Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Algas Marinhas - Página 3  Voltar

Algas Marinhas

Algas Marinhas

As algas marinhas são uma óptima fonte de iodo, mineral essencial ao correcto funcionamento da tiróide. Outros minerais que normalmente se encontram nas algas são o cobre e o ferro, o magnésio, o cálcio, o potássio e o zinco.

A maior parte das algas contém betacaroteno (provitamina A) e algumas vitaminas do complexo B.

São as únicas do reino animal que contêm vitamina B12, encontrada normalmente apenas em produtos de origem animal. No entanto, a vitamina B12 existente nas algas encontra-se numa forma biologicamente inactiva, ou seja, o corpo não consegue utilizá-la convenientemente. Assim, as algas não devem contar como fonte de vitamina B12, para quem pratica uma alimentação vegetariana pura.

Para os vegetarianos e para os que consomem pouca ou nenhuma carne ou peixe, as algas marinhas podem ajudar a reabastecer ou a manter as reservas de ferro. A ingestão regular de algas pode ajudar a combater a anemia.

As algas aumentam o volume das refeições, sendo contudo pobres em gordura e calorias. A sua composição gelatinosa e o elevado teor de fibras fazem delas um saciador do apetite, o que as torna benéficas em dietas de emagrecimento.

Uma vez que são muito ricas em carotenos, as algas podem ser responsáveis pela acção protectora contra a mutação de certas células cancerígenas.

As algas marinhas fazem parte da alimentação de muitos povos, como os chineses e os japoneses. Entre os ocidentais, o seu consumo verifica-se sobretudo nos vegetarianos e macrobióticos.

A Kombu é uma alga excepcionalmente rica em cálcio. Como contém ácido glutâmico, que amolece os legumes e realça o seu sabor, é excelente para fazer caldos de legumes e sopas. Pode também ser comida crua. O seu formato lembra uma fita larga.

A Nori é particularmente rica em ferro, potássio, iodo e proteínas. De cor entre o verde vivo e o roxo. As tiras secas de Nori são utilizadas como invólucro do famoso prato japonês, o sushi.

A Wakamane, de folhas verdes escuras e encaracoladas, é uma óptima fonte de iodo. O seu veio central é rijo e deve ser retirado depois de amolecido em água fria, uma vez que não amolece com a cozedura. Pode ser fervida em fogo lento durante 10 minutos, ou cortada em bocadinhos para ser servida como salada.

A Irish Moss, também chamada musgo da irlanda, é utilizada na indústria alimentar como fonte de carraginas gelatinosas, que solidificam os alimentos. A sua cor oscila entre o roxo-avermelhado e o verde-avermelhado.

A Ágar-ágar é utilizada sobretudo para engrossar alimentos. É vendido em fios ou em pó e não tem sabor, pelo que é muitas vezes utilizada como gelatina pelos vegetarianos, substituindo as gelatinas de origem animal.

As algas Arame são semelhantes a cabelos, com fios finos e pretos. Precisam ser demolhadas várias vezes antes de usar. Podem ser cozinhadas a vapor, salteadas ou comidas como salada. Têm um sabor suave que se mistura bem com outros sabores e constitui um bom começo para a apreciação de vegetais marinhos. São ricas em ferro.

Certas zonas do oceano estão poluídas com metais pesados. Por essa razão, compre algas em lojas de produtos naturais que assegurem que os seus produtos provêm de regiões não poluídas.

Fonte: www.galpenergia.com

Algas Marinhas

Se deixarmos um recipiente com água límpida de um charco num parapeito de janela soalheiro, ela em breve ficará turva e verde. Podemos até ver aquela massa verde mexer, seguindo a luz à medida que o Sol se desloca.

Esta massa é constituída por milhares de algas unicelulares, que estão a utilizar a luz solar para levar a cabo a fotossíntese. No entanto, nem todas as algas são tão pequenas e nem todas são verdes.

Os microrganismos verdes contidos na água dos charcos parecem pouco ter em comum com as grandes algas vermelhas e castanhas das costas marítimas, mas todas são algas.

Pelo facto de realizarem a fotossíntese as algas são auto-suficientes e podem viver onde quer que haja luz, oxigénio e dióxido de carbono, água suficiente e alguns elementos essenciais. Tal como as plantas terrestres, as algas contêm o pigmento verde chamado clorofila, através do qual captam a energia da luz solar necessária à fotossíntese.

Contudo, embora todas contenham clorofila, muitas contêm também outros pigmentos, que lhes dão uma cor vermelha, castanha ou dourada.

Algas com vários metros de comprimento

As algas marinhas castanhas, como a bodelha, a laminária e outras algas compridas, são as maiores e mais complicadas, crescendo, em certos casos, até atingirem muitos metros de comprimento.

Tal como as plantas terrestres, são pluricelulares. Muitas têm um talo que termina num disco tipo raiz, que as agarra a rochas ou ao fundo do mar, e frondes semelhantes a folhas que realizam a fotossíntese.

No entanto, no interior são muito mais simples do que quase todas as plantas terrestres. Não têm raízes especializadas na captação de água, nem tecidos internos, como o lenho, para transportar água e sais minerais por toda a planta.

As algas absorvem as substâncias de que necessitam através de grande parte da sua superfície. As algas verdadeiramente aquáticas retiram da água o dióxido de carbono de que necessitam para a fotossíntese e o oxigénio para a respiração.

Assim, as algas pluricelulares, por exemplo as marinhas, têm de se desenvolver sob a forma de finas folhas com apenas algumas células de espessura, ou de lâminas achatadas, ou fios, de modo a que a água, o dióxido de carbono e outros nutrientes atinjam todas as suas células.

Só as grandes algas marinhas castanhas, como as que constituem o chamado kelp gigante, têm tecidos especializados, como o lenho das plantas terrestres, que transportam os produtos finais da fotossíntese das frondes, próximas da superfície do mar, para o talo e o disco, mal iluminados, muitos metros mais abaixo.

As mais complexas algas verdes de água doce são as carófitas, que crescem no fundo das lagoas, podendo atingir um metro de altura, com emaranhados de finos ramos secundários inseridos num caule delicado.

Embora pareçam muito semelhantes às plantas «vulgares», os seus «caules» e «ramos» são, na verdade, constituídos por grandes células individuais colocadas em fiadas topo a topo. As algas verdes também constituem o parceiro fotossintético em alguns líquenes, uma associação simbiótica de algas ou bactérias fotossintetizadoras e de fungos.

Têm-se encontrado algas unicelulares fossilizadas em rochas com quase mil milhões de anos de idade.

A partir das suas origens marítimas, as algas foram particularmente bem sucedidas no seu avanço para outras áreas e colonizaram as águas doces e os habitats terrestres húmidos.

Os pastos do mar

As algas mais importantes da cadeia alimentar são as algas microscópicas do plâncton. As algas unicelulares, como as diatomáceas, bem como os dinoflagelados, constituem grande parte do fitoplâncton, conjunto de bactérias fotossintetizadoras e algas microscópicas que andam à deriva pelos oceanos.

As famosas «marés vermelhas» ao largo da costa norte-americana, que envenenam o peixe e os crustáceos, são provocadas por dinoflagelados. Em determinadas condições, sofrem uma explosão demográfica, produzindo uma «floração» de algas que torna o mar verrnelho.

Das algas retiram-se muitos produtos úteis, incluindo o ágar-ágar, substância gelatinosa onde se podem cultivar bactérias.

Fonte: www.cientic.com

voltar 12345678avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal