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Alfafa

 

1 - INTRODUÇÃO

Medicago sativa - Alfafa.

Crioula charqueana, é uma leguminosa originária da Argentina; é perene, apresenta folhas trifoliadas, suas flores, normalmente são de cor roxa. É uma forrageira rica em proteína, vitaminas e sais minerais. Adapta-se ao clima temperado e quente, e suporta quedas de temperatura; apresenta grande resistência à seca, pois possui um sistema radicular que pode atingir grande profundidade; exige solos férteis, profundos com alto teor de matéria orgânica e cálcio; não suporta excesso de umidade, mas, em quantidade controlada, é um dos maiores fatores de produção, sendo uma espécie que melhor responde à irrigação.

O principal atributo desta forrageira é sua alta produção de proteína associada a muitos minerais e ainda a uma vasta adaptação a condição do meio. Produz excelente feno artificialmente desidratado, silagem e forragem.

Os principais pontos negativos são: pouca persistência a pragas e doenças, não suporta pastejo intenso, causa timpanismo em ruminantes, o estrogênio reduz a fertilidade e saponinas podem atuar, causando hemólises.

2 - CARACTERIZAÇÕES BÁSICAS

Nome científico: Medicago sativa L.
Ciclo vegetativo: perene.
Origem: Argentina.
Fixação de nitrogênio: estima-se que fixa por ano 85 a 360 kg N/ha, com variação entre áreas.
Forma de crescimento: rasteiro.
Altura da planta: crescimento livre até 1,0 m.
Formas de uso: produção de feno e eventualmente pastejo.
Digestibilidade: ótima.
Palatabilidade: ótima.
Fatores adversos: timpanismo em pastejo (uso de antiespumante), reprodução reduzida do animal (presença de estrógeno).
Precipitação pluviométrica requerida: 700 mm/ano.
Fotoperíodo: planta de dia longo.
Água necessária: consome na evapotranspiração 50 a 90 mm/ha de água por tonelada da matéria seca produzida.
Teor de proteína na matéria seca: 15% no fim do ciclo vegetativo e 20% no início do ciclo.

Níveis críticos de nutrientes:

Fósforo 2,1 – 3,0g
Potássio 8,0 – 22,0g
Cálcio 15g
Magnésio 2,0 – 3,5g
Enxofre 1,0 –2,2g
Boro 18mg
Molibdênio 0,5 – 0,9mg
Zinco 4.0-5.0mg/kgMS.

Produção da matéria seca: acima de 20 t MS/ha/ano.
Número de cortes: varia de 6 a 8 cortes por ano, com irrigação.
Tolerância a solos salinos: alta.

Alfafa
Plantas de Alfafa em florecimento

3 - RECOMENDAÇÕES AGRONÔMICAS

Fertilidade do solo: alta fertilidade e pH acima de 6,0 e 6,5.
Tipo de solo:
bem drenados e permeáveis.
Inoculação:
A inoculação é essencial quando se faz o primeiro plantio na área, usar o Rhizobium meliloti.
Forma de plantio:
sementes.
Modo de plantio:
a lanço.
Número de sementes:
500.000/kg.
Sementes necessárias:
20 a 25 kg/ha.
Profundidade de plantio:
2 cm.
Tempo para a utilização:
90 a 120 dias após a germinação.
Tolerância à seca:
baixa.
Tolerância ao frio:
alta.
Temperatura ótima:
27°C.
Umidade no solo:
não tolera solos úmidos.
Tolerância a solos mal drenados:
baixa.
Adubação:
de acordo com as recomendações técnicas determinadas pela análise de solo.
Dormência das sementes:
Inexistente.
Pureza:
mínima 95%.
Germinação:
mínima 70%.

4 - PRINCIPAIS DOENÇAS E PRAGAS

Doenças   Agentes (Nome científico)
Mancha bacteriana da folha Xanthomonas alfalfa
Mancha comum da folha Pseudopeziza medicaginis
Pintas amarelas das folhas Leptotrochila medicaginis
Stemphylium Stemphylium botryosum
Leptosphaerulina leaf spot Leptosphaerulina briosianna/trifolii
Míldio Peronospora trifoliorum
Caule marron Phoma medicaginis var. medicaginis
Alternaria Alternaria solani
Mancha  Bacteriana  do caule Pseudomonas medicaginis or syringae
Stagonospora da folha Stagonospora meliloti
Ferrugem Uromyces striatus
 Caule preto do verão Cercospora medicaginis
Caule preto da primavera Phoma medicaginis
Fusário Fusarium oxysporum
Verticilio Verticillium albo-atrum
Bacteriose Clavibacter michiganense subsp. insidiosum
Sclerotinia Sclerotinia trifoliorum
Rhizoctonia Rhizoctonia solani
Phytophthora da raiz Phytophthora megasperma
Antracnose Colletotrichum trifolii
Fusariose da raiz Fusarium spp.
Aphanomyces da raiz Aphanomyces euteiches

Virose

O principal vírus é alfalfa mosaic alfavírus, causando perdas de 24 a 67%. O principal controle é a eliminação do vetor infestante e o uso de cultivares resistentes.

Pragas

As principais são aphideos (Therioaphis maculata/trifolii, Acyrthosiphon pisum, Acyrthosiphon kondoi, Sitona spp, Melanophus spp., Agromyza frontella, Empoacea fabae, Philaenus spumarius) ; nematóides da raiz (Meloidogyne hapla, Pratylenchus penetrans, Ditylenchus dipsaci, Sitona hispidulus, Otiorhynchus ligustici,Tipula spp.) ; larva (Bruchophagus roddi); mirídeos (Lygus spp.) e cupins.

5 – VALOR NUTRITIVO DA FORRAGEM DE ALFAFA

1 - Composição bromatológica da forragem verde de Alfafa

Estádios de crescimento Composição bromatológica %
MS PB FB MM EE FDN Ca P
Forragem ao primeiro corte 20,9 14,4 30,6 8,1 2,9 44,0 1,74 0,17
Forragem ao segundo corte 20,9 14,8 27,3 8,6 4,3 45,0 1,53 0,25
Forragem à pré-floração 17,0 25,3 23,5 11,8 2,9 36,5 2,41 0,35
Forragem ao princípio da floração 22,7 22,9 26,0 11,5 3,5 36,1 2,56 0,31
Forragem a metade da floração  29,0 19,0 30,0 10,3 3,4 37,3 1,76 0,24

2 - Composição bromatológica da farinha, do feno e da silagem da forragem de Alfafa

Estádios de crescimento e/ou forma Composição bromatológica %
MS PB FB MM EE ENN Ca P
Farinha de folhas 90,1 21,7 20,1 17,0 2,4 38,8 1,44 0,20
Farinha integral 88,1 11,5 30,4 7,7 1,0 49,4 0,51 0,34
Feno na pré-floração 89,6 18,7 34,4 9,8 2,6 34,5 1,26 0,18
Feno ao princípio da floração - 17,0 38,2 8,7 2,5 33,6 1,20 0,18
Feno à metade da floração 90,2 15,4 40,1 8,6 2,1 33,8 1,09 0,16
Silagem 24,6 20,4 20,9 12,6 8,9 37,2 - -

3 - Coeficientes de digestibilidade de alguns componentes da forragem verde, da farinha e do feno de Alfafa

Estádio de crescimento e/ou forma Coeficientes de digestibilidade e energia metabolizável
PB FB EE ENN EM
Forragem verde na pré-floração 89,0 45,0 50,0 76,0 2,47
Forragem verde no princípio da floração 79,0 49,0 38,0 78,0 2,36
Forragem verde na metade da floração 69,0 45,0 50,0 61,0 2,01
Farinha de folhas 79,4 59,9 0,0 77,7 2,27
Feno na pré-floração 75,9 50,6 29,6 71,4 2,19
Feno no início da floração  74,1 51,0 25,4 68,1 2,12
Feno na metade da floração 74,2 51,0 21,0 68,7 2,10

4 - Composição em aminoácidos da parte aérea da alfafa

Conteúdo de aminoácidos da parte aérea da alfafa (expresso em % de proteína)
Arg Cis Gli Hys Ils Leu Lis Met Tre Tri Tir Val
4,5 1,1 4,5 1,8 3,9 6,6 4,3 0,9 4,0 1,5 3,3 5,1

HERBERT VILELA

6 – LITERATURA CONSULTADA

BOGDAN, A. V. Tropical pasture and fodder plants – Grasses and legumes. London and New York, 475 p., 1977.
FAO – 2004a http://www.fao.org/ag/AGP/AGPC/doc/Gbase/Latin.htm
FAO – 2004b http://www.fao.org/ag/AGA/AGAP/FRG/afris/es/Data/31.HTM
VALADARES FILHO, SEBASTIÃO DE CAMPOS. Nutrição, Avaliação de Alimentos e Tabelas de Composição de Alimentos para Bovinos. XXXVII Reunião Anual da SBZ, 37, Viçosa, 2000, Anais... Viçosa: 2000. P.
VILELA, H. Formação e adubação de Pastagens. CPT. Viçosa. 98p. 1998.
ILELA, H. Forragicultura. Departamento de Zootecnia da Escola de Veterinária da UFMG. 68p. 1977

Fonte: www.agronomia.com.br

Alfafa

A Alfafa (Medicago sativa) continua mantendo-se com o título de rainhas das forrageiras.

Outros cultivos de espécies da mesma família das leguminosas podem ser tentados para substituí-la, mas a preferência mundial pela Alfafa é praticamente absoluta entre os criadores de cavalos.

Originária do sudoeste da Ásia, seguiu o curso da cultura persa (Pérsia, hoje Irã), expandindo-se, posteriormente, a toda Europa. A América foi trazida pelos espanhóis, primeiro ao México, depois Chile e Peru e, posteriormente, à Argentina e Estados Unidos.

O nome Alfafa é de origem árabe, etimologicamente, significa "melhor pastagem".

Sua importância registra-se pela alta produtividade, elevado teor protéico, excelente valor biológico, riqueza em vitaminas como tiamina, cianina, riboflavina, ácido pantotênico e, fundamentalmente, caroteno associados a uma elevada concentração de sais minerais. Há de se destacar também a presença de fatores não identificados, de ação positiva na nutrição animal, observados em experiências comparativas de alimentação.

A Alfafa é uma leguminosa perene, cuja raiz pode atingir mais de 12 metros de profundidade em solos favoráveis.

Os talos são eretos e herbáceos, as folhas apresentam três folíolos ovais, com ápice dentado. As flores são pequenas, de coloração violácea, e as sementes pequenas e reniformes, geralmente de cor amarela-esverdeada.

Existem inúmeras variedades de Alfafa, provenientes de diferentes países, todas adaptadas às condições climáticas dos lugares de origem.

Após estudos de adaptação de 24 variedades, realizados no Posto de Fomento Luís Oliveira de Barros, do Jockey Club de São Paulo, e das numerosas introduções em diferentes regiões do Estado, os melhores resultados foram obtidos com o cultivar "crioula", originário do Rio Grande do Sul.

Alfafa
Alfafa

A Alfafa apresenta uma alta adaptação climática - desde climas frios até muito quentes -, se bem que o clima mais favorável seja o temperado. E, além disso, adapta-se a altitudes extremas - do nível do mar a altos vales. Em regiões chuvosas, quentes e de elevada umidade relativa do ar, seu crescimento é prejudicado devido à incidência de enfermidades.

Como plantar

Boa parte do êxito no estabelecimento da cultura de Alfafa depende da seleção da área para a implantação e da preparação adequada do solo. Requer solos férteis, bem drenados, arejados e profundos (devido às características do sistema radicular), sem impedimentos - como casca-lhos, pedras ou camadas argilosas compactadas - à penetração. E desaconselhável, também, a presença de mapas freáticas superficiais e solos com declives acentuados. Em relação ao pH (acidez) e nutrientes, a Alfafa não tolera solos ácidos. O solo ideal deve ter um pH próximo ao neutro (7), com elevados teores de matéria orgânica, fósforo, potássio, cálcio e micronutrientes como boro, enxofre, ferro e molibdênio.

A preparação do solo deve ser esmerada, a fim de se conseguir uma boa cama de semeadura, destorroada e firme, livre de sementeiras de ervas daninhas (uma das principais limitações da cultura). Os trabalhos de aração, gradeação, aplicação de corretivos e fertilizantes, assim como a incorporação de matéria orgânica, na forma de adubação verde ou estéreos curtidos, variam de acordo com as características físicas do solo (argiloso-arenoso) e das condições químicas (teor de nutrientes e acidez). Em solos argilosos a porosidade e profundidade podem ser melhoradas mediante arações profundas, subsolagens e a incorporação de estéreo curtido, à razão de 20 a 40 toneladas por ha, com consideráveis melhorias nas condições físico-biológicas do solo. Em solos arenosos, os trabalhos de preparação devem ser orientados para proteção contra erosão, melhorando-os estruturalmente com aplicações da matéria orgânica, para uma maior agregação de suas partículas.

Os plantios podem ser realizados em duas épocas do ano: outono e primavera. O plantio de outono (março-abril) tem como vantagem principal a ausência de plantas invasoras que competem intensamente com a cultura em estabelecimento.

Nessa época de plantio, a irrigação artificial é de fundamental importância. O plantio de primavera (setembro-outubro) permite um estabelecimento mais rápido da cultura, mas com maiores problemas em relação às plantas invasoras, de mais difícil controle (herbicidas pré-plantio têm colaborado efetivamente para minimizar estes problemas). Outro fator contrário é a possibilidade de perda de sementes e da própria cultura por fortes chuvas.

Em todos os casos, deve-se utilizar sementes de alto valor cultural e poder germinativo, livres de impurezas e, dentro do possível, com atestado de ausência de "cuscuta" (parasita afila). As boas sementes são amarelas-esverdeadas; as esbranquiçadas demonstram colheitas imaturas e, as escuras, sementes velhas ou mal-conservadas. A boa qualidade da semente é fator primordial para o êxito da cultura.

Antes do plantio deve-se realizar a inoculação da semente com bactérias radicícola, microorganismos que se alojam na raiz. Este processo leva à constituição de nódulos que, quando em atividade, apresentam um interior de coloração rosada, devido à leghemoglobina. A coloração branca determina inatividade. Fixando gás carbônico do ar e água, as leguminosas convertem-se em carboidratos através da fotossíntese. Estes carboidratos se deslocam das folhas aos nódulos, onde servem como fonte de energia para a bactéria, que fixa nitrogênio do ar e o cede à leguminosa. O processo de inoculação consiste em umedecer a semente com água açucarada, leite ou solução de goma arábica a 10% para servir de aderente às bactérias. As sementes devem ser muito bem misturadas ao inoculante e depois secas na sombra.

A semeadura pode ser realizada de forma manual ou mecânica. Em ambos os casos pode ser a lanço ou em linha. O primeiro consiste em espalhar as sementes em toda a superfície do solo, cobrindo-as com uma fina camada de terra. Este sistema requer uma maior quantidade de sementes e tem, infelizmente, como principal característica a impossibilidade de um controle eficaz das ervas daninhas. A longevidade das culturas implantadas neste sistema é menor. Já os plantios em linhas, quando feitos a mão, são realizados utilizando-se garrafas que contêm, nas rolhas, um tubinho regulado para a saída de oito a dez gramas de sementes a cada 10 metros lineares, em sulcos rasos e de no máximo 5 cm de profundidade. As linhas devem manter uma distância entre 30 a 40 cm, para permitir melhor tratamento de limpeza. Após a semeadura deve-se cobrir as sementes com uma fina camada de terra.

O plantio poderá ser realizado também por semeadeiras-adubadeiras, providas de unidade sulcadora e tambor de sementes, podendo regular-se a distância entre sulcos, densidade de sementes e profundidade, chegando a trabalhar com oito unidades plantadeiras ao mesmo tempo. Esta semeadeira é do tipo Brillon ou Stanhay, ambas importadas. Normalmente, a densidade para plantios a lanço é de 40 a 50 kg de sementes por ha, enquanto para os em linhas, utilizam-se de 25 a 30 kg de sementes por ha, quantidade dependente da qualidade das sementes. Depois de cinco a sete dias verifica-se a germinação com a saída das primeiras folhas. Durante todo este período, o solo deve ser conservado úmido, porém sem encharcar.

O primeiro e realmente o mais sério problema que surge na plantação de alfafa é a invasão de plantas indesejáveis, devendo-se manter rigorosa vigilância e procurando eliminar-se qualquer surgimento de ervas daninhas. Decorrido um mês do plantio, com as linhas bem definidas, realiza-se a primeira capina, com dois objetivos fundamentais - eliminação de plantas invasoras e delimitação das linhas do cultivo. Neste caso, todas as plantinhas de Alfafa nascidas nas entrelinhas também serão eliminadas. Com o transcorrer do desenvolvimento, outras capinas serão necessárias para manter a cultura limpa, sobretudo após os cortes, onde a área recebe luz suficiente para estimular o crescimento de invasoras latentes, que são sempre uma grande ameaça à comunidade. Nessa ocasião é indispensável um acompanhamento para assinalar o surgimento do mato mais precoce e combatê-lo (áreas pequenas, capinas manuais, para áreas de produção comercial, herbicidas seletivos e enxadas rotativas múltiplas).

É muito importante, também, que se normalizem as fertilizações de reposição, com o objetivo de devolver ao solo o exportado nos cortes, seja como feno ou verde. As fertilizações e adubações orgânicas devem ser feitas a cada dois cortes, seguindo as recomendações de adubações obtidas a partir de análise do solo.

Anualmente, devem ser tiradas amostras de terras a fim de orientar novas fertilizações ou correções de pH, alumínio, macro e micronutrientes.

Dependendo da época de plantio, e das condições climáticas no período de desenvolvimento, a Alfafa demora de 90 a 120 dias até o primeiro corte; posteriormente o ciclo varia de 25 a 35 dias, diminuindo na primavera e no verão e incrementando-se no outono e inverno. O corte deve ser realizado quando o alfafal alcançar um terço das plantas floridas. Esta condição indica que as plantas acumularam as reservas necessárias para nova brotação. Obten-se, então, uma forragem tenra, com pouca fibra, rica em substâncias nutritivas e de alta digestibilidade.

Cortada antes da floração, terá muito conteúdo de água e a rebrota será mais lenta. Se ultrapassar o período da floração, o conteúdo de fibras será maior e o valor nutritivo menor, obtendo-se menor número de cortes por ano. A altura do corte é da maior importância, devendo ser feito um pouco acima do colo (espaço entre a raiz e o caule) da planta ou zona de brotação, geralmente a 5cm do nível do solo. O corte realiza-se com alfanje ou com ceifadeira mecânica, segundo o tamanho da cultura.

Fenação, um ponto importante

O feno é a transformação do pasto verde em pasto dessecado, devendo manter o máximo de suas qualidades originais como cor, perfume, maciez, palatabilidade e princípios nutritivos. A cultura deve ser cortada após levantado o orvalho. Algumas horas depois de cortada, a massa começa a murchar, iniciando-se o processo de desidratação, em maior proporção nas folhas que no talo, devendo-se ter o cuidado para que, durante o processo, não haja queda de folhas, já que esta é a parte mais nutritiva da planta. Pode-se fazer a fenação ao sol, cortando-se a Alfafa e deixando-a murchar superficialmente; depois deve-se virar a massa para que a parte inferior acompanhe a desidratação. Após algumas horas, dependendo do sol, umidade relativa e ventos, a Alfafa será amontoada para continuar a secar mais lentamente, devendo ser revirada de tempo em tempo, a fim de se conseguir uma secagem mais uniforme. No dia seguinte, os montes ou leiras devem ser espalhados para receber algumas horas de sol. A seguir constrói-se montes maiores para continuar a secar, até alcançar o "ponto" de feno que é marcado pelo odor e pela coloração característica, aos quais o operador logo se habituará. Para isso, pega-se um pouco de Alfafa e torcer o máximo possível.

Não surgindo umidade ou quebra, o ponto de feno foi alcançado e o material com cerca de 14 a 16% de umidade está em condições de ser enfardado ou armazenado para consumo. Também pode-se fazer a fenação à sombra. Depois do corte, deixa-a tomar um dia de sol e, então, recolhe-a num galpão, espalhando-se a massa cortada em estrados de madeira. As camadas não devem ser superiores a 50cm para evitar aquecimentos e perdas por fermentação. De tempo em tempo, a massa deve ser revirada com garfos para uma secagem uniforme. Após cinco ou seis dias, dependendo das condições climáticas, chega-se ao ponto de feno, detectável como no caso anterior ou, ainda, por outro método prático, que consiste em tentar descascar com a unha uma haste da planta. Se não conseguir, estará pronto o feno.

A segadeira condicionadora possui atrás de sua barra de corte dois rolos de borrachas reguláveis que recebem o material cortado, espremendo-o. Estes rolos esmagam a haste, ficando assim o centro medular aberto. Isto facilita a velocidade de desidratação por ação direta do sol e do ar, reduzindo o tempo de fenação em até uma terça parte. São processos que auxiliam a fenação, principalmente em épocas de chuvas. No caso das desidratadoras, a vantagem é o aproveitamento total do material cortado, porém a viabilidade é questionada por serem processos de alto custo.

O grande valor de possuir a cultura no estabelecimento é a possibilidade de realizar-se cortes verdes diários, oferecendo à alfafa um único estágio de maturidade, favorecendo os trabalhos e diminuindo os custos.

De acordo com o número de animais e da quantidade a ministrar-se a cada categoria animal, estima-se a necessidade a ser cortada por meio do cálculo de produção por metro quadrado. Este cálculo definirá o número de linhas a serem cortadas para alcançar a quantidade necessária. Outro sistema é dividir o número de linhas por 30 dias, cortando o valor de linhas resultantes e distribuindo a produção pelo número de animais, seguindo ordens prioritárias de categorias.

Quando a alfafa alcançar 1/3 de floração, as linhas serão cortadas com alfanje, roçadeira costal, faca, tesoura, etc, a 5cm de altura e, logo depois, o material é recolhido em montes e retirado da parcela. A seguir realiza-se a capina de limpeza e afofamento da terra nas entrelinhas. Depois, aplica-se uma camada de estéreo ou composto curtido em toda superfície e, a cada dois cortes, será adicionado uma aplicação parcial de fertilizantes químicos, a fim de restituir-se os nutrientes exportados no verde. A irrigação seguirá os critérios de necessidades. Todas as tarefas de conservação e produção de alfafa podem ser realizadas por uma pessoa encarregada dos cuidados e dos cortes.

A seqüência de trabalho é a que segue: corte, amontoado, capinação, adubação e irrigação, tarefas dentro das possibilidades diárias de trabalho. Após um mês de corte, haverá um escalonamento de produção, com linhas recém-cortadas e linhas em floração, próximas ao corte.

A duração de um alfafal estará em relação direta aos trabalhos de implantação e cuidados posteriores. Em solos profundos e ricos em elementos minerais, a média de vida é dez a 12 anos. Já em solos rasos, com subsolo impermeável, a média é de quatro a seis anos. Em algumas regiões com condições excepcionais para a cultura encontram-se plantios com mais de 60 anos.

A produção também apresenta variações dependentes das condições de clima, solo e manejo. No estado de São Paulo, pode-se considerar um número de sete a dez cortes anuais como um rendimento regular 15t. M.s/ha/ ano; bom, 25t. M.s/ha/ano; ótimo, 301. M.s/ha/ano (M.s.=matéria seca)..

Especial atenção deverá ser dada ao alfafal, no que se refere à sua sanidade. Qualquer ocorrência estranha deverá ser comunicada ao Agrônomo, ou ao órgão de defesa (Instituto Biológico de São Paulo). Com certa regularidade, o encarregado percorrerá a área para inspecionar o aspecto da cultura e assinalar eventuais ocorrências estranhas como áreas amareladas ou murchas, ataques de pragas etc...

Ricardo Adrián Muradas

Fonte: www.ricardomuradas.com

Alfafa

NECESSIDADES HÍDRICAS, MÉTODOS DE IRRIGAÇÃO E ASPECTOS ECONÔMICOS DA CULTURA DE ALFAFA

1.Introdução

A alfafa (Medicago sativa), leguminosa originária da Ásia Central é considerada a "rainha das plantas forrageiras", por apresentar elevado valor nutritivo, grande produtividade e boa palatabilidade. Sabe-se do seu cultivo já no ano de 700 a.C. pelos árabes e talvez tenha sido a primeira herbácea a ser cultivada no mundo (IBAÑEZ, 1976).

Segundo da dados de COSTA & MONTEIRO, 1997, estima-se que a área cultivada com alfafa no mundo é da ordem de 32.266.605 ha, com a seguinte distribuição: no hemisfério norte, destaca-se como maior produtor os Estados Unidos da América, que representa também, a maior produção mundial, com 10,5 milhões de hectares ( 26% sob irrigação, segundo GUITJENS, 1990), seguidos pela ex-União Soviética, com 3,3 milhões, Canadá, com 2,5 milhões e Itália, com 1,3 milhões.

No hemisfério Sul, o maior produtor e o segundo em nível mundial, é a Argentina com 7,5 milhões de hectares Seguido pela África do Sul, com 300.000 e Peru, com 120.000. O Brasil apresenta uma área cultivada de apenas de apenas 26.000 hectares. As dificuldades para expansão do cultivo da alfafa no Brasil ainda, vão desde o desconhecimento da cultura, passando por aspectos de fertilidade do solo, manejo, irrigação em áreas secas, produção de sementes, até a necessidade de produção de material mais adaptado e em equilíbrio com as principais doenças e pragas, que acompanham a alfafa em todo o mundo. Paim, 1994 citado por COSTA & MONTEIRO, (1997)

A alfafa pode ser cultivada em monocultura, em rotação com outras culturas de grãos, e em mistura com várias espécies de forrageiras. Seu principal uso é como feno, silagem e pastagem para ruminantes, ou como fonte de proteínas e vitamina A para animais não ruminantes, como aves domésticas e porcos (HEICHEL, 1983).

No Brasil, a cultura vem sendo tradicionalmente cultivada no sul do país devido, principalmente, a sua boa tolerância ao frio, bem como sua elevada exigência quanto à fertilidade do solo (CUNHA et al., 1994).

No entanto, a expansão da eqüinocultura e a bovinocultura leiteira para áreas mais ao centro do país, tornou crescente a busca por forrageiras produtivas de alto valor nutricional, expandindo o cultivo da alfafa para regiões com diferentes condições edafoclimáticas. Somente no estado de Goiás a taxa de crescimento da bovinocultura leiteira em 1995 foi de 15,4% enquanto que a produção brasileira foi de 12,0%. Já em 1996 acentuou-se a diferença entre essas duas taxas, sendo que neste período a produção leiteira goiana cresceu 24,6% e a produção nacional foi de 6,3%(A GRANJA, 1997).

No entanto, deve-se considerar que os aumentos na produtividade de quaisquer cultivos estão na dependência de certos fatores, tais como: genéticos, climáticos, edáficos e principalmente aqueles relacionados com o manejo das culturas (irrigação, pragas, doenças, entre outras).

A suplementacão hídrica através da irrigação, se constitui numa das técnicas que podem ser adotadas visando a minimização dos efeitos do déficit hídrico. Porém, na maioria dos casos os custos são mais elevados e o acréscimo desejado na produtividade não é atingido, ficando desta forma, comprometidas a receitas líquidas do produtor. Isto pode ser atribuído em grande parte à falta de informações e conseqüente manejo inadequado da irrigação por parte dos agricultores, principalmente com relação a quantidade adequada de água e o momento oportuno de aplicação. Assim, quando dizemos manejo correto da irrigação, faz-se necessário o conhecimento das exigências hídricas da cultura no local, métodos de irrigação, levando-se em conta os mais eficazes e com menor custo possível, objetivando a máxima produtividade e conseqüentemente as maiores receitas liquídas.

2. Exigências hídricas

A água é essencial para a hidratação dos tecidos da planta e segundo (GOMES, 1994) a necessidade hídrica de qualquer cultura esta relacionada com a evapotranspiração, que corresponde a quantidade de água que passa a atmosfera em forma de vapor, pela evaporação do solo e transpiração das plantas, mais a quantidade d'água que é incorporada à massa vegetal. Essa quantidade que é retida pela planta, que se denomina água de constituição, é muito pequena com relação a água evaporada e transpirada, e por isto se considera que a necessidade de água da planta ou do conjunto solo-planta é igual à água que é transferida para a atmosfera pela evaporação do solo e transpiração das plantas. O conjunto dos dois fenômenos é denominado evapotranspiração da cultura.

Blad (1983), citado por GUITJENS (1990) relata que evapotranspiração ocorre em resposta a demanda atmosférica por água, mas a intensidade deste processo pode ser modificado pela quantidade de água disponível para as plantas no solo. Um decréscimo nesta quantidade poderá afetar o transporte de água através da planta, e portanto, o crescimento desta. GUITJENS (1990) cita que o potencial do solo não pode ser menor do que -200kPa.

A evapotranspiração depende basicamente do clima, do tipo e estado de desenvolvimento da cultura.

Normalmente quando maior a evapotranspiração, maior será a quantidade de matéria seca produzida, como mostra a figura 1 (GUITJENS, 1990).

Algumas pesquisas tem mostrado que o requerimento de água da alfafa é maior que do milho e sorgo, que realizam fotossíntese pela via C4. As estimativas do requerimento de água da alfafa varia conforme a variedade, condições de crescimento, e das perdas de água no solo pela evaporação e percolação (HEICHEL, 1983). Briggs & Shantz (1914, citados por HEICHEL, 1983) relataram que o requerimento de água está entre 631 a 834kg de H2O por kg de matéria seca de alfafa. Já Shantz & Piemeisel (1927, citados por HEICHEL, 1983) encontraram um requerimento de 890 a 957kg de H2O por matéria seca de alfafa, dependendo do cultivar. Gifforrd & Jensen (1967, citados por HEICHEL, 1983) observaram um requerimento de água de 800kg de H2O por matéria seca de alfafa, crescendo em solo úmido, e 1360kg para alfafa crescendo em solo seco. Quando a alfafa está crescendo em campo irrigado, considerando-se todos os fatores que levam à perda d'água, as taxas de requerimento de água variam de 512 a 663kg de H2O por kg de matéria seca, considerando-se as diferentes condições climáticas ao longo do ano. Estes valores sugerem que a alfafa requer cerca de 5,6 a 7,3cm.ha-1 de água por tonelada de matéria seca para satisfazer suas necessidades transpiracionais durante a estação de crescimento (HEICHEL, 1983).

Os estágios de desenvolvimento da alfafa de maior requerimento de água são a de germinação, estabelecimento da muda, período pós-corte e na fase de produção de sementes (HEICHEL, 1983). A irrigação, principalmente nestas fases, é primordial para um bom desenvolvimento da planta e conseqüente aumento na produtividade, quando não pode-se contar com água das chuvas. O manejo da irrigação durante o crescimento vegetativo varia com a estação do ano, com as características do solo e com a situação financeira do produtor.

Recomenda-se irrigação no período de pré-plantio da alfafa para deixar o solo em condições de umidade ideal para a germinação da semente, além de evitar o risco de encrostamento, principalmente em solos salinos, o que atrapalharia o estabelecimento da muda por aumentar o atrito do mesmo (HEICHEL, 1983).

2.1.Clima

Originalmente, a cultura da alfafa é de clima temperado. Entretanto, atualmente, ocorrem diversas variedades produtivas adaptadas ao clima tropical, entre estas destacam-se CRIOULA e PIONNER. Seu crescimento pode ocorrer com variações de clima acima de 30° C ou abaixo de 10° C; porém a uma temperatura estável de 25° C, em condições de baixa umidade relativa do ar, a produtividade é maior (Manual do Irrigante, 1987). No verão têm-se obtido as melhores produtividades. Entretanto, no inverno, desde que não rigoroso, o ganho na produtividade pode ser compensado com o uso da irrigação. ALVIM & BOTREL (1995) informam que os resultados de pesquisas do CNPGL mostram que sob condições de irrigação, aproximadamente 42% da produção anual da alfafa pode ser obtido nesta época do ano. A temperatura influencia diretamente no intervalo de cortes, ou seja, no crescimento vegetativo. Em geral, quanto maior a temperatura menor será o intervalo(Tabela 1) (DOORENBOS & PRUITT, 1977) .

2.2. Estado de desenvolvimento

Quanto maior for a densidade de plantas e a zona radicular, a evapotranspiração potencial tende a ser maior. Em geral, durante o ciclo fenológico, a alfafa aumenta seu consumo hídrico no início da floração (semente) e imediatamente após o corte (silagem), quando começa a diminuir e logo se estabiliza (GOMES, 1994; Manual do Irrigante, 1987).

Para cada fase de crescimento da cultura existe a seguinte relação:

Em que:

Kc: coeficiente de cultivo
Etp:
evapotranspiração potencial da cultura considerada, ou seja, quantidade de água consumida, em um determinado intervalo de tempo, pela cultura em plena atividade vegetativa
ETo:
evapotranspiração de referência medida no lugar da cultura considerada, ou seja, é a taxa de evapotranspiração de uma superfície com vegetação rasteira.

2.2.1. Desenvolvimento do sistema radicular

A alfafa tem um sistema radicular profundo que se estende a até 3m em solos profundos. A máxima profundidade das raízes se alcança depois do primeiro ano.

O cultivo pode extrair água desde uma grande profundidade, demonstrando que o efeito da irrigação para solos rasos (lençol freático situado até 2m da superfície) é baixo. Normalmente quando a planta está completamente desenvolvida 100% da água extraída está situada de 1 a 2m de profundidade. Segundo TAYLOR & MARBLE (1986) verificaram os mais altos rendimentos quando a extração de água no solo estava confinada a uma profundidade de até 0,6m, e quando a disponibilidade de água no solo era de 16% numa profundidade de 0,6 a 1,2m e 89% na profundidade, de 1,2 a 1,8m o sistema radicular não conseguiu extrair água devido a restrição física do solo.

Quando a evapotranspiração máxima é de 5 a 6mm.dia-1, pode esgotar-se ao redor de 50% do total da água disponível no solo, antes que absorção da água precedente afete a evapotranspiração do cultivo (FAO, 1980).

3.Efeitos do stress hídrico

Quando a demanda da evaporação excede a capacidade da planta em transportar água através de seu sistema, ocorre o chamado stress hídrico. Embora o stress hídrico reduza a produtividade (Donavan &Meek, 1983; citados por GUIJENS, 1990) a planta apresenta uma habilidade de recuperar-se quando o stress acaba.

Brown & Tanner (1983; citados por GUITJENS, 1990) concluíram que o stress hídrico na última metade do ciclo de crescimento não afetou a densidade de caules e folhas e o total de peso seco, entretanto, a densidade de caules diminuiu 23% quando o stress ocorreu durante os primeiros 14 dias do rebrote, e uma vez reduzido este número, as irrigações posteriores não foram capazes de aumentar o mesmo. Segundo HEICHEL (1983), com o aumento do stress hídrico no solo há uma diminuição do crescimento das raízes e da nodulação. A atividade da nitrogenase nos nódulos pode se reduzir até 85%.

Umidade do solo abundante é essencial para a germinação e para o estabelecimento da plântula. Segundo HEICHEL (1983), a germinação é inibida em potenciais osmóticos de -12 a -15bars. A redução do potencial de água de -0,5 para -10,0bars durante quatro semanas causou uma redução de 28% no número de caules da muda de alfafa. Nestas mesmas condições o número de brotos foi reduzido 31%, e o peso da planta decaiu 58%.

4.Métodos de Irrigação

Para a produção da alfafa utiliza-se o método de irrigação por aspersão, e por superfície. Dentro do método de irrigação por aspersão existem numerosas maneiras para se irrigar a cultura , variando em função da área, condições climáticas, capital investido, qualidade e quantidade de água, entre outros. Neste seminário, procuramos nos ater aos mais usuais em nosso país.

4.1. Irrigação por aspersão

O método de irrigação por aspersão consiste na aplicação de água às plantas em forma de chuva artificial, por meio de dispositivos especiais (aspersores), abastecidos com água sob pressão. Estes dipositivos especiais chamados de aspersores são basicamente, pequenos orifícios ou bocais com a função de pulverizar os jatos d'água que saem das tubulações, conferindo uma certa uniformidade na precipitação (GOMES,1996). Este método é muito indicado principalmente para solos arenosos com alta capacidade de infiltração e portanto alta percolação, inviabilizado a utilização da irrigação por superfície. Estes tipos de solos também possuem uma baixa capacidade de retenção de água requerendo irrigações constantes, com aplicação de menor quantidade d'água, o que é mais fácil de ser conseguido com irrigação por aspersão do que por superfície (BERNARDO,1989).

A aspersão permite a utilização da quimigação (aplicação de fertilizantes e produtos químicos via água de irrigação) propiciando grande economia de mão-de-obra. Vários fatores climáticos afetam a distribuição da precipitação, como o vento, umidade relativa do ar e temperatura. Em locais de ventos fortes e constantes, temperaturas altas e de baixa umidade relativa do ar inviabilizam a utilização do método.

Os componentes básicos são: aspersores, tubulações, conjunto motobomba, sendo este responsável pela captação da água de irrigação do manancial, sua condução à linha lateral e aspersores.

4.1.1. Sistemas de aspersão convencionais

A denominação "convencional" deve-se ao fato de este tipo de aspersão Ter sido o primeiro a ser idealizado e ainda o de emprego mais tradicional (VIEIRA,1995)

Na aspersão convencional a água é aplicada na cultura por meio de aspersores instalados ao longo de uma tubulação. Os aspersores são de baixa (4 a 20 mca) e média pressão (20 a 40 mca), com espaçamentos compreendidos de 6 a 36m, instalados sobre tubos porta-aspersores conectados à linha lateral e estes à fonte de abastecimento de água mediante uma rede principal de tubulações de distribuição. Os métodos de aspersão convencionais são os mais empregados devido ao menor custo de implantação e a maior flexibilidade no manejo.

São classificados, segundo a forma de instalação, manejo das tubulações e aspersores, em portátil, semiportátil e fixo.

4.1.1.1. Sistema portátil

São aqueles cujas tubulações de distribuição e as linhas laterais são instaladas sobre o terreno, sendo transportadas para várias posições de irrigação dentro da área. Normalmente são feitos com materiais leves, como alumínio ou PVC rígido, dotados de engates rápidos para facilitar as operações de transporte.

São sistemas que requerem menor investimento em capital. Entretanto, apresentam como desvantagem, maior necessidade de mão-de-obra. Deve-se projetar o sistema com no mínimo 2 linhas laterais trabalhando de 18 a 24 horas por dia, para que quando completar um irrigação em toda a área, deve estar na hora de iniciar uma nova irrigação.

4.1.1.2. Sistema semiportáteis

Considerado uma variação do sistema portátil, a exceção que as tubulações de distribuição (linha principal) são fixas e normalmente ficam enterradas.

4.1.1.3. Sistemas fixos

As tubulações de distribuição e as linhas laterais cobrem toda superfície da parcela irrigada, necessitando de pouca mão-de-obra. É um opção quando o custo do sistema portátil, mais os custos adicionais com a mão-de-obra necessária para a irrigação, supera o custo de implantação da instalação fixa.

4.1.2. Sistema de aspersão não convencionais

São aqueles empregados em condições especiaisde solo, topografia do terreno, área a irrigar, disponibilidade de energia ou capacidade de investimento das instalações. Possui restrições de aplicação a determinados tipos de cultura. Destacam-se o canhão hidráulico e o pivô central.

4.1.2.1 Canhão hidráulico

São equipamentos de irrigação que funcionam com pressões que variam de 40mca a até mais de 100mca, e cujo raio de alcance varia entre os valores compreendidos desde 30 a 100m, dependendo do modelo de cada fabricante. Na maioria dos casos o canhão hidráulico é utilizado de forma portátil, instalado sobre as linhas laterais, de maneira similar ao funcionamento de um sistema convencional. O canhão irriga separadamente cada setor da área da parcela e é deslocado de uma posição a outra após a aplicação de cada irrigação. Ele também pode ser utilizado acoplado a sistema autopropelido ou automotriz. O sistema autopropelido recebe água por meio de uma mangueira suficientemente resistente para suportar a pressão interna do líquido e os arrastes sobre o terreno. Quando se adota esta solução, a instalação da rede de abastecimento de água se reduz exclusivamente a tubulação de distribuição, normalmente enterrada, com válvulas ou hidrantes para conectar com a mangueira do sistema móvel.

4.2.2.2 Pivô Central

O sistema pivô consiste fundamentalmente de uma tubulação metálica, onde são instalados os aspersores, que gira continuamente ao redor de uma estrutura fixa.

Os aspersores, que são abastecidos pela tubulação metálica (ala do pivô), dão origem a uma irrigação uniformemente distribuída sobre uma grande superfície circular (fig. 7). A tubulação que recebe água sob pressão do dispositivo central, denominado "ponto pivô", se apoia em várias torres metálicas triangulares, montadas sobre grandes rodas pneumáticas. As torres se movem continuamente, acionadas individualmente por dispositivos elétricos ou hidráulicos, descrevendo circunferências concêntricas ao redor do ponto do pivô (GOMES,1994).

A superfície irrigada pelo pivô é proporcional ao quadrado do comprimento (L) da tubulação de distribuição (A=Õ L2), e por essa razão quanto maior for o comprimento da ala maior será a superfíce irrigada por metro de tubulação. O investimento unitário ( em unidades monetárias por hectare), necessário para equipar uma unidade pivô, será tanto menor quanto maior for o comprimento da ala (GOMES,1994).

São as seguintes as principais vantagens e desvantagens do sistema (BERNARDO, 1989):

A principal vantagem é a economia em mão de obra, para efetuar a irrigação
Economia de tubulações, quando se usa água subterrânea, pois não precisa de linha principal
Mantém o mesmo alinhamento e velocidade de movimentação, em todas as irrigações
Após completar uma irrigação, o sistema estará no ponto inicial, para a outra irrigação
Pode-se obter uma boa uniformidade de aplicação, quando bem dimensionado

Desvantagens

É muito difícil mudá-lo da área, para poder aumentar a área irrigada, por unidade de equipamento;
Perde 20% da área, aproximadamente ( com um raio de 400 m irriga de 50 a 54 ha de cada 40 a 140 mm/h);
Tem uma alta intensidade de aplicação, na extremidade do ô, geralmente variando entre 40 a 140mm/h;
Por causa da alta intensidade de aplicação, na extremidade do pivô, precisa-se tomar cuidado com o escoamento superficial.

4.2.1 Irrigação de superfície

A irrigação de superfície é um método simples, largamente empregado no Brasil, quase exclusivamente na cultura do arroz e frutíferas. Existem muitas variações mas todas envolvendo a divisão do terreno em unidades menores limitadas por pequenos diques, de modo que cada uma, de superfície quase plana denominada tabuleiro, formam um compartimento onde é colocada uma lâmina de água para se infiltrar no solo (OLITTA, 1987).

Este método, apresenta como vantagens: maior simplicidade operacional; independem de quaisquer parâmetros climáticos; elevado potencial para reduzir o consumo de energia; aproveitamento de águas de má qualidade física, química ou microbiológica; maior margem de segurança à cultura; independe da altura das plantas. No entanto, a limitação consiste na disponibilidade de recursos hídricos suficientes; são inadequados para solos muito arenosos, com alta capacidade de infiltração e topografia plana e uniforme; limitações em solos salinos e quando a água apresenta teores elevados de sais.

O método de irrigação por superfície apresenta vários sistemas, entre eles: irrigação por sulcos de infiltração, irrigação por faixas e irrigação por inundação.

Para a cultura da alfafa o sistema mais utilizado consiste na irrigação por faixas .Deve-se ressaltar, que neste método, é muito importante evitar o encharcamento excessivo do solo pois a cultura da alfafa é extremamente sensível a falta de aeração do mesmo.

Na irrigação por faixas a água é aplicada em faixas de terreno compreendidas entre pequenos diques paralelos. As faixas devem ter declividade transversal praticamente nula enquanto a longitudinal não deve ser inferior a 0,1% e nem superior a 3%. As dimensões das faixas dependem da natureza do solo, declividade do terreno e vazão.

A vazão de entrada deve ser suficiente para manter a lâmina hídrica em toda a superfície, sem porém causar erosão.

A eficiência da irrigação por faixas depende das perdas, que ocorrem por percolação profunda, escoamento no final do sulco e evaporação direta da água. Em média gira em torno de 60%.

5. Aspectos econômicos

Na literatura são escassos os trabalhos envolvendo custos de produção e rentabilidade da cultura.

A alfafa tem sido comumente utilizada para a produção de feno, uma menor parte em silagem e pastejo( principalmente na Argentina).

Como exemplo, a Fazenda São Joaquim, localizada no munício de Pereira Barreto-SP, iniciou em 1997 o plantio da alfafa sob pivô central (sem controle da irrigação) . Atualmente, produtividade média vem situando-se na casa de 1000t/ha (oitavo corte) podendo chegar a 12 cortes/ano, com o custo estimado de 300 reais por hectare. No momento, toda a produção vem sendo utilizada para consumo próprio(fazenda leiteira) mas estimam o preço para venda em torno de 600 reais por tonelada.

Segundo Passos(1994) citado por COSTA & MONTEIRO (1997), a produção de alfafa por unidade de área aumenta linearmente com o fornecimento de água até a capacidade de campo, desde que o solo não apresente impedimento físico e químico, tendo em vista que não tolera solos com excesso de umidade e alumínio livre, além de apresentar crescimento limitado em solos de pH baixo, ressaltando que a cultura da alfafa tem potencial de rendimento de matéria seca (MS) ao redor de 25t/ha/ano. Entretanto, esta marca muitas vezes não é atingida, principalmente pela manejo incorreto da cultura.

RESENDE & FILHO (1994) estimaram o custo total de US$ 36,60 por tonelada de alfafa verde (área experimental de 3,3 ha) com irrigação por aspersão. Tomando-se como base uma relação massa verde/feno de 5:1, ou seja, um gasto de 5t de matéria verde para produzir uma tonelada de feno, tem-se que na produção do feno, o custo relativo à alfafa será de US$ 183, 00, ou seja, US$ 36,60 X 5ton. Somando-se a este valor o custo relativo à desidratação artificial, tem-se um custo final de, aproximadamente US$251,00 por t de feno produzido e armazenado. O autor ainda estima o preço de mercado do feno a US$ 0,29 /kg.

Débora Pires Paula

Cláudio Ricardo da Silva

6.Referências Bibliográficas

A GRANJA: Revista dos criadores. Orgão Oficial de Divulgação da Associação Brasileira dos Criadores. Ano LXVII n.808 , 7-16p.,1997.
ALVIM, M.J. & BOTREL, M.A. Época de plantio de alfafa (</7I>Medicago Sativa L.) na zona da Mata de Minas Gerais. Soc.Bras.Zoot. V.24 n.4, 1995.
BERNARDO,S. Manual de irrigação. 5.ed.Viçosa, UFV, Impr. Univ.,1989. 596p.
BRASIL. Ministério da Irrigação. Tempo de irrigar: Manual do irrigante. Programa Nacional de Irrigação, PRONI. São Paulo: Matter. 1987.
COSTA, C. & MONTEIRO, AL.G. Alfafa como forrageira para corte e pastejo. In: 3o Simpósio sobre Ecossistema de Pastagens. (Anais). FAVORETTO, V.,RODRIGUES, L.R.A., RODRIGUES, T.J .Jaboticabal, FCVAV/UNESP, 1997. (297-317p.).
CUNHA G.R. et al. Evapotransiration and water-use efficiency in lucerne. Revista Brasileira de Agrometeorologia. 2: 23 - 27. 1994.
DOORENBOS, J.& KASSAN, A.H. Efectos del agua sobre el rendimento de los cultivos . FAO, Roma, 1980, (Boletim: 33).
DOORENBOS, J.& PRUITT, W.O. Las necessidades de agua de los cultivos. FAO, Roma, 1977, (Boletim: 24).
GUITJENS, J.C. Alfafa. Cap. 18. In: STEWART, B.A. & NIELSEN, D.R. Irrigation of Agricultural Grops. Ed. Committee, Madison, USA, 1990, p.537-568.
G. H. Alfalfa. Cap. 4. In: TEARE I.D. & PEET M.M. Crop-water relations. A Wiley Interscience publication. Canada - USA. 1983. pp. 127 - 153.
IBAÑEZ M.P. Antecedentes y generalidades del cultivo de la alfafa. Ediciones Mundi-Prensa, Madrid. 1976. Cap. I. pp.: 21 - 32.
RESENDE, J.C. & FILHO,J.A.C.F. Produção de alfafa: estimativa e análise dos custos de produção. In: Cultura da Alfafa: estabelecimento, fenação, custo de produção e construção de secador estático. CARVALHO, D.V. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Centro Nacional de Pesquisa de Gado e Leite. Coronel Pacheco,MG, 1994 (21-39p.).
A.J. & MARBLE V.L. Lucerne irrigation and soil water use during bloom and seed set on a redbrown earth in south-eastern Australia. Australian Journal of Experimental Agriculture. 26(5): 577 - 581. 1986.
VIEIRA, D.B. As técnicas de Irrigação. Globo. São paulo,1995.(Coleção do Agricultor. Publicações Globo Rural)
WRIGHT J.L. Daily and seasonal evapotranspiration and yield of irrigated alfafa in soutern Idaho. Agronomy Journal. 80(4): 662 - 669. 1988.

Fonte: www.agr.feis.unesp.br

Alfafa

Alfafa
Alfafa

A alfafa é cultivada na região sul do Brasil. Usa-se as folhas. Pode ser consumida em saladas.

Composição

Vitaminas A1, B2 e C, além de minerais contém também potássio, magnésio, fósforo e cálcio.

Indicação

Age no tratamento de anemias, ausência de ferro (veja também feijão), hemorragias. Auxilia na circulação sangüínea protegendo as hemorragias. O seu chá tomado em jejum recalcifica os ossos e combate o raquitismo facilitando a digestão.

É recomendada na alimentação para combater escorbuto, falta de apetite, má digestão, úlceras nervosas, cistite, reumatismo e artrite.

Uso

Tomar o chá sempre da folha seca. Secar na sombra. Tomar um copo de chá durante 4 dias por semana. Intercalar e repetir a dose outras vezes.

Outros

Fortificante, contra o raquitismo. Contém várias vitaminas, abre o apetite, calmante. Tônico geral. Levanta as forças na debilidade. Combate o excesso de uréia

Fonte: www.plantaservas.hpg.ig.com.br

Alfafa

A alfafa é uma leguminosa herbácea perene muito saborosa e produtiva com distribuição mundial. É cultivada em todos os estados em os EUA. Centenas de diferentes variedades foram desenvolvidas. Hábito de crescimento é vertical, com coroas de ter 5-25 caules crescendo 23-35 polegadas (60-90 cm) de altura.

Rebrota ocorre a partir de gemas da coroa ou botões tronco axilares. Alfafa tem uma raiz principal proeminente.

No entanto, normalmente 60-70 por cento do sistema radicular se concentra no Alto de 6 polegadas (15 cm) de solo, com raízes fibrosas predominante e tendo a maioria dos nódulos. É alto rendimento e em alta qualidade, mas exige alta fertilidade e grandes quantidades de água para melhor produtividade. Ele é cultivada principalmente para feno, mas pode ser ensilado, ou usado como pasto, quer isoladamente ou em combinação com gramas.

Alfafa
Alfafa

O interesse despertado pela alfafa peletizada,forma moderna de comercialização da alfafa,está relacionada com as exigências dos animais,dos quais se deseja sempre uma melhor produção.Suas características nutritivas situam a alfafa peletizada em uma posição intermediária entre as forragens comuns e os alimentos concentrados,ainda que seja nítidamente superior a esses últimos pelo seu conteúdo de carotenos e xantofilas, bem como componentes vitamínicos e minerais.Constitui, então, alimento insubstituível para a integração de concentrados.

BOVINOS

A alfafa peletizada anula ou reduz as necessidades de suplemento protéico e melhora a qualidade do feno ou das rações de escassa proteína.Ao mesmo tempo é ideal para balancear rações de grãos moídos.Adicionada ao alimento determina um aporte de fatores de crescimento capazes de estimular o ganho ponderal e aumentar a utilização do alimento(biodigestibilidade).É impotante para melhorar a utilizaçào das forragens pobres destinadas ao gado de corte e influi favorávelmente na produção do leite e no pese corporal do gado leiteiro.

EQÜINOS

A alfafa peletizada substitui com vantagens os fenos de gramíneas,já que tem 33% mais de valor alimentício.Como o material fibroso integra 40-50% das rações de cavalos a troca parcial do feno por alfafa peletizada resulta muito adequada para melhorar a qualidade da alimentação.A suplementação de 0,5% do peso vivo é uma excelente dose.

SUÍNOS

A alfafa peletizada de boa qualidade contém um ou mais fatores claramente necessários para a reprodução e lactação.A ração que um animal recebe durante o crescimento,exerce uma influencia decisiva sobre a capacidade do animal para gestar,reproduzir e amamentar muitos meses depois.

OVINOS –CAPRINOS

A alfafa peletizada pode ser administrada perfeitamente à ovinos e caprinos,tanto como complemento como alimento principal e é um alimento fibroso que cumpre com perfeição o processo de nutrição destes animais.Os criadores da Argentina sustentam que a alfafa peletizada é o melhor alimento para ovinos e caprinos,confirmando os trabalhos sobre alimentação de outros países,com excelentes resultados em seus lotes.

AVES

Sob o ponto de vista atual, a pigmentação das aves de corte e da gema de ovos de consumo, constituem fatores importantes para os avicultores.À título de orientação o emprego de 4-8% de alfafa peletizada nas rações de aves de corte e poedeiras é suficiente para aumentar a pigmentção da carne e da gema dos ovos.

COELHOS-CHINCHILAS

A alfafa peletizada é o melhor suplemento protéico-fibroso para coelhos e chinchilas e supera os outros fenos em qualidade e praticidade de apresentação e consumo.É uma leguminosa de excelente qualidade que pode contituir o único alimento de machos que não estão em serviço,fêmeas não grávidas e animais jovens em crescimento para reposição.

Fonte: www.alf.ind.br

Alfafa

Alfafa
Alfafa

A alfafa vem a ser uma planta originária da África do Norte e da Ásia. De modo que, por exemplo, os árabes batizaram com o nome de “ao-fac-facah”, que significa “mãe de todos os alimentos”.

Não é em vão, chegavam a utilizar esta planta como protetora do cabelo (cuidar o cabelo no verão), e inclusive para fortalecê-lo.

Mesmo que nas próximas linhas explicaremos alguns dos benefícios e propriedades mais importantes da alfafa, poderíamos indicar desde um primeiro momento que trata-se de um dos alimentos que uma maior concentração natural de minerais.

Isto se deve a sua raiz, a qual é capaz de absorver nutrientes dificilmente acessíveis a maioria das plantas.

Benefícios e propriedades da alfafa

Tradicionalmente se utilizou o exsudato das folhas de alfafa, o qual é rico em proteínas (entre um 40 e 50% aproximadamente), minerais (como o cálcio), oligoelementos (como o ferro, fósforo, selênio, zinco, e cobre), ou aminoácidos.

Por tudo indicado até estes precisos momentos, é um excelente estimulante geral, sendo muito beneficente por sua vez para melhorar os problemas dos cabelos apagados, quebradiços, assim como para as unhas frágeis.

Não podemos esquecer-nos neste ponto de suas vitaminas, já que especialmente inclui a vitamina K, que é muito recomendada em casos de anemia porque é essencial para a síntese dos fatores de coagulação.

Também possui uma ação remineralizante e hormonal, de maneira que a alfafa é igualmente útil tanto na osteoporose como na menopausa.

Fonte: www.vivendosaudavel.com

Alfafa

Alfafa
Alfafa

A Alfafa é empregada na alimentação de cavalos puro sangue e no entanto, é um chá medicinal com uma excelente fonte de potássio, magnésio, cálcio e fósforo.

É muito rica em nutriente e supre as necessidades vitamínicas, minerais e protéicas de fadigados em geral.

A Alfafa age em anemias causadas por deficiência de ferro e seu uso auxilia no processo de coagulação sangüínea.

É indicada para: Artrite, Reumatismo, Revigorante de fadiga, Cistites, Afecções nervosas, Falta de apetite e má digestão.

Partes usadas: Folhas e sementes.

Família: Leguminosas

Preparo e uso

As folhas da alfafa devem estar secas e preparadas específicamente para o uso como chá.

Deve ser feita uma infusão moderada e tomar uma xícara diária, conforme a necessidade.

Características

Herbácea que atinge até 80 cm de altura, com raizes, rizoma e caule compridos. De folhas ovais e dentadas, suas flores são amarelas ou violetas, pequenas e dispostas em cachos.

Dicas de Cultivo

Adapta-se aos climas temperado, subtropical e tropical, preferindo solos neutros (pH=7). O plantio é feito por semente, direto no campo, obedecendo o espaçamento de 0,25m enre cada cova.

Outros Nomes

Também conhecida como alfafa-de-flor-roxa, alfafa-verdadeira, melga-dos-prados. luzema, melga-dos-prados.

Portugues: alfafa, luserna, melga;
Espanhol:
alfafa, cadillo de hierba;
Francês:
luzerne [cultivèe];
Inglês:
lucern, lucerne, alfafa.

Princípios Ativos

Rica em beta-caroteno, vitaminas C, D, E e K; cálcio, potássio e ferro.

Propriedades

Analgésico, diurético (frutos) e antiespasmódico.

Indicações

É uma das plantas mais usadas pela indústria para a obtenção da vitamina K e clorofila. É indicada nos casos de anemia e deficiência em vitamina K e cálcio.

Nesses casos, usa-se o chá e o suco das folhas.

Toxicologia

Quando consumida fresca causa distúrbios tais como inchações e inflamações internas.

Fonte: www.cantoverde.org/www.dicasdebebidas.com.br

Alfafa

Nome científico

Medicago sativa Família: Leguminosae

Nome popular

Alfafa-de-flor-roxa, alfafa-verdadeira, alfafa-de-provença, luzerna, melda-dosprados

Parte utilizada

Parte aérea

Alfafa
Alfafa

Princípio Ativo

Matéria nitrogenada e não nitrogenadas, matérias graxas, celulose, vitaminas, sais minerais, saponinas, aminoácidos e enzimas.

Indicação

Contêm vitaminas A, C, E, K, minerais (cálcio, potássio, fósforo e ferro) muito utilizado em avitaminose A, C, E ou K, púrpura hipoprotrombênica e debilidade durante período de convalescença. Anti-reumático,antiartrítica, antiescorbútica, antiinflamatória, aromática, diurética, esfoliante e estimulante.

Recalcificante, muito usada nos casos de raquitismo.

Contra indicação / Precaução

Lupus eritematoso sistêmico, ingestão em grande quantidade (superior às consumidas em dietas) deve ser evitada em virtude da comprovada atividade estrogênica e possível ação anticoagulante.

Doses excessivas podem interferir nas terapias hormonais e anticoagulante. Em pacientes diabéticos o conteúdo do manganês pode alterar a concentração de açúcar do sangue. Não prescrever extratos alcoólicos a crianças menores de 2 anos nem a pacientes em processo de desintoxicação alcoólica.

Forma farmacêutica / Posologia

Pó : 300mg a 1g/dia
Extrato fluido: 5 a 10 ml em álcool 25% 3xdia
Rasura: 5 a 10g por infusão 3xdia
Extrato seco (5:1): 500mg a 1g/dia

Referências Bibliográficas

1. www.ervasdositio.com.br
2. NEWALL, C.A; ANDERSON L.A. PHILLIPSON, J. D. Plantas Medicinais – Guia para
profissional de saúde. Editora Premier, 2002.
3.TESKE, M.; TRENTINI, A M.M. Herbarium – Compêndio de Fitoterapia, 3ºedição revisada,
Curitiba

Fonte: www.opcaofenix.com.br

Alfafa

CLIMA

É adaptável a qualquer tipo de clima, pois é conhecida mundialmente. No Brasil, pode-se dizer que o clima não é fator limitante.

SOLO

Prefere solo areno-argiloso, porém, pode ser cultivado em qualquer tipo de solo, arenoso ou argiloso, desde que tenha uma boa fertilidade e alto teor de matéria orgânica. A alfafa não tolera solos de várzea ou sujeitos às inundações.

CALAGEM

Prefer solos de Ph 6-7. Em solos ácidos, é necessário que se faça a calagem, com pelo menos 01 ano de antecedência.

ADUBAÇÃO DE PLANTIO

Por ser uma cultura altamente exigente, é necessário que o solo tenha um bom teor de: fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, boro, zinco, cobalto, molibdênio e matéria orgânica.

PREPARO DE SOLO

O solo deve estar bem destorroado, para permitir uma boa germinação, pois as sementes de alfafa são de tamanho minúsculo, exigindo um bom preparo do solo.

ÉPOCA DE PLANTIO

O melhor plantio se faz no outono ( abril, maio, junho ), devido à temperatura nesta época do ano ser mais amena, dando condições de germinação da alfafa, com menor incidência de doenças e ervas daninhas. A geada não mata a alfafa mesmo quando recém-nascida.

VARIEDADE

No Brasil, a variedade crioula é a que mais se adaptou, em termos de durabilidade, produtividade e resistência a doenças.

INOCULAÇÃO

Por se tratar de uma leguminosa, é importante que faça a inoculação com inoculante específico para alfafa (Rhizobium melliotti).

PLANTIO

Qualidade de sementes: 15-20 kg/ha.
Quantidade de sementes linear:
100 sementes/m.
Espaçamento:
12,0 cm.
Profundidade de plantio:
1,0 cm.

1 º CORTE

Alfafa

Realizar o primeiro corte, com o minimo, 75 dias após a germinação, para uma formação do sistema radicular.

COLHEITA

Alfafa

Atura de corte: 8,0 cm.

Intervalo de corte: 30 dias na Primavera - Verão. 35 dias no Outono Inverno.

FENO DE ALFAFA

Para uma melhor qualidade do feno, recomenda-se a pré secagem no campo e a secagem final à sombra, colocando o feno sob um estrado de madeira, permitindo assim uma melhor ventilação. Pré-secagem a campo= 3-5 horas sob sol na primevera e verão. 6-12 horas no outono e inverno. Secagem final à sombra=5-6 dias na primavera e verão. 6-12 dias no outono e inverno.

ADUBAÇÃO DE MANUTENÇÃO

Em geral, poderá se fazer a adubação de manutenção a cada corte ou pelo menos a cada 2 cortes, na proporção de: 50 kg de cloreto de potássio + 1,0 kg de boro + 1,0 kg de sulfato de zinco, para cada 1,0 ton. de feno produzido.

1- CUSCUTA: Conhecida como cipó amarelo ou cabelo de anjo. É um parasita que além de matar a alfafa, prejudica a qualidade de feno e tem alta capacidade de reprodução, tanto pelas sementes como pelos caules, praga esta que poderá permancecer no solo por até 20 anos. CONTROLE: Utilizar sementes certificada isenta da cuscuta.
2- PULGÃO:
Suga a seiva da planta prejudicando o desenvolvimento, podendo até causar a morte da alfafa, quando jovem. CONTROLE: PIRIMOR=103 g/ha - produto não tóxico, com alto índice de eficiêrncia.
3- LAGARTA:
Alimenta-se das folhas, prejudicando a qualidade do feno. CONTROLE: DIPEL PM=500 g/ha. ou DIMILIN=50 g/ha. OBS.: Produtos não tóxicos, com alto índice de eficiência, quando aplicado no início da infestação. Em alfatal, com alto índice de lagartas adultas, recomenda-se o uso de inseticidas à base de piretróide, produto este também pouco tóxico para os animais e o homem.

DOENÇAS

Para as doenças que atacam folhas e caules, não se recomenda o controle, devido aos cortes serem feitos 30 - 35 dias. Para as doenças no sistema radicular que causam os principais prejuizos, o melhor e único controle é a rotação de cultura, principalmente com o milho.

ERVAS DANINHAS

A adubação e o controle de ervas daninhas é um dos principais fatores limitantes no sucesso de um alfafal. As ervas daninhas, além de concorrerem com os nutrientes e espaço, irão prejudicar a qualidade da alfafa.

HERBICIDAS PARA MANUTENÇÃO

São herbicidas utilizados em alfafal com mais de 06 meses de plantio.

1. - GRAMÍNEAS

a) Herbicidas pré-emergentes = PREMERLIN 600 CE - 3,0 I/ha ou DUAL 960 CE - 3,0 I/ha. Recomendamos aplicar logo após o corte, com solo úmido e nas estações chuvosas, devido a maior incidência das gramíneas.
b) Herbicidas pós emergentes =
PODIUM S 1,0 I/ha. - SELECT 0,4 I/ha. - POAST - 0,4 I/ha. Aplica em torno de 07 dias após o corte, pois assim as gramíneas terão folhas suficientes para absorver os herbicidas. Devido ao seu alto custo e não ter ação residual, recomenda-se sua aplicação em áreas localizadas, com jatos dirigidos.

2. - FOLHAS LARGAS

a) Herbicidas pré e pós-emergência SENCOR 480 - 1,24 I/ha. Aplicar de 6-7 dias o corte, em horário de temperatura mais amena e com solo úmido. Recomendando para solos com infestação de ervas daninhas de folhas largas.
b)
Herbicidas pós-emergente = BASAGRAN - 1,5 I/ha. Por seu alto custo e não ter ação residual, recomenda-se sua aplicação em áreas localizadas, com jatos dirigidos. Aplicar 07 dias após o corte e com solo úmido.

Fonte: www.alfafa.com.br

Alfafa

Alfafa
Alfafa

Também conhecida como alfafa, melga, melga-dos-prados e, no Brasil, alfafa-de-flor-roxa, a luzerna é originária do Oriente Médio e cultivada nas regiões temperadas de todo o mundo.

Planta forrageira da família das leguminosas, atinge de 30cm a 80cm de altura. suas flores são de cor azulada. O fruto é um pequeno legume enrolado em forma de caracol.

Desde os tempos mais remotos, os animais domésticos têm desfrutado das vantagens dessa planta, enquanto seus donos a desprezam, considerando-a pouco refinada para aparecer em suas mesas. Graças à moderna química analítica, hoje são conhecidas as propriedades da luzerna, possibilitando que se tire o melhor proveito dela.

Propriedades e Indicações

Os brotos tenros da luzerna são muito ricos em cálcio (525mg por 100g, o triplo do que existe no leite), fósforo, provitamina A em forma de betacaroteno, vitaminas C, B e K, enzimas, aminoácidos essenciais e outros nutrientes, além de fibra vegetal. Por isso, a luzerna possui propriedades remineralizantes, tonificantes, homostáticas, e de proteção contra infecções.

É especialmente indicada nos seguintes casos:

a) Anemias: por deficiências vitamínicas ou minerais.
b)
Raquitismo e desnutrição
c)
Úlcera gastroduodenal
d) Dispepsia e fermentações intestinais:
pela sua riqueza em enzimas.
e) Prisão de ventre:
por seu conteúdo em fibra vegetal.
f) Hemorragias nasais, gástricas e uterinas:
não esquecendo que qualquer perda de sangue anormal deve ser objeto de consulta médica.

Preparação e emprego

Uso interno

Como alimento: A luzerna, como outras verduras e hortaliças, pode ser comida crua em saladas (os brotos tenros) ou cozida. Seu conteúdo de vitamina C resiste muito bem à cozedura.
Suco fresco:
Um copo, tomado pela manhã, constitui um excelente tônico.
Infusão:
Trinta gramas por litro d'água. Tomar de três a cinco xícaras por dia.
Extrato seco:
0,5g a 1g por dia.

Fonte: www.portalnatural.com.br

Alfafa

Nomes Comuns: Alfafa

Nomes Científicos: Medicago sativa

Alfafa
Alfafa

Os primeiros a descobrir a Alfafa foram os Árabes. Eles chamavam-lhe o "pai de todas as comidas".

Alfafa tem sido utilizada pelos chineses desde o século sexto para aliviar a retenção de líquidos, inchaço e pedras nos rins desde o século sexto.

As folhas são muito ricas em minerais e nutrientes, incluindo cálcio, magnésio, potássio e caroteno (útil contra doenças cardíacas e cancro ).

Rica também em proteínas, vitaminas E e K, a alfafa é utiliza pelos confeccionadores de comidas como fonte de clorofila e caroteno.

É uma erva perene, cresce por todo o mundo numa grande variedade de climas.

Cresce até mais ou menos 90 cm e dá flores azul-violeta de Julho a Setembro.

Aplicações

Esta erva versátil é utilizada na medicina popular como remédio para a Artrite, Diabetes, Asma, Febre dos Fenos e tem reputação de ser um óptimo estimulante de apetite e tónico geral.

Excelente fonte de vitaminas, minerais, clorofila e outros nutrientes.

Partes Utilizadas

Toda a erva e folhas

Contra-indicações

Os tratamentos com Alfafa, geralmente, não têm efeitos secundários, no entanto as sementes contém um amino-ácido ligeiramente tóxico a L-canavanina.

Fonte: www.herbalpur.com

Alfafa

Cultivo da Alfafa

Expediente Características da leguminosa

A alfafa (Medicago sativa) é uma leguminosa perene, pertencente família Leguminosae, subfamília Papilonoideae, originária da Ásia Menor e do Sul do Cáucaso, que apresenta grande variedade de ecotipos. Foi a primeira espécie forrageira a ser domesticada. Sua característica de adaptação a diferentes tipos de clima e solo fez com que se tornasse conhecida e cultivada em quase todas as regiões agrícolas do mundo. É considerada a "rainha das forrageiras" pelos norte-americanos, por seu elevado valor nutritivo, bem como por produzir forragem tenra e de boa palatabilidade aos animais, com cerca de duas a quatro vezes mais proteína bruta do que o trevo-branco (Trifolium repens) e a silagem de milho (Zea mays).

A alfafa é muito nutritiva, apresentando importantes qualidades como forrageira: proteína bruta = 22 a 25%, cálcio = 1,6%, fósforo = 0,26% e NDT = 60%, níveis muito superiores aos de outras fontes de alimentos habitualmente utilizados em nossa pecuária, como o milho (Zea mays), a cana-de-açúcar (Saccharum sp.) e o capim-elefante (Pennisetum purpureum). Quanto aos teores de proteína, verifica-se que sua degradabilidade, no processo de digestão pelo animal, ocorre em velocidade muito inferior àquela de proteína de gramíneas. Em bovinos, esse fato eleva a importância da alfafa para vacas de alta produção.

Entretanto, como qualquer forrageira, são encontrados alguns problemas com a alfafa na nutrição animal. Um fato relacionado à alimentação animal com alfafa é o menor uso da forrageira sob pastejo, em virtude de riscos de timpanismo provocado pela presença de saponinas, que são substâncias antinutricionais para os ruminantes. Todavia, os teores dessas substâncias em 28 cultivares adaptadas às nossas condições (Crioula, Florida-77, P30, Moapa, CUF-101, BR2, etc.), variaram de 1,78 a 0,78%, que, aliados à baixa solubilidade da proteína bruta, não constituem fatores limitantes ao uso da alfafa sob pastejo.

Mundialmente, a cultura da alfafa é mais freqüente nas regiões de clima temperado, onde cobre área estimada em mais de 32 milhões de hectares (ha), distribuída da seguinte maneira: no hemisfério Norte, Estados Unidos com 10.500.000 ha e a maior produção mundial, seguidos pela ex-União Soviética, com 3.300.000 ha, pelo Canadá, com 2.500.000 ha, e pela Itália, com 1.300.000 ha. No hemisfério Sul, o maior produtor e o segundo em nível mundial é a Argentina, com 7.500.000 ha, seguida pela África do Sul, com 300.000 ha, e pelo Peru, com 120.000 ha.

No Brasil, a alfafa foi introduzida no Rio Grande do Sul, a partir do Uruguai e da Argentina, apresentando no País área de apenas 26.000 ha, o que não condiz com sua nobreza como planta forrageira. Nesse aspecto, dentre os fatores que ainda dificultam sua expansão no Brasil, destaca-se o pouco conhecimento, por parte de produtores, das exigências da cultura quanto à fertilidade do solo, do manejo, e das práticas de irrigação, e principalmente a limitada produção de sementes e a inexistência de cultivares adaptadas às principais pragas e doenças, que acompanham a alfafa em todo o mundo.

Apesar de ser uma das forrageiras mais difundidas em países de clima temperado, recentemente a alfafa tem sido cultivada com sucesso em ambientes tropicais.

No Brasil, até 1968, o Estado do Rio Grande do Sul respondia por mais de 70% da área cultivada com alfafa, pelo fato de as condições climáticas serem mais favoráveis às cultivares da época. Porém, atualmente, verifica-se aumento da área plantada com alfafa nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, em função da crescente implantação de sistemas intensivos de produção com bovinos de leite, o que, conseqüentemente, tem aumentado a demanda por alimentos de alto valor nutritivo.

Por sua vez, diversos trabalhos com alfafa, conduzidos por instituições de pesquisa na região Sudeste, principalmente pela Embrapa (Embrapa Gado de Leite, Coronel Pacheco, MG, e Embrapa Pecuária Sudeste, São Carlos, SP), mostraram que essa planta pode produzir até 20 toneladas (t) de matéria seca/ha/ano, com média de teor de proteína de 25%, que possibilita média de produção de 54 kg de leite/ha/dia, quando utilizada exclusivamente sob pastejo direto, sem adição de concentrados. Embora essas informações evidenciem o alto potencial forrageiro da alfafa no Brasil, o sucesso dessa cultura depende de outros fatores, que vão desde a escolha da cultivar mais adaptada à região até a adoção de práticas agrícolas que permitam seu estabelecimento e sua persistência, aumentem a produção e melhorem a qualidade da forragem.

Fonte: sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br

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