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Passo da Crucificação

Aleijadinho

Passo da Crucificação

O Passo da Crucificação abriga-se na última das seis capelas, já bem próximo da rampa de acesso às escadarias de acesso ao Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos em cujo adro se localizam as doze majestosas estátuas dos Profetas.

As onze imagens que compõem o grupo da Crucificação, ao contrário do que se verifica nos outros Passos, não se acham subordinadas a um único foco de interesse. A composição é dividida em três partes distintas. A zona central, onde se passa a ação principal, é ocupada pela figura de Cristo, de dois carrascos que o pregam na cruz estendida em posição horizontal e de Madalena, que, de joelhos, lança seu olhar para o alto em desesperada súplica. Na segunda cena, dois soldados disputam, num jogo de dados, a túnica do condenado. E como terceiro foco de atenção, aparecem, ao lado direito de Cristo, o mau e o bom ladrão, esperando, com as mãos atadas, o momento de serem também crucificados.

Fonte: www.degeo.ufop.br

CRUCIFICAÇÃO

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, é, sem dúvida, o artista colonial brasileiro mais estudado e conhecido. Entretanto alguns pontos de sua vida ainda são obscuros, a começar por sua data de nascimento. A data de 29 de agosto de 1730, encontrada em uma certidão, não condiz com as indicações da certidão de óbito, que data seu falecimento em 18 de novembro de 1814, com 76 anos. Nasceu bastardo e escravo, uma vez que era "filho natural" do arquiteto português Manoel Francisco Lisboa e de uma de suas escravas.

Sua formação artística, ao que tudo indica, teve como prováveis mestres, o próprio pai, arquiteto de grande projeção na época e o pintor e desenhista João Gomes Batista. De sua formação como escultor, pouco se sabe. Alguns biógrafos citam nomes como Francisco Xavier de Brito e José Coelho Noronha, ambos artistas entalhadores de renome da época, como prováveis mestres de Aleijadinho.

Até 1777, a personalidade de Aleijadinho se definia pela plenitude da vida, com gozo de perfeita saúde, boa mesa e afinidade com as danças vulgares da época, tudo isso, aliado ao exercício da arte.

Em 1772 ingressa na irmandade de São José e, em 1775 teve um filho com Narcisa Rodrigues da Conceição, no Rio de Janeiro, batizado como Manoel Francisco Lisboa, em homenagem ao pai.

O ano de 1777 seria o ano que dividiria a sua vida: um ano de doenças. Até ali, suas obras refletiam jovialidade, até uma certa alegria. Depois, e principalmente no final a obra do artista é triste, armagurada e sofrida.

"Tanta preciosidade se acha depositada em um corpo enfermo que precisa ser conduzido a qualquer parte e atarem-se-lhe os ferros para poder obrar." Palavras de Joaquim José da Silva, vereador de Mariana, citado por Rodrigo Ferreira Bretas. Há recibos de despesas pelo transporte de Aleijadinho, que confirmam essa citação.

Sobre as doenças do grande artista já se publicaram vários estudos, mas nenhum deles pode ser contundente. Tancredo Furtado chegou a estas conclusões: "a lepra nervosa é a única afecção capaz de explicar a mutilação (perdas dos dedos dos pés e alguns das mãos), a deformidade (atrofia e curvamento das mãos) e a desfiguração facial, as quais lhe valeram o apelido de Aleijadinho."

A obra e nome de Aleijadinho alcançaram imensa fama após 1790. O artista tinha deixado Vila Rica por volta de 1788. Antes, em 1779, fora convocado a Sabará, onde trabalhou em encomendas relativas à ornamentação interna e externa da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Durante um período de mais de 20 anos, Aleijadinho foi requisitado suscessivamente pela maioria das vilas coloniais mineiras que passaram a requisitar ou mesmo disputar abertamente o trabalho do artista, cuja vida transformara-se numa verdadeira roda viva.

A produção artística deixada por Aleijadinho, confirmada por documentos de arquivos, é considerável. Recibos e lançamentos correspondentes dos livros de despesas, constituem fonte histórica de certeza indubitável. O conjunto de Congonhas oferece material abundante para pesquisa. A amplitude da obra realizada em Congonhas durante 9 anos, exigiu a colaboração intensa de auxiliares, mais do que em qualquer outra situação. Já no final de sua vida, gravemente mutilado pela enfermidade, Aleijadinho não teria deixado tão valioso conjunto sem a colaboração de seus artesões.

Em 1796, no apogeu de uma vitoriosa carreira artística, e considerado pelos próprios contemporâneos como superior a todos os outros artistas do seu tempo, Aleijadinho inicia em Congonhas o mais importante ciclo de sua arte. Em menos de 10 anos cria um total de 78 estátuas, entre as quais estão as suas maiores obras primas.

Fonte: congonhas.caldeira.adv.br

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