Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Alergia  Voltar

Alergia

O que é?

São infecções respiratórias agudas e comuns, que ocorrem com mais frequência no Outono e Inverno, embora também surjam noutras épocas do ano.

Afetam o nariz, a garganta, as amígdalas, os seios peri-nasais, os brônquios e outros locais.

Curam espontaneamente ao fim de algum tempo.

Quem pode sofrer alergias?

Todas as pessoas.

Há no entanto indivíduos predispostos, que têm maior probabilidade de as desenvolver, particularmente os filhos de pais com alergias.

Quais são as manifestações das alergias?

Uma reação alérgica pode apresentar vários sintomas, em conjunto ou isolados.

Os órgãos mais afetados e os sintomas mais frequentes, são:

Pele – urticária, eczema;
Aparelho respiratório
– asma, rinite;
Olhos
– conjuntivite, eczema nas pálpebras;
Aparelho digestivo
– diarreia, edema da glote;

Há sintomas que se devem a “intolerâncias”, sobretudo alimentares e que em nada têm a ver com alergias, embora muitas pessoas as designem erradamente como tal. Importa distingui-los.

Qual a gravidade das alergias?

É muito variável. Pode ir desde reações ligeiras a casos graves que põem a vida em risco e que levam à morte.

O caso mais grave é o “choque anafilático” que ocorre com uma reação que envolve todo o organismo, com alterações circulatórias, renais, cardíacas, etc. e que provoca frequentemente a morte. Pode surgir por exemplo, em alérgicos às penicilinas.

Como surge a reação alérgica?

Para que surja uma alergia é necessário que a substância estranha ao organismo, chamada antigénio, reaja com substâncias naturais, os anticorpos. Dessa reação, libertam-se os mediadores da alergia que são os responsáveis pelos sintomas.

Uma alergia só surge a partir do 2º contato com a substância estranha, porque os anticorpos só começam a formar-se depois do 1º contato.
A alergia pode só surgir após vários contatos com o antigénio.

Há um ou mais tipos de alergias?

Simplificando, há quem classifique as alergias em 4 tipos principais:

Anafilaxia – surge logo após o novo contato com o antigénio, quando este reage com os anticorpos. Os mediadores libertados provocam espirros, tosse e comichão. Ex.: rinite alérgica, algumas alergias cutâneas, asma e outras.
Citotoxicidade –
quando o antigénio se fixa a células do organismo e reage seguidamente com os anticorpos do sangue, provocando destruição das células. Ex.: por transfusão de sangue de outro grupo, medicamentos.
Imunocomplexos
– quando o produto formado entre o antigénio e o anticorpo, provoca um conjunto de reações no organismo que originam lesão dos vasos sanguíneos, do pulmão, da pele, etc. Geralmente, as manifestações surgem ao fim de algumas horas (4-6) após o novo contato com o antigénio. Ex.: alveolites alérgicas, doença dos criadores de aves.
Reação retardada
– quando surge ao fim de 1-3 dias após o novo contato com o antigénio. Provoca inflamações que podem ser irreversíveis. Ex.: rejeição em transplantação.

Há alergias que só surgem em crianças?

As alergias podem surgir em qualquer altura, embora algumas sejam mais frequentes em certas idades.

Por exemplo:

Adultos – pólipos nasais, rinite, asma e urticária.
Lactentes e adolescentes
– rinite e asma alérgicas, eczema, alergias alimentares e urticária.

Como se pode saber se é alérgico?

Pode suspeitar da alergia quando os sintomas surgem sempre que contata com certos produtos ou locais.
O médico diagnostica uma alergia através das queixas do doente e dos testes que realiza.
Informações que o doente presta:
Outros familiares com alergias;

Sintomas: quais? onde e quando surgem? altura do ano? local (casa, rua, trabalho)? Gravidade?

Estilos de vida quanto a: contato com tapetes, pólen, produtos que manipula, animais domésticos, ocupação, produtos de limpeza com que contata, cosméticos, alimentos, medicamentos, fatores que a agravam (pó, pêlos de animais, fumo, humidade, tensão nervosa)

Testes

O médico recorre habitualmente a testes na pele e a exames de laboratório para confirmar o diagnóstico de uma alergia e identificar a substância (alergeno ou antigénio) que a provoca.

Tratamento

Há tratamentos gerais e específicos para cada tipo de alergia ou manifestação.

Os tratamentos podem dirigir-se ao alívio dos sintomas ou a prevenir o aparecimento das reações.

Alívio dos sintomas: corticosteróides, anti-histamínicos e adrenalina (para reações graves);

Prevenção das reações: imunoterapia ou hipossensibilização que consiste na redução da sensibilidade alérgica, através de várias injecções subcutâneas de quantidades mínimas dos antigénios.

Obriga a um diagnóstico cuidado para identificar o antigénio, isto é, a substância que provoca a alergia.

A imunoterapia é útil para todas as alergias?

Não. O doente deve ser muito bem estudado pelo médico especialista e só alguns casos beneficiam deste tratamento.

Útil para: alguns casos de asma, rinite alérgica e alergia a venenos de abelhas.

Há formas de prevenir as alergias?

Há alguns cuidados a ter, recomendados para pessoas em que há predisposição para alergias.

Cuidados Gerais

Com o quarto

O chão deve ser fácil de lavar, sem pó, bem aspirado e arejado
Preferir cobertores sintéticos que acumulam menos pó e colocá-los regularmente ao Sol
Aspirar regularmente o colchão. Pode colocar uma cobertura antiácaros no colchão e almofadas
Evitar almofadas e edredons de penas
Não fumar no quarto

Resto da casa

Deve ser aspirado com frequência e isenta de pó;
Não deve ter animais;
As janelas devem ser mantidas fechadas, na época da polinização, se for alérgico ao pólen.

Em viagem

Se for alérgico ao pólen, mantenha as janelas fechadas.

No caso de alergias alimentares não pode consumir esses alimentos. É particularmente grave a alergia ao marisco (camarão e outros). A provocada por morangos, citrinos, etc. também pode ser incomodativa.

Com medicamentos

Para alguns casos de asma alérgica, usam-se medicamentos inalados ou em comprimidos, por forma a evitar a reação alérgica ou a reduzir os sintomas. São tomados, em antecipação, quando se prevê que o doente vai estar em contato com o antigénio.

Fonte: www.anf.pt

Alergia

Tipos de Alergias

Rinite Alérgica

Rinite alérgica é um termo médico que se refere à inflamação da membrana do nariz causada por reações alérgicas.

É a doença crônica mais comum em seres humanos e normalmente surge na infância ou na juventude. Somente cerca de 30% dos pacientes desenvolvem os primeiros sintomas após os 30 anos.

O fator de risco mais significante para desenvolver a rinite alérgica é a história familiar de alergia.

Rinte Sazonal

Rinite sazonal é conhecida fora do Brasil como febre do feno (“hay fever”). Essa alergia se caracteriza por aparecer repetidamente somente em certas épocas do ano. Está asociada à alergia a grãos de polens e esporos fungos presentes no ar.

Se você tem rinite sazonal, os sintomas da sua alergia aparecem apenas quando os alérgenos “sazonais” estão no seu ambiente, geralmente na primavera e no outono. No Brasil, a rinite sazonal ocorre região Sul e os sintomas são provocados principalmente pelos polens de gramíneas.

Pessoas alérgicas a gramíneas apresentam manifestações clinicas na primavera e inicio do verão.

Alguns fungos alergênicos (capazes de provocar alergia) liberam seus esporos seguindo um padrão sazonal e, portanto, também podem participar de quadros alérgicos intermitentes.

Os sintomas típicos da rinite sazonal incluem crises de espirros, prurido nasal e coriza, olhos vermelhos e lacrimejantes. Nas regiões onde é muito grande a concentração de polens ou quando existe superposição de estações polínicas e de fungos, as pessoas sensíveis a estes alérgenos (polens e fungos) poderão apresentar sintomas persistentes ao longo de todo o ano.

Rinite perene ou persistente

A rinite perene está normalmente associada a sensibilização aos alérgenos presentes dentro de casa, como os ácaros.

Os sintomas desta rinite são semelhantes aos da rinite sazonal, mas não são idênticos. Quem tem rinite perene sofre menos com os espirros, olhos vermelhos e lacrimejantes. No entanto, essas pessoas geralmente apresentem prurido nasal, coriza e obstrução nasal crônica.

A exposição aos alérgenos intradomiciliares ocorre de forma contínua ao longo do tempo. A sensibilização alérgica e as manifestações de rinite costumam se estabelecer gradativamente. Assim, aqueles sintomas que ocorriam de forma esporádica passam a ser cada vez mais freqüentes e também mais intensos. Isto leva muitas pessoas a confundir alergia com resfriado.

Se você apresenta manifestações de rinite por mais de 4 dias por semana, e por mais de 4 semanas sucessivas é importante que você procure um especialista para avaliar se você é alérgico. Espirros, coriza, coceira no nariz e obstrução nasal ocorrem com intensidade variável nas pessoas que sofrem de rinite alérgica persistente. Um ou outro destes sintomas pode predominar. É comum observar flutuações das manifestações nas diferentes épocas do ano.

De modo geral, as pessoas alérgicas apresentam maior sensibilidade a odores irritativos, como os provocados por detergentes, desinfetantes, gás de cozinha, entre outros.

A inflamação alérgica que se estabelece nas narinas é responsável pela persistência dos sintomas da rinite alérgica. A associação de rinite perene com outras manifestações como otite, sinusite e asma, sempre deve ser considerada. Existe comprometimento da qualidade de vida de crianças e adultos afetados pela rinite alérgica. O rendimento escolar, a capacidade física e de concentração são alguns dos pontos em que se verifica prejuízo nas pessoas alérgicas.

Quanto mais precoce é instituído um plano de tratamento, menor a repercussão clínica da doença e a chance de surgirem complicações.

Portanto, peça seu médico para lhe indicar um especialista e não se deixe levar pela confusão entre rinite alérgica e resfriados freqüentes.

Rinite perene com crises sazonais

Uma pessoa pode ter rinite perene e rinite sazonal ao mesmo tempo. Nesta situação ela apresentará manifestações persistentes, associadas a alergia aos componentes de dentro de casa, com agravamento sazonal ao entrar em contato com polens ou fungos.

Cuide da sua rinite

Talvez não seja possível eliminar totalmente os sintomas da rinite alérgica, mas você pode aprender como controlá-los e diminuí-los.

Comece com uma visita ao médico, para que ele estude a sua condição e prescreva um medicamento apropriado. Se isso não aliviar seus sintomas, é provável que seu médico indique um especialista, que poderá fazer uma avaliação mais detalhada e prescrever um tratamento adequado.

Seu clínico ou alergista poderão indicar um ou mais dos seguintes procedimentos:

Aplicar testes cutâneos para identificar a quais alérgenos você está sensível e desencadeiam seus sintomas.
Ajudar você a desenvolver um plano de tratamento, incluindo medicamentos e controle do seu ambiente.
Prescrever medicamentos como spray nasal, anti-histamínicos, descongestionantes ou outras medicações adequadas à sua alergia.

As manifestações de rinite alérgica podem ser muito incômodas. Assim, lembre-se de que evitar a exposição aos alérgenos de tomar a medicação de forma correta ajudam a controlar os sintomas de sua alergia

Mecanismo da resposta alérgica

Se você tem rinite alérgica e se expõe ao alérgeno ao qual está sensibilizado, por exemplo, os ácaros da poeira doméstica, seu corpo identifica estes alérgenos como invasores. Em resposta produz um anticorpo (Imunoglobulina E, IgE) dirigido especificamente contra aquele alérgeno.

As moléculas de IgE se ligam a mastócitos nos tecidos e basófilos no sangue. Estes tipos de células contem grânulos ricos em histamina e outras substâncias conhecidas em conjunto como mediadores da reação alérgica. Quando o alérgeno penetra no seu organismo ele se liga às moléculas de IgE já fixadas em mastócitos.

O mastócito então se torna ativado e libera a histamina que interage com receptores nos tecidos e provoca manifestações em diversas regiões do corpo, como no nariz, olhos, pulmões e na pele.

A histamina provoca inchaço (edema) na mucosa do nariz, aumenta a produção de muco e pode irritar seus olhos. Na pele além de placas de urticária a pessoa sente coceira.

Nos brônquios a histamina provoca diminuição do calibre o que se traduz por falta de ar e chiado no peito.

Se todos possuem IgE por que somente alguns desenvolvem alergia?

Predisposição genética e exposição no ambiente parecem atuar em conjunto para determinar que uma pessoa seja alérgica.

A presença de fatores genéticos que favorecem a maior produção de IgE e a exposição a substâncias com capacidade de induzir alergia, associados a diversos outros agentes como tipo de alimentação, infecções, poluição atmosférica, exposição a tabaco, fazem com que a pessoa desenvolva anticorpos IgE específicos para os alérgenos do ambiente.

Outros tipos de alergia

Embora a rinite alérgica seja a doença alérgica mais freqüente, muitas outras manifestações clínicas são também reações alérgicas.

Os alérgenos podem estar presentes em medicamentos, plantas, alimentos, veneno de insetos, látex, e podem causar uma grande variedade de sintomas que são diferentes daqueles associados à rinite alérgica.

Fonte: deisinhaenfermagem.spaces.live.com

Alergia

Alergia ocular

O que são alergias oculares?

Alergias oculares são reações alérgicas que acometem os olhos ou estruturas próximas aos olhos, como as pálpebras. Reações alérgicas são respostas exageradas do sistema imunológico (sistema de defesas do corpo) a uma determinada substância, que é chamada de alergeno. Portanto, alergeno é qualquer substância capaz de produzir uma reação alérgica.

O que pode causar alergias oculares?

Existe um número imenso de substâncias capazes de produzir reações alérgicas, as quais são chamadas de alergenos, como já mencionamos. Na maioria das vezes, as alergias são desencadeadas por poeira, fumaça, pólen, ácaros, alimentos de origem marinha (camarão, lagosta e outros frutos do mar), medicamentos, produtos de beleza (maquiagens, perfumes, sabonetes, etc) e diversas outras substâncias, como tintas, solventes, agrotóxicos e inseticidas, por exemplo.

Quais são os sintomas das alergias oculares?

Os sintomas mais comuns são: olhos vermelhos, coceira (prurido), lacrimejamento, ardência nos olhos, fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) e edema (inchaço) nas pálpebras.

Quais são os tipos de alergias oculares?

As alergias oculares mais freqüentes são as conjuntivites alérgicas, que consistem em um quadro de conjuntivite (olhos vermelhos, coceira, lacrimejamento, edema palpebral), devido à exposição a um alergeno. Outro tipo de alergia ocular é a cerato-conjuntivite primaveril, também conhecida como cerato-conjuntivite vernal.

A cerato-conjuntivite vernal é um quadro mais grave de alergia ocular que ocorre geralmente em meninos, dos 5 aos 15 anos de idade, sendo mais acentuada nos meses de primavera e verão. Nestes casos, além de afetar a conjuntiva, ocorre também o acometimento da córnea, podendo prejudicar muito a visão do paciente, se não tratado adequadamente.

Quem pode ter alergias oculares?

Qualquer pessoa pode desenvolver uma alergia ocular. Pacientes portadores de rinite alérgica, asma ou alergias de pele apresentam mais chances de ter alergias oculares.

Como evitar as alergias oculares?

A seguir, listamos algumas dicas:

1) Manter o filtro do ar condicionado sempre limpo;
2) Evite excesso de tecidos que acumulem poeira, como cortinas, carpetes e bichos de pelúcia, por exemplo;
3) Forrar travesseiros com capas impermeáveis;
4) Evite medicações ou produtos que já tenham causado alergia anteriormente;
5) Manter os ambientes arejados e com boa exposição solar;
6) Evitar animais domésticos dentro de casa, especialmente aqueles que soltam muitos pelos;
7) Evitar o uso de vassoura; prefira pano úmido para retirar a poeira.

Como tratar as alergias oculares?

Existem diversas formas de tratamento para as alergias oculares, como uso de colírios específicos e medicações sistêmicas. Assim, cada caso deverá ser avaliado individualmente, a fim de escolher o tratamento mais apropriado para o paciente. Consulte seu oftalmologista. Ele é o profissional capacitado para lhe orientar sobre o tratamento mais adequado para o seu caso.

Luciano P. Bellini

Fonte: www.agapasm.com.br

Alergia

O Que é a Alergia?

A alergia pode ser definida como a manifestação de não aceitação por um organismo, da presença de determinados elementos físicos, químicos ou biológicos, aos quais ele apresenta uma reação de intolerância, que é a reação alérgica.

Esta condição é determinada pelas células do sistema imunológico, que confundem uma substância estranha qualquer com microrganismos invasores perigosos.

Algumas células do organismo, como os mastócitos, após serem sensibilizadas por uma determinada substância estranha, em um contato posterior com esta, produzem uma substância química chamada histamina, com potente efeito vasodilatador, que é o elemento desencadeador da reação.

As manifestações provocadas podem ir de reações alérgicas que vão de simples coceiras provocadas por urticárias, até manifestações respiratórias graves, como um edema de glote.

As estimativas estatísticas são de que aproximadamente 5% das pessoas apresentem alguma forma de alergia. A alergia a alimentos é uma das mais comuns, e os maiores causadores da alergia geralmente são aqueles que fazem parte da nossa alimentação rotineira, como ovo, tomate, leite, trigo, etc.

Os alimentos ricos em proteínas são os que mais desencadeiam reações alérgicas, isto porque uma proporção das moléculas das proteínas alimentar é absorvida por inteiro, caindo na circulação sem serem transformadas em aminoácidos, o que aumenta o potencial de gerar alergia. Absorvida nestas condições, as células do sistema imunológico confundem essas moléculas com corpos estranhos, como vírus e bactérias, e provocando uma reação do tipo antígeno/anticorpo, que se exterioriza pelas reações alérgicas. Outros elementos como cosméticos, pólen, bolor, poeira, medicamentos, substâncias químicas, pelos de animais, ácaros, podem promover reações alérgicas. Ocasionalmente o desencadeante da reação é um fenômeno físico, como atrito da pele, calor, frio, etc.

Quais são os Sintomas da Alergia?

Urticárias: presença de placas avermelhadas que formam elevação na pele, provocando prurido intenso; pode formar lesões avermelhadas na pele, com prurido e inchaço.
Rinite - alérgica:
apresentação de prurido no nariz, freqüentemente matinal, com espirros sucessivos ao contato com o alergeno; presença de coriza e congestão da mucosa nasal, com freqüente obstrução nasal.
Asma Brônquica :
presença de tosse seca, chiado no peito e dificuldade de respirar em conseqüência à obstrução dos brônquios; secreção espessa e viscosa com a tosse.
Manifestações Digestivas:
presença eventual de cólica intestinal, diarréia, náusea e vômitos, geralmente como conseqüência do edema das mucosas destes segmentos do tubo digestivo.
Edema de Glote:
ocorrência de inchaço súbito da glote, formando obstrução local, com quadro agudo e grave de insuficiência respiratória, necessitando de atendimento de urgência.
Choque Anafilático :
ocorrência de reações generalizadas e agudas, e rápido aparecimento após o contato com o alergeno, com reação de pele que se segue de choque, podendo ir até a parada cardio-respiratória.
As substâncias que provocam este tipo de reação, são denominadas de alergenos. Nos casos de alergia alimentar, a principal medida para a busca de seu controle, é descobrir qual é o alergeno contido nos alimentos. O primeiro contato com o alergeno promove a sensibilização; após isto, os próximos contatos provocarão as reações alérgicas.

A caracterização da Alergia pode ser feita de várias formas:

Análise do histórico clínico e familiar, buscando identificar com detalhes se existiam anteriormente outros sintomas alérgicos e a sua eventual relação com ingestão alimentar. Filhos de pais alérgicos têm até 90% de chances de desenvolver alguma forma de alergia.
A realização de testes alérgicos, com colocação na pele do braço ou conjuntiva ocular, de substâncias que representam a composição química de vários tipos de alimentos ou de outros alergenos possíveis. As reações positivas sugerem a alergia específica
Exame de sangue: o soro do paciente é colhido e confrontado com extratos de alguns alimentos. Pode ser feito no lugar do exame cutâneo, mas também depende de confirmação posterior.
Teste de retirada e provocação: serve para comprovar os testes anteriores ou para quando o paciente não tem a mínima idéia do que pode estar provocando a alergia. Ele é orientado a mudar radicalmente a dieta ou evitar exposição a determinado alergeno por duas semanas. Se nesse período ele não tiver nenhuma crise alérgica, estará provado que o alergeno é algum alimento que compõe a sua da dieta ou substância que tem contato usual. A partir daí, o médico vai re-introduzindo os alimentos usuais, e observando as reações.

O Que é a Reação Anafilática?

A Reação Anafilática ou Anafilaxia é uma reação aguda, grave e comprometendo todo o organismo, súbita, que se caracteriza por coceira e erupção generalizada de urticárias, vermelhidão da pele, dificuldade e ruídos para respirar e queda da pressão arterial, com aparecimento eventual de convulsões, vômitos, diarréia, cólicas abdominais. Trata-se de manifestação grave da Alergia, necessitando atendimento médico de urgência, podendo apresentar risco de vida. Nos casos de Anafilaxia, o tecido imunológico libera uma grande quantidade de histamina, fazendo com que, os vasos sangüíneos dilatem-se e permitam que escape o conteúdo intravascular para os espaços entre as células, produzindo inchaço.

A Reação Anafilática implica na atuação de um anticorpo produzido pelo organismo denominado imunoglobulina do tipo E, que pela sua presença em todo organismo, leva à participação de vários órgãos na reação. Geralmente a pele é o tecido mais precocemente afetado, o que pode ser um sinal de alerta para a ocorrência da reação. Na seqüência, o paciente pode então apresentar as outras manifestações, como a queda de pressão, tonturas e eventualmente convulsões e perda de consciência. A Anafilaxia pode provocar concomitante o edema de glote, quando o paciente apresentará intenso desconforto respiratório, agitação, com a voz rouca. Ocasionalmente os sintomas assemelham-se a uma crise asmática.

As causas da Reação Anafilática são diversas incluindo alimentos como nozes, alguns tipos de frutas (figo, kiwi, maçã, banana, abacate, etc), tomates, batatas, peixes, camarão ou a temperos. Os medicamentos muitas vezes estão envolvidos na causa das Reações Anafiláticas, e dentre eles encontram-se em especial a penicilina, aspirina, drogas anestésicas , contrastes radiológicos, medicamentos para pressão arterial (beta bloqueadores, inibidores da ECA).

Materiais médicos que contenham látex, como luvas de borracha, catéteres, e outros produtos médicos, podem provocar reações em profissionais da saúde.

Picadas de insetos como alguns tipos de mosquitos, formigas, abelhas e vespas também podem ser desencadeadores da Reação Anafilática. As pessoas que apresentam reações locais após picadas de insetos, dificilmente apresentarão episódios de Reação Anafilática em futuras picadas pelo mesmo tipo de inseto.

Ocasionalmente algumas pessoas apresentam este tipo de reação, porém sem que se identifique qual foi o fator desencadeante.

Como se Identifica, Previne e Trata a Anafilaxia

O reconhecimento da Anafilaxia é através das manifestações clínicas anteriormente descritas, quando se faz necessário à identificação dos possíveis alergenos que estão associados ao seu dia a dia, seja em em ambiente doméstico, no trabalho, hábitos e costumes, manuseio de produtos químicos, uso de medicamentos, etc.

A medida fundamental de prevenção da ocorrência de Anafilaxia, é bloquear o contato com os alergenos que podem desencadear a reação, sejam alimentos, produtos químicos ou insetos. Esta medida pode reduzir em muito a possibilidade de ocorrência de novas reações. Em muitos casos, a imunoterapia pode propiciar bons resultados na prevenção.

Os indivíduos que já tiveram Reações Anafiláticas graves, podem receber orientação médica para que carreguem sempre consigo uma ampola de Adrenalina, para eventual uso de emergência. Podem ainda, ser utilizados medicamentos como os corticosteróides e os antihistamínicos, em casos agudos e tratamento prolongado. Alguns pacientes obtém bons resultados com tratamento homeopático.

Como se Faz o Tratamento da Alergia

Após a descoberta de qual é a causa, torna-se fácil tratar a alergia, bastando afastar o alergeno da alimentação. A sua retirada da dieta não basta, devendo também ser eliminados todos os seus derivados e os alimentos compostos que possam incluí-lo no preparo, nem que seja em quantidade muito pequena. Assim o indivíduo que apresente uma alergia ao queijo, não deverá comer nenhum alimento que tenha queijo, como um simples pão de queijo.

Quando a alergia provoca reações muito severas, como o choque anafilático, o paciente não deverá nunca mais voltar a ingerir tal alimento, sob pena de enfrentar uma situação clínica que pode levar até a risco de vida. Nestas situações, depois de algum tempo sem consumir o alergeno, pode-se iniciar um tratamento de dessensibilização do organismo, aonde o alimento poderá ser reintroduzido gradualmente na dieta, até que possa ser reintegrado por completo.

Ronny M. de Moraes

Fonte: www.cdb.br

Alergia
Reações alérgicas

Em geral, as manifestações alérgicas podem ser manifestadas através de sintomas e sinais respiratórios, gastrintestinais e cutâneos.

Sintomas respiratórios

Uma vez que o nariz é o principal filtro do ar inspirado, os alérgenos aéreos são a causa mais freqüente de sintomas nasais como o espirro, a hipersecreção de muco aquoso e o edema das mucosas que acaba bloqueando as vias aéreas.

Principais sintomas respiratórios:

Espirro
Coceira no nariz
Rinorréia (coriza)
Congestão nasal
Coceira no céu da boca
Coceira no ouvido
Coceira nos olhos
Garganta vermelha e inchada
Chiado no peito
Dificuldades para respirar

Tosse

Esses sintomas se assemelham aos do resfriado comum e podem ser transitórios, quando a exposição ao alérgeno é breve, ou persistente, quando a exposição é contínua. Algumas partículas aéreas são suficientemente pequenas (menos de 5 mm de diâmetro) para escapar da filtração nasal e acabam atingindo os pulmões.

Nestes casos, as reações mais leves podem causar apenas irritação traqueal e tosse.

As reações mais severas produzem asma, caracterizada por chiado e dificuldade respiratória conseqüentes a um espasmo da musculatura lisa dos brônquios, hipersecreção de muco espessado e estreitamento das vias aéreas por edema da mucosa.

Sintomas cutâneos

A pele é uma barreira suficientemente competente para prevenir a absorção direta de antígenos protéicos. Raramente, alérgenos de baixo peso molecular, como os sais de platina, são absorvidos diretamente pela pele e causam urticária.

Com maior freqüência, a urticária é causada pela ingestão de alimentos ou medicamentos. Por isso, suspeita-se que uma quantidade suficiente de antígenos seja capaz de escapar à digestão para entrar na circulação e estimular as células contendo mediadores químicos localizadas na pele.

O veneno de abelhas, vespas e formigas contém alérgenos protéicos que os insetos injetam diretamente sobre a pele. Quando uma pessoa sensibilizada absorve rapidamente o veneno por via sistêmica, os alérgenos podem causar anafilaxia. Uma pessoa que sobreviva a esta reação potencialmente fatal deverá requerer tratamento profilático do tipo imunoterapia.

Principais sintomas e sinais cutâneos:

Coceira
Erupções na pele
Placas
Crostas
Descamação

Sintomas gastrintestinais

A ingestão de alérgenos através de alimentos pode causar, primeiramente, sensação de queimação ou coceira na boca, evoluindo depois para náuseas, vômitos ou diarréia que persistem até que o alérgeno tenha transitado por todo o trato gastrintestinal. Quando algum alérgeno é absorvido, entra na circulação sangüínea e pode ativar os mastócitos da pele, causando alergias cutâneas.

Em casos extremos, o alérgeno absorvido causa uma liberação de mediadores químicos suficiente para desencadear uma anafilaxia (reação alérgica aguda, com hipotensão, edema traqueal e colapso cardiorespiratório).

Principalmente em crianças, a alergia alimentar pode levar ao eczema e os bebês podem ter o crescimento prejudicado se continuarem a comer alimentos alergênicos.

Praticamente qualquer alimento contendo proteína tem o potencial para provocar a produção de anticorpos e induzir a uma reação alérgica.

Entretanto, a maioria das alergias alimentares é causada por alguns alimentos bastante comuns: leite, ovos, aveia, amendoim e soja.

Principais sintomas gastrintestinais:

Náuseas
Vômitos
Diarréia
Cólica

Fonte: www.desalex.com.br

Alergia

Alergias alimentares: desfazendo o mito

A crença popular nos coloca frente a casos de “Alergia Alimentar” ao menor sinal de dispepsia precoce e diarréia aguda, de tal maneira que muitas vezes somos levados a sobre-diagnosticar este raro distúrbio.

A prevalência da Alergia Alimentar, na verdade, varia de 3% (crianças) a 1% (adultos). Esta diferença entre os casos clinicamente comprovados e a percepção geral do problema decorre mais, em parte, da confusão causada pelas reações de Intolerância Alimentar. O sistema imune não está envolvido nos sintomas de uma intolerância alimentar, ainda que as manifestações se assemelhem àquelas da alergia alimentar.

A alergia alimentar possui um componente de predisposição hereditária. Geralmente, pessoas alérgicas possuem famílias com antecedentes comuns de atopia – não necessariamente alimentares, mas talvez asma e rinites alérgicas.

Praticamente todas as alergias alimentares são causadas por sete tipos de alimentos: leite, ovos, mariscos, cereais, trigo, castanhas e legumes. É extremamente importante que se identifique uma alergia alimentar verdadeira, evitando-se os alimentos alérgenos, uma vez que reações de anafilaxia são potencialmente fatais.

Mecanismo das Reações Alérgicas e a Alergia Alimentar

Os alérgenos alimentares são proteínas presentes na comida que não sofrem modificações pelo calor do cozimento ou pelos sucos da digestão.

Consequentemente, estas proteínas são absorvidas intactas e ganham a corrente sangüínea, desencadeando reações nos dois aspectos básicos da resposta imune: a produção do anticorpo imunoglobulina E (IgE), e o mastócito. O primeiro contato com o alimento alérgeno leva à produção de grandes quantidade de IgE, que é liberada na corrente sangüínea e se liga à superfície dos mastócitos. Na ingestão seguinte, esta IgE é ativada pelo alérgeno, promovendo a liberação de várias aminas vasoativas pelo mastócito – a histamina é a principal delas.

O processo complexo da digestão afeta o momento e a localização de uma reação. Se há hipersensibilidade a um alimento em particular, por exemplo, a alergia se inicia como prurido oral assim que se inicia a ingestão. Uma vez no estômago, iniciam-se os sintomas abdominais – vômitos, dores tipo cólicas e diarréia. Pode ocorrer hipotensão arterial quando os alérgenos alimentares ganham a corrente sanguínea. Ao atingirem a pele, pode ocorrer eczema ou urticária. Nos pulmões, reações e manifestações tipo-asma. Tudo isto ocorrendo no intervalo de poucos minutos ou até uma hora.

Nos adultos, os alimentos que mais comumente causam alergias são mariscos, camarões, caranguejos, lagostas, peixes e ovos.

Nas crianças o padrão é um pouco diferente: os alérgenos alimentares mais comuns são os ovos e leite e seus derivados. Os adultos raramente se livram das alergias, mas as crianças algumas vezes podem crescer livres delas.

Diagnósticos Diferenciais

Diversos distúrbios freqüentes devem ser considerados em todo paciente queixando-se de alergia alimentar, dentre eles:

a) Enteroinfecção: a contaminação dos alimentos com bactérias e toxinas bacterianas é muito mais comum que a alergia alimentar verdadeira.
b) Toxicidade por Histamina:
a histamina pode estar presentes nos alimentos e estimular uma reação similar a uma reação alérgica. Atinge níveis elevados em queijos, alguns vinhos e em certos tipos de peixe (atuns, por exemplo). Nos peixes, acredita-se que isto ocorra devido à contaminação bacteriana, especialmente por refrigeração inadequada.
c) Deficiência de lactase:
esta é a causa mais comum de intolerância alimentar, com prevalência de cerca de 10% na população geral.
d) Intolerância a aditivos alimentares:
é frequente a intolerância a certos produtos adicionados aos alimentos para intensificar o sabor, corar ou evitar o crescimento de microorganismos. Os compostos que frequentemente são associados a reações adversas são o corante amarelo número 5, o glutamato monossódico e os sulfetos. O corante amarelo número 5 pode causar urticária.
O glutamato monossódico pode causar sensação de calor, dor de cabeça, congestão facial, dor torácica e vertigens. Os sulfetos estão presentes nos alimentos (por exemplo, produzidos naturalmente durante a fermentação do vinho) ou são adicionados na produção e podem trazer problemas principalmente para pessoas asmáticas quando em concentrações elevadas.
e) Doença Celíaca:
a intolerâcia ao glúten deve ser considerada no diagnóstico diferencial de uma possível alergia alimentar.
f) Outros:
doença ulcerosa péptica, neoplasias do trato gastrointestinal, doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa e doença de Crohn), colites inespecíficas, síndrome do cólon irritável, distúrbios da ansiedade, etc.

Diagnosticando a Alergia Alimentar verdadeira

O primeiro passo é determinar se o paciente está realmente apresentando uma reação adversa a um alimento em especial. Esta avaliação deve iniciar-se em uma anamnese detalhada do paciente e de sua alimentação habitual. Conversar adequadamente com o paciente sempre foi e, provavelmente, sempre será a melhor maneira de se aproximar de um diagnóstico correto.

Algumas vezes não se pode firmar uma conclusão com base apenas na história colhida. Nestes casos, solicita-se ao paciente que faça um inventário de cada alimento e refeição que apresentar algum tipo de reação adversa e então eliminar o alimento da dieta, verificando se os sintomas desaparecem. Se isto ocorrer, o paciente é orientado a ingerir uma pequena quantidade do alimento e observar a ocorrência de reações. Por motivos óbvios, esta técnica não pode ser utilizada quando as reações de hipersensibilidade são muito graves ou infreqüentes.

Principais perguntas na anamnese

1) Quando foi que a reação ocorreu ? Ela veio subitamente, mais ou menos uma hora após a ingestão do alimento ?
2) O tratamento da alergia obteve sucesso ?
3) A reação está sempre associada a determinado tipo de comida ?
4) Alguém mais adoeceu ao ingerir o mesmo alimento ?
5) Quanto do alimento foi ingerido antes de apresentar a alergia ? Algumas vezes, a gravidade da reação relaciona-se com a quantidade de alérgeno ingerida.
6) Como o alimento foi preparado ? O cozimento completo dos alimentos inviabiliza os alérgenos.
7) O que mais foi ingerido quando ocorreu a reação alérgica ?

Se a história do paciente e a eliminação do alimento sugerem uma alergia alimentar específica, alguns exames podem ser úteis para avaliar a resposta alérgica alimentar com maior precisão. Testes cutâneos são rápidos, simples e relativamente seguros, mas resultados falso-positivos são relativamente comuns. O diagnóstico de alergia alimentar é firmado apenas quando o paciente apresenta um teste cutâneo positivo a um alérgeno específico associado à história de reações ao mesmo alimento.

Em alguns pacientes extremamente alérgicos, com reações anafiláticas graves, o teste cutâneo não pode ser utilizado devido ao risco de reação potencialmente fatal. Os testes cutâneos também não podem ser realizados em pacientes com eczemas extensos. Nestes casos, opta-se pela avaliação de IgE específicas no sangue. Estes testes são mais caros e, se positivos, não necessariamente definem o diagnóstico.

Testes duplo-cego são o método mais preciso para diagnosticar uma alergia alimentar: vários alimentos, dentre eles alguns dos quais suspeita-se causarem reações alérgicas, são acondicionados individualmente em cápsulas opacas. O paciente ingere uma cápsula de cada vez, observando-se a ocorrência de reações alérgicas. Pessoas com antecedentes de anafilaxia não podem submeter-se a este exame. Ainda, o duplo-cego é caro e não é eficaz na detecção de alergias alimentares múltiplas. Por estes motivos, raramente é feito, sendo mais utilizado quando existe a suspeita de que a intolerância não decorra de um alimento específico. Nestes casos, o duplo-cego fornece evidências que direcionam o médico assistente para verdadeira causa da reação.

Alergia Alimentar Induzida pelo Exercício

Pode ocorrer que seja necessário algo mais que a simples ingestão de um alérgeno alimentar para provocar uma reação: o exercício. Pessoas que apresentam este distúrbio ingerem um alimento específico antes de se exercitarem e, à medida em que desenvolvem sua atividade física e a temperatura do corpo se eleva, inicia-se o prurido e as demais reações alérgicas.

O diagnóstico exige um bom índice de suspeita, mas o tratamento é simples: basta evitar a ingestão do alérgeno antes de atividades físicas intensas.

Tratamento

A retirada da dieta do alimento responsável pela alergia é primordial, devendo-se prestar atenção aos ingredientes de cada alimento. Nos pacientes excessivamente alérgicos, mesmo quantidades irrisórias de um alérgeno alimentar podem desencadear a reação alérgica. Pessoas menos sensíveis podem tolerar pequenas quantidades dos alimentos que provocam alergia, mas é aconselhável evitar expor-se a riscos desnecessários.

Pacientes com alergias alimentares graves devem estar sempre preparados. Aconselha-se utilizar indicadores (por exemplo, pulseiras e colares) informando a condição de alérgicos e ter sempre à mão uma seringa contendo adrenalina (epinefrina), segundo prescrição médica. Devem estar sempre prontos para se auto-aplicar o remédio, na suspeita de uma reação alérgica alimentar.

Procurar sempre por ajuda médica: as reações alérgicas anafiláticas podem ser fatais, mesmo quando se iniciam com sintomas leves.

Aconselha-se precauções especiais com as crianças: aprender corretamente o que fazer quando consomem um alimento ao qual têm alergia e até mesmo como aplicar a epinefrina. As escolas devem ser informadas das providências a serem tomadas na presença de reações alérgicas.

Existem vários medicamentos que aliviam os sintomas da alergia alimentar que não fazem parte da reação anafilática. Os Anti-histamínicos aliviam os sintomas gastrointestinais, as urticárias e a coriza nasal. Broncodilatadores são úteis para aliviar sintomas asmáticos. Estes medicamentos são administrados após o contato com o alimento alérgeno e não são úteis na prevenção da reação alérgica. Não existem remédios confiáveis que possam ser administrados antes de se comer um determinado alimento para evitar uma reação alérgica.

Alguns tratamentos “experimentais” para alergias alimentares, incluindo injeções contendo pequenas quantidades de extratos do alimento ao qual o paciente apresenta alergia, administradas regularmente por um longo período de tempo para “dessensibilizar” o paciente, ainda não tiveram seus efeitos comprovados cientificamente.

É comum acreditar que várias doenças sejam causadas por alergias alimentares, mas as evidências são insuficientes ou contrariam essa crença. Por exemplo, existe controvérsia se a enxaqueca pode ser causada por alergia alimentar. Alguns estudos mostram que pacientes com enxaqueca podem desencadear a dor através da histamina e de outras substâncias presentes nos alimentos. O difícil é determinar se as alergias alimentares realmente causam enxaqueca nestas pessoas.

Um tratamento controverso da reação alérgica alimentar consiste em se colocar uma solução diluída de um determinado alimento sob a língua por meia hora antes que o paciente coma aquele alimento. Isto neutralizaria a reação alérgica na exposição subsequente à comida alérgena. Vários estudos científicos mostraram que este método não possui qualquer efeito na prevenção da reação alérgica.

Considerações especiais: alergias alimentares e crianças

Alergias causadas por leite e/ou soja são particularmente comuns nas crianças. Estas alergias algumas vezes não envolvem urticária e asma, mas em geral cursam com cólicas, hematoquezia e comprometimento do crescimento. Crianças são particularmente susceptíveis a esta síndrome alérgica devido à imaturidade de seus sistemas imune e digestivo. A alergia pode ter início dias ou meses após o nascimento. Os casos mais graves podem se beneficiar do uso de corticosteróides. Antecedentes atópicos familiais são comuns. Felizmente, com o tempo, a intensidade da doença gastrointestinal diminui e tende a desaparecer nos primeiros anos de vida.

Não existem evidências conclusivas de que o aleitamento materno evite o desenvolvimento de alergias alimentares tardiamente. O leite materno exclusivo, contudo, retarda o início das alergias alimentares na medida em posterga a exposição da criança aos alimentos potencialmente alérgenos. Contudo deve-se atentar para o fato de que alguns alérgenos ingeridos pela mãe podem ser eliminados pelo leite e causar manifestações no bebê.

Conclusão

Alergias alimentares são distúrbios raros em pacientes com sintomas gastrointestinais. Outros diagnósticos devem ser exaustivamente avaliados nos pacientes suspeitos, uma vez que o tratamento da alergia pode trazer um grau considerável de ansiedade e perda de qualidade de vida para o paciente, sem levar em conta a possibilidade de distúrbios mais graves estarem perigosamente escondidos sob este diagnóstico.

Referências Bibliográficas

1. Aba-Alkhail BA, El-Gamal FM. Prevalence of food allergy in asthmatic patients. Saudi Med J 2000 Jan;21(1):81-87.
2. Bahna SL. Unusual presentations of food allergy. Ann Allergy Asthma Immunol 2001 Apr;86(4):414-420.
3. Crowe SE. Gastrointestinal food allergies: do they exist? Curr Gastroenterol Rep 2001 Aug;3(4):351-357.
4. Eigenmann PA, Pastore FD, Zamora SA. An Internet-based survey of anaphylactic reactions to foods. Allergy 2001 Jun;56(6):540-543.
5. Guarderas JC. Is it food allergy? Differentiating the causes of adverse reactions to food. Postgrad Med 2001 Apr;109(4):125-127
6. Kanny G, Moneret-Vautrin DA, Flabbee J, Beaudouin E, Morisset M, Thevenin F. Population study of food allergy in France. J Allergy Clin Immunol 2001 Jul;108(1):133-140.
7. Kimber I, Dearman RJ. Food allergy: what are the issues? Toxicol Lett 2001 Mar 31;120(1-3):165-170
8. Nowak-Wegrzyn A, Conover-Walker MK, Wood RA. Food-allergic reactions in schools and preschools. Arch Pediatr Adolesc Med 2001 Jul;155(7):790-795.
9. Pastorello EA, Trambaioli C. Isolation of food allergens. J Chromatogr B Biomed Sci Appl 2001 May 25;756(1-2):71-84.
10. Ring J, Brockow K, Behrendt H. Adverse reactions to foods. J Chromatogr B Biomed Sci Appl 2001 May 25;756(1-2):3-10.
11. Woods RK, Abramson M, Bailey M, Walters EH. International prevalences of reported food allergies and intolerances. Comparisons arising from the European Community Respiratory Health Survey (ECRHS) 1991-1994. Eur J Clin Nutr 2001 Apr;55(4):298-304

Fonte: :www.medstudents.com.br

Alergia

Muitos associam alergia sazonal a coriza, dor de cabeça ou congestão nasal.

Mas milhões de pacientes alérgicos também têm coceira, vermelhidão e lacrimejamento dos olhos.

Veja abaixo o que você deve saber a respeito de alergia ocular:

O que é alergia ocular?

Alergia ocular, ou conjuntivite alérgica, é uma condição médica que afeta 6 entre 10 pacientes alérgicos.

Quando o olho entra em contato com uma substância à qual o paciente é sensível, ocorre uma reação alérgica. Tal reação pode ser tanto imediata quanto tardia. A conjuntivite alérgica não é uma doença contagiosa, mas pode causar muito desconforto e irritação nos indivíduos que dela sofrem. Esfregar os olhos constantemente, que normalmente acompanha a alergia ocular não tratada, pode levar a problemas oculares mais sérios.

Quais são os sintomas de alergia ocular?

A alergia ocular pode estar acompanhada de qualquer um ou todos os sintomas a seguir:

Coceira nos olhos
Vermelhidão nos olhos
Queimação nos olhos
Lacrimejamento
Visão borrada
Sensação de arranhado no olho
Inchaço ou vermelhidão na parte interna das pálpebras
Sensibilidade à luz
Sensação de que há um corpo estranho no olho

O que causa a alergia ocular?

Os olhos disparam uma reação alérgica quando entram em contato com os alérgenos, ou substâncias às quais são sensíveis. Apesar de haver vários tipos de alérgenos, há alguns mais comuns, que você deve reconhecer.

Uma forma de ajudar a controlar a alergia ocular é tentar minimizar sua exposição aos alérgenos, tais como:

Pólen: Árvores, flores, grama e ervas liberam pólen no ar, que é carregado pelo vento. Quando a contagem de pólen é grande, normalmente durante a primavera e o outono, você pode ter alergia, mesmo que você nunca tenha tido antes.
Mofo:
Assim como o pólen, esporos de mofo são liberados no ar. Externamente, os esporos de mofo podem ser encontrados na grama, folhas e feno. Internamente, esporos de mofo desenvolvem-se em ambientes úmidos, tais como banheiros.
Pêlos de animais:
Pêlos de animais, particularmente de gatos, podem causar alergias. Estas pequenas esfoliações, parecidas com caspa que os animais soltam todos os dias podem permanecer no ar da casa e ficar aderidos em móveis e tapetes.

Outros alérgenos comuns incluem ácaros de poeira, poluição e cosméticos.

Fonte: www.alconlabs.com

Alergia

ALERGIAS RESPIRATÓRIAS

Ar condicionado e alergias respiratórias

O sistema de ar condicionado central contribui para o surgimento ou agravamento de alergias respiratórias.

Isso porque o filtro de ar desses aparelhos não está preparado para reter as micropartículas- fungos, bactérias, mofos, ácaros e vírus- causadoras do mal.

Salas amplas e cheias de gente trabalhando acabam se tornando ambientes insabulares, criando condições ideais para a proliferação das doenças provocadas por esse microorganismo.

Funcionamento

O aparelho capta ar e o filtra antes de jogá-lo novamente no ambiente. O resfriamento é feito por serpentinas contendo gás refrigerante ou água gelada. Nesse processo, o ar é desumidificado, ou seja, perde umidade.

Em seguida, o ar refrigerado é jogado nos dutos de ventilação por um ventilador centrífugo de alta pressão. O problema, segundo os médicos, é que os dutos de ar jamais são limpos e a sujeira vai se acumulando dentro deles. Sistema de ar condicionado central.

Doenças

O ar frio paralisa os cílios (pêlos) que revestem as paredes do sistema respiratório e são encarregados de jogar para fora as impurezas que entram junto com o ar que respiramos. Assim, fungos, mofo, bactérias, vírus e ácaros permanecem no organismo livres para provocar doenças respiratórias de natureza alérgica.

As doenças do aparelho respiratório são sinusite, rinite, otite, amigdalite, faringite, bronquite, pneumonia, asma, gripes e resfriados. Gripes, por exemplo, abaixam as defesas e favorecem infecções mais sérias, como pneumonia.

Otite Inflamação dos canais do ouvido, podendo ser externa e média(atrás dos tímpanos, que ficam cheios de pus)

Sinusite: Inflamação dos seios da face, chamados para-nasais(próximos do nariz)
Amigdalite:
Inflamação das amígdalas, provocando dor, inchaço e pus
Rinite:
Inflamação dos sistemas internos do nariz

Prevenção

Evitar locais fechados com grande concentração de pessoas, por tempo prolongado, pois facilita a contaminação. Salas com carpete, o perigo é dobrado.

Mesmo que a pessoa não seja alérgica, a exposição aos elementos causadores de alergias (ácaros, fungos, mofo, poeira de local fechado, bactérias) acba sensibilizando-a. A pessoa torna-se, então, alérgica.

É preciso, portanto, evitar o contato com os causadores da alergia.

Estatísticas

20% a 42% da população urbana é alérgica.
Os Estados Unidos gastam US$ 6,4 bilhões ao ano tratando pessoas com asma.
Nos EUA, a rinite alérgica responde por 45 milhões de faltas nas escolas por ano.

Tratamento

Evitar permanência em ambientes insabulares por muito tempo.
Tratar a alergia quando as crises surgirem.
Tomar vacinas, quando tiver indicação.
Alérgicos e pessoas com mais de 50 anos devem tomar vacinas contra gripe, pneumonias e outras infecções respiratórias, provocadas por bactérias pneumococcus e pelo vírus haemophilus influenzae.
Tomar banho na temperatura ambiente (mais frio).
Fazer exercícios físicos..
Praticar natação preferencialmente em piscina fria ( a recomendação não vale para quem tem sinusite, porque a natação agrava o problema).

Lugares sem sol atraem fungos, ácaros e alergias

Janelas fechadas, cortinas ou persianas que não deixam entrar nem uma nesga de sol e um ar que entra pelas narinas levando aos pulmões algo mais que puro oxigênio.

Se você mora ou trabalha num ambiente com ssas características, previna-se: lugares assim- onde apenas dez por cento do ar circulante é renovado com ar de fora do prédio- são propícios à proliferação das alergias respiratórias. Locais com refrigeração central são a habitação ideal para ácaros, fungos, bactérias e outroscausadores das alergias respiratórias.

Quando as salas são acarpetadas, então, o problema se agrava. "É impossível limpar o carpete, que sempre fica com resíduos de poeira", lembra o infectologista Edwin Castillo. Mas não pense que o ar condicionado em si seja uma maldição. É até recomendado para quem pode ter o equipamneto no carro. Especialmente no caso de quem é alérgico a pólen de flores e fumaça dos caminhões.

Também não representa perigo instalar em casa aquele aparelho pequeno, de parede, avalia Celso Rodrigues, chefe da Unidade de Pneumologia do Hospital de Base do Distrito Federal (FHDF). O ar é todo renovado pelo aparelho. Sai o ar quente do interior e entra novo ar de fora.

Mas há que se ter cuidado com a limpeza do filtro e da parte externa que reveste o aparelho. É que as fezes de pombos , por exemplo, representam perigo à saúde das pessoas. Quando secas elas podem ser aspiradas para dentro do sistema e ser levadas para o ambiente refrigerado. As fezes do pombo têm um fungo chamado criptococcus neoformans, que pode provocar pneumonia e meningite, lembra Edwin Castillo.

O calor do sol é o maior inimigo de fungos, ácaros e mofo. Por isso, recomenda o alergista Roberto Ronald Cardoso que deixe entrar em sua casa a luz do sol e o ar puro. Responsável pela Unidade de Alergia do HBDF, o médico lembra que evitar as causas das alergias respiratórias é fundamental. Significa manter a casa ou escritório livre da poeira, do mofo e dos insetos mortos. "O pó da barata morta, por exemplo, é um grande alergênico", garante o especialista.

Mas, em prédios públicos e de escritórios, essa estratégia não surte bons resultados, por causa das proporções do ambiente. E o sistema central de ar condicionado acaba perpetuando as doenças respiratórias

ALERGIAS MAIS FREQÜENTES

Os ácaros

Parente de carrapatos e micuins, esse aracnídeo microscópico, são mais comuns em ambientes úmidos e fechados. Eles se alimentam dos restos de peles de homens e animais que descamam e caem e infestam os colchões, almofadas, poltronas, móveis acolchoados e até bichinhos de pelúcia.

São minúsculos. Tem cerca de 0,5 mm de comprimento e são invisívies a olho nú. Os ácaros causam sintomas devido aos alergenos contidos nas suas fezes. As partículas fecais têm cerca de 20 mcm de diâmetro, ou seja, o mesmo tamanho que um grão de pólen.

Nos colchões e travesseiros a temperatura do corpo e a unidade causada pela respiração e transpiração propiciam o seu desenvolvimento.

A alergia de ácaros caseiros é a causa em potencial das rinites perenes e asma e possivelmente de eczemas.

Os alérgicos devem ter cuidados não só com a cama. Limpar ou eliminar tapetes, carpetes, cortinas e trocar a roupa de cama com freqüência ajudam no combate ao ácaro. Qualquer medida de limpeza que se tome diminui a quantidade de ácaro.

Além da limpeza da casa é preciso ter um hábito simples: abrir as janelas para entrar o sol e ventilar a casa.

Uma alternativa para ter a cama livre dos ácaros é a desacarização com filtro de água. A técnica aspira ácaros, fungos e peles e aplicarr um acarecida que bloqueia sua proliferação por 90 dias.

Para proteger a cama, o alérgico pode se valer ainda de capas para colchão e travesseiro confeccionadas totalmente em algodão. Elas são laváveis e possuem uma membrana interna que evita a proliferação do ácaro.

Asma

A asma, com os sintomas de tosse e falta de ar que se manifestam principalmente nos dias secos e poluídos, também pode surgir no ambiente de trabalho.

Existem registros de 149 casos de asma ocupacional. São pessoas que desenvolvem a asma porque inalam substâncias irritantes no ambiente de trabalho.

Detergentes, tintas, resinas e produtos de solda são algumas das 200 substâncias que causam asma do trabalho.

Há dois tipos de asma ocupacional: a alérgica, a mais comum, e a irritativa.

A alérgica se manifesta mesmo que a quantidade da substância presente no ambiente seja pequena, sensibilizando o aparelho respiratório.

A irritativa só se manifesta quando a substância está presente em grandes quantidades.

A asma ocupacional atinge principalmente adultos e tende a melhorar nos finais de semana e férias, quando a pessoa se afasta do local de trabalho.

A diferença entre a asma ocupacional e a convencional é que a segunda tem como principal elemento alérgeno o ácaro, presente na poeira doméstica.

O efeito dos diferentes tipos de asma é o mesmo: a contração dos brônquios (canais por onde passa o ar), que fecha as vias aéreas.

Uma pessoa com asma ocupacional pode minimizar ou mesmo acabar com os efeitos da doença mudando o local de trabalho.

Tratamento da rinite

A rinite é uma das alergias respiratórias mais comuns. Ela tem um comportamento perene (pode surgir o ano todo), mas tende a piorar nos meses mais frios.

O ácaro é o principal desencadeante das rinites. No inverno, ao tirar casacos e cobertores do armário, grandes quantidades de ácaro podem ser inaladas pelos alérgicos.

Além disso, gripes e resfriados, mais comuns nos meses de frio, irritam e inflamam mais a mucosa (revestimento interno do aparelho respiratório) e podem favorecer um quadro alérgico.

Há uma continuidade entre a mucosa do nariz e a mucosa que reveste os brônquios e bronquíolos.

Alguns estudos já demonstraram a relação entre rinite e asma. Assim, ao tratar a rinite, o alérgico pode diminuir a chance de ter uma crise de asma.

O uso de medicamentos fora da crises de rinite é um recurso importante para evitar um quadro intenso. Corticóides e outros inibidores do processo alérgico (cromoglicato de sódio) são algumas opções. Em casos específicos, vacinas também podem evitar uma crise.

Prova de pinçamento cutâneo

Com a prova de pinçamente é possível verificar as reações alérgicas do paciente. Injeta-se diferentes soluções alergenos e verifica-se o comportamento. Dessa forma, é possível detectar alergias aos ácaros e males tais como rinite, asma e eczemas.

Com a pele limpa, marca-se os lugares para o pinchamento e se coloca uma gota de solução de cada alergeno sobre a pele através de uma agulha com uma profundidade ao redor de 1 mm e se retira elevando a pele durante o procedimento. A pele não deve sangrar.

Poeira

A poeira domiciliar é o principal alergeno nas asmas, bronquites alérgicas e rinites. Compõe-se principalmente de restos alimentares, pelos, descamação da pele humana e animal, ácaros e cogumelos.

Rinite alérgica

É uma manifestação alérgica que compromete a mucosa nasal e freqüentemente as mucosas subjacentes - ouvidos, faringe, laringe, olhos brônquios - levando, no seu conjunto ao quadro clínico que reflete, mais ou menos, a extensão do comprometimento. Assim teremos as queixas de obstrução nasal, corisa, espirros, prurido no nariz, palato, garganta, olhos e ouvidos; sensação de peso e dor nas regiões malares e frontais; tosse seca; diminuição da audição; rouquidão, etc. Os sintomas da rinite são variáveis com idade e condições ambientais.

Vacinas

Nome genérico de derivados biológicos, amplamente utilizados na prevenção de doenças infecciosas, como por exemplo poliomielite, meningite, hepatite, varíola, asma tétano; nas imunodeficiências (vide infecções de repetição) e em algumas alergias como rinite, asma e estrófulo (vide texto).

São respiratórias, de pele e alimentares. Doença não tem cura.

O que é?

Doença hereditária causada por um defeito no sistema imunológico. O organismo do alérgico, ao se deparar com substâncias comuns, como poeira, pelos de animais ou certos tipos de alimentos, acaba reconhecendo-as como prejudiciais ao organismo.

As defesas do corpo identificam então essas substâncias como se fossem elementos estranhos, pensando serem vírus ou bactérias.

Os vilões

1 Ácaro: Invisível a olho nu, esse aracnídeo é comum em ambientes úmidos e fechados. Esconde-se na poeira dos móveis. É o principal causador das rinites perenes e da asma
2 Fiapos de lã:
Bichos que dormem dentro de casa, como cães, gatos e passarinhos, soltam grandes quantidades de fiapos e causam alergias. Brinquedos como ursinhos de pelúcia e bonecas felpudas também são uma ameaça
3 Grãos de pólen:
O pólen é uma das principais causas das alergias respiratórias. É formado por pequeninos grãos que se desprendem das flores e vagam no ar. A alergia ao pólen é popularmente chamada de "febre do feno"

Sintomas

Nariz obstruído
Secreção intensa
Coceira no nariz
Espirros freqüentes
Chiado no peito
Tosse seca ou catarro
Olhos e pálpebras vermelhos e inchados
Respiração pela boca à noite
Dores freqüentes nos ouvidos
Febres
Infecções de garganta.

Os números: 20% da população mundial sofrem de algum tipo de alergia.

As mais comuns

Asma ou bronquite alérgica

Dificuldade crônica de respirar, chiado no peito, cansaço e tosse.

É agravada por: gripes, resfriados, frio, vento, chuva, perfumes fortes, fumaça de cigarro e problemas emocionais.

Eczema

Presença, na pele, de pequenas feridas avermelhadas, ressecadas e com coceira intensa. As lesões surgem nos cotovelos, atrás dos joelhos, no pescoço, nos tornozelos, punhos e dorsos das mãos.

Alergia a alimentos

Provoca dores de estômago, vômitos, diarréia, náuseas, aftas e ulcerações na boca. Peixes, crustáceos, ovos, leite de vacas, frutas cítricas, amendoim e tomate são as comidas que costumam desencadeá-la.

Fonte: www.santalucia.com.br

Alergia

Alergia ocular

Alergia ocular ocorre quando o olho entra em contato com substâncias que lhe causam alergia, chamadas alérgenos, que podem ser ácaros (animais microscópicos), poeira, pêlos e pólen.

Quando isto ocorre, os olhos podem ficar vermelhos, inchados, sensíveis à luz, com lacrimejamento e apresentar discreta secreção aquosa. O sintoma mais freqüente e característico da alergia ocular é a coceira. A alergia ocular ocorre principalmente nas pessoas que sofrem de alergia em outras partes do corpo como asma, rinite e alergia de pele, porém pode ocorrer isoladamente.

Como seu oftalmologista pode tratar a sua alergia ocular?

Atualmente existem várias medicações oculares extremamente eficazes para prevenir e aliviar os sintomas de alergia ocular. O seu oftalmologista é o profissional mais indicado para receitar a medicação mais apropriada para o seu caso.

Dicas de como evitar as crises de alergia ocular

Manter o ambiente sempre livre de pó.
Manter os ambientes arejados e com boa exposição ao sol para evitar formação de bolor.
Evitar objetos que acumulem poeira como: cortina, carpete, tapete, bicho de pelúcia, etc.
Evite uso de vassoura e espanadores, prefira pano úmido para retirar a poeira.
Sempre que possível expor a roupa de cama ao sol e lavar em água quente.
Evite coçar os olhos, pois isto estimula mais a alergia ocular, podendo causar um ciclo vicioso.
Evitar ambientes com muito pó, fumaça ou com odores fortes.
Lavar roupas guardadas há muito tempo antes de usá-las.
Se possível evitar ter animais domésticos de estimação que soltem pêlos.
Evitar manusear objetos com muito pó (livros, documentos antigos).
Lavar roupas guardadas há muito tempo antes de usá-las.
Evitar plantas com flores dentro de casa.
Mantenha o filtro do ar condicionado sempre limpo.

Atenção!

Informe seu oftalmologista sobre qualquer medicamento que estiver usando. É essencial que você siga as instruções de tratamento, pelo tempo necessário que seu oftalmologista indicou.

Evite a automedicação! Siga corretamente a receita do seu médico e não interrompa o tratamento por conta própria!

Blefarite

A blefarite é uma inflamação crônica das margens das pálpebras. As pálpebras podem se tornar inchadas, congestionadas e vermelhas, podendo haver secreção, que é mais acentuada pela manhã e deixa as pálpebras aderidas ao acordar. Outros sintomas incluem sensação de corpo estranho e irritação ocular. O tratamento e prevenção baseiam-se no combate à infecção, no fortalecimento do tecido glandular e na higiene das pálpebras.

A limpeza palpebral

A limpeza das pálpebras deve ser feita à noite, ao deitar , por 04 a 06 semanas. Depois deste período, ela deverá ser feita a cada 5 dos 7 dias da semana e deverá ser mantida durante alguns meses.

Higiene das pálpebras ao deitar

1- Compressas mornas: Coloque compressas mornas sobre ambos os olhos por cinco minutos.
2 - Limpeza das pálpebras:
A limpeza das pálpebras é difícil de ser executada pelo próprio paciente, devendo ser feita por outra pessoa. A pálpebra inferior é puxada para baixo e o paciente olha para cima. A outra pessoa então passa, cuidadosamente, o cotonete umedecido em água morna sobre os cílios por, aproximadamente, 30 segundos. A pálpebra superior é então puxada para cima e o paciente olha para baixo. O cotonete é novamente passado sobre os cílios por aproximadamente 30 segundos. Ao afastar a pálpebra do globo ocular e fazer com que o paciente olhe na direção oposta, evita-se que o olho seja esfregado acidentalmente, o que poderia causar desconforto. Todo o processo é repetido no outro olho.
3- Pomada antibiótica:
Depois da limpeza, é aplicada uma pomada antibiótica em ambos os olhos, afastando a pálpebra inferior para baixo, pedindo ao paciente que olhe para cima. Coloca-se então uma camada de pomada antibiótica na bolsa formada entre a pálpebra e o globo ocular. O paciente fecha os olhos e pisca. Uma vez que a pomada vai obscurecer a visão, é melhor fazer a limpeza das pálpebras seguida da colocação da pomada antibiótica à noite.

Fonte: www.senado.gov.br

Alergia

Alergia Ocular

É a hipersensibilidade dos olhos a determinadas substâncias; ocorre como uma reação do olho ao entrar em contato com elas. Estas substâncias são chamadas de alérgenos.

O que são os alérgenos?

São substâncias estranhas aos nossos olhos e que provocam a resposta de hipersensibilidade do nosso organismo, chamada de resposta alérgica ou simplesmente alergia. Existe uma grande variedade de alérgenos.

São comuns: poeira, pólens, pêlos de animais, medicamentos (p. ex. os produtos de limpeza de lentes de contato), etc.

Como se manifesta a alergia?

Manifesta-se como conjuntivite (alérgica) que pode afetar um ou os dois olhos, causando principalmente olho vermelho e coceira. Podem haver ainda lacrimejamento, fotofobia (sensibilidade a luz), sensação de areia no olho e as pálpebras "coladas" ao acordar.

Geralmente a alergia ocular é pouco grave, embora seja muito desconfortável para o paciente e, com frequência ela é recorrente. A alergia ocular em sua forma mais séria podem levar a alterações da córnea, como opacificação.

Todos podem ter alergia?

Qualquer pessoa pode desenvolver alergia em algum momento. A alergia ocular ocorre com mais frequência em quem sofre de outros tipos de alergia, como rinite, alergia de pele e asma.

Como se tratam estas alergias?

Existem vários medicamentos (colírios) para o tratamento da alergia ocular.

Eles geralmente não tem o objetivo de curar, mas de previnir, aliviar os sintomas e tornar as crises alérgicas menos intensas. É importante tentar identificar o alérgeno, para afastar o contato com ele.

Dicas de como reduzir as crises alérgicas

Mantenha o ambiente livre de pó.
Mantenha o ambiente arejado e ensolarado para evitar a formação de bolor.
Lave as roupas guardadas por muito tempo, antes de usar.
Evite objetos que juntam pó - cortina, tapetes, bichos de pelúcia.
Limpe com frequência o filtro do ar condicionado.
Evite flores dentro de casa.

Fonte: atlas.ucpel.tche.br

Alergia

Alergias Respiratórias

Alergia é uma forma diferente de reagir a estímulos aparentemente inofensivos. As alergias mais freqüentes são a asma (ou bronquite) e a rinite.

A primeira é crônica e provoca falta de ar, chiado e cansaço. Atinge 10% da população mundial e ainda causa a morte de muitos jovens.

Já a rinite é decorrente da sensibilidade exagerada da mucosa nasal, caracterizando-se por espiros repetidos, coriza, congestão e coceira no nariz. Embora tenha sintomas semelhantes aos do resfriado, a rinite não dá febre e não é infecciosa.

Há genes que determinam maior susceptibilidade à doença, que pode aparecer em qualquer idade, sendo mais comum na infância.

Asma ou rinite?

As principais causas da asma e da rinite são alergia à poeira doméstica, a ácaros, ao mofo, aos pêlos de animais e a alimentos. Entre os fatores irritantes, estão a fumaça de cigarro, as mudanças de tempo e a poluição, além das gripes, resfriados, uso de certos medicamentos e aspectos emocionais, como o estresse. A poeira doméstica, por exemplo, mistura substâncias vivas e inertes, constituídas de restos humanos, fibras de tecidos, escamas da pele humana e dos animais, bactérias, mofo, bolores e ácaros. No inverno, a umidade e a temperatura favorecem ácaros e bolores. Além disso, a permanência das pessoas dentro de casa é agravado pelo uso de carpetes, cortinas e cobertores, fontes de ácaros.

A maior incidência de gripes e resfriados piora a asma e a rinite.

Os sintomas da alergia são uma reação de defesa do organismo, que age através de anticorpos de um tipo especial (chamado imunoglobulina E ou IgE), que o alérgico fabrica em grande quantidade. Estes anticorpos estão na mucosa respiratória e se ligam a um tipo de célula especial, chamada mastócito. A reação do alérgeno (substância que causa alergia) com o anticorpo IgE libera substâncias químicas pelos mastócitos (mediadores), provocando inflamação local, responsável pelo inchaço da mucosa. A repetição do processo alérgico causa inflamação crônica.

O médico pode realizar testes cutâneos alérgicos para confirmar o diagnóstico e programar o tratamento. As crises leves passam desapercebidas. Os sintomas são discretos e o sono não é prejudicado. Às vezes, tosse é o único sintoma. Nas crises moderadas, os sintomas são mais fortes, com chiados intensos, falta de ar, tosse e cansaço. A pessoa não dorme bem e não consegue praticar exercícios. Nas crises fortes, a falta de ar é grave, ocorre mal-estar e chiado intenso. Em alguns casos, a respiração é pesada, rápida. O indivíduo mal consegue falar ou caminhar.

Para controlar a asma, é preciso conhecer seu tipo, avaliar a função pulmonar (através) da medida do sopro ou peak flow) e saber interpretar suas variações. A rinite alérgica prejudica muito a qualidade de vida e o convívio social. Os sintomas são espirros repetidos, coriza líquida abundante, coceira nasal, congestão nasal, olhos avermelhados e irritados, além de pigarro ou tosse. Mas muitos não se preocupam com os sintomas, que podem se manter por meses. Neste caso, o problema prejudica o nariz, forçando a respiração pela boca. Há sensação de desconforto na garganta, variando de pigarro a amigdalites e faringites repetidas.

Nas crianças, a respiração bucal prolongada leva também à diminuição do apetite. Estes pacientes dormem mal e roncam à noite, prejudicando o aprendizado na escola porque tornam-se sonolentas e desatentas. O hábito de respirar pela boca pode ser prejudicial também aos dentes, causando deformidades no tórax, mesmo quando a criança não tem asma. Outras complicações da rinite são sinusites, amigdalites ou faringites, inflamações repetidas no ouvido e hipertrofia das adenóides (chamadas de carnes do nariz). Há alterações no olfato, no paladar e na audição, além de dores de cabeça, falta de ar, tosse, febre e olheiras.

O inverno propicia também o aparecimento de infecções respiratórias, que causam espasmo (estreitamento), edema (inchaço) e inflamação, resultando em crises de rinite e asma. Alguns tipos de vírus provocam mais asma que outros. Um exemplo é rinovírus, que ataca bebês. Por isto, o alérgico deve evitar locais com multidões ou contato com pessoas gripadas. nas crianças alérgicas e nos idosos, são indicadas vacinas para tratar a gripe. As infecções por bactérias não têm relação direta com a rinite ou com a asma, embora possam agravar a inflamação das vias respiratórias.

As alternativas de tratamento

A sinusite é a inflamação da mucosa que reveste os seios da face. Os sintomas são sinusite, dor de cabeça, congestão e secreção nasal purulenta. Nas crianças, a dor de cabeça pode estar ausente. O único sintoma é a tosse, que piora à noite. A sinusite piora a rinite e causa infecções oculares, pneumonias, asma e até meningite. Para cada pessoa e faixa de idade, há diferentes fatores desencadeantes de alergia. Idosos, crianças e gestantes têm características imunológicas que os tornam mais vulneraveis às infecções respiratórias, aumentando as chances de piora da alergia no caso de virose respiratória. A tosse não é doença, mas um sintoma de alteração do organismo. Tossir é um reflexo natural para desobstruir as vias aéreas e constitui um mecanismo de defesa, auxiliando a expulsão de agentes nocivos das vias aéreas. Pode ser recente ou crônica, seca ou com catarro, ocorrendo isoladamente ou em acessos, com horário certo ou não. Pode ser rouca ou acompanhada de vômitos associados. É importante que o paciente e a família saibam que, se a tosse permanece, é necessário consultar um médico, em vez de insistir no uso de xaropes caseiros. A asma e a rinite precisam ser tratadas de forma contínua e não só nos momentos de crise. O primeiro passo é identificar a causa da alergia e afastá-la. Para asma e rinite, recomendam-se medidas de controle ambiental contra a poeira e ácaros. O segundo passo é a escolha de remédios para reduzir a inflamação e controlar os sintomas. O terceiro passo é o uso de vacinas (imunoterapia).

Quanto mais se consegue melhorar o ambiente da casa onde vive o alérgico, melhores os resultados, menos remédios e menos vacinas. Medidas devem ser tomadas para evitar o contao abusivo com os alergenos, principalmente em relação à limpeza da casa e do dormitório. A limpeza diária da casa deveser feita com pano ímido, evitando o uso de espanadores. O ideal é que o ambiente seja arejado, sem tapetes ou cortinas. Devem-se evitar animais dentro de casa. O cigaroo é proibido.

Para rinite, indicam-se antialérgicos ou ant-hitamínicos (medicamentos que aliviam os sintomas como coriza, espirros e obstrução nasal), sob a forma de xaropes, comprimidos e, atualmente, em sprays para uso nasal. mas o tratamento da rinite alérgica exige medicações preventivas como cromoglicato dissódico ou os corticóides nasais, que atuam como agentes inibidores da inflamação alérgica. Para a asma, há medicamentos de alívio, como broncodilatadores, usados no momento de crises e remédios preventivos, como o cromoglicato, o nedocromil e sprays de corticóides (que reduzem a inflamação), usados sob orientação médica. O objetivo das vacinas é diminuir a sensibilidade à poeira e aos ácaros. O tratamento é a longo prazo, mas tem bons resultados. As injenções são via subcutânea, com doses crescentes do antigeno. A alergia é crônica e deve ser tratada também de forma preventiva. Recomenda-se praticar esportes ao ar livre, ter alimentação saudável, com bastante líquido e não fumar. O alérgico, bem orientado, pode levar uma vida vida normal, sem restrições.

Fonte: www.asmaticos.org.br

Alergia

Alergias Respiratórias

Com a chegada do inverno muitas pessoas, adultos e crianças, são acometidos pelas chamadas alergias respiratórias.

A grande maioria dos pacientes apresenta sintomas de rinite (espirros e escorrimento pelo nariz, principalmente pela manhã), bronquite (tosse com ou sem catarro) e asma (falta de ar ou dificuldade de respirar).

Antes de tudo, é bom saber o que é alergia.

Trata-se de uma doença hereditária (transmitida dos pais para os filhos), relacionada ao sistema imunológico (de defesa) da pessoa.

Se um dos pais é alérgico, a chance de o filho ser é de 20%; se os dois pais são, as chances passam a ser de 80%. Este fator sofre influências, também, da região e do ambiente onde a pessoa vive, que podem, ou não, facilitar o desencadeamento da doença, explicam os especialistas em alergia clínica e ambiental.

Segundo os médicos, no caso do Brasil, um país tropical com grande extensão territorial, as pessoas alérgicas sofrem influências de fatores ambientais inerentes a cada região, por exemplo: no sul, são registrados mais processos alérgicos desencadeados devido ao pólen que cai das flores e à alimentação.

Nas grandes cidades do sudeste, como Rio de Janeiro e São Paulo, as influências são devido à poluição ambiental causada pela fumaça do trânsito, indústrias e chaminés.

Caso seja comprovado o fator alérgico – como tosse constante, dor no peito e nariz escorrendo, com freqüência –, os médicos aconselham a procurar um especialista, para diagnosticar as causas. Na maioria dos casos, as alergias podem ser controladas evitando-se o contato com as substâncias causadoras, monitorando o ambiente e eliminando os fatores externos que possam estar desencadeando o processo alérgico. O correto é tratar os sinais e sintomas da doença, para que ela não progrida. Em algumas situações, no entanto, é necessária a prescrição de medicamento antialérgico (corticóides como última opção).

Conforme atesta o médico, alguns casos mais graves, como a asma não controlada e as reações anafiláticas devem ser tratadas com urgência.

A reação anafilática, que pode ser desencadeada, principalmente, por picada de insetos (abelhas, vespas e formigas), medicamentos (antibióticos, ácido acetil salicílico entre outros) e ingestão de certos alimentos (como frutos do mar), tem como sintomas: inchaço principalmente da região do rosto (boca e olhos), dificuldade de respirar e tontura.

Além dos fatores genético e ambiental, o especialista alerta para a tendência de alimentos – como corantes, chocolate e leite – serem grandes desencadeadores de alergia. Ou seja, para driblar esta grande vilã, que acompanha a humanidade durante séculos, é importante minimizar os fatores de risco, procurando viver em um ambiente seco (sem umidade), ventilado (sem fungo e ácaro – parasita responsável por desencadear processos alérgicos) e limpo (sem poeira ou sujeira).

Dica

Limpe a casa com um pano umedecido em água ou álcool, evitando desinfetante e outros produtos químicos.
Nada de espanador, cortinas de tecido e carpete, que concentram muita poeira.
Os ácaros, principais causadores de alergia, são abundantes nos colchões e travesseiros, locais onde costumamos passar grande parte do nosso dia e por isso é imprescindível o uso de capas impermeáveis aos ácaros.
Evite ter no quarto almofadas, bichinhos de pelúcia e cortinas pesadas, pois tudo isso se torna ninho de ácaros.
Deixe entrar ar e sol sempre que possível nos cômodos, evitando assim o aparecimento de fungos.

Os principais tipos de alergias respiratórias

Rinite Alérgica

Sintomas: coceira no nariz, nariz escorrendo e muitos espirros.
Causas:
pó (ácaros e fungos), cheiros fortes, lustra móveis, fumaça de cigarro, mudança de temperatura.
Portanto, a melhor medida para aliviar suas crises é evitar as causas: manter a casa arejada, evitar produtos de limpeza com cheiro forte, eliminar focos de mofo, principalmente dos armários e forrar colchões e travesseiros com capas anti-ácaro, além de evitar sair, bruscamente, de locais quentes para locais com ar condicionado.

Bronquite Alérgica

Sintomas: tosse, peito cheio.
Causas:
infecção, poeira doméstica

Asma

Sintomas: chiado no peito, dificuldade de respirar, tosse.
Causas:
infecções, poeira doméstica, cheiros fortes, inseticidas, lustra móveis, tinta e alguns medicamentos, como, por exemplo, Aspirina, AAS, Novalgina.
Para o reconhecimento da asma é necessário conhecer suas diferentes manifestações: na asma leve os sintomas são discretos e esporádicos, não há sintomas entre as crises, não prejudica o sono, não atrapalha as atividades físicas, não provoca falta às aulas ou ao trabalho. Na asma moderada os sintomas já são mais significativos: há cansaço, chiado e tosse, aparecem sintomas noturnos e prejudica o sono, atrapalha as atividades diárias (estudo, trabalho, esportes). Na asma forte, os sintomas são intensos e até diários, o sono é muito prejudicado, há muita interferência na vida escolar e profissional, as atividades físicas são limitadas.

Dermatoses Alérgicas

a) Dermatite de contato: Caracteriza-se por coceira e inchaço local. É causada pelo contato da pele com alguma substância irritante ou alergênica, como por exemplo: níquel de bijuterias, certas tintas como de jornal, certos cosméticos, produtos de limpeza, etc.
b) Dermatite Atópica ou Eczema:
O principal sintoma é a coceira na pele desencadeada por algum tipo de alergia.

Alguns especialistas definem dois tipos de eczema: o atópico e o de contato.

O atópico é mais comum em crianças e as coceiras aparecem principalmente na parte posterior das pernas, cotovelos, pescoço e dorso das mãos. Na maioria dos casos, tende a desaparecer na puberdade. Suas causas não estão bem definidas, mas acredita-se que determinados corantes e conservantes alimentares possam ser uns dos responsáveis. A pele se torna seca na região, o que acaba piorando a coceira, por isso aconselha-se manter a pele sempre hidratada, evitar banhos quentes e prolongados e usar sabonetes especiais sem esfregar.

O de contato pode ser desencadeado pelo contato da pele com algum tipo de substância como níquel, látex e conservantes. É preciso identificar a causa e evitar o contato.

Fonte: www.sespa.pa.gov.br

Alergia

REAÇÕES ALÉRGICAS

As reações alérgicas, também denominadas reações de hipersensibilidade, são reações do sistema imune nas quais o tecido normal do corpo élesado.

Os mecanismos através dos quais o sistema imune defende o corpo e através dos quais uma reação de hipersensibilidade pode lesá-lo são similares.

Conseqüentemente, os anticorpos, os linfócitos e outras células, os quais são componentes protetores do sistema imune, participam tanto nas reações alérgicas quanto nas reações às transfusões de sangue, na doença auto-imune e na rejeição de um órgão transplantado.

Quando a maioria dos indivíduos utiliza o termo reação alérgica, eles estão referindo-se a reações que envolvem anticorpos da classe da imunoglobulina E (IgE).

Os anticorpos da classe IgE ligam-se a células especiais, incluindo os basófilos presentes no sangue e os mastócitos presentes nos tecidos. Quando anticorpos IgE que se encontram ligados a essas células encontram antígenos, neste caso chamados alergenos, as células são estimuladas a liberar substâncias químicas que lesam os tecidos circunjacentes.

Um alergeno pode ser qualquer coisa (uma partícula de pó, o pólen de uma planta, um medicamento ou um alimento) que atue como um antígeno para estimular uma resposta imune.

Algumas vezes, o termo doença atópica é utilizado para descrever um grupo de doenças mediadas pela IgE e freqüentemente hereditárias, como a rinite alérgica e a asma alérgica. As doenças atópicas são caracterizadas pela sua sua tendência a produzir anticorpos IgE contra inalantes inofensivos (p.ex., pólen, mofo, pelos de animais e ácaros da poeira).

O eczema (dermatite atópica) também é uma doença atópica, embora o papel dos anticorpos IgE neste distúrbo seja menos claro.Contudo, um indivíduo com doença atópica não apresenta um maior risco de produzir anticorpos IgE contra alergenos injetados (p.ex., medicamentos ou venenos de insetos).

As reações alérgicas variam de leves a graves. A maioria das reações consistem apenas no incômodo do lacrimejamento e do prurido ocular e algum espirro.

No outro extremo, as reações alérgicas podem ser letais quando envolvem uma dificuldade respiratória súbita, uma disfunção cardíaca ou uma hipotensão arterial grave, levando ao choque. Este tipo de reação, denominada anafilaxia, pode ocorrer em pessoas sensíveis em situações diversas, como logo após a ingestão de certos alimentos, após o uso de determinados medicamentos ou após uma picada de abelha.

Diagnóstico

Como cada reação alérgica é desencadeada por um alergeno específico, o principal objetivo do diagnóstico é a sua identificação. O alergeno pode ser uma planta sazonal ou um produto vegetal (p.ex., pólen de capim, de grama ou de erva-desantiago [tasneira]) ou uma substância como a caspa do gato, medicamentos ou alimentos. O alergeno pode causar uma reação alérgica quando ele entra em contato com a pele ou com o olho, é inalado, ingerido ou injetado. Freqüentemente, o alergeno pode ser identificado através de uma investigação minuciosa realizada tanto pelo médico quanto pelo paciente.

Existem exames que podem ajudar a determinar se os sintomas são relacionados à alergia e podem identificar o alergeno envolvido. Uma amostra de sangue pode revelar a presença de muitos eosinófilos, um tipo de leucócito que aumenta de quantidade durante as reações alérgicas. O teste de radioalergoabsorção (RAST) mede as concentrações séricas de anticorpos IgE específicos de um determinado alergeno, o que pode auxiliar no diagnóstico de uma reação cutânea alérgica, de uma rinite alérgica sazonal ou de uma asma alérgica.

Os testes cutâneos são extremamente úteis para identificar determinados alergenos. Para o teste cutâneo, pequenas quantidades de soluções diluídas, produzidas a base de extratos de árvores, gramíneas (capim, grama), ervas daninhas, pólens, poeira, caspa animal, venenos de insetos, alimentos e alguns medicamentos são injetadas individualmente na pele do indivíduo. Quando ele é alérgico a uma ou mais dessas substâncias, o local em que a solução foi injetada forma uma pápula edematosa (um inchaço semelhante à urticária, circundado por uma zona avermelhada) em 15 a 20 minutos. O RAST pode ser utilizado quando o teste cutâneo não pode ser realizado ou quando este não for seguro. Ambos os testes são altamente específicos, acurados e, freqüentemente, mais baratos e seus resultados são rapidamente conhecidos.

Tratamento

Evitar um alergeno é melhor que tentar tratar uma reação alérgica. Evitar uma substância pode significar a interrupção do uso de um determinado determinado medicamento, a instalação de condicionadores de ar com filtros, a interdição de animais de estimação dentro de casa ou o não consumo de determinado tipo de alimento. Algumas vezes, um indivíduo alérgico a uma substância relacionada a um determinado tipo de trabalho pode ter que mudar de atividade. Os indivíduos com alergias sazonais intensas podem aventar a possibilidade de mudar para uma região onde o alergeno não existe.

Outras medidas envolvem a redução da exposição ao alergeno.

Por exemplo, um indivíduo alérgico à poeira doméstica pode remover os móveis que acumulam poeira, tapetes, cortinas etc.; cobrir colchões e travesseiros com protetores plásticos; retirar a poeira e limpar freqüentemente a casa com esfregão umedecido; usar condicionadores de ar para reduzir a umidade elevada dentro de casa, a qual favorece o desenvolvimento dos ácaros da poeira; e instalar filtros de ar de alta eficácia.

Como alguns alergenos, especialmente os aerógenos, não podem ser evitados, os médicos freqüetemente utilizam métodos para bloquear a resposta alérgica e prescrevem medicamentospara aliviar os sintomas.

Imunoterapia Alergênica

Quando um alergeno não pode ser evitado, a imunoterapia alergênica (injeções contra a alergia) pode prover uma solução alternativa. Na imunoterapia, quantidades diminutas do alergeno são injetadas sob a pele (via subcutânea) em doses progressivamente maiores, até ser atingido um nível de manutenção. Esse tratamento estimula o organismo a produzir anticorpos bloqueadores ou neutralizadores que podem atuar na prevenção de uma reação alérgica. Finalmente, a concentração sérica de anticorpos IgE, os quais reagem com o antígeno, também pode diminuir. Contudo, a imunoterapia deve ser realizada com cuidado, pois a exposição demasiadamente precoce a uma dose elevada do alergeno pode desencadear uma reação alérgica.

Embora muitos indivíduos sejam submetidos à imunoterapia alergênica e os estudos demonstrem que ela é útil, as relações custo-benefício e risco-benefício nem sempre são favoráveis. Alguns indivíduos e algumas alergias tendem a responder melhor que outros. A imunoterapia é mais freqüentemente utilizada para pessoas alérgicas a pólens, ácaros da poeira doméstica, venenos de insetos e caspa animal. A imunoterapia para os indivíduos com alergia alimentar geralmente não é aconselhável devido ao risco de anafilaxia.

O procedimento é mais eficaz quando são aplicadas injeções de manutenção durante o ano. Geralmente, o tratamento é inicialmente administrado uma vez por semana. A maioria dos indivíduos pode continuar com injeções de manutenção a cada 4 a 6 semanas.

Como podem ocorrer reações adversas após a aplicação de uma injeção de imunoterapia, o médico deve insistir para que o paciente permaneça no consultório durante pelo menos 20 minutos após o procedimento.

São sintomas possíveis de uma reação alérgica os espirros, a tosse, o rubor, a sensação de formigamento, o prurido, a sensação de aperto no peito, os sibilos e a urticária. Quando ocorrem sintomas leves, a medicação (tipicamente um anti-histamínico, como a difenidramina ou a clorfeniramina) pode ajudar a bloquear a reação alérgica. As reações mais graves exigem uma injeção de epinefrina (adrenalina).

Anti-histamínicos

Os anti-histamínicos são os medicamentos mais comumente utilizados no tratamento de alergias (eles não são utilizados no tratamento da asma).

No organismo, existem dois tipos de receptores de histamina: o receptor de histamina1 (h6) e o de histamina2 (H2). O termo anti-histamínico geralmente refere-se a medicamentos que bloqueiam o receptor da histamina1; a estimulação desse receptor pela histamina acarreta lesão dos tecidos-alvos.

Os bloqueadores da histamina1 não devem ser confundidos com os medicamentos que bloqueiam o receptor de histamina2 (bloqueadores de H2), os quais são utilizados no tratamento das úlceras pépticas e da azia.

Muitos efeitos desagradáveis mas relativamente menores de uma reação alérgica - prurido ocular, coriza e prurido cutâneo - são causados pela liberação da histamina. Outros efeitos da histamina (p.ex., falta de ar, hipotensão arterial e inflamação da garganta), os quais podem bloquear o fluxo de ar, são mais perigosos.

Todos os anti-histamínicos produzem efeitos desejados similares. Eles diferem sobretudo em relação aos efeitos indesejáveis ou adversos. Tanto os efeitos desejáveis quanto os indesejáveis variam consideravelmente de acordo com o antihistamínico específico e com a o indivíduo que o está utilizando.

Por exemplo, alguns anti-histamínicos possuem um efeito sedativo maior que outros, embora a suscetibilidade a esse efeito seja variável.

Algumas vezes, os efeitos indesejáveis podem ser utilizados de forma vantajosa. Por exemplo, como alguns anti-histamínicos produzem ochamado efeito anticolinérgico, o qual resseca as membranas mucosas, eles são utilizados para reduzir a coriza causada pelo resfriado.

Alguns anti-histamínicos podem ser adquiridos sem prescrição médica (remédios de venda livre), podendo ser de ação rápida e de ação prolongada e podem ser combinados com descongestionantes, os quais contraem os vasos sangüíneos e ajudam a aliviar a obstrução nasal. Outros anti-histamínicos exigem prescrição supervisão médica.

A maioria dos anti-histamínicos tende a causar sonolência.

De fato, devido ao seu efeito sedativo potente, eles são o componente ativo de muitos remédios, de venda livre, contra a insônia.

A maioria dos anti-histamínicos possuem potentes efeitos anticolinérgicos, os quais podem causar confusão mental, tontura, boca seca, constipação, dificuldade de micção e visão borrada, especialmente em indivíduos idosos.Entretanto, a maioria dos indivíduos que utilizam esses medicamentos não apresenta efeitos adversos e pode utilizar medicamentos de venda livre, os quais são mais baratos que os anti-histamínicos não sedativos prescritos pelo médico.

A sonolência e os outros efeitos colaterais também podem ser minimizados iniciando-se o tratamento com uma dose baixa e aumentando-a progressivamente até atingir uma dose que controle os sintomas de modo eficaz. Atualmente, existe no mercado um grupo de anti-histamínicos não sedativos que também são causa efeitos colaterais anticolinérgicos. Este grupo inclui o astemizol, a cetirizina e a loratadina.

Alguns Anti-histamínicos de Receita Obrigatória e de Venda Livre
Prescrição
Astemizol
Azatadina
Cetirizina
Ciproeptadina
Dexclorofeniramina
Loratadina
Metdilazina
Prometazina
Trimeprazina
Tripelenamina
Sem Prescrição
Bromofeniramina
Clorfeniramina
Clemastina
Dexbromofeniramina
Difenidramina
Fenindamina
Pirilamina
Triprolidina

Tipos de Reações Alérgicas

Os diferentes tipos de reações alérgicas geralmente são classificados de acordo com a sua causa, com a parte do corpo mais afetada e outros fatores.

A rinite alérgica é um tipo comum de reação alérgica. Trata-se de uma alergia a partículas aerógenas (habitualmente pólens e gramíneas, mas, ocasionalmente, fungos, poeiras e caspa animal) que produz espirros, prurido nasal, coriza ou obstrução nasal, prurido e irritação ocular. A rinite alérgica pode ser sazonal ou perene (todo o ano).

Rinite Alérgica Sazonal

A rinite alérgica sazonal é uma alergia a pólens aerógenos e é comumente denominada febre do feno ou polinose.

As estações de pólen variam consideravelmente em diferentes partes de um mesmo país. No leste, no sul e no meio-oeste dos Estados Unidos, os pólens causadores da febre do feno na primavera geralmente são provenientes de árvores (p.ex.,carvalho, olmo, bordo, amieiro, bétula, junípero e oliveira); no início do verão, de gramíneas (p.ex.,capim-azul, capim-rabo-de-rato, capim forrageiro e grama de jardim); e no final do verão, da tasneira. No oeste dos Estados Unidos, as gramíneas (capins,gramas) polinizam durante muito mais tempo,e existem outras plantas que perdem as folhas no outono.Ocasionalmente, a alergia sazonal pode ser causada por esporos de mofo.

Sintomas e Diagnóstico

Assim que a estação de pólen inicia, o nariz, o palato, a parte posterior da garganta e os olhos começam a coçar de forma gradual ou abrupta. A seguir, o indivíduo apresenta lacrimejamento, espirros e uma coriza com secreção aquosa e transparente. Alguns indivíduos apresentam cefaléia, tosse e sibilos, tornam-se irritadiços e depressivos, perdem o apetite e apresentam insônia. A parte interna das pálpebras e a esclera podem inflamar (conjuntivite). A mucosa nasal pode edemaciar e tornar-se vermelho-azulada, acarretando coriza e obstrução nasal.

A rinite alérgica sazonal é fácil de ser reconhecida. Os testes cutâneos e os sintomas apresentados pelo indivíduo podem ajudar o médico a determinar qual pólen que está causando o problema.Os anti-histamínicos geralmente constituem o tratamento inicial para a rinite alérgica sazonal. Algumas vezes, um descongestionante (p.ex., pseudo-efedrina ou fenilpropanolamina) é administrado pela via oral para aliviar a coriza e a obstrução nasal. No entanto, o seu uso deve ser evitado nos indivíduos hipertensos, exceto quanto ele for recomendado e controlado por um médico.

O cromoglicato dissódico, um spray nasal, é outro remédio que pode ser útil. Ele necessita de prescrição médica e é mais caro que os antihistamínicos comuns.

Os seus efeitos geralmente limitam-se às áreas de aplicação (p.ex., nariz e parte posterior da garganta). Quando os antihistamínicos e o cromoglicato dissódico não conseguem controlar os sintomas desagradáveis da alergia, o médico pode prescrever sprays de corticosteróides. Estes são notavelmente eficazes e os mais recentes praticamente não produzem efeitos adversos. Quando essas medidas fracassam, pode ser necessária a administração de corticosteróides orais, durante breve período (habitualmente menos de 10 dias) para manter a situação difícil sob controle.

Os indivíduos que apresentam efeitos adversos graves causados pelo uso de medicações, aqueles que freqüentemente devem tomar corticosteróides orais, ou aqueles que apresentam asma devem considerar a possibilidade de uma imunoterapia alergênica, a qual consiste em uma série de injeções que podem ajudar a evitar os sintomas da alergia. A imunoterapia alergênica para a rinite alérgica sazonal deve ser iniciada alguns meses antes da estação de pólen.

Rinite Alérgica Perene

A rinite alérgica perene (todo o ano) causa sintomas semelhantes aos da rinite alérgica sazonal, mas os sintomas variam de gravidade, freqüentemente de forma imprevisível, durante o ano.

Em uma alergia perene, o alérgeno pode ser o ácaro da poeira doméstica, penas, caspa animaldo em crianças. O médico deve diferenciar a rinite alérgica perene da sinusite (infecção recorrente dos seios da face) e dos pólipos nasais (formações anormais intranasais). A sinusite e os pólipos nasais podem ser complicações da rinite alérgica.

Alguns indivíduos que apresentam inflamação nasal crônica, sinusite, pólipos nasais, testes cutâneos negativos e uma grande quantidade de eosinófilos (um tipo de leucócito) na secreção nasal são propensos a apresentar uma reação grave à aspirina e a outros antiinflamatórios não esteróides. Nesses indivíduos, a reação adversa geralmente manifesta-se como uma crise grave de asma de difícil tratamento. Os indivíduos que tendem a apresentar essa reação devem evitar o uso de antiinflamatórios não esteróides.

Os indivíduos com coriza e obstrução nasal crônica, mas sem sinusite, pólipos nasais ou qualquer alergia demonstrável, podem ter uma doença diferente (rinite vasomotora) cuja origem não é alérgica.

Tratamento

Quando alergenos específicos são identificados, o tratamento para a rinite alérgica perene é muito parecido com o da rinite alérgica sazonal. Embora o uso de corticosteróides orais geralmente não seja aconselhável, sprays nasais de corticosteróides prescritos pelo médico podem ajudar muito.

O indivíduo não deve usar descongestionante em gotas ou em spray nasal de venda livre mais do que alguns dias a cada vez, pois o uso contínuo durante uma semana ou mais pode acarretar um efeito rebote que pode piorar ou prolongar a inflamação nasal. Algumas vezes, a cirurgia é necessária para remover pólipos nasais ou tratar uma sinusite.

Conjuntivite Alérgica

A conjuntivite alérgica é uma inflamação alérgica da conjuntiva, a membrana delicada que reveste a parte interna da pálpebra e a superfície externa do olho.

Na maioria dos indivíduos, a conjuntivite alérgica faz parte de uma síndrome alérgica maior, como a rinite alérgica sazonal. Entretanto, ela pode ocorrer isoladamente em alguns indivíduos que tiveram contato direto com substâncias aerógenas como pólens, esporos de fungos, poeira e caspa animal. A esclera (branco dos olhos) torna-se vermelha e edemaciada, os olhos coçam e podem lacrimejar abundantemente. As pálpebras podem tornar-se edemaciadas e vermelhas.

A sensibilização, que é a exposição a um antígeno que produz uma reação de hipersensibilidade, também pode ocorrer quando são utilizados gotas ou pomadas para os olhos, cosméticos (p.ex., delineadores e pós faciais) ou substâncias químicas que são levadas aos olhos pelos dedos (como pode ocorrer com indivíduos que trabalham com substâncias químicas). Essas reações, comumente envolvendo a pele da pálpebra e em torno do olho, são exemplos de dermatite de contato.

Tratamento

Os anti-histamínicos orais são o principal tratamento para a conjuntivite alérgica. Eles também podem ser administrados sob a forma de colírios, nos quais eles são comumente combinados com vasoconstritores para reduzir a hiperemia. No entanto, o anti-histamínico em si ou algo presente na solução algumas vezes piora a reação alérgica. Por essa razão, o uso de anti-histamínico oral é geralmente preferível. O cromoglicato dissódico, o qual também é comercializado sob a forma de colírio, impede principalmente os sintomas alérgicos quando um indivíduo prevê que vai entrar em contato com um alergeno.

Os colírios contendo corticosteróides podem ser utilizados em casos muito graves, mas eles podem causar complicações (p.ex., glaucoma). Um oftalmologista deve controlar regularmente a pressão ocular quando um indivíduo estiver sendo tratado com corticosteróides aplicados diretamente nos olhos.A lavagem dos olhos com colírios suaves (p.ex.,lágrimas artificiais) pode ajudar a reduzir a irritação. Qualquer substância que possa estar causando a reação alérgica deve ser evitada. O paciente não deve usar lentes de contato durante os episódios de conjuntivite. Quando os outros tratamentos não produzirem resultados satisfatórios, a imunoterapia alergênica pode ser recomendada.

Alergia e Intolerância Alimentar

Uma alergia alimentar é uma reação alérgica aum determinado alimento. Uma condição muito mais comum, a intolerância alimentar, não é uma reação alérgica, mas representa um efeito indesejável produzido pela ingestão de um determinado alimento.

Alergias Alimentares Comuns:

Leite
Ovos
Mariscos
Nozes, castanhas
Trigo
Amendoins
Soja
Chocolate

Muitos indivíduos não toleram determinados alimentos por vários motivos que não a alergia alimentar. Por exemplo, eles podem não possuir uma enzima necessária para a digestão do alimento. Quando o sistema digestivo de um indivíduo não tolera determinados alimentos, o resultado pode ser um desconforto gastrointestinal, a produção de gases, a náusea, a diarréia ou outros problemas. Geralmente, as reações alérgicas não são responsáveis por esses sintomas.

Existem muitas afirmativas controversas a respeito da "alergia alimentar", as quais acusam os alimentos de serem responsáveis por problemas que variam desde a hiperatividade em crianças até a fadiga crônica. Outras afirmativas pouco embasadas acusam a alergia alimentar de ser a responsável pela artrite, pelo mau desempenho esportivo, pela depressão e por outros problemas.

Sintomas

Um problema comum, que pode ser uma manifestação de alergia alimentar, começa na infância e, geralmente, ocorre quando na família existem casos de doenças atópicas (p.ex., rinite alérgica ou asma alérgica). O primeiro indício de uma presdisposição alérgica pode ser uma erupção cutânea como o eczema (dermatite atópica). A erupção pode ou não ser acompanhada por sintomas gastrointestinais (p.ex., náusea, vômito e diarréia) e pode ou não ter sido desencadeada por uma alergia alimentar. Em torno do primeiro ano de vida, o eczema freqüentemente deixa de ser um problema importante. As crianças com alergia alimentar podem apresentar outras doenças atópicasà medida que crescem (p.ex., asma alérgica e rinite alérgica sazonal). No entanto, em adultos e em crianças com mais de 10 anos, é improvável que o alimento seja o responsável por sintomas respiratórios, embora os resultados dos testes cutâneos possam permanecer positivos.

Alguns indivíduos apresentam reações alérgicas muito graves a alergenos potentes e específicos existentes em alimentos, especialmente em nozes/castanhas, legumes, sementes e mariscos. Os indivíduos com este tipo de alergia alimentar podem apresentar uma reação grave, mesmo quando consomem uma quantidade mínima do alimento agressor. Eles podem apresentar uma erupção cutânea generalizada, sentir a sua garganta inchar e fechar e podem apresentar dificuldade respiratória. Uma queda súbita da pressão arterial pode acarretar tontura e desmaio. Essa emergência potencialmente letal é denominada anafilaxia. Alguns indivíduos somente apresentam anafilaxia quando exercitam-se após ingeriremo alimento agressor.

Os aditivos alimentares podem causar sintomas como conseqüência de uma alergia ou de uma intolerância. Alguns alimentos contêm toxinas ou substâncias químicas (p.ex., histamina) que são responsáveis por reações adversas não alérgicas. Compostos como o glutamato monossódico não causam alergias. Existem relatos de que os sulfitos (p.ex., o metabissulfito, que é encontrado em muitos produtos alimentares com conservante) e os corantes (p.ex., a tartrazina, um corante amarelo encontrado em doces, refrigerantes e em muitos alimentos preparados e comercializados) desencadeiam crises de asma e de urticária em indivíduos sensíveis a eles. Alguns indivíduos apresentam enxaqueca após a ingestão de determinados alimentos.

Geralmente, as alergias e as intolerâncias alimentares são evidentes, embora nem sempre seja fácil realizar a distinção entre uma alergia verdadeira e uma intolerância. Nos adultos, a digestão aparentemente impede as respostas alérgicas a muitos alergenos ingeridos. Um exemplo é a asma do padeiro, na qual os trabalhadores de padarias apresentam sibilos ao respirar em meio à poeira da farinha de trigo ou de outros grãos, mas eles conseguem consumi-los sem apresentar qualquer reação alérgica.

Diagnóstico

Algumas vezes, os testes cutâneos ajudam no diagnóstico de uma alergia alimentar. Um teste cutâneo positivo não significa necessariamente que o indivíduo é sensível a um determinado alimento, mas um teste cutâneo negativo torna improvável a sensibilidade ao mesmo. Após um teste cutâneo positivo, o alergologista pode necessitar de um teste de provocação oral para estabelecer definitivamente o diagnóstico.

Em um teste de provocação oral, o alimento suspeito é oculto em uma outra substância (p.ex., leite ou suco de maçã) e, em seguida, é solicitado ao indivíduo que ele o ingira. Quando o teste não produz sintomas, o paciente não é alérgico àquele alimento. Os melhores testes de provocação são os testes "cegos", isto é, às vezes o alimento em questão realmente está misturado com um outro e outras vezes não. Nesses testes, o médico pode determinar com certeza se o paciente apresenta sensibilidade ao alimento agressor. Uma dieta de eliminação pode ajudar na identificação da causa de uma alergia. O indivíduo pára de consumir os alimentos que provavelmente podem estar causando os sintomas. Posteriormente, os alimentos são reintroduzidos na dieta, um de cada vez. O médico pode receitar

uma dieta inicial utilizando produtos puros, a qual deve ser seguida rigorosamente. Esta dieta não é fácil de ser seguida, pois existem muitos produtos alimentares ocultos como ingredientes de outros alimentos. Por exemplo, o pão de centeio comum contém alguma farinha de trigo. Além dos alimentos ou líquidos especificados na dieta inicial, nenhum outro pode ser consumido. Não é aconselhável comer em restaurantes, pois o paciente e o médico devem conhecer todos os ingredientes contidos em cada refeição consumida.

Tratamento

Não existe um tratamento específico para as alergias alimentares além de deixar de consumir os alimentos que desencadeiam a alergia. Qualquer indivíduo com alergia grave, erupções cutâneas, urticária (edema dos lábios e da garganta) ou falta de ar deve tomar muito cuidado para evitar os alimentos agressores.

A dessensibilização, através da ingestão de pequenas quantidades de um alimento ou do uso de gotas sublinguais de extratos do alimento, não demonstrou eficácia. Os anti-histamínicos são de pouca utilidade prática como agentes preventivos, mas podem ser úteis nas reações agudas generalizadas com urticária e angioedema (urticária gigante).

Anafilaxia

A anafilaxia é uma reação aguda, generalizada, potencialmente grave e que pode ser letal em um indivíduo previamente sensibilizado pela exposição a um alergeno e que entra novamente em contato com o mesmo alergeno.

A anafilaxia pode ser causada por qualquer alergeno. Os mais comuns são medicamentos, venenos de insetos, determinados alimentos e injeções de imunoterapia alergênica. A anafilaxia não ocorre na primeira exposição ao alergeno. Por exemplo, a primeira exposição de um indivíduo à penicilina ou a primeira picada de uma abelha não desencadeia a anafilaxia, mas uma exposição posterior pode desencadeá-la. Contudo, muitos indivíduos não se recordam da primeira exposição.

Uma reação anafilática começa quando o alergeno penetra na corrente sangüínea e reage com um anticorpo da classe da imunoglobulina E (IgE). Esta reação estimula as células a liberarem histamina e outras substâncias envolvidas nas reações inflamatórias imunes. Em resposta, as vias aéreas pulmonares podem contrair e causar sibilos; os vasos sangüíneos podem dilatar e causar hipotensão arterial; e as paredes dos vasos sangüíneos podem permitir o extravasamento de líquido e causar edema e urticária. A função cardíaca pode ser comprometida, com batimentos irregulares e bombeamento de sangue inadequado. O indivíduo pode entrar em choque.

As reações anafilatóides assemelham-se às reações anafiláticas, mas podem ocorrer após a primeira injeção de determinados medicamentos e substâncias (p.ex., polimixina, pentamidina, opióides ou meios de contraste utilizados nos estudos radiográficos). O mecanismo de ação não envolve anticorpos da classe IgE e, por essa razão, não se trata de uma reação alérgica. A aspirina e outros antiinflamatórios não esteróides podem causar reações anafilatóides em alguns indivíduos, particularmente naqueles que apresentam rinite alérgica perene e pólipos nasais.

Sintomas

Os sintomas começam imediatamente ou quase sempre nas 2 horas subseqüentes à exposição à substância agressora. O indivíduo pode sentir-se mal, tornar-se agitado e apresentar palpitações, formigamento, prurido e hiperemia cutânea, pulsação nos ouvidos, tosse, espirro, urticária, edemaou uma maior dificuldade respiratória devida à asma ou à obstrução da traquéia. O colapso cardiovascular pode ocorrer sem sintomas respiratórios. Geralmente, um episódio inclui sintomas respiratórios ou cardiovasculares, não ambos, e o indivíduo apresenta a mesma sintomatologia nos episódios posteriores. Entretanto, a anafilaxia pode apresentar uma evolução tão rápida que pode acarretar colapso, convulsões, perda do controle vesical, inconsciência ou acidente vascular cerebral em 1 a 2 minutos. A anafilaxia pode ser fatal a menos que o indivíduo receba o tratamento de emergência imediatamente.

Prevenção

É muito provável que um indivíduo que apresentou anafilaxia devido a uma picada de abelha volte a apresentá-la se for novamente picado. O mesmo é válido para as exposições repetidas a qualquer outro alergeno (p.ex., um medicamento). A realização de um teste cutâneo cada vez que o indivíduo for tomar um medicamento não é prática. Entretanto, os indivíduos com história de alergia ao soro animal (p.ex., antitoxina tetânica derivada do soro do cavalo) ou à penicilina devem ser testados antes de sua administração.

A imunoterapia alergênica administrada durante um longo período evita a anafilaxia nos indivíduos que sabidamente são alérgicos a alergenos inevitáveis (p.ex., picadas de insetos). A imunoterapia não é utilizada quando a substância agressora pode ser evitada, como é o caso da penicilina e de outros medicamentos. No entanto, quando um indivíduo necessita de um determinado medicamento (p.ex., penicilina ou uma antitoxina derivada do soro do cavalo), uma dessensi-bilização rápida pode ser realizada, a qual é acompanhada rigorosamente em um consultório médico ou em um hospital.

Alguns indivíduos apresentam uma história de reações anafilatóides a meios de contraste que são injetados para a realização de determinados estudos radiográficos. Embora os médicos tentem evitar o uso desses contrastes nesses pacientes, alguns distúrbios não podem ser diagnosticados sem os mesmos.

Nestes casos, contrastes especiais que reduzem a incidência de reações podem ser utilizados. Além disso, medicamentos que bloqueiam as reações anafiláticas (p.ex., prednisona, difenidramina ou efedrina) podem ser úteis quando administrados antes da injeção do contraste.

Tratamento

O tratamento inicial para a anafilaxia é uma injeção de adrenalina (epinefrina). Os indivíduos alérgicos a picadas de insetos ou a determinados alimentos, especialmente aqueles que já apresentaram um episódio de anafilaxia, devem sempre carregar consigo uma seringa de autoinjeção de epinefrina para um tratamento de emergência rápido.

Com freqüência, este tratamento interrompe uma reação anafilática. No entanto, qualquer indivíduo que esteja apresentando uma reação anafilática deve procurar o serviço de emergência de um hospital assim que possível, pois pode ser necessária uma monitorização rigorosa dos sistemas cardiovascular e respiratório e a disponibilidade de um tratamento rápido e sofisticado.

Urticária

A urticária é uma reação da pele caracterizada por pequenas elevações pálidas ou avermelhadas (placas de urticária).

Existe uma doença denominada angioedema que está relacionada à urticária e que, algumas vezes, coexiste com esta. O angioedema afeta áreas maiores e tecidos mais profundos, sob a pele. A urticária e o angioedema são reações do tipo anafilático limitadas à pele e aos tecidos subjacentes. Esses distúrbios podem ser desencadeados por alergenos ou outros agentes ou a sua causa pode ser desconhecida. Os alergenos comuns incluem medicamentos, picadas ou mordidas de insetos, injeções de produtos alérgicos e certos alimentos, sobretudo ovos, mariscos, nozes e castanhas e frutas. Às vezes, a urticária ocorre subitamente após o indivíduo consumir uma quantidade mínima de um determinado alimento. Outras vezes, ela ocorre somente após o indivíduo consumir grandes quantidades do alimento (p.ex.,morangos). Além disso, a urticária algumas vezes acompanha infecções virais como a hepatite, a mononucleose infecciosa e a rubéola.

Freqüentemente, é difícil explicar a urticária que recorre ao longo de semanas ou meses. É possível que uma causa específica nunca seja encontrada. É muito raro que uma alergia seja a causa, embora o uso desapercebido e prolongado de algum aditivo alimentar, medicamento ou outra substância química possa ser o responsável pelo problema. Os exemplos incluem os conservantes, os corantes e outros aditivos alimentares, traços mínimos de penicilina no leite (utilizada pelos fazendeiros no tratamento de infecções do gado) e alguns medi-camentos de venda livre. Raramente, uma doença crônica concorrente (lúpus eritematoso sistêmico, policitemia vera, linfoma, hipertireoidismo ou uma infecção) está associada à urticária. Embora a suspeita de fatores psicológicos seja freqüente, eles são raramente identificados.

Certos medicamentos (p.ex., aspirina) podem agravar os sintomas. Um indivíduo com urticária causada pela aspirina pode reagir de forma semelhante a outros antiinflamatórios não esteróides (p.ex., ibuprofeno) ou à tartrazina, um corante amarelo utilizado para dar cor a alguns alimentos e medicamentos. O angioedema que recorre sem sinal de urticária comum pode ser um distúrbio denominado angioedema hereditário.

Sintomas e Diagnósticos

Em geral, o primeiro sintoma da urticária é o prurido, o qual é rapidamente seguido pelo surgimento de placas de urticária, áreas lisas e discretamente elevadas que são mais vermelhas ou mais pálidas que a pele circunjacente e geralmente permanecem pequenas (com diâmetro inferior a 1,3 cm). Quando as placas são maiores (até 20 cm de diâmetro), as áreas centrais podem apresentar uma tonalidade clara, formando anéis. Comumente, os episódios de urticária vêm e vão; uma placa pode permanecer por várias horas, desaparecendo em seguida e reaparecendo em um outro local.

No angioedema, o edema freqüentemente atinge grandes áreas e estende-se profundamente sob a pele. Ele pode afetar parcial ou totalmente as mãos, os pés, as pálpebras, os lábios, os órgãos genitais ou inclusive o revestimento da boca, da garganta e das vias respiratórias, acarretando dificuldade respiratória.

Geralmente, um exame médico é desnecessário quando a urticária ocorre abruptamente e desaparece rapidamente sem uma recorrência. Ele raramente revela uma causa diferente da que era evidente desde o início. No entanto, quando o angioedema ou a urticária recorre sem motivo, a avaliação médica é aconselhável.

Tratamento

A urticária que ocorre subitamente geralmente desaparece sem qualquer tratamento em questão de dias e, algumas vezes, em questão de minutos. Quando a causa não é evidente, o indivíduo deve interromper o uso de todos os medicamentos não essenciais até o desaparecimento da reação. O uso de anti-histamínicos (p.ex., difenidramina, clorfeniramina ou hidroxizina) alivia parcialmente o prurido e reduz o edema. O uso da prednisona, um corticosteróide, durante vários dias pode reduzir o edema e o prurido muito intensos.

Qualquer indivíduo que entra em colapso ou que apresenta dificuldade de deglutição ou respiratória deve ser submetido a um tratamento de emergência. É administrada uma injeção de epinefrina (adrenalina) juntamente com anti-histamínicos o mais rapidamente possível. O mais adequado é continuar o tratamento no serviço de emergência de um hospital, onde o tratamento poderá ser cuidadosamente monitorado e ajustado de acordo com a necessidade.

A urticária crônica pode também ser aliviada por anti-histamínicos. A doxepina, um antidepressivo, é eficaz para alguns adultos. Como a utilização de corticosteróides por mais de 3 a 4 semanas causa muitos efeitos adversos, esses medicamentos somente são prescritos para os sintomas graves e quando todos os outros tratamentos fracassaram. A utilização de corticosteróides deve ser a mais breve possível. Em 50% dos casos, a urticária crônica não tratada desaparece em dois anos. Freqüentemente, o controle do estresse ajuda a reduzir a freqüência e a gravidade dos episódios.

Angiodema Hereditário

O angioedema hereditário é um distúrbio genético associado a uma deficiência do inibidor C1, uma proteína do sangue.

O inibidor C1 faz parte do sistema do complemento, um grupo de proteínas envolvidas em algumas reações imunes e alérgicas. A deficiência ou a atividade subnormal do inibidor C1 produz episódios de inflamação em áreas localizadas da pele e no tecido subcutâneo ou nas membranas mucosas que revestem os orifícios do corpo (p.ex., boca, garganta e trato gastrointestinal). As lesões ou as doenças virais freqüentemente desencadeiam os episódios, os quais podem ser agravados pelo estresse emocional. Tipicamente, os episódios produzem áreas de inflamação que são mais dolorosas que pruriginosas e não são acompanhadas por urticária. Muitos indivíduos apresentam náusea, vômito e cólicas. A complicação mais grave é o edema das vias respiratórias superiores, o qual pode interferir na respiração. A dosagem da concentração sérica do inibidor C1 e a mensuração de sua atividade estabelecem o diagnóstico.

Tratamento

Algumas vezes, uma droga denominada ácido aminocapróico pode interromper um episódio de angioedema hereditário. A epinefrina, os anti-histamínicos e os corticosteróides são freqüentemente prescritos, embora não existam provas de que esses medicamentos sejam eficazes. Durante um episódio agudo, a respiração pode rapidamente tornar-se obstruída e pode ser necessária a colocação de um tubo respiratório na traquéia do indivíduo.

Certos tratamentos podem ser úteis na prevenção de episódios. Por exemplo, antes de ser submetido a uma pequena cirurgia ou a algum tratamento dentário, o indivíduo com angioedema hereditário pode receber uma transfusão de plasma fresco para elevar a concentração do inibidor C1 no sangue. A administração de inibidor C1 purificado pode evitar episódios de angioedema hereditário, mas ele ainda não está disponível para uso geral. Para a prevenção prolongada, os esteróides anabólicos orais (andrógenos) como o estanozolol ou o danazol podem estimular o corpo a produzir mais inibidor C1. Como essas substâncias podem produzir efeitos colaterais masculinizantes, as doses devem ser cuidadosamente avaliadas e controladas quando administradas em mulheres.

Mastocitose

A mastocitose é um distúrbio no qual os mastócitos,células produtoras de histamina envolvidas nas reações imunes, acumulam-se nos tecidos da pele e, às vezes, em várias outras partes do corpo.

A forma mais comum da mastocitose pode limitar-se à pele, especialmente em crianças, ou pode envolver outros órgãos (estômago, intestinos, fígado, baço, linfonodos e ossos). As formas mais raras de mastocitose podem estar associadas a um distúrbio grave do sangue (p.ex., leucemia aguda, linfoma, neutropenia crônica ou algum distúrbio mieloproliferativo) ou a doenças muito graves denominadas leucemia de mastócitos e mastocitose agressiva. Aproximadamente 90% dos indivíduos com mastocitose comum e menos de 50% dos indivíduos com outras formas de mastocitose apresentam urticária pigmentosa (pequenos pontos castanhoavermelhados disseminados por todo o corpo e que, freqüentemente, causam urticária e hiperemia quando esfregados ou coçados).

A causa da mastocitose é desconhecida. Ao longo de anos, ocorre um acúmulo progressivo de mastócitos e isto produz um aumento gradual da sintomatologia, mas os sintomas geralmente podem ser controlados durante décadas com medicação. Alguns indivíduos com mastocitose apresentam dores articulares e ósseas e uma tendência a apresentar reações alérgicas graves, inclusive com sintomas similares aos da anafilaxia. Eles também podem apresentar úlceras pépticas e diarréia crônica, pois o estômago produz um excesso de histamina.

Tratamento

O tratamento da mastocitose depende de dois tipos de anti-histamínicos: bloqueadores dos receptores de histamina1, o tipo utilizado no tratamento de alergias, e bloqueadores dos receptores de histamina2, o tipo utilizado no tratamento de úlceras pépticas. Quando a mastocitose está associada a um distúrbio subjacente grave, o tratamento é muito mais complexo.

Alergia Física

A alergia física é um distúrbio no qual os sintomas alérgicos ocorrem em resposta a um estímulo físico, como o frio, a luz solar, o calor ou uma lesão menor.

Os sintomas mais comuns da alergia física são o prurido, as manchas na pele e a urticária. Alguns indivíduos apresentam constrição das vias respiratórias com dificuldade respiratória. Uma forte reação à luz solar (fotossensibilidade) pode causar tanto a urticária quanto manchas cutâneas incomuns. A fotossensibilidade também pode ser decorrente do uso concomitante de determinados medicamentos ou substâncias aplicados sobre a pele.

Os indivíduos particulamente sensíveis ao calor podem apresentar um distúrbio denominado urticária colinérgica: pequenas urticárias altamente pruriginosas, circundadas por um anel avermelhado. A urticária colinérgica também é desencadeada pelo exercício, pela tensão emocional ou por qualquer atividade que produza a sudorese. Os indivíduos particularmente sensíveis ao frio podem apresentar urticárias, inflamação da pele, asma ou coriza e obstrução nasal quando expostos a baixas temperaturas.

Tratamento

A melhor forma de enfrentar uma alergia física é preveni-la, evitando o que pode causá-la. Os indivíduos com sintomas alérgicos devem deixar de usar cosméticos e cremes de pele, loções e óleos durante algum tempo, para verificar se alguma dessas substâncias está agravando a alergia. Geralmente, o prurido pode ser aliviado por um anti-histamínico (p.ex., difenidramina, ciproeptadina ou a hidroxizina). A ciproeptadina tende a funcionar melhor nos casos de urticária provocada pelo frio e a hidroxizina na urticária causada pelo estresse. Os indivíduos que apresentam uma alta sensibilidade à luz solar devem utilizar filtros solares e reduzir a exposição ao sol.

Reações Alergicas Induzidas pelo Exercício

Em alguns indivíduos, o exercício pode produzir um episódio de asma ou uma reação anafilática aguda.

A asma é um tipo de reação anormal induzida pelo exercício. A asma induzida pelo exercício ocorre freqüentemente em indivíduos que sofrem de asma, embora alguns apresentem asma somente quando se exercitam. Após cinco a dez minutos de exercício vigoroso, tipicamente iniciando após a interrupção do exercício, o indivíduo apresenta uma sensação de aperto no peito associada a sibilos e dificuldade respiratória. É mais provável que a asma induzida pelo exercício ocorra quando o ar é frio e seco.

Um problema muito mais raro é a anafilaxia induzida pelo exercício, a qual pode ocorrer após um exercício vigoroso. Em alguns indivíduos, este distúrbio ocorre somente após o consumo de um alimento específico antes de se exercitar.

Tratamento

Para a asma induzida pelo exercício, o tratamento visa tornar o exercício possível sem o desencadeamento de sintomas. Normalmente, o objetivo pode ser atingido através da inalação de um medicamento beta-adrenérgico aproximadamente 15 minutos antes do início do exercício. O cromoglicato dissódico é útil para alguns indivíduos. Para aqueles que sofrem de asma, o controle da asma através dos meios usuais freqüentemente previne a forma induzida pelo exercício.

Os indivíduos com anafilaxia induzida pelo exercício devem evitar tanto o exercício quanto o alimento que sabidamente desencadeia os sintomas quando combinado com o exercício. Alguns descobrem que o aumento gradual da intensidade e da duração do exercício os torna mais tolerantes. Eles devem sempre carregar consigo uma seringa auto-injetável de epinefrina para um tratamento de emergência rápido.

Fonte: www.msd-brazil.com

Alergia

A alergia é uma reação de hipersensibilidade a uma substância geralmente inofensiva. Há uma série de substâncias, chamadas de alérgenos, que podem incomodar seu filho. Dentre os alérgenos comuns encontram-se pólen, pêlo animal, pó caseiro, penas, ácaros, substâncias químicas e vários alimentos. Algumas alergias causam principalmente sintomas respiratórios; outras podem gerar sintomas diversos como dor de cabeça, fadiga, febre, diarréia, dor de barriga e vômito. Este item trata das alergias respiratórias, tanto crônicas quanto sazonais.

A criança com uma alergia respiratória pode ter nariz entupido e/ou coriza, espirros, coceira na pele e nos olhos e/ou olhos vermelhos, lacrimejantes.

É desnecessário dizer que isso pode ser muito desconfortável. Se o problema é sazonal ou crônico depende do alérgeno em questão.

As alergias sazonais tendem a ser causadas por pólen; portanto, os sintomas recorrem mais ou menos na mesma época todos os anos, geralmente na época de floração da planta agressora.

A febre de feno é um exemplo de alergia sazonal. A febre de feno da primavera na maioria das vezes decorre do pólen da grama e das árvores, ao passo que a febre de feno no final do verão e início de outono é geralmente causada pela sensibilidade ao pólen de ambrosia-americana e mofo.

As alergias permanentes ou crônicas são geralmente causadas por fatores presentes no ambiente o ano todo, como pêlo animal, poeira ou penas.

A rinite alérgica é uma inflamação crônica da membrana mucosa que reveste as vias nasais, causada por uma reação alérgica.

É caracterizada por nariz entupido, coriza, espirros freqüentes e uma tendência a respirar pela boca. Os olhos da criança podem ficar vermelhos e lacrimejantes.

Dor de cabeça, coceira, rinorragia e fadiga podem ser complicações secundárias. Círculos escuros embaixo dos olhos (chamados de "olheiras alérgicas"), além de um rosto inchado, são freqüentes. Os bebês com rinite crônica são muitas vezes alérgicos a alimentos, na maioria das vezes a leite de vaca. As crianças mais velhas com coriza constante muitas vezes reagem a lã, mofo, penas, poeira, pêlo animal e/ou pólen. Contudo, em alguns casos, a coriza constante talvez não seja resultado de uma reação alérgica, e deve ser diferenciada de uma doença subjacente mais séria, como sinusite crônica. Essa tarefa é melhor desempenhada por um profissional de saúde.

Sejam os sintomas sazonais ou crônicos, há muitas vezes uma história de alergias na família; muitas vezes, o pai ou o avô de uma pessoa alérgica também era alérgico.

Na presença de um alérgeno, o sistema imunológico da criança libera histaminas e sustâncias químicas semelhantes para combater o que considera um agente invasor. Essas substâncias químicas causam uma série de reações, inclusive inchaço, congestão das vias nasais e maior produção de muco. É basicamente uma reação hipersensível ou excessivamente ativa do corpo da criança ao estímulo externo. A criança em crescimento torna-se mais capaz de combater infecções com o amadurecimento do seu sistema imunológico e pode também superar as alergias.

As alergias também podem contribuir para a ocorrência de outros problemas de saúde crônicos, como acne, asma, enurese, infecções de ouvido crônicas, eczema, irritabilidade e até mesmo dificuldade de concentração. As reações alérgicas podem ocorrer imediatamente após a exposição à substância agressora ou podem demorar dias para aparecer. Uma reação alérgica retardada pode dificultar a detecção do alérgeno.

TRATAMENTO CONVENCIONAL

O tratamento de uma alergia muitas vezes começa com a identificação dos alérgenos causadores do problema.

Há vários testes que seu médico pode recomendar para identificar os alérgenos que afligem seu filho:

O teste do arranhão consiste em colocar um pouco do alérgeno diluído em uma pequena área da pele levemente arranhada. Se aparecer um calombo em quinze minutos, seu filho provavelmente é alérgico a essa substância.

O teste intradérmico consiste em injetar na pele os alérgenos suspeitos em determinados intervalos de tempo. Uma injeção de controle (sem qualquer alérgeno) também é administrada. Se o alérgeno produzir uma pápula (caroço vermelho que coça), seu filho é alérgico àquela substância. O teste intradérmico é mais preciso do que o teste do arranhão, mas a criança corre um risco maior de ter uma reação grave.

O exame de sangue (um exame radioalergoadsorvente ou RAST) mede os níveis totais e específicos de IgE e IgG, anticorpos produzidos pelo sistema imunológico. Um nível elevado de qualquer um dos dois pode indicar uma reação alérgica à substância que está sendo testada.

Depois que os exames tiverem sido concluídos, pode-se recomendar um tratamento. Os anti-histamínicos são os medicamentos usados mais comumente em caso de alergias respiratórias. Os anti-histamínicos bloqueiam a ação de substâncias químicas chamadas histaminas, produzidas pelo corpo em resposta à presença de uma alérgeno. As histaminas causam inchaço e congestão das vias nasais e maior produção de muco. Ao bloquear sua ação, os anti-histamínicos diminuem os sintomas alérgicos. A bromofeniramina, difenidramina e clorfeniramina são anti-histamínicos comuns vendidos sem receita médica, indicados para muitas alergias respiratórias.

Dentre os anti-histamínicos vendidos com receita médica encontram-se a azatadina, clemastina, astemizol, prometazina e terfenadina. A terfenadina e o astemizol são drogas relativamente novas que têm o benefício de não causar a sonolência que outros anti-histamínicos causam. Consulte seu médico antes de dar um anti-histamínico ao seu filho. Alguns desses remédios não são recomendados para crianças com menos de dois anos.

O cromoglicato dissódico é um medicamento vendido com receita médica que pode ser usado como spray nasal para prevenir os sintomas das alergias respiratórias. Reveste as membranas do nariz e estabiliza os glóbulos brancos para que não reajam a substâncias estranhas. Em alguns casos, esse remédio pode causar problemas gastrointestinais ou irritação da garganta e do nariz, mas normalmente produz poucos efeitos colaterais e é em geral considerado seguro, pois é minimamente absorvido pela corrente sangüínea. Sua principal desvantagem é que deve ser usado de forma constante, seis vezes ao dia, durante pelo menos duas semanas antes que comece a surtir efeito.

Os descongestionantes diminuem a congestão nasal e o inchaço ao comprimir os vasos sangüíneos nas membranas nasais, permitindo assim que o muco seja expelido de forma mais eficaz. Os descongestionantes são encontrados em forma de comprimido, gotas nasais e sprays nasais. Entre eles, encontram-se a oximetazolina, fenilefrina, fenilpropanolamina e pseudoefedrina.

Esses medicamentos têm uma série de efeitos colaterais comuns, inclusive agitação e insônia. Do mesmo modo, se uma forma em spray ou gotas for usada mais de três ou quatro dias seguidos, cria dependência, resultando no agravamento dos sintomas quando a administração do remédio é interrompida.

Consulte seu médico antes de dar um descongestionante ao seu filho. Alguns desses remédios não são recomendados para crianças com menos de dois anos.

A tendência tem sido usar cada vez mais sprays inalantes com esteróides, como a beclometasona. São úteis principalmente para crianças mais velhas que sofrem de rinite alérgica crônica. São antiinflamatórios poderosos e diminuem o inchaço e a produção de muco tão bem quanto os anti-histamínicos, sem causar sedação. Quando usados como sprays nasais, os esteróides tendem a ser bem tolerados e seguros, e podem ser muito eficazes. Por outro lado, os sprays descongestionantes nasais, embora altamente eficazes durante alguns dias, produzirão rapidamente dependência e devem ser evitados.

Quando os anti-histamínicos não oferecem nenhum alívio, a desensibilização é às vezes recomendada para o alívio de alergias. Compreende a injeção de quantidades cada vez maiores do alérgeno durante um determinado período. Contudo, o procedimento é complicado e caro, requer supervisão cuidadosa de um médico e nem sempre é eficaz. Deve ser tentado a penas em casos nos quais nenhuma outra forma de tratamento oferece qualquer alívio.

DIRETRIZES ALIMENTARES

Elimine os laticínios da dieta do seu filho. Os laticínios podem espessar o muco e estimular o aumento da produção de muco. Se as alergias do seu filho forem sazonais, talvez seja útil evitar também trigo integral durante a estação em que ocorre alergia, pois muitas crianças são sensíveis a esse alimento.

A criança com alergias respiratórias também pode ser alérgica a determinados alimentos. Além dos laticínios e trigo, os agressores comuns incluem ovos, chocolate, nozes, frutos do mar, frutas e sucos cítricos. Experimente eliminar um desses alimentos durante algumas semanas e veja se há uma melhora. Adote uma dieta de eliminação ou rodízio alimentar para descobrir alergias alimentares. Ou mantenha um registro diário dos sintomas do seu filho e dos alimentos ingeridos.

Estimule seu filho a beber muita água para liquefazer as secreções e facilitar a expectoração.

Elimine gorduras cozidas e óleos. Quando o corpo do seu filho está sob qualquer tipo de estresse, inclusive o estresse de uma reação alérgica, o sistema digestivo não está tão forte quanto o costume, e as gorduras - difíceis de digerir até mesmo nas melhores épocas - podem sobrecarregar ainda mais o sistema digestivo. Da mesma forma, as gorduras não-digeridas contribuem para a produção de muco e promovem um ambiente interno tóxico.

SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS

O betacaroteno é usado pelo corpo para produzir vitamina A. Também cura e acalma membranas mucosas irritadas. Se as alergias do seu filho forem crônicas, experimente dar-lhe uma dose de betacaroteno, duas vezes ao dia, durante dois a três meses. Se as alergias forem sazonais, dê ao seu filho uma dose de betacaroteno por dia durante a estação em que ocorre a alergia.

Os bioflavonóides são poderosos antiinflamatórios com efeitos antialérgenos específicos. São relacionados quimicamente ao cromoglicato dissódico. É melhor ingeri-los com vitamina C. Dê ao seu filho uma dose, três vezes ao dia, durante duas semanas.

O cálcio e o magnésio são importantes nutrientes para quem é alérgico. Ajudam a relaxar o sistema nervoso demasiadamente reativo. Dê ao seu filho uma dose de um suplemento que contenha 250 miligramas de cálcio para cada 125 miligramas de magnésio, duas vezes ao dia, durante a fase aguda dos sintomas. Em seguida, dê-lhe a mesma dosagem, uma vez ao dia, durante dois meses.

Os ácidos graxos essenciais, como os encontrados nos óleos de prímula, borragem, cassis e linhaça, ajudam a regular a resposta inflamatória. Você pode dar ao seu filho um ou mais desses óleos em cápsula ou misturados a alimentos, como molho para saladas ou manteiga. Siga as orientações referentes à dosagem indicadas nos rótulos do produto e dê ao seu filho uma dose de óleo de prímula, óleo de borragem, óleo de cassis ou óleo de linhaça, três vezes ao dia, durante duas semanas. Em seguida, dê ao seu filho a mesma dose, uma vez ao dia, durante um mês.

Observação: O óleo de prímula não deve ser dado à criança febril.

O selênio é um antioxidante e funciona de forma sinérgica com a vitamina E. Dê à criança com mais de 14 anos, 50 miligramas por dia durante a estação em que ocorre a alergia.

As vitaminas do complexo B ajudam a manter a função supra-renal e a fortalecer e sistema imunológico. No caso de sintomas de alergia sazonal, dê ao seu filho um suplemento do complexo B todos os dias (entre as refeições ou antes das refeições) durante dois a três meses.

A vitamina C, preferivelmente em forma de ascorbato mineral com bioflavonóides, tem propriedades antiinflamatórias. Durantes crises agudas, dê ao seu filho uma dose, quatro vezes ao dia, durante três a quatro dias. Depois, dê-lhe uma dose, uma vez ao dia, durante um mês.

TRATAMENTO FITOTERÁPICO

O astrágalo (Astragalus membranaceous) é uma erva chinesa que ajuda a fortalecer a constituição como um todo. Dê ao seu filho uma dose, diariamente, durante um mês antes da estação de febre de feno.

Observação: Essa erva não deve ser dada se houver febre ou qualquer outro sinal de infecção.

Se seu filho tiver alergias crônicas, dê-lhe uma dose de um composto de equinácea e hidraste, duas a três vezes ao dia, durante cinco a sete dias de cada vez para fortalecer seu sistema imunológico.

Observação: Não dê ao seu filho equinácea diariamente durante mais de dez dias de cada vez, pois pode perder a sua eficácia.

Prepare um chá de feno-grego e tomilho. Essas ervas atuam como um descongestionante suave para aliviar a congestão nasal e dos seios da face. Dê ao seu filho uma dose de chá, duas vezes ao dia, conforme necessário.

O alho possui propriedades bactericidas benéficas na cura de coriza crônica. Escolha uma forma inodora e dê ao seu filho uma cápsula, duas vezes ao dia. Pode ser ingerida a cápsula inteira ou você pode abrir a cápsula e dissolvê-la em água morna ou sopa.

A raiz de alcaçuz tem um efeito fortalecedor nas glândulas supra-renais. Dê ao seu filho uma dose diariamente durante duas semanas antes da estação de febre de feno. O alcaçuz e o astrágalo podem ser facilmente combinados.

Observação: essa erva não dever ser dada a crianças com pressão alta.

A erva ma huang é eficaz para aliviar a congestão nasal. Dê ao seu filho uma dose em forma de chá, duas vezes ao dia, durante até três dias.

Observação: Essa erva pode estimular o sistema nervoso, causando taquicardia e agitação. Não dê a crianças com menos de treze anos, nem após às 15:00 horas.

O bupleuro ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Em caso de alergias crônicas, dê ao seu filho uma dose duas vezes ao dia, durante duas semanas de cada mês. Continue esse tratamento durante três meses.

Observação: O bupleuro não deve ser dado a crianças febris ou com qualquer outro sintoma de infecção aguda.

A urtiga pode ser útil para secar os seios da face. Pode ser altamente eficaz em casos de alergias crônicas (rinite alérgica), principalmente quando ingerida na forma liofilizada. Dê ao seu filho uma dose, três vezes ao dia, durante três a quatro dias.

Observação: Algumas crianças têm problemas de estômago quando tomam urtiga. Se isso acontecer, pare de administrar a erva. Essa erva não deve ser dada a crianças com menos de quatro anos.

HOMEOPATIA

A homeopatia pode funcionar de forma simples eficaz para resolver os sintomas alérgicos. Selecione um remédio específico para o sintoma e, a menos que recomendado de outro modo, dê ao seu filho uma dose, três vezes ao dia, durante três dias. Se não houver melhora, tente um outro remédio. Se perceber uma melhora, pare de dar o remédio e observe a reação do seu filho. Se os sintomas reaparecerem, volte a dar ao seu filho uma dose, três vezes ao dia, durante mais dois dias. Se o problema não for resolvido, talvez seja útil consultar um homeopata que possa receitar um remédio constitucional.

Allium cepa 9ch é bom para crianças com acessos de espirro e sensação de ardência no nariz que afeta o lábio superior, cujos sintomas melhoram ao ar-livre ou ao molhar o rosto com água fria. Allium cepa é feito a partir do bulbo fresco da cebola. Serve para reações alérgicas semelhantes à reação que se tem ao descascar ou cortar uma cebola - olhos vermelhos e lacrimejantes, por exemplo.

Ammonium muriaticum 9ch é para a criança com uma descarga aquosa que queima o lábio superior e o interior do nariz. Há uma sensação de que o nariz está entupido mesmo que haja uma descarga nasal constante. Essa criança perde o olfato e também pode ter uma sensação de cócegas na garganta.

Arsenicum album 9ch ajuda a criança que está espirrando, com ardência nasal e que se sente melhor com compressas de calor nas laterais do nariz e quando respira em um vaporizador. A criança que precisa de Arsenicum é agitada, cansada. Ela pode ter mãos e pés frios e acorda à noite muito aflita. Muitas vezes, ela não terá apenas alergias a poeira e a mofo, mas será altamente sensível a pêlo de gatos também. Essa criança também pode ter alergias a alimentos, como leite, trigo ou açúcar, e ser nervosa.

Calcarea carbônica 9ch pode ser benéfica para crianças pálidas que suam muito, principalmente em volta da cabeça, e são sensíveis a correntes de ar. Gânglios inchados podem acompanhar a coriza dessa criança. Também pode ter problemas digestivos. Essa criança pode ter tido dentição tardia e/ou aprendido a andar depois dos amigos ou irmãos.

Euphrasia 9ch é benéfico para a criança com lágrimas que ardem e descarga nasal não-escoriante. Muitas vezes, essa criança desenvolverá conjuntivite junto com as alergias, quando então torna-se muito sensível à luz e prefere ficar em casa em um aposento mal iluminado.

Dê Hydrastis 6ch à criança que tenha uma descarga nasal amarela ou amarelo-esverdeada. Freqüentemente, o muco forma crostas em volta do nariz dessa criança.

Natrum muriaticum 6ch é para a criança que se queixa de dor ou ardência no interior do seu nariz com coriza. Essa criança terá um muco espesso, pode ter um machucado entre o nariz e o lábio superior e seus lábios ficarão secos e rachados. Ela prefere - talvez até deseje - alimentos salgados.

Pulsatilla 9ch ajuda a criança que se sente muito mal em um quarto abafado e se sente melhor ao ar-livre, fresco. Essa criança prefere dormir com a janela aberta.

Suas fossas nasais ficam congestionadas e secas à noite, com um fluxo não-irritante e amarelo de dia. Essa criança muitas vezes é clara, tem cabelos louros ou castanho-claros e olhos azuis. As crianças Pulsatilla têm boa índole, são dóceis e adoráveis - exceto, obviamente, quando sofrem uma crise alérgica. Pulsatilla é a anêmona homeopática. Para a criança cujo humor e cujos sintomas mudam como o vento, a anêmona homeopática oferece ótimos resultados.

Sabadilla 9ch é útil para crianças que tem espirros espasmódicos com muita descarga nasal, primeiro aquosa e depois espessa e uma coceira peculiar no nariz e no palato mole. Essa criança vai querer coçar o palato mole. A exposição a flores muita vezes aumenta a coceira e os espirros.

Se seu filho tiver coriza desde que tomou uma vacina, dê-lhe Thuya 9ch, duas vezes ao dia, durante dois dias. É recomendada para crianças sensíveis ao frio e à umidade e que têm tendência a desenvolver verrugas.

Se nenhum dos remédios anteriores parecer adequar-se à situação do seu filho, há fórmulas homeopáticas que combinam vários remédios que talvez sejam úteis.

PREVENÇÃO

Se possível, impeça que seu filho tenha contato com plantas que causem reação alérgica, principalmente durante a estação de polinização.

Se o pêlo animal causar uma reação, mantenha os animais domésticos fora de casa. Acima de tudo, não os deixe no quarto de uma criança alérgica.

Se seu filho tiver alergias crônicas, investigue fatores ambientais que possam estar contribuindo para a ocorrência do problema. Elimine todos os possíveis alérgenos, tais como poeira, mofo e fumaça de cigarro. Talvez seja necessário eliminar travesseiros de penas e objetos que juntem poeira, como bichos de pelúcia, tapetes, cortinas e até mesmo estofados.

Verifique e elimine alimentos que possam ser fonte de uma hipersensibilidade ou uma reação alérgica.

Dê ao seu filho astrágalo para fortalecer seu sistema imunológico.

Promova um ambiente sem fumaça para o seu filho. Se você fumar, por favor, pare. As crianças alérgicas são vulneráveis principalmente aos efeitos da fumaça passiva. Os fogões à lenha também podem ser fonte de irritação respiratória.

TRATAMENTO EMERGENCIAL PARA ALERGIAS

Ocasionalmente, a reação alérgica pode ser bastante grave, pondo em risco a vida.
Se seu filho apresentar urticária que se alastra rapidamente pelo corpo, ou tem dificuldade para respirar, procure atendimento médico imediatamente.
Se houver qualquer sinal de que seu filho está tendo dificuldade para respirar devido a uma grave reação alérgica, principalmente se ele tiver um histórico de reações graves, leve-o imediatamente ao pronto socorro mais próximo.
Se não puder transportar seu filho sozinho solicite uma ambulância, e enfatize a urgência da situação.
Cada segundo é precioso.
Não dê ao seu filho nada para comer ou beber se ele estiver tendo dificuldade para respirar.

Fonte: www.saudeinformacoes.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal