O médico e bacteriologista Alexander Fleming descobriu, em 1929, a fórmula do primeiro antibiótico do mundo – a penicilina, recebendo o Prêmio Nobel de Medicina em 1945, por sua descoberta. Base dos antibióticos, a penicilina revolucionou a Medicina e deu impulso à moderna indústria farmacêutica.
Mas foram necessários mais de doze anos para que Fleming chegasse à etapa de ministrar a nova fórmula em humanos, o que ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. Era um cientista notável, um estudioso nato, que vivia praticamente isolado em seu laboratório no Saint Mary’s Hospital of London (Inglaterra) .
Por isso era chamado de "rato de laboratório". Era um pouco distraído e desleixado, tendo o hábito de fazer suas refeições (sanduíches) no laboratório, para não perder tempo.
Certo dia esqueceu um pedaço de pão em uma gaveta do laboratório. Algum tempo depois ele o encontrou totalmente embolorado e resolveu observar o bolor ao microscópio. Para sua surpresa não encontrou uma bactéria sequer, apenas colônias do fungo Penicillium sp., facilmente identificável. Constatada a presença do fungo, surgiu a pergunta: "O que este fungo tem a ver com a morte das colônias de Staphylococcus aureus (bactérias infecciosas)?"
Depois de muitas experiências e ensaios conseguiu isolar a toxina produzida pelo Penicillium sp., testada em diversos tipos de infecções. A patente do novo medicamento foi requerida com o nome de Penicilina, o primeiro antibiótico verdadeiro produzido no mundo.

Alexander Fleming nasceu em Lochfield (Escócia), no dia 6 de Agosto de 1881. Morreu no dia 11 de março de 1955, em Londres, aos 74 anos.
Fonte: ctjovemmct.gov.br
Resgatar a história dos homens e mulheres que construiam a profissão
farmacêutica e ciêntifica até os dias de hoje é
o objetivo da Série "Grandes Mestres". Mensalmente, um grande
cientista ou descobridor será homenageado ao ter sua biografia aqui
publicada, para que relembremos as contribuições dos muitos
que vieram antes de nós.
Neste mês: Alexander Flemming, descobridor da penicilina
Como diria Alexander Fleming, sobre o medicamento que lhe rendeu o Prêmio Nobel e revolucionou a medicina : "Não inventei a penicilina, a natureza é que a fez. Eu só a descobri por acaso".
Como de costume Fleming estava trabalhando com suas culturas de bactérias naquela manha de setembro de 1928, e em meio a´s suas placas de petri totalmente bagunçadas foi que a penicilina nasceu! Ao inspecionar suas culturas antigas antes de destruí-las notou que a colônia de um fungo havia crescido espontaneamente, como um contaminante, numa das placas de petri semeadas com Staphylococcus aureus. Fleming observou outras placas e comprovou que as colônias bacterianas que se encontravam ao redor do fungo mais tarde identificado como Penicillium notatum eram transparentes devido a uma lise bacteriana.

A lise significava a morte das bactérias, e no caso, das bactérias patogênicas (Staphylococcus aureus) crescidas na placa.
Fleming trabalhou com o fungo por um tempo, mas acabou não tendo o reconhecimento da comunidade cientifica pois na época achavam que a penicilina so seria útil para tratar infecções banais. Porem, o antibiótico despertou o interesse de estudiosos norte-americanos que na Segunda Guerra Mundial tentavam imitar a medicina militar alemã. Assim então, os químicos Borin Chain e Howard Walter Florey descobriram um método de purificação da penicilina, a qual permitiu a síntese e distribuição comercial para o resto da população.
E de costume relacionar o nome de Fleming diretamente com a penicilina, porem esse cientista escocês teve um papel ainda maior no universo cientifico.
Alexander Fleming também foi o responsável pela descoberta da lisozima, uma proteína que digere a parede celular de bactérias. E o modo como ela foi descoberta também passa pelo acaso na vida de Fleming.
O descobrimento ocorreu depois que o muco de seu nariz, procedente de um espirro, caísse sobre uma placa de cultura de bactérias onde cresciam colônias bacterianas. Alguns dias mais tarde notou que as bactérias haviam sido destruídas no local aonde havia se depositado o fluido nasal.
Alexander Fleming, nasceu no dia 6 de Agosto de 1881 numa família
de fazendeiros na Escócia. Seu pai morreu quando ‘Alec’
(como era chamado carinhosamente pela família) tinha 7 anos de idade,
obrigando – os a decidirem sua própria vida profissional.
Com a morte de seu tio em 1901, Fleming e seus irmãos receberam uma
pequena herança, a qual ajudou muito nos seus estudos em medicina.
Assim, depois de ter feito os exames necessários para ingressar em
alguma escola de medicina, Fleming foi aceito em 12 escolas medicas de Londres.
Acabou escolhendo o Hospital St. Mary’s , pois era perto de sua casa
e por que o time de waterpolo escocês, para o qual torcia, jogou uma
vez contra St. Mary’s. Esta arbitraria decisão acabou se tornando
uma carreira de 51 anos no local.
No começo de sua carreira, Fleming não pensava em se tornar um bacteriólogo, mas sim um cirurgião. Porem, o diretor do hospital, o qual queria manter Fleming na equipe por considera-lo um grande estudante, acabou encaixando – o no laboratório de bacteriologia, na equipe de Almroth Wright um dos pioneiros da vacinação. Seu primeiro grande feito foi simplificar o teste da sífilis, que era uma das grandes epidemias da época.
Fleming serviu durante a primeira guerra mundial e se tornou o capitão do corpo medico do exercito. Em 1918 retornou para St. Mary’s, aonde foi eleito como professor em 1928 e emérito professor de bacteriologia pela Universidade de Londres em 1948. Ingressou na Royl Society em 1943 e foi condecorado cavaleiro em 1944.
Dr. Fleming morreu no dia 11 de março de 1955 e foi cremado na catedral de St Paul’s.
Fonte: w3.ufsm.br