
Albert Einstein
Albert Einstein nasceu numa sexta-feira, dia 14 de março de 1879, em Ulm, uma próspera cidade ao sul da Alemanha. Ele foi o primeiro e único filho homem de Hermman Einstein e Pauline Koch. Já nos primeiros anos de sua vida, Einstein provocava comentários. Sua mãe estava convencida de que o formato de sua cabeça era fora do comum e temia que tivesse algum problema mental, porque era muito lento para aprender a falar. Passou sua juventude em Munique, onde sua família possuía uma pequena oficina destinada à construção de máquinas elétricas. Einstein não falou até os 3 anos de idade, mas desde jovem mostrou uma curiosidade brilhante sobre a Natureza, e uma habilidade para compreender conceitos matemáticos avançados. Com 12 anos de idade, aprendeu por conta própria a Geometria Euclideana.
Albert cresceu forte e saudável, embora não gostasse de praticar esportes organizados. Era um garoto quieto e particularmente solitário, que preferia ler e ouvir música. Não gostava do regime monótono e do espírito sem imaginação da escola em Munique. Se considerasse os conselhos de um de seus professores teria abandonado a escola. Quando sua família mudou-se para Milão, na Itália, Einstein tinha 15 anos. Nesta ocasião passou 1 ano com sua família em Milão. Terminou a escola secundária em Arrau, Suíça, e com boas notas somente em Matemática, entrou, em 1896, no Instituto Politécnico de Zurique, onde se graduou em 1901 com dificuldades. Einstein não gostava dos métodos de instrução lá. Freqüentemente não assistia às aulas, usando o tempo para estudar Física ou tocar seu adorado violino. Passou nos exames e graduou-se em 1900. Seus professores não o tinham como grande aluno e não o recomendariam para uma posição na Universidade. Por dois anos Einstein trabalhou como tutor e professor substituto. Em 1902, assegurou uma posição como examinador no Escritório de Patentes da Suíça em Bern. Em 1903, casou-se com Mileva Maric, que havia sido sua colega na Escola Politécnica.
Em 1905, após ter conseguido um emprego no serviço federal de patentes que o deixava com horas vagas para estudar os problemas da física contemporânea, o mundo tomou conhecimento de sua existência através da publicação de cinco artigos nos Annalen der Physik, revista científica alemã. No mesmo ano recebeu seu grau de Doutor pela Universidade de Zurique por uma dissertação teórica a respeito das dimensões de moléculas, e também publicou 3 trabalhos teóricos de grande importância para o desenvolvimento da Fïsica do século 20. No primeiro desses trabalhos, sobre o Movimento Browniano, ele realizou previsões significantes sobre o movimento de partículas distribuídas aleatoriamente em um fluido. Tais previsões seriam confirmadas posteriormente, através de experiências.
O segundo Trabalho, sobre o Efeito Fotoelétrico, continha uma hipótese revolucionária a respeito da natureza da luz. Einstein não somente propôs que sob certas circunstâncias pode-se considerar a luz feita de partículas, mas também a hipótese que a energia carregada por qualquer partícula de luz, chamada de fóton, é proporcional à freqüência da radiação. Uma década mais tarde, o Físico americano Robert Andrews Millikan confirmou experimentalmente a teoria de Einstein. Einstein, cuja preocupação primordial é compreender a natureza da radiação eletromagnética, desenvolveu posteriormente uma teoria que seria uma fusão dos modelos de partícula e onda para a luz. Novamente, poucos cientistas compreendiam ou aceitavam suas idéias.
O terceiro grande Trabalho de Einstein em 1905, "Sobre a Eletrodinâmica dos Corposem Movimento", continha o que tornou-se conhecido como a Teoria Especial da Relatividade. Desde a época do Matemático e Físico inglês Isaac Newton, os filósofos naturais (como os físicos e químicos eram conhecidos) tentavam compreender a natureza da matéria e da radiação e como elas interagiam. Não existia uma explicação consistente para o modo como a radiação (a luz, por exemplo) e a matéria interagiam quando vistas de referenciais inerciais diferentes, isto é, uma interação vista simultaneamente por um observador em repouso e um observador movendo-se com velocidade constante.
No Outono de 1905, após considerar estes problemas por 10 anos, Einstein percebeu que o problema não se encontrava em uma teoria da matéria, mas em uma teoria relativa às medidas. Einstein desenvolveu, então, uma teoria baseada em dois postulados: o Princípio da Relatividade, que as leis físicas são as mesmas em todos os referenciais inerciais, e o Princípio da Invariância da velocidade da luz, onde a velocidade da luz no vácuo é uma constante universal. Assim, Einstein era capaz de dar uma descrição correta e consistente de eventos físicos em referenciais inerciais diferentes sem fazer suposições especiais sobre a natureza da matéria e da radiação, ou como elas interagiam. Virtualmente, ninguém compreendeu seus argumentos. Einstein e a Teoria da Relatividade Geral Mesmo antes de deixar o Escritório de Patentes em 1907, começara o trabalho de extender e generalizar o teoria da relatividade para todos os referenciais. Ele iniciou enunciando o Princípio da Equivalência, um postulado que campos gravitacionais são equivalentes à acelerações de referênciais. Por exemplo, uma pessoa em um elevador em movimento não pode, em princípio, decidir se a força que atua sobre ela é causada pela gravidade ou pela aceleração constante do elevador. A Teoria da Relatividade Geral completa não foi publicada até 1916. Nesta teoria, as interações de corpos que até então haviam sido atribuídas às forças gravitacionais, são explicadas como a influência dos corpos sobre a geometria do espaço-tempo (espaço quadridimensional, uma abstração matemática, tendo as três dimensões do espaço Euclideano e o tempo como a quarta dimensão).
Baseado em sua Teoria da Relatividade Geral, Einstein explicou as previamente
inexplicáveis variações no movimento orbital dos planetas,
e previu a inclinação da luz de estrelas na vizinhança
de um corpo maciço, como o Sol. A confirmação deste último
fenômeno durante um eclipse em 1919 tornou-se um grande evento, tornando
Einstein famoso no mundo inteiro. Pelo resto de sua vida, Einstein devotou
tempo considerável para generalizar ainda mais esta Teoria. Seu último
esforço, a Teoria do Campo Unificado, que não foi inteiramente
um sucesso, foi uma tentativa de compreender todas as interações
físicas - incluíndo as interações eletromagnéticas
e as interações forte e fraca - em termos da modificação
da geometria do espaço-tempo entre as entidades interagentes.
Entre 1915 e 1930 a grande preocupação da Física estava
no desenvolvimento de uma nova concepção do caráter fundamental
da matéria, conhecida como Teoria Quântica. Esta teoria continha
a característica da dualidade partícula-onda (a luz exibe propriedades
de partícula, assim como de onda), assim como o Princípio da
Incerteza, que estabelece que a precisão nos processos de medidas é
limitada. Einstein, entretanto, não aceitaria tais noções
e criticou seu desenvolvimento até o final da sua vida. Disse Einstein
uma vez: "Deus não joga dados com o mundo".
Durante a I Guerra Mundial, com cidadania suíça, ele trabalhou
na generalização de sua teoria para os sistemas acelerados.
Elaborou então, uma nova teoria da gravitação em que
a clássica teoria de Newton assume papel particular. Einstein, com
o passar dos anos, continua a não aceitar completamente diversas teorias.
Por exemplo, Einstein não aceitava o princípio de Heisenberg
que o universo estivesse abandonado ao acaso.
"Deus pode ser perspicaz, mas não é malicioso.", disse ele sobre este princípio que destruía o determinismo que estava ancorada a ciência desde a Grécia Antiga.
Einstein, o Cidadão do Mundo Após 1919, Einstein tornou-se internacionalmente reconhecido. Ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1921 pelo seu estudo do campo fotoelétrico, e não pela teoria da relatividade, ainda controvertida. Sua visita a qualquer parte do mundo tornava-se um evento nacional; fotógrafos e repórteres o seguiam em qualquer lugar.
Einstein aceitou uma cátedra no Institute for Advance Study, em Princeton, Estados Unidos e, em 1940, adquiriu cidadania americana após o surgimento da II Guerra Mundial, em 1939. Einstein sempre assumiu posições públicas sobre os grandes problemas de sua época, fosse a respeito da existência do Estado de Israel, da União Soviética, da luta contra o nazismo, ou, após a II Guerra Mundial, contra a fabricação de armas nucleares. Einstein entregou uma carta ao presidente americano advertindo-o da possibilidade de os alemães fabricarem sua própria bomba, no entanto, a carta levou os EUA a fabricarem a sua. Num último apelo, Einstein escreveu ao presidente Theodore Roosevelt, que morreu sem ao menos ler a carta. Truman, seu sucessor, ignorou-a e lançou a bomba atômica em Hiroshima e, três dias depois, em Nagasaki, no Japão. Em 1922, Einstein tornou-se membro do Comitê de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. Em 1925, juntamente com o líder dos direitos civis indianos Mahatma Gandhi, trabalhou numa campanha pela abolição do serviço militar obrigatório. E, em 1930, Einstein colocou novamente seu nome em outro importante manifesto internacional, desta vez organizado pela Liga Internacional da Mulher pela Paz e Liberdade. Pedia o desarmamento internacional como sendo a melhor maneira de assegurar uma contínua paz. Envolveu-se ainda em várias causas sociais.
Em 1925, Albert Einstein veio ao Brasil. Esteve no Rio de Janeiro, em visita a instituições científicas e culturais. Proferiu duas conferências: na Academia Brasileira de Ciências e no Instituto de Engenharia do Rio de Janeiro. Quando Adolf Hitler começou seu governo na Alemanha, Einstein decidiu deixar a Alemanha imediatamente. Foi para os Estados Unidos e ocupou uma posição no Instituto para Estudos Avançados em Princeton, New Jersey.
Quando a morte de Einstein foi anunciada em 1955, a notícia apareceu nas primeiras páginas dos jornais de todo o mundo: "Morreu um dos maiores homens do século 20".
Fonte: www.malhatlantica.pt
Albert Einstein nasceu 11h40 da manhã, no dia 14 de Março de 1879, na cidade de Ülm, no estado de Württemberg, no sul da Alemanha, no endereço Bahnhofstrasse B 135, casa de seus pais: Pauline (Koch) Einstein e Hermann Einstein – este um pequeno comerciante que nunca obteve muito sucesso em seus empreendimentos. Albert era o primeiro filho de Hermann e Pauline, que se casaram em 1876, em Cannstatt. A casa onde Einstein nasceu foi destruída por bombardeios em 1944.
Em 1880, a família Einstein muda-se de Ülm, pois os negócios de Hermann não iam muito bem. Mudaram-se para Munique, Hermann juntamente com seu irmão Jakob montaram uma empresa de instalações de água e gás
Em 18 de Novembro de 1881, nasce Maria, única irmã de Einstein.
Esta ficou conhecida como Maja, e os dois foram muito apegados ao longo de
suas vidas.
Em 1884, Einstein ganhou de presente de seu pai uma bússola, instrumento
que causou nele grande impressão. No mesmo ano começa sua instrução
com professor particular.
Em 1885, inicia suas aulas de violino, que se estenderiam até os 13
anos.
Em 1886, entra para uma escola publica católica (Volksschule) para fazer o primeiro grau, sendo o único judeu da classe – a escola judaica de Munique havia fechado anos antes. Em agosto, do mesmo ano, Pauline descreve para as irmãs as notas do filho e comenta: “Foi novamente o melhor, o boletim é brilhante”. Einstein passa a se interessar, por religião judaica, depois de receber em casa, instrução sobre o assunto.
Em 1888, ingressa no Luitpold Gymnasium, em Munique, onde estudou religião e matemática, quando foi dada maior atenção ao estudo do cálculo. Nesse ano ele inicia a preparação para o bar mitzvah, que nunca chegou a fazer.
Em 1889, começa a se interessar por física, matemática
e filosofia, depois que Max Talmey, apresenta-lhe obras de divulgação
científica, física e filosofia.
Em 1890, inicia uma faze de profunda religiosidade, que dura cerca de um ano,
até que lhe oferecem o “Livro Sagrado da Geometria”, que
causou nele uma impressão indescritível, como revelou mais tarde.
Em 1891, toma contato com o calculo diferencial e integral, decidiu estudar sozinho matemática e ciências e nas horas de descanso, seu tio Jakob, ensinava-o as primeiras noções de álgebra e geometria. Na escola destacava-se, apenas, em matemática e física, todavia, não apresentava sinais de genialidade, seu desenvolvimento era muito lento e em línguas não possuía a menor inclinação.
Em 1894, a família Einstein muda-se para a Itália, devido a
mais um insucesso com os negócios dos pais. Primeiramente se estabeleceram
em Milão e um ano depois em Pávia, retornando mais tarde para
a primeira cidade. Albert continua em Munique para terminar o segundo grau
no Luitpold Gymnasium, morando numa pensão. Nesse ano ocorre seu primeiro
ensaio sobre física, intitulado “Investigação sobre
o estado do éter no campo magnético”, que foi enviado
ao tio Cesar koch.
Em 1895, Einstein foi expulso da escola sob a alegação de ser
um aluno rebelde. Com dois anos a menos que a idade regular prevista, falha
ao tentar ingressar, em Outubro, na Escola Politécnica, de Zurique.
Porém seus conhecimentos de matemática e ciências impressionam
a banca examinadora. Ingressa na escola cantonal de Argóvia, para terminar
o segundo grau, vivendo na casa da família de um de seus professores,
Jost Winteler.
Em 28 de Janeiro de 1896, alegando não concordar com a mentalidade
militar Alemã, renuncia à cidadania do estado de Württember,
sua região de nascimento. Forma-se com notas excelentes na escola cantonal,
o que lhe da o direito de ingressar na Escola Politécnica de Zurique,
matriculando-se no curso de formação de professores secundários
de matemática e física. Nesse mesmo ano conhece sua futura mulher,
Mileva Maric, única aluna da turma, e também conhece o engenheiro
Michele Besso, com quem manteria amizade até o final da vida.
Em 1899, entra com o pedido formal para obter a cidadania Suíça
em Outubro.
Em 1900, com média 4,91 (de um máximo de 6) – a mais baixa dos quatro alunos que se formaram -, recebe o grau de professor de matemática da Politécnica de Zurique, mas não consegue uma vaga para se tornar assistente na escola. No final deste ano, envia para publicação, seu primeiro trabalho científico, “Deduções sobre fenômeno da Capilaridade”, para a revista Analenn der Physik.
Em 1901, livra-se do serviço militar - motivo: pé-chato, varizes e sudorese nos pés, fatos mais tarde negados pelo seu médico particular. Em 21 de Fevereiro, obtém a cidadania Suíça. Seu primeiro trabalho é publicado. Em Maio, torna-se professor substituto na Escola Técnica de Winterthur, onde permanece até 14 de Outubro. Seis dias depois, começa a dar aula como docente temporário em uma escola, em Schaffhausen, cargo que mantém até Janeiro do ano seguinte. Inicia o trabalho sobre as forças moleculares em gazes, que seria enviado no final do ano para a Universidade de Zurique como sua tese de doutorado. Inscreve-se para uma vaga no Escritório Suíço de Patentes, em Berna.
Em 1902, nasce, provavelmente em Janeiro, Lieserl, sua filha com Mileva, com a qual se casaria formalmente pouco depois – desconhece-se até hoje o paradeiro da criança. Em Fevereiro, muda-se para Berna. Sobrevive com uma mesada da família e o dinheiro de aulas particulares, que anuncia em jornal local. Retira sua tese de doutorado na Universidade de Zurique. Começa a trabalhar no Escritório de Patentes como técnico de 3ª classe. Neste ano, em 10 de Outubro, morre seu pai, em Milão. Funda, com os amigos Conrad Habicht e Maurice Solovine, a Academia Olímpia, um grupo informal de discussão sobre filosofia e ciência.
Em 6 de Janeiro de 1903, casa-se com Mileva em Berna, onde passam a morar no endereço Kramgasse 49 – onde hoje, é um museu chamado “Casa de Einstein”. Em Setembro sua filha Lieserl é registrada, o que sugere que o casal tinha a idéia de colocar a criança para a adoção, caso o fato o indispusesse como burocracia de seu novo emprego. Mileva fica grávida de Hans Albert. Einstein publica “Teoria dos fundamentos da termodinâmica”.
Em 14 de Maio de 1904, nasce Hans Albert. Inicia a discução dos conceitos da teoria da relatividade restrita com seu amigo Besso.
No ano de 1905, que hoje é conhecido como “ano miraculoso” da ciência, produz seis trabalhos:
1. “O quantum e o efeito fotoelétrico”. Foi principalmente pelas implicações desse trabalho que Einstein ganharia o prêmio Nobel de 1921 – só recebido no ano seguinte.
2. “Uma nova determinação das dimensões moleculares”. Esse se tornaria seu trabalho mais freqüentemente citado na literatura científica moderna, devida à grande aplicação de seus resultados em outras áreas. Foi também com ele que obteve, em 15 de janeiro do ano seguinte, o titulo de doutor pela Universidade de Zurique.
3. “O movimento Browniano”. Esse trabalho foi recebido para publicação em 11 de Maio, é desdobramento de sua tese de doutorado.
4. “Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento”. Primeiro trabalho sobre a teoria da relatividade restrita. Esse trabalho foi recebido para publicação em 30 de Junho.
5. “A inércia de um corpo depende de sua energia?”. Esse trabalho foi recebido para publicação em 27 de Setembro e seu segundo trabalho sobre a teoria da relatividade restrita.
6. “Movimento Browniano”. Segundo trabalho sobre o tema, recebido para publicação em 27 de Dezembro.
Em 1906, recebe o titulo de doutor da Universidade de Zurique. Foi promovido a técnico de 2ª classe. Em Novembro, finaliza seu artigo sobre calores específicos, considerado, o primeiro trabalho na física sobre a teoria quântica do estado sólido.
Em 1907, procura um emprego complementar na escola cantonal de Zurique e candidata-se ao cargo de docente privado, na Universidade de Berna, mas é rejeitado para posição por não ter a chamada habilitação, um tipo de certificado de pós-doutorado. Publica resultados complementares aos seus trabalho sobre a teoria quântica e relatividade restrita, bem como um artigo de revisão, para a revista Alemã Jarhbuch der Radioaktivitat und Elektronik, no qual aparece suas primeiras idéias sobre a teoria da relatividade geral. Surge o que classificou mais tarde como a “idéia mais feliz de sua vida”, isto é, a equivalência entre a massa gravitacional e a massa inercial.
Em 1908, torna-se docente privado na Universidade de Berna, depois de obter
sua habilitação, com o trabalho, nunca publicado, “Conseqüências
para constituição da radiação que decorrem da
lei de distribuição da energia dos corpos negros”. Neste
cargo, receberia sua remuneração, não da Universidade,
mas diretamente dos poucos alunos matriculados.
Em 1909, foi eleito ao cargo de Professor Extraordinário de Física
Teórica – cargo criado a ele. A Universidade de Genebra lhe confere
o titulo de doutor honoris causa. Participa de seu primeiro encontro científico,
em Salzburgo, com a conferência “O desenvolvimento de nossas idéias
sobre a natureza e composição da radiação”,
na qual adianta o que na década de 20 seria conhecido como dualidade
partícula-onda. Neste ano pede demissão do Escritório
de Patentes.
Em 28 de Julho de 1910, nasce Eduard, seu segundo filho. Completa trabalho sobre a opalescência crítica e a cor azul do céu, considerada sua última contribuição em física estatística clássica. Sua irmã casa-se com Paul Winteler, filho de seu professor da escola cantonal de Argóvia, na Suíça.
Em 1911, pede demissão da Universidade de Zurique, depois de aceitar a oferta, feita em abril, para se tornar diretor do Instituto de Física Teórica da Universidade Alemã de Praga (então Tchecoslováquia), cidade para a qual se muda com a família. Surgem os primeiros esboços fundamentais da teoria da relatividade geral. Participa da primeira conferência Solvay, em Bruxelas (Bélgica), patrocinada pelo industrial belga Ernest Solvay, fazendo a palestra de encerramento, intitulada “O estado atual do problema dos calores específicos”.
Em 1912, inicia a troca de cartas amorosas com sua prima Elsa Löwenthal, período em que seu casamento começa a se desintegrar.Retorna em Agosto para Suíça, para trabalhar na Escola Politécnica de Zurique.
Em 1913, Einstein é eleito para a Academia Prussiana de Ciências, quando também lhe é oferecido um posto na Universidade de Berlim, sem a obrigação docente. A oferta também inclui o cargo de diretor do Instituto de Física Kaiser Wilhelm, programado para ser criado nos próximos anos. Einstein e seu amigo Grossmann publicam um esboço sobre a teoria da gravitação e a relatividade geral.
Em 6 de Abril de 1914, muda-se para Berlim para assumir o novo cargo, trazendo consigo a família, que pouco mais tarde retornaria para Zurique, devido à insatisfação de Mileva com a cidade, bem como com o relacionamento do marido com Elza, que lá vivia. Em 26 de Abril deste mesmo ano, ele escreveu seu primeiro artigo para a imprensa, no jornal diário de Berlim Die Vossische Zeitung, tratando da relatividade. Em 2 de julho faz sua primeira palestra na Academia Prussiana de Ciências.
Em 1915, assina o “Manifesto aos Europeus”, sua primeira manifestação política. Viaja à Holanda e faz palestra em Gotemburgo sobre a relatividade geral. Einstein e o físico holandês Johannes Wander de Hass descobrem experimentalmente um fenômeno que mais tarde ganharia o nome de efeito Einstein-de Hass, ligado ao ferromagnetismo - é o único trabalho experimental de Einstein. Em Novembro, finaliza sua teoria da relatividade geral, que substituiria a lei da gravitação universal proposta pelo físico e matemático inglês, Isaac Newton.
Em 1916, publica na revista científica alemã Annalen der Physik, o artigo final sobre a teoria da relatividade geral, com o título “Fundamentos da teoria da relatividade geral”. Neste ano, torna-se presidente da Sociedade Alemã de Física.
Em 1917, publica seu livro de divulgação científica sobre a teoria da relatividade especial e geral, este seria seu livro mais popular. Neste mesmo ano, Einstein fica doente, com problemas de úlcera e no fígado, sendo tratado por Elza. Torna-se diretor do Instituto de Física Kaiser Wilhelm, que inicia as atividades. Estabelece o primeiro modelo cosmológico, com a introdução de uma constante em suas equações da relatividade geral – no início da década de 1930, Einstein reconhece que a constante foi seu “maior erro científico”.
Em fevereiro de 1919, divorcia-se de Mileva. O juiz determina que caso Einstein ganhasse o prêmio Nobel, a quantia em dinheiro deveria ser entregue a Mileva, para cobrir as despesas com seus dois filhos. Einstein recebe o prêmio e ajuda Mileva com as despesas. Em 29 de maio ocorre a comprovação histórica da teoria da relatividade geral. Casa-se em Junho com sua prima, Elza, adotando as suas duas filhas do primeiro casamento, Ilse e Margot.
Em 1921, viaja aos Estados Unidos para arrecadar fundos para a construção da Universidade Hebraica de Jerusalém e para o Fundo Nacional Judaico.Em Maio, faz palestras em Princeton, Boston e Chicago, e é recebido pelo presidente dos estados Unidos, Warren Harging.
Em 1922, vai à França. Segue para o Japão. Eleito para o Comitê Internacional para a Cooperação Intelectual das Ligas das Nações. Assume a presidência do conselho da Fundação Einstein e do Instituto Einstein, mais conhecido como “A Torre de Einstein”. Ganha o Nobel de Física de 1921 por suas contribuições à física teórica e principalmente pelo trabalho sobre o efeito fotoelétrico, de 1905. Publica O Significado da relatividade, com base em palestras feitas em Princeton.
Em 1923, retorna do Japão e na viagem de volta, visita Palestina – ganha o título de primeiro cidadão honorário de Telaviv – e a Espanha. Faz palestras em Leiden, como convidado da família real holandesa. Por discordar do rumo de suas ações, retira-se temporariamente do Comitê Internacional para a Cooperação Intelectual. Ajuda a fundar e torna-se membro da Sociedade de Amigos da Nova Rússia.
Em 1924, o governo alega que Einstein, ao se tornar membro da Academia Prussiana, ganha automaticamente a cidadania prussiana, fato para o qual não há oposição de Einstein, que, porém, mantém a cidadania suíça. Publica no jornal Notícias Judaicas de Leipzig, o artigo “Para o povo judeu polonês”. Reingressa no Comitê Internacional para a Cooperação Intelectual. Faz o que são consideradas suas últimas descobertas científicas importantes: com base na física estatística, revela nova relação entre ondas e matéria, bem como descobre o fenômeno, mais tarde batizado condensado Bose-Einstein.
Em 1925, viaja à Argentina, ao Uruguai e ao Brasil. Assina o manifesto pacifista contra a obrigação do serviço militar. Recebe a medalha Copley. Torna-se membro do conselho da Universidade Hebraica de Jerusalém, cargo que manteria até 1928.
Em 1926, recebe a medalha de ouro da Sociedade Astronômica Real. Torna-se
membro honorário da Academia de Ciências da União Soviética.
Em 1927, participa da Semana de Pesquisa Soviética em Berlim e do 5°
Congresso Solvay, no qual inicia com o físico dinamarquês Niels
Bohr o intenso debate, que se estenderia até o final da vida de Einstein,
sobre os fundamentos da mecânica quântica.
Em 1928, adoece novamente, dessa vez com problemas no coração que o obrigariam a ficar meses em repouso.
Em 1929, recebe a medalha Planck da Sociedade Alemã de Física. Torna-se cidadão honorário de Berlim.Visita a família real belga, com quem manterá laços de amizade ao longo da vida.Na comemoração de seu 50° aniversário, é publicada a pequena coleção Notas ocasionais.
Em 1930, assina o manifesto a favor do desarmamento mundial. Einstein participa de uma manifestação internacional organizada pela Liga Internacional da Mulher pela Paz e Liberdade. Visita Cuba e Estados Unidos. Publica, no jornal diário New York Times, o texto “Religião e Ciência”. Em Agosto, fala pela rádio recém-inaugurada em Berlim, enfatizando a missão democrática e humanitária do então novo meio de comunicação.
Em 1931, é publicada a coleção de ensaios seus, com o título “Como vejo o mundo”.
Em 1932, escreve um livro intitulado “Construtores do Universo”. Grava em disco o texto “Meu credo”, cujo dinheiro das vendas seria remetido para a Liga Alemã para a Justiça dos Homens. Em Berlim, faz palestras para arrecadar fundos para crianças alemãs necessitadas. Aceita um cargo no Instituto de Estudos Avançados, em Princeton (EUA). Em Dezembro, retorna aos Estados Unidos, para nunca mais voltar à Alemanha. Renuncia de vez ao Comitê Internacional de Cooperação Intelectual.
Em 1933, os nazistas chegam ao poder. Einstein renuncia à sua filiação à Academia Prussiana de Ciências, bem como à filiação à Academia de Ciências da Bavária. Sua nacionalidade honorária alemã é retirada pelo novo governo e suas propriedades confiscadas. Na volta dos Estados Unidos, no fim de Março, segue diretamente para Le-Coq-Sur, em Ostende, na costa belga, onde tem, durante sua estada de meses, a segurança pessoal reforçada, pois governantes e amigos temiam por um atentado contra sua pessoa, pelo fato de Einstein ser judeu, somado à sua posição contrária a toda forma de nacionalismo e militarismo, e ainda à sua fama mundial, esses fatores aumentaram a inveja e o ódio dos imperialistas reacionários. Viaja a Oxford (Inglaterra) e a Suíça, onde faria a ultima visita ao seu filho mais novo, Eduard. A partir de Novembro, passa a trabalhar no Instituto de Estudos Avançados, da Universidade de Princeton. Troca com o psicanalista alemão Sigmund Freud, publicadas no livro Por que guerra?
Em 1934, assumiu o cargo de diretor do referido instituto. Seu artigo “O perigo da Europa – A esperança da Europa” aparece na revista Amigos da Europa. Faz concertos de violino em Nova Iorque em apoio aos refugiados alemães da segunda guerra.
Em 1935, recebe a medalha Franklin e faz breve viagem às Bermudas,
para dali solicitar oficialmente residência nos Estados Unidos.
Em 1936, em Paris, publica uma tradução francesa intitulada
“Minha visão do mundo”. Hanns Albert, engenheiros hidráulico
e filho mais velho de Einstein, recebe seu titulo de doutor pela Escola Politécnica
de Zurique. Morrem Elza, sua segunda esposa, e seu amigo Grossmann, com o
qual havia publicado artigos sobre a teoria da relatividade geral.
Em 1938, a revista semanal Collier’s publica seu artigo “Por que
eles odeiam os judeus?”. Com o físico polonês Leopold Infeld,
publica o livro de divulgação científica A Evolução
da Física – De Newton até a Teoria dos Quanta.
Em 1939, assina carta, redigida pelo físico Leo Szilard, endereçada ao presidente Franklin Delano Roossevelt, recomendando a aceleração das pesquisas que levariam à criação da bomba atômica. Começa a Segunda Guerra Mundial.
Em 1940, Einstein se tornou cidadão dos Estados Unidos, porém, continuou, também, com a cidadania suíça. Nessa crise mundial, ele colaborou exaustivamente pela paz.
Em 1941, faz concerto de violino em Princeton para arrecadar fundos para crianças carentes.
Em 1943, torna-se consultor da Marinha americana na seção de explosivos e munição.
Em 1944, reescreve à mão a teoria da relatividade, cópia que é leiloada por US$6 milhões, indo o dinheiro para o esforço de guerra americano- atualmente, o documento está depositado na Biblioteca do Congresso.
Em 1945, as notícias sobre as bombas nucleares lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki causam profunda contrariedade em Einstein. Adverte a sociedade sobre os perigos de uma destruição nuclear em proporções mundiais. Faz a palestra “A guerra está ganha, mas a paz não”. Aposenta-se oficialmente do Instituto de Estudos Avançados, mas mantém uma sala no prédio até sua morte.
Em 1946, inicia sua presidência no Comitê de Emergência dos Cientistas Atômicos. Pede às Nações Unidas que formem um governo mundial, que, para ele, é o único modo de se manter a paz mundial permanentemente. Publica na revista científica Annals of Mathematics o artigo “Fundamentos da Generalização da Teoria da Gravidade”. Escreve “Notas autobiográficas” para o volume VII da coleção The Lbrary of Living Philosophers, cuja primeira edição é de 1949.
Em 1947, finaliza a segunda parte do artigo “Guerra atômica ou paz?”, publicado na coleção de ensaios Escritos da Maturidade. Seu filho Hans Albert torna-se professor de engenharia hidráulica na Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Em 1948, morre, em Zurique, Mileva, sua primeira mulher, com parte significativa do dinheiro do Nobel sob seu colchão. Detectado em Einstein um aneurisma abdominal da aorta. Publica na revista mensal da Unesco o artigo “Época de paz?”.
Em 1949, publica seu artigo “Por que socialismo?”. Neste mesmo ano sente-se indisposto e foi internado no hospital onde passou uma temporada se recuperando e ao mesmo tempo refletindo sobre a vida. Aproveitou esse tempo para começar a elaborar o seu testamento deixando os documentos científicos para a Universidade de Jerusalém.
Em 1950, declara seu amigo, Otto Nathan, executor de seu arquivo pessoal e sua secretária, Helen Dukas, administradora. Einstein publica sua teoria do campo generalizado como apêndice de seu livro O significado da relatividade.
Em 25 de Junho de 1951, morre Maja, sua irmã, em Princeton.
Em 1952, o cargo de presidente do estado de Israel é oferecido à Einstein, que não o aceita. Ele replica, com a sua habitual modéstia, dizendo que não tinha condições para o desempenho de qualquer cargo que envolvesse relações humanas, e que lhe parecia melhor continuar a estudar o mundo físico, do qual já tinha “alguma idéia”.
Em 1953, surge a ultima versão da generalização da teoria da relatividade.Comemorado publicamente seu aniversário, para arrecadar fundos para a Faculdade de Medicina Albert Einstein.
Em 1954, publica seu último trabalho científico, “Uma nova forma da equação relativística geral de campo”. Neste ano, desenvolve anemia hemolítica.
Em 11 de Abril de 1955, em carta ao matemático e filósofo inglês, Bertrand Russell, concorda em assinar manifesto contra as armas nucleares – o chamado manifesto Einstein-Russell tornou-se o documento inicial do Movimento Pugwash, dedicado à paz mundial. Em 13 de Abril, seu aneurisma se rompe. Dois dias depois, é internado no Hospital de Princeton. No dia seguinte, recebe a visita de seu filho Hans Albert. Em 17 de Abril, pede a sua secretária, folhas de papel em branco e seus cálculos mais recentes para continuar trabalhando. Einstein morre em 18 de Abril, a 1h15 da madrugada, devido ao agravamento do quadro causado pelo rompimento do aneurisma. A seu pedido, foi cremado em Trenton, Nova Jersey, às 16h do mesmo dia, e suas cinzas espalhadas em local não revelado.
Em 1965, morre Eduard, em um hospital psiquiátrico em Burghölzli
(Suíça).
Em 1973, morre Hans Albert, em Berkeley, Califórnia.
Fonte: www.cdcc.sc.usp.br