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Alcoolismo

DADOS SOBRE O ALCOOLISMO

Alcoolismo

Há uma grande variedade de bebidas alcoólicas espalhadas pelo mundo, fazendo do álcool a substância psicoativa mais popular do planeta. Obtido por fermentação ou destilação da glicose presente em cereais, raizes e frutas, o etanol (ou álcool etílico) é consumido exclusivamente por via oral. O Brasil detém o primeiro lugar do mundo no consumo de destilados de cachaça e é o quinto maior produtor de cerveja da qual, só a Ambev, produz 35 milhões de garrafas por dia.

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O álcool é a droga preferida dos brasileiros (68,7% do total), seguido pelo tabaco, maconha, cola, estimulantes, ansiolíticos, cocaína, xaropes e estimulantes, nesta ordem. No País, 90% das internações em hospitais psiquiátricos por dependência de drogas, acontecem devido ao álcool. Motoristas alcoolizados são responsáveis por 65% dos acidentes fatais em São Paulo.

O alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo. Além disso, causa 350 doenças (físicas e psiquiátricas) e torna dependentes da droga um de cada dez usuários de álcool.

Diga não as drogas!

O álcool é a droga que mais detona o corpo (tanto quanto a cocaína e o craque); a que mais faz vítimas; e é a mais consumida entre os jovens no Brasil. O índice de câncer entre os bebedores é alarmante, quer por ação tópica do próprio álcool sobre as mucosas, quer por conta dos aditivos químicos de ação cancerígena que entram no processo de fabricação das bebidas.

Síndrome alcoólica fetal (SAF) é o termo utilizado para descrever os efeitos comumente observados nos filhos de mães alcoólatras: tamanho pequeno, face anormal, outras anormalidades físicas e retardo mental. Ocorrência: 1 a 2 casos por mil nascidos vivos.

Consequências Físicas do Uso em Excesso
    1. acidentes (no lar, no serviço e nas estradas);
    2. alterações no sangue (hemorragias, hepatite e outras);
    3. ossos e articulações (ácido úrico elevado, degeneração dos ossos e outros);
    4. lesão cerebral (síndrome de Wernicke-Korsakoff, degeneração cerebelar, ambliopia);
    5. câncer (na boca, esôfago, estômago, fígado e outros);
    6. pulmão (pneumonia, tuberculose e outros problemas);
    7. epilepsia;
    8. síndrome fetal (vide parágrafo anterior);
    9. coração (arritmias, cardiopatia, hipertensão e doença coronariana);
    10. lipemia;
    11. hipoglicemia;
    12. fígado (cirrose hepática e outras doenças);
    13. miopatia;
    14. pancreatite;
    15. neuropatia (ou neurite) periférica);
    16. sexo (disfunção testicular e impotência);

esôfago e estômago (efeitos corrosivos diretos do álcool sobre estes órgãos como: gastrite, úlcera péptica, esofagite e síndrome de Mallory-Weiss).
FONTE: Revista Plantão Médico - Drogas, Alcoolismo e Tabagismo, Editora Biologia e Saúde, Rio de Janeiro, 1998, pág.67.

Outros Dados sobre o Álcool

É preciso saber que o álcool é a porta de entrada das drogas !.

A idade em que o adolescente começa a tomar álcool está cada vez menor, com a média atual em 13 anos.

As causas do alto número de pessoas dependentes de bebidas alcoólicas no Brasil deve-se, principalmente, à cultura nacional. A cerveja, p.ex., é aceita como uma bebida tradicional e a cachaça é conhecida como "caninha da roça", "bebida de macho" e outros slogans.Você bebe no frio para esquentar e no calor para esfriar.

Para acabar com o vício, o usuário de álcool precisa ter consciência do problema que está enfrentando e o desejo de se livrar dele. Isso pode ser feito através da desintoxicação em Clínicas Especializadas e com o indispensável apoio e compreensão da família. Em geral, nosso fígado leva uma hora para processar 30 gramas de álcool (aproximadamente uma latinha de cerveja).

O álcool interfere no processo de concentração no trabalho e os alcoolistas estão justamente na faixa de maior produtividade do indivíduo (entre 25 e 45 anos).

O álcool é responsável pela maioria dos acidentes de trânsito, porque altera a percepção do espaço, do tempo e a capacidade de enxergar bem.

O alcoolismo é uma doença crônica, incurável e progressiva, que mina o organismo, atacando todos os seus órgãos.

Pesquisa realizada em 5 capitais brasileiras revelou que 45% dos jovens entre 13 e 19 anos envolvidos em acidentes haviam ingerido bebida alcoólica.

O consumo global, expresso em g/kg peso corporal, multiplicado por anos de bebida, fornece um elemento preciso de previsão da incidência de cirrose hepática.

A lesão hepática é a consequência (a longo prazo) mais séria do consumo excessivo. Ocorre um aumento do acúmulo de gordura (fígado gorduroso), que progride para uma hepatite (inflamação do fígado) e termina com necrose e fibrose hepáticas irreversíveis.

Por não apresentar cargas elétricas e por ser altamente solúvel em gorduras, é rapidamente absorvido pelo organismo. Uma quantidade apreciável é absorvida já no estômago. Ingerido com o estômago vazio, produz um efeito muito maior.

Cerca de 90% do álcool é metabolizado no corpo e 5 a 10% é excretado (sem modificações) no ar expirado e na urina. Essa fração serve de base para a estimativa das concentrações sanguíneas de etanol por dosagens na respiração (bafômetro) ou na urina.

Admite-se que a proporção entre as concentrações de etanol no sangue e nos pulmões seja de 21%, ou seja, 1 mg de sangue contém uma quantidade de álcool equivalente à que contém 2,1 litros de ar dos pulmões. A concentração na urina é mais variável e fornece uma medida menos precisa das concentrações sanguíneas.

A taxa de eliminação do etanol do organismo praticamente independe de sua concentração no sangue e corresponde, no homem, a cerca de 0,1 g/kg peso.hora ou cerca de 10 ml/h em uma pessoa normal.

Os alcoólatras são difíceis de se anestesiar com drogas como o Halotano.

RISCOS DO ÁLCOOL

No Brasil, 16 milhões de pessoas são dependentes do álcool, que é uma droga socialmente aceitável. Este consumo é a terceira causa de absenteísmo (falta ao) no trabalho, o que compromete quase 5% do Produto Interno Bruto - PIB (segundo Rui Nascimento, superintendente nacional do SESI, citado na Revista Proteção, No.152, ago/2004, pág.28).

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"Quarenta por cento dos acidentes nas empresas estão ligados ao uso de drogas", segundo Giovanni Quaglia, representante regional do Brasil e Cone Sul do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime - UNODC, palestrante do Seminário Internacional do Cone Sul sobre Prevenção ao Uso de Drogas no Trabalho, que aconteceu em julho de 2004 em Porto Alegre - RS. Ainda de acordo com ele, o uso do álcool afeta diretamente a produtividade do trabalhador e nenhum ambiente de trabalho está imune ao consumo de drogas, pois nas empresas também são refletidos os problemas da sociedade.

Mais de 1.000 brasileiros morrem, por ano, vítimas de acidentes causados por excesso de álcool e cerca de 10% de todos os acidentes com vítimas, resultam de dirigir com excesso de álcool no sangue. Isso porque a bebida alcoólica dá uma falsa sensação de segurança; causa euforia; diminui o controle muscular e a coordenação; prejudica a habilidade de avaliar velocidades, distâncias; reduz a acuidade visual e a capacidade de lidar com o inesperado.

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O consumo de álcool é medido por doses. Uma dose equivale a 14 gramas de álcool. Para se obter a dose-equivalente de uma determinada bebida, deve-se multiplicar a quantidade da mesma por sua concentração alcoólica. Tem-se, assim, a quantidade absoluta de álcool na bebida. Veja 3 exemplos:

Cálculo da Dose-Equivalente de Álcool de uma Bebida

BEBIDA ml T.A. VOLUME (ml) g ÁLCOOL DOSE
Vinho tinto 150 12 18 14,4 1
Cerveja (lata) 350 5 17,5 14 1
Destilada 40 40 16 12,8 1

LEGENDA: T.A.=teor alcoólico (%); VOLUME=(volume em ml x T.A.)/100; g ÁLCOOL=VOLUME x 0,8 ou a densidade do álcool; DOSE=14 g

Do Quadro acima podemos tirar as seguintes conclusões: a) cada bebida apresenta um teor alcoólico diferente da outra; b) a bebida "mais fraca" das três é a cerveja, seguida do vinho e da destilada; e c) quanto maior o teor alcoólico, menor será o volume da bebida para completar uma dose.

Beba com moderação

Os filhos de pais alcoólatras têm um risco até 4 vezes maior de desenvolver a dependência. Existem também os fatores genéticos que predispõem ao vício. O álcool provoca o desejo mas rouba a performance do homem nas relações sexuais, podendo torná-lo momentaneamente impotente. Se não bastasse, o uso do álcool aumenta as chances de você ter comportamento de risco para a AIDS (transar sem camisinha).

Um estudo constatou um maior risco relativo para suicídio e acidentes fatais entre mulheres que consumiam acima de 3 doses diárias de bebidas alcoólicas (Ross et al., 1990). Estudos preliminares indicam que beber de maneira excessiva regularmente pode danificar o cérebro de adolescentes e de jovens adultos, destruindo as células que ajudam a governar o aprendizado e a memória.

O álcool está relacionado a 50% das mortes por acidentes de carro, 50% dos homicídios e 25% dos suicídios. O risco de acidentes por ingestão de bebidas alcoólicas pode ser avaliado segundo o quadro abaixo:

RISCOS DE ACIDENTES

DOSE RISCO
0,6 g álcool por litro de sangue 50% maior do que se tivesse bebido com moderação
0,8 g álcool por litro de sangue 4 vezes maior do que a dose anterior
1,5 g álcool por litro de sangue 25 vezes maior do que a dose anterior

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O Código Nacional de Trânsito estabelece que a concentração de 6 decigramas de álcool por litro de sangue comprova que o condutor se acha sob influência do estado de embriaguez alcoólica. Assim, se você bebeu 30 ml (mililitros=milésima parte do litro) de álcool, que corresponde a 2 latinhas de cerveja, 2 copos de vinho ou 1/2 copo de aguardente, o limite legal de 6 decigramas pode estar próximo: depende do seu peso, sexo, tempo que levou para beber, se estava em jejum, etc.

Bafômetro é o aparelho que mede o teor de álcool no sangue através do sopro. Um bafômetro "caseiro", bolado pela Universidade de São Paulo, pode ser improvisado por um pequeno tubo de polietileno transparente de 4 mm de diâmetro, no qual se introduz algodão impregnado de dicromato de potássio (Cr2O7) que, em seu estado natural, tem a cor alaranjada.

A pessoa que tenha ingerido bebida alcoólica a ser testada, deve soprar numa bexiga e, após, conectar o tubo à mesma para esvaziá-la. Se houver mudança de cor, para verde (Cr na reação abaixo), a pessoa está alcoolizada. Veja a reação:

Cr2O7 + 8H+ + Ch2Ch2OH -----> Cr+++ + 3Ch2CHO + 7H 2O

Fonte: www.ufrrj.br

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