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Alfredo Volpi

Alfredo Volpi (Lucca, Itália 1896 - São Paulo SP 1988). Pintor. Muda-se com os pais de sua cidade natal para São Paulo em 1897. Trabalha como marceneiro-entalhador e encadernador e torna-se pintor-decorador em 1912. Realiza decoração mural, em 1918, do Hospital Militar do Ipiranga, com o pintor Alfredo Tarquínio. Em 1935, participa da formação do Grupo Santa Helena com Fulvio Pennacchi (1905-1992), Mario Zanini (1907-1971), Manoel Martins (1911-1979), Humberto Rosa (1908-1948), Clóvis Graciano (1907-1988), Francisco Rebolo (1903-1980), Rizzotti (1909-1972), Ernesto de Fiori (1884-1945), Vittorio Gobbis (1894-1968), Rossi Osir (1890-1959) e Bonadei (1906-1974). No ano seguinte participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Integra a Família Artística Paulista com Rebolo, Bonadei e outros. Sua produção inicial é figurativa, destacando-se as marinhas executadas em Itanhaém, em São Paulo.

Mantém contato com o pintor Emídio de Souza (1868-ca.1949). Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com trabalhos realizados a partir dos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, de Rossi Osir. Passa a executar, a partir da década de 50, composições que gradativamente caminham para a abstração.

É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe em 1953 o prêmio de Melhor Pintor Nacional, dividido com Di Cavalcanti (1897-1976), Prêmio Guggenheim, em 1958; melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro em 1962 e 1966, entre outros.

Fonte: www.escritoriodearte.com

Alfredo Volpi

Alfredo Volpi (Lucca, 14 de abril de 1896 — São Paulo, 28 de maio de 1988) foi um pintor ítalo-brasileiro considerado pela crítica como um dos artistas mais importantes da segunda geração do modernismo. Autodidata, começou a pintar em 1911, executando murais decorativos. Em seguida, trabalhou com óleo sobre madeira. Trabalhou também como pintor-decorador, em residências da sociedade paulista da época, executando trabalho de decoração artística em paredes e murais.

Na década de cinqüenta evoluiu para o abstracionismo geométrico, de que é exemplo a série de bandeiras e mastros de festas juninas. Recebeu o prêmio de Melhor Pintor Nacional na segunda Bienal de São Paulo (1953). Participou da primeira Exposição de Arte Concreta em 1956. Pertenceu ao famoso Grupo Santa Helena, assim chamado porque todos os participantes desse Grupo tinham seu local de trabalho no palacete do mesmo nome, situado na Praça da Sé, em São Paulo. Faziam parte do Grupo Santa Helena os seguintes pintores: Aldo Bonadei, Mário Zanini, Clóvis Graciano, Fúlvio Penacchi e outros. Alfredo Volpi nasceu em Lucca, Itália, a 14 de abril de 1896.

Em 1897, a família Volpi emigra para São Paulo e se estabelece na região do Ipiranga, com um pequeno comércio. Destino comum aos filhos de imigrantes italianos, Volpi inicia-se em trabalhos artesanais e, em 1911, torna-se pintor decorador. Talvez daí decorra o gosto pelo trabalho contínuo e gradual da sua linguagem estética, próprio da valorização de um “saber fazer”. Até os anos 30, Volpi elabora sua técnica e, principalmente, a partir da década de 1930, emerge um trabalho mais consciente, utilizando-se das cores para a construção de um equilíbrio muito próprio. Por esses tempos, Volpi aproxima-se de artistas como Fúlvio Pennachi e Francisco Rebolo Gonsales, integrando o Grupo Santa Helena. A denominação do grupo, e a inserção de Volpi nele, é oriunda mais de uma proximidade física dos pintores (que pintavam em uma sala do Edifício Santa Helena) e da sua origem comum do que de uma identificação estética. Volpi destoava do grupo especialmente por não ser um pintor conservador. Em 1938, Volpi conhece o pintor italiano Ernesto de Fiori.

O encontro seria muito frutífero para ambos, e se deu numa época muito oportuna para Volpi, que enveredava para um caminho de maior liberdade estética. Um acontecimento fundamental para a evolução de Volpi foi a sua “estada” em Itanhaém, entre 1939 e 1941. Sua esposa teve problemas de saúde e mudou-se para o litoral, a fim de se tratar. O artista a acompanhou, retornando a São Paulo apenas nos finais de semana, em que procurava vender suas obras. A gravidade da doença de Judite Volpi envolveu o artista em questionamentos que o fizeram rever sua obra e suas concepções, liberando um potencial criativo latente, ao qual Volpi finalmente conseguiria dar vazão. A tensão própria de situações-limite possibilitou para Volpi uma liberdade gestual que imprimiria uma nova dinâmica à sua obra. A série de marinhas que Volpi pinta a partir dessa época evidenciam uma obra muito própria que se desenvolveria gradualmente até atingir um ápice abstrato em que as composições eram compreendidas em termos de cores, linhas e formas. Cabe ressaltar que Volpi recusava teorizações estéreis, mas estava sempre muito bem informado das correntes artísticas do seu tempo, embora não se filiasse explicitamente a nenhuma delas, já que sua trajetória era extremamente pessoal. Esse é um dos pontos que fazem dele um grande pintor: Volpi é moderno e atual sem se importar com rótulos artificiais. A diferença é que ele não precisava ser moderno ou popular; simplesmente era. Cronologia: 1896 -

Nasce em Lucca, na Itália. 1897 – A família Volpi vem para o Brasil. 1911 - Começa a trabalhar como pintor-decorador de paredes. 1914 – Data de sua primeira paisagem conhecida. 1934 – Volpi já participa das sessões conjuntas de desenho de modelo vivo no Grupo Santa Helena. 1937 – Expõe com a Família Artística Paulista. 1944 – Primeira exposição individual. 1950 – Primeira e única viagem à Europa, onde passa quase seis meses. 1952 – Participa da representação brasileira na Bienal de Veneza. 1953 – Prêmio de melhor pintor nacional, na II Bienal de São Paulo. 1956 – Exposição individual no MAM - SP (Museu de Arte Moderna) - Participa da exposição de arte concreta em São Paulo. 1957 – Participa da exposição de arte concreta no Rio de Janeiro. - Exposição retrospectiva no MAM – RJ. 1958 – Ganha o Prêmio Guggenheim. - Realiza afrescos na capela Nossa Senhora de Fátima, em Brasília. 1959 – Exposição em Nova York. - participação na V Mostra Internacional de Tóquio. 1960 – Sala Especial na VI Bienal de São Paulo. 1962 – Recebe o prêmio da crítica carioca, como melhor pintor do ano. 1964 – Participação na Bienal de Veneza. 1966 – Realiza o afresco Dom Bosco no Itamarati. - Sala Especial na I Bienal da Bahia. 1970 – Ganha prêmio de pintura no II Panorama do MAM – SP. 1972 – Grande retrospectiva do MAM – RJ. 1973 – Recebe a medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo. Ordem de Rio Branco no grau de grão-mestre. 1975 – Grande retrospectiva do MAM – SP. 1976 – Comemoração dos seus 80 anos, em exposição retrospectiva: Volpi – a visão essencial, no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. 1980 – Exposição Volpi, na FUNARTE, em Brasília. 1981 – Exposição - Volpi Metafísico, no Centro de Controle Operacional do Metrô de São Paulo. 1983 – Homenagem de rua “Pinte com Volpi”, organizada pela Paulistur. 1984 – Exposição Tradição e Ruptura, pela Fundação Bienal de São Paulo. 1986 – Em comemoração aos 80 anos de Volpi, o MAM - SP organiza uma importante retrospectiva, com a participação de 193 obras. 1988 – Morre em 28 de maio.

Fonte: pt.wikipedia.org

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