O sistema de ar condicionado central contribui para o surgimento ou agravamento de alergias respiratórias.
Isso porque o filtro de ar desses aparelhos não está preparado para reter as micropartículas- fungos, bactérias, mofos, ácaros e vírus- causadoras do mal.
Salas amplas e cheias de gente trabalhando acabam se tornando ambientes insabulares, criando condições ideais para a proliferação das doenças provocadas por esse microorganismo.

(1) Saída de ar do duto de ventilação.
(2) Local por onde o ar entra e passa por uma tela (filtro) antes de ser resfriado.
(3) Serpentinas de resfriamento e desumidificação
O aparelho capta ar e o filtra antes de jogá-lo novamente no ambiente. O resfriamento é feito por serpentinas contendo gás refrigerante ou água gelada. Nesse processo, o ar é desumidificado, ou seja, perde umidade.
Em seguida, o ar refrigerado é jogado nos dutos de ventilação por um ventilador centrífugo de alta pressão. O problema, segundo os médicos, é que os dutos de ar jamais são limpos e a sujeira vai se acumulando dentro deles. Sistema de ar condicionado central.
O ar frio paralisa os cílios (pêlos) que revestem as paredes do sistema respiratório e são encarregados de jogar para fora as impurezas que entram junto com o ar que respiramos. Assim, fungos, mofo, bactérias, vírus e ácaros permanecem no organismo livres para provocar doenças respiratórias de natureza alérgica.
As doenças do aparelho respiratório são sinusite, rinite, otite, amigdalite, faringite, bronquite, pneumonia, asma, gripes e resfriados. Gripes, por exemplo, abaixam as defesas e favorecem infecções mais sérias, como pneumonia.

Inflamação dos canais do ouvido, podendo ser externa
e média(atrás dos tímpanos, que ficam cheios de pus)

Inflamação dos seios da face, chamados
para-nasais(próximos do nariz)

Inflamação das amígdalas, provocando dor, inchaço e pus

Inflamação dos sistemas internos do nariz

Evitar locais fechados com grande concentração de pessoas, por tempo prolongado, pois facilita a contaminação. Salas com carpete, o perigo é dobrado.
Mesmo que a pessoa não seja alérgica, a exposição aos elementos causadores de alergias (ácaros, fungos, mofo, poeira de local fechado, bactérias) acba sensibilizando-a. A pessoa torna-se, então, alérgica.
É preciso, portanto, evitar o contato com os causadores da alergia.
20% a 42% da população urbana é alérgica.
Os Estados Unidos gastam US$ 6,4 bilhões ao ano tratando pessoas com asma.
Nos EUA, a rinite alérgica responde por 45 milhões de faltas nas escolas por ano.
Evitar permanência em ambientes insabulares por muito tempo.
Tratar a alergia quando as crises surgirem.
Tomar vacinas, quando tiver indicação.
Alérgicos e pessoas com mais de 50 anos devem tomar vacinas contra gripe, pneumonias e outras infecções respiratórias, provocadas por bactérias pneumococcus e pelo vírus haemophilus influenzae.
Tomar banho na temperatura ambiente (mais frio).
Fazer exercícios físicos..
Praticar natação preferencialmente em piscina fria ( a recomendação não vale para quem tem sinusite, porque a natação agrava o problema).
Janelas fechadas, cortinas ou persianas que não deixam entrar nem uma nesga de sol e um ar que entra pelas narinas levando aos pulmões algo mais que puro oxigênio. Se você mora ou trabalha num ambiente com ssas características, previna-se: lugares assim- onde apenas dez por cento do ar circulante é renovado com ar de fora do prédio- são propícios à proliferação das alergias respiratórias. Locais com refrigeração central são a habitação ideal para ácaros, fungos, bactérias e outroscausadores das alergias respiratórias.
Quando as salas são acarpetadas, então, o problema se agrava. "É impossível limpar o carpete, que sempre fica com resíduos de poeira", lembra o infectologista Edwin Castillo. Mas não pense que o ar condicionado em si seja uma maldição. É até recomendado para quem pode ter o equipamneto no carro. Especialmente no caso de quem é alérgico a pólen de flores e fumaça dos caminhões.
Também não representa perigo instalar em casa aquele aparelho pequeno, de parede, avalia Celso Rodrigues, chefe da Unidade de Pneumologia do Hospital de Base do Distrito Federal (FHDF). O ar é todo renovado pelo aparelho. Sai o ar quente do interior e entra novo ar de fora.
Mas há que se ter cuidado com a limpeza do filtro e da parte externa que reveste o aparelho. É que as fezes de pombos , por exemplo, representam perigo à saúde das pessoas. Quando secas elas podem ser aspiradas para dentro do sistema e ser levadas para o ambiente refrigerado. As fezes do pombo têm um fungo chamado criptococcus neoformans, que pode provocar pneumonia e meningite, lembra Edwin Castillo.
O calor do sol é o maior inimigo de fungos, ácaros e mofo. Por isso, recomenda o alergista Roberto Ronald Cardoso que deixe entrar em sua casa a luz do sol e o ar puro. Responsável pela Unidade de Alergia do HBDF, o médico lembra que evitar as causas das alergias respiratórias é fundamental. Significa manter a casa ou escritório livre da poeira, do mofo e dos insetos mortos. "O pó da barata morta, por exemplo, é um grande alergênico", garante o especialista.
Mas, em prédios públicos e de escritórios, essa estratégia não surte bons resultados, por causa das proporções do ambiente. E o sistema central de ar condicionado acaba perpetuando as doenças respiratórias
Parente de carrapatos e micuins, esse aracnídeo microscópico, são mais comuns em ambientes úmidos e fechados. Eles se alimentam dos restos de peles de homens e animais que descamam e caem e infestam os colchões, almofadas, poltronas, móveis acolchoados e até bichinhos de pelúcia.
São minúsculos. Tem cerca de 0,5 mm de comprimento e são invisívies a olho nú. Os ácaros causam sintomas devido aos alergenos contidos nas suas fezes. As partículas fecais têm cerca de 20 mcm de diâmetro, ou seja, o mesmo tamanho que um grão de pólen.
Nos colchões e travesseiros a temperatura do corpo e a unidade causada pela respiração e transpiração propiciam o seu desenvolvimento.
A alergia de ácaros caseiros é a causa em potencial das rinites perenes e asma e possivelmente de eczemas.
Os alérgicos devem ter cuidados não só com a cama. Limpar ou eliminar tapetes, carpetes, cortinas e trocar a roupa de cama com freqüência ajudam no combate ao ácaro. Qualquer medida de limpeza que se tome diminui a quantidade de ácaro.
Além da limpeza da casa é preciso ter um hábito simples: abrir as janelas para entrar o sol e ventilar a casa.
Uma alternativa para ter a cama livre dos ácaros é a desacarização com filtro de água. A técnica aspira ácaros, fungos e peles e aplicarr um acarecida que bloqueia sua proliferação por 90 dias.
Para proteger a cama, o alérgico pode se valer ainda de capas para colchão e travesseiro confeccionadas totalmente em algodão. Elas são laváveis e possuem uma membrana interna que evita a proliferação do ácaro.
A asma, com os sintomas de tosse e falta de ar que se manifestam principalmente nos dias secos e poluídos, também pode surgir no ambiente de trabalho.
Existem registros de 149 casos de asma ocupacional. São pessoas que desenvolvem a asma porque inalam substâncias irritantes no ambiente de trabalho.
Detergentes, tintas, resinas e produtos de solda são algumas das 200 substâncias que causam asma do trabalho.
Há dois tipos de asma ocupacional: a alérgica, a mais comum, e a irritativa.
A alérgica se manifesta mesmo que a quantidade da substância presente no ambiente seja pequena, sensibilizando o aparelho respiratório.
A irritativa só se manifesta quando a substância está presente em grandes quantidades.
A asma ocupacional atinge principalmente adultos e tende a melhorar nos finais de semana e férias, quando a pessoa se afasta do local de trabalho.
A diferença entre a asma ocupacional e a convencional é que a segunda tem como principal elemento alérgeno o ácaro, presente na poeira doméstica.
O efeito dos diferentes tipos de asma é o mesmo: a contração dos brônquios (canais por onde passa o ar), que fecha as vias aéreas.
Uma pessoa com asma ocupacional pode minimizar ou mesmo acabar com os efeitos da doença mudando o local de trabalho.
A rinite é uma das alergias respiratórias mais comuns. Ela tem um comportamento perene (pode surgir o ano todo), mas tende a piorar nos meses mais frios.
O ácaro é o principal desencadeante das rinites. No inverno, ao tirar casacos e cobertores do armário, grandes quantidades de ácaro podem ser inaladas pelos alérgicos.
Além disso, gripes e resfriados, mais comuns nos meses de frio, irritam e inflamam mais a mucosa (revestimento interno do aparelho respiratório) e podem favorecer um quadro alérgico.
Há uma continuidade entre a mucosa do nariz e a mucosa que reveste os brônquios e bronquíolos.
Alguns estudos já demonstraram a relação entre rinite e asma. Assim, ao tratar a rinite, o alérgico pode diminuir a chance de ter uma crise de asma.
O uso de medicamentos fora da crises de rinite é um recurso importante para evitar um quadro intenso. Corticóides e outros inibidores do processo alérgico (cromoglicato de sódio) são algumas opções. Em casos específicos, vacinas também podem evitar uma crise.
Com a prova de pinçamente é possível verificar as reações alérgicas do paciente. Injeta-se diferentes soluções alergenos e verifica-se o comportamento. Dessa forma, é possível detectar alergias aos ácaros e males tais como rinite, asma e eczemas.
Com a pele limpa, marca-se os lugares para o pinchamento e se coloca uma gota de solução de cada alergeno sobre a pele através de uma agulha com uma profundidade ao redor de 1 mm e se retira elevando a pele durante o procedimento. A pele não deve sangrar.
A poeira domiciliar é o principal alergeno nas asmas, bronquites alérgicas e rinites. Compõe-se principalmente de restos alimentares, pelos, descamação da pele humana e animal, ácaros e cogumelos.
É uma manifestação alérgica que compromete a mucosa nasal e freqüentemente as mucosas subjacentes - ouvidos, faringe, laringe, olhos brônquios - levando, no seu conjunto ao quadro clínico que reflete, mais ou menos, a extensão do comprometimento. Assim teremos as queixas de obstrução nasal, corisa, espirros, prurido no nariz, palato, garganta, olhos e ouvidos; sensação de peso e dor nas regiões malares e frontais; tosse seca; diminuição da audição; rouquidão, etc. Os sintomas da rinite são variáveis com idade e condições ambientais.
Nome genérico de derivados biológicos, amplamente utilizados na prevenção de doenças infecciosas, como por exemplo poliomielite, meningite, hepatite, varíola, asma tétano; nas imunodeficiências (vide infecções de repetição) e em algumas alergias como rinite, asma e estrófulo (vide texto).
São respiratórias, de pele e alimentares. Doença não tem cura.
Doença hereditária causada por um defeito no sistema imunológico. O organismo do alérgico, ao se deparar com substâncias comuns, como poeira, pelos de animais ou certos tipos de alimentos, acaba reconhecendo-as como prejudiciais ao organismo.
As defesas do corpo identificam então essas substâncias como se fossem elementos estranhos, pensando serem vírus ou bactérias.

Invisível a olho nu, esse aracnídeo é comum em ambientes úmidos e
fechados. Esconde-se na poeira dos móveis. É o principal causador das rinites
perenes e da asma

Bichos que dormem dentro de casa, como cães, gatos e passarinhos,
soltam grandes quantidades de fiapos e causam alergias. Brinquedos como ursinhos
de pelúcia e bonecas felpudas também são uma ameaça

O pólen é uma das principais causas das alergias respiratórias. É
formado por pequeninos grãos que se desprendem das flores e vagam no ar. A
alergia ao pólen é popularmente chamada de "febre do feno"
Nariz obstruído;
Secreção intensa;
Coceira no nariz;
Espirros freqüentes;
Chiado no peito;
Tosse seca ou catarro;
Olhos e pálpebras vermelhos e inchados;
Respiração pela boca à noite;
Dores freqüentes nos ouvidos;
Febres;
Infecções de garganta.
20% da população mundial sofrem de algum tipo de alergia.
Asma ou bronquite alérgica
Dificuldade crônica de respirar, chiado no peito, cansaço e tosse. É agravada por: gripes, resfriados, frio, vento, chuva, perfumes fortes, fumaça de cigarro e problemas emocionais.
Presença, na pele, de pequenas feridas avermelhadas, ressecadas e com coceira intensa. As lesões surgem nos cotovelos, atrás dos joelhos, no pescoço, nos tornozelos, punhos e dorsos das mãos.
Provoca dores de estômago, vômitos, diarréia, náuseas, aftas e ulcerações na boca. Peixes, crustáceos, ovos, leite de vacas, frutas cítricas, amendoim e tomate são as comidas que costumam desencadeá-la.
Fonte: www.santalucia.com.br