
A salada verde geralmente faz parte de uma refeição saudável e, mesmo que se utilize muitas outras verduras, a alface é definitivamente o ingrediente mais popular. Alguns tipos de alface tem quantidades razoáveis de folato, betacaroteno, vitamina C, cálcio, ferro e potássio, mas as quantidades variam variam de um tipo para o outro.
Na medicina popular, a alface é considerada um ótimo calmante e remédio contra a insônia. O período de colheita é de maio a novembro. Ao comprar a verdura, dê preferência para as de folhas limpas e brilhantes. Cuide também para que não haja marcas de picadas de insetos.
Tipos mais conhecidos de alfaces:
Alface crespa de cabeça compacta. Seu valor nutritivo é inferior ao de outras variedades de alfaces e folhas.
Tem folhas pequenas e delicadas. Esta verdura, muito valorizada, pode ser encontrada em delicatessens.
Inclui alfaces de ramos ou folhas verdes ou orxas, assim como outros tipos que não formam cabeças.
A mais consumida, com folhas soltas, macias e sabor suave.
Tem folhas verdes-escuras, longas e crespas que formam uma cabeça de folhas soltas. É utilizada em receitas de saladas como a salada Caesar
Fonte: culinaria.terra.com.br


Plantas de alface lisa verde e roxa.
Hortaliça da família Cichoriaceae, tem como centro de origem a região Asiática. Ao redor do ano 4.500 a.C. já era conhecida no antigo Egito e chegou ao Brasil no século XVI, através dos portugueses. É a hortaliça folhosa de maior consumo no Brasil.
A alface é uma planta herbácea, com um caule diminuto ao qual se prendem as folhas. Estas são a parte comestível da planta e podem ser lisas ou crespas, fechando-se ou não na forma de uma "cabeça". A coloração das plantas pode variar do verde-amarelado até o verde escuro e também pode ser roxa, dependendo da cultivar.
A alface é classificada comercialmente, segundo o Programa Horti & Fruti Padrão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em Americana, Crespa, Lisa, Mimosa e Romana. Desses tipos, o mais consumido é a alface Crespa. Segundo dados da CEAGESP para o quinqüênio 2000-2004, o tipo Crespa teve uma participação percentual em função da quantidade de engradados comercializados de 61%
Obs: O tipo Mimosa foi incluído no grupo das alfaces crespas.
Crespa
Gizele (Topseed), Grand Rapids (Hortec), Hortência (Hortec), Marianne-Orgânica (Horticeres), Marisa (Horticeres), PiraRoxa (Tecnoseed), Red Fire (Takii), Renata (Hortec), Veneza Roxa (Sakata), Vera (Sakata), Verônica (Sakata), Vanda (Sakata)
Americana
Irene (Eagle), Laurel (Sakama), Lorca, Lucy Brown (Seminis), Raider (Seminis), Raider Plus (Seminis), Tainá (Sakata)
lisa
Elisa (Sakata), Karla (Hortec), Lídia (Sakata), Luisa-Orgânica (Horticeres), Regina (Hortec, Sakata e Topseed)
Mimosa
Roxane (Sakata), Salad Bowl (Sakata, Seminis, Topseed), Salad Bowl Green (Hortec)
Romana
Lente a Monter (Sakama), Mirella (Sakata), Paris Island Cos (Ferry Morse).

Cultivares de alface crespa.

Planta de alface americana.
Pode ser plantado o ano todo, de acordo com as exigências climáticas de cada cultivar.
0,20 a 0,30 m x 0,20 a 0,30 m, de acordo com as características botânicas de cada cultivar.
Sementes peletizadas - 110.000 unidades/ha
Sementes nuas - 0,6 a 4 kg/ha (semeadura direta) e 0,4 kg/ha
(transplante).

Mudas de alface em bandejas de 200 células.
Curvas de nível, patamares, terraços e canteiros em nível.
Aplicar calcário para elevar a saturação por bases do solo a 80%.
Aplicar 40 a 60 t/ha de esterco de curral curtido ou a quarta parte dessa quantidade de esterco de galinha.
Aplicar 40 kg/ha de N, 200 a 400 kg/ha de P2O5, 50 a 150 kg/ha de K2O e 1 kg/ha de Boro, conforme análise de solo.
Aplicar 60 a 90 kg/ha de N, parcelando em 3 vezes aos 15, 30 e 45 dias após a germinação (semeadura direta) ou aos 7, 14 e 21 dias após o transplante ( sistema de mudas).


Canteiros construídos em curvas de nível, antes e após
o plantio de alface.
Por aspersão ou localizada, de acordo com as necessidades. Os canteiros devem ser preparados de acordo com o sistema de irrigação a ser utilizado.
Eliminação de plantas com vírus e controle de plantas daninhas. Princípios ativos registrados para controle químico de plantas daninhas no Estado de São Paulo em 25/07/2005: glufosinato de amônio, clethodim + fenaxaprop-P-ethyl e fluazifop-p-butil.
Pulgões, lagartas, mosca-branca, cochonilha, paquinhas, grilo, lesmas, caracóis, tatuzinhos, tripes do fumo, tesourinha e besouro preto. Princípios ativos registrados para controle no Estado de São Paulo em 25/07/2005: fenamidone, fenitrothion, imidaclorprid, malathion, parathion methyl, pirimifos-metílico, thiacloprid, thiamethoxam, trichlorfon.
Septoriose, mancha de cercospora, tombamento de mudas, podridão de esclerotinia (mofo-branco), queima da saia, míldio, mancha bacteriana, mancha de alternaria, mofo cinzento, ferrugem, podridão mole, antracnose (mancha em anéis), oídio, mosaico (LMV), vira cabeça, podridão da base das folhas externas e nematóides (Meloidogyne). Princípios ativos registrados para controle no Estado de São Paulo em 25/07/2005: azoxystrobin, captan, difenoconazole, folpet, iprodione, oxicloreto de cobre, oxicloreto de cobre + mancozeb, pencycuron, procymidone.
Efetuá-la quando a planta ou "cabeça" atingir o desenvolvimento máximo, porém, com as folhas tenras e sem indício de pendão floral (pendoamento). Em geral é feita entre 50 e 70 dias após a semeadura. A colheita é manual, cortando-se as plantas logo abaixo das folhas basais (saia).

Alface cultivada em túnel baixo.

Alface em ambiente protegido (estufa).
Produtividade normal
80.000 a 120.000 plantas/ha em campo.
Rotação
Repolho, cenoura, couve-flor, beterraba e feijão-vagem.
Evitar cultivos sucessivos de alface, a fim de reduzir a ocorrência de podridão de esclerotínia, queima da saia, míldio , bacterioses e nematóides.
Fonte: www.iac.sp.gov.br
A alface é uma folha que tem quantidades razoáveis de vitamina A, Niacina, C e também os minerais Cálcio, Fósforo e Ferro. A vitamina A é um elemento importante para o bom funcionamento dos órgãos da visão, conserva a saúde da pele e das mucosas; a vitamina Niacina evita problemas de pele, do aparelho digestivo e do sistema nervoso; e a vitamina C dá resistência aos vasos sanguíneos, evita a fragilidade dos ossos e má formação dos dentes, age contra infecções e ajuda a cicatrizar os ferimentos.
O Cálcio e o Fósforo participam da formação dos ossos e dentes, ajudam na coagulação do sangue e na construção muscular, e o Ferro contribui para a formação do sangue. Entre as muitas propriedades a alface é também considerada como timo calmante e remédio contra insônia. Em casos de inflamação e inchaços, faz-se aplicações tópicas de cataplasmas quentes de alface.
Para compra, deve-se dar preferência às de folhas limpas, de cor brilhante e sem marcas de picadas de insetos; e para conservação, convém retirar as folhas machucadas e murchas e guardá-la na geladeira, embrulhada em saco plástico, onde conserva-se por 5 a 7 dias. Seu período de safra é de maio a novembro.
Cem gramas de alface fornecem 15 calorias.

Alface Romana
A alface romana de folha verde que se cultiva ao ar livre é a variedade mais rica em vitaminas e minerais, especialmente se for cultivada na Primavera ou em terreno rico e com um clima temperado. As alfaces mais esbranquiçadas contêm menor quantidade de clorofila, vitaminas C, A e aminoácidos.
Além dos benefícios já apontados, a alface é um sedativo natural o talo da alface contém um látex rico em lactucina, um anestésico e sonífero que os romanos já utilizavam para dormir bem depois dos grandes jantares e que deu origem ao lactucarium, um popular sonífero e hipnótico do século XIX que se tomava como substituto do ópio sem provocar adição.
A alface romana possui cabeças fofas e bem alongadas e folhas compridas, ovaladas, lisas, consistentes e de cor verde variável. Pode ser consumida como salada ou cozida. Entre nós é comum a variedade denominada Romana Branca.
Fonte: naturezaviva.net.br