lguns anos depois da descoberta da penicilina, Ronald Hare, colega de trabalho de Fleming, tentou, sem êxito, “redescobrir” a penicilina em condições semelhantes às que envolveram a descoberta de Fleming.
Após um grande número de experiências, verificou que a descoberta da penicilina só se tornou possível graças a uma série inacreditável de coincidências:
O fungo que contaminou a placa, como se demonstrou posteriormente, é um dos três melhores produtores de penicilina dentre todas as espécies do gênero Penicilium
O fungo que contaminou a placa deve ter vindo pela escada do andar inferior, onde se realizavam pesquisas sobre fungos
O crescimento do fungo e das bactérias se fez lentamente, condição necessária para que pudesse ser observada a ação do fungo sobre as bactérias
No mês de agosto daquele ano, em pleno verão, sobreveio uma inesperada onda de frio em Londres, que proporcionou a temperatura ideal ao crescimento lento da cultura
A providencial entrada de Merlin Pryce no Laboratório permitiu que Fleming reexaminasse as placas contaminadas, antes de inutilizá-las, e percebesse que não havia bactérias ao redor do fungo.

Fonte: www.invivo.fiocruz.br

Penicillium notatum, a origem da penicilina. A descoberta da penicilina foi um dos acidentes da história da humanidade que até hoje já salvou mais pessoas em todo o mundo.
Em 1929, o bacteriologista inglês Alexander Fleming, professor em Londres, preparou uma cultura de agentes piogénicos sobre um substrato de ágar-ágar para estudar o seu desenvolvimento e comportamento. O ágar-ágar é um produto gelatinoso obtido a partir de algas vermelhas marinhas.
Apesar dos cuidados e das precauções tomadas para evitar que
a cultura fosse contagiada por gérmenes externos, a cultura foi infectada
com esporos do bolor Penicillium notatum. Este bolor tinha invadido a cadeia
bacteriana e começou a desenvolver-se pelas áreas periféricas
da cultura, cobrindo, por fim, as bactérias com os seus micélios
e corpos frutíferos.
Quando, contrariado, o cientista quis isolar a cultura infectada, apercebeu-se
de que, nas zonas onde o Penicillium notatum havia contactado com as bactérias,
estas tinham deixado de se desenvolver e multiplicar. A que se devia o fenómeno?
Após um exame mais minucioso, Alexander Fleming constatou não
ser o fungo em si o responsável por estes efeitos, mas sim alguma substância
por ele segregada.
Esta descoberta esteve na origem do «nascimento» da penicilina, uma substância obtida a partir dos produtos catabólicos de diversas espécies de Penicillium. A penicilina é actualmente um produto correntemente produzido pela indústria farmacêutica; é empregue como um poderoso antibiótico no combate a diversos agentes infecciosos, como, por exemplo, cocos e espiroquetas da sífilis. Juntamente com os seus colaboradores Howard Florey e Boris Chain, Alexander Fleming recebeu em 1945 o Prémio Nobel de Medicina pela fantástica descoberta da penicilina.
Fonte: www.tudosobreplantas.net