Alergia é uma reação exagerada do organismo frente a estímulos comuns do ambiente, como componentes da poeira, elementos do ar (polens, fungos), alimentos ou medicamentos, por exemplo. Existem diversas formas dessa reação se manifestar, caracterizando as várias apresentações das doenças alérgicas.
As alergias geralmente aparecem na infância. No entanto, os sintomas podem surgir pela primeira vez em qualquer idade ou, em alguns casos, reaparecer depois de muitos anos de inatividade.
Mas independente de idade, sexo ou raça, qualquer pessoa pode desenvolver alergias. Apesar de ainda não ter sido totalmente esclarecido por que certas pessoas ficam alérgicas, acredita-se que a hereditariedade seja um fator importante. Assim, se seus pais têm alergias, você também poderá desenvolvê-las.
Existem ainda outros fatores que podem estar ligados aos sintomas das alergias, como o estímulo do ambiente (alérgenos e irritantes), fumaça de cigarro, hormônios, perfumes e o stress, entre outros.
Podemos definir as alergias com uma reação exagerada ou uma hipersensibilidade do sistema imunológico a determinadas substâncias estranhas ao nosso organismo. Estas substâncias podem ser componentes da poeira doméstica, como os ácaros e resíduos de insetos, grãos de polens, esporos de fungos, alimentos, látex, picadas de insetos e até certos tipos de remédios.
Quando seu sistema imunológico está trabalhando normalmente, ele evita as doenças ao atacar elementos invasores, como bactérias, vírus e parasitas. No entanto, em pessoas alérgicas, o sistema imunológico confunde uma substância inofensiva como polens e poeira com uma substância nociva. Quando uma pessoa alérgica é exposta a determinado alérgeno (substância que causa alergia), o sistema imunológico cria anticorpos para destruir o perigoso invasor. Esses anticorpos especificamente associados às alergias são chamados de anticorpos IgE.
A IgE (abreviação de Imunoglobulina E) é uma proteína do sistema imunológico que atua como sinalizador. O anticorpo IgE é sempre específico para determinado alérgeno.
Os anticorpos IgE circulam no sangue e também se fixam em dois tipos diferentes de células: mastócitos, que estão localizadas no nariz, pulmões, pele e trato gastrintestinal, e basófilos, encontrados principalmente no sangue.
Ao penetrarem no organismo de uma pessoa sensível os alérgenos se ligam a estas moléculas de IgE. Quando isso ocorre, substâncias, como a histamina são liberadas, o que pode causar sintomas alérgicos, como inflamações no nariz e nas vias respiratórias, na pele e no trato gastrointestinal. O que iniciou como uma simples confusão do seu corpo, passa agora a ser uma reação alérgica.
Os anticorpos IgE podem causar vários tipos de resposta alérgica, de urticárias à rinite alérgica, sintomas de asma ou crises alérgicas graves, chamadas de choque anafilático. Especialistas em alergia apontam vários tipos de alérgenos que podem provocar a formação de anticorpos IgE e, assim, causar reações alérgicas. Entre elas podemos incluir ácaros da poeira, polens, fungos do ar, descamação de animais, alérgenos de insetos, alimentos e medicamentos.
Estes são alguns dos sintomas que podem sem associados às condições alérgicas:
Crises de espirros
Nariz entupido
Coriza
Tosse
Coceira e lacrimejar dos olhos
Coceira na garganta e no nariz
Gotejamento pós-nasal
Coceira na pele e erupções cutâneas
Urticárias
Edema (inchaço) nos lábios ou nas pálpebras (angioedema)
Dor abdominal e diarréia, principalmente na infância
A sensibilização alérgica também pode provocar sintomas que você não associava, como:
Conjuntivite (olhos vermelhos, lacrimejamento)
Faringites
Sinusites e otites
Linhas escuras sob os olhos
Cólicas no estômago, ansiedade ou falta de ar em reações anafiláticas.
Se você suspeita que os seus sintomas são provocados por alguma alergia, o melhor a fazer é marcar uma consulta com um médico especialista no diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas (alergista) ou um médico especialista na área do corpo onde está ocorrendo os sintomas (otorrinolaringologista, dermatologista ou um pneumologista).
Quando o especialista descobrir a causa do problema, os sintomas poderão ser prevenidos ou controlados com o tratamento, melhorando bastante a qualidade de vida da pessoa alérgica.
Se você ou alguém que você conhece tem alergia, é provável que já esteja familiarizado com as causas e os sintomas dessa doença, mas é sempre bom aprender um pouco mais sobre o assunto.
As reações alérgicas podem ter diferentes causas, de animais a polens, de remédios a alimentos. Os sintomas também são variados. Mesmo sem poder prever como e quando uma alergia vai se desenvolver, você pode aprender como mantê-las sob controle, seguindo um plano de tratamento e evitando os fatores que provocam e agravam os sintomas alérgicos.
Durante as crises alérgicas, o desconforto é muito grande. Mas apresentar alguma doença alérgica, não significa que você deva sofrer por causa dos sintomas.
Entender como manter as alergias sob controle impedindo que elas interfiram com as coisas que você gosta é o primeiro passo para que você se sinta bem e desfrute melhor daquilo que você aprecia.
Veja a seguir as alergias mais comuns de cada estação:
Você sabe que a primavera está chegando por causa dos seus espirros, coceira no nariz, olhos vermelhos e lacrimejantes?
Para quem é alérgico à grama ou polens, a primavera pode trazer ou piorar esses sintomas. É nessa época que se inicia um novo ciclo de vida para gramados, flores e árvores. Infelizmente, esse despertar da natureza lança no ar grande quantidade de grãos de polens, os quais são substâncias com grande potencial para desencadear reações alérgicas. Polens e fungos, no entanto, podem ser evitados. Veja como isso é possível no canal plantas e jardins.
Verão é sinônimo de passeio ao ar livre? Se você é alérgico a pólen ou à picada de insetos, deve pensar duas vezes antes de inventar um piquenique no campo.
Se o passeio for irresistível, lembre-se que os insetos podem ser atraídos por perfumes e roupas coloridas. Assim, procure usar roupas claras e aplicar uma loção repelente quando caminhar por um parque ou mexer no jardim. Afinal, as reações de pessoas alérgicas a picadas de insetos podem ser muito sérias. Veja no canal Tipos de alergia o que você fazer caso seja picado por insetos.
No outono, o perigo está em alguns polens que ainda estão sendo lançados no ar e na proliferação de fungos, facilitada pelas folhas que caem e forram o chão. Além disso, o clima fica propício para que os fungos também apareçam dentro de casa. Tome cuidado redobrado para eliminar a umidade, seja no banheiro, na cozinha ou na lavanderia. Ao evitar os fungos dentro e fora de casa, você está contribuindo para que seu outono tenha muito mais prazer do que espirros.
No inverno, passamos mais tempo dentro de casa, onde ficamos em contato com vários alérgenos. Por isso, além de continuar a luta contra os fungos iniciada no outono, redobre o trabalho para eliminar ácaros e alérgenos animais. Assim como acontece nas demais estações, o melhor que se tem a fazer é evitar as substâncias que causam os sintomas e seguir as orientações do seu médico.
Depois, o ciclo recomeça com a primavera.
Esses exemplos são bem comuns, mas poucas pessoas são afetadas por todos esses alérgenos durante o ano. A maioria das pessoas sensíveis a alérgenos sazonais (polens e alguns fungos) só apresenta sintomas alérgicos durante poucas semanas. No resto do ano estão livre de manifestações.
Se você sofre de rinite perene provavelmente tem o nariz congestionado durante todo o ano. Geralmente, pessoas com rinite perene apresentam menos espirros e sintomas oculares, mas sofrem mais com a congestão nasal. A rinite perene é associada principalmente à exposição a alérgenos intra-domiciliares como os ácaros.
Algumas pessoas apresentam rinite perene e rinite sazonal, simultaneamente. Neste caso, apresentam sintomas sazonais, tais como, espirros, coriza, lacrimejamento, prurido nasal e coriza, além da congestão nasal sempre presente.
Alergias a alimentos podem ser difíceis de diagnosticar, pois muitas pessoas reagem de maneiras diversas a cada comida. Desse modo, fica difícil definir o que realmente pode ser uma alergia a alimento.
Os alimentos podem causar vários tipos de reações:
Intolerância alimentar é uma reação anormal a um alimento ou aditivo alimentar. Ao contrário de uma reação alérgica onde o sistema imunológico é ativado e elabora uma resposta, a intolerância a alimentos pode ocorrer pela falta de uma enzima necessária para a digestão desse alimento. Pessoas intolerantes ao leite não produzem a enzima lactase responsável pela digestão da lactose, açúcar do leite. Essa dificuldade de digerir o leite poderá resultar em sintomas desagradáveis, mas não significa uma alergia.
Envenenamento por alimento é uma reação a substâncias tóxicas, bactérias ou parasitas presentes em comida contaminada.
Reações farmacológicas à comida são reações a aditivos alimentares ou a químicas que ocorrem normalmente nos alimentos. Se você fica nervoso ou irritado ao consumir café, essa é uma reação farmacológica à cafeína.
Alergia alimentar é o resultado de uma reação alérgica a um alimento ou aditivo alimentar. Ela pode se manifestar como náusea, vômito, diarréia, urticária, inchaço nos lábios, olhos, língua e até choque anafilático.
Os alimentos associados a reações alérgicas graves, como as reações anafiláticas, são amendoins, nozes, mariscos, crustáceos, ovos e sementes (de gergelim, por exemplo). Independentemente de anafilaxia, os alimentos que com maior freqüência provocam reações alérgicas são: leite de vaca, ovos, amendoim, crustáceos, mariscos e castanhas. Ter alergia a amendoim não significa ser alérgico a todos os tipos de castanha, mas isso é possível.
Seu médico pode realizar testes cutâneos ou solicitar exames para confirmar ou descartar a possibilidade de você ser alérgico a alimentos. Se a suspeita se confirmar, o melhor é que você evite os alimentos aos quais é sensível, por menor que seja a sua quantidade.
Às vezes, as reações causadas por alergia a alimentos podem ser graves, por isso é aconselhável que você esteja preparado para uma emergência (principalmente se você já teve choques anafiláticos). Pessoas alérgicas a amendoim, nozes e castanhas, sementes, mariscos e crustáceos devem ter especial cuidado para evitar a ingestão acidental destes alimentos. Pergunte ao seu médico se você deve ter o kit com medicamento injetável para o caso de emergência. Também faça uma consulta de acompanhamento se ocorrerem reações anafiláticas.
Alergia alimentar pode ser difícil de diagnosticar porque existem vários tipos de reações adversas a alimentos. Um desses é a alergia alimentar. As reações causadas por alimentos podem ser consideradas:
Intolerância ou reação anormal a um alimento ou um aditivo alimentar. Ao contrário de uma reação alérgica onde o sistema imunológico é ativado e lança uma resposta, a intolerância a alimentos pode ocorrer pela falta de uma enzima necessária para a digestão desse alimento. Por exemplo, pessoas que não produzem lactase, enzima responsável pela digestão da lactose (açúcar do leite) não toleram alimentos com leite. Essa dificuldade de digerir o leite poderá resultar em sintomas desagradáveis, mas não significa uma alergia.
Envenenamento por alimento é uma reação a substâncias tóxicas, bactérias ou parasitas presentes em comida contaminada.
Reações farmacológicas à comida são reações a aditivos alimentares ou a elementos químicos que ocorrem naturalmente nos alimentos. Se você fica nervoso ou irritado ao consumir café, essa é uma reação farmacológica à cafeína.
Alergia alimentar é o resultado de uma reação alérgica a um alimento ou aditivo alimentar. Ela pode se manifestar como náusea, vômito, diarréia, urticária, inchaço nos lábios, olhos, língua e, também, como crise de asma. A situação mais grave de alergia a alimentos é o choque anafilático.
Os alimentos mais associados a choques anafiláticos são amendoins, nozes, mariscos, crustáceos, clara de ovo e sementes, como o gergelim. Os alimentos que mais provocam alergia são: leite de vaca, ovos, amendoim, mariscos e castanhas. Ter alergia a amendoim (que é um legume), não significa ser alérgico a todos os tipos de castanha, mas isso é possível.
Na avaliação da sua condição, seu médico especialista pode aplicar testes ou solicitar dosagens no sangue para confirmar ou descartar a possibilidade de você ser alérgico a alimentos. Se a suspeita se confirmar, o melhor é que você evite os alimentos a que você é alérgico, por menor que seja a sua quantidade.
Eczema
A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, pode se iniciar já nos primeiros anos de vida. Quando o eczema é provocado por reações alérgicas, ele é chamado de eczema atópico. Neste tipo de dermatite a coceira aparece antes das erupções. Crianças com dermatite atópica com freqüência desenvolvem outras manifestações alérgicas, como rinite e asma.
Se você tem erupção cutânea com coceira por longo período é possível que você sofra de eczema. Embora as lesões eles possam aparecer em qualquer lugar do corpo, é mais comum surgirem na pele do lado interno dos cotovelos e atrás dos joelhos. Seu médico pode suspeitar de eczema se você tiver erupções caracterizadas por áreas secas e inflamadas da pele, com coceira.
Dermatite de contato
A pele pode desenvolver reações alérgicas quando entra em contato com determinadas substâncias. Quando sua pele tem contato direto com plantas, substâncias simples como níquel e cromo, constituintes de cosméticos ou medicamentos tópicos ela pode coçar, se tornar vermelha, e inflamada. Este quadro de erupção cutânea com pequenas vesiculações, prurido e vermelhidão é característico da dermatite de contato. Procure seu médico para receber a orientação adequada à intensidade de sua manifestação.
Dicas para cuidar da dermatite de contato:
Lave com água quente e sabão a roupa e outros objetos que entraram em contato com o alérgeno para evitar uma nova exposição a ele.
A secreção que surge com a erupção não vai espalhar a lesão. Isso só acontece se suas mãos estiveram contaminadas pelo alérgeno e você coçar a pele.
Comprimidos de anti-histamínicos podem aliviar a coceira.
Faça o possível para não coçar. As erupções da dermatite de contato geralmente não deixam cicatrizes, mas isso pode acontecer se você coçar as feridas e elas infeccionarem. Neste caso é provável que você necessite de antibiótico.
Corticosteróides tópicos podem aliviar a erupção cutânea.
Urticária
As urticárias surgem na pele como placas vermelhas inchadas e apresentam coceira muito intensa. Duram de poucos minutos a várias horas no mesmo local. De modo geral, aparecem em surtos em diversos locais do corpo e podem se acompanhar de edema (inchaço) em certas regiões, como os lábios e pálpebras, o que chamamos de angioedema.
Existem numerosos fatores que podem desencadear ou agravar surtos de urticária: alimentos, medicamentos, corantes alimentares, exercício, calor, fatores emocionais e picadas de insetos, entre outros. Em casos de urticária, seu médico pode prescrever um anti-histamínico para aliviar a coceira.
Muitas vezes o quadro de urticária adquire grande intensidade e pode durar várias semanas. Nesta situação é comum o especialista investigar além de causas alérgicas, outros possíveis desencadeantes através de exames específicos. Infecções, doenças hepáticas ou de tireóide, assim como, doenças reumáticas podem se acompanhar de surtos de urticária.
Nos casos de urticária de longa duração é comum o especialista orientar cautela com o uso de habituais desencadeantes, como certos medicamentos e os corantes industrializados. Com freqüência a associação de medicamentos é prescrita para controlar as manifestações mais intensas. No entanto, os anti-histamínicos são os medicamentos mais eficazes para controlar a urticária.
Alergia a medicamentos
Alergia a medicamentos é a principal causa de reações anafiláticas, as quais podem ser mortais. As drogas mais associadas a esse tipo de reação são: analgésicos (ácido acetilsalicílico, dipirona), antiinflamatórios, antibióticos, relaxantes musculares, alguns anticonvulsivantes, além de sangue ou seus componentes. Alguns alimentos e aditivos alimentares também podem provocar reações anafiláticas.
Se você tem alergia a remédios é muito importante ter esse tipo de informação impresso entre seus documentos pessoais. Carregar um cartão com os tipos de alergia que você tem pode ajudar médicos e equipes de resgate a tratá-lo com mais precisão. Peça que seu médico lhe oriente na confecção deste cartão de identificação.
Se você suspeita que apresentou reação alérgica a algum medicamento procure orientação especializada para esclarecer a sua condição.
Picadas de Insetos
Embora a maioria das pessoas não seja alérgica a picadas de inseto, muitas delas apresentam reações no local da picada de mosquitos ou pulgas, por exemplo. Isto é mais comum na infância e com freqüência esta hipersensibilidade desaparece na idade escolar ou na adolescência.
Abelhas, vespas, marimbondos e formigas podem provocar reações locais mais intensas e até reações mais graves como a crise anafilática. Isso ocorre como resultado da sensibilização (formação de anticorpos IgE) para componentes do veneno destes insetos. As picadas de formigas, vespas, marimbondos e abelhas são aquelas mais comumente associadas a reações alérgicas graves. Mosquitos, pulgas e outros insetos domiciliares provocam reações locais.
Lembre-se que nem toda pessoa alérgica a picadas de insetos apresenta choque anafilático. No entanto, se você for alérgico, peça orientação a seu médico sobre medicamentos que podem ser necessários em caso de reações agudas graves.
Os sintomas mais comuns após a picada (mesmo para quem não é alérgico) são vermelhidão, inchaço, dor e coceira no local, que desaparecem após algumas horas. A reação local por picada de formiga pode induzir formação de bolha no local da picada e ser mais duradoura. Borrachudos com freqüência provocam reações locais dolorosas, com muita coceira e que permanecem por vários dias.
Mesmo se você não tiver reações alérgicas às picadas de inseto, isso pode causar grande desconforto.
Para aliviar a dor você pode:
Elevar a parte do corpo que foi picada e colocar gelo ou fazer uma compressa fria para diminuir o edema (inchaço).
Não furar qualquer bolha que possa surgir. Limpe as bolhas com água e sabão para evitar infecções.
Creme de corticosteróide tópico e anti-histamínico oral podem ajudar a controlar a inflamação e a coceira.
Se você estiver com muita coceira (mesmo sem reação alérgica) procure um médico para que ele receite a medicação correta para reduzir o inchaço.
Se o inchaço aumentar, procure cuidados médicos imediatamente.
Prevenir é o melhor remédio. Diminua o risco de picadas de insetos usando sapatos fechados, meias, luvas e repelentes quando estiver em locais sujeitos a maior exposição.
Se você é alérgico a picadas de insetos, seu médico pode recomendar que você adote medidas preventivas para evitar o contato e que tenha sempre a mão medicamentos para tratamento imediato de reações anafiláticas.
Reações anafiláticas
Hoje não é tão comum ocorrerem mortes provocadas por choques anafiláticos, pois nem todas as reações são graves a este ponto e também porque existem medicamentos que podem reverter o quadro.
Quando ocorre a anafilaxia, grandes quantidades de histamina e outras substâncias são liberadas pelos mastócitos ao longo de todo o corpo. A liberação de mediadores inflamatórios causa a dilatação dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial. As vias respiratórias se estreitam e fica difícil respirar. Sintomas do choque anafilático incluem urticárias, inchaço dos lábios, língua e garganta, náusea, vômitos, dor abdominal, diarréia, falta de ar, queda da pressão, convulsões e perda de consciência.
Estes sintomas surgem rapidamente após o contato com o agente desencadeante. Quando são muito rápidas, essas reações deixam pouco tempo para atendimento hospitalar. Se seu médico suspeitar que você corre algum risco, ele pode recomendar que você tenha sempre à mão um kit de emergência que deve ser usado imediatamente, aos primeiros sinais de um choque anafilático. Não espere que apareçam outros sintomas, pois nunca se sabe a gravidade da reação.
Fale com seu médico, veja se você precisa desse kit e aprenda a utilizá-lo da forma correta. Ensine sua família como usá-lo também e mantenha-o sempre à mão, em lugares como seu carro, trabalho ou cozinha. Se seu filho corre o risco de choque anafilático, mantenha o kit em casa, na escola e deixe-o ao alcance de babás ou qualquer pessoa que estiver cuidando dele. Conheça os locais de atendimento de emergência na sua cidade. Quando viajar, se informe sobre os locais de atendimento na cidade que você está visitando.
Alergia ao Látex
Esse tipo de alergia tem se tornado mais comum recentemente, devido ao grande número de produtos que contêm látex hoje em dia. As reações vão de erupções cutâneas locais a reações graves como o choque anafilático.
O risco de desenvolver alergia ao látex parece ser maior em pessoas que estão constantemente em contato com luvas de látex, como os profissionais de saúde (médicos, enfermeiras, etc.) ou mesmo em crianças que sofrem repetidos procedimentos médicos que as expõem a produtos contendo látex.
Alguns produtos chamados de látex na verdade não contêm essa substância. Um exemplo disso é a tinta látex.
Existe similaridade entre os alérgenos de látex e de alguns alimentos. É possível que pessoas alérgicas ao látex apresentem reação à banana, abacate, castanhas, maçãs, cenoura, aipo, mamão, kiwi, batata ou melão, por exemplo. Inversamente, também se encontram pessoas que sendo alérgicas a estes alimentos acabam desenvolvendo reação a produtos com látex.
Produtos que normalmente contém látex:
Curativos adesivos
Borrachas
Colas
Luvas cirúrgicas e de limpeza doméstica
Bicos de mamadeira
Bolsas para água quente
Bexigas ou balões de aniversário
Chupetas
Cápsulas com óleo para banho
Medidores de pressão arterial
Pegadores (de ferramentas, bicicletas, raquete
Roupas de plástico (como capas de chuva)
Preservativos
Brinquedos e bolas de plástico
Esponjas de cosméticos
Certos tipos de sapatos
Diafragmas
Cortinas de plástico para chuveiro
Roupas de lycra
Elásticos de roupa.
Se você é alérgico ao látex, o melhor a fazer é evitar o contato direto com esses produtos, assim como, ter cautela em ambientes onde produtos com látex são manipulados.
Se você tem um ou mais tipos de alergia é importante que você saiba quais são os sintomas de uma reação alérgica, saiba como evitar contato com alérgenos e o que fazer quando ocorre uma reação alérgica. As doenças alérgicas podem ser controladas, e você deve ter um papel ativo para minimizar o impacto delas na sua vida.
É importante discutir suas reações alérgicas com seu médico. Ele pode lhe auxiliar a adotar medidas preventivas assim como prescrever medicamentos, como anti-histamínicos não-sedantes, remédios de aplicação tópica ou spray nasal, se necessário.
Quando surgem, as crises alérgicas são resultado da exposição a um desencadeante ou gatilho. Este é o nome dado às substâncias e condições que causam reações alérgicas. É importante entender o que provoca os seus sintomas para que você possa aprender a controlar sua alergia e melhorar sua qualidade de vida.
Toda a pessoa com alergia tem seus próprios desencadeantes. Por exemplo, alguns têm crises alérgicas apenas quando têm contato com animais, outros têm os sintomas provocados por vários tipos de alérgenos.
Os desencadeantes de reações alérgicas estão por toda parte e evitá-los é uma parte muito importante do seu tratamento. Se você não tem certeza do que desencadeia os sintomas da sua alergia, seu médico pode ajudar a identificá-los e determinar um tratamento para reduzir e manter a doença sob controle.
Algumas das substâncias conhecidas por desencadear manifestações alérgicas são:
Alimentos
Resíduos de Insetos
Descamação de animais
Polens
Ácaros
Picadas de insetos
Látex
Medicamentos
Cosméticos
Produtos químicos, corantes
Metais
Quem sofre de alergia aos ácaros da poeira deve procurar eliminar da casa e, principalmente, do quarto,objetos que possam armazenar poeira, como moveis, estofados, brinquedos felpudos, carpetes, por exemplo.
Mulheres sensíveis a cosméticos hoje já dispõem de produtos hipoalergênicos que podem ser usados com menor risco de provocar alergias.
Se você não tem certeza sobre o que provoca seus sintomas alérgicos, seu médico pode lhe ajudar a identificar esses agentes e ajudá-lo a desenvolver um plano de tratamento que controle os seus sintomas.
Em casa, a causa mais comum dos sintomas de alergia são as fezes de uma criatura microscópica chamada ácaro. Se você tem sintomas que incluem nariz entupido, coriza e espirros (principalmente de manhã), olhos lacrimejantes, coceira, tosse ou chiado no peito, é bem provável que existam muitos ácaros na sua casa.
Os ácaros da poeira proliferam em estofados onde se alimentam da descamação de pele humana e de alguns fungos do ambiente. Procure eliminar da sua casa móveis estofados, carpetes e qualquer móvel que possa abrigar poeira. Não se esqueça dos bichinhos de pelúcia de seus filhos.
Aspirar a poeira semanalmente pode ajudar a diminuir os alérgenos de ácaros dentro da sua casa. Se possível, use aspirador equipado com filtro especial para ácaros (produto não disponível no Brasil) que tem demonstrado ser mais eficiente na remoção de partículas de alérgenos de polens, fungos, ácaros e resíduos de tabaco.
Ácaros alimentam-se basicamente de componentes da poeira doméstica, que consiste em descamação de pele humana, fungos, resíduos de alimentos e de insetos. Manter sua casa sem poeira ajuda a diminuir a população de ácaros.
Veja outras dicas que podem ajudar:
Ácaros adoram a umidade, por isso use um desumidificador de ar para controlar a umidade de sua casa, de preferência abaixo de 50%.
Procure substituir os móveis estofados por outros forrados com couro ou vinil.
Piso de madeira ou cerâmica são mais indicados que carpete. Você pode manter os tapetes, mas só se forem constantemente aspirados e lavados em água quente.
Muitas pessoas passam a maior parte do tempo no quarto, mais do que em qualquer outro ambiente da casa. Então garanta que cobertores, travesseiros, edredons e colchões sejam protegidos com capas antialérgicas. Lave com água quente toda roupa de cama a cada semana. Travesseiros e almofadas com penas ou algodão devem ser substituídos por outros com enchimento sintético (se não puder, proteja-os com capas antialérgicas).
Passe aspirador semanalmente, se possível use filtro eficiente para reduzir ácaros que se acumulam em tapetes, cortinas e embaixo das camas. Você pode também usar sacos duplos em seu aspirador.
Baratas podem ser encontradas em qualquer lugar que o homem habite, o que pode ser uma má notícia para as pessoas que tem sensibilidade aos seus alérgenos. Crianças que vivem em prédios com muitos habitantes e poucos cuidados de higiene apresentam risco aumentado de sofrer crises de asma, assim como outros sintomas alérgicos.
As baratas se alimentam das mesmas substâncias que os humanos. Portanto, evite alimentar-se no quarto, sala de estar ou em outros locais de reunião. Desta forma, você limitará a presença de alérgenos de barata aos locais onde alimentos são preparados e na sala de refeição. Mantenha estes locais tão limpos quanto possível.
Uma vez que as baratas proliferam em ambientes úmidos, atenção especial deve ser dirigida a locais em que pode haver acúmulo de água. Alguns prédios podem sofrer infestação por baratas. Procure avaliar este fato com seu médico e com os administradores do prédio ou autoridades sanitárias. A dedetização pode ser necessária.
Mofo pode ser um problema sério para muitos alérgicos. Os pequenos esporos de fungos estão presentes no ar e podem causar sintomas alérgicos quando inalados por pessoas sensibilizadas. Esporos de fungos somente proliferam em locais com condições adequadas de umidade e nutrição.
Nas moradias, especial cuidado deve ser adotado em áreas que sejam habitualmente úmidas. Procurar estes locais na casa não é difícil. Banheiro, cozinha, área de serviço, paredes onde se encontram os encanamentos são locais comuns de crescimento de fungos. Verifique também em locais menos comuns. Atenção deve ser dada à cozinha, principalmente em locais que podem coletar e armazenar água, como abaixo da pia.
Mofo pode ser um problema sério para muitos alérgicos. Os pequenos esporos de fungos estão presentes no ar e podem causar sintomas alérgicos quando inalados por pessoas sensibilizadas. Esporos de fungos somente proliferam em locais com condições adequadas de umidade e nutrição.
Nas moradias, especial cuidado deve ser adotado em áreas que sejam habitualmente úmidas. Procurar estes locais na casa não é difícil. Banheiro, cozinha, área de serviço, paredes onde se encontram os encanamentos são locais comuns de crescimento de fungos. Verifique também em locais menos comuns. Atenção deve ser dada à cozinha, principalmente em locais que podem coletar e armazenar água, como abaixo da pia.
Talvez você fique surpreso ao descobrir que não é alérgico ao pêlo do seu cão ou gato. Na verdade, seus sintomas são provavelmente causados pelas proteínas existentes na saliva, na urina e nas partículas de pele do animal. Levadas pelo ar, essas minúsculas proteínas chegam ao seu nariz, seus olhos ou seus pulmões.
Em contato com o seu corpo, essas proteínas causam sintomas que incluem:
Espirros
Coceira no nariz e coriza
Olhos e gargantas inchados, irritados
Coceira na pele
Urticária
Não ter animais em casa é a melhor maneira de evitar os sintomas. Se isso não for possível, há outros meios de limitar o contato com o animal que está causando suas alergias.
Veja algumas sugestões que podem funcionar:
Mantenha seu bichinho fora do quarto e de outros locais onde você passa muito tempo.
Peça para uma pessoa não alérgica escovar seu animal fora de casa, isso vai remover pêlos soltos e alérgenos.
Proteja edredons e almofadas com capas plásticas para prevenir que fiquem cobertas de alérgenos.
Passar aspirador não é um modo eficiente para diminuir os alérgenos de animais, pois ele não limpa profundamente carpetes e tapetes. Na verdade, o aspirador pode espalhar partículas de alérgenos pela casa e piorar a situação.
Os alérgenos de animais domésticos podem ficar retidos em tecidos, como a roupa de cama, estofados e tapetes por até 12 meses depois que o animal tenha saído de casa.
Por isso, use capas em edredons e almofadas e troque carpetes por pisos frios ou assoalho de madeira.
Tanto polens quanto fungos estão presentes no ar que respiramos e ambos podem infernizar aqueles que sofrem de alergia.
Os polens são as células de reprodução masculinas das plantas, necessárias para a fertilização e são mais comuns durante a primavera e o outono.
Os fungos são microscópios organismos vivos que se reproduzem durante o ano todo. O número de fungos no ar é afetado por vento, chuva e temperatura.
Se os polens e os fungos desencadeiam os sintomas de sua alergia, o melhor é limitar o seu contato com essas substâncias quando sua concentração estiver mais alta.
Veja algumas sugestões que podem ajudá-lo a controlar os sintomas de alergia desencadeados por polens e fungos:
Sempre tome seu remédio exatamente como o médico prescreveu.
Os polens são liberados entre 5 e 10 horas da manhã, então é recomendável diminuir suas atividades fora de casa durante o início da manhã, principalmente em áreas muito ajardinadas.
Mantenha as janelas fechadas durante a noite para evitar que polens e fungos entrem em casa. Ligar o ar condicionado também ajuda a circular, limpar e refrigerar o ar.
Evite os locais abertos em dias com muito vento, quando o pólen e a poeira são soprados para todos os lados, e nos dias que os níveis de pólen e umidade estão muito altos.
Lave suas roupas e roupas de cama em água quente e use a secadora (polens e fungos podem impregnar os tecidos pendurados em varal).
Durante a época em que a concentração de pólen está muito alta, não freqüente parques e jardins.
Ao cortar a grama, você espalha polens e fungos. Peça para uma pessoa não alérgica fazer isso para você e evite passar por locais com grama recém-cortada.
Varrer folhas no jardim também espalha fungo, peça para uma pessoa não alérgica fazer isso por você.
Mantenha fechadas as janelas do carro durante as viagens (se ficar muito quente, ligue o ar condicionado).
A terra úmida dos vasos dentro de casa propicia o aparecimento de fungos, por isso, não regue demais as plantas e evite ter muitos vasos dentro de casa.
Infelizmente, se você tem alergia, os sintomas podem ocorrer em qualquer lugar. Para quem é alérgico aos ácaros da poeira é importante saber que estes são encontrados universalmente, sempre associados à presença do homem. Pessoas sensíveis a polens podem tentar amenizar os sintomas mudando para outra região. Mas grande parte destas pessoas desenvolvem alergias a substâncias encontradas na nova área.
Antes de fazer as malas, fale com seu médico para saber se a mudança irá ajudá-lo a controlar seus sintomas.
Fonte: www.tratandoalergia.com.br