A Albânia tem origem no antigo reino da Ilíria. Conquistada pelos romanos em 168 antes de Cristo, é mais tarde (395) incorporada ao domínio bizantino.
No século XV cai em poder dos turcos, que convertem a população ao islamismo e adotam política despótica que desperta o nacionalismo, duramente reprimido.
A Albânia conquista independência após as Guerras Balcânicas. Depois de breve experiência republicana, torna-se monarquia conservadora, liderada por Ahmet Beg Zogu, proclamado rei em 1928 com o nome de Zog I.
Invadida pela Itália em 1939, torna-se comunista após a II Guerra Mundial, sob o comando de Enver Hoxha, que havia liderado a resistência.
Hoxha governa ditatorialmente até sua morte, em abril de 1985. Nesse período, o país distingue-se pelo isolacionismo, que o leva a romper com antigos aliados.
A primeira ruptura é com a Iugoslávia, em 1948, quando os albaneses apóiam o ditador soviético Josef Stálin no conflito com o dirigente iugoslavo Josip Broz Tito.
Apesar da ajuda econômica soviética, Hoxha rompe com a URSS e alia-se em 1961 à China de Mao Tsé-tung. Em 1978, rompe com a China por discordar da aproximação com os EUA.
Mesmo expulsa do Pacto de Varsóvia, em 1968, a aliança militar do antigo bloco socialista, a Albânia mantém política stalinista até o fim do governo de Hoxha.
Seu sucessor, Ramiz Alia, promove a abertura do país e retoma o comércio com a Itália e a Iugoslávia, mas condena a perestroika - reforma empreendida pelo presidente soviético Mikhail Gorbatchov...
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Na antigüidade, Albânia fez parte do Império romano. No período da divisão do mesmo, foi agregada ao Império de Oriente. Durante a Idade Média esteve dominada alternativamente, por Bizâncio e pelos príncipes italianos. Caiu em mãos dos turcos em 1497, após uma resistência encarniçada, que dirigiu Scanderberg, o herói nacional. Tornou a ser independente por ocasião das guerras balcânicas de 1912-1913.
Depois de um período de anarquia, tomou o poder Ahmed Zogú, que em 1928 se fez proclamar rei com o nome de Zogú I. Em 1939, a Itália de Mussolini, já muito influente na Albânia, ocupou o país. Na continuação da Segunda Guerra Mundial, os comunistas, que tinham organizado a resistência e expulsado o invasor, apossaram-se do poder e fundaram uma república popular, cuja política ficou estreitamente ligada à da União Soviética, até 1961. Porém, a instabilidade que viveu a antiga U. R. S. S. , foi muito mal acolhida na Albânia. As relações entre os dois países degradaram-se e, a continuação do XXII Congresso do Partido Comunista soviético, Albânia rompeu relações diplomáticas com a U. R. S. S. em dezembro de 1961.
A vinculação com a República Popular China foi à partir de então muito estreita, tanto no econômico quanto no político. Albânia retirou-se do COMECON e do pacto de Varsóvia. Porém, a política da China para a CEE começou a deteriorar as relações entre ambas, o que culminou com o cessar da ajuda econômica e militar chinesa em julho de 1978. Albânia restabeleceu as relações com numerosos países da Europa, mas rejeitando as relações com a URSS.
Em 1981 suicida-se o primeiro ministro Mehmet Shehu. Em 1985 morre Enver Hoxha, chefe do Partido Albanês do Trabalho (PAT) desde 1941. Em 1988, Albânia, empreende um intercâmbio comercial com a Grécia, para dissimular o isolamento. Em 1990 o PAT começa um programa de reformas econômicas e se restabelecem as relações com a URSS. Nasce o primeiro partido independente e o presidente Ramiz Alia, legaliza os partidos da oposição. Em 1991 os comunistas ganham as eleições, mas renunciam ao poder devido à forte oposição popular. Após a renúncia do presidente Alia, sobe ao poder Sali Berisha, o primeiro não marxista desde a Segunda Guerra Mundial. Em 1993 Albânia estabelece acordos de cooperação militar com EE. UU. Em 1994 assina o ingresso na Associação para a Paz na sede da OTAN, em Bruxelas.
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