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Albert Einstein

 

1875 - 1955

Nos anos que se seguiram à unificação da Alemanha, a cidadezinha de Ulm oferecia uma visão típica dos pequenos centros do sul do país. Possuía, algumas fundições e uma indústria têxtil, mas a maior parte das atividades girava em torno do pequeno comércio. Seus habitantes, de espírito largo e tolerante, liam poetas e dramaturgos como Schiller, Heine e Lessing, num contraste evidente com o autoritarismo dos funcionários e oficiais prussianos, preocupados em consolidar o Império.

Albert Einstein
Albert Einstein

Nessa cidade nasceu Albert Einstein, a 14 de março de 1879. Sua infância, porém, seria passada em Munique, para onde seu pai, Hermann Einstein, transferira sua loja de artigos elétricos. Ali Albert realizou seus primeiros estudos. Durante o curso secundário, não se adaptando aos métodos rígidos e mecânicos que caracterizavam o ensino da época, desenvolveu um desinteresse crescente pelas atividades escolares. Para muitos professores, o jovem não passava de um estudante medíocre.

Cedo, porém, o "estudante medíocre" tivera sua curiosidade despertada pela ciência: aos cinco anos, presenteado com uma bússola, Einstein sentira a excitação da descoberta, maravilhando-se com o instrumento. É ele mesmo quem analisa essa emoção, que "parece nascer quando uma experiência vem desmentir um mundo de concepções já suficientemente arraigadas em nós. Sempre que uma tal contradição é sentida com força e intensidade, experimentamos uma reação decisiva na maneira de interpretar o mundo. O desenvolvimento dessa interpretação é, em certo sentido, como um vôo contínuo a partir da surpresa".

E Albert não parou mais de se maravilhar. Seu tio Jacob, competente engenheiro, despertou-lhe o interesse pela Matemática. Daí para a escolha de um caminho independente foi apenas um passo e, antes de completar quinze anos, Einstein já se decidira - estudaria, sim, mas fora do horário das aulas, e o que lhe interessasse. De qualquer maneira, quando deixou Munique (expulso da escola sob a alegação de que "sua presença minava o respeito dos demais alunos pela instituição"), todos ficaram contentes: ele próprio, por abandonar uma disciplina sufocante; os professores, por se livrarem de um aluno rebelde.

Albert Einstein
Laboratório de Física da Escola Politécnica de Zurique

Mudou-se com a família para Milão, onde, atendendo aos insistentes apelos do pai - que se achava à beira da falência e pedia que terminasse logo os estudos para arranjar trabalho - acabou por ingressar na Escola Politécnica de Zurique, na Suíça alemã, formando-se em 1900. Aí conheceu uma estudante húngara, Milena Maritsch, sua primeira mulher, com a qual teria dois filhos.

Durante esse período, dedicou grande parte do seu tempo à leitura de trabalhos dos mestres do século XIX, adquirindo uma visão mais profunda da Física e seus problemas. Preferiu sempre organizar livremente seus trabalhos, sem se preocupar com os exames. Em sua autobiografia, confessa: "Esta obrigação desviava-me de tal forma do meu trabalho que, depois dos últimos exames, só a idéia de abordar um problema científico me aborrecia durante todo o ano... Efetivamente, é quase milagre que os modernos métodos de ensino não tenham estrangulado completamente a curiosidade de investigação, porque esta delicada plantinha, mais do que estímulo, necessita de liberdade, e, se a privam dela, definha e morre".

Albert Einstein
Berna, Suiça

Essa incompatibilidade com os meios acadêmicos lhe traria, contudo, dificuldades. Não conseguindo um lugar de assistente na Escola Politécnica, Albert passou os dois anos seguintes dando aulas particulares ou substituindo ocasionalmente algum professor de escola secundária, até obter em 1902, um emprego na Repartição de Patentes de Berna. Sua insegurança financeira terminava, abriam-se novas perspectivas.

A respeito desse emprego, escrevia: "A formulação de atas e patentes era uma bênção para mim, pois permitia-me pensar na Física. Além disso, uma profissão prática é salutar para um homem como eu: a carreira universitária condena um jovem pesquisador a certa produção científica, e somente os caracteres bem temperados podem resistir à tentação das análises superficiais".

Com o pouco trabalho e a atmosfera razoavelmente serena da repartição, Einstein pôde produzir a maior parte da obra científica que o imortalizaria: três trabalhos publicados em 1905. O primeiro versava sobre o efeito fotoelétrico e valeu-lhe o Prêmio Nobel de Física em 1921. O segundo, sobre o movimento browniano, nao só provou de maneira irrefutável a teoria cinética do calor, como forneceu a melhor prova "direta" da existência das moléculas.

A comprovação de sua lei sobre o movimento browniano, através da experiência feita por Jean Perrin ". . . convenceu os céticos, que eram mais ou menos numerosos nessa época (entre eles, Ostwald e Mach), da realidade dos átomos.

No seu terceiro trabalho de 1905, intitulado Sobre a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento, eram lançadas as bases da Teoria da Relatividade Restrita, que abriria novos caminhos para o desenvolvimento teórico da Física.

Já no século XIX, esboçava-se a grande revolução científica que daria origem à Teoria da Relatividade. Seus primórdios podem ser encontrados nos trabalhos do escocês James Clerk Maxwell que, em meados desse século, previa teoricamente a existência das ondas eletromagnéticas, que deveriam se propagar com a velocidade da luz (isto é, 300 000 km/seg).

Em 1888, o cientista alemão Heinrich Hertz conseguiu produzir tais ondas em seu laboratório, mostrando que elas podem ser geradas, detectadas, refletidas e refratadas, bem como interferir entre si. Suas observações também comprovaram que a luz é uma onda eletromagnética, ou seja, possui natureza ondulatória.

Essa descoberta trouxe à tona um problema: na teoria newtoniana, uma onda é o produto da vibração de um meio material. As ondas que se formam na água, por exemplo, resultam de uma oscilação que, ao se propagar, afeta as moléculas do líquido. Ora, se a luz é uma onda, é necessário que o espaço seja preenchido por alguma substância que possa oscilar; do contrário, a luz solar não poderia alcançar a Terra. A essa substância deu-se o nome de éter

Assim, o grande problema dos físicos nos fins do século XIX era demonstrar a existência do éter. Uma série de fatos, relacionados com a incidência da luz das estrelas sobre a Terra, parecia indicar que o éter se mantinha em permanente repouso, tornando-se por isso o referencial absoluto. Levantava-se, dessa forma, a possibilidade de calcular a velocidade da Terra em relação ao éter, desde que se medisse a velocidade da luz em diversas circunstâncias.

E foi o que o cientista Albert Michelson fez em 1881 e repetiu com Edward Morley seis anos depois, numa experiência que se tornou célebre. Supondo que o éter existisse, o movimento de translação da Terra através dele - pela Mecânica de Galileu-Newton - resultaria numa espécie de "vento"; calcularam, então, que as ondas luminosas provenientes de uma lâmpada seriam mais velozes caso se propagassem no mesmo sentido desse "vento" de éter, do que em sentido contrário.

A partir dessa hipótese, Michelson e Morley procuraram medir a diferença entre essas duas velocidades. Para grande espanto de todos, tal diferença não se verificou: a velocidade da luz permaneceu invariável, ou seja, a luz (onda eletromagnética) não sentiu tal "vento" da concepção mecânica. Estava criado um sério impasse. A mecânica clássica entrava em contradição com o novo campo da Física: a Eletrodinâmica de Maxwell.

Na Mecânica de Galileu-Newton imperava o princípio da relatividade de Galileu, enunciado em 1632 nos Diálogos Sobre os Dois Grandes Sistemas do Mundo, exposto por um dos personagens do livro, Salviati, que representa o autor:

"Salviati - Tranque-se com algum amigo no maior salão sob o convés de algum navio e aí procure moscas e outras pequenas criaturas aladas. Tome também de uma grande banheira cheia de água com alguns peixes; pendure uma garrafa e faça sua água cair gota a gota em uma outra garrafa de gargalo fino colocada por baixo. Então, com o navio parado, observe cuidadosamente como aqueles pequenos animais alados voam com igual velocidade para todos os lados do salão; como os peixes nadam indiferentemente em todas as direções; e como as gotas caem todas dentro da garrafa de baixo ... Tendo observado todos esses pormenores, embora ninguém duvide de que, enquanto o navio permanece parado, eles ocorrerão dessa maneira, faça com que o navio se mova com a velocidade que lhe aprouver, desde que o movimento seja uniforme não variando deste ou daquele modo. Você não será capaz de discernir a menor alteração em qualquer dos efeitos acima mencionados, nem poderá deduzir de qualquer um deles se o navio está em movimento ou parado".

O navio é o que se denomina um referencial galileano (ou inercial), ou seja,, um sistema de referências que se encontra em repouso ou em movimento retilíneo com velocidade constante em relação a outro referencial, o solo.

Segundo a mecânica clássica, era possível até então - uma vez conhecido o estado de movimento de um sistema de referências em relação a outro expressar as coisas que acontecem nesse sistema em termos do que acontece no outro (e vice-versa), pela aplicação das transformações de Galileu, um conjunto de três equações matemáticas.

Essas 'transformações, entretanto, não eram aplicáveis aos fenômenos eletromagnéticos. E enquanto os físicos tentavam encontrar a solução desse problema dentro da Mecânica de Galileu Newton, Einstein decidiu-se por uma posição mais radical.

Embora achasse compreensível a atitude de querer preservar a mecânica clássica, percebeu que essa preocupação estava causando o enfraquecimento de uma das posturas fundamentais para a pesquisa científica, mais importante do que a sobrevivência desta ou daquela teoria: a manutenção de um espírito sempre aberto para as surpresas que a natureza pode oferecer. Como ele mesmo disse: "A fé em um mundo exterior, independente do sujeito que o percebe, se encontra na base de toda ciência da natureza. Como as percepções dos sentidos não dão senão informações indiretas sobre esse mundo exterior, sobre esse 'real físico', este só pode ser apreendido pela via especulativa. Daí resulta que nossas concepções do real físico não podem ser jamais definitivas. Se quisermos estar de acordo - de uma maneira lógica tão acurada quanto possível - com os fatos perceptíveis, devemos estar sempre prontos a modificar essas concepções.

Foi com esse espírito aberto que Einstein atacou o problema com que seus contemporâneos se debatiam. E o ataque foi direto à base: ele negou a validade da Mecânica de Galileu-Newton como um modelo adequado para a descrição de todos os fenômenos físicos.

Na contradição percebida entre o Eletromagnetismo de Maxwell e a Mecânica de Galileu-Newton, Einstein optou pelo primeiro. Generalizando o princípio de relatividade de Galileu (que vale apenas para os casos de velocidades desprezíveis em relação à velocidade da luz), estendeu-o à eletrodinâmica dos corpos em, movimento. Em outras palavras, determinou que é impossível, por meio de qualquer experiência realizada dentro de um referencial inercial seja ela de natureza mecânica ou eletromagnética colocar em evidência o estado de repouso ou o movimento retilíneo uniforme. Afirmou, dessa forma, a universalidade, das leis da natureza.

Para obter o Princípio de Relatividade Restrita de Einstein, deve-se acrescentar ao diálogo de Galileu: "Tranque-se com algum amigo. . . levando consigo lanternas, ímãs, bobinas elétricas e outros instrumentos eletromagnéticos. A propagação da luz, a interação dos ímãs, cargas e correntes elétricas não porão em evidência se o navio está parado ou em movimento retilíneo com velocidade constante.

Einstein introduziu, ainda, um princípio adicional: "A velocidade da luz, no espaço vazio, tem um valor constante c, independente do movimento da fonte e do movimento do observador (Princípio da Constância da Velocidade da Luz)".

Esses dois principias equivalem a aceitar o resultado negativo da experiência de Micheison-Morley e afirmar que o éter não existe. E se não existe o éter a servir de referencial para o movimento dos corpos, então só podemos falar do movimento de um corpo em relação a outro corpo. Portanto, Michelson não poderia mesmo conseguir determinar o movimento da Terra em relação ao éter. Ou seja, a velocidade é um conceito relativo.

O espaço vazio tem, assim, a propriedade de transmitir ondas eletromagnéticas, como as da luz, à velocidade de 300000 km/seg, independentemente do movimento da fonte e do observador. E, em vez de considerar os campos elétricos e magnéticos como tensões do éter, atribui-se a eles uma realidade material.

Além disso, a grande inovação da Teoria da Relatividade são as modificações que ela introduz nos conceitos de tempo e comprimento dos corpos, afirmando que - conforme o referencial usado para medir essas grandezas - o tempo se dilata e os comprimentos se contraem. Não é fácil aceitar essas evidências, pois a experiência diária que envolve velocidades insignificantes em relação à da luz - parece indicar que, como disse Newton nos seus Princípios, "o tempo absoluto, real e matemático, por si mesmo e por sua própria natureza, flui uniformemente, sem relação com qualquer objeto exterior", e que "o espaço absoluto, em sua própria natureza, sem relação com qualquer objeto exterior, permanece sempre igual e imóvel". No entanto, a adoção dos dois princípios de Einstein implica uma revisão do caráter "absoluto" dessas noções.

Em seu artigo Sobre a Eletrodinamica dos Corpos em Movimento, que publicou em 1905, Einstein esclarece: "Todos os nossos raciocínios, nos quais o tempo tem um papel a desempenhar, são opiniões acerca de acontecimentos simultâneos. Se eu disser, por exemplo, o trem chega às 7', quero dizer que a coincidência do ponteiro pequeno do meu relógio e a chegada do trem são acontecimentos simultâneos". E, para ilustrar seu conceito relativo de simultaneidade, utiliza o exemplo de dois raios que, ao atingirem as extremidades de um trem - com velocidade constante e movendo-se em linha reta -, chamuscam o solo, nele deixando duas marcas.

Albert Einstein

Se houver dois indivíduos observando o mesmo fato - um dentro do trem, exatamente na metade dele, e outro fora, bem no meio do trecho entre as duas marcas no solo - suas conclusões serão diferentes. Se o observador no solo disser que os dois raios caíram simultaneamente, ou seja, que os sinais luminosos dos dois relâmpagos o atingiram no mesmo instante, o observador no trem dirá ter visto os raios caírem em momentos sucessivos. Isto se explica porque o observador no trem, ao mesmo tempo que se desloca para a direita, de encontro ao relâmpago da frente do trem, se afasta do relâmpago que vem da extremidade traseira do trem. Logo, este último relâmpago deve percorrer uma distância maior do que o primeiro para chegar até o observador. Como a velocidade da luz é constante, o relâmpago da frente o atinge antes do relâmpago de trás.

Para que a diferença de tempo na chegada dos dois relâmpagos seja apreciável para o observador no trem, o veículo deve estar a uma velocidade próxima à da luz.

Da experiência do trem de Einstein concluímos, também, que o intervalo de tempo transcorrido entre a queda dos dois raios é zero para o observador no solo, pois os dois acontecimentos para ele são simultâneos, e é diferente de zero, ou seja, aumenta para o observador no trem, pois para este os dois acontecimentos não são simultâneos.

Assim, de um modo geral, podemos dizer que o intervalo de tempo entre dois acontecimentos, medidos num determinado referencial, se dilata quando medido de outro referencial, móvel em relação ao primeiro: cada um "vê" o tempo do outro se dilatar ou fluir mais lentamente. De forma que a indicação de tempo só tem sentido quando for mencionado o referência onde ele é medido.

O mesmo acontece com a noção de comprimento. O comprimento do trem de Einstein em movimento é a distância entre os dois pontos do solo que são ocupados simultaneamente por suas duas extremidades. Sendo a simultaneidade relativa, o comprimento também o será. E fica, portanto, também desprovido de sentido o conceito do. "espaço absoluto" de Newton.

Agora, imagine-se o seguinte. Um passageiro, que se encontra no carro restaurante de um trem, come um bife e depois a sobremesa, sentado à mesma mesa, isto é, no mesmo local para o observador-no-trem. Mas, para o observador-no-solo, esse passageiro comeu os dois pratos em pontos da ferrovia separados por vários quilômetros. Em resumo: "acontecimentos que ocorrem no mesmo local, em tempos diferentes, num referencial galileano, ocorrem em locais diferentes, quando observados em outro referencial galileano".

A propósito da simultaneidade dos relâmpagos, já se afirmou anteriormente que "acontecimentos que ocorrem ao mesmo tempo, em locais diferentes, num referencial galileano, ocorrem em tempos diferentes, quando observados de outro referencial galileano". Conclui-se, portanto, que as duas afirmações se equivalem: basta substituir a palavra local pela palavra tempo, para de uma obter a outra. Sendo assim, o espaço e o tempo estão em pé de igualdade.

Hermann Minkowski, que foi professor de Einstein em Zurique, fundiu os dois conceitos num só - o espaço-tempo - a respeito do qual declarou: "A partir de agora o espaço em si e o tempo em si se fundem por completo nas sombras, e só algo que é a união de ambos conserva existência própria".

Que um corpo tenha 3 dimensões, ninguém duvida. Mas, além disso, ele existe porque o tempo flui através dele, constituindo uma 4º dimensão. Minkowski chamou um ponto qualquer nesse espaço quadridimensional - ou contínuo espaço-tempo - de acontecimento ou evento, que pode ser determinado por quatro números: três para a posição no espaço (comprimento, largura e altura) e um quarto designando o tempo transcorrido.

A Teoria da Relatividade Restrita recebeu importante confirmação experimental algum tempo após sua formulação: verificou-se nos aceleradores atômicos um aumento de massa das partículas à medida que sua velocidade era incrementada.

Os efeitos relativísticos só são detectáveis a velocidades muito próximas à da luz. Por isso, a teoria de Einstein não rejeita a Mecânica de Galileu-Newton, utilizando-a como um caso particular para corpos com velocidades desprezíveis em relação à da luz.

Diz Einstein, no livro escrito de parceria com o físico polonês Leopold Infeld, seu amigo íntimo e colaborador: "Criar uma nova teoria não corresponde a demolir um pardieiro para a construção de um arranha-céu. Será antes subir uma montanha para alcançar visão mais dilatada e descobrir imprevistas ligações entre o nosso ponto de partida e os arredores. Mas o ponto de onde partimos ainda existe e pode ser visto, conquanto apareça cada vez menor e forme uma parte bem minúscula da grande paisagem desvendada pela ampliação de nosso campo visual". A revolução relativista significou justamente a solução de várias contradições e uma nova maneira de ver e representar o Universo, o "subir da montanha".

A nova mecânica einsteiniana apresenta ainda a importante relação E = mc2, que exprime a equivalência entre a massa e a energia de um corpo. Esta lei afirma que toda variação de massa guarda relação com a variação de energia e vice-versa.

Quando um corpo qualquer irradia energia, automaticamente ele perde massa. Assim, o Sol perde cerca de 4 milhões de toneladas de massa por segundo. Para transferir 1 grama de massa a um corpo, é preciso fornecer-lhe a fabulosa energia de 25 milhões de kWh. De modo que, em condições normais, as variações de massa são insignificantes. Mas, na Física Nuclear, as grandes mudanças de massa constituem hoje uma realidade: o fenômeno mais conhecido é o da bomba atômica, onde uma pequena massa de material físsil fornece uma grande energia.

Com a fórmula E = mc2, Einstein demonstrou que o uso da energia atômica era teoricamente possível; mas nada, nem ninguém, podia assegurar que fosse viável na prática.

Ao tempo da Segunda Guerra Mundial, Einstein já se encontrava nos Estados Unidos, refugiado da perseguição aos judeus, que se iniciara em 1933 com a ascensão de Hitler. E a 2 de agosto de 1939, solicitado por vários físicos, entre os quais Szilard, escreveu ao presidente Roosevelt uma carta, em que o alertava sobre o perigo de uma bomba atômica nazista. "Tenho o conhecimento de que a Alemanha pôs fim à venda de urânio das minas tchecas de que se apossou."

Se a derrota da Alemanha afastou este temor, outro, entretanto, surgiu. Sua carta de advertência fora o ponto de partida para o projeto de fabricação da bomba americana. E Szilard foi novamente à procura de Einstein, para que ele mais uma vez se dirigisse a Roosevelt, desta vez para pedir que não se usasse a bomba americana contra o Japão, já praticamente derrotado. A carta foi enviada.

A 12 de abril de 1945, dia da morte repentina do presidente americano, encontraram esta carta no seu gabinete, ainda fechada. Truman, sucessor de Roosevelt, não deu ouvidos a Einstein e aos físicos que o apoiavam, ordenando o bombardeio nuclear de Hiroxima e Nagasáqui, com as terríveis consequências que se conhecem.

A Teoria da Relatividade Restrita tinha sido aceita com entusiasmo pelos físicos, pois vinha resolver muitos problemas. Mas, quanto à Relatividade Generalizada, até mesmo Max Planck não lhe dava a devida importância: "Se agora está quase tudo resolvido, por que você se preocupa corri estes problemas?"

Einstein, entretanto, lançou-se com afinco à nova tarefa de interpretar, em termos relativísticos, os fenômenos da gravitação, trabalho que concluiu em 1916. Em síntese, explicou a gravitação como uma decorrência geométrica do espaço-tempo. Tal hipótese mostra que a presença de um corpo em determinado local causa urna distorção na região que lhe é próxima, pois o efeito dos corpos materiais não é engendrar forças, como afirma a lei de gravitação de Newton,. mas curvar o espaço-tempo. Se o corpo tem grande massa, os efeitos da distorção devem ser mensuráveis; assim, um raio de luz proveniente de uma estrela distante e que, para incidir sobre a Terra, tenha que passar próximo ao Sol, deveria sofrer uma alteração em sua trajetória.

Einstein foi mais longe. Se a matéria encurva o espaço-tempo, então é possível admitir a hipótese de que todo o Universo é curvo. E, com essa idéia, criou uma nova Cosmologia.

Ao nível dos fatos experimentais, a Teoria da Relatividade explica três fenômenos importantes: o desvio da órbita do planeta Mercúrio, o encurvamento dos raios luminosos ao passarem perto do Sol e o aumento do comprimento de onda da luz emitida por estrelas densas (desvio para o vermelho gravitacional).

Pouco depois de ter demonstrado a existência das ondas eletromagnéticas, Hertz descobriu outra coisa interessante: que determinadas substâncias, quando iluminadas, emitiam elétrons. Esse fato, conhecido como efeito fotoelétrico, permaneceu sem explicação plausível, até que Einstein dele se ocupou. Recorrendo à recém elaborada teoria quântica de Max Planck - segundo a qual a emissão e absorção da luz, ou da radiação em geral, não têm lugar de maneira contínua mas sim descontínua, por saltos ou quanta de energia (plural da palavra latina quantum, que significa "quantidade determinada") - Einstein aplicou essa concepção ao efeito descoberto, ampliandoa.

Em 1921, Einstein recebeu o Prêmio Nobel pela explicação do efeito fotoelétrico. A celebridade, contudo, jamais alterou seu caráter modesto. Depois que abandonou a Alemanha, em 1933, íristalou-se definitivamente no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde lecionaria o resto da vida.

Albert Einstein
Sua casa em Princeton

Sua preocupação com o desligamento de tudo o que fosse acessório é bem expressa por Infeld: "Somos escravos de banheiras, geladeiras, automóveis, rádios e milhões de outras coisas ... O que Einstein resolveu foi o problema do mínimo: sapatos, calças, camisa e jaqueta, coisas realmente necessárias; seria difícil reduzi-las ainda mais".

Como homem, não foi menos admirável do que como cientista. Um visitante perguntou-lhe certa vez qual seria, no leito de morte, o balanço de sua vida: fora um sucesso ou tinha sido inútil? Respondeu simplesmente: "Nunca me interessaria por essa questão, nem no leito de morte, nem noutra altura qualquer. Ao fim e ao cabo, não passo de uma partícula da natureza". Na mesma paz em que viveu, Albert Einstein morreria, em 1955.

O mais célebre dos cientistas do século XX, responsável por teorias que revolucionaram não apenas a física, mas o próprio pensamento humano, Einstein acreditava que só a evolução moral impediria uma catástrofe a nível planetário.

Albert Einstein nasceu na cidade alemã de Ulm, em 14 de março de 1879. Filho de um pequeno industrial judeu, iniciou os estudos em Munique e cedo se destacou no estudo da matemática, física e filosofia. Ainda na infância, incentivado pela mãe, começou a estudar violino, instrumento que o acompanharia ao longo da vida.

Com o objetivo de tornar-se professor, concluiu o curso de graduação no Instituto Politécnico de Zurique, em 1900, época em que já dedicava a maior parte de seu tempo ao estudo da física teórica. Obteve nessa época a cidadania suíça e, não tendo conseguido colocação na universidade, aceitou um lugar no departamento de patentes em Berna.

Em 1905, ano em que concluiu o doutorado, Einstein publicou quatro ensaios científicos, cada um deles com uma grande descoberta no campo da física. No primeiro, fez uma análise teórica do movimento browniano, produzido pelo choque das partículas de um líquido sobre corpos microscópicos nele introduzidos; no segundo, formulou uma nova teoria da luz, com o importante conceito de fóton, baseando-se na teoria quântica proposta em 1900 pelo físico Max Planck; no terceiro, expôs a formulação inicial da teoria da relatividade e no quarto e último trabalho, propôs uma fórmula para a equivalência entre massa e energia, a célebre equação E = mc², pela qual a energia E de uma quantidade de matéria, com massa m, é igual ao produto da massa pelo quadrado da velocidade da luz, representada por c.

Descoberta da relatividade.

No ensaio dedicado à relatividade, intitulado "Elektrodynamik Bewegter Körper" ("Movimento eletrodinâmico dos corpos"), o cientista afirma que espaço e tempo são valores relativos e não absolutos, ao contrário do que se acreditava até então. Afirma ainda ser a da luz a velocidade máxima no universo e acrescenta: para o corpo que se deslocasse a essa velocidade, o tempo sofreria uma dilatação, ao mesmo tempo em que se registraria uma contração do espaço. Assim, o corpo que permanecesse em repouso envelheceria em relação ao outro corpo, em movimento.

Cada vez mais respeitado no meio acadêmico, Einstein ensinou em Berna, Zurique e Praga, entre os anos de 1909 e 1913. Foi então convidado a ocupar uma cátedra na Universidade de Berlim, que pouco depois acumulou com a direção do respeitado Instituto Kaiser Wilhelm. Nessa época, sua grande preocupação era a generalização da teoria da relatividade, com a elaboração de uma nova teoria capaz de interpretar, por meio de considerações semelhantes, o campo eletromagnético e o campo gravitacional, que acabaria por receber a denominação de teoria do campo unificado. Em 1916, o cientista publicou Grundlage der allgemeinen Relativitätstheorie (Fundamento geral da teoria da relatividade), formulação final da teoria geral da relatividade. Nesse mesmo ano, passou a manifestar uma preocupação com os problemas sociais que o acompanharia ao longo de toda a sua carreira.

Em 1919, Einstein tornou-se conhecido em todo o mundo, depois que sua teoria foi comprovada em experiência realizada durante um eclipse solar. Por essa época começou a viajar pelo mundo, não apenas para expor suas teorias físicas, mas também para debater problemas como o racismo e a paz mundial. Uma dessas viagens o traria ao Brasil, em 1925. Em 1921, foi agraciado com o Prêmio Nobel de física e indicado para integrar a Organização de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. No mesmo ano, publicou Über die spezielle und allgemeine Relativitätstheorie gemeinverständlich (Sobre a teoria da relatividade especial e geral), obra de divulgação.

A noção de equivalência entre massa e energia, a do continuum quadridimensional e outras descobertas de Einstein provocaram uma verdadeira renovação do pensamento humano, num período de grande fertilidade intelectual, com interpretações filosóficas das mais diversas tendências. Os resultados de suas descobertas foram utilizados como argumento tanto pelos defensores do empirismo de total rigor lógico quanto pelos adeptos do idealismo matemático, segundo o qual o universo pode ser reduzido à abstração das fórmulas e das relações numéricas.

Bomba atômica e pacifismo.

Em 1933, um ano após visitar universidades e instituições de pesquisas nos Estados Unidos, Einstein renunciou a seus cargos na Alemanha, onde os nazistas já estavam no poder, e fixou residência em território americano. Passou a ensinar no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, do qual se tornaria diretor. Em 1940 adotou a cidadania americana.

Durante esse período, o desenvolvimento de armas nucleares e as manifestações cada vez mais frequentes de racismo no mundo constituíram as principais preocupações de Einstein. Os físicos alemães Otto Hahn e Lise Meitner tinham descoberto como provocar artificialmente a fissão do urânio. Na Itália, as pesquisas de Enrico Fermi indicavam ser possível provocar uma reação em cadeia, com a liberação de um número cada vez maior de átomos de urânio e, em consequência, de enorme quantidade de energia. Fermi, que acabara de chegar aos Estados Unidos, e os físicos húngaros Leo Szilard e Eugene Wigner pediram então a Einstein que entrasse em contato com a Casa Branca. Ele escreveu então uma carta ao presidente Franklin Roosevelt em que alertava para o risco que significaria para a humanidade a utilização pelos nazistas da tecnologia nuclear na fabricação de armas de grande poder destrutivo. Logo após receber a mensagem, o chefe de estado americano deu início ao projeto Manhattan, que tornou os Estados Unidos pioneiros no aproveitamento da energia atômica em todo o mundo e resultou na fabricação da primeira bomba atômica.

Embora não tivesse participado do projeto e sequer soubesse que uma bomba atômica tinha sido construída até que Hiroxima fosse arrasada, em 1945, o nome de Einstein passou para a história associado ao advento da era atômica. Durante a segunda guerra mundial, ele participou da organização de grupos de apoio aos refugiados e, terminado o conflito, após o lançamento de bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, uniu-se a outros cientistas que lutavam para evitar nova utilização da bomba. Intensificando a militância pacifista, defendeu particularmente o estabelecimento de uma organização mundial de controle sobre as armas atômicas. Em 1945, renunciou ao cargo de diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, mas continuou a trabalhar naquela instituição.

A intensa atividade intelectual de Einstein resultou na publicação de grande número de trabalhos, entre os quais vale destacar Warum Krieg? (1933; Por que a guerra?), em colaboração com Sigmund Freud; Mein Weltbild (1949; O mundo como eu o vejo); e Out of My Later Years (1950; Meus últimos anos). A principal característica de sua obra foi uma síntese do conhecimento sobre o mundo físico, que acabou por levar a uma compreensão mais abrangente e mais profunda do universo. Suas descobertas tornaram possível entender o comportamento das partículas animadas de grande velocidade e suas respectivas leis. Os princípios da relatividade revolucionaram a física newtoniana pois, com o emprego de aceleradores, tornou-se possível obter partículas animadas de enorme velocidade, cuja mecânica em muito se afasta das leis newtonianas.

Einstein conseguiu reduzir as leis da mecânica e harmonizá-las com aquelas que regem as propriedades dos campos eletromagnéticos. Com sua concepção de fóton, permitiu que mais tarde se fundissem, na teoria ondulatória de Louis de Broglie, a mecânica e o eletromagnetismo, o que no século anterior parecia impossível. Albert Einstein morreu em Princeton, em 18 de abril de 1955.

Fonte: br.geocities.com

Albert Einstein

1879 - 1955

Professor, físico e matemático alemão naturalizado norte-americano, nascido em Ulm, um dos mais célebres cientistas da história humana. Com infância em Munique, onde realizou seus primeiros estudos, conta-se que inicialmente chegou a ser considerado deficiente mental porque até os 4 anos não falava fluentemente e, durante o secundário, era um aluno dispersivo, mas fora da escola mostrava desde jovem interesse pela matemática e aparentemente já começara a trabalhar sua fantástica e revolucionária teoria da relatividade (1895).

Graduou-se em física na Escola Politécnica de Zurique, na Suíça (1900), onde se mantinha dando aulas particulares. Naturalizou-se suíço (1900) e, não tendo conseguido colocação na universidade, trabalhou como examinador do Departamento de Patentes de Berna (1902). Casou-se e continuou a estudar física e matemática e obteve o título de PhD na Universidade de Zurique com Uma nova determinação das dimensões moleculares (1905).

Albert Einstein
Albert Einstein

Também nesse ano (1905) publicou nos Anais de Física o texto Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento, que foi realmente seu primeiro trabalho sobre a célebre teoria da relatividade, onde afirmou através de postulados que: dois acontecimentos considerados simultâneos em um sistema de referências podem não o ser em outro, formulando os fundamentos da teoria da relatividade restrita, a lei da equivalência entre massa e energia, a célebre equação E = mc2, pela qual a energia E de uma quantidade de matéria, com massa m, é igual ao produto da massa pelo quadrado da velocidade da luz, representada por c, e mais três trabalhos, um sobre a teoria do movimento browniano, outro sobre a teoria do efeito fotoelétrico e um terceiro com a dedução matemática em continuação ao seu trabalho sobre teoria da relatividade.

Com estes trabalhos e cada vez mais respeitado no meio acadêmico, conseguiu um cargo acadêmico em Berna (1909) e de professor universitário de física em Zurique (1909) e, depois, em Praga (1910-1913). Com Langevin demonstrou a inércia da energia (1911). Foi contratado para trabalhar como pesquisador no recém-fundado Instituto Kaiser Guilherme, em Berlim (1914), onde publicou seus estudos finais sobre a teoria geral da relatividade (1916), comprovados pela Sociedade Real de Londres (1919), por Sir Arthur Stanley Eddington, tornando-o conhecido em todo o mundo. Estava em Xangai (1921), quando ganhou o Prêmio Nobel de Física, pelos seus serviços prestados à Física Teórica e por seu trabalhos sobre efeitos fotoelétricos, e também foi indicado para integrar a Organização de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. Também neste ano publicou Über die spezielle und allgemeine Relativitätstheorie gemeinverständlich.

Na Academia Prussiana de Ciências em Contribuição para uma teoria do campo unificado (1929) anunciou suas conclusões sobre a teoria do campo unificado, onde pretendia englobar num só conceito teórico os fenômenos gravitacionais e eletromagnéticos, idéia de grande notoriedade nos meios científicos e que ele próprio trabalhou por mais de vinte anos. Pressionado pelo nazismo por ser judeu, após visitar universidades e instituições de pesquisas americanas, emigrou para os Estados Unidos (1933), passando a ensinar no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, do qual se tornaria diretor. Naturalizou-se norte-americano (1940) e fixou residência em território americano pelo resto de sua vida.

Pacifista, passou a defender o controle internacional de armas nucleares, combater o racismo, ao mesmo tempo que ensinava matemática avançada na Universidade de Princeton, cidade onde veio a falecer aos 76 anos, em Princeton, New Jersey, USA. Durante esse período, o desenvolvimento de armas nucleares e as manifestações cada vez mais frequentes de racismo no mundo constituíram as suas principais preocupações. Os físicos alemães Otto Hahn e Lise Meitner tinham descoberto como provocar artificialmente a fissão do urânio. Na Itália, as pesquisas de Enrico Fermi indicavam ser possível provocar uma reação em cadeia, com a liberação de um número cada vez maior de átomos de urânio e, em consequência, de enorme quantidade de energia. Fermi, que acabara de chegar aos Estados Unidos, e os físicos húngaros Leo Szilard e Eugene Wigner pediram-lhe então que entrasse em contato com a Casa Branca. Ele escreveu então uma carta ao presidente Franklin Roosevelt em que alertava para o risco que significaria para a humanidade a utilização pelos nazistas da tecnologia nuclear na fabricação de armas de grande poder destrutivo.

Logo após receber a mensagem, o chefe de estado americano deu início ao projeto Manhattan, que tornou os Estados Unidos pioneiros no aproveitamento da energia atômica em todo o mundo e resultou na fabricação da primeira bomba atômica, embora não tivesse participado do projeto e sequer soubesse que uma bomba atômica tinha sido construída até que Hiroxima fosse arrasada (1945). Renunciou ao cargo de diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton (1945), mas continuou a trabalhar naquela instituição. Em um último trabalho científico de expressão (1950), expandiu a teoria da relatividade na teoria geral do campo. Outros livros interessantes seus foram Warum Krieg? (1933), em colaboração com Sigmund Freud, Mein Weltbild (1949) e Out of My Later Years (1950).

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

Albert Einstein

Albert Einstein nasceu 11h20 da manhã, no dia 14 de Março de 1879, na cidade de Ülm, no estado de Württemberg, no sul da Alemanha, no endereço Bahnhofstrasse B 135, casa de seus pais: Pauline (Koch) Einstein e Hermann Einstein – este um pequeno comerciante que nunca obteve muito sucesso em seus empreendimentos. Albert era o primeiro filho de Hermann e Pauline, que se casaram em 1876, em Cannstatt. A casa onde Einstein nasceu foi destruída por bombardeios em 1944.

Em 1880, a família Einstein muda-se de Ülm, pois os negócios de Hermann não iam muito bem. Mudaram-se para Munique, Hermann juntamente com seu irmão Jakob montaram uma empresa de instalações de água e gás

Em 18 de Novembro de 1881, nasce Maria, única irmã de Einstein. Esta ficou conhecida como Maja, e os dois foram muito apegados ao longo de suas vidas.

Em 1884, Einstein ganhou de presente de seu pai uma bússola, instrumento que causou nele grande impressão. No mesmo ano começa sua instrução com professor particular.

Em 1885, inicia suas aulas de violino, que se estenderiam até os 13 anos.

Em 1886, entra para uma escola publica católica (Volksschule) para fazer o primeiro grau, sendo o único judeu da classe – a escola judaica de Munique havia fechado anos antes. Em agosto, do mesmo ano, Pauline descreve para as irmãs as notas do filho e comenta: “Foi novamente o melhor, o boletim é brilhante”. Einstein passa a se interessar, por religião judaica, depois de receber em casa, instrução sobre o assunto.

Em 1888, ingressa no Luitpold Gymnasium, em Munique, onde estudou religião e matemática, quando foi dada maior atenção ao estudo do cálculo. Nesse ano ele inicia a preparação para o bar mitzvah, que nunca chegou a fazer.

Em 1889, começa a se interessar por física, matemática e filosofia, depois que Max Talmey, apresenta-lhe obras de divulgação científica, física e filosofia.

Em 1890, inicia uma faze de profunda religiosidade, que dura cerca de um ano, até que lhe oferecem o “Livro Sagrado da Geometria”, que causou nele uma impressão indescritível, como revelou mais tarde.

Em 1891, toma contato com o calculo diferencial e integral, decidiu estudar sozinho matemática e ciências e nas horas de descanso, seu tio Jakob, ensinava-o as primeiras noções de álgebra e geometria. Na escola destacava-se, apenas, em matemática e física, todavia, não apresentava sinais de genialidade, seu desenvolvimento era muito lento e em línguas não possuía a menor inclinação.

Em 1894, a família Einstein muda-se para a Itália, devido a mais um insucesso com os negócios dos pais. Primeiramente se estabeleceram em Milão e um ano depois em Pávia, retornando mais tarde para a primeira cidade. Albert continua em Munique para terminar o segundo grau no Luitpold Gymnasium, morando numa pensão. Nesse ano ocorre seu primeiro ensaio sobre física, intitulado “Investigação sobre o estado do éter no campo magnético”, que foi enviado ao tio Cesar koch.

Em 1895, Einstein foi expulso da escola sob a alegação de ser um aluno rebelde. Com dois anos a menos que a idade regular prevista, falha ao tentar ingressar, em Outubro, na Escola Politécnica, de Zurique. Porém seus conhecimentos de matemática e ciências impressionam a banca examinadora. Ingressa na escola cantonal de Argóvia, para terminar o segundo grau, vivendo na casa da família de um de seus professores, Jost Winteler.

Em 28 de Janeiro de 1896, alegando não concordar com a mentalidade militar Alemã, renuncia à cidadania do estado de Württember, sua região de nascimento. Forma-se com notas excelentes na escola cantonal, o que lhe da o direito de ingressar na Escola Politécnica de Zurique, matriculando-se no curso de formação de professores secundários de matemática e física. Nesse mesmo ano conhece sua futura mulher, Mileva Maric, única aluna da turma, e também conhece o engenheiro Michele Besso, com quem manteria amizade até o final da vida.
Em 1899, entra com o pedido formal para obter a cidadania Suíça em Outubro.

Em 1900, com média 4,91 (de um máximo de 6) – a mais baixa dos quatro alunos que se formaram -, recebe o grau de professor de matemática da Politécnica de Zurique, mas não consegue uma vaga para se tornar assistente na escola. No final deste ano, envia para publicação, seu primeiro trabalho científico, “Deduções sobre fenômeno da Capilaridade”, para a revista Analenn der Physik.

Em 1901, livra-se do serviço militar - motivo: pé-chato, varizes e sudorese nos pés, fatos mais tarde negados pelo seu médico particular. Em 21 de Fevereiro, obtém a cidadania Suíça. Seu primeiro trabalho é publicado. Em Maio, torna-se professor substituto na Escola Técnica de Winterthur, onde permanece até 14 de Outubro. Seis dias depois, começa a dar aula como docente temporário em uma escola, em Schaffhausen, cargo que mantém até Janeiro do ano seguinte. Inicia o trabalho sobre as forças moleculares em gazes, que seria enviado no final do ano para a Universidade de Zurique como sua tese de doutorado. Inscreve-se para uma vaga no Escritório Suíço de Patentes, em Berna.

Em 1902, nasce, provavelmente em Janeiro, Lieserl, sua filha com Mileva, com a qual se casaria formalmente pouco depois – desconhece-se até hoje o paradeiro da criança. Em Fevereiro, muda-se para Berna. Sobrevive com uma mesada da família e o dinheiro de aulas particulares, que anuncia em jornal local. Retira sua tese de doutorado na Universidade de Zurique. Começa a trabalhar no Escritório de Patentes como técnico de 3ª classe. Neste ano, em 10 de Outubro, morre seu pai, em Milão. Funda, com os amigos Conrad Habicht e Maurice Solovine, a Academia Olímpia, um grupo informal de discussão sobre filosofia e ciência.

Em 6 de Janeiro de 1903, casa-se com Mileva em Berna, onde passam a morar no endereço Kramgasse 49 – onde hoje, é um museu chamado “Casa de Einstein”. Em Setembro sua filha Lieserl é registrada, o que sugere que o casal tinha a idéia de colocar a criança para a adoção, caso o fato o indispusesse como burocracia de seu novo emprego. Mileva fica grávida de Hans Albert. Einstein publica “Teoria dos fundamentos da termodinâmica”.

Em 14 de Maio de 1904, nasce Hans Albert. Inicia a discução dos conceitos da teoria da relatividade restrita com seu amigo Besso.

No ano de 1905, que hoje é conhecido como “ano miraculoso” da ciência, produz seis trabalhos:

1. “O quantum e o efeito fotoelétrico”. Foi principalmente pelas implicações desse trabalho que Einstein ganharia o prêmio Nobel de 1921 – só recebido no ano seguinte.

2. “Uma nova determinação das dimensões moleculares”. Esse se tornaria seu trabalho mais frequentemente citado na literatura científica moderna, devida à grande aplicação de seus resultados em outras áreas. Foi também com ele que obteve, em 15 de janeiro do ano seguinte, o titulo de doutor pela Universidade de Zurique.

3. “O movimento Browniano”. Esse trabalho foi recebido para publicação em 11 de Maio, é desdobramento de sua tese de doutorado.

4. “Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento”. Primeiro trabalho sobre a teoria da relatividade restrita. Esse trabalho foi recebido para publicação em 30 de Junho.

5. “A inércia de um corpo depende de sua energia?”. Esse trabalho foi recebido para publicação em 27 de Setembro e seu segundo trabalho sobre a teoria da relatividade restrita.

6. “Movimento Browniano”. Segundo trabalho sobre o tema, recebido para publicação em 27 de Dezembro.

Em 1906, recebe o titulo de doutor da Universidade de Zurique. Foi promovido a técnico de 2ª classe. Em Novembro, finaliza seu artigo sobre calores específicos, considerado, o primeiro trabalho na física sobre a teoria quântica do estado sólido.

Em 1907, procura um emprego complementar na escola cantonal de Zurique e candidata-se ao cargo de docente privado, na Universidade de Berna, mas é rejeitado para posição por não ter a chamada habilitação, um tipo de certificado de pós-doutorado. Publica resultados complementares aos seus trabalho sobre a teoria quântica e relatividade restrita, bem como um artigo de revisão, para a revista Alemã Jarhbuch der Radioaktivitat und Elektronik, no qual aparece suas primeiras idéias sobre a teoria da relatividade geral. Surge o que classificou mais tarde como a “idéia mais feliz de sua vida”, isto é, a equivalência entre a massa gravitacional e a massa inercial.

Em 1908, torna-se docente privado na Universidade de Berna, depois de obter sua habilitação, com o trabalho, nunca publicado, “Consequências para constituição da radiação que decorrem da lei de distribuição da energia dos corpos negros”. Neste cargo, receberia sua remuneração, não da Universidade, mas diretamente dos poucos alunos matriculados.

Em 1909, foi eleito ao cargo de Professor Extraordinário de Física Teórica – cargo criado a ele. A Universidade de Genebra lhe confere o titulo de doutor honoris causa. Participa de seu primeiro encontro científico, em Salzburgo, com a conferência “O desenvolvimento de nossas idéias sobre a natureza e composição da radiação”, na qual adianta o que na década de 20 seria conhecido como dualidade partícula-onda. Neste ano pede demissão do Escritório de Patentes.

Em 28 de Julho de 1910, nasce Eduard, seu segundo filho. Completa trabalho sobre a opalescência crítica e a cor azul do céu, considerada sua última contribuição em física estatística clássica. Sua irmã casa-se com Paul Winteler, filho de seu professor da escola cantonal de Argóvia, na Suíça.

Em 1911, pede demissão da Universidade de Zurique, depois de aceitar a oferta, feita em abril, para se tornar diretor do Instituto de Física Teórica da Universidade Alemã de Praga (então Tchecoslováquia), cidade para a qual se muda com a família. Surgem os primeiros esboços fundamentais da teoria da relatividade geral. Participa da primeira conferência Solvay, em Bruxelas (Bélgica), patrocinada pelo industrial belga Ernest Solvay, fazendo a palestra de encerramento, intitulada “O estado atual do problema dos calores específicos”.

Em 1912, inicia a troca de cartas amorosas com sua prima Elsa Löwenthal, período em que seu casamento começa a se desintegrar.Retorna em Agosto para Suíça, para trabalhar na Escola Politécnica de Zurique.

Em 1913, Einstein é eleito para a Academia Prussiana de Ciências, quando também lhe é oferecido um posto na Universidade de Berlim, sem a obrigação docente. A oferta também inclui o cargo de diretor do Instituto de Física Kaiser Wilhelm, programado para ser criado nos próximos anos. Einstein e seu amigo Grossmann publicam um esboço sobre a teoria da gravitação e a relatividade geral.

Em 6 de Abril de 1914, muda-se para Berlim para assumir o novo cargo, trazendo consigo a família, que pouco mais tarde retornaria para Zurique, devido à insatisfação de Mileva com a cidade, bem como com o relacionamento do marido com Elza, que lá vivia. Em 26 de Abril deste mesmo ano, ele escreveu seu primeiro artigo para a imprensa, no jornal diário de Berlim Die Vossische Zeitung, tratando da relatividade. Em 2 de julho faz sua primeira palestra na Academia Prussiana de Ciências.

Em 1915, assina o “Manifesto aos Europeus”, sua primeira manifestação política. Viaja à Holanda e faz palestra em Gotemburgo sobre a relatividade geral. Einstein e o físico holandês Johannes Wander de Hass descobrem experimentalmente um fenômeno que mais tarde ganharia o nome de efeito Einstein-de Hass, ligado ao ferromagnetismo - é o único trabalho experimental de Einstein. Em Novembro, finaliza sua teoria da relatividade geral, que substituiria a lei da gravitação universal proposta pelo físico e matemático inglês, Isaac Newton.

Em 1916, publica na revista científica alemã Annalen der Physik, o artigo final sobre a teoria da relatividade geral, com o título “Fundamentos da teoria da relatividade geral”. Neste ano, torna-se presidente da Sociedade Alemã de Física.

Em 1917, publica seu livro de divulgação científica sobre a teoria da relatividade especial e geral, este seria seu livro mais popular. Neste mesmo ano, Einstein fica doente, com problemas de úlcera e no fígado, sendo tratado por Elza. Torna-se diretor do Instituto de Física Kaiser Wilhelm, que inicia as atividades. Estabelece o primeiro modelo cosmológico, com a introdução de uma constante em suas equações da relatividade geral – no início da década de 1930, Einstein reconhece que a constante foi seu “maior erro científico”.

Em fevereiro de 1919, divorcia-se de Mileva. O juiz determina que caso Einstein ganhasse o prêmio Nobel, a quantia em dinheiro deveria ser entregue a Mileva, para cobrir as despesas com seus dois filhos. Einstein recebe o prêmio e ajuda Mileva com as despesas. Em 29 de maio ocorre a comprovação histórica da teoria da relatividade geral. Casa-se em Junho com sua prima, Elza, adotando as suas duas filhas do primeiro casamento, Ilse e Margot.

Em 1921, viaja aos Estados Unidos para arrecadar fundos para a construção da Universidade Hebraica de Jerusalém e para o Fundo Nacional Judaico.Em Maio, faz palestras em Princeton, Boston e Chicago, e é recebido pelo presidente dos estados Unidos, Warren Harging.

Em 1922, vai à França. Segue para o Japão. Eleito para o Comitê Internacional para a Cooperação Intelectual das Ligas das Nações. Assume a presidência do conselho da Fundação Einstein e do Instituto Einstein, mais conhecido como “A Torre de Einstein”. Ganha o Nobel de Física de 1921 por suas contribuições à física teórica e principalmente pelo trabalho sobre o efeito fotoelétrico, de 1905. Publica O Significado da relatividade, com base em palestras feitas em Princeton.

Em 1923, retorna do Japão e na viagem de volta, visita Palestina – ganha o título de primeiro cidadão honorário de Telaviv – e a Espanha. Faz palestras em Leiden, como convidado da família real holandesa. Por discordar do rumo de suas ações, retira-se temporariamente do Comitê Internacional para a Cooperação Intelectual. Ajuda a fundar e torna-se membro da Sociedade de Amigos da Nova Rússia.

Em 1924, o governo alega que Einstein, ao se tornar membro da Academia Prussiana, ganha automaticamente a cidadania prussiana, fato para o qual não há oposição de Einstein, que, porém, mantém a cidadania suíça. Publica no jornal Notícias Judaicas de Leipzig, o artigo “Para o povo judeu polonês”. Reingressa no Comitê Internacional para a Cooperação Intelectual. Faz o que são consideradas suas últimas descobertas científicas importantes: com base na física estatística, revela nova relação entre ondas e matéria, bem como descobre o fenômeno, mais tarde batizado condensado Bose-Einstein.

Em 1925, viaja à Argentina, ao Uruguai e ao Brasil. Assina o manifesto pacifista contra a obrigação do serviço militar. Recebe a medalha Copley. Torna-se membro do conselho da Universidade Hebraica de Jerusalém, cargo que manteria até 1928.

Em 1926, recebe a medalha de ouro da Sociedade Astronômica Real. Torna-se membro honorário da Academia de Ciências da União Soviética.

Em 1927, participa da Semana de Pesquisa Soviética em Berlim e do 5° Congresso Solvay, no qual inicia com o físico dinamarquês Niels Bohr o intenso debate, que se estenderia até o final da vida de Einstein, sobre os fundamentos da mecânica quântica.

Em 1928, adoece novamente, dessa vez com problemas no coração que o obrigariam a ficar meses em repouso.

Em 1929, recebe a medalha Planck da Sociedade Alemã de Física. Torna-se cidadão honorário de Berlim.Visita a família real belga, com quem manterá laços de amizade ao longo da vida.Na comemoração de seu 50° aniversário, é publicada a pequena coleção Notas ocasionais.

Em 1930, assina o manifesto a favor do desarmamento mundial. Einstein participa de uma manifestação internacional organizada pela Liga Internacional da Mulher pela Paz e Liberdade. Visita Cuba e Estados Unidos. Publica, no jornal diário New York Times, o texto “Religião e Ciência”. Em Agosto, fala pela rádio recém-inaugurada em Berlim, enfatizando a missão democrática e humanitária do então novo meio de comunicação.

Em 1931, é publicada a coleção de ensaios seus, com o título “Como vejo o mundo”.

Em 1932, escreve um livro intitulado “Construtores do Universo”. Grava em disco o texto “Meu credo”, cujo dinheiro das vendas seria remetido para a Liga Alemã para a Justiça dos Homens. Em Berlim, faz palestras para arrecadar fundos para crianças alemãs necessitadas. Aceita um cargo no Instituto de Estudos Avançados, em Princeton (EUA). Em Dezembro, retorna aos Estados Unidos, para nunca mais voltar à Alemanha. Renuncia de vez ao Comitê Internacional de Cooperação Intelectual.

Em 1933, os nazistas chegam ao poder. Einstein renuncia à sua filiação à Academia Prussiana de Ciências, bem como à filiação à Academia de Ciências da Bavária. Sua nacionalidade honorária alemã é retirada pelo novo governo e suas propriedades confiscadas. Na volta dos Estados Unidos, no fim de Março, segue diretamente para Le-Coq-Sur, em Ostende, na costa belga, onde tem, durante sua estada de meses, a segurança pessoal reforçada, pois governantes e amigos temiam por um atentado contra sua pessoa, pelo fato de Einstein ser judeu, somado à sua posição contrária a toda forma de nacionalismo e militarismo, e ainda à sua fama mundial, esses fatores aumentaram a inveja e o ódio dos imperialistas reacionários. Viaja a Oxford (Inglaterra) e a Suíça, onde faria a ultima visita ao seu filho mais novo, Eduard. A partir de Novembro, passa a trabalhar no Instituto de Estudos Avançados, da Universidade de Princeton. Troca com o psicanalista alemão Sigmund Freud, publicadas no livro Por que guerra?

Em 1934, assumiu o cargo de diretor do referido instituto. Seu artigo “O perigo da Europa – A esperança da Europa” aparece na revista Amigos da Europa. Faz concertos de violino em Nova Iorque em apoio aos refugiados alemães da segunda guerra.

Em 1935, recebe a medalha Franklin e faz breve viagem às Bermudas, para dali solicitar oficialmente residência nos Estados Unidos.

Em 1936, em Paris, publica uma tradução francesa intitulada “Minha visão do mundo”. Hanns Albert, engenheiros hidráulico e filho mais velho de Einstein, recebe seu titulo de doutor pela Escola Politécnica de Zurique. Morrem Elza, sua segunda esposa, e seu amigo Grossmann, com o qual havia publicado artigos sobre a teoria da relatividade geral.

Em 1938, a revista semanal Collier’s publica seu artigo “Por que eles odeiam os judeus?”. Com o físico polonês Leopold Infeld, publica o livro de divulgação científica A Evolução da Física – De Newton até a Teoria dos Quanta.

Em 1939, assina carta, redigida pelo físico Leo Szilard, endereçada ao presidente Franklin Delano Roossevelt, recomendando a aceleração das pesquisas que levariam à criação da bomba atômica. Começa a Segunda Guerra Mundial.

Em 1940, Einstein se tornou cidadão dos Estados Unidos, porém, continuou, também, com a cidadania suíça. Nessa crise mundial, ele colaborou exaustivamente pela paz.

Em 1941, faz concerto de violino em Princeton para arrecadar fundos para crianças carentes.

Em 1943, torna-se consultor da Marinha americana na seção de explosivos e munição.

Em 1944, reescreve à mão a teoria da relatividade, cópia que é leiloada por US$6 milhões, indo o dinheiro para o esforço de guerra americano- atualmente, o documento está depositado na Biblioteca do Congresso.

Em 1945, as notícias sobre as bombas nucleares lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki causam profunda contrariedade em Einstein. Adverte a sociedade sobre os perigos de uma destruição nuclear em proporções mundiais. Faz a palestra “A guerra está ganha, mas a paz não”. Aposenta-se oficialmente do Instituto de Estudos Avançados, mas mantém uma sala no prédio até sua morte.

Em 1946, inicia sua presidência no Comitê de Emergência dos Cientistas Atômicos. Pede às Nações Unidas que formem um governo mundial, que, para ele, é o único modo de se manter a paz mundial permanentemente. Publica na revista científica Annals of Mathematics o artigo “Fundamentos da Generalização da Teoria da Gravidade”. Escreve “Notas autobiográficas” para o volume VII da coleção The Lbrary of Living Philosophers, cuja primeira edição é de 1949.

Em 1947, finaliza a segunda parte do artigo “Guerra atômica ou paz?”, publicado na coleção de ensaios Escritos da Maturidade. Seu filho Hans Albert torna-se professor de engenharia hidráulica na Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Em 1948, morre, em Zurique, Mileva, sua primeira mulher, com parte significativa do dinheiro do Nobel sob seu colchão. Detectado em Einstein um aneurisma abdominal da aorta. Publica na revista mensal da Unesco o artigo “Época de paz?”.

Em 1949, publica seu artigo “Por que socialismo?”. Neste mesmo ano sente-se indisposto e foi internado no hospital onde passou uma temporada se recuperando e ao mesmo tempo refletindo sobre a vida. Aproveitou esse tempo para começar a elaborar o seu testamento deixando os documentos científicos para a Universidade de Jerusalém.

Em 1950, declara seu amigo, Otto Nathan, executor de seu arquivo pessoal e sua secretária, Helen Dukas, administradora. Einstein publica sua teoria do campo generalizado como apêndice de seu livro O significado da relatividade.

Em 25 de Junho de 1951, morre Maja, sua irmã, em Princeton.

Em 1952, o cargo de presidente do estado de Israel é oferecido à Einstein, que não o aceita. Ele replica, com a sua habitual modéstia, dizendo que não tinha condições para o desempenho de qualquer cargo que envolvesse relações humanas, e que lhe parecia melhor continuar a estudar o mundo físico, do qual já tinha “alguma idéia”.

Em 1953, surge a ultima versão da generalização da teoria da relatividade.Comemorado publicamente seu aniversário, para arrecadar fundos para a Faculdade de Medicina Albert Einstein.

Em 1954, publica seu último trabalho científico, “Uma nova forma da equação relativística geral de campo”. Neste ano, desenvolve anemia hemolítica.

Em 11 de Abril de 1955, em carta ao matemático e filósofo inglês, Bertrand Russell, concorda em assinar manifesto contra as armas nucleares – o chamado manifesto Einstein-Russell tornou-se o documento inicial do Movimento Pugwash, dedicado à paz mundial. Em 13 de Abril, seu aneurisma se rompe. Dois dias depois, é internado no Hospital de Princeton. No dia seguinte, recebe a visita de seu filho Hans Albert. Em 17 de Abril, pede a sua secretária, folhas de papel em branco e seus cálculos mais recentes para continuar trabalhando. Einstein morre em 18 de Abril, a 1h65 da madrugada, devido ao agravamento do quadro causado pelo rompimento do aneurisma. A seu pedido, foi cremado em Trenton, Nova Jersey, às 16h do mesmo dia, e suas cinzas espalhadas em local não revelado.

Em 1965, morre Eduard, em um hospital psiquiátrico em Burghölzli (Suíça).

Em 1973, morre Hans Albert, em Berkeley, Califórnia.

Fonte: www.cdcc.sc.usp.br

Albert Einstein

Frases de Albert Einstein

"O problema de morar sozinho é que sempre é a nossa vez de lavar a louça"

"O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário."

"Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres."

"Há duas coisas infinitas: o Universo e a tolice dos homens."

"No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade."

"Procure ser um homem de valor em vez de ser um homem de sucesso"

"A teoria é assassinada mais cedo ou mais tarde pela experiência"

"A Matemática não mente. Mente quem faz mau uso dela"

"Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário"

"Os ideais que iluminaram meu caminho e sempre me deram coragem para enfrentar a vida com alegria foram a Verdade, a Bondade e a Beleza."

"A palavra progresso não terá qualquer sentido quando houver crianças infelizes"

"O tempo e o espaço são modos pelos quais pensamos e não condições nas quais vivemos"

"A realidade é uma ilusão, embora bastante persistente"

"Penso 99 vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho no silêncio, e a verdade me é revelada."

"A única coisa que interfere com meu aprendizado é a minha educação.Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola"

"A imaginação é mais importante que o conhecimento."

"A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério. Essa é a fonte de toda a arte e ciências verdadeiras."

"A coisa mais dura de entender no mundo é o Imposto de Renda."

"O mais incompreensível do mundo é que ele seja compreensível. "

"A paz não pode ser mantida à força. Somente pode ser atingida pelo entendimento."

"Nunca penso no futuro, ele chega rápido demais."

"Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre."

"O segredo para a criatividade é sabermos esconder as nossas fontes."

"A mente intuitiva é uma bênção sagrada e a mente racional é um servo fiel. Criámos uma sociedade que honra o serviço e que esqueceu a bênção."

"People like you and I, though mortal of course like everyone else, do not grow old no matter how long we live...[We] never cease to stand like curious children before the great mystery into which we were born."

"A monotonia e solidão de uma vida calma estimulam a mente criativa."

"Tornou-se tremendamente óbvio que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade."

"Tudo o que é verdadeiramente grande e inspirador é criado por indivíduos que podem trabalhar livremente."

"Temos que fazer o melhor que podemos. Esse é nosso sagrado dever humano."

"Penso e penso durante meses e anos e por vezes em noventa e nove vezes a conclusão é errada. No entanto acredito que à centésima acerto."

"O Ensino devia ser de modo a que o que é dado fosse recebido como uma prenda valiosa e não como uma tarefa árdua. "

"Gravitation is not responsible for people falling in love."

"Once you can accept the universe as matter expanding into nothing that is something, wearing stripes with plaid comes easy. "

"Os pioneiros de um mundo sem guerra são os jovens que recusam o serviço militar."

"A busca da verdade e da beleza é uma esfera de actividade em que nos é permitido permanecer crianças para toda a vida."

"Those instrumental goods which should serve to maintain the life and health of all human beings should be produced by the least possible labour of all."

"A busca da verdade é mais importante que a sua posse. "

"O senso comum é um conjunto de ideias nocivas adquiridas cerca dos 18 anos."

"O mundo é lugar perigoso, não devido àqueles que praticam o mal, mas devido àqueles que observam e nada fazem."

"Não tenho quaisquer talentos especiais. Sou apenas imensamente curioso."

"O exemplo não é outra forma de ensinar, é a única forma de ensinar."

"Com a fama tornei-me cada vez mais estúpido, o que obviamente é um fenómeno frequente. "

"Quero saber os pensamentos de Deus… o resto são detalhes."

"A ciência sem religião é coxa, a religião sem ciência é cega. "

"A sabedoria não é um produto da escolaridade, mas da tentativa ao longo de uma vida para a obter. "

"Poucos são aqueles que vêem pelos seus próprios olhos e sentem pelos seus corações."

"Não é estranho que eu que escrevi livros tão impopulares seja uma pessoa tão popular? "

"O valor de um homem reside naquilo que é capaz de dar e não que é capaz de receber. "

"A única razão para o tempo é para que não aconteça tudo no mesmo instante."

"Nem tudo o que pode ser quantificado conta, nem tudo o que conta pode ser quantificado."

"Tentem não ser pessoas de sucesso, mas sim pessoas de virtude."

"Aquele que alegremente vive unicamente para os estatutos e hierarquias já ganhou o meu desprezo. Por engano foi-lhe dado um grade cérebro, quando lhe bastaria uma espinal-medula. "

"Insanidade: repetir a mesma coisa vezes e vezes sem conta esperando obter resultados diferentes."

"Qualquer tolo inteligente consegue fazer coisas maiores e mais complexas. É necessário o toque do génio e muita coragem para seguir no caminho inverso. "

"Todas as coisas devem ser tornadas os mais simples possíveis, mas nem mais um bocadinho. "

"Aprende com o dia de ontem, vive o de hoje e espera pelo de amanhã. A coisa mais importante é não deixar de fazer perguntas."

"Nunca penso no futuro; ele chega o suficientemente rápido. "

"A coisa mais bela que podemos experimentar é o misterioso. É a fonte de toda a verdadeira arte e ciência. Aquele para quem esta emoção é estranha que não consegue imaginar e sentir espanto está tão bom como morto: os seus olhos estão fechados."

"A perfeição dos meios e a confusão dos fins parecem caracterizar os tempos que correm."

"Tenha uma profunda fé que os princípios que regem o Universo serão belos e simples. "

"A verdade é o que resiste aos testes da experiência. "

"O importante é não para de ser inquisitivo. A curiosidade tem a sua própria razão para existir."

"A Mecânica Quântica é impressionante. No entanto uma voz interior diz-me que não é a verdade suprema. A teoria explica muita coisa, mas dificilmente nos transporta para mais próximo dos segredos dos Ancião. Em qualquer modo, estou convencido de que Ele não joga aos dados."

"Os grandes pensadores sempre tiveram uma violenta oposição das mentes medíocres Estas últimas não aceitam quando uma pessoas não se acomoda aos preconceitos hereditários, optando por honesta e corajosamente usar a sua inteligência."

"O Senhor é subtil, mas não malicioso. "

"Seres humanos, vegetais e poeira cósmica: todos dançamos uma música misteriosa tocada à distância por um músico invisível. "

"Se acredito na imortalidade? Não, e uma vida é o suficiente para mim."

"Que estranhos somos, nós mortais! Cada um de nós está aqui para uma breve jornada cujo propósito não sabemos embora por vezes o possamos sentir. Mas sabemos da vida diária que existimos para os outros, principalmente para aqueles de cujos sorrisos e bem-estar depende a nossa felicidade."

"Os cientistas foram classificados como hereges pela Igreja, mas eram homens verdadeiramente crentes na sua fé da ordem do Universo. "

"Não acredito que o Senhor Deus jogue aos dados. "

"A teoria da Relatividade Geral numa frase: O tempo, o espaço e a gravitação não têm uma existência independente da matéria. "

"Não sabemos absolutamente nada. A nossa sabedoria é a de crianças de escola. A verdadeira natureza das coisas nunca a saberá."

"Ensinem-me baseball que eu ensino-vos relatividade... Não podemos ir por aí... aprenderão relatividade mais depressa que eu aprenderei baseball."

"Por cada milhar de milhão de partículas de anti-matéria existia um milhar de milhão e mais uma partícula de matéria. Quando se concluiu a aniquilação ficamos com um milimilionésimo das partículas e esse é o nosso Universo atual."

"A vida é como andar de bicicleta. Para mantermos o equilíbrio é preciso continuar em movimento."

"Enquanto houver homens haverá guerras. "

"O Nacionalismo é uma doença infantil, o sarampo da Humanidade. "

"Acredito na estandardização dos automóveis, não da espécie humana."

"Para conhecer um país é preciso um contato direto com a Terra. É inútil olhar a paisagem através do vidro de um automóvel. "

"Adoro viajar, mas detesto chegar. "

"A política é mais difícil que a Física."

"Uma natureza finamente temperada anseia sair da vida pessoal para o mundo da percepção objetiva e do pensamento. "

"Tanto quanto as leis da matemática se referem à realidade, não são exatas; tanto quanto são exatas, não se referem à realidade."

"Não acredito na Matemática. "

"Não sei quais serão as armas da 3ª Guerra Mundial, mas a 4ª Guerra Mundial será combatida com paus e pedras."

"Se A é o símbolo de sucesso, a sua fórmula é A=X+Y+Z, em que X é trabalho, Y é brincar e Z é manter a boca calada. "

"Os ideais que iluminaram o meu caminho em todos os momentos e que me dera nova coragem para enfrentar a vida com leveza foram a Gentileza, a Beleza e a Verdade."

"Apenas duas coisas são infinitas, o Universo e a estupidez humana, mas não estou certo quanto ao primeiro. "

"Há uma questão que me deixa por vezes tonto: sou eu que estou louco ou serão os outros? "

"Aquele que nunca cometeu um erro nunca tentou fazer coisa nenhuma. "

"Não se preocupem com os vossos problemas com a matemática. Posso assegurar-vos que os meus ainda são maiores."

!Se soubéssemos o que andamos a fazer, não se chamava investigação, não era?"

"Os intelectuais resolvem problemas, os génios evitam-nos. "

"É com grande prazer que vejo a casmurrice e não-conformismo incorrigível serem bem acolhidos."

"A realidade é uma mera ilusão embora seja muito persistente."

"A Ciência é uma coisa maravilhosa se não tivermos que ganhar a vida com ela. "

"Setting an example is not the main means of influencing others; it is the only means."

"A coisa mais incompreensível sobre o mundo que nos rodeia é que é compreensível. "

"Quando a solução é simples, Deus está a dar a resposta."

"A coisa mais difícil de perceber no mundo são os impostos. "

"Os problemas mais graves que enfrentamos não podem ser resolvidos com o mesmo estado de espírito com que os criámos. "

"Sou suficientemente artista para desenhar livremente com a minha imaginação. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. Com a imaginação posso englobar o Mundo."

"A alegria na observação e na compreensão são a mais bela dádiva da natureza."

"O verdadeiro valor de um ser humano é determinado primeiramente pela medida em que já conseguiu libertar-se de si e das suas necessidades. "

"A coisa pior da nova geração é que já não pertenço a ela."

"Não é por nós sentarmos á distância a chamarmos vermes à espécies humana que a estamos a ajudar."

"Existem duas formas de viver a vida: uma é acreditando que nada acontece por milagre, a outra é acreditando que tudo acontece por milagre."

"Como castigo pelo meu desprezo pela autoridade, o destino tornou-me um autoridade."

"Quero saber como Deus criou este mundo. Não estou interessado neste ou naquele fenómeno, no espectro deste ou daquele elemento. Quero saber os Seus pensamentos; o resto são detalhes."

"O comportamento ético de um homem pode ser eficazmente baseado na simpatia, educação e laços sociais; nenhuma base religiosa é necessária. O homem seria de fato um ser miserável se tivesse que ser restringido pelo medo da punição ou esperança do prêmio após a morte."

"A fraqueza da atitude torna-se a fraqueza do carácter. "

"Estamos na situação de uma criança que entre numa biblioteca ionde encontra imensos livros em muitas línguas diferentes. Ela sabe que alguém teve que escrever estes livros, mas não sabe como e não entende as linguagens em que estão escritos. A criança suspeita que existirá uma ordem no arranjo dos livros, mas não sabe qual é. Esta parece-me ser a atitude mais inteligente do ser humano perante Deus. Vemos um Universo que se estrutura e move maravilhosamente mediante certas leis, mas mal entendemos essas leis. As nossas mentes limitadas não conseguem compreender integralmente a força que move as constelações. "

"Onde há amor, não há perguntas."

"Os problemas que hoje existem no Mundo não podem ser resolvidos pelo mesmo nível de sabedoria e conhecimento que os criaram."

"A leitura após uma certa idade distrai a mente da sua busca criativa. Qualquer homem que leia demasiado e use pouco o seu cérebro adquire hábitos de preguiça mental. "

"He who finds though that lets us penetrate even a little deeper into the eternal mystery of nature has been granted great grace. He who, in addition, experiences the recognition, sympathy, and help of the best minds of his times, had been given almost more happiness than one man can bear."

Fonte: www.ahau.org

Albert Einstein

EINSTEIN NA ETH

Em 1896, após a conclusão do secundário, ele é aceito na ETH como estudante de matemática e física, mas, para sua surpresa e decepção, a Escola Politécnica não atendia suas expectativas. Ao contrário da escola de Aarau, onde as aulas se desenvolviam em estimulantes discussões, na ETH os professores se contentavam em ler, em voz alta, livros inteiros! Para fugir do tédio de aulas tão monótonas, Einstein decide "gazeteá-las", aproveitando o tempo livre para ler obras de física teórica.

Devora livros e mais livros que os professores da ETH deixavam de lado: Boltzmann, Helmholtz, Hertz, Kirchhoff, Maxwell, entre outros. Aqui, como no ginásio alemão, ele atrai a má vontade dos seus professores, e isso lhe custará caro. Para ilustrar a imagem que alguns professores tinham de Einstein, conta-se que Minkowski teria dito, alguns anos depois do artigo sobre a teoria da relatividade: "para mim isso foi uma grande surpresa, porque na época dos seus estudos Einstein era um preguiçoso. Ele não demonstrava qualquer interesse por matemática" (Feuer, p.94).

Albert Einstein

Esses quatro anos passados na ETH (1896-1900) são apenas superficialmente documentados na literatura. Nas suas notas autobiográficas (Schilpp, p. 3-95), Einstein diz que ali teve excelentes professores, mas menciona apenas dois: Hurwitz e Minkowski. Confessa que passou a maior parte do tempo nos laboratórios, fascinado com as experiências, e que era aluno negligente na maioria dos cursos; confessa também que usou os apontamentos de um aluno aplicado para se submeter aos exames. Sabe-se hoje que esse colega era Marcel Grossmann (Levy, p.32; Fölsing, p.53), a quem Einstein dedica sua tese de doutorado, "Sobre uma nova determinação das dimensões moleculares" ("Eine neue bestimmung der moleküldimensionen"), apresentada na Universidade de Zurique em 1905.

Albert Einstein

São as cartas trocadas entre Einstein e Mileva Maric, sua primeira mulher (Renn e Schulmann), que melhor esclarecem esse período passado na ETH. Sabe-se, a partir desse material, que ele adora ler Helmholtz e Hertz. Essas leituras constituem, provavelmente, o impulso inicial para a teoria da relatividade. Vejamos o que ele diz em carta de 1899: "(...) estou relendo Hertz, a respeito da propagação da força elétrica, com muito cuidado, porque não entendi o tratado de Helmholtz sobre o princípio da mínima ação em eletrodinâmica. Estou cada vez mais convencido de que a eletrodinâmica dos corpos em movimento, como é apresentada hoje, não corresponde à realidade, e que será possível apresentá-la de modo mais simples. A introdução do termo 'éter' em teorias de eletricidade levou à concepção de um meio cujo movimento pode ser descrito sem ser possível, creio eu, atribuir um sentido físico a ele. Acho que as forças elétricas podem ser diretamente definidas apenas para espaços vazios - algo que Hertz também enfatiza" (Renn e Schulmann, p. 49). Em outra carta do mesmo ano, ele diz: "Tive uma boa idéia em Aarau para investigar a maneira com que o movimento relativo de um corpo com relação ao éter luminífero afeta a velocidade de propagação da luz em corpos transparentes. Até pensei em uma teoria sobre o fenômeno que me parece bastante plausível" (Renn e Schulmann, p.54).

A despeito de toda privação material a que estava submetido, chegando mesmo a passar dias alimentando-se precariamente, o ambiente cultural de Zurique lhe proporcionava momentos de grande felicidade. Como se sabe, nessa parte da Europa central estavam em gestação naquele momento as três grandes revoluções da virada do século: o marxismo, a psicanálise e a física moderna. A agitada Zurique é então considerada o berço pacífico das revoluções européias; por ali circulam personalidades hoje famosas: Lenin, Trotsky, Plekhanov (para alguns o grande mentor da revolução soviética), Rosa Luxemburg, Théodor Herzl (o fundador de Israel), Chaim Weizman (o primeiro presidente de Israel). Nas repúblicas estudantis se discute o socialismo, e o clima de liberdade é inebriante. Ao chegar a Zurique, em 1900, para trabalhar no hospital psiquiátrico Burghölzli, Jung logo percebe, como declarou anos depois, essa atmosfera de liberdade (Feuer, p.33).

É nesse ambiente cultural que o jovem Einstein forja sua cultura científica. Lê Kant entre a adolescência e a juventude e se inicia, durante o período da ETH, na leitura de autores socialistas, particularmente Marx e, evidentemente, Mach. Tais leituras foram, aparentemente, induzidas pelo seu colega Friedrich Adler. Estudante de física com propensão à filosofia, Adler era verdadeiramente um ativista político e, já na adolescência, um inveterado leitor dos clássicos do marxismo. Mais tarde abandona a carreira científica para se dedicar à política, ocupando vários cargos importantes no partido socialista austríaco. Em 1916 choca o mundo ao assassinar o primeiro ministro da Áustria. Seu julgamento, em 18 e 19 de maio de 1917, resulta na condenação à morte; posteriormente teve sua pena comutada para prisão perpétua, e ao final da guerra foi anistiado. Para Einstein, Adler parecia ser o único estudante que havia realmente entendido o curso de astronomia (Feuer, p.38). Esta capacidade intelectual de Adler parecia vir do berço; para Engels, Victor Adler, pai de Friedrich, era "o mais capaz entre os chefes da Segunda Internacional" (Feuer, p. 48).

Em busca do primeiro emprego

Em cartas de 1900, percebe-se a natural preocupação de Einstein com a obtenção de um emprego. Ao concluir o curso, em agosto de 1900, ele manifesta esperança de ocupar o cargo de assistente do professor Hurwitz (Renn e Schulmann, p.65), para logo depois descobrir que perdeu o emprego por influência do seu ex-orientador, H.F. Weber (Renn e Schulmann, p. 68). Começam aqui as manifestações de má vontade de seus ex-professores. Tenta, em vão, empregos de assistente nas Universidades de Göttingen e de Leipzig. Aliás, o cargo de assistente na Universidade de Göttingen dificilmente seria ocupado por Einstein, pois exigia o doutorado. No entanto, havia outro cargo na mesma universidade que não exigia o doutorado, mas foi ocupado por Johannes Stark, que veio a se transformar em ardoroso nazista e ferrenho anti-semita. É interessante chamar a atenção para a existência do preconceito anti-semita, já que isso incomodava Einstein sobremaneira. O insucesso na obtenção de um emprego universitário, logo após a formatura, obriga Einstein a aceitar um cargo temporário numa escola secundária; alguns meses depois está desempregado e passa a ministrar eventuais aulas particulares.

Ainda com o forte impacto do livro de Mach, "História da Mecânica" (Schilpp, p.21) e sob a influência inicial de Adler, Einstein prossegue seus estudos científicos com uma visão política marxista. Em 1902, quando se transfere para Berna, um pouco antes de assumir seu primeiro emprego fixo, no Departamento Suiço de Patentes (23 de junho de 1902), Einstein "cria", ao lado de dois amigos, Conrad Habicht e Maurice Solovine, a Academia Olímpia, que, como toda academia, tem seus "membros correspondentes" (Paul Habicht, Michele Besso e Marcel Grossman). Esse grupo de boêmios, recém-formados à procura de emprego, constitui uma contra-cultura das mais profícuas da história da ciência; pode-se comparar a Academia Olímpia ao grupo de discussão liderado por Freud, e que na mesma época se reunia em Viena.

As discussões na Academia Olímpia giravam em torno de ciência, filosofia e política, a partir das idéias de Marx e Mach. Com esses colegas Einstein discute seus primeiros trabalhos sobre a teoria da relatividade, mas muito mais do que interesse científico embutido na formação da Academia Olímpia, havia, sobretudo, um conflito de gerações e uma motivação sócio-política muito próxima dos ideais marxistas; Adler estava por ali para fornecer o suporte teórico!! Simpatias pessoais são elementos poderosos na fermentação de idiossincrasias e perfis psicológicos.

Em 1908, sensibilizado com a situação do amigo, Adler escreve ao pai: "(...) há um homem chamado Einstein que estudou ao mesmo tempo que eu, e seguiu os mesmos cursos que eu segui. Nossa evolução foi bastante semelhante (...); ninguém se sensibiliza com suas necessidades, ele passou fome durante um certo tempo e durante seus anos de estudos foi tratado com certo desprezo por seus professores da Escola Politécnica; a biblioteca lhe foi fechada, etc., ele não sabia como devia se comportar com as outras pessoas. Finalmente, ele conseguiu um emprego no Departamento de Patentes de Berna e continuou a trabalhar em física teórica, a despeito de todas essas infelicidades. (...) é um escândalo, não apenas aqui, mas também na Alemanha, o fato de que um homem desta qualidade trabalhe no departamento de patentes" (Feuer, p. 39). Um pouco depois dessa carta Einstein é admitido como privadozent na Universidade de Berna.

Numa segunda oportunidade Adler demonstra sua fidelidade ao amigo. Em 1909, quando surgiu uma vaga para Professor Assistente na Universidade de Zurique, um conselheiro, correligionário político de Adler (seu pai ocupava cargo importante no partido socialista) sugeriu seu nome para a vaga aberta. Ao recusar o cargo, ele declarou perante o conselheiro: "Sendo possível ter um homem como Einstein em nossa Universidade, é um absurdo me nomear. Não se pode comparar minha habilidade de físico com aquela de Einstein. É um homem que pode elevar o nível geral da Universidade. Não percam esta ocasião". (Levy, p. 57). Em 7 de maio de 1909, já famoso, Einstein obtém seu primeiro emprego universitário permanente: Professor Assistente de Física Teórica da Universidade de Zurique.

EINSTEIN NO BRASIL

Einstein esteve no Brasil em maio de 1925, mas esta visita é apenas ligeiramente mencionada nas mais conhecidas biografias. Philipp Frank refere-se a esta viagem numa única frase: "Em 1925 ele fez uma viagem à América do Sul (...)" (Frank, p.204). No primeiro livro de Abraham Pais, publicado pela Oxford University Press em 1982, esta viagem é mencionada, no apêndice "Uma cronologia de Einstein", numa única linha correspondendo ao ano de 1925: "Maio-junho. Viagem à América do Sul. Visita Buenos Aires, Rio de Janeiro e Montevidéu." (Pais, 1995, p. 624). No livro seguinte Pais dedica dois pequenos parágrafos (Pais, 1994, p.164). Fica-se sabendo que Einstein chegou a Buenos Aires no dia 24 de março, onde ele deveria apresentar duas conferências na Universidade. Dali ele seguiu para Montevidéu, permanecendo uma semana e ministrando três conferências em francês. Do Uruguai ele partiu para o Brasil, para uma semana de permanência no Rio de Janeiro, onde também apresentou conferências. Denis Brian também dedica apenas um parágrafo a esta viagem. Informa que Einstein foi efusivamente recebido pelo embaixador alemão na Argentina e que teve uma crise nervosa durante a viagem, adiando a visita que faria à Califórnia.

Das biografias internacionalmente conhecidas, a de Albrecht Fölsing (p. 548-550) talvez seja a que mais destaca esta viagem. Sobre os contatos científicos na Argentina, Einstein teria escrito no seu diário: "As questões científicas eram tão estúpidas que era difícil permanecer sério." Fölsing é o único que informa o tempo de permanência de Einstein na Argentina: três semanas. Einstein adorou o Uruguai. Disse que ali encontrou "genuína cordialidade como raramente na sua vida". Achou Montevidéu muito mais humana do que Buenos Aires. Sobre a visita ao Brasil, o relato de Fölsing é brevíssimo: "Em conclusão, havia mais um 'grande estado', Brasil. Rio de Janeiro ofereceu as costumeiras festividades, não apenas no âmbito da comunidade judia, como também no clube Germânia." Ronald Clark também dá razoável destaque à viagem, embora parcial: "(...) ele havia previsto uma visita à América do Sul em parte para ministrar conferências na Universidade Estadual Argentina, em parte com a esperança de obter recursos junto aos judeus ricos, para a causa sionista" ( Clark, p 355). Clark não menciona nem o Uruguai, nem o Brasil.

Um comentário significativo, embora breve, é apresentado pelo próprio Einstein, em carta a Michele Besso, datada de 5 de junho de 1925: "Em 1 de junho voltei da América do Sul. Foi uma grande agitação sem interesse verdadeiro, mas também algumas semanas de repouso durante a travessia. (...) Para achar a Europa alegre é preciso visitar a América. Na realidade, as pessoas de lá são desprovidas de preconceitos, mas elas são, na sua grande maioria, vazias e pouco interessantes, mais do que as daqui." (Speziali, p.121).

Recentemente a editora da UFRJ publicou um livro com artigos relatando detalhadamente a visita de Einstein ao Brasil (Moreira e Videira, 1995). O livro apresenta o texto da conferência ministrada por Einstein na Academia Brasileira de Ciências ("Observações sobre a situação atual da teoria da luz"), um artigo de Einstein publicado no jornal argentino La Prensa ("Pan-Europa") e o único artigo científico preparado por Einstein durante a viagem, publicado em espanhol na Revista Matemática Hispano-Americana v.1, p.72-76 (1926), intitulado "A geometria não euclidiana e a física". É interessante notar que nem as conferências apresentadas na América do Sul, nem o artigo publicado na Revista Matemática Hispano-Americana fazem parte da extensa bibliografia de Einstein publicada no livro comemorativo dos seus setenta anos (Schilpp, 1949). O artigo sobre a geometria não euclidiana é mencionado por Abraham Pais no seu segundo livro sobre Einstein (Pais, 1994, p.165). Além da recuperação de material jornalístico da época, o livro também apresenta textos de cientistas contemporâneos importantes, entre os quais destaco (segundo a ordem do sumário do livro) Guido Beck, José Leite Lopes e Herch Moysés Nussenzveig.

Albert Einstein

Há um artigo muito interessante de Jean Einsenstaedt e Antonio Augusto Passos Videira, intitulado "A relatividade geral verificada: o eclipse de Sobral de 29/05/1919" (Moreira e Videira, p. 77-99). Neste artigo os autores discutem, numa linguagem compreensível pelo grande público, a trajetória de Einstein na formulação da teoria da gravitação, ou teoria da relatividade geral. Conforme já mencionado na seção 5, tudo começa em 1907, quando ao escrever um artigo de revisão sobre a teoria da relatividade restrita, Einstein introduz as primeiras idéias em torno do efeito do campo gravitacional sobre a trajetória da luz. Einsenstaedt e Videira mostram que esta é uma velha questão, já levantada por volta de 1801, quando o astrônomo alemão Johann Georg von Soldner calculou o desvio sofrido por um raio de luz que passa próximo a um corpo celeste. Contudo, mais interessante do que a discussão em torno dos trabalhos de Einstein, são os relatos sobre os preparativos das expedições programadas para observação dos eclipses solares (1912, 1914 e 1919).

Albert Einstein

Há outros dois artigos igualmente interessantes: um é assinado pelo professor Roberto Vergara Cafarelli, da Universidade de Pisa, intitulado "Einstein no Brasil"; o outro é assinado pelo pesquisador do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST/CNPq), Alfredo Tolmasquim, intitulado "Einstein no Rio de Janeiro: impressões de viagem". Conforme o próprio autor, este último artigo "consiste numa forma de narrativa livre e romanceada da viagem de Einstein, a partir de fontes documentais, tais como correspondências, seu diário de viagem e jornais de época, e em depoimentos de pessoas, tanto através de biografias como oralmente" (In: Moreria e Videira, p.156). As informações apresentadas a seguir constituem uma síntese desses dois artigos.

Aparentemente, o primeiro convite para Einstein visitar a América do Sul foi feito, em 1923, pelo jornalista e escritor argentino Leopoldo Lugones. Naquele ano Einstein estava sendo vítima de perseguição por causa da sua atitude pacifista durante a primeira guerra mundial, e também por causa da sua origem judaica. Lugones lançou a idéia de oferecer-lhe uma cátedra na Universidade de Buenos Aires, ou o título de doutor honoris causa. Einstein gentilmente agradeceu, alegando que suas ocupações não lhe permitiam viajar. Os argentinos não desistiram e em janeiro de 1924 Einstein recebeu uma carta do Reitor da Universidade de Buenos Aires, José Arce, convidando-o para um ciclo de conferências naquela instituição. Em julho de 1924 Einstein aceita o convite e inicia os preparativos para a viagem: marcação das melhores datas, reservar passagens e organizar sua vida para um período de ausência de aproximadamente três meses. A Asociación Hebraica agenciou convites de outras instituições acadêmicas no Uruguai e no Brasil. Assim, Einstein recebeu convites das Universidades de Córdoba, La Plata e Tucumán, na Argentina, da Universidade de Montevidéu, no Uruguai, e da Faculdade de Medicina e Escola Politécnica do Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro, o rabino Isaiah Raffalovich entrou em contato com o diretor em exercício da Escola Politécnica, Getúlio das Neves, mas o convite que Einstein recebeu era assinado pelo rabino, em nome de Paulo de Frontin, diretor da Escola Politécnica, e Aloysio de Castro, diretor da Faculdade de Medicina.

Einstein deixou a programação de conferências em aberto, para ser definida de acordo com a disponibilidade de tempo em cada local. No Rio de Janeiro, ele acertou a programação no dia da sua chegada, 4 de maio. Além dos compromissos sociais, incluindo uma visita ao presidente da República, Arthur Bernardes, Einstein faria duas conferências sobre a teoria da relatividade no Clube de Engenharia e na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e faria uma comunicação na Academia Brasileira de Ciências. No Clube de Engenharia encontrou o salão superlotado por embaixadores, generais do exército, representantes dos ministros e engenheiros, muitos deles acompanhados de suas esposas e filhos. Era evidentemente uma platéia apropriada para um espetáculo qualquer, menos para uma conferência científica.

Albert Einstein

Mesmo na Escola Politécnica e na Academia Brasileira de Ciências, a capacidade da platéia para entender a conferência de Einstein era muito limitada. Eram poucos os que aqui tinham algum conhecimento sobre a mecânica quântica e a teoria da relatividade. Na verdade, não se sabe quem foi o primeiro no Brasil a ter conhecimento das teorias de Einstein. Cafarelli diz que encontrou o nome de Einstein (escrito errado) pela primeira vez em jornais brasileiros em abril de 1919, num pequeno artigo do Jornal do Comércio do Rio de Janeiro, a propósito da expedição de brasileiros e britânicos em Sobral (Ce) para observar o eclipse solar e testar a hipótese da curvatura da luz feita por Einstein. Provavelmente o artigo foi inspirado pelo professor Henrique Morize, diretor do Observatório Nacional. O pioneiro na divulgação das idéias relativísticas no Brasil foi o físico-matemático Amoroso Costa. Logo depois que os ingleses noticiaram o resultado positivo da observação do eclipse, Amoroso Costa escreveu um artigo no O Jornal, demonstrando conhecimento da teoria da relatividade. Em 1922 ele escreveu um pequeno livro intitulado Introdução à teoria da relatividade. Todavia, o primeiro a fornecer informações mais detalhadas sobre essa área do conhecimento, foi Roberto Marinho, que era professor da Escola Politécnica. Em 1919, antes mesmo de ter conhecimento dos resultados do eclipse, ele escreveu dois artigos sobre a relatividade geral, publicados em 1920 na Revista de Ciências. O primeiro trabalho original sobre relatividade feito no Brasil deve-se a Teodoro Ramos, da Universidade de São Paulo. Trata-se do artigo A Teoria da Relatividade e as Raias Espectrais do Hidrogênio, publicado em 1923 na Revista Politécnica, de São Paulo.

A nota dissonante na recepção a Einstein e sua teoria da relatividade foi dada logo depois da sua partida, em polêmico artigo publicado no O Jornal de 16 de maio, de autoria de Licínio Cardoso, professor de mecânica racional na Escola Politécnica. Intitulado Relatividade Imaginária, o artigo traz o seguinte comentário sobre o livro de Einstein La théorie de la relativité restreinte et genéralisée: "A cada página, pode-se dizer, da obra eu encontrava proposições análogas: umas confundindo o objetivo com o subjetivo, outras afirmando coisas de impossível realização, outras estabelecendo conceitos elementaríssimos e velhos como se fossem novos, tudo, está claro, no meu fraco entender; outras produzindo afirmações incompreensíveis como esta ‘Nous verrons plus tard que ce raisonnement qui s’appelle dans la Mécanique Classique le theorème de la composition des vitesses n’est pas rigoureux et, par conséquent, que ce theorème n’est pas vérifié en réalité’. O que tem a lei abstrata da composição das velocidades com a velocidade particular de cada corpo? Sempre a confusão entre o abstrato e o concreto (...) Demonstrei que o professor Einstein, confundindo os pontos de vista abstrato e concreto, toma por objetivo o que é subjetivo e vice-versa e não distingue entre ciência abstrata e relações particulares das existências concretas." (In: Moreira e Videira, p.131).

EINSTEIN NOS EUA

Albert Einstein

Por causa da sua posição pacifista, logo no início da Primeira Guerra Mundial Einstein passou a enfrentar represálias políticas, inicialmente verbais e posteriormente através de atos de vandalismo. Em 12 de fevereiro de 1920, alegando falta de lugares para acomodar todos os interessados, algumas pessoas provocaram distúrbios durante uma aula de Einstein na Universidade de Berlim. Numa declaração à imprensa Einstein afirmou que existia certa hostilidade dirigida a ele; não era algo explicitamente anti-semita, mas podia ser interpretado como tal (Pais, 1995, p. 375). Depois, em 24 de agosto do mesmo ano, a recém-fundada organização científica Arbetsgemeinschaft deutscher Naturforscher, organizou uma reunião na maior sala de concertos de Berlim com o objetivo de criticar o conteúdo da teoria da relatividade e a alegada propaganda de mau gosto que seu autor fazia em torno dela. Três dias depois Einstein comentou a reunião, dizendo que as reações poderiam ter sido outras se ele fosse "um cidadão alemão, com ou sem suástica, em vez de um judeu com convicções liberais internacionais" (Pais, 1995, p. 375).

Com a eleição de Hitler para o cargo de Chanceler, em janeiro de 1933, a perseguição a Einstein ameaçava atingir níveis insuportáveis. Em visita a algumas instituições americanas (Esteve no Caltech de dezembro de 1932 até março de 1933. Depois visitou, brevemente, a Universidade de Nova York e a Universidade de Chicago), Einstein deveria voltar para a Alemanha, mas foi desaconselhado por Paul Schwartz, cônsul alemão: "Se você for para a Alemanha, Albert, vão arrastá-lo pelas ruas pelos cabelos" (Brian, p.271). Referindo-se a um discurso que Einstein fez aos pacifistas americanos, um editor de jornal em Berlim escreveu: "(...) esse enfatuado monte de vaidades ousou emitir um julgamento contra a Alemanha sem saber o que acontece por aqui - coisas que serão eternamente incompreensíveis para um homem que, para nós, nunca foi alemão, e que se diz judeu e nada mais que judeu" (Brian, p.272). Logo em seguida tropas de choque revistaram o apartamento de Einstein em Berlim, mas saíram de mãos vazias. Margot havia transferido, clandestinamente, todos os papéis importantes para a Embaixada da França em Berlim. Tropas de choque (as S.A.) revistaram a casa de campo de Einstein, em Caputh (pequena aldeia perto de Berlim) em busca de armas e munição, pois tinham informações de que ele dera permissão para militantes comunistas estocarem equipamento militar em sua propriedade. Nada foi encontrado, além de uma faca de pão! (Brian, p. 272). Tais acontecimentos haviam sido previstos por Einstein. De acordo com Abraham Pais (Pais, 1995, p.377), ao fechar a casa em Caputh ele teria dito a Elsa: "Dreh dich um. Du siehst's nie wieder" ("Olha em volta. Não voltarás a vê-la").

Albert Einstein

Dos Estados Unidos Einstein foi para Antuérpia, chegando no dia 28 de março de 1933. Logo depois fixou residência em Le coq sur Mer, na costa belga. Juntaram-se as filhas de Elsa, Ilse e Margot, a secretária Helen Dukas, e o assistente de Einstein, Walther Mayer. Em 9 de setembro Einstein deixou o continente europeu para sempre; foi para a Inglaterra. Em 7 de outubro embarca em Southampton, juntando-se a Elsa, Helen Dukas e Walther Mayer, que haviam embarcado em Antuérpia. Dez dias depois estavam chegando a Nova York. Depois da quarentena foram conduzidos diretamente a Princeton, onde permaneceria, trabalhando no Instituto de Estudos Avançados, até a sua morte, em 18 de abril de 1955.

Sua presença nos Estados Unidos sempre teve grande repercussão pela sua história anterior e pelo seu carisma, mas seu trabalho científico, durante o exílio americano, jamais causou o impacto dos trabalhos anteriores.

Entre as várias atividades e manifestações políticas, ganhou grande destaque suas cartas ao presidente Roosevelt, incentivando-o a apoiar o programa de fabricação de armas atômicas. Sabe-se todavia que a participação de Einstein foi apenas marginal. Na verdade, era "quase-ignorante" em física nuclear.

Em 14 de março de 1939, ao completar sessenta anos, Einstein deu uma entrevista ao New York Times, na qual declarava não acreditar que a energia liberada no processo de divisão do átomo pudesse ser usada para fins práticos. Em julho, depois de ouvir os comentários de Leo Szilard e Eugene Wigner, e convencido de que os alemães poderiam fabricar uma bomba nuclear, ele exclamou: "jamais pensei nisso".

Em 2 de agosto, Einstein escreveu a famosa carta para o presidente Roosevelt, alertando-o para a possibilidade da bomba nuclear alemã. Aparentemente, esta carta não causou grande impressão no governo norte-americano; os recursos destinados para as pesquisas sobre fissão nuclear eram insignificantes. Por sugestão de alguns cientistas, Einstein escreveu outra carta para Roosevelt, em 7 de março de 1940. Mais uma vez, o Presidente não foi significativamente influenciado, pois só decidiu iniciar o projeto Manhattan em outubro de 1941. Do que se sabe, a participação de Albert Einstein nesse projeto resume-se aos fatos aqui mencionados.

Nos últimos anos da sua vida ele teria dito (Pais, 1995, p.539): "Se soubesse que os alemães não seriam bem-sucedidos na produção da bomba atômica, não teria levantado um dedo".

Fonte: www.if.ufrgs.br

Albert Einstein

O físico, matemático e filósofo alemão, Albert Einstein, filho de Hermann Einstein, um pequeno industrial judeu e de Pauline Koch, nasceu em 14 de março de 1879 em Ulm, (hoje, Württemberg) no sul da Alemanha. Albert Einstein, tinha muita dificuldade quando iniciou seus estudos ,era um aluno medíocre, os professores achavam que tinha retardo mental.

Na escola secundária só tinha interesse em matemática e física. Em 1902, naturalizou-se suíço (solicitou a cidadania suíça, para evitar o serviço militar na Alemanha) e começou a trabalhar no departamento nacional de patentes, dedicando-se ao estudo de física teórica. Albert Einstein foi livre-docente em Berna (1909) e professor da Universidade de Zurique (1910). Em 1921, recebeu o Prêmio Nobel de Física.

Albert Einstein é conhecido por todos, caracterizado por cabelos brancos e desalinhados e língua para fora, marca peculiar de um sábio nada convencional. Seu nome é sinônimo de gênio e suas manifestações científicas mudaram todos as considerações sobre tempo e espaço.

Em apenas um ano produziu cinco ensaios que revolucionou tudo o que a Física descobrira até então. A teoria sobre a irradiação e as características energéticas da luz fez com que a comunidade científica voltasse suas atenções para o cientista. Albert Einstein apresentou, neste primeiro ensaio, o efeito fotoelétrico, que demonstrava como a luz pode ser transformada em energia elétrica. Em 1905 nos "Anais de Física" foi publicado o texto sob o título "Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento".

Em 1919, Albert Einstein tornou-se uma figura pública, com a sua Teoria da Relatividade Geral, que foi confirmada através de observações astronômicas. Através deste episódio impar, pouco depois do fim da Primeira Guerra Mundial, Albert Einstein torna-se uma figura de renome mundial. Durante viagem ao Japão é atribuído a Einstein o Prêmio Nobel de Física.

Porém, com a vitória do nazismo, Albert Einstein, teve sua figura e todo seu estudo caluniados como trabalho judeu. Isso, concorreu para a emigração para os Estados Unidos, no outono de 1933, dizendo que jamais retornaria à Alemanha. Naturalizado norte-americano em 1940, passou a lecionar no Institute for Advanced Study de Princeton, em New Jersey.

Albert Einstein, por toda a vida se incomodou com os problemas sociais, era um pacifista ativo e um defensor do judaísmo. Einstein, dizia que: “enquanto podia escolher, ficaria num país onde a liberdade política, a tolerância e a igualdade de todos os cidadãos frente à lei fosse norma”. Vivia em Princeton, nos Estados Unidos. Os suéteres amassados e os sapatos que calçava sem meias fizeram dele uma figura folclórica.

Suas descobertas transformaram todo o cenário da Física de até então. Seus estudos modificaram o pensamento científico, expandindo saberes e descobertas, até mesmo em outras áreas do conhecimento. Através da produção de uma teoria revolucionária, novas aquisições se legitimaram.

No princípio da Segunda Guerra Mundial, Einstein escreveu uma carta ao Presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt, alertando-o sobre a ameaça de uma nova arma, a "bomba atômica", que os alemães estavam desenvolvendo. Esta carta fez com que o governo americano estabelecesse um intenso plano de trabalho, conseguindo produzir a bomba atômica antes do governo nazista.

O uso das explosões atômicas contra populações civis, no Japão, parece ter estremecido intensamente o coração bondoso e humanitário do notável cientista. Depois da guerra, Einstein dedicou grande parte de seu tempo trabalhando em favor da paz mundial, tentando instituir um pacto internacional para acabar com as armas atômicas.

Procurando conquistar e ampliar direitos democráticos, aproveitou para inserir-se social e politicamente, apoiando o sionismo e o pacifismo em todas suas enfatizações. Estava preocupado com a fiscalização , controle e a utilização de armas nucleares.

A publicação da Teoria da Relatividade, há 100 anos, e o ano de sua morte, 50 anos atrás, são duas grandes datas, que marcam a comemoração do Ano de Einstein. Este gênio Einstein, foi considerado personalidade do século, pelos seus inventos científicos que mudaram radicalmente o norte da humanidade nas áreas dos embasamentos da tecnologia, contribuindo de maneira admirável para o progresso da ciência, do bem estar, da qualidade de vida de todos e do “olhar” dos cientistas na área da física.

Em 18 de abril de 1955, em Princeton, nos Estados Unidos, à 1h e15min, Einstein morre. O corpo é cremado em Trenton às 16 horas, desse mesmo dia. As cinzas são espalhadas em local não revelado. Seu espólio científico foi doado à Universidade Hebraica de Jerusalém. Insistiu, ainda, que jamais fosse erigido um jazigo ou um marco em sua memória.

Com a mesma coragem que expôs em vida, ele esperou a morte com humildade e em silêncio. O lugar de Einstein está para sempre na história da física.

O ano de 2005 é o Ano de Einstein.

Fonte: www.feiradeciencias.com.br

Albert Einstein

Einstein nasceu na Alemanha no ano de 1879. Ele foi físico e matemático e até hoje é conhecido pela sua genialidade.

Com sua Teoria da Relatividade mudou o pensamento da humanidade a respeito de tempo e espaço. Esta foi apresentada por ele no ano de 1905, sendo reapresentada com mais informações no ano de 1915. A partir daí, soube-se que era possível criar uma potente arma nuclear.

Em 1921, esta notável figura recebeu o Prêmio Nobel de Física ao explanar sua teoria quântica, que apresentava esclarecimentos sobre o efeito fotoelétrico.

Este brilhante físico e matemático era de origem judia, e, como todo povo judeu, ele foi perseguido pelos nazistas; contudo, ele conseguiu deixar a Alemanha, passando primeiramente pela Inglaterra, e, posteriormente, estabeleceu sua moradia nos Estados Unidos, onde se naturalizou cidadão americano.

Einstein entristeceu-se profundamente ao ver as consequências desastrosas da bomba nuclear, e, uma semana antes de sua morte, relatou este fato em uma carta escrita a Bertrand Russel, onde pedia que seu nome fosse colocado numa petição onde clamava para que a produção de armas nucleares fosse abandona.

Este grande homem, que tanto contribuiu com sua genialidade, passou os últimos anos de sua vida em busca de uma teoria onde pudesse trabalhar ao mesmo tempo com a matemática e com as leis da física. Contudo, sua busca não pôde ser concluída, pois, em 1955, o mundo perdeu este cientista de cérebro brilhante.

Fonte: www.oconhecimentofazadiferenca.com.br

Albert Einstein

Albert Einstein nasceu em Ulm (Württemberg, sul da Alemanha) no dia 14 de março de 1879. Seu pai, Hermann Einstein, possuía uma oficina eletrotécnica e tinha um grande interesse por tudo que se relacionasse com invenções elétricas. Não obstante, seus negócios não prosperavam e, logo que seu filho nasceu, viu-se obrigado a se transferir para uma cidade maior, na esperança de que as finanças melhorassem. Escolheu Munique, capital da Bavária, porque já poderia abrir uma oficina em sociedade com irmão Jacob.

Foi nessa cidade que Albert recebeu sua educação primária e secundária. Quando criança, não apresentava nenhum sinal de genialidade; muito pelo contrário, seu desenvolvimento se deu de modo bastante moroso até a idade de nove anos. No entanto, a sua paixão em contemplar os mistérios da Natureza começou muito cedo - aos quatro anos - quando ficou maravilhado com uma bússola que ganhara de presente do pai. "Como é que uma agulha pode se movimentar, flutuando no espaço, sem auxílio de nenhum mecanismo?" - perguntava a si mesmo.

Na escola, Albert sentia grande dificuldade para se adaptar às normas rígidas do Estudo. Os professores eram muito autoritários e exigiam que os alunos soubessem tudo de cor. Geografia, história e francês eram os seus grandes suplícios; preferia mais as matérias que exigiam compreensão e raciocínio, tal como a matemática.

Ao mesmo tempo, seu tio Jacob ia lhe transmitindo as primeiras noções de álgebra e geometria. Aos doze anos, ganhou um livro de geometria elementar e, a partir daí, seu gosto pela matemática se ampliou cada vez mais.

Um de seus professores mais exasperados, chegou a dizer que Albert nunca iria servir para nada e que, além disso, sua presença desatenta em classe era considerada negativa, porquanto influenciava seus colegas, o que o levou a ser suspenso várias vezes.

Quando estava no último ano do ginásio, seu pai viu-se forçado novamente a mudar de cidade. Mais uma vez os negócios haviam fracassado. Desta vez decidira emigrar para a Itália e se estabelecer em Milão. Mas Albert permaneceu mais um ano em Munique a fim de concluir seus estudos secundários. No meio do ano, conseguiu uma dispensa médica e foi passar uma temporada com a família na Itália. Retomou os estudos na Escola Cantonal de Aarau e obteve o diploma que lhe permitiu prestar exame para admissão na Universidade.

Fez seus estudos superiores na Escola Politécnica de Zurique e, em 1900, Graduou-se em Matemática e Física. Durante esse período não chegou a ser um excelente aluno - sobretudo pelo fato de já estar fascinado por algumas questões que o absorviam completamente - enquanto que o curso exigia um estudo mais superficial devido ao grande número de matérias que eram ministradas.

Em suas notas autobiográficas, Einstein conta que nessa ficou tão enfastiado das questões científicas que, logo depois de se formar, passou um ano inteiro sem ler as revistas especiais que eram publicadas. Isto possivelmente pelo fato de já haver, durante o curso, feito a leitura de todos os grandes cientistas da época - particularmente Helmholtz, Hertz e Boltzmann - adiantando-se ao programa estabelecido pela Faculdade. Preferia ficar lendo em casa a ir assistir às aulas.

Um de seus professores de matemática, Hermann Minkowski, que mais tarde foi o primeiro a interpretar geometricamente a Teoria da Relatividade Restrita, quando viu o artigo de Einstein publicado na revista Annalen der Physik , em 1905, ficou estarrecido. "Será que é o mesmo Einstein?" - comentou com um colega - "E quem era aquele meu aluno há alguns anos atrás? Naquela época ele parecia conhecer muito pouco do que lhe era ensinado!"

Depois de se formar, Einstein procurou emprego durante muito tempo. Enquanto isso, dedicava algumas horas do dia lecionando numa escola secundária. O emprego que mais queria, o de professor-assistente na sua Universidade, havia malogrado. Então, 1902, Grossmann, um colega de faculdade, consegue-lhe um emprego como técnico especializado no Departamento Oficial de Registro de Patentes de Berna, onde Einstein permaneceu até 1909, quando a Universidade de Zurique convida-o para o cargo de professor.

Em 1903, casou-se com uma antiga colega de classe - Mileva Maric. Desse casamento nasceram dois filhos: Hans Albert (professor de hidráulica em Berkeley, Califórnia, USA) e Eduard. O casamento não foi bem sucedido, resultando em divórcio em 1913.

Os anos que Einstein viveu em Berna foram muito alegres e profícuos. Podia ele tocar seu violino, cujo prazer imenso propiciava-lhe alegres momentos de relaxamento. Contando com o salário do registro de patentes para assegurar-lhe uma vida modesta, e com obrigações profissionais pouco exigentes, sobrava-lhe tempo para a contemplação. Liberto, então, de preocupações rotineiras, seu raciocínio criador pôde se desenvolver a passos largos. Seus três célebres enunciados de 1905 foram insuperáveis em brilhantismo lógico e ousadia.

Juntamente com seus amigos Conrad Habicht (matemático) e Maurice Solovine (filósofo), Einstein fundou a Academia Olímpia, de cujas animadas reuniões ele ainda se lembrava nostalgicamente no fim de sua vida. Solovine narra com entusiasmo e episódio de quando ele resolveu faltar a uma das reuniões para assistir a um concerto.

A sua ausência foi logo vingada. Ao retornar, encontrou seu quarto imerso em fumaça e sua cama coberta de fumo barato de cachimbo, o que lhe provocou imediatas náuseas, pois não tolerava de maneira alguma o cheiro da fumaça de tabaco. As reuniões eram centradas na discussão de livros filosóficos de Pearson, Hume, Mach, Riemann, Spinoza e Poincaré, as quais, frequentemente, se estendiam até o amanhecer. Inversamente, nos últimos anos de sua existência, Einstein raramente tinha paciência para ler tratados científicos, e tinha de depender de seus amigos para se manter informado acerca de trabalhos desenvolvidos por outros cientistas.

Em 1907, Einstein tenta obter a Venia Legendi ( direito para magistrar em faculdades) na Universidade de Berna. Como dissertação inaugural, apresentou o artigo de 1905 intitulado "Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento" (nessa época ainda extremamente controvertido), trabalho que o professor de física experimental recusou e criticou violentamente. Einstein se ressentiu com o fato que adiava novamente seu ingresso no magistério universitário. No entanto, meses mais tarde por insistência de seus amigos, tenta novamente e, desta vez, é admitido.

Rapidamente sua reputação ultrapassa os percalços iniciais, e Einstein começa a receber uma série de convites de universidades importantes. No início de 1909, a Universidade de Zurique convida-o para assumir uma cadeira, como professor-assistente, por três semestres.

O seu superior no Registro de Patentes não tinha a menor idéia das atividades que o cientista desenvolvia para além dos domínios do Departamento, de modo que, quando Einstein apresentou seu pedido de demissão, quis saber o motivo. Einstein contou que haviam lhe oferecido um cargo de professor na Universidade de Zurique. O superior pediu para deixar de brincadeiras, pois ninguém jamais iria acreditar numa história absurda como aquela. No entanto, o absurdo era verdade, e Einstein deixou Berna e mudou-se para Zurique.

Como professor, não era eloquente em suas exposições, em parte porque não dispunha de tempo para se preparar, e em parte porque não apreciava desempenhar o papel de dono da sabedoria. Alguns alunos sentiam-se atraídos pela sua figura, devido à extrema simplicidade e modéstia que possuía.

Em 1911, Universidade Germânica de Praga (nessa época a capital da província austríaca da Boêmia), convidou-o para a cátedra de Física Teórica, na qualidade de professor-catedrático. A situação social e política de Praga não o atraía muito, mas seus três semestres contratuais estavam se findando. Foi quando a Escola Politécnica de Zurique ofereceu-lhe o cargo de professor catedrático. Em 1912, deu início, então, às sonhadas aulas na universidade onde estudara. Mas elas não prosseguiram por muito tempo.

Em 1913, o grande físico Max Planck e o célebre físico-químico Walter Nernst visitaram-no pessoalmente, convidando-o para o cargo de diretor de Física do Kaiser Wilhelm Institute, em Berlim, sucedendo Jacobus Hendricus Van't Hoff, que falecera em 1910. Einstein aceitou seus trabalhos em Zurique em abril de 1914. Nesse novo emprego, liberado do compromisso com as aulas, pôde concentrar-se integralmente nas pesquisas científicas.

Começa então uma nova fase de realizações na vida de Einstein. Berlim, nessa época era um dos maiores centros intelectuais do mundo. A proximidade com Planck, Laue, Rubens e Nernst teve efeito eletrizante nas idéias de Einstein. Suas pesquisas sobre os fenômenos gravitacionais, originadas em Zurique, puderam ser brilhantemente finalizadas e apresentadas à Academia Prussiana de Ciências em 4 de novembro de 1915, sob o título de Teoria da Relatividade Generalizada.

Einstein solucionara o problema da harmonia celeste. Segundo ele, todas as tentativas anteriores para esclarecer a estrutura do Universo tinham se baseado numa suposição falsa: os cientistas julgavam que o que parecia verdadeiro a eles , quando observavam o Universo de sua posição relativa, devia ser verdadeiro para todos os que observavam o Universo de todos os outros pontos de vista. Para Einstein, não existia essa verdade absoluta.

A mesma paisagem podia ser uma coisa para o pedestre, outra coisa totalmente diversa para o motorista, e ainda outra coisa diferente para o aviador. A verdade absoluta somente podia ser determinada pela soma de todas as observações relativas.

Em oposição à doutrina newtoniana, Einstein declarava que tudo se acha em movimento (e não que tendem a permanecer em repouso). E explicava que as velocidades dos diversos corpos em movimento no Universo são relativas umas às outras. A única exceção a essa relatividade do movimento, era a velocidade constante da luz, a maior que conhecemos, constituindo o fator imutável de todas as equações da velocidade relativa dos corpos em movimento.

Além da velocidade, a lei da relatividade aplicava-se também à direção de um corpo em movimento. Por exemplo, ao deixar cair uma pedra do alto de uma torre ao solo, para nós parecerá que caiu em linha reta; para um observador hipotético (pessoa ou um instrumento registrador) situado no espaço, a pedra descreveria uma linha curva, porquanto se registraria não só o movimento da pedra sobre o nosso planeta, mas também o movimento do planeta em redor do seu eixo; e para um terceiro observador, em outro planeta sujeito a um movimento diferente da Terra, a pedra descreveria outra linha diferente. Todas as trajetórias, ou direções, de um corpo em movimento eram, pois, relativas aos pontos de onde se observava o deslocamento desse corpo. Ainda havia um terceiro fator na relatividade: o tamanho de um corpo em movimento.

Todos os corpos se contraem ao mover-se: para um observador num trem em grande velocidade, o trem é mais comprido que para um observador que o vê da margem da via férrea; a contração de um objeto em movimento aumentaria proporcionalmente à velocidade. Uma vara que mede uma jarda em estado de repouso, ficaria reduzida a zero se posta em movimento com a velocidade da luz.

O espaço, pois, era relativo. E o mesmo se podia dizer do tempo: o passado, o presente e o futuro não passariam de três pontos no tempo, como os três pontos do espaço ocupados, por exemplo, por três cidades (Washington, New York e Boston). Segundo Einstein, cientificamente falando, era tão lógico viajar de amanhã para ontem como viajar de Boston a Washington. Se um homem pudesse deslocar-se com uma velocidade superior à da luz, alcançaria o seu passado e teria a data do seu nascimento relegada para o futuro; veria os efeitos antes das causas, e presenciaria os acontecimentos antes que eles sucedessem realmente. Cada planeta possui o seu sistema cronométrico próprio, diferente de todos os outros. O sistema da Terra, longe de constituir uma medida absoluta do tempo para toda parte, não passa de uma tabela do movimento do nosso planeta em redor do Sol. O dia é uma medida de movimento através do espaço. Nossa posição no tempo depende inteiramente da nossa situação no espaço.

A luz que nos traz a imagem de uma estrela distante, pode ser a estrela de milhões de anos atrás; um acontecimento ocorrido na Terra há milhares de anos só agora poderia estar sendo presenciado por um observador em outro planeta, que, por conseguinte, o considera como um episódio anual. O que é hoje em nosso planeta, pode ser ontem num outro planeta, e amanhã em um terceiro, pois o tempo é uma dimensão do espaço, e o espaço é uma dimensão do tempo. Para Einstein, o Universo era uma continuidade espaço-tempo; um dependia do outro. Ambos deviam ser encarados como aspectos coordenados da concepção matemática da realidade. O mundo não era tridimensional - consistia nas três dimensões do espaço e numa Quarta dimensão adicional: o tempo.

Mais tarde, concluiu ainda Einstein, sobre os fenômenos gravitacionais, que não existe embaixo nem em cima no Universo, no sentido de que os objetos caíam por serem puxados para baixo na direção de um centro de gravitação. "O movimento de um corpo se deve unicamente à tendência da matéria para seguir o caminho de menor resistência." Os corpos, no espaço, escolheriam os caminhos mais fáceis e evitariam os mais difíceis; não havia mais motivo para admitir a existência de uma força de gravitação absoluta.

Einstein provou, por meio de uma série de fórmulas matemáticas, a curvatura do espaço, cujo ponto principal da teoria é: a distância mais curta entre dois pontos não é uma linha reta, mas uma linha curva, pois que o Universo consiste numa série de colinas curvas, e todos os corpos do Universo caminham em redor das ladeiras curvas dessas colinas. Na verdade, não existe movimento em linha reta em nosso Universo.

Um raio de luz, que viaje de uma estrela remota em direção à Terra, é desviado ao passar pela ladeira do espaço que rodeia o Sol. Einstein calculou matematicamente o ângulo reto desse desvio, que foi revelado correto no eclipse de 1919.

Esse trabalho, fruto de anos de intensas pesquisas, acabou por reafirmar o seu reconhecimento por parte da comunidade científica do mundo todo. Sua influência se fez sentir em praticamente todos os campos da física. Tendo praticamente todo o seu tempo absorvido no desenvolvimento de suas idéias, a tarefa de leitura de escritos científicos ficou a cargo do "Physics Coloquium" - organizado por von Laue, professor de Física na Universidade de Berlim - , que acabou por se tornar a sede comum de encontro de vários físicos acadêmicos e de laboratoristas industriais de Berlim.

No início de cada semestre, Laue investigava a literatura internacional sobre física, separava os artigos mais importantes e enviava-os a alguns comentadores voluntários que os representavam brilhantemente nas reuniões que se davam semanalmente. Ninguém que participasse desses encontros poderia se esquecer do espetáculo quase mítico de ver entrando em cena homens como Rubens, Nernst, Planck, Einstein, Laue - uma verdadeira tela onde se viam pintados os maiores físicos da época - tomando seus lugares na primeira fila.

Einstein estava sempre presente nesses encontros e participava das discussões com grande entusiasmo. Mantinha-se longe de qualquer dogmatismo e era capaz de se colocar, às vezes, em posições completamente opostas às suas próprias convicções, em marcante contraste com Planck, que participava sempre de modo mais neutro, sendo mais reservado em suas respostas.

A relação entre esses dois mestres do pensamento físico era particularmente interessante. Einstein sentia grande admiração e carinho para com seu colega mais velho, mas sua abordagem filosófica em relação aos seus objetivos de pesquisa era diferente.

O entusiasmo de Planck pela teoria originava-se de sua profunda convicção da existência da harmonia fundamental entre o nosso pensamento racional e a estrutura do mundo físico. Para Planck, a observação aparecia como a confirmação da teoria, mais do que como a premissa básica na qual a teoria deveria se fundamentar.

Em consequência, Planck foi radicalmente contra o pensamento positivista de Ernst Mach, que considerava primitivo e anti-intelectual. Einstein defendeu Mach perante Planck e era inclinado a dar importância prioritária às observações. Essa atitude mudou radicalmente sob o impacto da relatividade generalizada, teoria que produziu profundo efeito em seu criador. Apesar de sua conversão Ter sido lenta, ela foi definitiva: de 1930 até o fim de sua vida, Einstein adotou a visão platônica, que era, em sua essência, idêntica à própria filosofia de Planck.

Esse dualismo peculiar explica a enigmática abordagem que esses dois físicos tinham da teoria dos quanta. Planck descobriu os quanta através da sua lei de radiação, de 1900, mas essa descoberta, de certa maneira, era contrária aos seus próprios desejos, porque a emissão peculiar de energia, sob a forma de discretos pacotes não podia ser explicada em bases racionais.

De fato, a descoberta de Planck continuou estéril até que Einstein, em 1905, percebeu que a derivação de Planck na sua própria lei não estava errada e, efetivamente, deveria ser substituída por uma suposição muito mais avassaladora. A partir desse instante, Einstein ficou cada vez mais interessado na estrutura da radiação e compartilhou com Bohr na indiscutida liderança da teoria dos quanta.

Em 1919, Einstein casou-se com sua prima Elsa, adotando as duas filhas do primeiro casamento dela: Ilse e Margot.

A confirmação da Teoria da Relatividade Generalizada por duas expedições inglesas que fizeram observações durante um eclipse solar em 1919, tornaram-no reconhecido mundialmente. Sua audácia de investigação o tornou insuperável, e sua teoria revolucionária fez mudar os principais conceitos físicos que explicavam o Universo até então. Com tal feito, não havia dúvida de que Einstein era um dos maiores gênios que a humanidade já havia produzido.

A residência de Einstein, perto da Bayrischer Platz, tornou-se parada obrigatória de todos os filósofos, artistas e cientistas de renome que se dirigiam a Berlim. A publicidade não agradava Einstein, mas não havia maneira de escapar a ela. Preferia se isolar no pequeno estúdio que fora construído especialmente para ele, na parte superior da casa. Era lá que ele recebia seus assistentes e colaboradores, e ajudava a resolver os detalhes matemáticos de suas idéias geniais.

Ocasionalmente, reunia-se com os amigos e realizavam concertos, onde em geral tocava como segundo violino. Isso constituía agradável entretenimento que o relaxava e divertia bastante, fazendo-o esquecer por instantes o mundo da fama e de muitas responsabilidades para a ciência.

Nessa mesma época começavam a se organizar na Alemanha grupos nacionalistas extremistas. O fato de Einstein ser judeu, somado à sua posição contrária à toda forma de nacionalismo e militarismo, e ainda à sua fama mundial, aumentaram a inveja e o ódio dos imperialistas reacionários, que se organizaram contra ele, sob a égide do físico ultranacionalista Philipp von Lenard.

E as ações desse grupo se tornaram ainda mais ofensivas após 1921, quando Einstein recebeu o prêmio Nobel. Ele foi ficando cada vez mais alarmado, principalmente após o assassinato de Walter Rathenau, ministro das Relações Exteriores da Alemanha e seu amigo íntimo.

Apesar de ter possibilidades de mudar para qualquer outro lugar fora da Alemanha, decidiu permanecer em Berlim para não se afastar do excelente clima científico que lá existia. No entanto, a vitória do partido nazista em 1933, compeliu-o a desistir de continuar em seu país natal. Demitiu-se da Academia Prussiana de Ciências através de carta datada de 28 de março de 1933. Suas posses foram confiscadas e sua cidadania alemã (da qual ele já havia renunciado voluntariamente) foi cassada e, quando a situação se tornou insustentável, já não estava mais na Alemanha.

Durante o ano de 1921, Einstein viajara aos Estados Unidos, onde fora recebido com inigualável entusiasmo. Nenhum monarca reinante havia recebido tão boa acolhida quanto ele. Milhares de pessoas tinham comparecido às ruas Nova York para saudá-lo, quando passara desfilando em carro aberto.

Dez anos mais tarde, as mesmas cenas se repetiram em Los Angeles, quando Charles Chaplin foi à estação para recepcioná-lo e levá-lo através das ruas de Hollywood. Este, virando-se para Einstein, disse: 'Você vê, eles aplaudem a mim porque todos me entendem; a você eles aplaudem porque ninguém o entende.'

De 1930 a 1933, Einstein esteve em Pasadena, no Instituto Tecnológico da Califórnia, onde trabalhou no recém-fundado Instituto para Estudos Superiores de Princeton. Tornou-se cidadão americano em 1940.

Sua participação no projeto Manhattan foi inteiramente acidental e muito lamentada mais tarde, se bem que o projeto teria se concretizado mesmo sem a sua participação. Em 1939, foi persuadido a escrever uma carta ao presidente Rooselvelt, recomendando a aceleração das pesquisas que levariam à criação da bomba atômica. O contexto histórico praticamente o obrigou a tal atitude: os alemães estavam também desenvolvendo idêntico projeto e, se viessem a produzir a bomba antes, os efeitos poderiam ser muito mais trágicos. A destruição de Hiroshima pela bomba atômica, porém, constituiu-se no pior dia de sua vida.

Suas convicções democráticas e sentimentos humanitários foram frequentemente desafiados pela incessante onda de agressividade que caracterizou a atmosfera social e política do pós-guerra. Mesmo assim, Einstein defendeu abertamente todos os princípios da liberdade nos difíceis anos do macartismo.

Os últimos 22 anos de Einstein foram vividos em Princeton, em relativo isolamento. Lecionava na Universidade e continuava seus estudos, que nessa época eram integralmente dedicados à sua teoria gravitacional. Almejava chegar à Teoria do Campo Unificado que permitiria englobar todos os fenômenos gravitacionais e eletromagnéticos, como emanações de uma única estrutura lógica.

Depois de muito insucesso nas suas tentativas, conseguiu elaborar um esquema que era uma generalização formal das equações gravitacionais. Seus contemporâneos, no entanto, longe de se interessarem por esquemas de pesquisa e por modelos matemáticos, que eram mais adequados a uma série de fenômenos em estudo, acabaram por se afastar da linguagem utilizada por Einstein, criando assim, um imenso abismo de incompreensão entre eles e a novas gerações de físicos teóricos, ao contrário dos tempos de Berlim, onde a sua palavra era a de mestre absoluto.

Em 1952, o recém-fundado Estado de Israel ofereceu a Einstein a honraria de ser o seu presidente, em substituição a Chaim Weizmann, primeiro presidente recém-falecido. Apesar de Einstein Ter sua origem em um meio judaico assimilado, ele sempre manteve em sua vida os dois preceitos básicos do judaísmo: Justiça e Caridade. O caráter democrático e humanitário das Leis Mosaicas haviam penetrado profundamente em sua consciência e a magnífica poesia do Velho Testamento causava-lhe profunda admiração.

Ele logo reconhecera a urgente necessidade de se criar uma nação para o seu povo já tão perseguido, e passara a acompanhar com vivo entusiasmo os altos e baixos da nova nação. Todavia, ele não podia aceitar a honra de ser seu presidente, porque seu temperamento não se adaptava bem aos cargos e funções sociais e administrativas exigidas. Nesta época, chegou a declarar à viúva de Weizmann, que não podia aceitar o cargo porque não entendia nada de relações sociais; entendia apenas um pouco de matemática. Ademais não desejava se dedicar a um só país, pois seu interesse era a humanidade.

Einstein sempre pareceu mais velho do que realmente era. A efervescência intelectual esgotou prematuramente suas reservas físicas. Mais de uma vez em sua existência ficou gravemente enfermo, porém sempre com uma boa chance de recuperação. Mas em 1954, o rápido declínio de suas forças físicas se manifestou de forma alarmante. Quando, em abril de 1955, ele foi transferido para o hospital de Princeton, sentiu que o fim havia chegado. Na manhã de 18 de abril, sua vida se extinguiu. Morreu com a mesma simplicidade e humildade com que sempre viveu: calma e imperturbavelmente, sem remorsos.

"A serenidade de sua morte ensina-nos como devemos viver" - foram as palavras de sua filha adotiva Margot.

"O homem livre em nada pensa menos que na morte; e sua sabedoria não é uma meditação da morte, mas da vida", disse o grande filósofo Baruch Spinoza, de quem Einstein foi um grande admirador.

Einstein foi um homem livre

Fonte: www.webvestibular.com.br

Albert Einstein

(Físico alemão)
14-3-1879, Ulm
18-4-1955, Princeton, New Jersey

Com o desenvolvimento da teoria da relatividade restrita (1905) e da teoria da relatividade geral (1914-1916), Einstein inaugurou uma nova concepção física do mundo com a qual rebateu os alicerces da física clássica, aceitos desde Isaac Newton (1643-1727): os conceitos de espaço e tempo absolutos.

A teoria da relatividade relaciona o espaço e o tempo com a gravitação (força da gravidade); estas dimensões surgiram com a matéria e o cosmos e não devem ser entendidas como dimensões absolutas, mas como uma continuidade quadridimensional do espaço-tempo.

Albert Einstein

Todo o movimento deve ser observado em relação a um determinado sistema de referência; disso resulta que o tempo depende da velocidade do movimento relativo.

Einstein resumiu a teoria da relatividade em sua famosa fórmula matemática E = mc2, na qual "E" é a energia, "m" a massa e "c" é a velocidade da luz. Essas relações entre a massa e a energia, que Einstein calculou teoricamente, foram confirmadas por experiências práticas no âmbito da física atômica. Sua consequência mais espetacular consistiu no desenvolvimento das armas atômicas, que Einstein criticou durante toda sua vida.

Em 1921, este excelente cientista recebeu o Prêmio Nobel da Física, apesar de não lhe ter sido atribuído por sua teoria da relatividade, mas pela explicação do efeito fotoelétrico por meio da teoria quântica. Este efeito consiste na liberação de elétrons resultante da incidência da luz sobre diversos metais. Desse modo, Einstein descobriu que a luz se compõe também de "quanta" e que, em função da amplitude da onda associada, libera maior ou menor número de elétrons; por sua vez, a energia dos elétrons depende da amplitude de onda e da energia dos "quanta".

Foi esta a base para uma teoria quântica da radiação, donde se infere que as radiações eletromagnéticas são compostas necessariamente por pequenas porções de matéria — dualidade onda-partícula. Einstein também assumiu sua posição em relação a algumas questões políticas.

Sua condição de judeu, pacifista e socialista colocou-o numa situação cada vez mais incômoda na Alemanha, obrigando-o, em 1933, em pleno período nazista, a emigrar para os EUA.

Em 1939, falou com o presidente norte-americano Franklin Roosevelt acerca da possibilidade de desenvolver armas atômicas, já que acreditava que os cientistas alemães estavam trabalhando na criação da bomba atômica.

Deste modo, indiretamente, deu o primeiro passo em direção ao projeto norte-americano "Manhattan", dirigido por Robert Oppenheimer, cujo objetivo era a construção da bomba atômica.

Após a Segunda Guerra Mundial, Einstein empenhou-se em advertir contra os perigos ocasionados pela utilização de armamento nuclear.

Fonte: www.netsaber.com.br

Albert Einstein

Inventor da Lei da Relatividade, maior cientista do século XX e eleito pela revista Time como o homem do século, Einstein revolucionou nossa visão do Universo. Grande cientista e humanista, Albert Einstein ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1922 e foi considerado uma das maiores personalidades de toda a história.

Varias são as lendas sobre sua vida e personalidade, mas a grande maioria não passa de simples “folclore“, como por exemplo, o fato de que Einstein não conseguiu passar em matemática quando ainda era jovem; ou então que não era capaz de lembrar o endereço de sua casa ou de contar o troco correto da passagem de ônibus.

Sua vida

Albert Einstein nasceu em 1879 em Ulm, na Alemanha, de uma família judia. Logo após seu nascimento, seus pais mudaram-se para Munique onde Albert Einstein passou sua juventude. Frequentou até os 15 anos a escola Luitpold Gymnasiun. Suas maiores notas eram em Matemática e em Latim. Desde muito jovem demonstrou uma grande capacidade de entender os conceitos matemáticos mais complexos. Aos 12 anos já conhecia a geometria de Euclides.

Quando seus pais se mudaram para Milão, Itália, Einstein continuou seus estudos na Suíça, ingressando, em 1896, na Escola Politécnica Federal, em Zurique. Lá estudou Física e Matemática, tendo se formado em 1901. Em 1905 recebeu seu Ph.D pela Universidade de Zurique, na Suíça. No mesmo ano, publicou quatro artigos de grande importância para o desenvolvimento da Física. Um deles foi sobre o efeito fotoelétrico. Segundo Einstein, sob certas condições a luz se comporta como uma partícula. Esta teoria postulava que a energia dos raios luminosos se transfere em unidades individuais chamadas quanta, contrariando as teorias anteriores que afirmavam que a luz era manifestação de um processo contínuo. Essa teoria marcou a base da atual teoria sobre a natureza da luz.

Em outro artigo, Einstein expôs a formulação inicial da teoria da relatividade que, mais tarde, o tornaria mundialmente conhecido. Einstein propôs a famosa equação

E = mc2. Esta equação afirma que a massa de qualquer objeto é diretamente proporcional à sua energia (E = energia, m = massa do objeto, c = velocidade da luz).

Na época em que foram apresentadas, as teorias de Einstein, além de serem complexas eram altamente polêmicas, gerando muita controvérsia.
Albert Einstein trabalhou no Departamento de Patentes da Suíça, em 1909 e tornou-se professor em Zurique e, dois anos mais tarde, professor de Física Teórica em Praga, voltando a lecionar em Zurique em 1912. Após voltar para a Alemanha em 1914 foi indicado diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física e professor da Universidade de Berlim.

Em 1916, Einstein apresentou sua teoria geral da relatividade, na qual incluiu outras idéias, como o movimento dos corpos sob a influência da gravidade.

Em 1922, recebeu o Prêmio Nobel de Física, por seu trabalho publicado em 1905 sobre os efeitos fotoelétricos.

No entanto, a Alemanha não era um lugar onde um judeu poderia viver em paz. Após a Primeira Guerra Mundial e a devastadora derrota Alemã, o anti-semitismo tomou conta do país. Em 1920, enquanto ministrava uma de suas aulas na Universidade Berlim, Einstein assistiu a uma manifestação anti-semita e percebeu que logo teria que deixar a Alemanha. Um ano mais tarde visitou os Estados Unidos pela primeira vez, país para o qual emigraria, após renunciar à cidadania alemã, doze anos mais tarde, em 1933. Em 1940, Einstein tornou-se cidadão americano.

Na sua chegada aos Estados Unidos, Einstein assumiu o Departamento de Física da Universidade de Princeton, lecionando na mesma até 1945, quando se aposentou. 
Einstein foi um sionista ativo, apoiando a criação do Estado de Israel e ajudando a arrecadar fundos para a criação da Universidade Hebraica de Jerusalém, na qual foi presidente de 1925 a 1928. Einstein doou os manuscritos de seus trabalhos científicos à universidade.

Em 1952, o primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion, convidou Einstein para assumir a presidência do país. Einstein recusou o convite alegando não estar à altura do cargo.

Einstein era judeu e sempre acreditou em Deus. Ele defendeu a idéia do cosmo como produto de uma inteligência suprema, responsável pela organização da matéria e da vida.

Ele foi casado duas vezes. O primeiro casamento acabou em divórcio e no segundo, permaneceu até sua morte.

Einstein morreu no dia 18 de abril de 1955 em Princeton, Nova Jersey. Seu corpo foi cremado e seu cérebro doado a Thomas Harvey, patologista do Hospital de Princeton.

Einstein e a Bomba Atômica

Apesar de atuar em prol da paz ao longo de sua vida, Einstein defendeu o desenvolvimento da bomba atômica pelos Estados Unidos, com o objetivo de frear Hitler e a Alemanha nazista. Em 1939, após tomar conhecimento de que os alemães estavam dedicando-se a um sigiloso projeto que envolvia o uso de urânio, Einstein escreveu uma carta ao Presidente Roosevelt, recomendando que os Estados Unidos se dedicassem à pesquisa nuclear. Isto resultaria no Projeto Manhattan e na construção da bomba atômica.

Uma semana antes de sua morte, Einstein assinou sua última carta que foi endereçada a Bertrand Russel. Nela, ele concordava que seu nome fosse incluído em um manifesto em prol de todas as nações que abandonassem as armas nucleares.

Idéias e teorias

Einstein sempre teve uma visão clara sobre os problemas da Física. Foi ele quem descobriu a estrutura essencial do Cosmo. Desde que começou a se dedicar à ciência, o então jovem físico percebeu algumas inadequações nas idéias de Newton. Em uma tentativa de reconciliar as leis da mecânica com o campo da eletromagnética acabou desenvolvendo a teoria da relatividade.

Em 1903 e 1904, ele publicou artigos sobre os fundamentos da mecânica estatística. Em 1905 terminou um trabalho que lhe garantiu o Prêmio Nobel de Física, em 1922, além de finalizar o texto que lhe deu o título de Doutor pela Universidade de Zurique.

A Teoria Especial da Relatividade, proposta por Albert Einstein em 1905, revolucionou a visão que se tinha do mundo. Em todos os modelos precedentes do universo, o espaço e o tempo eram vistos como dimensões absolutas e imutáveis da realidade. Do mesmo modo, a duração dos eventos e as medidas dos objetos eram vistas como qualidades totalmente independentes. A teoria da relatividade veio a modificar tais conceitos.

Nos anos 20, Einstein trabalhou no campo da unificação das teorias, na teoria quântica e no desenvolvimento da mecânica estatística. Mesmo após se aposentar, ele continuou a trabalhar rumo à unificação dos conceitos básicos da física.
Seus principais trabalhos são: "Teoria Especial da Relatividade", 1905; "Teoria Geral da Relatividade", 1916; "Investigações sobre a Teoria do Movimento Browniano", 1926; e "Evolução da Física”, 1938. Entre seus trabalhos não científicos destacam-se "Sobre Sionismo", 1930; "Minha Filosofia", 1934; e "Meus últimos anos", 1950.

Einstein foi o cientista mais renomado de todos os tempos. Ganhador do Prêmio Nobel de Física (1922), títulos de Doutor Honoris Causa de diversas universidades pelo mundo, títulos de Membro-Honorário de várias instituições e a Medalha Copley da Sociedade Real de Londres (1925), entre tantas. No ano 2000, Einstein foi eleito personalidade do século pela revista Time.

Frases de Einstein

“Ponha sua mão num forno quente por um minuto e isto lhe parecerá uma hora. Sente-se ao lado de uma bela moça por uma hora e lhe parecerá um minuto. Isto é relatividade”.

"Tem um sentido a minha vida? A vida de um homem tem sentido? Posso responder a tais perguntas se tenho espírito religioso, Mas, ‘fazer tais perguntas tem sentido?’ Respondo: ‘Aquele que considera sua vida e a dos outros sem qualquer sentido é fundamentalmente infeliz, pois não tem motivo algum para viver".

Fonte: www.10emtudo.com.br

Albert Einstein

Albert Einstein nasceu numa sexta-feira, dia 14 de março de 1879, em Ulm, uma próspera cidade ao sul da Alemanha. Ele foi o primeiro e único filho homem de Hermman Einstein e Pauline Koch. Já nos primeiros anos de sua vida, Einstein provocava comentários. Sua mãe estava convencida de que o formato de sua cabeça era fora do comum e temia que tivesse algum problema mental, porque era muito lento para aprender a falar. Passou sua juventude em Munique, onde sua família possuía uma pequena oficina destinada à construção de máquinas elétricas.

Einstein não falou até os 3 anos de idade, mas desde jovem mostrou uma curiosidade brilhante sobre a Natureza, e uma habilidade para compreender conceitos matemáticos avançados. Com 12 anos de idade, aprendeu por conta própria a Geometria Euclideana.

Albert cresceu forte e saudável, embora não gostasse de praticar esportes organizados. Era um garoto quieto e particularmente solitário, que preferia ler e ouvir música. Não gostava do regime monótono e do espírito sem imaginação da escola em Munique. Se considerasse os conselhos de um de seus professores teria abandonado a escola. Quando sua família mudou-se para Milão, na Itália, Einstein tinha 15 anos. Nesta ocasião passou 1 ano com sua família em Milão. Terminou a escola secundária em Arrau, Suíça, e com boas notas somente em Matemática, entrou, em 1896, no Instituto Politécnico de Zurique, onde se graduou em 1901 com dificuldades. Einstein não gostava dos métodos de instrução lá. Frequentemente não assistia às aulas, usando o tempo para estudar Física ou tocar seu adorado violino. Passou nos exames e graduou-se em 1900. Seus professores não o tinham como grande aluno e não o recomendariam para uma posição na Universidade. Por dois anos Einstein trabalhou como tutor e professor substituto. Em 1902, assegurou uma posição como examinador no Escritório de Patentes da Suíça em Bern. Em 1903, casou-se com Mileva Maric, que havia sido sua colega na Escola Politécnica.

Em 1905, após ter conseguido um emprego no serviço federal de patentes que o deixava com horas vagas para estudar os problemas da física contemporânea, o mundo tomou conhecimento de sua existência através da publicação de cinco artigos nos Annalen der Physik, revista científica alemã. No mesmo ano recebeu seu grau de Doutor pela Universidade de Zurique por uma dissertação teórica a respeito das dimensões de moléculas, e também publicou 3 trabalhos teóricos de grande importância para o desenvolvimento da Fïsica do século 20. No primeiro desses trabalhos, sobre o Movimento Browniano, ele realizou previsões significantes sobre o movimento de partículas distribuídas aleatoriamente em um fluido. Tais previsões seriam confirmadas posteriormente, através de experiências.

O segundo Trabalho, sobre o Efeito Fotoelétrico, continha uma hipótese revolucionária a respeito da natureza da luz. Einstein não somente propôs que sob certas circunstâncias pode-se considerar a luz feita de partículas, mas também a hipótese que a energia carregada por qualquer partícula de luz, chamada de fóton, é proporcional à frequência da radiação. Uma década mais tarde, o Físico americano Robert Andrews Millikan confirmou experimentalmente a teoria de Einstein. Einstein, cuja preocupação primordial é compreender a natureza da radiação eletromagnética, desenvolveu posteriormente uma teoria que seria uma fusão dos modelos de partícula e onda para a luz. Novamente, poucos cientistas compreendiam ou aceitavam suas idéias.

A Teoria da Relatividade Especial

O terceiro grande Trabalho de Einstein em 1905, "Sobre a Eletrodinâmica dos Corposem Movimento", continha o que tornou-se conhecido como a Teoria Especial da Relatividade. Desde a época do Matemático e Físico inglês Isaac Newton, os filósofos naturais (como os físicos e químicos eram conhecidos) tentavam compreender a natureza da matéria e da radiação e como elas interagiam. Não existia uma explicação consistente para o modo como a radiação (a luz, por exemplo) e a matéria interagiam quando vistas de referenciais inerciais diferentes, isto é, uma interação vista simultaneamente por um observador em repouso e um observador movendo-se com velocidade constante.

No Outono de 1905, após considerar estes problemas por 10 anos, Einstein percebeu que o problema não se encontrava em uma teoria da matéria, mas em uma teoria relativa às medidas. Einstein desenvolveu, então, uma teoria baseada em dois postulados: o Princípio da Relatividade, que as leis físicas são as mesmas em todos os referenciais inerciais, e o Princípio da Invariância da velocidade da luz, onde a velocidade da luz no vácuo é uma constante universal.

Assim, Einstein era capaz de dar uma descrição correta e consistente de eventos físicos em referenciais inerciais diferentes sem fazer suposições especiais sobre a natureza da matéria e da radiação, ou como elas interagiam. Virtualmente, ninguém compreendeu seus argumentos. Einstein e a Teoria da Relatividade Geral Mesmo antes de deixar o Escritório de Patentes em 1907, começara o trabalho de extender e generalizar o teoria da relatividade para todos os referenciais. Ele iniciou enunciando o Princípio da Equivalência, um postulado que campos gravitacionais são equivalentes à acelerações de referênciais. Por exemplo, uma pessoa em um elevador em movimento não pode, em princípio, decidir se a força que atua sobre ela é causada pela gravidade ou pela aceleração constante do elevador.

A Teoria da Relatividade Geral completa não foi publicada até 1916. Nesta teoria, as interações de corpos que até então haviam sido atribuídas às forças gravitacionais, são explicadas como a influência dos corpos sobre a geometria do espaço-tempo (espaço quadridimensional, uma abstração matemática, tendo as três dimensões do espaço Euclideano e o tempo como a quarta dimensão).

Baseado em sua Teoria da Relatividade Geral, Einstein explicou as previamente inexplicáveis variações no movimento orbital dos planetas, e previu a inclinação da luz de estrelas na vizinhança de um corpo maciço, como o Sol. A confirmação deste último fenômeno durante um eclipse em 1919 tornou-se um grande evento, tornando Einstein famoso no mundo inteiro. Pelo resto de sua vida, Einstein devotou tempo considerável para generalizar ainda mais esta Teoria. Seu último esforço, a Teoria do Campo Unificado, que não foi inteiramente um sucesso, foi uma tentativa de compreender todas as interações físicas - incluíndo as interações eletromagnéticas e as interações forte e fraca - em termos da modificação da geometria do espaço-tempo entre as entidades interagentes.

Entre 1915 e 1930 a grande preocupação da Física estava no desenvolvimento de uma nova concepção do caráter fundamental da matéria, conhecida como Teoria Quântica. Esta teoria continha a característica da dualidade partícula-onda (a luz exibe propriedades de partícula, assim como de onda), assim como o Princípio da Incerteza, que estabelece que a precisão nos processos de medidas é limitada. Einstein, entretanto, não aceitaria tais noções e criticou seu desenvolvimento até o final da sua vida. Disse Einstein uma vez: "Deus não joga dados com o mundo".

Durante a I Guerra Mundial, com cidadania suíça, ele trabalhou na generalização de sua teoria para os sistemas acelerados. Elaborou então, uma nova teoria da gravitação em que a clássica teoria de Newton assume papel particular. Einstein, com o passar dos anos, continua a não aceitar completamente diversas teorias. Por exemplo, Einstein não aceitava o princípio de Heisenberg que o universo estivesse abandonado ao acaso.

"Deus pode ser perspicaz, mas não é malicioso.", disse ele sobre este princípio que destruía o determinismo que estava ancorada a ciência desde a Grécia Antiga.

O Nobel

Einstein, o Cidadão do Mundo Após 1919, Einstein tornou-se internacionalmente reconhecido. Ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1921 pelo seu estudo do campo fotoelétrico, e não pela teoria da relatividade, ainda controvertida. Sua visita a qualquer parte do mundo tornava-se um evento nacional; fotógrafos e repórteres o seguiam em qualquer lugar.

O Homem Político

Einstein aceitou uma cátedra no Institute for Advance Study, em Princeton, Estados Unidos e, em 1940, adquiriu cidadania americana após o surgimento da II Guerra Mundial, em 1939. Einstein sempre assumiu posições públicas sobre os grandes problemas de sua época, fosse a respeito da existência do Estado de Israel, da União Soviética, da luta contra o nazismo, ou, após a II Guerra Mundial, contra a fabricação de armas nucleares.

Einstein entregou uma carta ao presidente americano advertindo-o da possibilidade de os alemães fabricarem sua própria bomba, no entanto, a carta levou os EUA a fabricarem a sua. Num último apelo, Einstein escreveu ao presidente Theodore Roosevelt, que morreu sem ao menos ler a carta. Truman, seu sucessor, ignorou-a e lançou a bomba atômica em Hiroshima e, três dias depois, em Nagasaki, no Japão. Em 1922, Einstein tornou-se membro do Comitê de Cooperação Intelectual da Liga das Nações.

Em 1925, juntamente com o líder dos direitos civis indianos Mahatma Gandhi, trabalhou numa campanha pela abolição do serviço militar obrigatório. E, em 1930, Einstein colocou novamente seu nome em outro importante manifesto internacional, desta vez organizado pela Liga Internacional da Mulher pela Paz e Liberdade. Pedia o desarmamento internacional como sendo a melhor maneira de assegurar uma contínua paz. Envolveu-se ainda em várias causas sociais.

Em 1925, Albert Einstein veio ao Brasil. Esteve no Rio de Janeiro, em visita a instituições científicas e culturais. Proferiu duas conferências: na Academia Brasileira de Ciências e no Instituto de Engenharia do Rio de Janeiro. Quando Adolf Hitler começou seu governo na Alemanha, Einstein decidiu deixar a Alemanha imediatamente. Foi para os Estados Unidos e ocupou uma posição no Instituto para Estudos Avançados em Princeton, New Jersey.

Quando a morte de Einstein foi anunciada em 1955, a notícia apareceu nas primeiras páginas dos jornais de todo o mundo: "Morreu um dos maiores homens do século 20".

Fonte: www.malhatlantica.pt

Albert Einstein

"A imaginação é mais importante do que o conhecimento"

Aos 26 anos, Albert Einstein publicou três artigos que revolucionaram a Física, dentre eles a Teoria da Relatividade. Após a morte de Einstein, as teorias continuam gerando debates no meio científico. 2005 marcou o ano da Física em homenagem aos 100 anos dos artigos escritos por Einstein.

Albert Einstein nasceu a 14 de março de 1879, em Ulm na Alemanha, de uma família judia da classe média. Seu pai, Hermann Einstein, possuía uma oficina eletrotécnica, com o irmão Jacob, e tinha um grande interesse por tudo que se relacionasse com invenções elétricas.

Em 1881, nasce Maria Einstein (Maja). Einstein teria sempre uma relação muito íntima com a irmã. Eles recebem uma educação não religiosa. A juventude de Einstein é solitária.

Embora tenha começado a falar só aos três anos, não é verdade que tenha sido um fraco estudante. Um traço evidente do seu caráter, que mais tarde se manifestou de forma inigualável, era a sua obstinação e ousadia.

Enquanto estudante, só se aplicava quando o assunto lhe interessava intensamente. A ciência foi uma preocupação na sua vida desde muito cedo.

Aos cinco anos fica profundamente impressionado com uma bússola que ganhara de presente de seu pai. "Como é que uma agulha pode se movimentar, flutuando no espaço, sem o auxílio de nenhum mecanismo?" - disse o jovem, imaginando que todo objeto deveria ter algo de oculto...

Aos sete anos ele demonstra o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria.

Aos onze anos descobre o que mais tarde designou como o “livro sagrado da geometria” de Euclides.

Albert Einstein

Em 1894 o negócio do pai em Munich fracassa, e a família desloca-se para a Itália, deixando Einstein para trás a fim de completar o ensino secundário. Einstein, que tolerava com dificuldade a rígida disciplina do Gymnasium, abandona a escola aos 15 anos e junta-se à família em Milão.

Mais tarde haveria de confessar: "É quase um milagre que os métodos modernos de ensino não tenham eliminado a sagrada curiosidade que conduz à pesquisa; o que esta planta delicada necessita mais do que qualquer outra coisa, além do estímulo, é a liberdade."

Após meio ano de viagens, faz exame de admissão ao Instituto Politécnico Federal em Zurique (E.T.H.), Suíça. Tenta entrar, apesar de não ter o diploma do secundário e ser mais jovem do que o previsto para ingressar em curso superior. É reprovado nas provas de química, biologia e línguas modernas, mas seus excelentes resultados em matemática e física chamaram a atenção do diretor da escola, que lhe aconselha a concluir o curso secundário na escola cantonal em Aarau, próxima a Zurique.

Durante o curto tempo em que passa nesta escola, escreveu o seu plano para o futuro.

" Se eu tivesse a sorte de passar nos meus exames, iria para Zurique. Ficaria lá durante quatro anos para estudar matemática e física. Imagino-me tornando professor naqueles ramos das ciências naturais, escolhendo a parte teórica deles. Eis as razões que me levam a este plano. Acima de tudo, esta é minha disposição para pensamento abstrato e matemático, e minha falta de imaginação e habilidade prática ".

Ficou mais do que feliz nesse ambiente livre e motivador da escola cantonal, e só se preocupava com um problema que nem ele, nem seu professor sabiam resolver: queria saber qual o aspecto que teria uma onda luminosa para alguém que a observasse viajando com a mesma velocidade que ela! Pareceria congelada? Este problema voltaria tempos depois, quando Einstein formulou sua teoria da Relatividade.

Em setembro de 1896 foi aprovado nos exames finais, o que lhe concedia admissão em uma universidade. Com exceção de francês, suas notas foram boas em todas as matérias, especialmente em matemática, física, canto e música (violino)..

É finalmente admitido no E.T.H. em 1896.

Para sua surpresa e decepção, a Escola Politécnica não atendia suas expectativas. Ao contrário da escola de Aarau, onde as aulas se desenvolviam em estimulantes discussões, na ETH os professores se contentavam em ler, em voz alta, livros inteiros! Para fugir do tédio de aulas tão monótonas, Einstein decide "matar aulas", aproveitando o tempo livre para ler obras de física teórica.

Ao concluir o curso, em agosto de 1900, ele fica na esperança de ocupar o cargo de assistente do professor Hurwitz, para logo depois descobrir que perdeu o emprego por influência do seu ex-orientador, H.F. Weber. Começam aqui as manifestações de má vontade de seus ex-professores. Einstein procurou emprego durante muito tempo. Enquanto isso, dedicava algumas horas do dia lecionando numa escola secundária.

Albert Einstein
Conrad Habicht, Maurice Solovine e Albert Einstein

ACADEMIA OLÍMPIA

Na páscoa de 1902, Maurice Solovine leu um anúncio num jornal de Berna segundo o qual Albert Einstein dava aulas particulares de matemática e física por três francos a hora. No terceiro dia de aula, Einstein desistiu de cobrar e sugeriu que eles tivessem apenas reuniões diárias para discutir o que bem entendessem. Algumas semanas depois Conrad Habicht começou a participar das discussões.

Para ridicularizar as verdadeiras academias científicas, passaram a se autodenominar Akademie Olympia.

Foi com esses dois colegas e com Michele Besso que Einstein discutiu as idéias científicas que resultaram nos extraordinários trabalhos publicados em 1905.

Destas animadas reuniões ele ainda se lembrava nostalgicamente no fim de sua vida. Eventualmente Einstein dava um concerto de violino. Se o ambiente era intelectualmente rico, a janta era triste; comiam geralmente uma salsicha, uma fruta, um pedaço de queijo, mel e uma ou duas xícaras de chá. Dos três, o único que escreveu algo sobre essas reuniões foi Solovine. Na introdução do seu livro, Albert Einstein: Letters to Solovine, ele diz que para discutir filosofia e ciência, eles leram Platão, Spinoza, Karl Pearson, Stuart Mill, David Hume, Ernst Mach, Helmholtz, Ampère e Poincaré. Mas também leram obras literárias de Sófocles, Racine e Charles Dickens. Desses, os que mais influenciaram Einstein foram Hume, Mach e Poincaré.

Inversamente, nos últimos anos de sua existência, Einstein raramente tinha paciência para ler tratados científicos, e tinha que depender de seus amigos para se manter informado acerca de trabalhos desenvolvidos por outros cientistas.

Então, em 1902 consegue um emprego como técnico especializado no Departamento Oficial de Registro de Patentes de Berna, sendo promovido, em 1906, a perito técnico de segunda classe. Einstein permaneceu lá até 1909, quando a Universidade de Zurique convida-o para o cargo de professor.

Os anos que Einstein viveu em Berna foram muito alegres e produtivos. Podia ele tocar seu violino, cujo prazer imenso propiciava-lhe momentos de total meditação.

Contando com o salário do registro de patentes para assegurar-lhe uma vida modesta, e com obrigações profissionais pouco exigentes, sobrava-lhe tempo para a contemplação. Seu raciocínio criador pôde se desenvolver a passos largos. Seus três célebres enunciados de 1905 foram insuperáveis em brilhantismo lógico e ousadia.

Mileva Maric e Albert Einstein estudaram juntos na Escola Politécnica de Zurique nos últimos anos do século XIX. Ela era a única mulher da faculdade e se destacava principalmente em matemática. Concluíram o curso no primeiro semestre de 1900, mas ela fracassou, por duas vezes, nos exames para a obtenção do Diploma de professor secundário. Durante a segunda tentativa, em julho de 1901, ela estava com uma gravidez de três meses (Lieserl, a filha de Einstein cujo destino é desconhecido). Deprimida, retorna à casa paterna e abandona o plano para a obtenção do diploma da ETH. Casaram-se em 1903 e tiveram dois filhos: Hans Albert e Eduard. Após dez anos de desentendimentos, separaram-se no ano de 1913. Mileva, que sofre de uma tuberculose cerebral. O marido cientista, então, resolve não incomodá-la com a questão do divórcio. Embora só tenha formalizado o divórcio em 1919, a setembro de 1917 Einstein muda-se para a casa da sua prima, Elsa Löwenthal, com quem vive até a morte dela, em 20 de dezembro de 1936.

Alguns autores pesquisaram sua vida durante décadas, como Djordje Krstic, cujo livro "Albert e Mileva Einstein - seu amor e colaboração", que foi publicado em sérvio após sair em esloveno e inglês, apresenta uma série de argumentos defendendo que as obras revolucionárias foram produto de um trabalho em comum. Segundo Krstic, o casal trabalhou junto até 1913 ou 1914, quando se separaram e, cinco anos mais tarde, se divorciaram. A separação representou um golpe para ela do qual nunca se recuperou.

Os biógrafos de Mileva Maric concordam que ela viveu à sombra de seu marido, entregue totalmente a ele e à família, orgulhosa de dizer que ambos formavam "uma pedra", que é a tradução literal da palavra alemã "einstein". "O interesse tanto na Sérvia como no mundo pela vida dela despertou há cerca de 20 anos, quando foram publicadas as cartas de amor que Mileva guardou até sua morte e que "são de valor incalculável porque revelam como Albert Einsten crescia como cientista junto a ela", explica a doutora Bozic.

Em 1994, a Universidade de Novi Sad criou o prêmio Mileva Maric para o melhor estudante de matemática. Também há um projeto para transformar em museu a formosa casa que seu pai construiu para ela em Novi Sad.

Em 1905, Einstein elaborou sua tese de doutoramento pela University of Zurich (Universidade de Zurique ) a qual foi dedicada a seu amigo Grossmann e que recebeu o título " On a new determination of molecular dimensions " ( Sobre uma determinação nova de dimensões moleculares ). Sua tese apareceu publicada na edição da revista científica alemã " Annalen der Physik " ( Anais da Física ) que continha os seus cinco artigos.

O quarto artigo, intitulado "Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento", revolucionou a Física Newtoniana. É a que faz a síntese da mecânica clássica, da óptica e da teoria eletromagnética de Maxwell. Demonstrou que o espaço e o tempo não são independentes entre si, mas relativos; e que a massa é uma grandeza relativa e não absoluta, variando com o movimento.

O quinto artigo deu-lhe o título de "A inércia de um corpo depende do seu conteúdo em energia?" e é o corolário do precedente.

Einstein desenvolve a nova idéia de equivalência entre massa e energia. Einstein expôs a formulação inicial da teoria da relatividade que, mais tarde, o tornaria mundialmente conhecido. Einstein propôs a famosa equação E = mc2. Esta equação afirma que a massa de qualquer objeto é diretamente proporcional à sua energia

(E = energia, m = massa do objeto, c = velocidade da luz).

Albert Einstein

Na época em que foram apresentadas, as teorias de Einstein, além de serem complexas eram altamente polêmicas, gerando muita controvérsia.

EINSTEIN, O FILÓSOFO

A sua forma de fazer ciência era também nova. Era uma ciência filosófica: sentava-se, usava a imaginação, escrevia equações, voltava à realidade, via se havia que fazer ajustes, regressava à teoria... A ciência não era assim até então, baseava-se em fatos comprovados nos laboratórios.

“Todos os conhecimentos humanos começam por intuições, avançam para concepções e terminam com idéias”

Filosofo Emmanuel Kant (1724-1804)

"Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo - o único caminho é o da intuição".

Albert Einstein

Einstein uma vez indagou:

Como trabalha um poeta?

Como assim? – preocupou-se o amigo.

Quero dizer, como vem a concepção de um poema?

Não sei, apenas sinto. Ela simplesmente surge.

Mas é isso mesmo que se dá com um cientista. - concluiu po cientista. - O mecanismo do descobrimento não é lógico... Você não vê? É uma iluminação súbita, quase êxtase. Há uma conexão com a imaginação. E imaginação é mais importante que o conhecimento.

Eu penso 99 vezes e nada descubro. – disse Albert - Deixo de pensar, mergulho em um grande silêncio e a verdade me é revelada. A mente avança até o ponto onde pode analisar, mas depois passa para uma dimensão superior, sem saber como lá chegou. Todas as grandes revelações realizaram este salto.

O espaço e tempo sem um corpo, mas um corpo não pode existir sem espaço-tempo. Tudo que existe, tudo que observamos vira nosso conhecimento, não é? Tempo e espaço são conceitos que temos intuitivamente. Logo, tudo que existe, todo nosso conhecimento, está baseado na intuição cósmica.

A observação se baseia nos nossos sentidos que nos dão apenas a mera aparência da realidade. Você tem que se libertar da ilusória algema dos sentidos. A intuição é nossa estação de partida. A imaginação é a nossa estrada que precisa ser trilhada com o raciocínio. Só assim você, eu, todos nós, conseguiremos chegar ao nosso destino, o livre conhecimento.

(Trecho retirado do livro Caio Zip em: Einstein Picasso Chaplin e Agatha)

A partir dessa nova visão, baseado na leitura desde a juventude de livros com "Critica da Razão Pura" de Kant, Einstein confronta com a teoria de Newton e as leis das mecânica que estavam estabelecidas têm de ser modificadas. Uma das características dessa transformação é que quando as coordenadas são transformadas, o tempo também tem de ser alterado. Aí começa uma nova mecânica. Se eu estou em movimento, o intervalo de espaço é diferente em dois referenciais, logo o tempo tem de ser diferente também para que a razão seja sempre a mesma. Intervalos de espaço e de tempo são diferentes em referenciais diferentes. Os intervalos são relativos, por isso a teoria é denominada RELATIVIDADE. Não há simultaneidade em referenciais em movimento. É possível comprovar que os relógios, quando comparados entre si: o que está em movimento anda mais lentamente. Se um relógio for colocado num Concord, depois de uma viagem de algumas horas podemos compará-lo com outro e há diferenças. São ínfimas, mas são mensuráveis e coerentes com a teoria de Einstein.

CONTINUANDO A VIDA DO CIENTISTA E FILÓSOFO...

De 1909 a 1932 foi professor de Física Teórica das Universidades de Zurique, de Praga e de Berlim.

Construiu a nova teoria Geral da Relatividade em 1915, e em 1921 foi premiado com o Premio Nobel da Física.

Einstein tem contribuições importantes em quase todas as áreas da física, mas, sem qualquer dúvida, suas contribuições mais impactantes foram aquelas relacionadas com a teoria da relatividade restrita e com a teoria da relatividade geral.

Naturalizado norte-americano em 1940, país para onde emigrou em 1933, forçado pela ascensão do nazismo e onde passou a lecionar no Institute for Advanced Study de Princeton, em New Jersey, Einstein, que toda a vida se preocupou com os problemas sociais, sendo um pacifista ativo e um defensor do judaísmo, em 1952 foi convidado para presidente de Israel, o que rejeitou.

Sendo um grande e profundo pensador, deleitava-se no silêncio da reflexão científica e filosófica e, embora conhecido como cientista, é autor de muitos e belos pensamentos.
Morreu em Princeton no ano de 1955.

Tudo é relativo. Será?

É um erro atribuir a Einstein a afirmação de que "tudo é relativo". Einstein estava em dúvida qual seria o nome da teoria. Não sabia se devia chamá-la de Equivalência pela igualdade de energia com a massa... Se devia chamar de Invariância pela velocidade da luz não variar... Ou será melhor chamar de Relatividade para destacar que o tempo e o espaço são grandezas relativas ao sistema de referência?

O cientista até tentou mudar o nome de sua obra para "Teoria da Invariância", mas Relatividade foi o nome que pegou.

Curiosidades

O INCOMPREENDIDO

Demorou até 1921 para ganhar o Nobel?

Na verdade, Einstein foi rejeitado oito vezes pela Comissão do prêmio de 1910 a 1921, pois os jurados se mantinham divididos quanto à questão da Relatividade. Chegaram até indicar um membro para analisar a Teoria, mas foi em vão, ele não conseguiu compreendê-la. O comitê Nobel para Física da Academia Real de Ciências da Suécia, então, não ousou conceder o prêmio com medo que algum dia alguém comprovasse que a Teoria estava incorreta.

Albert Einstein

Quando enfim deram o prêmio Nobel, no valor de 32 mil dólares, foi pelo trabalho sobre o efeito fotoelétrico.

Com seu humor irônico de sempre, deixou a todos surpresos na hora de discursar pela premiação ao ficar destacando somente a teoria da Relatividade e nenhuma linha sobre o efeito fotoelétrico.

Einstein repassou a Mileva Maric o dinheiro do Nobel, em cumprimento a um acordo de divórcio.

O MÚSICO

Aos 6 anos de idade, incentivado pela mãe, o que depois foi consolidado com lições de Heller Schmidt dos 6 aos 13 anos, o violino viria a tornar-se um instrumento fundamental ao longo de toda a sua vida quando pretendia refletir sobre suas teorias.

Ele também gostava de compor ao piano hinos religiosos. Ele aprendeu a tocar sozinho, ouvindo a talentosa pianista que era a sua mãe e, em casa, recebia aulas de religião judaica. Aos 12 anos porém quando estava se preparando para o seu bar mitzvah ele perdeu o que chamou mais tarde de seu “paraíso religioso da juventude”. O que o chocou de modo particular e o levou a uma rejeição de qualquer concepção antropomórfica de Deus por toda a sua vida, foi uma citação de Xenófanes: “Se bois pudessem pintar, eles representariam seus deuses em forma de boi”. Einstein chamou sua convicção religiosa de um “sentimento religioso cósmico”.

Em Berlim, no ano de 1919, uma pequena orquestra formada por escritores e cientistas costumava reunir-se frequentemente na casa do matemático Hadamar. O repertório predileto desses músicos amadores era formado pelas sinfonias de Mozart e algumas obras de Beethoven

Albert Einstein

Fazia-lhes falta um bom primeiro violino. Jacques resolveu o problema, trazendo para o grupo um novo colega chamado Albert Einstein. Este ainda era um desconhecido fora dos círculos especializados e poucos integrantes sabiam que o novo violinista dirigia um famoso instituto alemão e era constantemente indicado para o prêmio Nobel da Física.

Leia o testemunho do novelista George Duhamel, sobre a participação de Einstein em seu primeiro ensaio: "Einstein era um bom violinista. Tocava com clareza e rigor, observando suas entradas com absoluta precisão, mas sem fazer o menor esforço para destacar-se sobre os demais. Nos momentos de inatividade levantava seu nobre rosto, cuja expressão era uma mistura de candura e inteligência. Estava bem vestido, mas nele tudo era simplicidade. Sentia-se que ele não dava importância às vestimentas. Já a música representava um enorme valor para seu espírito. Quanta devoção, quanta modéstia havia na personalidade desse mestre. Lembro-me, sobretudo, de alguns ensaios, em que líamos e estudávamos a Sinfonia Júpiter, de Mozart. Esta obra se transformou para mim em um símbolo de recordação de Einstein”.

O NAVEGADOR

Quando não trabalhava, gostava do contato com a natureza, era um navegador entusiasmado. Adorava a solidão. Isolava-se num veleiro ou então caminhava sozinho pelas montanhas.

Einstein adorava um local chamado Caputh (pequena aldeia perto de Berlim), onde tinha uma casa de veraneio às margens de um lago. A casa foi um presente dos cidadãos ao cientista em reconhecimento por seu grande prestígio internacional. Lá, ele passou seus verões e nesse lugar, que considerava “o paraíso”, fazia passeios com um veleiro que ganhou de presente de seus amigos, pelo seu 50 º aniversário. O cientista chamava o barco de "my thick sailing boat”.

Mas como nada é perfeito, o cientista teve que abandonar o local, fugindo do nazismo, indo se exilar nos EUA.

Tropas de choque alemãs revistaram a casa de campo de Einstein, em busca de armas e munição, pois tinham informações de que ele dera permissão para militantes comunistas estocarem equipamento militar em sua propriedade. Nada foi encontrado, além de uma faca de pão! Tais acontecimentos haviam sido previstos por Einstein. Ao fechar a casa em Caputh ele teria dito a Elsa: "Dreh dich um. Du siehst's nie wieder" ("Olha em volta. Não voltarás a vê-la.”

Albert Einstein

No lago de Princeton, com seus cabelos brancos rebeldes e sua livre imaginação, continuou a velejar, a deixar sua mente vagar por outros mundos.

O IMAGINATIVO

Albert apreciava jogos que requeriam uma certa paciência e tenacidade, e de preferência que pudessem ser realizados individualmente. Em vez de brincadeiras infantis com as outras crianças, no jardim, preferia construir, sozinho, complicadas estruturas com cubos de madeira e grandes castelos de cartas. Aos sete anos ele demonstrou o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria.

Gostava de fazer experiências mentais. Por exemplo, o que aconteceria se viajasse ao lado de um raio de luz? Ou se estivesse a cair do telhado de uma casa? Estas duas experiências mentais foram importantes para desenvolver a relatividade restrita e a geral

Na escola, Albert sentia grande dificuldade para se adaptar às normas rígidas do estudo. Os professores eram muito autoritários e exigiam que os alunos soubessem tudo de cor. Geografia, história e francês eram grandes suplícios e, particularmente, o grego constituía obstáculo quase intransponível: decorar conjugações de verbos era para ele um horror! Enfim, no conjunto das suas habilidades infantis, nada deixava transparecer o gênio que viria a ser; seus familiares acreditavam até que ele poderia ter algum tipo de dislexia. Preferia mais as matérias que exigiam compreensão e raciocínio, tal como a matemática.

Em consequência das suas dificuldades para memorizações ele se desinteressava pelas aulas que exigem tais habilidades, provocando violentas reações dos seus professores. Tanto, que certo dia o diretor da escola, coincidentemente o professor de grego, convoca-o para uma reunião e declara, entre outras coisas, que seu desinteresse pelo grego era uma falta de respeito pelo professor da disciplina, e que sua presença na classe era péssimo exemplo para os outros alunos. Encerrando a reunião, o professor disse que Einstein jamais chegaria a servir para alguma coisa (Fölsing, p. 28)

Educado no ambiente militarista da Alemanha dos anos 1880, o pequeno Albert nunca quis ser soldado. Certo dia, durante um desfile militar, seus pais asseguraram que ele um dia também poderia usar um daqueles belos uniformes. O garoto, por volta dos sete anos, respondeu que "detestaria ser um desses coitados". Também evitava atividades competitivas, incluindo aí xadrez. Aos 16 anos solicitou a cidadania suíça, para evitar o serviço militar na Alemanha.

Em suas notas autobiográficas, Einstein conta que ficou tão enfastiado das questões científicas que, logo depois de se formar, passou um ano inteiro sem ler as revistas especiais que eram publicadas. Isto possivelmente pelo fato de já haver, durante o curso, feito a leitura de todos os grandes cientistas da época - particularmente Helmholtz, Hertz e Boltzmann - adiantando-se ao programa estabelecido pela Faculdade. Preferia ficar lendo em casa a ir assistir às aulas.

Um de seus professores de matemática, Hermann Minkowski, que mais tarde foi o primeiro a interpretar geometricamente a Teoria da Relatividade Restrita, quando viu o artigo de Einstein publicado na revista Annalen der Physik , em 1905, ficou estarrecido. "Será que é o mesmo Einstein?" - comentou com um colega - E quem era aquele meu aluno há alguns anos atrás? Naquela época ele parecia conhecer muito pouco do que lhe era ensinado!

USAR SAPATO SEM MEIA?

Quando a segunda esposa Elza lhe pediu para adotar hábitos mais saudáveis, respondeu que preferia "pecar tanto quanto puder: fumar como uma chaminé, trabalhar feito um condenado, comer sem moderação, caminhar só quando tiver boas companhias, ou seja, quase nunca, dormir irregularmente, etc.”

No cotidiano era avesso a formalidades, começando pelas regras de vestuário. Quando começou a carreira como professor universitário na Suíça em 1909, era apontado como alguém que se vestia aquém da elegância do cargo. Após a morte de sua segunda mulher, em 1936, seus padrões se tornaram ainda mais anticonvencionais. Vivia em Princeton, nos Estados Unidos. Os suéteres amassados e os sapatos que calçava sem meias fizeram dele uma figura folclórica no campus.

Apesar de ter uma aparência desleixada, avesso às regras, estava longe do mito do cientista desligado. ''Era muito interessado em questões históricas e políticas. No tempo da Guerra, sempre costumava dar sua opinião. Durante a Primeira Guerra, ele fazia propaganda antibelicista, defendia o diálogo entre as nações, ao mesmo tempo em que se dedicava aos seus estudos sobre gravitação. O excesso de trabalho na década de 20 chegou a provocar um colapso físico, sendo tratado pela prima Elsa Lowental, com quem se casou depois.

O PACIFISTA SEM PAZ

Frente à ameaça nazi-fascista, concluiu que uma guerra pode ser justa se "o inimigo busca o extermínio da vida em si mesma". Foi criticado por outros militantes do movimento pacifista, mas sustentou sua posição. Assinou uma carta enviada ao presidente americano Franklin Roosevelt, que defendia a realização de estudos sobre o uso da energia nuclear. A carta foi um dos fatores decisivos para a criação da bomba atômica. Não se dizia culpado, mas no pós-guerra retomou imediatamente a atividade pacifista, afirmando, ainda em 1945, que "a bomba trouxe a vitória, mas não a paz".

Seu trabalho no Instituto de Estudos Avançados centrou-se na unificação das leis da física, que ele chamava de Teoria do Campo Unificado. Não conseguiu encontrar uma teoria que permitiria englobar todos os fenômenos gravitacionais e eletromagnéticos, como em uma única estrutura lógica.Tentou. Isolou-se em profunda meditação, mas não conseguiu.

Morreu sem a paz

Sem a paz de conceber uma idéia de Unificação do Universo

MAS a vida continua, não é?

Fonte: www.caiozip.com

Albert Einstein

Em seus primeiros anos de estudo, Albert Einstein demonstrou tamanhas dificuldades que seus professores chegaram a acreditar que sofresse de retardo mental. Quando cursava a escola secundária, praticamente só demonstrava interesse pela matemática. Seu baixo rendimento nas demais disciplinas o obrigou, na verdade, a sair da escola. Seus pais então o levaram à Suíça, para estudar. Ali, ao concluir o curso (ao que consta, auxiliado pelas notas de um amigo), tentou se tornar professor. Tudo o que conseguiu, porém, foi tornar-se funcionário do Escritório de Patentes da cidade de Berna, em 1901. Nesse ano ele também se naturaliza suíço. Quatro anos mais tarde, entretanto, Einstein publicou nada menos que cinco trabalhos científicos no Anuário Alemão de física. Um deles oferecia uma explicação para o efeito fotoelétrico. Nesse fenômeno, a luz, ao incidir sobre certos metais, provoca emissão de elétrons.

Quanto maior é a intensidade da luz, maior é a quantidade de elétrons liberados. A energia dessas partículas, porém, não aumenta, e esse fato permanecia inexplicável pelas teorias então disponíveis. Einstein conseguiu elucidar esse problema aplicando a teoria quântica de Planck. Isso abriria o caminho que mais tarde levaria ao desenvolvimento da Física quântica.

Em outro dos cinco trabalhos de 1905, Einstein oferecia uma explicação matemática do movimento browniano. Essa análise também serviria, mais tarde para permitir os primeiros cálculos confiáveis dos tamanhos dos átomos.

Num terceiro trabalho, abordou a velocidade da luz, que se revelara, em experimentos, surpreendentemente constante, independendo do movimento da fonte luminosa. Einstein admitiu de fato, essa velocidade independia tanto da fonte quanto do observador. Admitiu também que a luz tinha características quânticas. Essa concepção encerrava a velha disputa sobre a natureza da luz. Ele também suprimiu a necessidade do conceito de éter ao advogar que no universo não existem nem movimento absoluto nem repouso absoluto, mas que movimento e repouso são sempre relativos. Essa idéia o levaria à formulação da teoria da Relatividade Restrita.

Essas novas concepções mudaram rapidamente a visão de universo que se tinha desde Newton. Um dos aspectos mais notáveis dessa mudança é que afetava as próprias idéias de espaço e de tempo, que deixavam de ser considerados entidades absolutas. Na teoria da Relatividade Restrita, Einstein determinou a relação existente entre massa e energia, expressando-a na igualdade E = m . c2 (onde E é a energia, m a massa e c a velocidade da luz). Massa e energia passam a ser vistas como aspectos diferentes que as leis de conservação da massa (de Lavoisier) e de conservação da energia (de Helmholtz). Foi com essa teoria que se pôde explicar de onde provinha a energia liberada pelos elementos radiativos. Ela se faz à custa de uma diminuta perda de massa do núcleo atômico.

Apesar desses trabalhos revolucionários, Einstein, já então doutorado, só obteria um cargo de professor universitário quatro anos depois. Em 1913, retornou à Alemanha para trabalhar na sociedade científica Kaiser Guilherme, em Berlim. Trabalhou então na ampliação da teoria da Relatividade para casos mais gerais, conseguindo por fim nela englobar a própria teoria da gravitação de Newton. A nova Teoria da Relatividade Geral, de 1916, permitia, mais do que qualquer outra teoria até então formulada, explicar o maior número possível de fenômenos do universo, possibilitando inclusive prever fenômenos ainda não observados. Um destes é o desvio que a luz sofreria por ação da gravidade.

Um eclipse solar ocorrido alguns anos depois, em 1919, serviria para confirmar o desvio teoricamente previsto da luz de algumas estrelas. (As medições foram efetuadas em Sobral, Ceará.). Tais evidências levaram Einstein a ser indicado como concorrente ao Prêmio Nobel de Física, mas as objeções surgidas no meio científico ainda eram tão grandes que ele receberia o prêmio de 1921 apenas pelo trabalho sobre o efeito fotoelétrico.

Em 1930, Einstein visitou os Estados Unidos para proferir palestras, mas preferiu ali permanecer, já que o nazismo iniciava sua ascensão na Alemanha. Em 1940, naturalizou-se norte-americano.

Durante a Segunda Guerra Mundial, diante da possibilidade de que a Alemanha construísse uma bomba atômica, foi convencido a escrever uma carta ao presidente Franklin Roosevelt explicando ser necessário criar um programa de pesquisas para adiantar-se àquela ameaça. Seis anos depois disso, em 1945, a primeira bomba atômica era detonada em teste num deserto dos Estados Unidos. Com a derrota da Alemanha na guerra, a nova arma não chegou a ser utilizada na Europa, mas foi no Japão, que ainda permanecia no conflito.
Mais tarde, Einstein passou a trabalhar para o estabelecimento de acordos internacionais que afastassem a possibilidade de guerras atômicas, mas seus esforços tiveram pouco resultado. O acúmulo de artefatos bélicos nucleares continuou a crescer, e só na década de 1980 se iniciaria o desmonte de parte desse arsenal.

Ponto de vista

Cabeça grande, cabelos desgrenhados, roupas amarfanhadas e um inabalável bom humor. Esta é a imagem difundida daquele que, com certeza, foi uma figura carismática e o maior gênio do nosso tempo. Imagine que a foto famosa, transformada em pôster popularizado no mundo inteiro, ajudou a fixar.

Albert Einstein, os longos cabelos brancos eriçados, os olhos brilhantes, mostra a língua para o mundo que nunca mais foi o mesmo depois dele.

Queiramos ou não, entendamos ou não, vivemos no universo pôr ele decodificado quando, no início do século, definiu a teoria da relatividade. Séculos se passaram até que a concepção geocêntrica de Aristóteles fosse trocada pelo universo heliocêntrico de Copérnico, Kepler e Galileu que, por sua vez, foi modificado e quantificado pelo universo mecânico de Newton, até que Einstein, no amanhecer deste século poente, o substituísse pôr sua equação a um tempo magnifica e assustadora. Formulou uma teoria que o levou próximo à descoberta do mistério da Criação e, paradoxalmente, também o aproximou de Deus, não da divindade reverenciada pelas religiões organizadas, mas de Deus como uma metáfora para o incompreensível, o inexplicável.

Um dos obstáculos à melhor compreensão de Einstein, além da complexidade de seu pensamento, é o fato de ter sido o primeiro cientista a viver sob os refletores da mídia, transformado que foi em uma espécie de superstar da ciência. Outro paradoxo entre os muitos que emolduram a biografia deste homem raro. No capítulo a ele dedicado em Gigantes da Física (Jorge Zahar Editor, 1998) Richard Brennan lembra que as teorias de Einstein tornaram-se os primeiros assuntos científicos que os meios de comunicação de massa, emergentes nos anos 30, tentaram popularizar. " Mas como até as mais simples explicações das teorias pareciam à imprensa contrárias ao bom senso e de difícil entendimento, a atenção se voltou para o próprio homem. Os refletores da mídia criaram uma espécie de caricatura, que se transformou na imagem popular de um cientista moderno ".

Filho de Judeus Alemães, Albert Einstein nasceu em Ulm, na Alemanha, no dia 14 de março de 1879, e morreu na madrugada de 18 de abril de 1955 no Princeton Hospital, nos Estados Unidos. Seu testamenteiro e grande amigo, Otto Nathan, durante quase 35 anos impediu o acesso de pesquisadores aos arquivos, documentos e anotações pessoais de Einstein. Neste trabalho de ocultação foi auxiliado pela leal secretária do cientista Helen Dukas, que com ele trabalhou durante 27 anos, e colecionou até mesmo os rascunhos e notas que Einstein atirava na cesta de lixo. Devotos, ambos lutaram para preservar a imagem quase canônica de Einstein que foi projetada - e, de certa forma também montada - pela mídia ao longo dos anos. Na melhor das intenções, Otto e Helen prestaram um desserviço tanto à verdade e à ciência como à própria memória do amigo, ocultando parte de sua humanidade.

Pouco antes de Otto Nathan morrer, em 1987, uma ação judicial tirou os Arquivos Einstein de suas mãos e abriu-os aos pesquisadores. São milhares de documentos, uma pequena parcela do material, principalmente a correspondência de Einstein com a Segunda mulher, Elsa, e com os filhos, ainda continua interditada. As a parte tornada visível oferece material tão farto que, certamente, com o tempo, tornará públicas novas e surpreendentes revelações.

Denis Brian mergulhou nesses arquivos e, com pertinácia de repórter linha de frente, foi atrás de pessoas que conviveram com Einstein, cientistas, amigos, discípulos. A abertura dos arquivos e a circunstância de a maioria dos envolvidos mais diretamente já estarem mortos romperam as barreiras do silêncio obsequiso, e desta pesquisa resultou uma biografia reveladora e inteira sobre o Einstein "terreno".

No prefácio de Einstein, a Ciência da Vida, Brian cita a evidência irrefutável da existência de uma filha ilegítima que o cientista jamais reconheceu. "Descobri que a vida de Einstein é repleta de triunfos e de trágicas ironias. O cientista cuja mente o levou aos pontos mais distantes do espaço tinha um filho esquizofrênico que não conseguia atravessar a rua sozinho. O pacifista, que literalmente não mataria uma mosca, foi obrigado a exigir a fabricação de uma bomba devastadora. O humanista que demonstrava carinho e interesse pelos filhos dos outros negligenciava os próprios e mantinha em segredo a existência de sua primeira filha, ilegítima. O amante da solidão vivia invariavelmente rodeado de mulheres, caçado pela imprensa e assediado pelas multidões. E o democrata dedicado era constantemente acusado de comunista ou inocente útil a eles."

Fonte: www.einsteinnanet.hpg.ig.com.br

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