
Algas Marinhas: Importância Econômica e Ecológica
Algas Marinhas são organismos autótrofos e fotossintetizantes que diferem das plantas por não formarem tecidos nem órgãos ordenados, ou seja, não apresentam uma estrutura dividida em raiz, caule e folhas. Podem ser unicelulares ou pluricelulares.
Algas Marinhas são fonte de oxigênio. O fitoplâncton serve de alimento para o zooplâncton, ou seja, para os microrganismos heterótrofos presentes no plâncton, que, por sua vez, são a base da alimentação de animais maiores.
Além de estar na base dessa cadeia alimentar, o fitoplâncton é responsável por uma grande produção de oxigênio. Estima-se que cerca de 90% do oxigênio presente na atmosfera terrestre seja gerado pela fotossíntese das Algas Marinhas planctônicas. Assim, essas pequenas Algas Marinhas possuem papel fundamental na manutenção da vida no planeta.
Algas Marinhas na Culinária
Em muitos países, principalmente no Oriente, as Algas Marinhas fazem parte
da alimentação diária, elas são fonte de proteínas, vitaminas e sais minerais.
Entre os grupos mais consumidos estão as Algas Marinhas Vermelhas (Rhodophyta),
que podem ser cultivadas em viveiros ou simplesmente coletadas no ambiente
marinho.
Algumas das Algas Marinhas comestíveis mais conhecidas são o Nori, utilizado pelos japoneses no preparo do sushi, e o Kombu e o Wakame, duas que fazem parte de pratos chineses e japoneses, como sopas, molhos e carnes.
As Algas Marinhas também podem ser encontradas entre os ingredientes de rações para animais, muitos alimentos utilizados na pecuária possuem como base uma farinha feita de Algas Marinhas desidratadas e moídas.
Algas Marinhas e o Agar Agar
As Algas Marinhas (Rhodophyta), agarofitas produzem o ágar, os alginatos e
os carragenanos que são colóides. Colóide é uma mistura de substâncias com
moléculas muito pequenas que pode formar soluções viscosas, como géis de diferentes
texturas.
O Ágar Ágar é utilizado em laboratórios para preparar meios de cultura para bactérias e outros organismos, também é empregado nas áreas de biologia molecular e biotecnologia, na fabricação de géis utilizados nos processos de extração e amplificação de material genético.
Os alginatos estão presentes na composição de diversos alimentos e bebidas
industrializadas, como sorvetes e cervejas, atuam como substâncias gelificantes,
estabilizantes e emulsificantes.
Os carragenanos são empregados principalmente na fabricação de alimentos com
consistência gelatinosa ou cremosa, como gelatinas e patês, também são utilizados
na produção de tintas e cosméticos, como cremes e pasta de dente.
Algas Marinhas Usadas Como Fertilizantes e Adubos Naturais
As Algas Marinhas podem ser utilizadas como uma forma de adubação natural
e eficaz, seus talos são ricos em minerais essenciais ao desenvolvimento das
plantas, como o nitrogênio e o potássio. Os fertilizantes para uso agrícola
são fabricados a partir de talos desidratados e comercializados na forma de
pequenos grãos ou em pó.
Também existem extratos líquidos de Algas Marinhas que, por serem concentrados,
podem ser diluídos e aplicados em jardins ou vasos de plantas.
Uso Medicinal de Algas Marinhas
O uso medicinal de Algas Marinhas na cura e prevenção de doenças faz parte
da cultura milenar de muitos países, como China, Coréia e Japão. A eficácia
das Algas Marinhas foi reconhecida, pelo meio científico, no tratamento do
bócio, doença que afeta o metabolismo do iodo.
Alguns medicamentos, utilizados na regulação do apetite, contêm substâncias
extraídas de Algas Marinhas, que, ao entrarem em contato com soluções aquosas,
se expandem no interior do estômago, transmitindo uma sensação de saciedade
ao cérebro.
Pesquisas vêm sendo realizadas para analisar a eficácia das Algas Marinhas
no tratamento de diversas doenças, tais como asma, bronquite, verminoses,
artrite e hipertensão.
Embora já tenham sido desenvolvidas tantas aplicações para as Algas Marinhas
e suas substâncias, em diversos setores, como as indústrias química, alimentícia
e farmacêutica, e continuam realizando estudos em busca de novas descobertas.
E, com certeza, ainda há muito a ser explorado sobre esse incrível Alimento,
o verdadeiro Tesouro do Mar!
Antonio Carlos
Fonte: www.cicloalimentar.com.br

As algas marinhas pertencem ao grupo geral de plantas chamadas Thalophyta. Quer dizer, que não tem sistemas vasculares (para conduzir alimento ou água).
Não tem raiz, nem talo, nem folhas. Não produzem flor, nem semente, nem fruto. O sistema reprodutor é caracteristicamente unicelular (reprodução ocorre por divisão celular, ou seja, assexual).
Há 10 classes ou grupos gerais de algas, mas trataremos das 4 mais fáceis de reconhecer. Estas se encontram nos mares do mundo, desde a superfície até uns 60 metros de profundidade. Muitas se encontram nas costas rochosas agarradas nas pedras ou espalhadas pelas praias, tendo sido desterradas por tormentas ou alguma rede pesqueira.
Como notaram as algas estão firmemente apegadas às rochas, mas temos dito que não tem raízes. Esta parte se chama Hapterio, Rizóide, ou Disco Adesivo.
Tem a característica de uma raiz, mas não absorve água para o uso da planta, sendo sua função a de manter a planta grudada à rocha.
As algas variam em tamanho, segundo as células microscópicas há plantas unicelulares "Colonias gigantes" de até 20 metros de comprimento.
| Nome científico | Nome comum | Estrutura |
| Cianophyta | Algas azul-verde | Unicelular (1.500 espécies) |
| Chlorophyta | Algas verdes | Ambas (6.000 espécies) |
| Phaeophyta | Algas pardas | Multicelular (2.000 espécies) |
| Rhodophyta | Algas vermelhas | Multicelular (4.000 espécies) |
90% vivem na água doce. São plantas bem simples, praticamente sem estrutura especializada. Em água salgada preferem pouca profundidade.
Uma bem conhecida é a Alface do mar, tem talo foliáceo verde brilhante e se usa em saladas.
As diatomáceas são um grupo de algas muito valiosas mas microscópicas, por isso trataremos apenas superficialmente sobre elas. São algas unicelulares cobertas por uma "caixinha" de sílica.
Quando a alga morre, a sílica não se decompõe, assim sendo estes "esqueletos" vão se acumulando no fundo dos lagos e de baías, às vezes chegando a medir uns 300 m de espessura.
Isto é escavado e usado em filtros, isoladores, cera ou polidores, e recentemente como inseticida dessecante.
Há provavelmente mais de 10.000 espécies descobertas até agora.
As algas crescem bem em toda zona do mar, dependendo da espécie. Há mais variedade nos mares tropicais, mas há uma alga especialista das zonas glaciais nas montanhas mais altas.
Quase todas são marinhas e abundam nas costas frias.
As algas verdes que se encontram na superfície, em lagunas baixas, ou em zonas com acesso ao sol.
As algas pardas podem crescer, todavia a uns 25 metros de profundidade por ter pigmentos que lhes permitem absorver luz fraca.
As algas vermelhas são as que vivem em maior profundidade. O pigmento vermelho lhes permite absorver os raios azuis violetas que são os que penetram no profundo oceano. Isto permite que estas algas existam até 60 ou 70 m de profundidade. Mais que isso já não há suficiente luz para permitir vida botânica.
Haptério: Tem a função de uma raiz ao firmar a planta à rocha, mas não de condutor de alimentos.
Estipite: Tem aparência de talo e serve para ramificar ou extender a planta, mas não tem células condutoras.
Fronde: E a extensão da planta. Em alguns casos tem aparência de folha, em outros se parece a uma grama e em outras como ramas secas ou com bolhas de ar.
Nestas posições se encontram as células reprodutoras, mas ao observador de perto se nota que não contém as veias de condução como têm as folhas de plantas terrestres. Na realidade se pode descrever uma alga como uma colônia de células que trabalham independentemente para seu sustento, e em conjunto para sua proteção e estabilidade.
a) Assexual: Uma célula se modifica, se separa da planta e rebenta permitindo a saída de zoosporos.
b) Sexual: Algumas células desenvolvem o "ovo" e outras desenvolvem "espermas" e ao fertilizar-se formam novas plantas. Uma planta produz os dois tipos de células e as novas plantas amiúde crescem durante algum tempo apegando-se à planta parente.
Dar pelo menos um para cada grupo.
Algas Rhodophytas: Algumas espécies servem de alimento humano, outras produzem agar - substância importante nos laboratórios de ciência para cultivo de bactérias.
Algas Phaeophyta: Estas produzem ácido algírico usado em alimentos para ficarem cremosos, como sorvetes e pudins, na medicina e em tintas.
Algas Chlorophyta: Algumas deste grupo recém estão sendo cultivadas em jardins artificiais para a produção de alimentos especiais, úteis para astronautas.
Fonte: www.tagnet.org