, o virion T-trópico. Uma forma pode-se converter na outra através de mutações no DNA do vírus, já que ambos os receptores são similares.

Micrografia eletrônica de varredura de HIV-1, em cor verde, saindo
de um linfócito cultivado
A infecção por HIV normalmente é por secreções genitais ou sangue. Os macrófagos são muito mais frequentes que os linfócitos T4 nesses liquidos, e sobrevivem melhor, logo os virions M-trópicos são normalmente aqueles que transmitem as infecções. No entanto, como os M-trópicos não invadem os linfócitos, eles não causam a diminuição dos seus números, que define a SIDA. No entanto, os M-trópicos multiplicam-se e rapidamente surgem virions mutantes que são T-trópicos.
Os virions T-trópicos são pouco infecciosos, mas como são invasores dos linfócitos, são os que ultimamente causam a imunodeficiência. É sabido que os raros indivíduos que não expressam CCR5 por defeito genético não adquirem o vírus da HIV mesmo se repetidamente em risco.
O HIV causa danos nos linfócitos, provocando a sua lise, ou morte celular, devido à enorme quantidade de novos virions produzidos no seu interior, usando a sua maquinaria de síntese de proteínas e de DNA. Outros linfócitos produzem proteínas do vírus que expressam nas suas membranas e são destruídos pelo próprio sistema imunitário.
Nos linfócitos em que o vírus não se replica mas antes se integra no genoma nuclear, a sua função é afetada, enquanto nos macrófagos produz infecção latente na maioria dos casos. Julga-se que os macrófagos sejam um reservatório do vírus nos doentes, sendo outro reservatório os gânglios linfáticos, para os quais os linfócitos infectados migram, e onde disseminam os virions por outros linfócitos aí presentes.
É irónico como a resposta imunitária ao HIV nas primeiras semanas de infecção é eficaz em destruí-lo, mas as concentrações de linfócitos nos gânglios linfáticos devido à resposta vigorosa levam a que os virions sobreviventes infectem gradualmente mais e mais linfócitos, até que a resposta imunitária seja revertida.
A reação eficaz é feita pelos linfócitos T8, que destroem todas as células infectadas. Contudo, os T8, como todo o sistema imunitário, está sob controlo de citocinas (proteínas mediadoras) produzidas, pelos T4, que são infectados.
Eles diminuem em número com a progressão da doença, e a resposta inicialmente eficaz dos T8 vai sendo enfraquecida. Além disso as constantes mutações do DNA do HIV mudam a conformação das proteínas de superfície, dificultando continuamente o seu reconhecimento.
As três principais vias de transmissão do HIV são contato sexual, exposição a fluidos ou tecidos corporais infectados e da mãe para o feto ou criança durante o período perinatal.
É possível encontrar o HIV na saliva, lágrimas e urina dos indivíduos infectados, mas não há casos registados de infecção por essas secreções e o risco de infecção é insignificante.[34] O tratamento anti-retroviral em pacientes infectados também reduz significativamente sua capacidade de transmitir o HIV para outras pessoas, reduzindo a quantidade de vírus em seus fluidos corporais para níveis indetectáveis.
A maioria das infecções por HIV são adquiridas através de relações sexuais desprotegidas entre parceiros, um dos quais sendo portador do HIV. O principal modo de contaminação pelo HIV é através de contato sexual entre membros do sexo oposto.

O preservativo é o metódo mais eficaz de prevenção contra
o HIV/AIDS e outras DSTs.
Durante um ato sexual, apenas preservativos masculinos ou femininos podem reduzir o risco de infecção por HIV e outras DSTs. A melhor evidência até agora indica que o uso do preservativo reduz o risco típico de transmissão heterossexual do HIV em cerca de 80% a longo prazo, embora o benefício poderá ser maior se os preservativos forem usados corretamente em cada ocasião.
O preservativo masculino de látex, se usado corretamente sem lubrificantes à base de petróleo, é a única tecnologia disponível mais eficaz para reduzir a transmissão sexual do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Os fabricantes recomendam que lubrificantes à base de petróleo, como vaselina, não devem ser utilizados com preservativos de látex, porque dissolvem o material, fazendo com que o preservativo fique poroso. Se a lubrificação é desejada, os fabricantes recomendam usar lubrificantes à base de água. Os lubrificantes à base de óleo pode ser usado com preservativos de poliuretano.
Os preservativos femininos são feitos geralmente de poliuretano, mas também são feitos de látex e borracha nitrílica. Eles são maiores do que os preservativos masculinos e têm uma abertura mais rígida em forma de anel com um anel interno projetado para ser introduzido no órgão genital feminino mantendo o preservativo em seu lugar, inserir o preservativo feminino requer apertar o anel. Preservativos femininos foram apresentados como uma estratégia importante de prevenção do HIV. Atualmente, a disponibilidade de preservativo feminino é muito baixa e o preço continua a ser proibitivo para muitas mulheres.
Estudos sobre casais com um dos parceiros infectado mostram que, com o uso consistente do preservativo, as taxas de infecção pelo HIV para o parceiro não infectado são inferiores a 1% ao ano. As estratégias de prevenção são bem conhecidas nos países desenvolvidos, mas estudos epidemiológicos e comportamentais na Europa e América do Norte sugerem que uma minoria significativa de jovens continuam a exercer práticas de alto risco, apesar do conhecimento de HIV/AIDS, subestimando seu próprio corpo a se infectar com o HIV.
Ensaios clínicos randomizados têm demonstrado que a circuncisão masculina reduz o risco de infecção por HIV entre homens heterossexuais em até 60%.
Espera-se que este procedimento seja promovido ativamente em muitos dos países afetados pelo HIV, embora isso implicará enfrentar uma série de questões práticas e culturais.
No entanto, os programas para incentivar a utilização do preservativo, nomeadamente fornecendo-lhes gratuitamente àqueles em situação de pobreza, são estimados em ser 95 vezes mais eficazes do que a circuncisão em reduzir a taxa de HIV na África sub-saariana.
Fonte: pt.wikipedia.org