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AIDS

Ação do HIV

1. De que forma o HIV consegue enfraquecer o organismo da pessoa infectada?

Atacando certos linfócitos, os defensores naturais do corpo. O linfócito escolhido pelo HIV – um vírus citopático, ou seja, capaz de destruir células – chama-se CD4, e é o responsável por "soar o alarme", isto é, alertar ao sistema imunológico que é necessário se defender. Sem estar avisado de que precisa combater os "invasores", este sistema falha em sua tarefa, tornando os pacientes com Aids mais vulneráveis a uma ou mais infecções causadas por bactérias, vírus ou outros parasitas.

2. O que é HIV?

HIV significa Vírus da Imunodeficiência Humana (a sigla vem do nome da doença em inglês, Acquired Immunodeficiency Syndrome). Por síndrome entende-se um conjunto de sinais e sintomas de uma doença.

Imunodeficiência é o enfraquecimento do sistema imunitário, responsável pela defesa do corpo contra as infecções e doenças em geral. Assim, o organismo de uma pessoa atingida pelo HIV pode se tornar mais frágil diante de certos micróbios, bactérias e vírus.

3. O que é infecção aguda pelo HIV?

Trata-se de alguns sintomas que aparecem logo depois da transmissão do vírus.

Acontece em 50% a 90% dos pacientes, sendo que alguns sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe: febre alta, dores musculares e articulares, gânglios, dor de garganta, vermelhidão no corpo e perda de peso figuram entre eles. Tendem a desaparecer espontaneamente após aproximadamente 14 dias.

Apesar de não se dispor de dados científicos comprovados, estima-se que uma pessoa recém-infectada seja potencialmente transmissora do HIV dentro de 2 a 4 dias após contrair o vírus.

Exposição acidental

1. O que é o coquetel do dia seguinte?

São os medicamentos anti-retrovirais usados após a pessoa ter exposição acidental ao vírus. No Brasil é preconizado após acidentes de trabalho, quando médicos ou pessoal da enfermagem se ferem com uma agulha ou objeto cortante contaminado; ou em vítimas de estupros. Em alguns países, como a França, tem sido recomendado também depois de relação sexual sem preservativos com parceiro infectado.

Janela imunológica

1. Quanto tempo leva para o vírus aparecer no exame?

Para saber se está infectado ou não, o indivíduo deve esperar, em média, três meses após a exposição a uma situação de risco, para só depois submeter-se ao teste anti-HIV. Este período é chamado pelos médicos de “janela imunológica”, isto é, trata-se do tempo necessário para que o organismo produza quantidade suficiente de anticorpos contra o vírus, a ponto de ser detectada pelos exames de sangue.

Entenda: o teste não detecta diretamente o vírus, mas os anticorpos para este vírus. Deverá ser repetido seis meses após a exposição.

Sexo oral

1. Como evitar ou diminuir o risco durante o sexo oral?

Se for realizar sexo oral em um homem, recomenda-se que o parceiro use preservativo, para evitar o contato direto boca/órgão genital mascilino. Caso o pratique em uma mulher, aconselha-se o uso de uma barreira que impeça o contato direto boca/aparelho reprodutor feminino. Esta barreira pode ser uma camisinha cortada - formando um retângulo - ou filme de PVC, usado na cozinha (rolopac, magipac, etc...).

Existem, ainda, outros meios de diminuir os riscos presentes no sexo oral:

Evitar fazer sexo oral se tiver algum machucado, lesão ou inflamação na boca (inclusive gengivite).

Evitar fazer sexo oral se tiver algum sangramento na boca ou se acabou de escovar os dentes e houve sangramento.

Quem faz sexo oral em um homem deve evitar ejaculação na boca, e quem faz em uma mulher, deve evitar fazê-lo durante o período menstrual.

2. Qual é o risco presente na prática de sexo oral?

O sexo oral sempre foi tido como uma atividade de menor risco, mas nunca foi considerado sem risco algum. Vale lembrar que outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, herpes e gonorréia, podem ser facilmente passadas por meio desta prática.

A chance de transmissão do HIV por sexo oral é maior quando o soropositivo (ou o parceiro dele) tem DSTs não tratadas. Também é mais perigoso se tiver cortes abertos, úlceras ou machucados na boca, garganta infeccionada, amidalite ou alguma doença na gengiva.

Em geral, o perigo é maior para quem realiza o sexo oral, isto é, aquele que coloca a boca na região genital do outro: esperma, fluido vaginal ou sangue menstrual do(a) parceiro(a) poderão entrar em contato direto com a parte interna da boca, que freqüentemente tem lesões. Parece não haver riscos para quem recebe sexo oral, seja homem ou mulher.

Sexo seguro

1. A camisinha realmente previne a infecção pelo HIV?

Os preservativos são meios eficazes e capazes de impedir a transmissão sexual do HIV, desde que alguns cuidados sejam respeitados.

Para a camisinha não arrebentar, é importante:

Olhar o prazo de validade

Abrir a embalagem só na hora de usar

Não usar lubrificante oleoso (manteiga, óleo, vaselina, etc)

Só usar lubrificante à base de água (KY, Preservgel, glicerina líquida, etc)

Colocar a camisinha sobre o órgão genital mascilino quando já estiver ereto

Apertar a ponta da camisinha antes de desenrolar

Desenrolar até a base do órgão genital mascilino

Tirar a camisinha logo depois da ejaculação, com o órgão genital mascilino ainda ereto

Usar uma camisinha nova, a cada relação.

2. Eu e o meu parceiro somos soropositivos. Precisamos usar preservativo na hora do sexo?

Sim. Porque, com o passar dos anos, os anticorpos do soropositivo vão perdendo sua capacidade de neutralizar o HIV. Além disso, quando ocorre re-infecção pelo vírus da Aids pode-se receber cepas (espécies) de vírus diferentes das de origem, que, eventualmente, têm maior poder de infectividade, causando maiores danos, podendo, inclusive, dificultar o controle da doença. Outro problema é ser re-contaminado com vírus que já sejam resistentes a medicamentos ainda não utilizados, impedindo o seu emprego futuro.

3. O que é sexo seguro?

Sexo (mais) seguro envolve algumas medidas para impedir o contágio pelo HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis, durante as relações sexuais.

Constitui-se, basicamente de: usar camisinha durante as relações sexuais vaginais e anais com penetração – evitando, assim, a trocas de fluídos (esperma; secreção vaginal; sangramento menstrual) e usar preservativo também durante o sexo oral.

Não se esqueça: há várias outras formas de trocar carinho e afeto, como roçar, beliscar e lamber o corpo do (a) companheiro (a), além de masturbação mútua.

Sintomas

1. Existem sintomas da Aids? Quais são?

Não se pode dizer que existam sintomas diretamente relacionados ao vírus da Aids: na verdade, devem-se às chamadas doenças oportunistas – aquelas que se aproveitam do enfraquecimento do organismo para se instalarem, como tuberculose, pneumonia, Sarcoma de Kasposi, etc.

Por outro lado, existem vários “sinais” do desenvolvimento da Aids.

Entre os mais freqüentes, encontram-se: emagrecimento com perda de mais de 10% do peso corporal; diarréia prolongada (por mais de um mês); febre persistente (por mais de um mês); tosse seca e sem motivo aparente; suores noturnos; fadiga permanente; candidíase (sapinho) persistente – oral ou vaginal.

2. Quanto tempo leva para que um soropositivo apresente sintomas, ou melhor, sinais da Aids?

Varia muito de pessoa para pessoa: não existe qualquer prazo definido. A maioria passa mais de dez anos sem nada diferente e alguns podem até nunca desenvolver Aids, mesmo estando infectados pelo HIV.

Lembre-se: o acompanhamento médico adequado é um dos fatores que mais contribui para a qualidade e o tempo de vida.

Teste anti-HIV

1. Dá para fazer o exame anti-HIV de graça?

Sim. Ele pode ser feito de graça nos Centros de Testagem Anônima; Postos de Saúde e Hospitais Públicos. Os médicos devem sugerir às grávidas que se submetam ao exame durante o pré-natal, conforme determina o Ministério da Saúde.

Transmissão

1. Beijo na boca pode passar o vírus?

Não há nenhuma prova de que o beijo profundo tenha transmitido a doença. Na própria saliva existem determinadas substâncias (fibronectina e glicoproteínas), capazes de neutralizar o vírus. A única possibilidade de contágio é se alguém infectado estiver com ferida na mucosa e o parceiro também.

2. Como não se pega Aids?

Por meio de:

Abraços, carícias ou aperto de mão

Vasos sanitários, copos, talheres, roupas ou sabonetes

Saliva, suor ou lágrima

Picadas de mosquito, pulgas, piolhos, percevejos ou outros insetos que possam estar presentes na casa de um portador ou doente de Aids. Os mosquitos não podem transmitir o vírus, pois: 1) sugam sangue e injetam saliva; 2) O HIV morre ao penetrar no organismo destes insetos

Piscina ou praia

No assento do ônibus, cadeiras, bancos públicos de praças, parques ou hospitais

Alimentos

Doação de sangue com material descartável.

3. Como se transmite o HIV?

Qualquer pessoa infectada pelo HIV pode passar o vírus para os outros, independentemente de estar ou não desenvolvendo sintomas ou saber ou não se tem o vírus.

O HIV é encontrado em líquidos e secreções corporais como sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. Por isso, práticas que permitam o contato destes fluídos com as mucosas e a corrente sangüínea de outro indivíduo pode causar a transmissão.

Isso ocorre nas seguintes situações:

Nas relações sexuais sem camisinha

Compartilhamento de seringas e agulhas, ao usar drogas injetáveis

Por meio de transfusão de sangue não testado

Da mãe contaminada para o filho: durante a gestação, no parto ou pelo aleitamento materno.

4. É possível ser infectado através de alicate de unha ou aparelho de barbear?

As chances são de 1 para 500, ou seja, ínfimas. O vírus da Aids é instável e morre muito rápido em qualquer superfície cortante, a não ser que o sangue esteja muito fresco. Para haver um contágio é necessário que a pessoa entre em contato com o sangue imediatamente após a exposição.

5. Há outras maneiras de se pegar o HIV, fora as mais conhecidas?

Apesar de muito pequenas, existem, sim, chances de se adquirir o vírus por meio de:

Transplante de órgãos, na falta de triagem para o HIV

Inseminação artificial, caso o banco de sêmen não tenha testado os doadores

Instrumentos utilizados nos consultórios de dentistas, quando não esterilizados. Instrumentos cirúrgicos empregados em procedimentos invasivos (que penetram no corpo)

Compartilhamento de escova de dente, em situações de sangramentos

Tatuagem e acupuntura, com instrumentos não-descartáveis ou esterilizados.

6. Pode-se contrair o HIV ao manipular secreções de uma pessoa infectada?

Quando existir o contato da pele com fluídos corporais ou secreções (sangue, sêmen, secreção pré-seminal, secreção vaginal e leite materno) a transmissão do HIV só poderá ocorrer se houver uma “porta de entrada”, como ferida aberta, lesão ou perda da integridade da pele tipo úlcera, escoriação, sangramento ou qualquer situação em que possa haver a absorção destes líquidos.

7. Relação sexual com mulher pode transmitir o HIV?

Sim. A secreção vaginal também transmite o vírus.

Os homens são menos vulneráveis a infecção pelo HIV do que as mulheres, no que se refere à transmissão heterossexual: a área da mucosa peniana é menor do que a do órgão reprodutor feminino, ficando, portanto, menos exposta durante a relação sexual, dificultando a penetração do vírus. Somando-se a esse fato, o contingente feminino é mais vulnerável visto que, após a ejaculação, o esperma fica algum tempo dentro do órgão genital femininoe do útero.

Tudo dependerá, entretanto, do tipo de contato sexual; da presença de micro-lesões ou doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Em tempo: o risco de transmissão do HIV de mulher para homem se torna maior quando a relação acontece sem proteção, durante o período menstrual.

Fonte: www.aids.org.br

AIDS

O que é HIV?

HIV é a sigla em inglês para o Vírus da Imunodeficiência Humana, causador da Aids. Quando o HIV entra na corrente sanguínea de uma pessoa, ele passa a atacar as células do sistema imunológico, responsáveis por defender nosso organismo de doenças. Nesse caso, diz-se que a pessoa é soropositiva.

O que é Aids?

Aids é a sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Diz-se que uma pessoa tem Aids quando o ataque constante e progressivo do HIV ao sistema imunológico torna seu organismo vulnerável a diversas infecções.

Como se contrai o HIV?

O sêmen, o fluido vaginal e o sangue de uma pessoa com HIV podem contaminar outras pessoas. Manter relações sexuais sem o uso de preservativos e compartilhar agulhas e seringas não esterilizadas são consideradas atitudes de risco.

O bebê de uma mãe infectada pelo HIV pode adquirir o vírus durante a gestação e na hora do parto. O leite materno também pode transmitir o HIV, por isso recomenda-se às mães soropositivas não amamentar.

No passado, muitas pessoas contraíram o HIV ao receber sangue contaminado através de transfusão. Felizmente, atualmente todo o sangue a ser doado é examinado cuidadosamente.

Existem outras formas de se contrair o HIV?

O HIV não é transmitido pela saliva, suor ou lágrimas. Beijar e abraçar uma pessoa com HIV e compartilhar copos, pratos, talheres, roupas, toalhas e banheiro não oferecem risco. Também não se contrai o HIV através de picada de mosquito, ou com a tosse ou espirro de uma pessoa infectada.

O HIV não é transmitido através das relações sociais.

Tenho o HIV. E agora?

Se você fez o teste anti-HIV e descobriu que tem o vírus, o primeiro passo é procurar por atendimento médico específico. Provavelmente, você terá que fazer exames de sangue para detectar como está seu sistema imunológico e sua saúde em geral. Exames e acompanhamento médico são muito importantes para que você siga o tratamento anti-HIV de forma adequada.

A importância dos exames laboratoriais:

Um dos itens mais importantes para avaliar como está seu sistema imunológico é o exame que detecta o nível de células CD4 (que coordenam a resposta do organismo às infecções) no sangue.

O nível ideal varia muito de pessoa para pessoa, mas se houver menos de 200 células por miligrama de sangue, há o risco de ocorrerem infecções. Outro item importante a ser avaliado é a quantidade de HIV presente no sangue, detectada através de exame de carga viral. Quanto maior a quantidade de vírus, maior será o prejuízo para o sistema imunológico.

Fonte: www.saberviver.org.br

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