Na reprodução da maioria das algas, ocorre um ciclo em que existem duas fases distintas. No caso da Ulva, por exemplo, os esporófitos diplóides produzem esporos haplóides flagelados. Esses esporos se desenvolvem e dão origem a seres sexuados (gametófitos haplóides), que produzirão gametas femininos (oosferas) e masculinos (anterozóides). Da união desses gametas (fecundação), nascerão novas algas que produzirão novos esporos assexuadamente.
Para lembrar: O ciclo reprodutivo das algas é alternante.
Nas algas verdes ou clorofíceas, predomina a cor verde da clorofila, que
pode ser vista claramente. Elas apresentam estruturas muito diversas
filamentosas como a Ulothix; em forma de lâmina como a Ulva lactuca ou alface-do-mar
ou forma complexa, com células diferenciadas como as algas da espécie
Chara.
Atualmente, aceita-se que todas as plantas terrestres tenham se originado
de um grupo de clorofíceas (um dos grupos mais numerosos de algas) que conseguiram
sobreviver fora d'água.

Corallina officinalis (alga vermelha)
As algas que têm pigmentos de cor diferente da clorofila não são verdes no lado exterior.
Dois exemplos são: as algas vermelhas ou rodofíceas geralmente contêm sais minerais de cálcio e costumam fazer parte dos arrecifes de coral (Corallina officinalis) e as algas pardas ou feofíceas, que geralmente têm grandes dimensões (mais de 100 m) e talo complexo; algumas possuem órgãos cheios de gases, que lhes permitem flutuar. O sargaço e a laminária (Macrocystis) são exemplos de algas pardas. No Brasil, as laminárias são encontradas em águas de temperatura baixa no litoral do Espírito Santo, formando os Kelps (conjuntos de grandes algas marinhas pardas em regiões frias).
As algas se desenvolvem sozinhas com facilidade em águas doces e salgadas e são seres autotróficos. Por essa razão são vistas como uma fonte de alimentação para o ser humano no futuro próximo. Atualmente, das algas vermelhas é extraído o ágar-ágar, substância utilizada no cultivo de microorganismos, bem como alguns aditivos alimentares (os espessantes). A carragenina e o ágar (extraídos das algas vermelhas) e a algina (tirada das algas pardas) são polissacarídeos usados na indústria alimentícia como estabilizadores em doces, sorvetes, dentifrícios e placas de cultura de bactérias, entre outros usos.
No Japão, são consumidos, anualmente, milhares de toneladas de algas laminárias na alimentação, como em verduras cozidas ou em sopas. Essas algas podem atingir até 4 m de comprimento.

Algas desidratadas comestíveis
Algumas algas produzem fenômenos notáveis. As pirrófitas bioluminescentes Noctiluca, por exemplo, convertem energia química em luz, parecendo minúsculas 'gotas de geléia transparente' no mar.
É a bioluminescência. Já a alga pirrófita Gonyaulax é responsável pela ocorrência das marés-vermelhas ou floração das águas, por causa da formação de grandes populações que dão origem a extensas manchas avermelhadas na superfície marinha.
O problema está na elevada toxicidade das substâncias produzidas por essa alga, que envenenam peixes, moluscos e outros seres aquáticos.
Os sargaços (feofíceas do gênero Sargassum) flutuam livremente em regiões do oceano Atlântico, como o mar dos Sargaços, podendo causar contratempos à navegação. Ressecados e moídos, os sargaços fornecem um adubo rico em sais minerais de nitrogênio, fósforo, potássio e iodo.
Fonte: www.klickeducacao.com.br
VEGETAIS SEM ÓRGÃOS ESPECIALIZADOS

Alga é uma palavra que vem do latim e significa "planta marinha".
Mas nem todas as espécies de algas são plantas na atual classificação dos seres vivos e nem todas elas vivem no mar. Uma característica comum em todas elas é a presença de clorofila em suas células.
Já vimos em capítulos anteriores, as cianofíceas (algas azuis), no reino das moneras, e também as algas unicelulares eucariontes, no reino dos protistas. Aqui apresentamos as algas pluricelulares, classificadas dentro do reino das plantas.
As algas não possuem tecidos e órgãos especializados. Sendo assim, não tem raiz, caule, folha e nem flor; seu corpo é um talo, e, por isso, são chamadas de talófitas.
Existem algas pluricelulares de diferentes formas e tamanhos. Elas podem ter a forma de filamentos, lâminas ou ramos. Muitas vezes, tem a forma de uma folha. Mas, se as examinarmos no microscópio, veremos que elas não apresentam a estrutura das folhas verdadeiras.
As algas são encontradas em muitos lugares: nos mares, nos rios, nas lagoas, sobre pedras, troncos de árvores e outras superfícies muito úmidas.
Elas podem viver fixas, por exemplo, no fundo dos mares, dos rios e sobre rochas. Podem também flutuar na água; neste caso, podem possuir bolinhas como bóias e não as deixam afundar.
As algas absorvem os sais minerais de que precisam através de toda a superfície de seu corpo.

A cor de uma alga é dada por pigmentos especiais.
Entre eles, destacam-se os seguintes exemplos:
Clorofila - possui cor verde
Ficoeritrina - possui cor vermelha
Fucoxantina - possui cor marrom
De acordo coma predominância de um certo tipo de pigmento nas suas células, as algas podem ter várias cores. Assim, as algas pluricelulares compreendem as clorofíceas, rodofíceas e feofíceas.
Por possuírem clorofila, como pigmento predominante em suas células, as clorofíceas são verdes. Este grupo compreende muitas espécies, que são predominantemente aquáticas, podendo viver em água salgada e em água doce.
Como exemplo, podemos citar as algas marinhas do gênero Ulva, que possuem representantes comestíveis e chamados de alfaces-do-mar.
As rodofíceas possuem bastante ficoeritrina, embora tenham também clorofila. São algas vermelhas e geralmente macroscópicas e marinhas, mas existem formas que vivem na água doce. Entre as algas vermelhas, existem formas comestíveis, como as algas do gênero Porphyra.
As feofíceas possuem bastante fucoxantina e são geralmente macroscópicas e marinhas. São as algas pardas ou marrons. Algumas espécies podem medir mais de 50 metros de comprimento.
A alga parda Laminaria é um exemplo de alga comestível; assim como os demais exemplos de algas comestíveis, essa alga é bastante consumida como alimento, principalmente pelos povos orientais.
As algas podem se reproduzir de forma sexuada ou assexuada.
A reprodução assexuada se dá, principalmente, através de esporos. Outra forma de reprodução assexuada ocorre com pedaços destacados da alga, que brotam originando novas algas.
A reprodução sexuada é feita através dos gametas, que são trocados pelas algas.
As algas oferecem importantes contribuições ao meio ambiente.
Tanto as unicelulares quanto as pluricelulares realizam fotossíntese. Elas são responsáveis por mais de 70% do gás oxigênio liberado diariamente na Terra, principalmente as unicelulares flutuantes, que fazem parte do chamado fitoplâncton.
Assim, as algas são responsáveis, em grande parte, pela renovação do oxigênio do ar atmosférico e daquele que se encontra misturado na água, necessário aos seres aquáticos aeróbicos.
As algas também constituem a fonte mais importante de alimento, direta ou indiretamente, para a grande maioria dos seres vivos aquáticos.
Certas algas marinhas pluricelulares são excelentes fertilizantes. A Sargassum, uma feofíceas, é um exemplo de alga que, depois de ressecada e moída, fornece um adubo muito rico em sais minerais diversos. Misturadas ao solo, essas algas o enriquecem com as substâncias necessárias à vida das plantas.
Em certos países, como o Japão, algumas algas são muito usadas na alimentação humana. Nos restaurantes de dieta macrobiótica é comum o consumo de algas.
As algas podem também ser empregadas na indústria como fontes de alginatos, muito importantes especialmente na indústria de alimentos - como, por exemplo, dar consistência ao sorvete - e na fabricação de cosméticos, como sabonetes e pastas de dente.
As algas vermelhas do gênero Gelidium fornecem uma substância chamada ágar, que é aproveitada como matéria-prima para remédios, laxativos e gomas. O ágar é muito utilizado também em laboratórios e em faculdades, como meio de cultura para desenvolvimento de microrganismos. O ágar foi usado, na Grécia antiga, como produto rejuvenescedor e, hoje, vem sendo usado na cicatrização de queimaduras.
Como você sabe, muitas espécies de algas vivem em água doce. São muito comuns em lagos, represas e reservatórios. Às vezes, esses ambientes recebem grande quantidade de sais minerais usados como adubo na agricultura e que são levados até eles pela água de chuvas. Outras vezes, descarregam-se nesses ambientes lixo, esgoto doméstico e resíduos industriais, materiais geralmente ricos em substâncias orgânicas. Essas substâncias são decompostas por microrganismos, que liberam sais minerais diversos na água.
Nessas condições, em presença de grande quantidade de sais minerais, certas algas superficiais podem se reproduzir intensamente, formando um "tapete" sobre a água. Esse "tapete" de algas dificulta a penetração de luz na água, o que afeta a atividade fotossintetizante de algas submersas. Assim, as algas submersas deixam de fazer a fotossíntese e, portanto, deixam de liberar gás oxigênio. Isso provoca a morte de seres aeróbicos, como os peixes, por asfixia.
Além disso, as algas submersas morrem em grande quantidade e são decompostas; a decomposição libera na água substâncias tóxicas e malcheirosas, tornando-a imprópria para o consumo. Esse fenômeno tem ocorrido em diversos locais no Brasil, como na represa Guarapiranga, na cidade de São Paulo, e na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
O gás oxigênio produzido pelas algas do "tapete" superficial é liberado, praticamente em sua totalidade, para a atmosfera.
Fonte: www.portalbrasil.net