
O profeta Ezequiel encontra-se em posição oposta à de Baruch, à sua direita, entre o segundo e terceiro lances de escadas.
É uma das quatro maiores esculturas do conjunto e com tal qualidade plástica que é totalmente atribuída a Aleijadinho.
Ezequiel viveu no século I a.C., sendo o terceiro dos grandes profetas a constar no Velho Testamento. É citado como o "Profeta do Exílio", pois foi exilado na Babilônia.
Trata-se de uma figura esguia, com proporções corretas e como característica marcante, apresenta o braço direito flexionado e o tronco levemente inclinado.
Com este gesto parece recepcionar o fiel em busca de consolo na fé, embora a mão fechada contradiga esta intenção. Alguns autores vêem neste gesto a manifestação da cólera divina, pois as profecias de Ezequiel referem-se a visões apocalípticas.
Penso que este recurso foi utilizado para guiar o olhar do observador que admira o conjunto à uma certa distância.
As feições de Ezequiel são adornadas com bigodes, barba curta separada em dois rolos, e cabelos que alcançam discretamente seus ombros. Este é um padrão também observado em Jeremias.
Ao contrário daquele, suas vestes são longas e ornadas com uma faixa decorada com desenhos curvilíneos, bem ao gosto barroco, lembrando volutas. Este conjunto confere ao personagem uma certa aristrocracia, quando comparado às demais figuras.
Esta escultura foi realizada em duas peças de pedra-sabão, percebendo-se a união dos blocos, na altura da cintura.
O braço parece apontar para a figura de Oséias, mais atrás e à sua direita. Dessa forma, o artista conduz nosso olhar, sem que o percebamos conscientemente.
Assim, a obra como um todo, apresenta um certo dinamismo, unidade e diversidade.
Fonte: www.moderna.com.br

Do lado oposto a Baruc, no pedestal que arremata o muro de alinhamento central do adro, encontra-se Ezequiel, também conhecido como o "profeta do exílio", por ter sido banido para a Babilônia com o povo de Israel.
A inscrição do filactério traduz a síntese de três etapas sucessivas da visão do profeta: primeiramente, aparecem-lhe quatro animais alados de quatro faces cada um, em seguida, as quatro rodas de um carro de fogo sustentando um trono de safira e, finalmente, sobre esse trono, o próprio Deus de Israel.
O tipo fisionômico de Ezequiel é o mesmo de Jeremias. Usa bigodes e barba curta, seccionada em dois rolos frisados e cabelos longos caindo sobre a nuca. Ao invés da túnica curta, o Profeta veste uma túnica longa e cintada, que deixa a descoberto apenas a ponta do pé direito, Em lugar do turbante, Ezequiel traz na cabeça um barrete com viseira presa por um laço acima da nuca. Recobrindo toda a parte posterior da imagem, o manto é magnificamente decorado por uma barra com desenho de volutas entrelaçadas.
A escultura não parece ter sofrido intervenção do atelier. Sua grande força de expressão revela cuidados particulares de Aleijadinho em sua execução. Além da impressionante expressão da cabeça, destaca-se também a significativa flexão do braço direito.
Fonte: www.degeo.ufop.br