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Algas

A carapaça, geralmente impregnada de sílica, forma uma estrutura rígida típica, com duas metades que se encaixam uma na outra.

Os depósitos dessas carapaças silicosas, carapaças de sílica denominadas frústulas, desenvolvidos ao longo do tempo, formam uma terra muito fina, chamada terra de diatomáceas, utilizada como abrasivos nos polidores de metais e em pastas de dente.

As crisófitas, diatomáceas e algas pardas douradas, são componentes importantes do fitoplâncton, dulciaqüícola e marinho. São unicelulares.

Podem reproduzir-se assexuadamente.

Algas
Crisófitas

Algas que foram incluídas por Wittacker no reino Plantae: repetindo, não esquecer que para serem incluídas neste reino devem ser pluricelulares, autotróficas fotossintetizantes, com cloroplastos e parede celular composta essencialmente de celulose, um polímero de glicose. A substância de reserva característica deve ser o amido, outro polímero de glicose.

São divididas em três grandes grupos: clorófitas (algas verdes), feófitas (algas pardas) e rodófitas (algas vermelhas).

As clorofíceas (do gr. khloros, "verde"; phycon, "alga") ou clorófitas (do gr. phyton, "vegetal"), são as algas mais comuns, ocorrendo vastamente em água doce e do mar, mas também em ambientes terrestres úmidos, sobre troncos de árvores e associadas a fungos, formando uma estrutura mutualística denominada líquen.

Podem ser unicelulares ou pluricelulares, coloniais ou de vida livre. Possuem clorofilas a e b, carotenos e xantofilas. São verdes justamente pelo fato de a clorofila predominar em relação aos demais pigmentos. Apresentam o amido como reserva e sua parede celular é de celulose. Tais características aproximam as clorófitas dos vegetais terrestres (intermediários e superiores), sendo sustentada a hipótese da evolução dessas plantas a partir das algas verdes. Isso leva-nos a estudar algumas algas unicelulares dentro deste grupo, e não no filo Protista.

A organização da célula é eucariótica. Sua parede celular é constituída por uma estrutura fibrilar de celulose embebida numa matriz. Alguns gêneros apresentam deposição de carbonato de cálcio na parede. Algas verdes calcificadas são importantes como a maior contribuição para o sedimento marinho. Alguns autores chamam de Chlorophyta toda a linhagem de organismos eucarióticos que possuem clorofila a e b. Esse grupo monofilético bem caracterizado engloba as algas verdes, briófitas e as traqueófitas.

Porém, análises ao microscópio eletrônico, levaram a novas interpretações.

Observando a presença de fragmoplastos (na formação da lamela média ao final da mitose) ou ficoplastos e o sentido de deposição da parede celular, as plantas verdes foram divididas em duas linhagens: a linhagem das Clorofíceas, onde os microtúbulos se arranjam paralelamente ao plano de divisão (ficoplastos), e a linhagem das Carofíceas, onde esse arranjo se dá perpendicularmente ao plano de divisão (fragmoplastos). Esta última linhagem seria grupo irmão das plantas terrestres. A reprodução pode ser tanto assexuada como sexuada. Como formas de reprodução assexuada, encontramos a bipartição nos unicelulares, produção de zoósporos (esporos flagelados) ou simples fragmentação (hormogonia).

Sexuadamente, pode produzir gametas masculinos e femininos de mesma forma e tamanho (isogamia), gametas femininos maiores (anisogamia ou heterogamia) ou gametas femininos grandes e imóveis e gametas masculinos pequenos e móveis (oogamia). Há ainda uma reprodução sexuada mais simples, a conjugação. É o grupo predominante do plâncton de água doce correspondendo a 90% do fitoplâncton. Apresenta uma ampla distribuição pelo planeta.

Algumas algas verdes podem viver em áreas congeladas como a Clamydomonas, ou sob troncos de árvores ou barrancos úmidos.

Certas espécies vivem em simbiose com protozoários, hidras, fungos e mamíferos (nos pêlos de bicho-preguiça), além de formas saprófitas sem pigmentos.

As colonias são chamadas de cenóbio.

As formas filamentosas podem ser celulares ou cenocíticas, uma curiosa estrutura acelular. O talo de uma alga, como em espécies de Caulerpa, pode ser considerado uma "célula" gigante onde as estruturas estão compartimentadas em vesículas de proporções avantajadas e com um número variável de núcleos.

A importância econômica das algas verdes se diz respeito à utilização como alimento, no caso de espécies marinhas, e na extração de beta-caroteno.

O gênero Dunaliella cultivada em lagos altamente salinos acumula mais de 5% desse importante anti-oxidante natural. A sua grande importância ecológica está ligada a grande produção primária, especialmente no ambiente límnico.

Algas
Acetabularia sp.

As rodofíceas (do gr. rhodon, "vermelho") ou rodófitas são pluricelulares, predominantemente marinhas, mas com algumas espécies dulcícolas.

O pigmento predominante é a ficoeritrina, que confere a cor característica do grupo, mas também apresentam ficocianina e clorofilas a e d. Delas são retiradas duas mucilagens importantes.

A primeira é o ágar (ágar-ágar) ou gelose, um polímero da glicose, utilizado na cultura de bactérias e na indústria farmacêutica (laxante); é um subproduto obtido principalmente das espécies: Gelidium corneum, Gelidium sesquipedale e Pterocladia capillacea, que por isso também se denominam por algas agaríferas.

O Agar-agar é uma mistura de polissacáridos complexos, basicamente agarosos (polímero de galactose sem enxofre) e agaropectina (formada por galactose e ácido urónico esterificados com ácido sulfúrico). Caracteriza-se por não ser deteriorável pelos ácidos gástricos nem absorvível, fatores que a fazem ideal como complemento para correcção da prisão de ventre, protecção da mucosa gástrica e regulação do trânsito intestinal.

O Agar-agar é muito utilizado na fabricação de geleias, produtos de confeitaria, gelados, xaropes, maioneses e queijos, sendo o produto responsável pela consistência mole, mas suficientemente firme, que apresentam.

A segunda é a carragem, muito utilizada pela indústria de alimentos, em especial de sorvetes. As rodófitas apresentam reprodução sexuada e assexuada, sendo todas haplodiplobiontes.

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Feofíceas

As feofíceas (do gr. phaios, "pardo", "marrom") ou feófitas são pluricelulares e predominantemente marinhas. Têm essa coloração devido a um pigmento carotenóide, a fucoxantina.

Possuem também clorofilas a e c e sua parede, além de celulose, possui polissacarídeos, como a algina, utilizada na fabricação de sorvetes, na indústria alimentícia e farmacêutica. Como reserva apresentam um polissacarídeo característico, a laminarina.

Os alginatos obtidos de espécies como a Laminaria são empregados como estabilizadores de maioneses, goma de mascar e cremes gelados.

Os alginatos são digeríveis pelo organismo, ao contrário do agar-agar, que é quase inatacável pelo suco gástrico e intestinal.

Algas

Predominantemente marinhas, muito evoluídas, podendo apresentar falsos tecidos.

De sua membrana é extraido o ácido algínico, usado na industria de alimentos e por dentistas. Formam o "mar dos sagassos", podem ser comestíveis e são usadas como adubo. Em geral, as feófitas são de grande porte, sendo que algumas espécies apresentam estruturas especializadas a determinadas funções, aproximando-se de folhas (filóides), caules (caulóides) e raízes (rizóides).

Podem apresentar estruturas de fixação, flutuação e reprodução, por exemplo. Reproduzem-se sexuada e assexuadamente. Há organismos haplodiplobiontes (Laminaria) e diplobiontes (Fucus e Sargassum).

Sob o nome de Fucus, agrupam-se numerosas espécies, entre as que se destacam: Fucus vesiculosus, Fucus spiralis, Fucus serratus, Fucus ceranoides, e Ascophillum nodosum. Destacam-se na sua composição a algina (ácido algínico e os seus sais), manitol, iodo em quantidades notáveis, assim como vitaminas A, B, C, e E, e fucoidina (polissacarídeo mucilaginoso com uns 30 a 70 % de L-Fucosa).

Integra frequentemente complementos de dietas de emagrecimento, devido à sua riqueza em iodo e à importância que este tem sobre o metabolismo humano.

Fonte: www.marcobueno.net

Algas

Algas são vegetais inferiores, pluricelulares ou unicelulares, quase sempre aquáticos e sobretudo marinhos. Aparecem em grandes quantidades nas praias, em determinadas épocas do ano, recobrindo o fundo do mar nas regiões litorâneas.

As algas constituem uma importante fonte de alimento no Extremo Oriente, sobretudo no Japão, onde fazem parte da dieta básica, sendo também muito consumidas na China.

No equilíbrio entre animais e plantas, as algas desempenham papel de grande importância, pois além de constituírem a base da cadeia alimentar marinha, fabricam cerca de um terço da matéria orgânica produzida em nosso planeta. Além de empregadas como fonte de alimento em alguns países do Oriente, as algas foram, durante muito tempo, utilizadas na Europa para o adubo do solo. Ricas em sais de potássio e cálcio, podem ser usadas como adubo orgânico, em estado natural, ou como adubo mineral, na forma de cinzas. Certas algas vermelhas, por sua vez, são usadas como matéria-prima para a produção do ágar-ágar, substância gelatinosa utilizada como meio de cultivo em pesquisas bacteriológicas e como suporte para a fixação de princípios nutritivos na indústria alimentícia.

Características

As algas constituem a base evolutiva do reino vegetal. Como todos os vegetais, possuem clorofila, pigmento de coloração esverdeada com o qual realizam a fotossíntese. Por meio desse processo, as algas produzem matéria orgânica a partir de sais inorgânicos, água e dióxido de carbono, utilizando como fonte de energia a luz solar. Também fazem parte da composição desses seres vivos outros pigmentos, que imprimem a muitas algas coloração vermelha, parda, amarelada ou azulada, alojando-se em organelas celulares denominadas plastídios ou plastos.

As células de algumas algas apresentam elevadas concentrações de sais minerais, armazenados nos vacúolos, órgãos especiais que podem conter também as substâncias de reserva da planta, na forma de açúcares e graxas.

Esses organismos são encontrados nos mais variados habitats: alguns, na água doce; outros, seres marinhos unicelulares, formam o plâncton vegetal, que serve de alimento a inúmeros animais oceânicos; outros, ainda, têm como habitat o litoral ou as áreas pelágicas. As algas verdes ou clorofíceas são encontradas com mais freqüência em regiões superficiais, de maior iluminação, enquanto as espécies pardas ou vermelhas crescem em níveis inferiores. Algumas algas azuis e verdes formam associações com fungos, dando origem a liquens.

Algas Unicelulares

As algas unicelulares podem viver em estado livre, isto é, sem associar-se com outras, ou formar agregados ou colônias de indivíduos, o que constitui uma forma rudimentar de organização supracelular. Um exemplo desse modelo de organização é encontrado nas algas do gênero Volvox, pequenos aglomerados esféricos de células que flutuam na superfície dos lagos. As algas unicelulares se movimentam por meio de flagelos, filamentos que se agitam na água. Algumas espécies apresentam um revestimento silicoso, como ocorre nas diatomáceas, ou calcário. Quando a alga morre, essa capa mineral se deposita no fundo do mar, originando uma espessa camada de sedimentos. Nas diatomáceas, essa capa apresenta um aspecto cristalino, às vezes de grande beleza.

Algas
Algas Unicelulares

Algas Pluricelulares

As algas pluricelulares apresentam uma estrutura muito simples, já que não constituem verdadeiramente um tecido, e sim um aglomerado de células não diferenciadas entre si, ao qual se dá o nome de talo. Esse último pode ser filamentoso, apresentar-se sob a forma de lâminas ou possuir ramificações. Em algumas espécies, o talo forma estruturas de aparência similar aos caules ou raízes das plantas superiores, com discos de fixação com os quais as algas se prendem às rochas e resistem ao movimento das ondas. Algumas espécies, como os sargaços, possuem órgãos flutuadores, constituídos por vesículas cheias de gás.

Reprodução

A reprodução das algas pode ser assexuada, por meio da divisão longitudinal ou transversal de um indivíduo, ou por meio de esporos, como ocorre com os organismos unicelulares; ou sexuada, na qual duas células, ou gametas, procedentes de indivíduos distintos, se unem para formar um novo organismo.

Classificação

As algas se dividem segundo o tipo de pigmento que apresentam e as substâncias que acumulam.

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