
As virtudes curativas do aipo foram descritas nos tratados médicos dos chineses da antiguidade. Suas propriedades eram também apreciadas pelos gregos e romanos, que consumiam habitualmente o vegetal.
O aipo (Apium graveolens), planta herbácea da família das umbelíferas, de duração bienal, pode ultrapassar noventa centímetros de altura. O caule é estriado e as folhas são lobuladas, com as bordas dentadas. As flores, pequenas e brancas, estão reunidas em umbelas, ou seja, inflorescências, nas quais os pedúnculos florais partem de um mesmo ponto e atingem igual altura.
As variedades conhecidas pelo nome de aipo dividem-se em dois grupos principais, o primeiro integrado por todas as espécies cujos pecíolos, de coloração branca, rósea, vermelha ou violácea, são comestíveis.
O segundo inclui as variedades do aipo-rábano ou salsão, algumas das quais têm raízes comestíveis, ao passo que outras apresentam folhas que são usadas como condimento.
O aipo é empregado na alimentação humana cozido ou em saladas. Indicado para o tratamento de diversas doenças como diurético, excitante, antitérmico, carminativo e no combate ao escorbuto, é também usado como aperitivo.
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O aipo (Apium graveolens) pertence à família das Umbelíferas. Encontra-se tios terrenos pantanosos e salinos, cultivando-se particularmente as variedades dulce e lusitanicum.
Não se pode conhecer a qualidade da semente, pelo que a sua compra é uma questão de boa fé. O cultivo em grande extensão é aconselhado apenas quando o aipo encontrar um solo apropriado num lugar úmido e chuvoso.
Nas folhas encontram-se óleo essencial, apiona, niosita, sais; no bulbo: óleo essencial, açúcares, amido, pentosanas, colina, tirosina, glutamina, asparraguina e vitaminas.
Ao teor de óleo essencial se deve o seu efeito específico sobre os rins. Os vasos renais dilatam-se e, portanto, aumentam a expulsão de água. Quando se produz este incremento, cresce a eliminação dos produtos tóxicos do metabolismo, o que explica o seu benéfico emprego nos casos de gota, reumatismo, diátese de ácido úrico com tendência para a formação de cálculos, debilidade nervosa e depressão de ânimo, que podem ser devidas à formação excessiva de ácidos nos tecidos.
A crença popular insiste, não sem razão, em que o óleo extraído das sementes e dos tubérculos radiculares do aipo produz efeitos de tipo hormonal sexual. Contém também glicoquinas, isto é, hormônios de eficácia semelhante à insulina que poupam o consumo desta no tratamento do diabetes.
Como condimento, utiliza-se o aipo tal como a salsa. E muito apreciado preparado como salada. Também se utiliza na sopa, em recheios, e em variados cozidos.
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