O termo ALGA engloba vários grupos de vegetais fotossintetizantes pertencentes a reinos distintos, mas tendo em comum o fato de serem desprovidos de raízes, caules, folhas, flores e frutos.
São plantas avasculares, ou seja, não possuem mecanismos de transportes e circulação de fluidos, água, sais minerais e outros nutrientes.
As ALGAS se dividem em 2 grupos:

As MICROALGAS são vegetais unicelulares, algumas delas com características das bactérias.A maioria tem flagelo móvel. Desenvolvem-se nas águas do mar, apenas na região onde há penetração de luz.
Essas ALGAS liberam toxinas perigosas para o ser humano: provocam lesões cutâneas após o contato com a pele dos banhistas e perturbações digestivas ou nervosas.
A proliferação causa contaminação nos peixes, ostras, moluscos, constituindo assim um problema de saúde pública que tem bastante repercussão econômica, ligadas a interdição da venda de produtos contaminados.
Uma proliferação de ALGAS tóxicas pode causar modificação de cor de águas (MARÉ VERMELHA).
Quando isso acontece causa o aparecimento de queimaduras em banhistas e a mortalidade dos peixes.
Os moluscos, os mexilhões em particular são mais fortes e sobrevivem e quando consumimos sem saber, podem causar vômitos, diarréias e dores de cabeça.
As MACROALGAS são mais populares por serem maiores.As inúmeras e existentes nos mares são fixas às rochas, mas às vezes crescem na areia, cascos de barcos, mas sempre em ambientes com a presença de luz.

As ALGAS MARINHAS tem uma função primordial no ciclo da vida do ambiente marinho.Fazem parte do primeiro nível da cadeia alimentar e sustentam todos os animais herbívoros. Esses sustentam os carnívoros e assim por diante.
As características mais importantes das ALGAS são: consomem gás carbônico, produzem oxigênio para a respiração de toda fauna, são utilizadas como elementos para os animais herbívoros( peixes, moluscos, carangueijos).
Portanto, todo cuidado é pouco quando entrar no mar. Não pense somente em se deliciar com aquela onda gostosa, cuidado com as ALGAS!
Fonte: www2.uol.com.br
As algas marinhas ajudam a restabelecer as reservas de ferro e são óptimas fontes dos principais minerais. São vários os tipos de algas: ágar-ágar (utilizada como gelatina pelos vegetarianos), arame, dulse, hiziki, irish moss, kombu, nori e wakame.
As algas marinhas fazem parte da alimentação de muitos povos, como os chineses e os japoneses. Entre os ocidentais, o seu consumo verifica-se principalmente entre os vegetarianos e macrobióticos.
As algas marinhas são uma ótima fonte de iodo, mineral essencial ao correto funcionamento da tiróide. Outros minerais que normalmente se encontram nas algas são o ferro, o cobre, o magnésio, o potássio, o cálcio e o zinco.
A maior parte das algas contém betacaroteno (provitamina A) e algumas das vitaminas do complexo B.
São as únicas do reino vegetal que contêm vitamina B12, encontrada normalmente apenas em produtos de origem animal. No entanto, a vitamina B12 existente nas algas encontra-se numa forma biologicamente inativa, ou seja, o corpo não consegue utilizá-la convenientemente. Assim, as algas não devem contar como fonte de vitamina B12.
Para os vegetarianos e para os que consomem pouca ou nenhuma carne ou peixe, as algas marinhas podem ajudar a reabastecer ou a manter as reservas de ferro. A ingestão regular de algas pode ajudar a combater a anemia.
As algas aumentam o volume das refeições, sendo contudo pobres
em gordura e calorias. Tem uma composição gelatinosa e um elevado
teor de fibras.
Como são muito ricas em carotenos, as algas podem ser responsáveis
pela ação protetora contra a mutação de certas
células cancerígenas.
Certas zonas do oceano estão poluídas com metais pesados. Por essa razão, compra algas em lojas de produtos naturais que assegurem que os seus produtos provêm de regiões não poluídas.
As algas compradas secas e embaladas, conservam-se quase indefinidamente enquanto fechadas; uma vez abertas as embalagens, conservam-se cerca de 4 meses num recipiente fechado.
Utilizada principalmente para engrossar os alimentos. É vendida em
fios ou em pó e não tem sabor, pelo que é muitas vezes
utilizada como gelatina (substitui as gelatinas de origem animal).
Você deve demolhá-la poucos minutos e cozinhar até que
a alga se dissolva; depois deixas solidificar e obténs uma excelente
gelatina.
Alga escura, muito fina e de sabor suave que se cozinha com os vegetais. Pode ser cozinhada em vapor, salteada ou comida como salada. Rica em cálcio, ferro e outros minerais. Deve ficar de molho cerca de 15 minutos e cozinhar durante mais ou menos meia hora. O seu sabor suave mistura-se bem com outros sabores pelo constitui um bom começo para a apreciação de vegetais marinhos.
Alga vermelha (púrpura), macia, com sabor característico, usada em sopas e condimentos. Rica em minerais como o ferro, potássio, magnésio, iodo e fósforo.
Alga escura e comprida com textura semelhante à Arame, mas mais espessa e com um sabor a mar muito mais forte. Tem uma quantidade enorme de cálcio e ferro. Deve ficar de molho cerca de 10 minutos antes de usar, pois aumenta cinco vezes de volume quando hidratada.
Também chamada de musgo da Irlanda, é utilizada na indústria alimentar como fonte de carraginas gelatinosas, que solidificam os alimentos. A sua cor oscila entre o roxo-avermelhado e o verde-avermelhado.
De cor escura é mais larga e mais espessa que as outras algas. É usada para cozinhar com feijões (torna as leguminosas mais macias e digeríveis) ou com vegetais, realçando o seu sabor e ajudando na digestão das fibras. É também excelente para fazer caldos de legumes e sopas. Deve ser demolhada e demora algum tempo a cozinhar (30 a 45 minutos). È bastante rica em cálcio e contém ácido glutámico, que amolece os legumes e realça o seu sabor.
De cor entre o verde vivo e o roxo e de folhas finas. As suas tiras secas são utilizadas como invólucro do famoso prato japonês, o sushi. Prepara-se tostando-a rapidamente na chama do fogão. Podes comê-la diretamente ou parti-la aos pedaços e salpicar sobre a sopa, vegetais ou feijões. É particularmente rica em ferro, potássio, iodo e proteínas. Contem também vitamina A, cálcio, ferro, vitaminas B1, B2 e C.
De folhas verdes escuras e encaracoladas tem um sabor suave e adocicado. É principalmente utilizada em sopas ou confeccionada em conjunto com os vegetais. Rica em iodo, proteína, ferro e magnésio.
Deve ficar de molho durante cerca de 20 minutos. Pode ser fervidas em fogo lento durante 10 a 15 minutos, ou cortada em bocadinhos para ser servida como salada. O seu veio central é rijo e deve ser retirado depois de amolecido em água fria, uma vez que não amolece com a cozimento.
Fonte: planetanatural.com.br
Um dos temas mais discutidos e que sempre será de grande importância, tanto para hobistas principiantes como para os mais avançados, é no que diz respeito à algas. Problemas com o manuseio de algas têm sido responsável pelo abandono do hobby por muitos aquaristas em todo o mundo, tanto em aquariofilia de água doce, como em marinha, principalmente se tratando de aquário de reef. Entre os mais comuns motivos de problemas serem agravados estão: a falta de informação adquirida pelos hobistas principiantes, falta de paciência do aquarista para a estabilização e inclusão de organismos no sistema, uso de maneira inadequada de materiais e condições no relacionamento entre os organismos mantidos.
Uma vez que entendemos as "regras" de adaptação e manutenção do aquário, respeitando e mantendo uma estabilidade, na maioria das vezes, os problemas com algas serão mínimos. Quando há um planejamento do sistema (compatibilidade entre organismos, espaço disponível, escolha do tipo de sistema, tipo de material que será utilizado, etc.), em conjunto com informações adquiridas pelo aquarista à respeito dos possíveis obstáculos existentes no começo do hobby , as possibilidades de sucesso são bem maiores.
Em tempos passados, muitos aquaristas acreditavam que manter micro-algas em sistemas marinhos seria, de certo modo, sinônimo de um meio-ambiente saudável. Isso, provavelmente pode estar relacionado com o fato de que normalmente as algas começam a surgir na mesma época em que o ciclo primário do nitrogenio (pelas bactérias aeróbicas) é finalizado em aquários recém-montados. Mesmo assim, haviam alguns que costumavam "limpar" as algas que cresciam nos esqueletos dos corais (decoração), retirando-os do tanque e escovando-os com o auxílio de cloro.
Atualmente, o aquarismo marinho tem apresentado uma evolução em grande escala, tanto em relação às alternativas de materiais utilizados, disponibilidade de organismos à venda, como também ao número de hobistas sérios e dedicados, buscando sempre novas técnicas e informações. Aquários de reef são sistemas que proporcionam uma integração muito grande entre hobistas e organismos mantidos, devido ao nível de complexibilidade de vida. Essa integração é responsável por grande parte da busca de informações e dedicação pelos hobistas. Por esses sistemas serem complexos em termos de variedade de organismos mantidos, muitas vezes há dúvidas quanto às diferenças entre certos problemas apresentados, especialmente nos primeiros meses do aquário montado (princípio do amadurecimento).
O objetivo maior desse artigo é de esclarecer algumas dúvidas relacionadas ao manuseio das algas mais encontradas em sistemas contendo rochas vivas, não necessariamente sendo um aquário de reef. Logicamente as algas que irei apresentar não são as únicas. A quantidade de espécies existentes é muito grande, sendo impossível citar aqui tudo à respeito de algas. A prioridade fica para os exemplares que geralmente são mais encontrados no hobby.
Apesar de micro-algas ocuparem uma área considerável nos recifes coralíneos, em nossos sistemas elas não são bem-vindas, quando em grandes proporções. Tanto em sistemas abertos como em fechados, micro-algas apresentam um certo desconforto para a maioria dos outros organismos (peixes e invertebrados) que normalmente mantemos num aquário tropical. Dentre os motivos principais com aspectos negativos relacionados às micro-algas em aquariofilia marinha, principalmente em aquários de reef, estão: desequilíbrio do sistema e as vezes acúmulo de substâncias tóxicas expelidas pelas algas (defesa química – não só em micro, como também em macro-algas); competição por espaço com os invertebrados, na ocupação de substratos; competição pelos nutrientes com as benéficas algas simbióticas e o aumento de pigmentos amarelados na água (componentes orgânicos), prejudicando penetração de luz.
Tanques estabilizados contém um número considerável de algas (micro e macro), mas são pouco percebidas por muitos de nós, se mantivermos suficientes animais herbívoros (peixes e caramujos) para controlá-las. Mesmo assim, poderemos achá-las em locais difíceis de alcance, como por exemplo entre rochas. Geralmente são sinais para alerta quando facilmente notadas, tanto em aquários recém-montados quanto em amadurecidos.
Considerando algas como um problema, de modo geral, podemos afirmar que controlando a quantidade de nutrientes introduzidos e exportados do sistema (nitrato, silicato, fosfato), mantendo uma estabilidade, obedecendo um horário biológico ( luz disponível, além de não superiluminar o aquário) e quarentenando novos exemplares adquiridos; não será algo de grande dificuldade à ser resolvido, podendo ser solucionado em curto prazo. Embora não signifique que exatamente todos os casos serão solucionados por completo (podendo reaparecer em certas circunstâncias por algum descuido do hobista). A estabilidade é um dos fatores mais importantes no hobby, e o controle de algas (seja as indesejáveis ou não) não foge a essa idéia.
Alguns aquaristas admiram e / ou matêm aquários marinhos dedicados
quase que exclusivamente às macro-algas. Os peixes e invertebrados
devem ser cuidadosamente escolhidos para esses tipos de sistemas, principalmente
quando nos referimos à mantê-los por um longo prazo. Existe um
ciclo de retorno de nutrientes adquiridos pelas algas. Se esse retorno não
for controlado, o excesso pode causar graves efeitos nos outros organismos
mantidos. Depois de certo tempo pode-se alcançar uma estabilidade que
ajuda muito no controle da volta desses nutrientes ao sistema, mas manutenção
ainda será muito importante.
Aquários destinados ao cultivo de macro-algas precisam de um controle
com maior freqüência (dedicação do aquarista).
A prioridade nos tais deve ser sempre dada às algas. Peixes podem ser mantidos em conjunto, mas um equilíbrio com relação à qualidade da água deve ser atingido. Uma vez atingido esse equilíbrio, mudanças poderão causar reflexos negativos (instabilidade). Trocas de água, além de outros cuidados, são muito importante para manter a qualidade e limpidez da água. A iluminação de boa qualidade e que supra as necessidades desses organismos também são fundamentais.
O espéctro de luz em torno de 6.500 K (luz-do-dia) parece ser aconselhável para manter as condições ideais. Quantidade de lâmpadas e de watts usados dependerá de cada sistema e / ou algas. Temperatura da água é outro fator que influencia no crescimento sadio de algas. A maioria das macro-algas mantidas por hobistas em sistemas marinhos não apreciam altas temperaturas (mais de 27° C). Skimmers (desnatadores de proteínas) também têm papel importante quando mantemos um sistema com macro-algas em domínio, juntamente com carvão ativado, que ajudará a retirar o excesso dos componentes orgânicos liberados pelas algas. Pouca informação é divulgada normalmente com relação ao assunto, uma vez que atualmente não existem muitos hobistas dedicados à esse tipo de sistema em particular.