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Aipo

Aipo

Composição Química

Calorias, água, hidratos de carbono, proteínas, gorduras, sais, vitamina : A, B1, B2,B5, C, potássio, sódio, cálcio, fósforo, ferro.

Uso Medicinal

O aipo encerra propriedades alcalinizante, antipalúdicas, aperientes, carminativas, estimulantes, emenagogas, expectorante, febrífugas, levemente laxantes, Tônicas.

Graças ao seu elevado teor vitamínico, o aipo protege o organismo contra diversas doenças.

Em saladas, o aipo preparado cru, é muito saudável, tônico para o sistema nervoso.

Em sucos

É carminativo, diurético, febrífugo, tônico. Fresco, é muito bom nos casos da anuria, dismenorréia, nefrite, hepatite, icterícia, hidropisia, gota, reumatismo, escoburto, febres, debilidade geral. Dá excelentes resultados no paludismo, caso em que se toma 1 xícara por dia, dividida em 3 ou 4 vezes.

Em caldos ou sopas

O aipo tem sido recomendado. por alguns médicos, contra o reumatismo e a gota.

Em decocção

O aipo é eficaz nas enfermidades dos rins e do fígado, na colite crônica, na debilidade digestiva. É poderoso depurador do sangue. Produz efeitos lisonjeiros na tuberculose. Emprega-se com bons resultados contra a clorose, a anemia por deficiência de ferro, a anemia perniciosa, o ácido úrico, as afecções catarrais. Usam-se 25 a 30 gramas para 1 litro de água.

O decocto do aipo com salsa, previamente picados, é um remédio insuperável contra a disenteria. Toma-se várias xícaras por dia.

Contra a dismenorréia, a pneumonia, o reumatismo e a gota, inclui-se também cebola e coentro na decocção.

Na medicina popular usa-se o cozimento das folhas ou das raízes ( 25 a 30: 1000), misturado com leite fresco e tomado em jejum, como estimulante, aperitivo e diurético ( catarros, brônquicos, icterícia, hidropisia, gota, cólicas renais e reumatismo.

Para combater a asma, os catarros pulmonares crônicos, a rouquidão e a afonia, prepara-se um cozimento de umas 30 gramas de folhas frescas em 1 litro de água, mistura-se com leite fresco, adoça-se com mel de abelhas, toma-se de manhã em jejum.

Recomenda-se o decocto do aipo (20:1000) para lavar úlceras.

Em cataplasmas

As folhas exteriormente aplicadas, agem como resolutivas nos casos de contusão e como detersivas quando aplicadas sobre úlceras. As folhas contundidas, misturadas com sal e vinagre, fazem desaparecer a sarna em pouco tempo.

Em pomadas

Das folhas de aipo em mistura com igual quantidade de folhas de hortelã, prepara-se uma pomada boa para as lactentes aplicarem sobre os bicos dos seios a fim de dissiparem os intumescimentos leitosos.

Raízes

A raiz do aipo é aperiente, carminativa, emenagoga, antiescorbútica, febrífuga e diurética.

A raiz desta planta, forma parte das chamadas "cinco raízes aperitivas", junto com as do aspargo, do funcho, da salsa e da gilbarbeira. A preparação caseira, ou simplificada, do xarope das cinco mencionadas raízes é assim : Toma-se umas 4 colheres de sopa de cada uma das referidas raízes, deitam-se em meio litro de água fervendo, tapa-se bem a panela, deixam-se em maceração durante 12 horas, sendo necessário revolve-la várias vezes. Coasse o liquido, acrescentam-se-lhe 1 quilo de açúcar e aquecesse ligeiramente para formar o xarope, que se toma ás colheradas, como aperitivo e diurético, bem como para favorecer a menstruação.

Em decocção

O aipo tem efeito expectorante. Empregam-se 25 gramas de raiz para 1 litro dágua e toma-se com leite contra a rouquidão e a asma. A mesma tisana também se usa em casos de impaludismo, reumatismo, gota, cólicas nefríticas.

Em infusão

Aplica-se topicamente contra a oftalmia.

Em pó

Seco e moído, é útil contra as chagas cancerosas. Polvilha-se sobre as chagas cancerosas.

Sementes

Têm as mesmas propriedades da raiz. Em infusão, são estimulantes, estomáquicas, tônicas. Usam-se contra a atonia do aparelho digestivo, a neurose, a debilidade geral. Em pó; tostadas e moídas, e agregadas á sopa, ao leite ou ao chá, combatem as flatulências e as enfermidades do estômago e dos intestinos.

Contra - indicações

Não obstante seu valor alimentício, o aipo em forma de saladas, não deve entrar na alimentação dos diabéticos, dos dispépticos e dos que tem estômago fraco.

Fonte: www.aservascuram.50megs.com

Aipo

Aipo

O aipo era usado pelos Gregos e Romanos como planta decorativa. Só na Renascença é que os europeus começaram a cultivá-lo, existindo aproximadamente 30 variedades com os mesmos princípios nutricionais, que se dividem em 2 grupos: o aipo cultivado, ou hortense, ou aipo de folhas e talos – de que se distinguem o dourado, ou branco, e o verde - e o aipo de cabeça, ou aipo nabo, ou aipo rábano ou vermelho.

Todas estas variedades são ricas em vitaminas A, B e C, bem como em cálcio, magnésio, potássio, fósforo e sódio. O aipo auxilia na redução do colesterol e na limpeza do sangue.

O aipo hortense não deve ser muito comprido, deve ter os talos claros e as folhas verdes escuras, enquanto que os de cabeça devem ser médios e ter folhas.

O primeiro aguenta-se muitos dias no frigorífico envolvido num pano húmido e o segundo conserva-se 2 semanas envolvido com película aderente.

Retiram-se os talos exteriores danificados do aipo hortense, lava-se sob água corrente e retiram-se os filamentos duros cortando cada folha pela base e puxando os filamentos no sentido contrário. O verde é usado quase unicamente como erva aromática e o branco come-se cru como aperitivo geralmente mergulhado num molho; os talos são utilizados em saladas; os corações de aipo são o pé do aipo dourado cortado a 10cm da base sem que as folhas, ou talos, tenham sido separados e comem-se recheados ou estufados.

Ao aipo de cabeça cortam-se as folhas – que podem ser aproveitadas noutras receitas -, descasca-se até ficar com uma superfície uniforme, rega-se com sumo de limão para não oxidar ou deita-se num recipiente com água e limão. Come-se cru, ralado em saladas, cozido em água ou num caldo, salteado, estufado, gratinado, em purés ou frito como batatas às rodelas.

Análise nutricional (por 100g)

Proteínas: 0,75g
Hidratos de carbono: 1,95g
Fibra: 1,7g
Vitamina A: 13ug
Vitamina C: 7mg
Cálcio: 40mg
Fósforo: 25g
Magnésio: 11mg
Ferro: 0,40mg
Potássio: 287mg
Zinco: 0,13mg
Sódio: 87mg

Referências

Cozinhar com vegetais, Maria de Lourdes Modesto, Verbo.
A Saúde pela Alimentação, vol. 1, Jorge D. Pamplona Roger, Publicadora Atlântico.

Fonte: www.centrovegetariano.org

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