Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Algas Marinhas  Voltar

Algas Marinhas

 

 

Algas Marinhas
Algas Marinhas

Algas Marinhas: Importância Econômica e Ecológica

Algas Marinhas são organismos autótrofos e fotossintetizantes que diferem das plantas por não formarem tecidos nem órgãos ordenados, ou seja, não apresentam uma estrutura dividida em raiz, caule e folhas. Podem ser unicelulares ou pluricelulares.

Algas Marinhas são fonte de oxigênio. O fitoplâncton serve de alimento para o zooplâncton, ou seja, para os microrganismos heterótrofos presentes no plâncton, que, por sua vez, são a base da alimentação de animais maiores.

Além de estar na base dessa cadeia alimentar, o fitoplâncton é responsável por uma grande produção de oxigênio. Estima-se que cerca de 90% do oxigênio presente na atmosfera terrestre seja gerado pela fotossíntese das Algas Marinhas planctônicas. Assim, essas pequenas Algas Marinhas possuem papel fundamental na manutenção da vida no planeta.

Algas Marinhas na Culinária

Em muitos países, principalmente no Oriente, as Algas Marinhas fazem parte da alimentação diária, elas são fonte de proteínas, vitaminas e sais minerais.

Entre os grupos mais consumidos estão as Algas Marinhas Vermelhas (Rhodophyta), que podem ser cultivadas em viveiros ou simplesmente coletadas no ambiente marinho.

Algumas das Algas Marinhas comestíveis mais conhecidas são o Nori, utilizado pelos japoneses no preparo do sushi, e o Kombu e o Wakame, duas que fazem parte de pratos chineses e japoneses, como sopas, molhos e carnes.

As Algas Marinhas também podem ser encontradas entre os ingredientes de rações para animais, muitos alimentos utilizados na pecuária possuem como base uma farinha feita de Algas Marinhas desidratadas e moídas.

Algas Marinhas e o Agar Agar

As Algas Marinhas (Rhodophyta), agarofitas produzem o ágar, os alginatos e os carragenanos que são colóides. Colóide é uma mistura de substâncias com moléculas muito pequenas que pode formar soluções viscosas, como géis de diferentes texturas.

O Ágar Ágar é utilizado em laboratórios para preparar meios de cultura para bactérias e outros organismos, também é empregado nas áreas de biologia molecular e biotecnologia, na fabricação de géis utilizados nos processos de extração e amplificação de material genético.

Os alginatos estão presentes na composição de diversos alimentos e bebidas industrializadas, como sorvetes e cervejas, atuam como substâncias gelificantes, estabilizantes e emulsificantes.

Os carragenanos são empregados principalmente na fabricação de alimentos com consistência gelatinosa ou cremosa, como gelatinas e patês, também são utilizados na produção de tintas e cosméticos, como cremes e pasta de dente.

Algas Marinhas Usadas Como Fertilizantes e Adubos Naturais

As Algas Marinhas podem ser utilizadas como uma forma de adubação natural e eficaz, seus talos são ricos em minerais essenciais ao desenvolvimento das plantas, como o nitrogênio e o potássio. Os fertilizantes para uso agrícola são fabricados a partir de talos desidratados e comercializados na forma de pequenos grãos ou em pó.

Também existem extratos líquidos de Algas Marinhas que, por serem concentrados, podem ser diluídos e aplicados em jardins ou vasos de plantas.

Uso Medicinal de Algas Marinhas

O uso medicinal de Algas Marinhas na cura e prevenção de doenças faz parte da cultura milenar de muitos países, como China, Coréia e Japão. A eficácia das Algas Marinhas foi reconhecida, pelo meio científico, no tratamento do bócio, doença que afeta o metabolismo do iodo.

Alguns medicamentos, utilizados na regulação do apetite, contêm substâncias extraídas de Algas Marinhas, que, ao entrarem em contato com soluções aquosas, se expandem no interior do estômago, transmitindo uma sensação de saciedade ao cérebro.

Pesquisas vêm sendo realizadas para analisar a eficácia das Algas Marinhas no tratamento de diversas doenças, tais como asma, bronquite, verminoses, artrite e hipertensão.

Embora já tenham sido desenvolvidas tantas aplicações para as Algas Marinhas e suas substâncias, em diversos setores, como as indústrias química, alimentícia e farmacêutica, e continuam realizando estudos em busca de novas descobertas.

E, com certeza, ainda há muito a ser explorado sobre esse incrível Alimento, o verdadeiro Tesouro do Mar!

Antonio Carlos

Fonte: www.cicloalimentar.com.br

Algas Marinhas

O que é alga marinha?

As algas marinhas pertencem ao grupo geral de plantas chamadas Thalophyta. Quer dizer, que não tem sistemas vasculares (para conduzir alimento ou água).

Não tem raiz, nem talo, nem folhas. Não produzem flor, nem semente, nem fruto. O sistema reprodutor é caracteristicamente unicelular (reprodução ocorre por divisão celular, ou seja, assexual).

Onde é encontrada?

Há 10 classes ou grupos gerais de algas, mas trataremos das 4 mais fáceis de reconhecer. Estas se encontram nos mares do mundo, desde a superfície até uns 60 metros de profundidade. Muitas se encontram nas costas rochosas agarradas nas pedras ou espalhadas pelas praias, tendo sido “desterradas” por tormentas ou alguma rede pesqueira.

Qual é o órgão de fixação ao substrato, à base? Como difere de uma raiz de verdade?

Como notaram as algas estão firmemente apegadas às rochas, mas temos dito que não tem raízes. Esta parte se chama Hapterio, Rizóide, ou Disco Adesivo.

Tem a característica de uma raiz, mas não absorve água para o uso da planta, sendo sua função a de manter a planta grudada à rocha.

Como o tamanho pode variar nas algas marinhas?

As algas variam em tamanho, segundo as células microscópicas há plantas unicelulares "Colonias gigantes" de até 20 metros de comprimento.

Os quatro grupos de algas marinhas:

Nome científico Nome comum Estrutura
Cianophyta Algas azul-verde Unicelular (1.500 espécies)
Chlorophyta Algas verdes Ambas (6.000 espécies)
Phaeophyta Algas pardas Multicelular (2.000 espécies)
Rhodophyta Algas vermelhas Multicelular (4.000 espécies)

A alga verde é mais encontrada em água doce ou salgada?

90% vivem na água doce. São plantas bem simples, praticamente sem estrutura especializada. Em água salgada preferem pouca profundidade.

Uma bem conhecida é a Alface do mar, tem talo foliáceo verde brilhante e se usa em saladas.

Que são diatomáceas?

As diatomáceas são um grupo de algas muito valiosas mas microscópicas, por isso trataremos apenas superficialmente sobre elas. São algas unicelulares cobertas por uma "caixinha" de sílica.

Quando a alga morre, a sílica não se decompõe, assim sendo estes "esqueletos" vão se acumulando no fundo dos lagos e de baías, às vezes chegando a medir uns 300 m de espessura.

Isto é escavado e usado em filtros, isoladores, cera ou polidores, e recentemente como inseticida dessecante.

Há provavelmente mais de 10.000 espécies descobertas até agora.

Onde as algas se desenvolvem mais - na zona polar, temperada ou tropical?

As algas crescem bem em toda zona do mar, dependendo da espécie. Há mais variedade nos mares tropicais, mas há uma alga especialista das zonas glaciais nas montanhas mais altas.

Onde a alga marrom é mais comumente encontrada - em água doce ou salgada?

Quase todas são marinhas e abundam nas costas frias.

Qual é a profundidade máxima no oceano para o crescimento das algas? Por que ela não pode se desenvolver em águas mais profundas do que isso?

As algas verdes que se encontram na superfície, em lagunas baixas, ou em zonas com acesso ao sol.

As algas pardas podem crescer, todavia a uns 25 metros de profundidade por ter pigmentos que lhes permitem absorver luz fraca.

As algas vermelhas são as que vivem em maior profundidade. O pigmento vermelho lhes permite absorver os raios azuis violetas que são os que penetram no profundo oceano. Isto permite que estas algas existam até 60 ou 70 m de profundidade. Mais que isso já não há suficiente luz para permitir vida botânica.

Mencionar as três partes de uma alga grande. Como elas se comparam à folha, caule e raiz de uma planta comum?

Haptério: Tem a função de uma raiz ao firmar a planta à rocha, mas não de condutor de alimentos.
Estipite:
Tem aparência de talo e serve para ramificar ou extender a planta, mas não tem células condutoras.
Fronde:
E a extensão da planta. Em alguns casos tem aparência de folha, em outros se parece a uma grama e em outras como ramas secas ou com bolhas de ar.

Nestas posições se encontram as células reprodutoras, mas ao observador de perto se nota que não contém as veias de condução como têm as folhas de plantas terrestres. Na realidade se pode descrever uma alga como uma colônia de células que trabalham independentemente para seu sustento, e em conjunto para sua proteção e estabilidade.

Descrever as duas formas de reprodução das algas

a) Assexual: Uma célula se modifica, se separa da planta e rebenta permitindo a saída de zoosporos.
b) Sexual:
Algumas células desenvolvem o "ovo" e outras desenvolvem "espermas" e ao fertilizar-se formam novas plantas. Uma planta produz os dois tipos de células e as novas plantas amiúde crescem durante algum tempo apegando-se à planta parente.

Quais são alguns dos valores comerciais das algas?

Dar pelo menos um para cada grupo.

Algas Rhodophytas: Algumas espécies servem de alimento humano, outras produzem agar - substância importante nos laboratórios de ciência para cultivo de bactérias.
Algas Phaeophyta:
Estas produzem ácido algírico usado em alimentos para ficarem cremosos, como sorvetes e pudins, na medicina e em tintas.
Algas Chlorophyta:
Algumas deste grupo recém estão sendo cultivadas em jardins artificiais para a produção de alimentos especiais, úteis para astronautas.

Fonte: www.tagnet.org

Algas Marinhas

Algas Marinhas
Algas Marinhas

As algas marinhas são uma óptima fonte de iodo, mineral essencial ao correcto funcionamento da tiróide. Outros minerais que normalmente se encontram nas algas são o cobre e o ferro, o magnésio, o cálcio, o potássio e o zinco.

A maior parte das algas contém betacaroteno (provitamina A) e algumas vitaminas do complexo B.

São as únicas do reino animal que contêm vitamina B12, encontrada normalmente apenas em produtos de origem animal. No entanto, a vitamina B12 existente nas algas encontra-se numa forma biologicamente inativa, ou seja, o corpo não consegue utilizá-la convenientemente. Assim, as algas não devem contar como fonte de vitamina B12, para quem pratica uma alimentação vegetariana pura.

Para os vegetarianos e para os que consomem pouca ou nenhuma carne ou peixe, as algas marinhas podem ajudar a reabastecer ou a manter as reservas de ferro. A ingestão regular de algas pode ajudar a combater a anemia.

As algas aumentam o volume das refeições, sendo contudo pobres em gordura e calorias. A sua composição gelatinosa e o elevado teor de fibras fazem delas um saciador do apetite, o que as torna benéficas em dietas de emagrecimento.

Uma vez que são muito ricas em carotenos, as algas podem ser responsáveis pela ação protectora contra a mutação de certas células cancerígenas.

As algas marinhas fazem parte da alimentação de muitos povos, como os chineses e os japoneses. Entre os ocidentais, o seu consumo verifica-se sobretudo nos vegetarianos e macrobióticos.

A Kombu é uma alga excepcionalmente rica em cálcio. Como contém ácido glutâmico, que amolece os legumes e realça o seu sabor, é excelente para fazer caldos de legumes e sopas. Pode também ser comida crua. O seu formato lembra uma fita larga.

A Nori é particularmente rica em ferro, potássio, iodo e proteínas. De cor entre o verde vivo e o roxo. As tiras secas de Nori são utilizadas como invólucro do famoso prato japonês, o sushi.

A Wakamane, de folhas verdes escuras e encaracoladas, é uma óptima fonte de iodo. O seu veio central é rijo e deve ser retirado depois de amolecido em água fria, uma vez que não amolece com a cozedura. Pode ser fervida em fogo lento durante 10 minutos, ou cortada em bocadinhos para ser servida como salada.

A Irish Moss, também chamada musgo da irlanda, é utilizada na indústria alimentar como fonte de carraginas gelatinosas, que solidificam os alimentos. A sua cor oscila entre o roxo-avermelhado e o verde-avermelhado.

A Ágar-ágar é utilizada sobretudo para engrossar alimentos. É vendido em fios ou em pó e não tem sabor, pelo que é muitas vezes utilizada como gelatina pelos vegetarianos, substituindo as gelatinas de origem animal.

As algas Arame são semelhantes a cabelos, com fios finos e pretos. Precisam ser demolhadas várias vezes antes de usar. Podem ser cozinhadas a vapor, salteadas ou comidas como salada. Têm um sabor suave que se mistura bem com outros sabores e constitui um bom começo para a apreciação de vegetais marinhos. São ricas em ferro.

Certas zonas do oceano estão poluídas com metais pesados. Por essa razão, compre algas em lojas de produtos naturais que assegurem que os seus produtos provêm de regiões não poluídas.

Fonte: www.galpenergia.com

Algas Marinhas

Algas Marinhas
Algas Marinhas

Algas Marinhas, Agar Agar

É uma alga amplamente cultivada e coletada na costa do Nordeste do Brasil para extração de ágar.

Sua condição se dá melhor no litoral nordestino devido às características físico-químicas da água do mar, seu principal componente é um polissacarídeo.

As Algas Marinhas contém mais proteínas que a carne animal, e também contém todos os aminoácidos essenciais que formam o colágeno no corpo.

Bem antes do desenvolvimento da agricultura, povos que viviam nas costas marítimas já colhiam uma variedade de vegetais do mar, diversos povos que por séculos têm cultivado algas marinhas para serem usadas como alimento.

Os japoneses que provavelmente consomem mais algas do que qualquer outro.

As algas marinhas são isentas de gorduras, contém baixos níveis de calorias e são ricas em carboidratos, proteínas, vitaminas e especialmente minerais essenciais (mais de 30% por volume).

Comparadas com os laticínios elas provém 10 vezes mais cálcio e ferro por peso e contém outros importantes sais minerais que faltam hoje em dia em nossos vegetais terrestres devido à desmineralização do solo.

A alga contém mais mineral do que qualquer outro tipo de alimento e os minerais requeridos pelos seres humanos incluindo cálcio, sódio, magnésio, potássio, iodo, ferro e zinco que estão presentes em quantidades suficientes.

Entre a ampla variedade de minerais, cálcio, ferro e iodo estão presentes em abundância na maioria das algas e são particularmente importantes em dietas.

Fonte: www.plenaformasaude.com.br

Algas Marinhas

Algas Marinhas
Algas Marinhas

1 Classificação e sistemática das algas

O termo Alga engloba diversos grupos de vegetais fotossintetizantes, pertencentes a reinos distintos, mas tendo em comum o fato de serem desprovidos de raízes, caules, folhas, flores e frutos.

São plantas avasculares, ou seja, não possuem mecanismos específicos de transporte e circulação de fluidos, água, sais minerais, e outros nutrientes, como ocorre com as plantas mais evoluídas .

Não possuem seiva,são organismos com estrutura e organização simples e primitiva.

As algas podem ser divididas didaticamente em dois grandes grupos: Microalgas e Macroalgas.

As microalgas são vegetais unicelulares, algumas delas com algumas características das bactérias, como é o caso das cianofíceas ou algas azuis, as quais têm núcleos celulares indiferenciados e sem membranas (carioteca). A maioria delas tem flagelos móveis, os quais favorecem o deslocamento.

Existem vários grupos taxonômicos de microalgas marinhas, no entanto, as principais são:

As diatomaceas e os dinoflagelados

Estes são os principais componentes do fitoplâncton marinho, ou plâncton vegetal. Estas microalgas se desenvolvem na água do mar apenas na região onde há a penetração de luz (zona fótica) ou seja, basicamente até os 200 metros de profundidade. São responsáveis pela bioluminescência observada ao se caminhar na areia das praias durante a noite.

As marés vermelhas, na verdade são explosões populacionais de certos tipos de algas (dinoflagelados), as quais mudam a coloração da água. Estas algas liberam toxinas perigosas inclusive para o ser humano.

As algas marinhas são o verdadeiro pulmão do mundo, uma vez que produzem mais oxigênio pela fotossíntese do que precisam na respiração, e o excesso é liberado para o ambiente

A floresta Amazônia libera muito menos oxigênio para a atmosfera em termos mundiais, pois a maior parte do gás produzido é consumido na própria floresta.

As microalgas pertencentes ao fitoplâncton marinho são basicamente as algas azuis, algas verdes, euglenofíceas, pirrofíceas, crisofíceas, dinoflagelados e diatomaceas

A classificação destes grupos é bastante problemática devido ao fato de apresentarem características tanto de animais como de vegetais.

As macroalgas marinhas são mais populares por serem maiores e visíveis a olho nu. As várias centenas de espécies existentes nos mares, ocorrem principalmente fixas às rochas, podendo no entanto crescer na areia, cascos de tartarugas, recifes de coral, raízes de mangue, cascos de barcos, pilares de portos, mas sempre em ambientes com a presença de luz e nutrientes.

São muito abundantes na zona entre-marés, onde formam densas faixas nos costões rochosos. Estas algas são representadas pelas algas verdes, pardas e vermelhas, podendo apresentar formas muito variadas (foliáceas, arborescentes, filamentosas, ramificadas, etc).

As laminarias (Kelp beds) são algas verdes gigantes que podem, chegar a várias dezenas de metros de comprimento). Todas estas macroalgas mantém uma fauna bastante diversificada, a qual vive protegida entre seus filamentos. Esta fauna habitante das algas é chamada de Fital.

As algas marinhas têm uma função primordial no ciclo da vida do ambiente marinho. São chamados organismos produtores, pois produzem tecidos vivos a partir da fotossíntese. Fazem parte do primeiro nível da cadeia alimentar e por isso sustentam todos os animais herbívoros. Estes sustentam os carnívoros e assim por diante.

Portanto, as características mais importantes das algas são:

Consomem gás carbônico para fazer fotossíntese
Produzem oxigênio para a respiração de toda a fauna
São utilizadas como alimento pelos animais herbívoros (peixes, caranguejos, moluscos, etc), filtradores (ascídias, esponjas, moluscos, crustáceos), e animais do plâncton (zooplâncton). São um grupo muito diverso, contribuindo significativamente para elevar a biodiversidade marinha.

Algas Marinhas
Fig1 forma de uma macro alga marinha

2 Caracterização biológica e ecológica das algas marinhas

As algas compreendem vários grupos de seres vivosaquáticos eautotróficos, ou seja, que produzem a energia necessária ao seu metabolismo através dafotossíntese. A maior parte das espécies de algas sãounicelulares e, mesmo as mais complexas – algumas comtecidos raízes , caulesou folhas.

Embora tenham, durante muito tempo, sido consideradas comop la n t a s, apenas as algas verdes têm uma relaçãoevolutiva com as plantas "superiores"; os restantes grupos de algas representam linhas independentes de desenvolvimento evolutivo, paralelo às que levaram às plantas superiores.

A disciplina dabiologia que estuda as algas é aficologia ou algologia, tradicionalmente uma especialização da botânica.

Relações evolutivas entre os diferentes grupos de algas

"Algas" Procarióticas (do Reino Monera ou Bacteria)

As "algas azuis" oucianofíceas, modernamente classificadasCyanobacteria como uma divisão dentro dodomínio Eubacteria ou "verdadeiras"bactérias (ou reinoMonera) foram dos primeiros seres vivos a aparecerem naTerra, com o mais antigofóssil datado em 3.800 milhões de anos (Pré-Câmbrico) e acredita-se que tenham tido um papel preponderante na formação do oxigênio da atmosfera.

Algas Eucarióticas (algumas do Reino Protista e outras do Reino Plantae)

Todos os restantes grupos de algas são eucarióticos (com uma verdadeira membrana nuclear), e realizam a fotossíntese usando organelas chamadas cloroplastos.

Os cloroplastos contêm DNA e tem uma estrutura semelhante ás cianobactérias - pensa-se que evoluíram a partir de uma alga masi "primitiva" que era endossimbionte.

Há diferentes tipos de cloroplastos, que podem refletir diferentes eventos endosimbióticos.

Existem três grupos de organismos que têm cloroplastos "primários":

As algas verdes e asplantas "superiores"
As algasvermelhas (Rodophyta), e
Glaucophyta

Nestes grupos, o cloroplasto é rodeado por duasmembranas que se pensa terem origem na cianobactéria endossimbionte. Osglaucófitos possuem cloroplastos muito primitivos (denominados "cianelos"), muito semelhantes aos das cianobactérias e mantendo ainda a camada depeptidogl icano entre as duas membranas.

Os cloroplastos das algas vermelhas têm umapigmentação mais próxima das cianobactérias atuais. As algas verdes e as plantas "superiores" têm cloroplastos comclorofilasa eb, esta última encontrada em algumas cianobactérias, mas não na maioria. Estes fatos indicam que provavelmente estes três grupos de plantas têm origem num antepassado comum – uma espécie de alga com uma cianobactéria endossimbionte.

Há dois outros grupos de organismos com clorofilab – asEuglenophyta e as Chlorarachniophyta – mas nestes grupos, os cloroplastos são rodeados, respectivamente, por três e por quatro membranas, que se pensa serem provenientes do próprio ensossimbionte.

Os cloroplastos dos Chlorarachniophyta contêm umnucleomorfo reduzido, que poderia ser um resíduo do núcleo do endossimbionte, o que indica que provavelmente são originários de uma algaeucarionte que já possuíacloroplastos. Há uma teoria segundo a qual os cloroplastos da Euglena tem apenas três membranas por terem sido adquiridos por mizocitose em vez de fagocitose.

Os restantes grupos de algas todos têm cloroplastos com clorofilasa ec – que não são conhecidas em nenhumprocarionte, nem nos cloroplastos primários. No entanto, algumas semelhançasgenéticas entre estes grupos e as algas vermelhas sugerem que existem relações evolutivas entre todos.

São os seguintes grupos:

Heterokonta(divisão Heterokontophyta) incluem as algas douradas, diatomáceas e algas castanhas
Haptophyta ou Prymnesiophyta, que tem pigmentos semelhantes aos Heterokonta, mas a estrutura das células é muito diferente, tipicamente com dois flagelos ligeiramente diferentes um do outro e um outro orgânulo chamado "haptonema", que é superficialmente semelhante a um flagelo, mas que difere no arranjo dos microtúbulos e no comportamento(pertencem a este grupo os cocolitoforídeos).
Cryptomonadina (ou Cryptophyta); e
Dinoflagelados

Nos primeiros três destes grupos (também conhecidos pelo nomeChromista), o cloroplasto possui quatro membranas e, no grupo Cryptomonadina mantém onucleomorfo. O cloroplasto do dinoflagelado típico possui apenas três membranas, mas este grupo apresenta considerável variabilidade nos cloroplastos. O grupoApicomplexa, a que pertence oplasmódio damalária, e que é relacionado com os dinoflagelados (de acordo com o projeto Árvore Evolutiva, estes seres encontram-se agrupados nosAlveolata), não possui cloroplastos típicos, mas sim plastídeos.

As "algas verdes" são modernamente agrupadas em duas linhagens dentro do reino P l a n t a e (ou V i r i d a e p l a n t a e):

Um grupo que inclui as classesPrasinophyta (que está ainda em estudo, pensando-se que pode ser parafilética. Chlorophyceae, Trebouxiophyceae (anteriomente considerada a ordem Microthmaniales), e Ulvophyceae.
O outro grupo, o cladeStreptophyta, inclui as ordensChlorokybales,Klebsormidial es, Zygnematales, charales, Coleochaetales e os embriófitos, ou seja, as plantas terrestres. Estas ordens estavam anteriormente colocadas dentro duma classe

Charophyceae, dentro da tradicional divisão Chlorophyta (Algas verdes), mas estudos filogenéticos recentes levaram a adotar a presente classificação.

Formas de organização das algas

A organização de algas também é chamada de talo. A maior parte das algas são seres unicelulares, vivendo livres na água e movendo-se com o auxílio deflagelos ou por movimento amebóide. Algumas espécies não têm movimento próprio e ocorrem no meio ambiente quer na formac o c ó id e (de coccus, o tipo mais simples de bactéria), quer na formac a p s ó id e, cobertas demucilagem. No entanto, mesmo as algas unicelulares se agrupam por vezes em formas coloniais, móveis ou não.

Alguns destes tipos de organização, que podem ocorrer ao longo do ciclo de vida duma espécie, são:

Colônia simples – pequenos grupos de células móveis (exemplo: Volvox)
Filamento –
uma fiada de células unidas, quer pelas paredes celulares, quer por mucilagem; por vezes ramificados
Colônia parenquimatosa –
grandes grupos de células formando um pseudo-talo, por vezes com diferenciação parcial detecidos

As algas castanhas,vermelhas e alguns grupos de algas verdes apresentam indivíduos com tecidos totalmente diferenciados emórgãos parcialmente equivalentes aos das plantas "superiores". O corpo do indivíduo é chamadot a lo e em muitos casos apresenta ume s t ip e, parecido com umcaule, mas sem tecidosvasculares, um órgão de fixação que se pode assemelhar a umaraiz, e lâminas foliares, parecidas com verdadeirasfolhas.

As formas mais complexas encontram-se na ordemCharales, que aparentemente são os parentes mais próximos das plantas superiores.

2.1 Ecologia das algas

As algas têm um importantíssimo papel nabiosfera basta recordar que foram elas as primeiras produtoras deoxigênio no nosso planeta.

No presente, elas são as responsáveis pela maior parte da produção nosecossistemas aquáticos: como produtores primários, elas formam a base da cadeia alimentar desses ecossistemas.

Asmacroalgas marinhas, ou seja, as que têm dimensões maiores que as dofitoplâncton, como as algas verdes,vermelhas ecastanhas, podem, por vezescolonizar grandes porções do substrato, fornecendo refúgio, alimento e mesmo substrato secundário a uma grande variedade de organismos, tornando-se num micro-habitat específico dentro dum ecossistema maior.

Algumas algas são excelentes indicadores de determinados problemas ecológicos. Por exemplo, quando se vê um tapete dealfaces-do-mar ou de algas azuis numa zona, isso é normalmente indicador depoluição por por excesso de efluentesnitrogenados.

Por vezes, as algas planctônicas multiplicam-se demasiado, normalmente em condições de temperatura ótica e denutrientes abundantes, formando o que se chama "flor-da-água". Este fenômeno pode ser uma indicação de poluição, como indicado acima, e pode levar à destruição dabiodiversi dade duma massa de água (lago,estuário), uma vez que as algas que morrem são decompostas, levando à diminuição do oxigênio na água. Mas pode também ser um fenômeno natural, que desaparece quando atemperatura muda e quando os nutrientes são esgotados pelas algas; nesse caso, a populaçãoplanctônica normalmente regressa aos níveis normais.

Um fenômeno semelhante, mas mais grave acontece quando, associadas à poluição, o grande acúmulo de nutrientes provoca um aumento desenfreado das algas Pirrofíceas (Alga Cor-de- Fogo), formando o que se chama maré vermelha. Nesta situação, estes organismos produzem toxinas avermelhadas e podem provocar a morte de uma grande quantidade depeixes e mesmo deaves ou outros animais que deles se alimentam.

2.2 Importância das algas para o homem

Além da importância ecológica das algas, elas apresentam grande participação em atividades industriais e econômicas para o homem. São utilizadas como matéria-prima para a produção de espessantes (a partir das Feofíceas, produz-se aalgina, utilizado na indústria alimentar e de cosméticos);na produção de medicamentos e indústria farmacêutica, para produção de meio- de-cultura de fungos e bactérias (a partir das algas Rodofíceas, obtem-se oAgar); na indústria de tintas e filtros (a partir das Crisofíceas Diatomáceas, que produzem um esqueleto silicoso).

Fonte: pt.scribd.com

Algas Marinhas

Se deixarmos um recipiente com água límpida de um charco num parapeito de janela soalheiro, ela em breve ficará turva e verde. Podemos até ver aquela massa verde mexer, seguindo a luz à medida que o Sol se desloca.

Esta massa é constituída por milhares de algas unicelulares, que estão a utilizar a luz solar para levar a cabo a fotossíntese. No entanto, nem todas as algas são tão pequenas e nem todas são verdes.

Os microrganismos verdes contidos na água dos charcos parecem pouco ter em comum com as grandes algas vermelhas e castanhas das costas marítimas, mas todas são algas.

Pelo fato de realizarem a fotossíntese as algas são auto-suficientes e podem viver onde quer que haja luz, oxigénio e dióxido de carbono, água suficiente e alguns elementos essenciais. Tal como as plantas terrestres, as algas contêm o pigmento verde chamado clorofila, através do qual captam a energia da luz solar necessária à fotossíntese.

Contudo, embora todas contenham clorofila, muitas contêm também outros pigmentos, que lhes dão uma cor vermelha, castanha ou dourada.

Algas com vários metros de comprimento

As algas marinhas castanhas, como a bodelha, a laminária e outras algas compridas, são as maiores e mais complicadas, crescendo, em certos casos, até atingirem muitos metros de comprimento.

Tal como as plantas terrestres, são pluricelulares. Muitas têm um talo que termina num disco tipo raiz, que as agarra a rochas ou ao fundo do mar, e frondes semelhantes a folhas que realizam a fotossíntese.

No entanto, no interior são muito mais simples do que quase todas as plantas terrestres. Não têm raízes especializadas na captação de água, nem tecidos internos, como o lenho, para transportar água e sais minerais por toda a planta.

As algas absorvem as substâncias de que necessitam através de grande parte da sua superfície. As algas verdadeiramente aquáticas retiram da água o dióxido de carbono de que necessitam para a fotossíntese e o oxigénio para a respiração.

Assim, as algas pluricelulares, por exemplo as marinhas, têm de se desenvolver sob a forma de finas folhas com apenas algumas células de espessura, ou de lâminas achatadas, ou fios, de modo a que a água, o dióxido de carbono e outros nutrientes atinjam todas as suas células.

Só as grandes algas marinhas castanhas, como as que constituem o chamado kelp gigante, têm tecidos especializados, como o lenho das plantas terrestres, que transportam os produtos finais da fotossíntese das frondes, próximas da superfície do mar, para o talo e o disco, mal iluminados, muitos metros mais abaixo.

As mais complexas algas verdes de água doce são as carófitas, que crescem no fundo das lagoas, podendo atingir um metro de altura, com emaranhados de finos ramos secundários inseridos num caule delicado.

Embora pareçam muito semelhantes às plantas «vulgares», os seus «caules» e «ramos» são, na verdade, constituídos por grandes células individuais colocadas em fiadas topo a topo. As algas verdes também constituem o parceiro fotossintético em alguns líquenes, uma associação simbiótica de algas ou bactérias fotossintetizadoras e de fungos.

Têm-se encontrado algas unicelulares fossilizadas em rochas com quase mil milhões de anos de idade.

A partir das suas origens marítimas, as algas foram particularmente bem sucedidas no seu avanço para outras áreas e colonizaram as águas doces e os habitats terrestres húmidos.

Os pastos do mar

As algas mais importantes da cadeia alimentar são as algas microscópicas do plâncton. As algas unicelulares, como as diatomáceas, bem como os dinoflagelados, constituem grande parte do fitoplâncton, conjunto de bactérias fotossintetizadoras e algas microscópicas que andam à deriva pelos oceanos.

As famosas «marés vermelhas» ao largo da costa norte-americana, que envenenam o peixe e os crustáceos, são provocadas por dinoflagelados. Em determinadas condições, sofrem uma explosão demográfica, produzindo uma «floração» de algas que torna o mar verrnelho.

Das algas retiram-se muitos produtos úteis, incluindo o ágar-ágar, substância gelatinosa onde se podem cultivar bactérias.

Fonte: www.cientic.com

Algas Marinhas

Algas Marinhas
Algas Marinhas

Do fundo do mar diretamente para nossa mesa

Não é à toa que os japoneses mantêm em suas refeições algas marinhas. Uma das principais causas para o aparecimento de tumores cancerosos é a alimentação.

Estudos comprovaram a relação direta que existe entre a qualidade da alimentação e o aparecimento de câncer, principalmente o das mamas. Os estudos comprovaram que as algas podem reduzir a 50 a 60% a quantidade de estrôncio radioativo, substância responsável pela reprodução de células cancerígenas.

Os estudos foram mais longe. Comprovaram ainda, que a alga ajuda na prevenção da leucemia, hipertensão e auxilia as funções naturais do sistema digestivo.

As algas marinhas são uma ótima fonte de iodo, mineral essencial ao correto funcionamento da tiróide.

Outros minerais que normalmente se encontram nas algas são o ferro, o cobre, o magnésio, o potássio, o cálcio e o zinco. Se o assunto é tratar e prevenir o envelhecimento cutâneo, as algas também podem ser usadas.

Seu resultado é bastante satisfatório: A ação dos ingredientes ativos presentes nas algas acarretam em aumento da síntese proteica e a aceleração da regeneração celular cutânea.

A maior parte das algas contém betacaroteno (provitamina A) e algumas das vitaminas do complexo B. Para os vegetarianos e para os que consomem pouca ou nenhuma carne ou peixe, as algas marinhas podem ajudar a reabastecer ou a manter as reservas de ferro. A ingestão regular de algas pode ajudar a combater a anemia.

Além de aumentar o volume das refeições, as algas não contém gordura ou calorias, ajudando inclusive, no emagrecimento. Tem uma composição gelatinosa e um elevado teor de fibras. As algas compradas secas e embaladas, conservam-se quase indefinidamente enquanto fechadas; uma vez abertas as embalagens, conservam-se cerca de 4 meses num recipiente fechado.

São vários os tipos de algas: ágar-ágar (utilizada como gelatina pelos vegetarianos), arame, dulse, hiziki, irish moss, kombu, nori e wakame.

Tipos de algas

AGAR-AGAR - utilizada principalmente para engrossar os alimentos. É vendida em fios ou em pó e não tem sabor, pelo que é muitas vezes utilizada como gelatina (substitui as gelatinas de origem animal).

Você deve demolhá-la poucos minutos e cozinhar até que a alga se dissolva; depois deixas solidificar e obténs uma excelente gelatina.

ARAME - alga escura, muito fina e de sabor suave que se cozinha com os vegetais. Pode ser cozinhada em vapor, salteada ou comida como salada. Rica em cálcio, ferro e outros minerais. Deve ficar de molho cerca de 15 minutos e cozinhar durante mais ou menos meia hora. O seu sabor suave mistura-se bem com outros sabores pelo constitui um bom começo para a apreciação de vegetais marinhos.
DULSE -
alga vermelha (púrpura), macia, com sabor característico, usada em sopas e condimentos. Rica em minerais como o ferro, potássio, magnésio, iodo e fósforo.
HIZIKI -
alga escura e comprida com textura semelhante à Arame, mas mais espessa e com um sabor a mar muito mais forte. Tem uma quantidade enorme de cálcio e ferro. Deve ficar de molho cerca de 10 minutos antes de usar, pois aumenta cinco vezes de volume quando hidratada.
IRISH MOSS -
também chamada de musgo da Irlanda, é utilizada na indústria alimentar como fonte de carraginas gelatinosas, que solidificam os alimentos. A sua cor oscila entre o roxo-avermelhado e o verde-avermelhado.
KOMBU -
de cor escura é mais larga e mais espessa que as outras algas. É usada para cozinhar com feijões (torna as leguminosas mais macias e digeríveis) ou com vegetais, realçando o seu sabor e ajudando na digestão das fibras. É também excelente para fazer caldos de legumes e sopas. Deve ser demolhada e demora algum tempo a cozinhar (30 a 45 minutos). È bastante rica em cálcio e contém ácido glutámico, que amolece os legumes e realça o seu sabor.
NORI -
de cor entre o verde vivo e o roxo e de folhas finas. As suas tiras secas são utilizadas como invólucro do famoso prato japonês, o sushi. Prepara-se tostando-a rapidamente na chama do fogão. Podes comê-la diretamente ou parti-la aos pedaços e salpicar sobre a sopa, vegetais ou feijões. É particularmente rica em ferro, potássio, iodo
e proteínas. Contem também vitamina A, cálcio, ferro, vitaminas B1, B2 e C.
WAKAME -
de folhas verdes escuras e encaracoladas tem um sabor suave e adocicado. É principalmente utilizada em sopas ou confeccionada em conjunto com os vegetais. Rica em iodo, proteína, ferro e magnésio.

Deve ficar de molho durante cerca de 20 minutos. Pode ser fervidas em fogo lento durante 10 a 15 minutos, ou cortada em bocadinhos para ser servida como salada. O seu veio central é rijo e deve ser retirado depois de amolecido em água fria, uma vez que não amolece com a cozimento.

Fonte: www.sushiyoshi.com.br

Algas Marinhas

Os Alimentos Mais Saudáveis do Mundo

As algas marinhas são uma das jóias do mar, adornando as águas com vida e cor e fornecendo um recurso que pode melhorar a nossa alimentação, tanto do ponto de vista da nutrição como da culinária e gastronomia.

As algas podem ser encontradas tanto em águas marinhas (salgadas), como em águas doces, lagos e rios.

É comum encontrarmos algas a crescer em recifes de coral ou em paisagens rochosas, podendo se desenvolver a grandes profundidades, desde que a luz solar consiga penetrar através da água onde residem, uma vez que, como as plantas, precisam de luz para sobreviverem.

Existem milhares de variedades de algas marinhas, sendo classificadas a partir da sua coloração, podendo ser designadas algas verdes, vermelhas ou castanhas.

Cada alga é única na sua forma, sabor e textura. Embora nem todas as algas marinhas existentes sejam consumidas, uma grande parte é já incluída na alimentação humana.

Seguem-se alguns dos tipos de algas mais populares:

Nori: de cor negra (roxo escuro) e que se transforma em verde fosforescente quando torrada, esta alga é conhecida por envolver os famosos rolos de sushi.
Kelp:
de coloração que varia entre castanho claro a verde escuro, encontra-se muitas vezes disponíveis no mercado em forma de flocos.
Hijiki:
semelhante a pequenos arames pastosos de cor negra, tem um sabor muito intenso.
Kombu:
de cor muito escura, e geralmente vendida em tiras ou folhas, esta alga é utilizada para tempero de sopas.
Wakame:
Semelhante ao Kombu, sendo a sua utilização mais comum na confecção de sopa de miso japonesa.
Arame:
esta alga marinha em forma de arame, tem um gosto mais doce e ameno que a grande maioria das algas

20 grs / 8.60 Calorias
NUTRIENTES QUANT. DDR (%) DENSIDADE DO NUTRIENTE CLASS.
Iodo 415.00 mcg 276.7 579.1 excelente
Vitamina K 13.20 mcg 16.5 34.5 excelente
Folatos 36.00 mcg 9.0 18.8 muito bom
Magnésio 24.20 mg 6.0 12.7 muito bom
Cálcio 33.60 mg 3.4 7.0 bom
Ferro 0.57 mg 3.2 6.6 bom
Triptofanos 0.01 g 3.1 6.5 bom

Benefícios para a Saúde

Anemia e Desnutrição
Arteriosclerose
Curas de Emagrecimento
Prisão de Ventre
Hipotiroidismo (por falta de iodo)

Fonte: www.alimentacaosaudavel.org

Algas Marinhas

Importância Econômica e Ecológica

Divisão Chrysophyta

São, na maior parte, organismos unicelulares autotróficos, abundantes em ambientes marinhos e de águas continentais. Possuem clorofila a e c, e a cor é mascarada pela abundância do pigmento acessório castanho-dourado fucoxantina, um carotenóide. A substância de reserva é um carboidrato chamado crisolaminarina.

Classe Chrysophyceae

É a classe das algas douradas, consiste em aproximadamente 500 espécies. Até a pouco tempo supunha-se que eram organismos predominantemente de águas continentais, mas atualmente sabe-se que são representantes abundantes do nanoplâncton marinho e contribuem grandemente para a produtividade do plâncton neste ambiente.

Não possuem parede celular, mas escamas de sílica. A maior parte desta classe é composta por indivíduos unicelulares flagelados. Se distinguem das amebas pela presença do cloroplasto. São fagocitárias de bactérias. Possuem, além de dois cloroplastos, um grânulo de crisolaminarina.

Classe Bacillariophyceae

São organismos unicelulares componentes importantíssimos do fitoplâncton. Assim, são fonte alimentar primária para a fauna aquática, tanto marinha como continental. A maioria das espécies desta classe é planctônica, mas algumas ocorrem no sedimento ou sobre outras algas ou plantas.

As diatomáceas não possuem flagelos e tem a parede celular divida em duas metades. Seus plastídeos são acastanhados , com clorofila a e c e fucoxantina.

Podem ser penadas (simetria bilateral) ou cêntricas (simetria radial). Um exemplo de diatomácea pedunculada pode ser visto na figura 1.

As espécies heterotróficas (absorção de carbono inorgânico) são principalmente penadas e vivem em sedimento marinho, em locais rasos. A maioria é autotrófica, e existem poucas heterotróficas obrigatórias.

Algas Marinhas
Fig. 1 – diatomácea pedunculada – M.O

É grande o registro fóssil desta classe – chamado de terra de diatomáceas – utilizado em toneladas para aplicação industrial.

Classe Xanthophyceae

Esta classe possui aproximadamente 600 espécies que possuem clorofila c mas não tem fucoxantina. Podem ser imóveis ou flageladas e possuir movimentos amebóides. Um exemplar conhecido é a Vaucheria, filamentosa, pouco ramificada. É comum de ambientes marinhos, de águas continentais e salobras, e também de lodo.

Divisão Pyrrophyta

Os dinoflagelados são na sua maioria unicelulares biflagelados (fig. 2).

Algas Marinhas
Fig. 2 – dinoflagelado sem placas.

A classe possui cerca de 2100 espécies, abundantes e de alta produtividade no plâncton marinho. Alguns indivíduos são altamente tóxicos, e estas toxinas são potentes neurotoxinas. As marés vermelhas (consistem da floração tóxica) são causadas pelo Gymnodinium breve.

Os fatores ambientais que favorecem a reprodução são: temperaturas superficiais altas, elevado conteúdo de nutrientes, baixa salinidade, e mar calmo.

Doenças respiratórias, gastrointestinais e neurológicas – registradas em pessoas que nadaram em águas de maré vermelha – são associadas às toxinas produzidas por G. breve. Estas algas dizimam peixes e moluscos, e seus consumidores diretos, como golfinhos, aves e outros mamíferos. Originaram a doença tropical ciguatera.

Possuem clorofilas a e c, além de carotenóides (incluindo a peridinina). Os cloroplastos são originários de crisófitas ingeridas. A substância de reserva é o amido.

São simbiontes de muitos organismos, como esponjas, águas-vivas, anêmonas-do-mar, tunicados, corais, polvos, lulas, gastrópodos, tubelários e certos tipos de protistas. São os principais representantes da produção fotossintética que possibilita a formação de corais.

No caso de simbioses com corais, os dinoflagelados produzem glicerol ao invés de amido, para a nutrição dos corais. Os corais que dependem de luz (pela atividade fotossíntética das algas) se formam em atém 60 metros de profundidade.

Divisão Rhodophyta

Encontradas em águas quentes e frias, somam cerca de 4000 espécies. Cerca de 100 espécies são de água doce, o restante é marinho.

Crescem presas a rochas e outras algas, havendo poucas formas flutuantes. A maioria é estruturalmente complexa. Seus cloroplastos tem ficobilinas e pigmentos acessórios que mascaram a cor da clorofila a.

Várias espécies de algas vermelhas produzem toxinas que auxiliam na defesa contra os herbívoros.

As coralináceas exercem papel importante na produção de recifes de coral. A maioria é composta por filamentos densamente entrelaçados e unidos pela mucilagem da matriz intercelular (fig. 3).

Algumas são multiaxiais, constituídas por vários filamentos coesos, formando estruturas bidimensionais.

Algas Marinhas
Fig. 3 – estrutura filamentosa de algas vermelhas.

Divisão Phaeophyta

As algas pardas, grupo quase totalmente marinho, compreende as algas marinhas mais conspícuas de águas temperadas. São cerca de 1500 espécies que dominam costões rochosos em todas as regiões frias do mundo.

As maiores são da ordem Laminariales - formam os Kelps (podem ter mais de 60 metros de comprimento). O principal produto derivado dos Kelps é o ácido algínico, o qual é importante como estabilizante e emulsificante de alguns alimento e tintas e como revestimento de papel.

Ocorrem desde o nível da maré baixa até uma profundidade de 20 a 30 metros. Nos trópicos ocorrem os Sargassum (fig. 4-a). Fucus possui vesículas de ar, que a mantém sob a água (fig. 4-b).

Algas Marinhas
Fig. 4 - Sargassum (esquerda); Fucus vesiculosus (direita).

Variam de tamanho, desde algas microscópicas (fig. 5) até as maiores conhecidas. Além da clorofila a e c, seus cloroplastos têm carotenóides, como a fucoxantina.

Vários povos do extremo oriente comem algas pardas e vermelhas. Podem ser cultivados ou colhidos de populações naturais, como “kombu”. Japão, Coréia e China produzem “nori”, que também é amplamente consumida nas Ilhas do Pacífico Norte. Várias outras algas vermelhas são consumidas nas ilhas do Pacífico e nas praias do Atlântico Norte (fig. 6).

Algas Marinhas
Fig. 5 – Ectocarpus siliculosus.

Algas Marinhas
Fig. 6 – floresta de kelp gigante – Macrocuystis pyrifera.

As algas marinhas geralmente não são de alto valor nutritivo de carboidratos. Entretanto, suprem a necessidade de sais, vitaminas.

Em muitas regiões, os Kelps são colhidos por causa das suas cinzas, para serem usadas como fertilizantes, por serem fontes de sódio e potássio.

Os alginatos, substâncias derivadas dos kelps, são amplamente usados como espessantes e estabilizantes nas indústrias farmacêuticas, têxteis, alimentícias, cosméticas, de papel e de solda.

Uma das aplicações mais diretas é a produção do ágar. Este é utilizado para fazer cápsulas de vitaminas e drogas, moldes dentários, cosméticos e meio de cultura. A agarose purificada é usada para eletroforese, em experimentos bioquímicos. Também é utilizado como um agente anti-dessecante em padarias, na preparação de gelatinas e como conservante de carne e peixes.

Carragenano é usado na emulsificação de tintas, cosméticos e laticínios. Consiste de um colóide derivado de algas vermelhas.

Divisão Chlorophyta

É o grupo mais diversificado de todas as algas, tanto na morfologia quanto no histórico de vida. Compreende pelo menos 7000 espécies. A maioria é aquática, porém são encontradas na neve, tronco de árvores, solo e nos liquens.

A maioria é encontrada em água doce, porém existem algumas marinhas. O tamanho varia de macroscópicas à bastante grandes.

Contém clorofila a e b. Armazenam amido dentro dos plastídeos, tem paredes celulares rígidas, compostas de celulose, às vezes.

Algumas algas verdes são consumidas como vegetais, na alimentação.

Charophyceae e Chlorophuceae ocorrem principalmente em água doce, enquanto que Ulvophyceae são predominantemente marinhas.

Classe Ulvophyceae

É primariamente marinha. As algas desta classe apresentam células flageladas com escamas ou nuas, são quase simétricas e têm flagelos apicais direcionados. As células de Ulvophyceae podem ter dois, quatro ou muito flagelos. Seus filamento normalmente crescem em amaranhados densos, os quais são livre-flutuantes ou fixos às rochas e à vegetação. As espécies marinhas apresentam alternância de gerações isomórficas.

Ulva (alface-do-mar) é cosmopolita, sendo encontrada principalmente em praias temperadas (fig. 7). Algas marinhas sifonáceas (fig. 8 ) – caracterizadas por células grandes cenocíticas – são muito diversificadas, desenvolvem-se como resultado de repetidas divisões mitóticas.

Ventricaria é comum de águas tropicais, sendo amplamente utilizado em estudos de paredes celulares e em experimentos fisiológicos que exigem grandes quantidades de suco celular. Acetabularia tem sido utilizada em estudos sobre as bases genéticas da diferenciação.

Os cloroplastos de algumas algas verdes são simbióticos dentro dos corpos das lesmas marinhas (nudibrânquios), moluscos sem conchas. As lesmas marinhas comem as algas e os cloroplastos das algas permanecem nas células que margeiam a câmara respiratória do animal. Na presença de luz, há fotossíntese tão eficiente, que indivíduos de Placobranchus ocellatus são citados como produzindo mais oxigênio do que consomem.

Algas Marinhas
Fig. 7 – Ulva sp.

Algas Marinhas
Fig. 8 – Acetabularia (cálice) e Dasycladus (fundo).

Halimeda e gêneros relacionados são notáveis por suas paredes celulares calcificadas. Quando estas algas morrem se decompõem, desempenhando um papel importante na produção de areia branca de carbonato, que é muito característica de águas tropicais.

Inúmeros gêneros contém metabólitos secundários que reduzem significamente a herbivoria por peixes. Os metabólitos atuam como defesas químicas.

Classe Chlorophyceae

Este é um grupo muito diversificado. Seus membros vivem principalmente em água doce, poucas espécies unicelulares planctônicas ocorrem em águas marinhas costeiras.

Chlorella está amplamente distribuída em água doce, salgada e no solo. Foi a primeira alga a crescer em cultura, sendo usada extensivamente em estudos que revelaram algumas das etapas básicas da fotossíntese. Atualmente está sendo investigada como fonte potencial de alimentação para humanos.

Os japoneses a processam num pó branco sem sabor, rico em vitaminas e proteínas, que pode ser mistura com farinha para o preparo de alimentos. Também foi estuda com meio de produção de energia, onde a alga cresce junto com uma bactéria que converte o amido por ela produzido em lipídio. Gêneros parecidos com Chlorella, são encontradas vivendo em simbiose com protozoários de água doce, esponjas, hidras e alguns vermes achatados.

Classe Pleurastrophyceae

A alga verde Tetraselmis é encontrada principalmente vivendo dentro de células epidérmicas do verme achatado marinho Convoluta roscoffensis. Dentro do verme não apresenta parede celular e tem forma irregular, em suas membranas há projeções digitiformes, e está em contato direto com a membrana vacuolar da célula do hospedeiro. Quando cultivada isoladamente, apresenta parede celular, quatro flagelos e um estigma.

Karine Kavalco

Bibligrafia Consultada

Raven, P.T.; Evert, R.F.; Eichhnor, S.E. (1996). Biologia Vegetal. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 728p.
Smith, G.M. (1987). Botânica Criptogâmica. Fundação Calouste Gulbenkian, 527p.

Fonte: biociencia.org

Algas Marinhas

Algas Marinhas
Algas Marinhas

Um dos temas mais discutidos e que sempre será de grande importância, tanto para hobistas principiantes como para os mais avançados, é no que diz respeito à algas. Problemas com o manuseio de algas têm sido responsável pelo abandono do hobby por muitos aquaristas em todo o mundo, tanto em aquariofilia de água doce, como em marinha, principalmente se tratando de aquário de reef.

Entre os mais comuns motivos de problemas serem agravados estão: a falta de informação adquirida pelos hobistas principiantes, falta de paciência do aquarista para a estabilização e inclusão de organismos no sistema, uso de maneira inadequada de materiais e condições no relacionamento entre os organismos mantidos.

Uma vez que entendemos as "regras" de adaptação e manutenção do aquário, respeitando e mantendo uma estabilidade, na maioria das vezes, os problemas com algas serão mínimos. Quando há um planejamento do sistema (compatibilidade entre organismos, espaço disponível, escolha do tipo de sistema, tipo de material que será utilizado, etc.), em conjunto com informações adquiridas pelo aquarista à respeito dos possíveis obstáculos existentes no começo do hobby , as possibilidades de sucesso são bem maiores.

Em tempos passados, muitos aquaristas acreditavam que manter micro-algas em sistemas marinhos seria, de certo modo, sinônimo de um meio-ambiente saudável. Isso, provavelmente pode estar relacionado com o fato de que normalmente as algas começam a surgir na mesma época em que o ciclo primário do nitrogenio (pelas bactérias aeróbicas) é finalizado em aquários recém-montados. Mesmo assim, haviam alguns que costumavam "limpar" as algas que cresciam nos esqueletos dos corais (decoração), retirando-os do tanque e escovando-os com o auxílio de cloro.

Atualmente, o aquarismo marinho tem apresentado uma evolução em grande escala, tanto em relação às alternativas de materiais utilizados, disponibilidade de organismos à venda, como também ao número de hobistas sérios e dedicados, buscando sempre novas técnicas e informações. Aquários de reef são sistemas que proporcionam uma integração muito grande entre hobistas e organismos mantidos, devido ao nível de complexibilidade de vida. Essa integração é responsável por grande parte da busca de informações e dedicação pelos hobistas. Por esses sistemas serem complexos em termos de variedade de organismos mantidos, muitas vezes há dúvidas quanto às diferenças entre certos problemas apresentados, especialmente nos primeiros meses do aquário montado (princípio do amadurecimento).

O objetivo maior desse artigo é de esclarecer algumas dúvidas relacionadas ao manuseio das algas mais encontradas em sistemas contendo rochas vivas, não necessariamente sendo um aquário de reef. Logicamente as algas que irei apresentar não são as únicas. A quantidade de espécies existentes é muito grande, sendo impossível citar aqui tudo à respeito de algas. A prioridade fica para os exemplares que geralmente são mais encontrados no hobby.

Generalizando

Apesar de micro-algas ocuparem uma área considerável nos recifes coralíneos, em nossos sistemas elas não são bem-vindas, quando em grandes proporções.

Tanto em sistemas abertos como em fechados, micro-algas apresentam um certo desconforto para a maioria dos outros organismos (peixes e invertebrados) que normalmente mantemos num aquário tropical.

Dentre os motivos principais com aspectos negativos relacionados às micro-algas em aquariofilia marinha, principalmente em aquários de reef, estão: desequilíbrio do sistema e as vezes acúmulo de substâncias tóxicas expelidas pelas algas (defesa química – não só em micro, como também em macro-algas); competição por espaço com os invertebrados, na ocupação de substratos; competição pelos nutrientes com as benéficas algas simbióticas e o aumento de pigmentos amarelados na água (componentes orgânicos), prejudicando penetração de luz.

Tanques estabilizados contém um número considerável de algas (micro e macro), mas são pouco percebidas por muitos de nós, se mantivermos suficientes animais herbívoros (peixes e caramujos) para controlá-las. Mesmo assim, poderemos achá-las em locais difíceis de alcance, como por exemplo entre rochas.

Geralmente são sinais para alerta quando facilmente notadas, tanto em aquários recém-montados quanto em amadurecidos.

Considerando algas como um problema, de modo geral, podemos afirmar que controlando a quantidade de nutrientes introduzidos e exportados do sistema (nitrato, silicato, fosfato), mantendo uma estabilidade, obedecendo um horário biológico ( luz disponível, além de não superiluminar o aquário) e quarentenando novos exemplares adquiridos; não será algo de grande dificuldade à ser resolvido, podendo ser solucionado em curto prazo. Embora não signifique que exatamente todos os casos serão solucionados por completo (podendo reaparecer em certas circunstâncias por algum descuido do hobista). A estabilidade é um dos fatores mais importantes no hobby, e o controle de algas (seja as indesejáveis ou não) não foge a essa idéia.

Macro-algas

Alguns aquaristas admiram e / ou matêm aquários marinhos dedicados quase que exclusivamente às macro-algas. Os peixes e invertebrados devem ser cuidadosamente escolhidos para esses tipos de sistemas, principalmente quando nos referimos à mantê-los por um longo prazo. Existe um ciclo de retorno de nutrientes adquiridos pelas algas. Se esse retorno não for controlado, o excesso pode causar graves efeitos nos outros organismos mantidos. Depois de certo tempo pode-se alcançar uma estabilidade que ajuda muito no controle da volta desses nutrientes ao sistema, mas manutenção ainda será muito importante.

Aquários destinados ao cultivo de macro-algas precisam de um controle com maior freqüência (dedicação do aquarista).

A prioridade nos tais deve ser sempre dada às algas. Peixes podem ser mantidos em conjunto, mas um equilíbrio com relação à qualidade da água deve ser atingido. Uma vez atingido esse equilíbrio, mudanças poderão causar reflexos negativos (instabilidade). Trocas de água, além de outros cuidados, são muito importante para manter a qualidade e limpidez da água. A iluminação de boa qualidade e que supra as necessidades desses organismos também são fundamentais.

O espéctro de luz em torno de 6.500 K (luz-do-dia) parece ser aconselhável para manter as condições ideais. Quantidade de lâmpadas e de watts usados dependerá de cada sistema e / ou algas. Temperatura da água é outro fator que influencia no crescimento sadio de algas. A maioria das macro-algas mantidas por hobistas em sistemas marinhos não apreciam altas temperaturas (mais de 27° C). Skimmers (desnatadores de proteínas) também têm papel importante quando mantemos um sistema com macro-algas em domínio, juntamente com carvão ativado, que ajudará a retirar o excesso dos componentes orgânicos liberados pelas algas. Pouca informação é divulgada normalmente com relação ao assunto, uma vez que atualmente não existem muitos hobistas dedicados à esse tipo de sistema em particular.

Aquários de reef

Na natureza, nos recifes, normalmente não encontramos um grande número de macro-algas em áreas de mínimo nível de nutrientes, além de serem "podadas" por peixes e outros animais herbívoros. A dominância visual é de corais quando em condições normais. Porém, quando situados perto de fontes diretas ou indiretas de nutrientes como rios ou canais, as algas predominarão. Isso pode, e faz muitas das vezes, com que os corais desapareçam e algas ocupem por completo, causando um desequilíbrio ecológico sério que pode ser agravado ainda mais por fatores ecológicos e / ou pelo Homem.

Nos sistemas fechados (sem entrada e saída constante de água natural), quando macro-algas são mantidas em conjunto com os cnidários (corais e anêmonas), acontecem duas situações distintas, mas ao mesmo tempo relacionadas. As algas retiram nutrientes (principalmente nitratos e fosfatos) da água para o metabolismo. Isso beneficia o aquário, uma vez que a maioria dos corais vivem melhor em águas pobres em nutrientes, mas as algas poderão devolver esses nutrientes ao sistema. Um dos métodos é através de reprodução (ex: algumas Caulerpa spp. entram em estado de deteriorarização para se reproduzirem). Outro, seria por meio de predadores (principalmente peixes herbívoros) usados no controle ("podas") do crescimento avançado das macro-algas. Nesse caso, o retorno é através das fezes desses herbívoros que deveriam ser retiradas por meios mecânicos (manualmente ou filtragem).

Se o crescimento de algas num aquário de reef predominar, o fator mais importante, e que definitivamente prejudica, é no que diz respeito à calcificação dos corais duros (apresentam esqueleto sólido), podendo afetar outros invertebrados também.

Relacionado à calcificação, estão vários fatores interligados, dentre os principais: alguns nutrientes e toxínas expelidas na água (algas). Existem substâncias liberadas pelas algas, que prejudicam na cristalização do cálcio ( ligações de fosfatos orgânicos). Não só os corais são afetados, como também as desejáveis algas incrustantes calcáreas pink, e muitos outros organismos. Esses componentes tendem a acidificar a água (muitas das vezes sendo pouco notada pelo alto nível de fotossíntese durante o dia, alterando o pH positivamente), impedindo a calcificação, como uma barreira (fosfatos orgânicos).

Outro fato relacionado à calcificação é o excesso de absorção de certos elementos químicos (algas), prejudicando o aproveitamento dos mesmos (animais). Um desses elementos responsáveis pelo bom desempenho de um sistema de reef com hard corals (corais duros), é o iodo. Algas são altamente propensas à grande absorção de iodo em sistemas fechados. Certamente os corais sofrem conseqüências à longo prazo, pois as algas crescem muito mais rápido, absorvendo numa escala cada vez maior.

As substâncias liberadas pelas algas também agem negativamente como um filtro de luz. Corais, principalmente SPS (Small-Polyp Stony – os corais de pólipos pequenos), vêm de regiões de mínima quantidade de nutrientes e suspensões na água. Isso significa que a água não apresenta nenhuma barreira para a penetração de luz. O espéctro de luz absorvido pelos zooxanthellae (algas simbióticas dos corais) para a melhor eficiência na fotossíntese, é em sua maior parte o azul. Com os componentes liberados pelas algas, a água torna-se amarelada, fitrando o azul produzido pelas lâmpadas. O que chega aos corais é somente a parte do amarelo, laranja e vermelho do total dos espéctros produzidos (dependendo da profundidade e quantidade de materiais orgânicos na água). Nem todos os corais são afetados, existem alguns que conseguem se adaptar à esse novo ambiente, mas quase sempre não irão apresentar uma aparência saudável. Esse problema ocorre à longo prazo e muitas das vezes o hobista não entende o porquê de somente alguns organismos apresentarem maiores mudanças aparentes.

Além disso, macro-algas armazenam uma alta reserva de nutrientes, apresentando um sério risco à vida dos organismos, se vierem a morrer por algum motivo.

Essas observações não significam que o aquarista deve evitar em 100% manter macro-algas num sistema de reef. São observações que realmente afetam sistemas em longo prazo e / ou com quantidades excessivas de algas e / ou nutrientes.

Para uma idéia generalizada sobre a introdução de macro-algas em aquário de reef, pode-se afirmar que as introduzidas com rochas vivas poderão ser mantidas, desde que não apresentem uma grande interferência nas propriedades químicas (água) e físicas (contato direto) do ambiente criado e se o crescimento for moderado ou controlado.

Algumas desaparecem com o tempo, enquanto outras demorarão mais, podendo não apresentar grandes problemas, mesmo em longo prazo. Algumas podem ser mantidas em pequenas quantidades e em áreas reservadas do tanque, principamente em sistemas contendo um considerável volume de água e com uma filtragem adequada, estando estáveis. Podando e retirando as partes mortas com certa freqüência, não apresentarão grande perigo aos habitantes.

Na maioria das vezes, nós aquaristas, não pensamos em um sistema complicado e que dê muito trabalho para manter. O importante seria aproveitar o aquário, e não pensar nos problemas que o mesmo nos causará. Esse seria um bom motivo para evitarmos um sistema de reef em conjunto com algas (micro / macro). Seria mais uma preocupação que teríamos com possíveis e grandes variações e / ou excesso de nutrientes. Além disso, os custos de manutenção são maiores também.

Porém, existem algas que devem ser estimuladas e mantidas em sistema de reef, como por exemplo algas incrustantes calcáreas (pink, dentre outras cores) e calcáreas verdes (Halimeda spp.). Essas algas, além de colaborarem com uma aparência mais natural ao sistema, faz parte do cenário natural em recifes por todo o mundo. São benéficas ao sistema. Calcáreas incrustantes colaboram com o controle das micro-algas indesejáveis, ocupando os substratos disponíveis, não dando chance para que as outras tenham área para ocupar e crescer. A contribuição que Halimeda spp. oferecem pode ser vista como adição de cálcio de volta para o sistema quando as mesmas morrem (esqueleto calcificado ao diluír com mudança do pH) ou ao se reproduzirem sexualmente através de uma explosão de gametas lançados na água, também expondo o esqueleto à ser aproveitado.

ALGAS DESEJÁVEIS

Macro-algas verdes

Caulerpa spp

Caulerpas são as macro-algas mais encontradas à venda no hobby. Apresenta cerca de 75 espécies. Variadas formas dessa alga são achadas nas áreas do Caribe, Mediterrâneo e Indo-Pacífico, e todas as espécies são bem resistentes. A alga não apresenta célula; os nucléolos são dispersos diretamente no citoplasma, não apresentando paredes celulares. Por isso, é muito importante aclimatar Caulerpa spp. devagar. Principalmente com relação à gravidade específica. Em mudanças bruscas na gravidade específica, as parede da alga romperão, conseqüentemente levando à perda do exemplar.

A reprodução é feita assexualmente, na maioria das vezes. Isso ocorre através de fragmentação e / ou crescimento acelerado da alga. Esse é mais um motivo de Caulerpa spp. não serem aconselháveis em aquários de reef, uma vez que será inconveniente pelo seu rápido crescimento, incomodando outros habitantes e sendo necessário que o aquarista esteja sempre mexendo no tanque, o que não é uma boa idéia. Além disso existe uma vantagem das Caulerpas na competição de nutrientes com os zooxanthellae e também podem excretar substâncias tóxicas na água, produzidas com objetivo de defesa contra predadores.

Em aquários que apresentam somente população de peixes (sem corais e anemonas), pode-se manter peixes herbívoros (tangs e angels) para que o controle do super-crescimento seja mantido em check.

Caulerpa spp. apreciam um movimento de água razoável e aquários com grandes níveis de nutrientes dissolvidos. Luz pode ser oferecida usando lâmpadas metal halides ou mesmo tubos fluorescentes, sendo até preferidos por algumas espécies (dependendo da profundidade). Uma boa dica é manter uma quantidade em equilíbrio de peixes, para que haja uma fonte constante de nutrientes (fosfatos e nitratos). Amônia (Nh2) é transformada por bactérias (Nitrossomonas spp.) em nitrato na primeira parte do processo de nitrificação. Logo aproveitado por Caulerpa spp.

Dentre as espécies mais comuns estão: C. prolifera, C. racemosa, C. peltata, C. nummularia, C. sertularoides, C. mexicana, C. taxifolia.

Halimeda spp.

São resistentes, principalmente em aquários de reef. Necessitam de um nível de cálcio considerável diluído na água para proliferar (aprox. 450ml/L), uma vez que é composta de esqueleto calcáreo. Preferem substratos finos com detritos. Apreciam moderado movimento d'água. Variadas são as necessidades de luz, dependendo de cada espécie. A reprodução é feita, muitas das vezes, por pequeninos discóides formados dos discos maiores da estrutura da alga, quando envelhecidos; podendo ocorrer reprodução sexuada também (gametas). Aconselhável para aquários de reef, ajudando a manter o excesso de nutrientes sob controle.

Em algumas partes do Caribe e Great Berrier Reef, na Australia, encontra-se enormes áreas no fundo do mar recobertas pelo esqueleto dessa alga. É grande contribuinte para a formação geológica (bancos de areia) e é responsável pelas adaptações feitas por organismos que ocupam essas áreas. Grande parte do processo biológico de peixes e invertebrados nessas áreas estão diretamente ligados à existência de Halimeda spp.

Algumas espécies: H. lacrimosa, H. monile, H. incrassata, H. discoidea, H. tuna.

Incrustantes

Algas coralíneas incrustantes são as que normalmente vêm nas rochas vivas. Existem muitos tipos, em formas e cores. No topo das rochas irão se reproduzir e expandirem melhor as que se adaptam mais à luz. Outras espécies, que pouco apreciam luz, irão povoar as áreas mais reservadas do sistema. Por isso é importante que uma vez montado o aquário de rochas vivas não devemos alterá-lo, movendo a decoração das rochas para posições muito diferentes da original.

Principalmente se o sistema já estiver sido montado à alguns meses.

As cores variam em verde, vermelho, laranja, marrom, rosa, lilás e roxo. Essa variação normalmente depende do lugar de origem da rocha, assim como as variações das espécies. Muitas das espécies necessitam de uma certa corrente na água para que ocorra reprodução, sendo mantidas com sucesso. Num sistema bem equilibrado, essas algas agem como um importante instrumento de união entre as rochas, que ao crescerem entre as mesmas, durante certo período, fixarão umas nas outras transformando-as em uma estrutura segura. É dessa maneira que essas algas contribuem para a formação dos recifes, juntamente com os "corais duros", fazendo assim com que haja uma resistência à força das ondas.

Temperatura moderada é a que mais beneficia o crescimento (25 à 30° C). Algas coralíneas incrustantes necessitam de uma notável quantidade de estrôncio (min. 10ml/L), iodo e de cálcio (hidróxido de cálcio – kalkwasser) presentes na água. Quando esses elementos são mantidos em quantidades suficientes, pode-se ter excelentes resultados, crescendo sobre as bombas (power heads) e vidros (paredes), tornando o aquário bem atrativo. Reserva alcalina em torno de 8KH (min.) e pH de 8.2 à 8.5 são recomendáveis. Além disso, elas contribuem no controle das algas de filamento e limo, uma vez que ocuparão as superfícies disponíveis, impedindo o alastramento das indesejáveis. Uma boa dica é de adquirir rochas de boa qualidade, geralmente com grande parte recoberta por estas algas.

Simbióticas

Zooxantela (zooxanthellae)

Essa micro-alga é uma das mais importantes mantidas em nossos reef tanks. São espécies de dinoflagelatos que mantém a maioria dos cnidários bem nutridos através de uma relação simbiótica mantida (alga-animal). Em condições favoráveis, zooxanthellae podem transferir até 98% dos nutrientes produzidos por meio de fotossíntese para os invertebrados em que estão incorporados. Utilizam amônia, nitrato e fosfato; que é absorvida no metabolismo e luz para obterem energia.

Em corais são intracelulares (dentro das células), enquanto que nos moluscos bivalves, são distribuídos entre as células.

São encontrados em corais, gorgônias, anêmonas de colônias (Zoanthus spp.), anêmonas, esponjas, moluscos bivalves (giant clams – Tridacna spp. e Hippopus spp.) e até em certos anelídeos.

ALGAS-PROBLEMA

Algas-limo

Diatomáceas (diatoms)

Existem aproximadamente cerca de 3.000 espécies de algas diatomáceas marinhas. São unicelulares e geralmente aparecem logo após à montagem do sistema (primeiras 2 ou 4 semanas). A aparência é de cor marrom-dourado e costuma ocupar o substrato e os vidros. Absorvem silicato (SiO4) para o metobolismo, depositando nas paredes das células em forma de ácido silícico. Logo, quanto menor a disponibilidade de silicato e nitrato (silicato sozinho não causará explosão) disponível no sistema, menor será a chance de uma super-população das diatomáceas. Normalmente desaparecem após a última fase do amadurecimento, quando a reserva de silicato é esgotada e pouco ou não introduzida no sistema.

Quando surgem após alguns meses (varia de acordo com cada sistema), pode significar um excesso de matéria orgânica e silicato, além de pouco nitrato. Nesse caso, o aumento da potência do skimmer é recomendável, assim como manter caramujos e peixes herbívoros para o controle. Outra alternativa é o uso de carvão ativado (livre de nitrato, silicato e fosfato). Alguns autores recomendam o uso de ozônio (o aumento de potencial Redox tem efeito positivo contra o problema, mas também pode ser ligeiramente elevado com aumento da circulação de água).

Caramujos herbívoros são importantes consumidores de Diatoms Existem soluções fáceis ao problema com relação à super-população de Diatom spp., como manter caramujos (Astraea spp.) e usar água desionizada na reposição de água evaporada (com Kalkwasser).

Cianobactéria (cyanobacteria)

São organismos classificados entre algas e bactérias (procariotes), por apresentar características de ambas. A aparência é de uma estrutura gelatinosa e normalmente apresentando cores intensas. Se reproduzem de forma asexual, através de divisão das células. Altas temperaturas aceleram esse no processo. São muito importantes e encontradas na natureza com certa freqüência, ajudando na fixação de nitrogênio.

Existem dois diferentes estágios em que as cyanobactérias surgem no aquário. Quando no início do amadurecimento (geralmente logo depois das diatomáceas desaparecerem), podem ser vistas com bolhas de oxigênio localizadas dentro da estrutura de forma irregular. As cores podem variar de verde-brilhante, marrom, ou avermelhado. Pode ser por um acúmulo de componentes orgânicos, potência fraca do skimmer, ausência de animais herbívoros (caramujos e peixes), desequilíbrio biológico (ex: introdução de grande quantidade de organismos em um periodo relativamente curto para o tamanho do tanque) e uma falta de oxigenação (deficiência na circulação de água).

A outra forma aparece quando o sistema está com algum tipo de deficiência, na maioria das vezes já amadurecido. Esse tipo de cyanobactéria é a que apresenta maiores riscos. É dificil de ser controlada e retirada do sistema. Geralmente de cor vermelho-forte e em forma de uma pelícola bem aderida onde encontrada.

Várias vezes espécies de cianobactérias são encontradas em aquários de reef amadurecidos. Desde que não haja uma super-população, prejudicando outros organismos, isso é normal. Podem ser notadas especialmente em áreas de grande exposição aos compostos orgânicos dissolvidos.

Como prevenção à longo prazo, as melhores atitudes seriam: possibilitar uma circulação de água constantemente, uso de um bom skimmer, manter animais herbívoros suficientes (peixes e caramujos) e usar água de boa qualidade para repor a perda pela evaporação (osmose reversa / kalkwasser), assim como para fazer as trocas de água pelo menos uma vez por mês com sal de qualidade (para que não haja um acúmulo de nitrato e principalmente fosfato). Um Sistema de Jaubert (como qualquer outra versão de sistema desnitrificador de fundo) também ajudaria a previnir o problema, reduzindo bem a concentração de nitrato no sistema.

Dinoflagelatos (dinoflagellates)

Além dos simbióticos zooxanthelae, existem também os dinoflagelatos livres (vivem fora de tecidos dos animais), que não são bem-vindos por apresentarem uma alta capacidade de reprodução. A cor pode variar. Existem espécies de cor esverdeada, marrom e até mesmo quase transparentes. São algas unicelulares que virtualmente apresentam uma consistência gelatinosa e de volume considerável, com notáveis bolhas de oxigênio presas à estrutura (normalmente bem arredondadas e não envolvidas pela alga), sendo muito fácil de serem retiradas com auxílio de um tubinho de borracha, através de sifonação. Podem ser tóxicos à invertebrados e peixes, quando em grandes quantidades, por apresentar sistema de defesa química.

Geralmente, quando a quantidade de luz emitida é reduzida, temos um resultado positivo, mas temporário, pois normalmente a fonte do problema está relacionada com o excesso de nutrientes, quando o aquário já está amadurecido. O aumento do pH (8.4+) é uma das formas que ajudam à solucionar o problema.

Quando ocorre uma explosão, pode significar que o aquário está recebendo luz em excesso também.
Não são eliminados por completo do aquário, mas se o aquarista conseguir manter uma certa estabilidade no sistema e manter animais hebívoros em número.

suficiente, existirá um controle, assim como a maioria das algas. Porém grandes mudanças no aquário poderão trazer o problema à tona.

Algas filamentosas

Bryopsis spp.

Pode ser encontrada tanto em reef tanks recém-montados (primeiras semanas), como também em amadurecidos. De cor verde-escuro com reflexos azulados e estrutura com filamentos em formato semelhante à penas. Não desaparecem depois de um certo tempo, como acontece com outras algas-problema. Normalmente crescem nos vidros e rochas, em lugares reservados e não formam uma estrutura uniforme.

Peixes e caramujos não costumam se alimentar de Bryopsis spp., mas alguns ouriços já foram observados, sendo uma possível ajuda. Muitos aquaristas conseguem acabar com a alga removendo persistentemente de forma mecânica (pinça) e colocando um pedaço de rocha ou aplicando cimento epoxy não-tóxico à prova d’água na área que a alga ocupava.

Derbesia spp

É a mais problemáticas de todas as algas de filamento. De consistência macia e cor verde escura. Os filamentos são bem finos (como cabelos), com alta probabilidade de atrair detritos à estrutura. Aparece normalmente quando as cyanobactérias estão começando à reduzir em número (primeiras 3 à 6 semanas, dependendo do tipo de sistema). Reprodução sexual (gametas masculinos e femininos) é responsável pelo grande e rápido processo de ocupação da alga, que basicamente cresce em todas as partes do tanque.

Um dos fatores que mais agravam o problema com essas algas é a superiluminação do aquário, principalmente se luz natural e raios solares atingirem o sistema.

Diminuição do fotoperíodo ou fontes paralelas de luz (ex: luz natural vindo de uma janela) é extremamente útil no que diz respeito à um controle de explosões da alga. O aumento do pH (8.4+) com uso de hidróxido de cálcio (kalwasser) também ajudará bastante no controle ( neutralização da reserva de fosfato presente).

É facilmente controlada por peixes (tangs) e caramujos. Quando em enormes quantidades é aconselhável a retirada do excesso por meios mecânicos (pinças ou manualmente), exportando assim excesso de nutrientes do sistema, possibilitando uma ajuda ao controle. O uso do skimmer é um excelente aliado do aquarista.

Entheromorpha spp

São comuns durante o amadurecimento numa quantidade considerável, mas não apresentam grandes riscos de explosão futurísticas, desaparecendo naturalmente com o tempo. Se parece muito com Derbesia spp., também de estrutura de filamentosa fina, mas de cor verde-claro. Achada na natureza em áreas de alta concentração de nutrientes. O controle é basicamente o mesmo que aplicamos à Desbesia spp.

Cladophora spp

De consistência semelhante à fios de polyester. Coloração verde-claro. Facilmente controlada com animais herbívoros. Pequenos tangs podem ter dificuldade em arrancar a alga do substrato, mas os de maior porte não terão tal dificuldade. A redução de nutrientes dissolvidos, como já mencionado, também tem um papel importante no controle.

Algas-cabelo avermelhadas

Existem variadas espécies de algas filamentosas vermelhas. Geralmente não são de grande risco para aquários bem equilibrados, com animais herbívoros e uma boa circulação. Os caramujos herbívoros são os principais meios de controle para evitar explosões das mesmas.

Algas-bolha

Valonia spp. e Ventricaria spp

A mais comum delas é certamente a Valonia sp. Essas algas estão entre uma das maiores células existentes. Cada bolha é uma célula. Podem apresentar grandes problemas, principalmente se houver uma deficiência de povoamento das algas calcáreas incrustantes. Como as algas de filamento, as algas-bolha também poderão ser controladas com a adição de estrôncio e cálcio regularmente, afim de proporcionar uma boa distribuição e crescimento / reprodução de algas calcáreas incrustantes, impedindo o alastramento das algas-bolha.

A aparência da alga não é de se rejeitar, pelo contrário, muitos ficam orgulhosos por terem escolhido as rochas contendo as mesmas na hora da compra, mas essas algas , se não controladas, podem atingir proporções alarmantes, uma vez que se reproduz rapidamente e aos milhares.

Em certas situações, o aquarista não acha que essa alga seja algo ruim. Isso acontece quando existe uma ocupação considerável de incrustantes, restringindo as algas-bolhas somente em pequenas áreas na decoração. Nesse caso, mantendo essa estabilidade, poderá não haver grandes riscos de explosões, mas o aquarista deverá acompanhar de perto para uma possível superpopulação, e o processo é rápido.

A reprodução pode ser sexual ou asexual. Os problemas causados em aquários geralmente ocorrem quando há os dois tipos de reprodução sendo feitas ao mesmo tempo.

Os nutrientes são adquiridos pela alga trazidos por diminutos crustáceos, minhocas marinhas, dentre outros microorganismos encontrados ao redor das bolhas.

Logo, controlando os nutrientes dissolvidos na água não irá solucionar o problema de uma superpopulação.

A retirada das bolhas pode ser mecânica (sifonada e como uso de pinças). Esse método é apontado como o mais eficiente. Deve-se evitar estourar as bolhas.

Além disso, peixes como o Sailfin tang (Zebrasoma desjardinii) de tamanho médio ou grande já foram observados alimentando-se de Valonia spp.

Fonte: www.aquahobby.com

Algas Marinhas

Algas Marinhas
Algas Marinhas

Cultivo de algas no Brasil

Introdução

A maricultura, diferente da coleta em bancos naturais, envolve o cultivo em ambientes marinhos e é uma importante alternativa para incrementar a produção de algas, por otimizar a produção em espaço concentrado e propiciar a melhoria da qualidade do produto final, além de atuar como nova fonte de renda e fixação de comunidades litorâneas.

As algas marinhas possuem importância tanto do ponto de vista econômico, como ambiental e social para a sociedade humana. A alga pode realizar a manutenção do equilíbrio biológico nos ambientes aquáticos, ocasionando a continuidade da fauna existente, que pode ser utilizada pela humanidade como fonte de alimento e matéria prima.

As macroalgas marinhas vem sendo utilizadas há milênios pelos povos orientais como parte importante de sua dieta alimentar. As plantas aquáticas têm um grande significado na parte social e econômica de vários países da Ásia, podendo responder por 98% da produção mundial deste setor.

O interesse do Brasil, bem como de outros países ocidentais sobre a exploração de algas marinhas começou durante a segunda guerra mundial, quando o Japão, que detinha o monopólio internacional da produção de agar-agar, deixou de exportar esta substância para outros países.

A indústria das algas marinhas prove uma ampla variedade de produtos.

O cultivo de plantas marinhas vem se fortalecendo e ganhando um novo impulso com a introdução do sistema de policultivo, envolvendo mariscos e abalones, onde as macroalgas contribuem com um mini-ecossistema que favorece o crescimento desses organismos, que por sua vez produzem metabolitos, tais como: nitrogênio dissolvido, fósforo e dióxido de carbono. Esses compostos são assimilados pelas macroalgas, eliminando desse modo a necessidade de fertilizações artificiais.

Das algas colhidas e cultivadas anualmente ao redor do mundo, 98% vem especificamente dos países asiáticos como China e Japão, que são atualmente os principais produtores, seguido dos Estados Unidos da America e da Noruega. Atualmente estão referidas para o litoral brasileiro um total de 643 táxons infragenéricos de macroalgas, sendo 388 Rhodophyta, 88 Phaeophyta e 167 Chlorophyta.

Cultivo de algas

Para realizar o cultivo de algas em grande escala é necessário primeiramente conhecer a alga que melhor se adapta as condições da região, estabelecendo uma metodologia de cultivo e tornar o produto economicamente compensador. Porém, para determinadas algas é melhor estabelecer um manejo organizado na exploração natural do que cultivá-las, pois caso isto não seja realizado de forma ordenada e conscientizadora, poderá ocorrer prejuízos e danos ambientais nos bancos naturais, como também degradar os substratos de fixação das mesmas.

As algas selecionadas para o cultivo devem apresentar um bom desempenho no crescimento, devendo ser saudáveis e resistentes, ter capacidade de crescer satisfatoriamente, ter alta produção durante a colheita e durante o processamento fornecer grande quantidade de material seco de boa qualidade.

As condições ideais de crescimento da maioria das espécies brasileiras estão entre 22 e 28°C e salinidade variando entre 28 e 36%, embora algumas espécies apresentem valores diferentes, tolerando variações mais amplas.

Os fatores que podem influenciar no desenvolvimento das algas são: profundidade, movimento da água, iluminação, temperatura, salinidade, nutrientes presentes na água e o substrato de fixação.

Cultivo de Algas no Brasil

Os grandes bancos monoespecíficos de macroalgas de valor comercial na nossa costa são relativamente pobres em comparação com as regiões de águas temperadas e frias. Diversos estudos experimentais foram desenvolvidos no litoral brasileiro, particularmente com espécies de agarófitas, Gracilaria spp. e com a carragenófita Hypnea musciformis, mas os resultados obtidos não estimularam o estabelecimento de cultivos comerciais.

O litoral brasileiro é dividido em:

Zona Equatorial, com limites entre o Amapá e a costa oeste do Ceará, se caracteriza por uma flora pobre.
Zona nordeste-oriental, com limites entre a costa oeste do Ceará e norte do Rio de Janeiro, abriga a flora mais diversificada do país.
Zona sudeste, estendendo-se do Cabo Frio (RJ) até a Ilha Bela (SP).
Zona sul, compreendida entre a baía de Santos (SP) e a região de Torres (RS).

Principal área de extração de algas: Zona nordeste-oriental

Entre o Estado do Espírito Santo e a região de Buzios - RJ, uma característica marcante é a presença de vasta área coberta por algas calcárias, com teor em carbonatos superior a 90%, estendendo-se por várias dezenas de metros de profundidade e muitas vezes aflorando nas marés baixas de sizígia(marés de sizígia são as que ocorrem nas luas nova e cheia, quando os efeitos lunares e solares reforçam uns aos outros, produzindo as maiores marés altas e as menores marés baixas) . As algas calcárias parecem ter poder nutricional e fertilizante muito superior ao dos produtos industrializados.

Há presença de bancos de Sargassum e de Laminaria como produtoras de alginatos,no litoral norte fluminense e capixaba.

O Ibama normatizou o cultivo de algas em 23 de julho de 2008 na região que se localiza da cidade de Sepetiba-RJ à Ilha Bela-SP onde esta sendo cultivada a alga marinha Kappaphycus alvarezii . Em Ubatuba cerca de 40 produtores locais já cadastrados poderão se beneficiar do projeto.

Para implantar o cultivo de algas marinhas em Ubatuba, o Instituto de Pesca empreendeu uma pesquisa de 12 anos. A espécie é originária das Filipinas e adaptou-se muito bem ao nosso meio ambiente. A produção da alga traz benefícios financeiros e para o meio-ambiente, pois ela serve de filtro para as impurezas da água, além de transformar o gás carbônico em oxigênio, aumentando a qualidade do ar e da água.

Kappaphycus (Rhodophyta)

Este gênero de alga e fonte de carragenana respondendo atualmente por quase 90% de toda a matéria prima utilizada na extração deste ficocolóide no mundo todo.

Esta alga apresenta as duas fases (esporofítica e gametofítica) do seu ciclo de vida com talos macroscópicos, semelhantes, significando que tanto uma fase como a outra pode ser utilizada na indústria.

Condições para o cultivo: Salinidade maior que 30 %, boa movimentação de águas, mas sem ondas grandes, água clara, temperatura entre 25 e 30 oC e fundo arenoso.

Sistemas de cultivo:

a) Suportes imóveis – as plantas são amarradas a redes ou cordas que, por sua vez, são fixadas a postes fincados no fundo. A fixação direta sobre o fundo, apesar de simples e barata, tem produtividade mais baixa devido às perdas por dispersão e herbivoria.
b) Suportes flutuantes –
é o mais utilizado no Brasil. As plantas são amarradas a redes ou cordas que, por sua vez, são presas a balsas flutuantes. Estas redes de fio de nylon têm 30 cm de abertura de malha.

Cada rede apresenta 2,5 a 5 metros de extensão e 127 intersecções.Atualmente é comum o uso de cordas como suporte para fixação das algas. Apesar do emprego de balsas, a fixação de estacas cravadas no fundo é a técnica de cultivo mais difundida.

Após a colheita o material é limpo para retirar as impurezas e colocado para secar a céu aberto até seu conteúdo de umidade chegar a 30%.

Na Restinga da Marambaia (RJ) o cultivo da Kappaphycus alvarezii é realizado em balsas flutuantes.

Na praia de Itaguá em Ubatuba(SP) o cultivo da Kappaphycus alvarezii também é realizado em balsas flutuantes.

Gracilaria (Rhodophyta)

Espécies de Gracilaria têm sido exploradas dos bancos naturais no nordeste há várias décadas manualmente. Hoje existe o cultivo sustentável destas algas através de projetos que evitam a super exploração impedindo assim que o ecossistema seja prejudicado, ajuda também na criação de uma nova renda para a comunidade litorânea.

As principais espécies cultivadas e coletadas são: G. cornea e G. caudata.

Projeto Mulheres de Corpo e Alga, que é realizado na praia da Barrinha, em Icapuí-CE. O cultivo de algas é feito em uma tecnologia social desenvolvida em mar aberto, com estruturas simples de serem colocadas no mar, estruturas feitas de cordas, chumbo e âncoras. A Gracilaria é retirada do banco e é levada em seguida para o cultivo amarrada em cordas.

Depois de retiradas do mar, as algas são trazidas para as esteiras, onde são lavadas e secadas que vão para o fogão, cozida ela solta um líquido, a proteína que faz o ágar. Produzindo geléia, mousse, iogurte, que já é servido na merenda escolar e também na produção de sabonete e xampu. O trabalho de beneficiamento das algas ainda é rústico, a produção é pequena, mas a renda extra já está mudando a vida de dezenas de mulheres.

Pterocladiella (Rhodophyta)

Alguns estudos no sentido de cultivar este gênero no Brasil foram tentados sem muito sucesso. Pesquisadores da USP tentaram cultivá-la, experimentalmente, em sistemas de tanques e no mar; porém, devido ao lento crescimento (5% ao dia) não se obteve resultados animadores. Os melhores resultados foram obtidos em métodos de manejo em bancos naturais onde se retirava as espécies competidoras abrindo, desta forma, espaço para ocupação de Pterocladiella.

Hypnea musciformis (Rhodophyta)

Métodos de cultivo utilizados:

Sistemas de balsas flutuantes onde as algas são dispostas em cima de sacos;
Substratos de nylon presos a cordas ancoradas. Neste caso, os propágulos dispersos na coluna d’água “semeiam” naturalmente o substrato de nylon por se tratar de uma alga epífita.
Substratos de nylon fixos em estacas enterradas no fundo. Também aqui os propágulos se fixam naturalmente no substrato.

O manejo desta espécie foi conduzido experimentalmente mostrando resultados interessantes. Para tanto, em uma área (Ubatuba – São Paulo) fixa de costão, colhia-se mensalmente toda a biomassa de Hypnea simulando uma atividade comercial e a cada mês, antes da colheita, procedia-se amostragens para avaliar a recuperação do banco ao longo do mês. A análise de 24 meses de estudo revelou que a recuperação da biomassa de um mês para outro foi em média de 87%.

A exploração de Hypnea ocorre nos bancos naturais do nordeste há décadas.

Processadoras de algas

Segundo Carvalho Filho (2004), no país existem apenas duas grandes indústrias processadoras de algas voltadas para a produção de agar-agar e carragena.

Uma delas, o Laboratório Griffith, esta localizada em Mogi das Cruzes (SP), e processa algas secas importadas das Filipinas para a produção de carragenas.

A outra, Agar Gel (antiga Agar Brasileiro), esta localizada em João Pessoa (PB) e processa algas de arribação coletadas por “algueiras” ao longo do litoral do Nordeste para a produção de agar-agar e carragena, e importa também do Chile, para a produção de agar-agar como seu principal foco de produção.

Utilização das algas

Além de seu uso como alimento, as algas têm sido utilizadas como complemento de rações, adubos sólidos ou líquidos e fontes de produtos químicos diversos, dentre os quais se destacam certas mucilagens conhecidas como ficocolóides, substância mucilaginosas extraídas de algas, compostas por polissacarídeos coloidais que, quando em meio aquoso, formam substâncias viscosas, incluindo géis, que podem se solidificar, com o decréscimo da temperatura, são classificadas em três grupos básicos em função de sua estrutura química e propriedades reológicas: os agares (agar-agar) ou agaranas, as carragenanas e os alginatos.

Agares ou agaranas: é um hidrocolóide extraído de diversos gêneros e espécies de alga marinhas vermelhas da divisão Rhodophyta dos gêneros Gelidium, Pterocladia, Gracilaria.

Essas substâncias ocorrem como carbohidrato estrutural na parede das células, por assimilarem grande quantidade de minerais na água do mar.O ágar-ágar é muito empregado em microbiologia para culturas sólidas de bactérias, já que tem a capacidade de mater-se sólida em temperatura ambiente, também em agentes gelíficantes para geléias, em cofeitaria de doces, pomadas, laxantes, entre outras.

Carragenanas: A carragena é um hidrocolóide extraído de algas marinhas vermelhas dos gêneros Gigartina, Hypnea, Eucheuma, Chondrus e Iridaea. É utilizada em diversas aplicações na indústria alimentícia como espessante, gelificante, agente de suspensão e estabilizante, tanto em sistemas aquosos quanto em sistemas lácteos.

A carragena é um ingrediente multifuncional e comporta-se diferentemente em água e em leite. Na água, apresenta-se tipicamente como hidrocolóide com propriedades espessantes e gelificantes. No leite, tem ainda a propriedade de reagir com as proteínas e fornecer funções estabilizantes. É utilizada em diversas aplicações na indústria alimentícia como espessaste, gelificantes, agente de suspensão, tanto em sistemas aquosos quanto em sistema lácteos.

Alginatos: O alginato é uma substância química apurada obtida de algas marinhas pardas, extraído principalmente da espécie Macrocystis pyrifera, mas também encontrada em todas as espécies de sargaços (Classe Phaeophyceae), e é possível fazer uso comercial dos gêneros de Ascophyllum, Emonia, Laminaria e Nereocystis, entre outras.

Estas substâncias correspondem a polímeros orgânicos derivados do ácido algínico. A algina comercial é um sal sódico que conjuntamente com a água forma uma solução viscosa. Sua utilização se dá na indústria têxtil e química, bem como clarificante do açúcar.

Marília Rodrigues Pereira de Noronha

Maiara Ribeiro Cornacini

Michele Roberta Ennes

Fonte: www.zoo.feis.unesp.br

Algas Marinhas

Algas Marinhas
Algas Marinhas

As algas marinhas ajudam a restabelecer as reservas de ferro e são óptimas fontes dos principais minerais.

São vários os tipos de algas: ágar-ágar (utilizada como gelatina pelos vegetarianos), arame, dulse, hiziki, irish moss, kombu, nori e wakame.

As algas marinhas fazem parte da alimentação de muitos povos, como os chineses e os japoneses. Entre os ocidentais, o seu consumo verifica-se principalmente entre os vegetarianos e macrobióticos.

As algas marinhas são uma ótima fonte de iodo, mineral essencial ao correto funcionamento da tiróide. Outros minerais que normalmente se encontram nas algas são o ferro, o cobre, o magnésio, o potássio, o cálcio e o zinco.

A maior parte das algas contém betacaroteno (provitamina A) e algumas das vitaminas do complexo B.

São as únicas do reino vegetal que contêm vitamina B12, encontrada normalmente apenas em produtos de origem animal. No entanto, a vitamina B12 existente nas algas encontra-se numa forma biologicamente inativa, ou seja, o corpo não consegue utilizá-la convenientemente. Assim, as algas não devem contar como fonte de vitamina B12.

Para os vegetarianos e para os que consomem pouca ou nenhuma carne ou peixe, as algas marinhas podem ajudar a reabastecer ou a manter as reservas de ferro. A ingestão regular de algas pode ajudar a combater a anemia.

As algas aumentam o volume das refeições, sendo contudo pobres em gordura e calorias. Tem uma composição gelatinosa e um elevado teor de fibras.
Como são muito ricas em carotenos, as algas podem ser responsáveis pela ação protetora contra a mutação de certas células cancerígenas.

Certas zonas do oceano estão poluídas com metais pesados. Por essa razão, compra algas em lojas de produtos naturais que assegurem que os seus produtos provêm de regiões não poluídas.

As algas compradas secas e embaladas, conservam-se quase indefinidamente enquanto fechadas; uma vez abertas as embalagens, conservam-se cerca de 4 meses num recipiente fechado.

Tipos de algas

AGAR-AGAR

Utilizada principalmente para engrossar os alimentos. É vendida em fios ou em pó e não tem sabor, pelo que é muitas vezes utilizada como gelatina (substitui as gelatinas de origem animal).

Você deve demolhá-la poucos minutos e cozinhar até que a alga se dissolva; depois deixas solidificar e obténs uma excelente gelatina.

ARAME

Alga escura, muito fina e de sabor suave que se cozinha com os vegetais. Pode ser cozinhada em vapor, salteada ou comida como salada. Rica em cálcio, ferro e outros minerais. Deve ficar de molho cerca de 15 minutos e cozinhar durante mais ou menos meia hora. O seu sabor suave mistura-se bem com outros sabores pelo constitui um bom começo para a apreciação de vegetais marinhos.

DULSE

Alga vermelha (púrpura), macia, com sabor característico, usada em sopas e condimentos. Rica em minerais como o ferro, potássio, magnésio, iodo e fósforo.

HIZIKI

Alga escura e comprida com textura semelhante à Arame, mas mais espessa e com um sabor a mar muito mais forte. Tem uma quantidade enorme de cálcio e ferro. Deve ficar de molho cerca de 10 minutos antes de usar, pois aumenta cinco vezes de volume quando hidratada.

IRISH MOSS

Também chamada de musgo da Irlanda, é utilizada na indústria alimentar como fonte de carraginas gelatinosas, que solidificam os alimentos. A sua cor oscila entre o roxo-avermelhado e o verde-avermelhado.

KOMBU

De cor escura é mais larga e mais espessa que as outras algas. É usada para cozinhar com feijões (torna as leguminosas mais macias e digeríveis) ou com vegetais, realçando o seu sabor e ajudando na digestão das fibras.

É também excelente para fazer caldos de legumes e sopas. Deve ser demolhada e demora algum tempo a cozinhar (30 a 45 minutos). È bastante rica em cálcio e contém ácido glutámico, que amolece os legumes e realça o seu sabor.

NORI

De cor entre o verde vivo e o roxo e de folhas finas. As suas tiras secas são utilizadas como invólucro do famoso prato japonês, o sushi. Prepara-se tostando-a rapidamente na chama do fogão. Podes comê-la diretamente ou parti-la aos pedaços e salpicar sobre a sopa, vegetais ou feijões. É particularmente rica em ferro, potássio, iodo e proteínas. Contem também vitamina A, cálcio, ferro, vitaminas B1, B2 e C.

WAKAME

De folhas verdes escuras e encaracoladas tem um sabor suave e adocicado. É principalmente utilizada em sopas ou confeccionada em conjunto com os vegetais. Rica em iodo, proteína, ferro e magnésio.

Deve ficar de molho durante cerca de 20 minutos. Pode ser fervidas em fogo lento durante 10 a 15 minutos, ou cortada em bocadinhos para ser servida como salada. O seu veio central é rijo e deve ser retirado depois de amolecido em água fria, uma vez que não amolece com a cozimento.

Fonte: planetanatural.com.br

Algas Marinhas

O termo ALGA engloba vários grupos de vegetais fotossintetizantes pertencentes a reinos distintos, mas tendo em comum o fato de serem desprovidos de raízes, caules, folhas, flores e frutos.

São plantas avasculares, ou seja, não possuem mecanismos de transportes e circulação de fluidos, água, sais minerais e outros nutrientes.

As ALGAS se dividem em 2 grupos:

MICROALGAS
MACROALGAS

As MICROALGAS são vegetais unicelulares, algumas delas com características das bactérias.A maioria tem flagelo móvel. Desenvolvem-se nas águas do mar, apenas na região onde há penetração de luz.

Essas ALGAS liberam toxinas perigosas para o ser humano: provocam lesões cutâneas após o contato com a pele dos banhistas e perturbações digestivas ou nervosas.

A proliferação causa contaminação nos peixes, ostras, moluscos, constituindo assim um problema de saúde pública que tem bastante repercussão econômica, ligadas a interdição da venda de produtos contaminados.

Uma proliferação de ALGAS tóxicas pode causar modificação de cor de águas (MARÉ VERMELHA).

Quando isso acontece causa o aparecimento de queimaduras em banhistas e a mortalidade dos peixes.

Os moluscos, os mexilhões em particular são mais fortes e sobrevivem e quando consumimos sem saber, podem causar vômitos, diarréias e dores de cabeça.

As MACROALGAS são mais populares por serem maiores.As inúmeras e existentes nos mares são fixas às rochas, mas às vezes crescem na areia, cascos de barcos, mas sempre em ambientes com a presença de luz.

As ALGAS MARINHAS tem uma função primordial no ciclo da vida do ambiente marinho.Fazem parte do primeiro nível da cadeia alimentar e sustentam todos os animais herbívoros. Esses sustentam os carnívoros e assim por diante.

As características mais importantes das ALGAS são: consomem gás carbônico, produzem oxigênio para a respiração de toda fauna, são utilizadas como elementos para os animais herbívoros( peixes, moluscos, carangueijos).

Portanto, todo cuidado é pouco quando entrar no mar. Não pense somente em se deliciar com aquela onda gostosa, cuidado com as ALGAS!

Fonte: www2.uol.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal