As euglenófitas ou algas flageladas verdes são também unicelulares e, como o nome indica, movimentam-se por meio de flagelos. Na maior parte organismos de água doce, têm como representante mais conhecida a euglena (Euglena viridis), que possui a capacidade de detectar a presença de radiações luminosas, graças a uma mancha ocular com um pigmento fotossensível.
As algas silicosas ou crisófitas são unicelulares e de vida livre ou colonial. Sua parede celular é impregnada de sílica, constituindo uma camada em forma de concha bivalve. Vivem tanto na água doce como na salgada, e são conhecidas pelo nome de diatomáceas.


Crisófitas
As clorófitas ou algas verdes podem formar colônias filamentosas, às vezes ramificadas, e também agregados esféricos, semelhantes aos do gênero Volvox.
Existem, ainda, espécies unicelulares flageladas, destacando-se, graças a sua ampla distribuição, a espécie Ulva lactrica, ou alface-do-mar, alga em forma de lâmina. São também muito comuns as diferentes formas unicelulares do gênero Chlorella.

Ulva
As algas pardas, ou feófitas, são marinhas, freqüentemente encontradas nas praias, aonde chegam arrastadas pelas marés. Além da clorofila, possuem um pigmento pardo, a fucoxantina, e são recobertas por uma substância mucilaginosa, que lhes imprime um aspecto gelatinoso.
Costumam apresentar um extenso prolongamento, de aparência semelhante a um caule, do qual partem numerosas ramificações.
Certas espécies podem alcançar até setenta metros de comprimento, como é o caso do gênero Macrocystis.
Algumas são flutuantes, formando enormes aglomerados, destacando-se os sargaços, que emprestaram seu nome ao mar situado a nordeste das Antilhas.

Feofíceas
As rodófitas, ou algas vermelhas, devem sua coloração característica à presença da ficoeritrina, um pigmento de coloração avermelhada. Muitas de suas espécies apresentam um talo finamente dividido, o que lhes confere aspecto semelhante aos ramos e folhagens das plantas superiores. Em sua maioria, são organismos marinhos e possuem falsas raízes ou rizóides, e discos com os quais se fixam nas rochas ou a outras algas.

Rodófita
Como você sabe, muitas espécies de algas vivem em água doce. São muito comuns em lagos, represas e reservatórios. Às vezes, esses ambientes recebem grande quantidade de sais minerais usados como adubo na agricultura e que são levados até eles pela água de chuvas. Outras vezes, descarregam-se nesses ambientes lixo, esgoto doméstico e resíduos industriais, materiais geralmente ricos em substâncias orgânicas.
Essas substâncias são decompostas por microrganismos, que liberam sais minerais diversos na água. Nessas condições, em presença de grande quantidade de sais minerais, certas algas superficiais podem se reproduzir intensamente, formando um "tapete" sobre a água.
Esse "tapete" de algas dificulta a penetração de luz na água, o que afeta a atividade fotossintetizante de algas submersas. Assim, as algas submersas deixam de fazer a fotossíntese e, portanto, deixam de liberar gás oxigênio. Isso provoca a morte de seres aeróbicos, como os peixes, por asfixia. Além disso, as algas submersas morrem em grande quantidade e são decompostas; a decomposição libera na água substâncias tóxicas e malcheirosas, tornando-a imprópria para o consumo.
Esse fenômeno tem ocorrido em diversos locais no Brasil, como na represa Guarapiranga, na cidade de São Paulo, e na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. O gás oxigênio produzido pelas algas do "tapete" superficial é liberado, praticamente em sua totalidade, para a atmosfera.
Observação
Os organismos antes conhecidos como algas verde-azuladas são agora descritos como bactérias e chamados cianobactérias.
Fonte: www.biologianarede.bio.br
As algas compreendem vários grupos de seres vivos aquáticos e autotróficos, ou seja, que produzem a energia necessária ao seu metabolismo através da fotossíntese. A maior parte das espécies de algas são unicelulares e, mesmo as mais complexas algumas com tecidos diferenciados não possuem verdadeiras raízes, caules ou folhas.
Embora tenham, durante muito tempo, sido consideradas como plantas, apenas as algas verdes têm uma relação evolutiva com as plantas "superiores"; os restantes grupos de algas representam linhas independentes de desenvolvimento evolutivo, paralelo às que levaram às plantas superiores.
A disciplina da biologia que estuda as algas é a ficologia ou algologia, tradicionalmente uma especialização da botânica.

Laurencia, um género de alga marinha
As "algas azuis" ou cianofíceas modernamente classificadas Cyanobacteria como uma divisão dentro do domínio Eubacteria ou "verdadeiras" bactérias foram um dos primeiros seres vivos a aparecerem na Terra, com o mais antigo fóssil datado em 3.800 milhões de anos (Pré-Câmbrico) e acredita-se que tenham tido um papel preponderante na formação do oxigénio da atmosfera.
Estes organismos têm uma estrutura procariótica, sem uma verdadeira membrana nuclear e com os pigmentos fotossintéticos dispersos no citoplasma.
Obs: atualmente as cianofíceas não são mais consideradas algas, por serem de estrutura procarionte. Sendo assim, elas foram inseridas no reino Monera, e são chamadas de cianobactérias.
Todos os restantes grupos de algas são eucarióticos (com uma verdadeira membrana nuclear) e realizam a fotossíntese usando organelos chamados cloroplastos.
Os cloroplastos contêm DNA e têm uma estrutura semelhante às cianobactérias pensa-se que evoluíram a partir duma alga mais "primitiva" que era endosimbionte.
Há diferentes tipos de cloroplastos, que podem refletir diferentes eventos endosimbióticos.
Existem três grupos de organismos que têm cloroplastos "primários":
As algas verdes e as plantas "superiores"
As algas vermelhas (Rodophyta)
Glaucophyta
Nestes grupos, o cloroplasto é rodeado por duas membranas que se pensa terem origem na cianobactéria endosimbionte.
Os glaucófitos possuem cloroplastos muito primitivos (denominados "cianelos"), muito semelhantes aos das cianobactérias e mantendo ainda a camada de peptidoglicano entre as duas membranas. Os cloroplastos das algas vermelhas têm uma pigmentação mais próxima das cianobactérias atuais.
As algas verdes e as plantas "superiores" tem cloroplastos com clorofilas a e b, esta última encontrada em algumas cianobactérias, mas não na maioria. Estes fatos indicam que provavelmente estes três grupos de plantas têm origem num antepassado comum uma espécie de alga com uma cianobactéria endossimbionte.
Há dois outros grupos de organismos com clorofila b as Euglenophyta e as Chlorarachniophyta mas nestes grupos, os cloroplastos são rodeados, respectivamente, por três e por quatro membranas, que se pensa serem provenientes do próprio ensossimbionte.
Os cloroplastos dos Chlorarachniophyta contêm um nucleomorfo reduzido, que poderia ser um resíduo do núcleo do endossimbionte, o que indica que provavelmente são originários de uma alga eucarionte que já possuía cloroplastos. Há uma teoria segundo a qual os cloroplastos da Euglena têm apenas três membranas por terem sido adquiridos por mizocitose em vez de fagocitose.
Os restantes grupos de algas todos têm cloroplastos com clorofilas a e c que não são conhecidas em nenhum procarionte, nem nos cloroplastos primários. No entanto, algumas semelhanças genéticas entre estes grupos e as algas vermelhas sugerem que existem relações evolutivas entre todos.
São os seguinte estes grupos:
Heterokonta (divisão Heterokontophyta) incluem as algas douradas, diatomáceas e algas castanhas;
Haptophyta ou Prymnesiophyta, que têm pigmentos semelhantes aos Heterokonta, mas a estrutura das células é muito diferente, tipicamente com dois flagelos ligeiramente diferentes um do outro e um outro organelo chamado "haptonema", que é superficialmente semelhante a um flagelo, mas que difere no arranjo dos microtúbulos e no comportamento (pertencem a este grupo os cocolitoforídeos):
Cryptomonadina(ou Cryptophyta)
Dinoflagelados
Nos primeiros três destes grupos (também conhecidos pelo nome Chromista), o cloroplasto possui quatro membranas e, no grupo Cryptomonadina mantém o nucleomorfo. O cloroplasto do dinoflagelado típico possui apenas três membranas, mas este grupo apresenta considerável variabilidade nos cloroplastos.
O grupo Apicomplexa, a que pertence o plasmódio da malária, e que é relacionado com os dinoflagelados (de acordo com o projeto Árvore Evolutiva, estes seres encontram-se agrupados nos Alveolata), não possui cloroplastos típicos, mas sim plastídeos.
As "algas verdes" são modernamente agrupadas em duas linhagens dentro do reino Plantae (ou Viridaeplantae):
Um grupo que inclui as classes Prasinophyta (que está ainda em estudo, pensando-se que pode ser parafilética), Chlorophyceae, Trebouxiophyceae (anteriormente considerada a ordem Microthmaniales), and Ulvophyceae.
O outro grupo, o clade Streptophyta, inclui as ordens Chlorokybales, Klebsormidiales, Zygnematales, Charales, Coleochaetales e os embriófitos, ou seja, as plantas terrestres. Estas ordens estavam anteriormente colocadas dentro duma classe Charophyceae, dentro da tradicional divisão Chlorophyta (Algas verdes), mas estudos filogenéticos recentes levaram a adoptar a presente classificação.
Grande parte do material usado nesta secção foi retirado do projeto Tree of Life, especialmente das páginas com "copyright" de Richard M. McCourt (1996).
A organização de algas também é chamada de talo. A maior parte das algas são seres unicelulares, vivendo livres na água e movendo-se com o auxílio de flagelos ou por movimento amebóide. Algumas espécies não têm movimento próprio e ocorrem no meio ambiente quer na forma cocóide (de coccus, o tipo mais simples de bactéria), quer na forma capsóide, cobertas de mucilagem. No entanto, mesmo as algas unicelulares se agrupam por vezes em formas coloniais, móveis ou não.
Alguns destes tipos de organização, que podem ocorrer ao longo do ciclo de vida duma espécie, são:
Pequenos grupos de células móveis (exemplo: Volvox)
Grupo de células sem mobilidade embebidas em mucilagem
Uma fiada de células unidas, quer pelas paredes celulares, quer por mucilagem; por vezes ramificados
Grandes grupos de células formando um pseudo-talo, por vezes com diferenciação parcial de tecidos.
As algas castanhas, vermelhas e alguns grupos de algas verdes apresentam indivíduos com tecidos totalmente diferenciados em órgãos parcialmente equivalentes aos das plantas "superiores". O corpo do indivíduo é chamado talo e em muitos casos apresenta um estipe, parecido com um caule, mas sem tecidos vasculares, um órgão de fixação que se pode assemelhar a uma raiz, e lâminas foliares, parecidas com verdadeiras folhas.
As formas mais complexas encontram-se na ordem Charales, que aparentemente são os parentes mais próximos das plantas superiores.
As algas têm um importantíssimo papel na biosfera aliás, sempre tiveram, basta recordar que foram elas as primeiras produtoras de oxigénio no nosso planeta.
No presente, elas são as responsáveis pela maior parte da produção nos ecossistemas aquáticos: como produtores primários, elas formam a base da cadeia alimentar desses ecossistemas.
Asb, ou seja, as que têm dimensões maiores que as do fitoplâncton, como as algas verdes, vermelhas e castanhas, podem, por vezes colonizar grandes porções do substrato, fornecendo refúgio, alimento e mesmo substrato secundário a uma grande variedade de organismos, tornando-se num microhabitat específico dentro dum ecossistema maior.
Algumas algas são excelentes indicadores de determinados problemas ecológicos. Por exemplo, quando se vê um tapete de alfaces-do-mar ou de algas azuis numa zona, isso é normalmente indicador de poluição por excesso de efluentes nitrogenados.
Por vezes, as algas planctónicas multiplicam-se demasiado normalmente em condições de temperatura óptima e de nutrientes abundantes formando o que se chama "flor-da-água".
Este fenômeno pode ser uma indicação de poluição, como indicado acima, e pode levar à destruição da biodiversidade duma massa de água (lago, estuário), uma vez que as algas que morrem são decompostas, levando à diminuição do oxigénio na água.
Mas pode também ser um fenômenos natural, que desaparece quando a temperatura muda e quando os nutrientes são esgotados pelas algas; nesse caso, a população planctónica normalmente regressa aos níveis normais.
Um fenômeno semelhante mas mais grave acontece quando determinados dinoflagelados se reproduzem numa região marinha, formando o que se chama maré vermelha. Nesta situação, estes organismos produzem toxinas e podem provocar a morte de uma grande quantidade de peixes e mesmo de aves ou outros animais que deles se alimentam.
As algas são importantes para os animais na reprodução,pois são extremamente energéticas,alterando os hormônios animalescos. Já para o homem,é usada para a não-reprodução, pois com algumas delas, é feita a camisa-de-vênus, mais conhecidas como camisinha. Por isso coma algas e use camisinha.
Fonte: pt.wikipedia.org