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Albert Einstein

Inventor da Lei da Relatividade, maior cientista do século XX e eleito pela revista Time como o homem do século, Einstein revolucionou nossa visão do Universo. Grande cientista e humanista, Albert Einstein ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1922 e foi considerado uma das maiores personalidades de toda a história.

Varias são as lendas sobre sua vida e personalidade, mas a grande maioria não passa de simples “folclore“, como por exemplo, o fato de que Einstein não conseguiu passar em matemática quando ainda era jovem; ou então que não era capaz de lembrar o endereço de sua casa ou de contar o troco correto da passagem de ônibus.

Albert Einstein
Albert Einstein

Sua vida

Albert Einstein nasceu em 1879 em Ulm, na Alemanha, de uma família judia. Logo após seu nascimento, seus pais mudaram-se para Munique onde Albert Einstein passou sua juventude. Freqüentou até os 15 anos a escola Luitpold Gymnasiun. Suas maiores notas eram em Matemática e em Latim. Desde muito jovem demonstrou uma grande capacidade de entender os conceitos matemáticos mais complexos. Aos 12 anos já conhecia a geometria de Euclides.

Quando seus pais se mudaram para Milão, Itália, Einstein continuou seus estudos na Suíça, ingressando, em 1896, na Escola Politécnica Federal, em Zurique. Lá estudou Física e Matemática, tendo se formado em 1901. Em 1905 recebeu seu Ph.D pela Universidade de Zurique, na Suíça. No mesmo ano, publicou quatro artigos de grande importância para o desenvolvimento da Física. Um deles foi sobre o efeito fotoelétrico. Segundo Einstein, sob certas condições a luz se comporta como uma partícula. Esta teoria postulava que a energia dos raios luminosos se transfere em unidades individuais chamadas quanta, contrariando as teorias anteriores que afirmavam que a luz era manifestação de um processo contínuo. Essa teoria marcou a base da atual teoria sobre a natureza da luz.

Em outro artigo, Einstein expôs a formulação inicial da teoria da relatividade que, mais tarde, o tornaria mundialmente conhecido. Einstein propôs a famosa equação

E = mc2. Esta equação afirma que a massa de qualquer objeto é diretamente proporcional à sua energia (E = energia, m = massa do objeto, c = velocidade da luz).

Na época em que foram apresentadas, as teorias de Einstein, além de serem complexas eram altamente polêmicas, gerando muita controvérsia.
Albert Einstein trabalhou no Departamento de Patentes da Suíça, em 1909 e tornou-se professor em Zurique e, dois anos mais tarde, professor de Física Teórica em Praga, voltando a lecionar em Zurique em 1912. Após voltar para a Alemanha em 1914 foi indicado diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física e professor da Universidade de Berlim.

Em 1916, Einstein apresentou sua teoria geral da relatividade, na qual incluiu outras idéias, como o movimento dos corpos sob a influência da gravidade.

Em 1922, recebeu o Prêmio Nobel de Física, por seu trabalho publicado em 1905 sobre os efeitos fotoelétricos.

No entanto, a Alemanha não era um lugar onde um judeu poderia viver em paz. Após a Primeira Guerra Mundial e a devastadora derrota Alemã, o anti-semitismo tomou conta do país. Em 1920, enquanto ministrava uma de suas aulas na Universidade Berlim, Einstein assistiu a uma manifestação anti-semita e percebeu que logo teria que deixar a Alemanha. Um ano mais tarde visitou os Estados Unidos pela primeira vez, país para o qual emigraria, após renunciar à cidadania alemã, doze anos mais tarde, em 1933. Em 1940, Einstein tornou-se cidadão americano.

Na sua chegada aos Estados Unidos, Einstein assumiu o Departamento de Física da Universidade de Princeton, lecionando na mesma até 1945, quando se aposentou.
Einstein foi um sionista ativo, apoiando a criação do Estado de Israel e ajudando a arrecadar fundos para a criação da Universidade Hebraica de Jerusalém, na qual foi presidente de 1925 a 1928. Einstein doou os manuscritos de seus trabalhos científicos à universidade.

Em 1952, o primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion, convidou Einstein para assumir a presidência do país. Einstein recusou o convite alegando não estar à altura do cargo.

Einstein era judeu e sempre acreditou em Deus. Ele defendeu a idéia do cosmo como produto de uma inteligência suprema, responsável pela organização da matéria e da vida.

Ele foi casado duas vezes. O primeiro casamento acabou em divórcio e no segundo, permaneceu até sua morte.

Einstein morreu no dia 18 de abril de 1955 em Princeton, Nova Jersey. Seu corpo foi cremado e seu cérebro doado a Thomas Harvey, patologista do Hospital de Princeton.

Einstein e a Bomba Atômica

Apesar de atuar em prol da paz ao longo de sua vida, Einstein defendeu o desenvolvimento da bomba atômica pelos Estados Unidos, com o objetivo de frear Hitler e a Alemanha nazista. Em 1939, após tomar conhecimento de que os alemães estavam dedicando-se a um sigiloso projeto que envolvia o uso de urânio, Einstein escreveu uma carta ao Presidente Roosevelt, recomendando que os Estados Unidos se dedicassem à pesquisa nuclear. Isto resultaria no Projeto Manhattan e na construção da bomba atômica.

Uma semana antes de sua morte, Einstein assinou sua última carta que foi endereçada a Bertrand Russel. Nela, ele concordava que seu nome fosse incluído em um manifesto em prol de todas as nações que abandonassem as armas nucleares.

Idéias e teorias

Einstein sempre teve uma visão clara sobre os problemas da Física. Foi ele quem descobriu a estrutura essencial do Cosmo. Desde que começou a se dedicar à ciência, o então jovem físico percebeu algumas inadequações nas idéias de Newton. Em uma tentativa de reconciliar as leis da mecânica com o campo da eletromagnética acabou desenvolvendo a teoria da relatividade.

Em 1903 e 1904, ele publicou artigos sobre os fundamentos da mecânica estatística. Em 1905 terminou um trabalho que lhe garantiu o Prêmio Nobel de Física, em 1922, além de finalizar o texto que lhe deu o título de Doutor pela Universidade de Zurique.

A Teoria Especial da Relatividade, proposta por Albert Einstein em 1905, revolucionou a visão que se tinha do mundo. Em todos os modelos precedentes do universo, o espaço e o tempo eram vistos como dimensões absolutas e imutáveis da realidade. Do mesmo modo, a duração dos eventos e as medidas dos objetos eram vistas como qualidades totalmente independentes. A teoria da relatividade veio a modificar tais conceitos.

Nos anos 20, Einstein trabalhou no campo da unificação das teorias, na teoria quântica e no desenvolvimento da mecânica estatística. Mesmo após se aposentar, ele continuou a trabalhar rumo à unificação dos conceitos básicos da física.
Seus principais trabalhos são: "Teoria Especial da Relatividade", 1905; "Teoria Geral da Relatividade", 1916; "Investigações sobre a Teoria do Movimento Browniano", 1926; e "Evolução da Física”, 1938. Entre seus trabalhos não científicos destacam-se "Sobre Sionismo", 1930; "Minha Filosofia", 1934; e "Meus últimos anos", 1950.

Einstein foi o cientista mais renomado de todos os tempos. Ganhador do Prêmio Nobel de Física (1922), títulos de Doutor Honoris Causa de diversas universidades pelo mundo, títulos de Membro-Honorário de várias instituições e a Medalha Copley da Sociedade Real de Londres (1925), entre tantas. No ano 2000, Einstein foi eleito personalidade do século pela revista Time.

Frases de Einstein

“Ponha sua mão num forno quente por um minuto e isto lhe parecerá uma hora. Sente-se ao lado de uma bela moça por uma hora e lhe parecerá um minuto. Isto é relatividade”.

"Tem um sentido a minha vida? A vida de um homem tem sentido? Posso responder a tais perguntas se tenho espírito religioso, Mas, ‘fazer tais perguntas tem sentido?’ Respondo: ‘Aquele que considera sua vida e a dos outros sem qualquer sentido é fundamentalmente infeliz, pois não tem motivo algum para viver".

Fonte: www.10emtudo.com.br

ALBERT EINSTEIN

O físico, matemático e filósofo alemão, Albert Einstein, filho de Hermann Einstein, um pequeno industrial judeu e de Pauline Koch, nasceu em 14 de março de 1879 em Ulm, (hoje, Württemberg) no sul da Alemanha. Albert Einstein, tinha muita dificuldade quando iniciou seus estudos ,era um aluno medíocre, os professores achavam que tinha retardo mental. Na escola secundária só tinha interesse em matemática e física. Em 1902, naturalizou-se suíço (solicitou a cidadania suíça, para evitar o serviço militar na Alemanha) e começou a trabalhar no departamento nacional de patentes, dedicando-se ao estudo de física teórica. Albert Einstein foi livre-docente em Berna (1909) e professor da Universidade de Zurique (1910). Em 1921, recebeu o Prêmio Nobel de Física.

Albert Einstein é conhecido por todos, caracterizado por cabelos brancos e desalinhados e língua para fora, marca peculiar de um sábio nada convencional. Seu nome é sinônimo de gênio e suas manifestações científicas mudaram todos as considerações sobre tempo e espaço. Em apenas um ano produziu cinco ensaios que revolucionou tudo o que a Física descobrira até então. A teoria sobre a irradiação e as características energéticas da luz fez com que a comunidade científica voltasse suas atenções para o cientista. Albert Einstein apresentou, neste primeiro ensaio, o efeito fotoelétrico, que demonstrava como a luz pode ser transformada em energia elétrica. Em 1905 nos "Anais de Física" foi publicado o texto sob o título "Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento".

Em 1919, Albert Einstein tornou-se uma figura pública, com a sua Teoria da Relatividade Geral, que foi confirmada através de observações astronômicas. Através deste episódio impar, pouco depois do fim da Primeira Guerra Mundial, Albert Einstein torna-se uma figura de renome mundial. Durante viagem ao Japão é atribuído a Einstein o Prêmio Nobel de Física.

Porém, com a vitória do nazismo, Albert Einstein, teve sua figura e todo seu estudo caluniados como trabalho judeu. Isso, concorreu para a emigração para os Estados Unidos, no outono de 1933, dizendo que jamais retornaria à Alemanha. Naturalizado norte-americano em 1940, passou a lecionar no Institute for Advanced Study de Princeton, em New Jersey. Albert Einstein, por toda a vida se incomodou com os problemas sociais, era um pacifista ativo e um defensor do judaísmo. Einstein, dizia que: “enquanto podia escolher, ficaria num país onde a liberdade política, a tolerância e a igualdade de todos os cidadãos frente à lei fosse norma”. Vivia em Princeton, nos Estados Unidos. Os suéteres amassados e os sapatos que calçava sem meias fizeram dele uma figura folclórica.

Suas descobertas transformaram todo o cenário da Física de até então. Seus estudos modificaram o pensamento científico, expandindo saberes e descobertas, até mesmo em outras áreas do conhecimento. Através da produção de uma teoria revolucionária, novas aquisições se legitimaram.

No princípio da Segunda Guerra Mundial, Einstein escreveu uma carta ao Presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt, alertando-o sobre a ameaça de uma nova arma, a "bomba atômica", que os alemães estavam desenvolvendo. Esta carta fez com que o governo americano estabelecesse um intenso plano de trabalho, conseguindo produzir a bomba atômica antes do governo nazista. O uso das explosões atômicas contra populações civis, no Japão, parece ter estremecido intensamente o coração bondoso e humanitário do notável cientista. Depois da guerra, Einstein dedicou grande parte de seu tempo trabalhando em favor da paz mundial, tentando instituir um pacto internacional para acabar com as armas atômicas.

Procurando conquistar e ampliar direitos democráticos, aproveitou para inserir-se social e politicamente, apoiando o sionismo e o pacifismo em todas suas enfatizações. Estava preocupado com a fiscalização , controle e a utilização de armas nucleares.

A publicação da Teoria da Relatividade, há 100 anos, e o ano de sua morte, 50 anos atrás, são duas grandes datas, que marcam a comemoração do Ano de Einstein. Este gênio Einstein, foi considerado personalidade do século, pelos seus inventos científicos que mudaram radicalmente o norte da humanidade nas áreas dos embasamentos da tecnologia, contribuindo de maneira admirável para o progresso da ciência, do bem estar, da qualidade de vida de todos e do “olhar” dos cientistas na área da física.

Em 18 de abril de 1955, em Princeton, nos Estados Unidos, à 1h e15min, Einstein morre. O corpo é cremado em Trenton às 16 horas, desse mesmo dia. As cinzas são espalhadas em local não revelado. Seu espólio científico foi doado à Universidade Hebraica de Jerusalém. Insistiu, ainda, que jamais fosse erigido um jazigo ou um marco em sua memória. Com a mesma coragem que expôs em vida, ele esperou a morte com humildade e em silêncio. O lugar de Einstein está para sempre na história da física.
O ano de 2005 é o Ano de Einstein.

Fonte: www.feiradeciencias.com.br

Albert Einstein

EINSTEIN NA ETH

Em 1896, após a conclusão do secundário, ele é aceito na ETH como estudante de matemática e física, mas, para sua surpresa e decepção, a Escola Politécnica não atendia suas expectativas. Ao contrário da escola de Aarau, onde as aulas se desenvolviam em estimulantes discussões, na ETH os professores se contentavam em ler, em voz alta, livros inteiros! Para fugir do tédio de aulas tão monótonas, Einstein decide "gazeteá-las", aproveitando o tempo livre para ler obras de física teórica.

Devora livros e mais livros que os professores da ETH deixavam de lado: Boltzmann, Helmholtz, Hertz, Kirchhoff, Maxwell, entre outros. Aqui, como no ginásio alemão, ele atrai a má vontade dos seus professores, e isso lhe custará caro. Para ilustrar a imagem que alguns professores tinham de Einstein, conta-se que Minkowski teria dito, alguns anos depois do artigo sobre a teoria da relatividade: "para mim isso foi uma grande surpresa, porque na época dos seus estudos Einstein era um preguiçoso. Ele não demonstrava qualquer interesse por matemática" (Feuer, p.94).

Esses quatro anos passados na ETH (1896-1900) são apenas superficialmente documentados na literatura. Nas suas notas autobiográficas (Schilpp, p. 3-95), Einstein diz que ali teve excelentes professores, mas menciona apenas dois: Hurwitz e Minkowski. Confessa que passou a maior parte do tempo nos laboratórios, fascinado com as experiências, e que era aluno negligente na maioria dos cursos; confessa também que usou os apontamentos de um aluno aplicado para se submeter aos exames. Sabe-se hoje que esse colega era Marcel Grossmann (Levy, p.32; Fölsing, p.53), a quem Einstein dedica sua tese de doutorado, "Sobre uma nova determinação das dimensões moleculares" ("Eine neue bestimmung der moleküldimensionen"), apresentada na Universidade de Zurique em 1905.

São as cartas trocadas entre Einstein e Mileva Maric, sua primeira mulher (Renn e Schulmann), que melhor esclarecem esse período passado na ETH. Sabe-se, a partir desse material, que ele adora ler Helmholtz e Hertz. Essas leituras constituem, provavelmente, o impulso inicial para a teoria da relatividade. Vejamos o que ele diz em carta de 1899: "(...) estou relendo Hertz, a respeito da propagação da força elétrica, com muito cuidado, porque não entendi o tratado de Helmholtz sobre o princípio da mínima ação em eletrodinâmica. Estou cada vez mais convencido de que a eletrodinâmica dos corpos em movimento, como é apresentada hoje, não corresponde à realidade, e que será possível apresentá-la de modo mais simples. A introdução do termo 'éter' em teorias de eletricidade levou à concepção de um meio cujo movimento pode ser descrito sem ser possível, creio eu, atribuir um sentido físico a ele. Acho que as forças elétricas podem ser diretamente definidas apenas para espaços vazios - algo que Hertz também enfatiza" (Renn e Schulmann, p. 49). Em outra carta do mesmo ano, ele diz: "Tive uma boa idéia em Aarau para investigar a maneira com que o movimento relativo de um corpo com relação ao éter luminífero afeta a velocidade de propagação da luz em corpos transparentes. Até pensei em uma teoria sobre o fenômeno que me parece bastante plausível" (Renn e Schulmann, p.54).

A despeito de toda privação material a que estava submetido, chegando mesmo a passar dias alimentando-se precariamente, o ambiente cultural de Zurique lhe proporcionava momentos de grande felicidade. Como se sabe, nessa parte da Europa central estavam em gestação naquele momento as três grandes revoluções da virada do século: o marxismo, a psicanálise e a física moderna. A agitada Zurique é então considerada o berço pacífico das revoluções européias; por ali circulam personalidades hoje famosas: Lenin, Trotsky, Plekhanov (para alguns o grande mentor da revolução soviética), Rosa Luxemburg, Théodor Herzl (o fundador de Israel), Chaim Weizman (o primeiro presidente de Israel). Nas repúblicas estudantis se discute o socialismo, e o clima de liberdade é inebriante. Ao chegar a Zurique, em 1900, para trabalhar no hospital psiquiátrico Burghölzli, Jung logo percebe, como declarou anos depois, essa atmosfera de liberdade (Feuer, p.33).

É nesse ambiente cultural que o jovem Einstein forja sua cultura científica. Lê Kant entre a adolescência e a juventude e se inicia, durante o período da ETH, na leitura de autores socialistas, particularmente Marx e, evidentemente, Mach. Tais leituras foram, aparentemente, induzidas pelo seu colega Friedrich Adler. Estudante de física com propensão à filosofia, Adler era verdadeiramente um ativista político e, já na adolescência, um inveterado leitor dos clássicos do marxismo. Mais tarde abandona a carreira científica para se dedicar à política, ocupando vários cargos importantes no partido socialista austríaco. Em 1916 choca o mundo ao assassinar o primeiro ministro da Áustria. Seu julgamento, em 18 e 19 de maio de 1917, resulta na condenação à morte; posteriormente teve sua pena comutada para prisão perpétua, e ao final da guerra foi anistiado. Para Einstein, Adler parecia ser o único estudante que havia realmente entendido o curso de astronomia (Feuer, p.38). Esta capacidade intelectual de Adler parecia vir do berço; para Engels, Victor Adler, pai de Friedrich, era "o mais capaz entre os chefes da Segunda Internacional" (Feuer, p. 48).

Em busca do primeiro emprego

Em cartas de 1900, percebe-se a natural preocupação de Einstein com a obtenção de um emprego. Ao concluir o curso, em agosto de 1900, ele manifesta esperança de ocupar o cargo de assistente do professor Hurwitz (Renn e Schulmann, p.65), para logo depois descobrir que perdeu o emprego por influência do seu ex-orientador, H.F. Weber (Renn e Schulmann, p. 68). Começam aqui as manifestações de má vontade de seus ex-professores. Tenta, em vão, empregos de assistente nas Universidades de Göttingen e de Leipzig. Aliás, o cargo de assistente na Universidade de Göttingen dificilmente seria ocupado por Einstein, pois exigia o doutorado. No entanto, havia outro cargo na mesma universidade que não exigia o doutorado, mas foi ocupado por Johannes Stark, que veio a se transformar em ardoroso nazista e ferrenho anti-semita. É interessante chamar a atenção para a existência do preconceito anti-semita, já que isso incomodava Einstein sobremaneira. O insucesso na obtenção de um emprego universitário, logo após a formatura, obriga Einstein a aceitar um cargo temporário numa escola secundária; alguns meses depois está desempregado e passa a ministrar eventuais aulas particulares.

Ainda com o forte impacto do livro de Mach, "História da Mecânica" (Schilpp, p.21) e sob a influência inicial de Adler, Einstein prossegue seus estudos científicos com uma visão política marxista. Em 1902, quando se transfere para Berna, um pouco antes de assumir seu primeiro emprego fixo, no Departamento Suiço de Patentes (23 de junho de 1902), Einstein "cria", ao lado de dois amigos, Conrad Habicht e Maurice Solovine, a Academia Olímpia, que, como toda academia, tem seus "membros correspondentes" (Paul Habicht, Michele Besso e Marcel Grossman). Esse grupo de boêmios, recém-formados à procura de emprego, constitui uma contra-cultura das mais profícuas da história da ciência; pode-se comparar a Academia Olímpia ao grupo de discussão liderado por Freud, e que na mesma época se reunia em Viena.

As discussões na Academia Olímpia giravam em torno de ciência, filosofia e política, a partir das idéias de Marx e Mach. Com esses colegas Einstein discute seus primeiros trabalhos sobre a teoria da relatividade, mas muito mais do que interesse científico embutido na formação da Academia Olímpia, havia, sobretudo, um conflito de gerações e uma motivação sócio-política muito próxima dos ideais marxistas; Adler estava por ali para fornecer o suporte teórico!! Simpatias pessoais são elementos poderosos na fermentação de idiossincrasias e perfis psicológicos.

Em 1908, sensibilizado com a situação do amigo, Adler escreve ao pai: "(...) há um homem chamado Einstein que estudou ao mesmo tempo que eu, e seguiu os mesmos cursos que eu segui. Nossa evolução foi bastante semelhante (...); ninguém se sensibiliza com suas necessidades, ele passou fome durante um certo tempo e durante seus anos de estudos foi tratado com certo desprezo por seus professores da Escola Politécnica; a biblioteca lhe foi fechada, etc., ele não sabia como devia se comportar com as outras pessoas. Finalmente, ele conseguiu um emprego no Departamento de Patentes de Berna e continuou a trabalhar em física teórica, a despeito de todas essas infelicidades. (...) é um escândalo, não apenas aqui, mas também na Alemanha, o fato de que um homem desta qualidade trabalhe no departamento de patentes" (Feuer, p. 39). Um pouco depois dessa carta Einstein é admitido como privadozent na Universidade de Berna.

Numa segunda oportunidade Adler demonstra sua fidelidade ao amigo. Em 1909, quando surgiu uma vaga para Professor Assistente na Universidade de Zurique, um conselheiro, correligionário político de Adler (seu pai ocupava cargo importante no partido socialista) sugeriu seu nome para a vaga aberta. Ao recusar o cargo, ele declarou perante o conselheiro: "Sendo possível ter um homem como Einstein em nossa Universidade, é um absurdo me nomear. Não se pode comparar minha habilidade de físico com aquela de Einstein. É um homem que pode elevar o nível geral da Universidade. Não percam esta ocasião". (Levy, p. 57). Em 7 de maio de 1909, já famoso, Einstein obtém seu primeiro emprego universitário permanente: Professor Assistente de Física Teórica da Universidade de Zurique.

Fonte: www.if.ufrgs.br

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