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Algas

Muitas espécies de algas vivem em água doce. São muito comuns em lagos, represas e reservatórios. Às vezes, esses ambientes recebem grande quantidade de algas aos gelados.

De uma imensa diversidade de seres unicelulares até macro-algas com 60 metros, as algas estão presentes por todo o planeta e têm uma importância enorme tantas vezes desconhecida. Sabia que 90% do oxigénio produzido na Terra resulta do seu metabolismo?

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Tudo começou há mais de 3.000 milhões de anos, quando as primeiras formas de vida, semelhantes a algas unicelulares, colonizaram o planeta. Como organismos fotossintéticos, elas iniciaram o processo de produção de oxigénio, criando um ambiente propício ao aparecimento de outras formas de vida, cada vez mais complexas. Ainda hoje, elas são responsáveis por mais de 90% da produção mundial deste gás.

Mas apesar da sua "antiguidade", elas sobreviveram e diversificaram-se e atualmente, apesar de já se encontrarem descritas mais de 40.000 espécies diferentes, novas espécies e mesmo grupos taxonómicos estão constantemente a ser encontrados.

Pode não ser perceptível, mas podemos encontrar algas em praticamente todos os locais à superfície da Terra: no mar, nos rios e lagos, nos solos, nas paredes, formando associações de ajuda mútua (simbiose) com protozoários, hidras, fungos, plantas e até com mamíferos. Mesmo as águas geladas dos pólos e as águas ferventes de fontes vulcânicas não são impedimento à sobrevivência de alguns grupos de algas.

Para além das suas extraordinárias capacidades de adaptação aos mais inóspitos locais, a diversidade de formas dentro deste grupo é espantosa. Encontramos desde organismos unicelulares microscópicos, que formam o fitoplâncton, com ou sem meios de locomoção próprios, como os dinoflagelados e as diatomáceas, respectivamente, até lamináceas que podem atingir 60 metros de comprimento. É por este motivo que frequentemente se utilizam as designações genéricas de micro e macro-algas.

Dentro das macro-algas, que são aquelas de que normalmente nos apercebemos, existem diferentes tipos, "arrumados" em diferentes categorias: as algas verdes, da divisão Clorophyta (clorofíceas), as algas vermelhas, da divisão Rhodophyta (rodofíceas) e as algas castanhas, da divisão Phaeophyta (feofíceas). As algas vermelhas e castanhas são predominantemente marinhas, enquanto na divisão das algas verdes encontramos muitos grupos de água doce e de situações terrestres.

A apanha e utilização de algumas feofíceas na agricultura em Portugal perde-se no tempo, especialmente no Norte até ao Cabo Mondego, tendo sido descrita no século XIV já como atividade antiga e regulamentada em 1308 pelo rei D. Dinis. Mais conhecidas como sargaço, estas algas estão ligadas, desde essa altura, às povoações ribeirinhas, constituindo um complemento dos magros rendimentos dos pescadores. Atualmente, esta é uma atividade praticamente desaparecida, apesar do enorme potencial que a grande extensão de costa proporciona.

Mas as utilizações das macro-algas não se ficam por aqui. Todos os anos, cerca de quatro milhões de toneladas de algas são apanhadas em todo o mundo.

Na Ásia Oriental elas apresentam uma importância acentuada como alimento, constituindo um importante complemento alimentar em regiões onde a densidade populacional é elevadíssima e os recursos agrícolas são insuficientes. No Ocidente, apesar de já entrarem na confecção de alguns pratos, as algas são consideradas úteis principalmente pelas suas propriedades gelificantes, espessantes e emulsionantes. Contudo, para além da extração de ficocolóides, utilizados na indústria alimentar e na preparação de tintas e cosméticos, das algas é possível extrair compostos com ação anti-vírica, anti-bacteriana ou anti-tumoral, utilizados na indústria farmacêutica.

As substâncias mais conhecidas extraídas das macro-algas são de três tipos: os alginatos, extraídos das algas castanhas, o agar e as carragenanas, extraídos das algas vermelhas. Em termos alimentares, alginatos, agar e carragenanas são utilizados como agentes espessantes (em sumos de fruta, sopas, molhos e maioneses) e estabilizantes de colóides em alimentos proteícos como os lacticínios (leite, iogurte, batidos e gelados), dando-lhes uma textura cremosa.

No entender dos mais fervorosos partidários das plantas aquáticas, todo o nosso quotidiano deveria "mergulhar" nas algas. Segundo os ficologistas, as algas são uma mina de elementos benéficos para a nossa saúde - são muito ricas em proteínas, oligoelementos, vitaminas e fibras e muito pobres em lípidos, para além de oferecerem uma estonteante variedade de sabores, perfumes e texturas.

Um exemplo do aproveitando de todos os conhecimentos atuais sobre os benefícios das algas e da posição positiva da opinião pública face à sua utilização, foi o lançamento pelo MacDonalds, nos EUA, do MacLean, um hamburguer de baixas calorias, à base de Eucheuma, uma rodofícea cultivada em grande escala nas Filipinas.

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Todavia, apesar do consumo de macro-algas na alimentação estar a aumentar, elas não estão a salvo de uma reviravolta na opinião pública: basta que as marés vermelhas (designação comum para o incremento anormal de algas) venham a aumentar, ou que algas produtoras de substâncias tóxicas venham a proliferar nos locais de ostreicultura, para que a imagem de pureza destas plantas aquáticas se desvaneça.

A maior parte das espécies de algas são inofensivas e servem apenas como base das cadeias alimentares aquáticas. Ocasionalmente, populações de algas crescem muito rapidamente e acumulam-se à superfície da água. Estes blooms, apesar de poderem ser apenas a resposta a fatores naturais, são normalmente atribuídos a descargas de nutrientes nos sistemas aquáticos, particularmente ricos em fósforo e azoto. Estas explosões têm como efeitos generalizados um aumento do ensombramento, com consequente declíneo da vegetação aquática submersa, o que se traduz em impactos negativos no ecossistema a nível global.

Mas apesar da maioria das espécies de algas não colocar em risco a saúde humana, mesmo em situações de grande densidade, certas espécies, geralmente de micro-algas, podem produzir toxinas, que atuam no sistema nervoso. Um bloom destas espécies é preocupante, já que nos sistemas aquáticos as cadeias tróficas são muito curtas e estas neurotoxinas são acumuladas rapidamente nos tecidos dos diversos organismos que, direta ou indiretamente, se alimentam destas algas.

O Homem não é excepção.

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E como em todos os capítulos na história da poluição, o Homem acaba por sofrer os efeitos da sua própria atuação. É fundamentalmente a ele que cabe gerir a relação benefícios/prejuízos das algas, de forma a que, na balança, pese mais o prato dos benefícios.

Fonte: www.naturlink.pt

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1. O que é alga marinha?

As algas marinhas pertencem ao grupo geral de plantas chamadas Thalophyta. Quer dizer, que não tem sistemas vasculares (para conduzir alimento ou água). Não tem raiz, nem talo, nem folhas. Não produzem flor, nem semente, nem fruto. O sistema reprodutor é caracteristicamente unicelular (reprodução ocorre por divisão celular, ou seja, assexual).

2. Onde é encontrada?

Há 10 classes ou grupos gerais de algas, mas trataremos das 4 mais fáceis de reconhecer. Estas se encontram nos mares do mundo, desde a superfície até uns 60 metros de profundidade. Muitas se encontram nas costas rochosas agarradas nas pedras ou espalhadas pelas praias, tendo sido “desterradas” por tormentas ou alguma rede pesqueira.

3. Qual é o órgão de fixação ao substrato, à base? Como difere de uma raiz de verdade?

Como notaram as algas estão firmemente apegadas às rochas, mas temos dito que não tem raízes. Esta parte se chama Hapterio, Rizóide, ou Disco Adesivo.

Tem a característica de uma raiz, mas não absorve água para o uso da planta, sendo sua função a de manter a planta grudada à rocha.

4. Como o tamanho pode variar nas algas marinhas?

As algas variam em tamanho, segundo as células microscópicas há plantas unicelulares "Colonias gigantes" de até 20 metros de comprimento.

5. Citar os quatro grupos de algas marinhas, indicando em contraste o nome de cada grupo, seja ele unicelular, multicelular ou ambos.

Nome científico Nome comum Estrutura
Cianophyta Algas azul-verde Unicelular (1.500 espécies)
Chlorophyta Algas verdes Ambas (6.000 espécies)
Phaeophyta Algas pardas Multicelular (2.000 espécies)
Rhodophyta Algas vermelhas Multicelular (4.000 espécies)

6. A alga verde é mais encontrada em água doce ou salgada?

90% vivem na água doce. São plantas bem simples, praticamente sem estrutura especializada. Em água salgada preferem pouca profundidade. Uma bem conhecida é a Alface do mar, tem talo foliáceo verde brilhante e se usa em saladas.

7. Que são diatomáceas?

As diatomáceas são um grupo de algas muito valiosas mas microscópicas, por isso trataremos apenas superficialmente sobre elas. São algas unicelulares cobertas por uma "caixinha" de sílica. Quando a alga morre, a sílica não se decompõe, assim sendo estes "esqueletos" vão se acumulando no fundo dos lagos e de baías, às vezes chegando a medir uns 300 m de espessura. Isto é escavado e usado em filtros, isoladores, cera ou polidores, e recentemente como inseticida dessecante.

Há provavelmente mais de 10.000 espécies descobertas até agora.

8. Onde as algas se desenvolvem mais - na zona polar, temperada ou tropical?

As algas crescem bem em toda zona do mar, dependendo da espécie. Há mais variedade nos mares tropicais, mas há uma alga especialista das zonas glaciais nas montanhas mais altas.

9. Onde a alga marrom é mais comumente encontrada - em água doce ou salgada?

Quase todas são marinhas e abundam nas costas frias.

10. Qual é a profundidade máxima no oceano para o crescimento das algas? Por que ela não pode se desenvolver em águas mais profundas do que isso?

As algas verdes que se encontram na superfície, em lagunas baixas, ou em zonas com acesso ao sol.

As algas pardas podem crescer, todavia a uns 25 metros de profundidade por ter pigmentos que lhes permitem absorver luz fraca.

As algas vermelhas são as que vivem em maior profundidade. O pigmento vermelho lhes permite absorver os raios azuis violetas que são os que penetram no profundo oceano. Isto permite que estas algas existam até 60 ou 70 m de profundidade. Mais que isso já não há suficiente luz para permitir vida botânica.

11. Mencionar as três partes de uma alga grande. Como elas se comparam à folha, caule e raiz de uma planta comum?

Haptério: Tem a função de uma raiz ao firmar a planta à rocha, mas não de condutor de alimentos.

Estipite: Tem aparência de talo e serve para ramificar ou extender a planta, mas não tem células condutoras.

Fronde: E a extensão da planta. Em alguns casos tem aparência de folha, em outros se parece a uma grama e em outras como ramas secas ou com bolhas de ar.

Nestas posições se encontram as células reprodutoras, mas ao observador de perto se nota que não contém as veias de condução como têm as folhas de plantas terrestres. Na realidade se pode descrever uma alga como uma colônia de células que trabalham independentemente para seu sustento, e em conjunto para sua proteção e estabilidade.

12. Descrever as duas formas de reprodução das algas.

a) Assexual

Uma célula se modifica, se separa da planta e rebenta permitindo a saída de zoosporos.

b) Sexual

Algumas células desenvolvem o "ovo" e outras desenvolvem "espermas" e ao fertilizar-se formam novas plantas. Uma planta produz os dois tipos de células e as novas plantas amiúde crescem durante algum tempo apegando-se à planta parente.

13. Quais são alguns dos valores comerciais das algas? Dar pelo menos um para cada grupo.

Algas Rhodophytas

Algumas espécies servem de alimento humano, outras produzem agar - substância importante nos laboratórios de ciência para cultivo de bactérias.

Algas Phaeophyta

Estas produzem ácido algírico usado em alimentos para ficarem cremosos, como sorvetes e pudins, na medicina e em tintas.

Algas Chlorophyta

Algumas deste grupo recém estão sendo cultivadas em jardins artificiais para a produção de alimentos especiais, úteis para astronautas.

Fonte: www.arjsul.org.br

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