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Aipo

Aipo

O aipo, cujo nome científico é Apium graveolens, L., pertence à família Umbelliferae. È originário do Mediterrâneo, atualmente bastante cultivada nos países de clima temperado, sendo uma das mais importantes nos Estados Unidos. No Brasil, o seu consumo é restrito, uma vez que poucas pessoas o apreciam, havendo mesmo muitas que o desconhecem.

Entretanto, as colônias americanas e européias, aqui radicadas, são as suas consumidoras.

Além disso, atualmente as indústrias de sopas desidratadas necessitam de grande quantidade dessa planta, aumentando assim, o interesse por sua cultura.

O aipo, também conhecido por salsão, pode ser consumido sob a forma de salada, prestando-se, também, para dar gosto às sopas.

Variedades

Existem inúmeras variedades de aipo, as quais diferem, entre si pelo aspecto da planta, pela coloração da folhagem e pelas dimensões dos pecíolos.

Entre nós as variedades que melhor se comporta são as seguintes: “Gigante de Páscoa”, “Utah” e “Cheio Dourado”.

Plantio

Para o seu cultivo, torna-se necessária a aquisição de sementes de firmas importadoras, visto que as plantas não as produzem em nossas condições climáticas.

A semeação deve ser efetuada em canteiros de 1,20m. de largura com o comprimento necessário para a produção das mudas desejadas, não devemos ultrapassar 20 metros para facilitar os tratos culturais e irrigações.

Os canteiros devem ter a altura de 10cm acima do nível do solo a fim de dar escoamento ao excesso de umidade e evitar as enxurradas.

Esses adubos deverão ser incorporados ao solo oito a dez dias antes semeação, que é efetuada em sulcos espaçados de 15cm no sentido transversal ao comprimento do canteiro, cobrindo-se as sementes com 0,5cm de terra bem destorroada.

Após essa operação, o canteiro é coberto com capim seco sem sementes, regando diariamente até o início da germinação. Quando esta se iniciar, retira-se toda a cobertura, de uma só vez, à tarde.

Tendo, as sementes, bom poder germinativo, ou seja, acima de 60%, emprega-se um grama por metro quadrado de canteiro. Um grama contém, em média, 2.500 sementes.

O canteiro de semeação deverá permanecer sempre limpo, evitando-se, assim, a concorrência de ervas más.

Se houver aglomeração de plantas nas linhas é de toda a conveniência efetuar um desbaste para que as mudas fiquem mais espaçadas e se desenvolvam mais vigorosas.

O transplante deverá ser efetuado quando as mudas apresentarem seis a oito centímetros de altura e quatro a cinco folhas definitivas, o que se entre sessenta e oitenta dias após a semeação.

O transplante deve ser feito em valetas de 25 centímetros de profundidade e distanciadas de 90 centímetros entre si, nas quais as mudas serão plantadas no espaçamento de 30 centímetros. Nessas condições de plantio, haverá facilidade para após o desenvolvimento das plantas, efetuar-se o seu estiolamento.

Quando o aipo se destina às indústrias e caso não exijam o produto estiolado, o espaçamento poderá ser diminuído para 50cm entre as linhas e 20cm entre as plantas.

É aconselhável não irrigar o canteiro de semeação dois dias antes do transplante, para tomar as mudas mais resistentes às condições adversas que poderio encontrar no local definitivo.

Irriga-se bastante na ocasião do transplante, a fim de facilitar a retirada das mudas.

Tais adubos devem ser incorporados ao solo oito a dez dias antes do transplante.

O esterco de curral poderá ser substituído pelo composto na mesma quantidade, ou por esterco de galinha, na quarta parte ou, ainda por torta de mamona ou de algodão, no peso equivalente a um décimo do recomendado. A torta de mamona ou de algodão, ou, esterco de galinha deverá ser incorporado ao solo, um mês antes do plantio para bem se decompor. Se não chover após a aplicação de um desses adubos, irriga-se semanalmente, para favorecer a sua decomposição.

A rotação de ve ser feita com ortaliças de outra família, tais como bata ou rabanete.

Clima e Solo

Essa planta gosta de clima ameno, com temperatura entre 18 e 22ºC, não se adaptando em regiões quentes ou de frio prolongado.

Para as condições do Estado de São Paulo, a melhor época de semeação compreende os meses de março e abril. Semeando-se nessa época, as colheitas terão início em setembro-outubro.

Deve-se dar preferência aos solos areno-argilosos, férteis, profundos, ricos em matéria orgânica e com acidez fraca (pH entre 6,0 e 6,8).

Tratos Culturais

Consistem em capinas para conservar o solo livre de ervas más, anulando assim, a sua concorrência.

Deve-se conservar o solo fofo e de acordo com as necessidades da planta, efetuar a irrigação com intuito de manter um bom teor de umidade no solo. A irrigação pode ser por aspersão ou, preferivelmente, por infiltração.

Deficiência de boro: O aipo é hortaliça exigente em boro. Para fornecer esse micro-elemento à planta, são necessários três pulverizações com ácido bórico comercial, na base de quatro gramas do produto para dez litros de água. Uma das pulverizações deve ser efetuada na sementeira e as outras duas aos trinta e sessenta dias após o transplante das mudas.

A fim de tornar mais eficiente a absorção do ácido bórico pelas folhas, é aconselhável juntar à solução em espalhante-adesivo, na base de três gotas do produto para cada litro da solução.

Se essas pulverizações não forem efetuadas, os pecíolos apresentarão rachaduras de coloração castanha, um dos sintomas típicos de deficiência de boro. Nessas condições, o produto não terá aceitação comercial.

Colheita

Estiolamento

Quando as plantas se mostram bem desenvolvidas já próximas do ponto de consumo, o que se dá aproximadamente quatro meses após o transplante, devem ser amarradas a uma altura de 20 centímetros do colo, chegando-se terra até que os pecíolos fiquem totalmente cobertos.

Essa operação tem por finalidade provocar o estiolamento dos pecíolos tornando-os assim, brancos e com apresentação comercial.

A amarração das folhas e dos pecíolos é indispensável para evitar a entrada de terra junto aos pecíolos centrais.

Decorridos doze a quinze dias dessa operação, os pecíolos estarão estiolados.

Descalçam-se, então as plantas e efetuam-se as colheitas cortando-se abaixo do colo.

A colheita deve ser feita nas horas mais frescas do dia.

Dependendo de grande número de fatores e da variedade em cultivo, a produção pode variar de 12 a 18 ton/ha.

Pragas e Moléstias

Das pragas que atacam o aipo, as mais comuns são os pulgões, pertencentes ao gênero, Aphis, os quais são facilmente controlados com pulverizações.

O aipo é atacado também por nematóides, que mostram a formação de galhas nas raízes e impedem o desenvolvimento normal das plantas. O controle desta praga poderá ser feito com o emprego de nematicidas.

A exposição do solo ao sol, por meio de diversas arações, e também a rotação da cultura com outras espécies que sejam resistentes ao seu ataque, contribuem para a diminuição dos nematóides.

Fonte: www.criareplantar.com.br

Aipo

Aipo

O aipo é conhecido desde a antiguidade. Os gregos se serviam desta erva, os romanos utilizavam muito como coroas nos banquetes e como planta funerária. Na Idade Média suas qualidades terapêuticas foram exploradas.

O cultivo do aipo começou realmente a partir do século XVI, mencionado pela primeira vez pelo agrônomo francês Olivier de Serres, como planta aromática.

O aipo tem propriedades estimulantes, diuréticas e digestivas. Ajuda no tratamento do reumatismo, gota e asma. Seu suco é rico em vitaminas A e C. Além disto, seu talo é rico em fibras.

NA CULINÁRIA

Pode ser comido cru, cortado em rodelas ou ralado, acrescentando uma textura crocante às saladas.

A maior parde dos cozidos, ensopados, molhos e caçarolas se enriquecem e se perfumam com um simples ramo de aipo, pois esta planta possui um óleo com aroma muito forte que se mistura aos alimentos durante o cozimento.

O sal de aipo pode ser utilizado em molhos, saladas ou em drinks como "bloody mary".

Fonte: culinaria.weblog.com.pt

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