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AIDS

A AIDS, ou "Síndrome da imunodeficiência adquirida" não é uma doença com seus sintomas característicos, mas sim um conjunto de doenças variadas podendo se manifestar de maneiras bem diferentes de indivíduo para indivíduo. É causada pelo vírus HIV (Human immunodeficiency virus), cuja ação principal é destruir as nossas defesas pessoais contra agentes estranhos ao nosso organismo.

Nós possuímos em nosso sangue um batalhão de células brancas que ajudam a combater qualquer agente intruso em contato com o corpo. Essas células são chamadas linfócitos.Existem três tipos de linfócitos, sendo que o vírus HIV tem predileção pelo "linfócito auxiliador", que é justamente aquele que ajuda a produzir mais células para combater o agente inimigo.

Com isso, quando uma pessoa adquire AIDS,seu organismo se torna totalmente sensível a qualquer doença, não tendo força necessária para eliminá-la.

Existem dois tipos de vírus da AIDS: o HIV-1,que é o mais difundido pelo mundo, e o tipo HIV-2, encontrado principalmente no oeste da África .

O que é

Ao adquirir o vírus, a pessoa começa a apresentar sintomas que lembram bastante uma gripe, tais como dor de cabeça, febre, gânglios inchados ou mesmo vermelhidão na pele. Apenas 40% das pessoas apresentam esses sintomas, sendo que na maioria das pessoas a contaminação passa despercebida por um bom tempo. Somente de 3 a 6 meses após ter adquirido o vírus da AIDS é que a pessoa começa a desenvolver os anticorpos para combater o vírus.

Passado algum tempo, a pessoa entra na fase latente da doença, em que não existe nenhuma evidência clínica de que a pessoa esteja doente.

Porém o vírus pode ser detectado no sangue, bem como se notar a diminuição dos tais linfócitos auxiliares. Podem ocorrer sintomas mais brandos da doença, como herpes simples, herpes zoster, diarréias, febre baixa, sudorese intensa, perda de peso, além de infecções bacterianas, como pneumonias, tuberculose. Só depois de um certo período de tempo é que a pessoa começa a apresentar os sintomas mais graves da doença, com a resistência do organismo para combater inf'ecções cada vez mais debilitada.

Nesta fase o indivíduo começa a pegar doenças infecciosas bem raras, o que muitas vezes faz chamar a atenção para o diagnóstico da AIDS. Por exemplo, quando adquire pneumonia, em geral é por um organismo chamado Pneumocystis carinii, que só acomete pessoas bem debilitadas. Também é comum adquirir meningite, em geral causada por um fungo bastante raro chamado Cryptococcus neoformans, que é bem difícil de ser tratado

A tuberculose, que parecia estar sendo controlada no mundo, vem ganhando força total com o surgimento da AIDS, em que vários pacientes são acometidos.

No cérebro podem aparecer abcessos, causados por um outro germe bastante raro, o Toxoplasma gondi.

São muito frequentes as lesões na boca causadas pelo fungo Candida albicans, formando placas esbranquiçadas pela boca e garganta, bem como feridas causadas por Herpes. Na pele pode aparecer o Sarcoma de Kaposi, que são manchas arroxeadas distribuidas pelo corpo, sendo que o grupo de pessoas que apresenta esta variedade da doença tem o melhor prognóstico.

Em resumo, uma pessoa pode adquirir uma dessas doenças acima, ou ter a mesma várias vezes, com períodos de melhora, e a sua sobrevida vai depender basicamente da resposta da pessoa aos antibióticos ou tratamentos indicados. Como essas doenças são bem graves, muitas vezes não se consegue combatê-las e a pessoa então acaba morrendo.

Tratamento

Não existe nenhum tratamento específico para a AIDS. O que se tem atualmente são medicamentos que impedem do vírus se replicar, como o AZT, que junto com uma série de medidas adotadas como uma boa dieta, exercícios regulares, manter hábitos regulares de descanso, ajudam a pessoa a ter uma melhor chance de sobrevida.Segundo as pesquisas, quando uma pessoa adquire o virus da AIDS, pode levar até 5 anos para começar a ter os primeiros sintomas.

Depois de ter sido feito o diagnóstico de AIDS propriamente dita, ou seja, já na fase avançada da síndrome, a pessoa pode viver por volta de 4 anos ou menos, sendo que a média de duração de vida depois de ter adquirido o vírus é de 10 a 15 anos. Por muito tempo vem se divulgando as formas de se prevenir contra a AIDS. E a prevenção ainda é a melhor forma de combatê-la.

Como se sabe, o vírus da AIDS pode ser transmitido pelo sangue, pelo contato sexual e da mãe para o feto, através da placenta.Com isso, a medida mais importante é o uso de preservativos durante a relação sexual, o uso de seringas descartáveis, evitar o uso de drogas injetáveis, principalmente utilizando-se a mesma agulha em outros indivíduos.

No caso da mãe que possue o vírus da AIDS, existe uma chance de 30% dela passar o vírus para o feto através da placenta, então deve-se fazer um esforço para evitar que as mulheres infectadas fiquem grávidas.

Fonte: www.ufv.br

AIDS

A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) é uma manifestação clínica avançada da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV-1 e HIV-2). Geralmente, a infecção pelo HIV leva a uma imunossupressão progressiva, especialmente da imunidade celular, e a uma desregulação imunitária. Tais desregulações e supressões imunitárias acabam por resultar em infecções oportunístas, neoplasias e/ou manifestações (demência, caquexia, trombicitopenia etc.) que são condições definidoras de AIDS, quando em presença da infecção pelo HIV.

A AIDS, como doença totalmente manifesta, caracteriza-se por contagens de linfócitos T CD4+ abaixo de 200/mm3 (milímetros cúbicos), sendo frequentemente associada a doenças vistas especificamente em pacientes com grave disfunção imune celular.

Geralmente subdivide-se a AIDS em dois estágios: doença do HIV sintomática tardia e doença do HIV avançada. A doença tardia do HIV caracteriza-se por complicações infecciosas secundárias usualmente tratáveis, como reativação de tuberculose, pneumocistose pulmonar, candidíase esofágica, toxoplasmose etc. Já os pacientes com doença avançada do HIV costumam desenvolver doenças mais refratárias, como retinite citomegálica, micobacteriose do complexo avium-intracelulare, leucoencefalopatia multifocal progressiva, linfomas etc.

Uma infecção comum, que numa pessoa sem AIDS possa ser curada facilmente, pode se tornar fatal para uma pessoa contaminada com o HIV.

O advento da terapia anti-retroviral e das profilaxias tem modificado substancialmente a história natural da AIDS, aumentando a sobrevida média.

IMPORTANTE

NÃO DISCRIMINE
O DOENTE DE AIDS.
ELE NÃO OFERECE PERIGO.
ELE PRECISA DA SUA COMPREENSÃO !

Sintomas da AIDS

ESTÁGIO 1

Tempo aproximado: de semanas a 6 meses

Você parece sadio. O teste da AIDS pode dar negativo. Mas mesmo parecendo sadio e com o teste negativo você já pode transmitir o vírus a outras pessoas.

ESTÁGIO 2

Geralmente pode levar de 1 ano a 5 anos (ou mais)

Você mantém a aparência saudável mas o teste da AIDS já dá positivo. Você é um portador do HIV.

ESTÁGIO 3

Não tem tempo determinado: pode aparecer em meses ou anos

A AIDS é um mal que se disfarça muito bem no organismo da pessoa contaminada. É importante notar que muitos dos sinais e sintomas da AIDS podem ocorrer por causa de outras doenças comuns em nosso meio. Isso significa que a presença de um ou outro dos sinais ou sintomas citados a seguir não quer dizer que a pessoa está contaminada com vírus da AIDS.

Neste estágio alguns sinais e sintomas podem sugerir a contaminação pelo HIV:

Cansaço e fraqueza anormais para desenvolver as atividades habituais;

Emagrecimento sem causa aparente;

Febre contínua, suores noturnos;

Ínguas que duram mais de três meses;

Tosse seca, prolongada, sem ter bronquite ou ser fumante;

Sapinho na boca;

Diarréia prolongada;

ESTÁGIO 4

Pode ocorrer no período de meses ou anos

Por ter queda nas defesas do corpo, a pessoa contaminada com o vírus da AIDS facilmente pega outras doenças graves, que poderão levá-lo à morte. As mais comuns são pneumonia, câncer, diversos tipos de infecções e problemas no cérebro. Nesta fase é que se diz geralmente que a pessoa já está com AIDS. Entre uma complicação e outra, o portador de AIDS pode apresentar aparência de saúde razoável, pelo menos no começo.

Se alguém estiver desconfiado de que está com o vírus porque teve um comportamento de risco (sexo sem proteção ou compartilhamento de seringas e agulhas, por exemplo), é importante consultar um médico ou então um serviço de saúde especializado que possa tirar todas as dúvidas e até realizar o teste da AIDS.

VÍRUS HIV

AIDS

O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília dos lentivírus. Vários estudos epidemiológicos têm demonstrado que a via sexual é a forma de transmissão predominante do HIV, através da exposição a secreções contagiosas que contenham o vírus e/ou células infectadas. Outra forma significativa de transmissão ocorre através de exposição parenteral a sangue, hemoderivados ou tecidos infectados pelo HIV, assim como também desta forma ocorre a transmissão perinatal. Apesar de já se ter isolado o HIV a partir de secreções e tecidos de diversas origens, o potencial de infectividade destas fontes de isolamento mostra-se bastante limitado.

Por exemplo, a saliva contém enzimas e outras substâncias que inativam o HIV, sendo, portanto, muito improvável que o transmita. O contato casual não é associado à transmissão do HIV, devido à não exposição, nestas circunstâncias, ao sangue ou a outros fluidos corporais contagiosos. Estudos epidemiológicos e parasitológicos têm refutado a teoria de que mosquitos e outros insetos pudessem ser vetores de transmissão do HIV.

Em 1986, foi detectado em Lisboa, Portugal, em indivíduos procedentes de Guiné-Bissau e Cabo Verde (ilhas portuguesas situadas a oeste da África Ocidental), um novo retrovírus humano, chamado HIV-2.

Posteriormente, em 1987, o HIV-2 foi detectado em seis diferentes países europeus. Em junho de 1987, o HIV-2 foi detectado por Veronesi e Cols, pela primeira vez nas Américas, em São Paulo, Brasil.

O HIV-2 é extremamente raro entre doadores de sangue dos EUA (três positivos entre 74 milhões de doadores de sangue e plasma). Também no Brasil é raro o encontro de HIV-2 em bancos de sangue.

Fonte: www.aidsbrasil.com

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