As algas pertencem ao grupo das talófitas - plantas que possuem o corpo em forma de talo, sem diferenciação de tecidos e protistas clorofilados. Em vista disso, esses organismos não possuem raízes, flores ou sementes.
Existem tanto algas unicelulares como pluricelulares, com tecidos adaptados para diversas funções. O tamanho também é variável: há algas microscópicas com apenas alguns mícrons de diâmetro e também organismos de dezenas de metros de comprimento, encontrados no oceano Antártico. Muitas algas se assemelham aos protozoários devido à sua mobilidade.
Os mecanismos de reprodução também são variados, envolvendo mecanismos vegetativos assexuados e sexuados. Nas divisões Euglenophyta, Pyrrophyta, Chrysophyta, Chlorophyta, podemos encontrar algas unicelulares que se reproduzem por simples divisão longitudinal do organismo. Nas Euglenophyta e Pyrrophyta a reprodução sexuada é muito rara. No caso das Chrysophyta e Chlolorophyta é possível encontrar a sexuada, através da formação de gametas.
A distribuição das algas é universal podendo ser encontrada em todos os tipos de solo, ambientes úmidos como árvores e rochas, no gelo, na neve e principalmente nas águas que cobrem a maior porção da superfície terrestre (rios, lagos, lagoas, empoçados e pântanos).
Apenas não são encontradas em regiões arenosas desérticas. Muitas espécies ocorrem em todas as partes do mundo, numa variedade de ambientes, enquanto outras restringem-se a ambientes específicos. As algas vermelhas e pardas são freqüentemente encontradas em habitat marinho, apenas alguns poucos gêneros dessa divisão são encontrados em água doce. Entretanto as algas verdes ocorrem com mais freqüência em água doce, podendo ser encontrados gêneros dessa divisão também em água salgada.
As algas são os principais organismos fotossintetizantes nos ecossistemas aquáticos, constitui em base nutritiva que garante a manutenção de praticamente todas as cadeias alimentares desses ambientes
O início do cultivo de microalgas de águas continentais no Brasil é muito recente. Alguns pesquisadores praticaram cultivos, porém não com o objetivo de estudar esses organismos. As finalidades eram obter biomassa, em pequena escala, para a alimentação de animais aquáticos, ou relacionadas a estudos taxonômicos.
Há culturas em instituições de pesquisa e universidades brasileiras com objetivos de produzir biomassa para ração animal; estudar as diferentes espécies (comportamento em diferentes meios de cultura, relações entre temperatura e crescimento, produção primária, intensidade luminosa, influência de substâncias húmicas); realizar trabalhos sobre a fixação do nitrogênio elementar; utilizá-las em bioensaios com despejos de indústrias; e a alimentação de larvas.
Fonte: darwin.futuro.usp.br
Existem duas categorias de algas de interesse para o aquariófilo: "boas" e "más". As consideradas boas estão presentes em pequenas quantidades, o que é indicativo de boa qualidade de água e são facilmente controladas quer por peixes que as consumam quer pela simples remoção durante as rotinas de manutenção. Estas algas são a consequência natural de possuir água com nutrientes e uma fonte de luz. As algas consideradas más, são ou um indicador de má qualidade de água ou trata-se de um tipo de alga que tomou o aquário de assalto arruinando a estética que o aquariófilo pretendia atingir. O rótulo de "más" é completamente subjectivo. Por exemplo, um tipo de alga verde com aspecto de cabelo, é considerada uma praga por aquariófilos Americanos mas é cultivada por aquariófilos Europeus como sendo um valioso suplemento alimentar para os peixes.
Crescem rapidamente em camadas viscosas azuis-verdes. Espalham-se depressa por todo o lado, muitas vezes têm um cheiro intenso e indicam em geral má qualidade de água. No entanto, as algas azuis-verdes podem fixar azoto e podem ser vistas em aquários com nitratos extremamente baixos. Por vezes vistas em pequenas quantidades entre o areão e os vidros do aquário. Acabam por sufocar as plantas e matá-las.
Tratam-se na realidade de cianobactérias. E podem ser fisicamente removidas, mas não se trata de uma solução a longo prazo uma vez que as condições no aquário permanecem as mesmas e elas voltam a surgir de novo e em força. Um tratamento com 200 mg de fosfato de eritromicina para 40 litros de água elimina em geral as cianobactérias, alguns especialistas acham que poderá ter efeitos adversos para o filtro biológico. Se a eritromicina for usada os níveis de amónia e nitritos devem ser monitorizados.
Formam grupos de manchas acastanhadas macias. Nos aquários de água doce estas algas são em geral diatomáceas. Geralmente a sua presença indica falta de luz ou excesso de silicatos. Aumentar os níveis de luminosidade faz em geral com que estas desapareçam. Retiram-se facilmente limpando o vidro, ou sifonando a área afectada.
As algas verdes unicelulares podem por vezes reproduzir-se tão depressa que a água torna-se verde. Ao que se dá o nome geral de "estoiro" de algas, e é causado regra geral por uma grande intensidade de luz como a luz solar.
Um "estoiro" de algas pode ser removido filtrando a água por uma rede (malha em microns) ou através de filtros de diatomite. Uma esterilização da água por meio de ultra violetas pode evitar que isto suceda em primeiro lugar. A água verde é bastante útil para o cultivo de dáfnias e artémia.
Crescem no vidro do aquário, dando origem a um aspecto enevoado quando se olha para através do vidro. Removem-se facilmente limpando o vidro. São uma ocorrência normal quando existem níveis elevados de luminosidade para um bom crescimento das plantas.
Crescem sob uma forma circular, delgada, intrincada, de verde pálido, geralmente no vidro do aquário mas também sobre as plantas. São uma consideradas uma ocorrência normal em aquários plantados. Têm de ser mecanicamente removidas. Em aquários de acrílico usar um pano suave tipo almofada de maquilhagem e esfregar arduamente. Em aquários de vidro, os raspadores de lâmina são mais eficientes.
Crescem regra geral nas folhas de plantas, como pequenos fios (2-3 mm). São consideradas uma ocorrência normal. Podem ser uma forma menos "virulenta" das algas tipo barba. Controladas facilmente através de peixes comedores de algas como a Mollie Negra. Otocinclus, Peckoltia e comedores de algas siameses.
Crescem sobre as folhas das plantas e são de um verde pálido. Os fios possuem individualmente uma textura muito delicada, mas juntos crescem como manchas espessas assemelhando-se a uma barba verde. Crescem até aos 4 cm. Não podem ser removidas mecanicamente. Também não indicam má qualidade de água, mas crescem muito depressa espalhando-se por todo o aquário tornado-as algas "más". Podem ser eliminadas com Simazina ("Algae Destroyer" da Aquarium Pharmaceuticals).
Crescem em agregados de uma cor verde viva no areão, à volta da base de plantas como o Echinodorus e à volta de objectos mecânicos. Têm uma textura mais áspera que as em forma de barba. Estas últimas agitam-se na corrente de água, enquanto que as em forma de cabelos têm a tendência de se entrelaçarem formando um aglomerado. Individualmente cada alga deste tipo pode atingir 5 ou mais centímetros. São fáceis de remover mecanicamente enrolando-as com uma escova de dentes. Podem tornar-se difíceis de limpar se permanecerem muito tempo sem serem detectadas. Constítuem um suplemento alimentar para os peixes utilizadas pelos aquariófilos Europeus.
Crescem sob a forma de filamentos delgados e compridos até 30 ou mais centímetros. A sua cor é esverdeada (embora seja difícil de distinguir por serem filamentos muito finos). Indicam em geral um excesso de ferro (> 0.15 ppm). Removem-se facilmente com uma escova de dentes tal como nas em forma de cabelos.
Parecem-se com fios individuais semelhantes aos das algas filamentosas, mas tendem a crescer ramificadamente dando origem a uma estrutura tipo que se assemelha a um chifre de veado e são cinzentas- esverdeadas. Crescem na sua maioria sobre peças de equipamento dos aquários à superfície. São difíceis de remover mecanicamente. Colocar as peças de equipamento afectado num recipiente com uma solução de 25% de lixívia e água.
Crescem dando origem a tufos negros tipo penas (de 2-3 mm de comprimento), regra geral sobre as folhas de crescimento lento de plantas como as Anubias, alguns Echinodorus, e outras. Também podem surgir em equipamento mecânico. Trata-se na realidade de uma alga vermelha do género Audouinella (outros nomes: Acrochaetium, Rhodochorton, Chantransia). Não são fáceis de remover mecanicamente. Devem-se remover e deitar fora as folhas das plantas afectadas. O equipamento pode ser mergulhado numa solução de 25% de lixívia e água, e depois escovado para retirar as algas mortas. Os Comedores de Algas Siameses (SAE) (Crossocheilus siamensis) custumam alimentar-se desta alga podendo assim controlá-la. Uma medida mais drástica é o tratamento com cobre.
Os esporos das algas estão em todo o lado e poderão estar sempre presentes num aquário, a não ser que se tomem algumas medidas drásticas. Para aquários só com peixes, um conjunto de ultra violetas correctamente montado para desinfecção, matará os esporos de algas existentes e previnirá o seu ressurgimento.
Para aquários plantados, isto não é uma boa solução uma vez que a luz ultravioleta irá oxidar também alguns oligoelementos necessários às plantas limitando assim o potencial crescimento destas. Infelizmente, condições que são boas para o crescimento de plantas são-no também para as algas. Felizmente, as plantas ganham regra geral na competição pelos nutrientes disponíveis com as algas. No entanto, se existe um desequilíbrio com os nutrientes, as algas oportunisticamente usam tudo aquilo que não é usado pelas plantas superiores. Diferentes algas usam diferentes nutrientes, causando explosões esporádicas de novos tipos de algas em aquários aparentemente estáveis quando um desequílibrio temporário ocorre.
Uma grama de prevenção vale um quilo de cura. Para evitar a introdução de um novo tipo de alga num aquário plantado através de plantas novas, um mergulho rápido em lixívia destas parece funcionar bem. Misturar 1 parte de lixívia para 19 partes de água e mergulhar as plantas nesta solução por 2 minutos. Lavar bem a planta logo de seguida com água corrente, depois imergi-las novamente em água com anti-cloro para neutralizar e remover a lixiva. Isto matará as algas e apenas retardará o crescimento duma planta saudável. Plantas em más condições podem sucumbir a este tratamento, mas de qualquer forma não aguentavam mesmo sem ele.
O controle mais eficaz de algas num aquário plantado é através de peixes que consumam algas. Isto é especialmente crítico na instalação de um novo aquário, deve-se certificar que as algas não se instalam antes das plantas terem a chance de se instalarem devidamente. Por esta razão e para ajudar o filtro biológico, é recomendado que alguns peixes resistentes que consumam algas sejam colocados logo de início.
As Mollies negras de vela são excelentes candidatos para o período inicial de um aquário plantado pois são fáceis de encontrar e baratas. São regra geral consideradas dispensáveis e podem ser removidas passado 1 mês ou mais. É importante NÃO ALIMENTA-LAS. Se forem, não ficarão tão ávidas para comer algas. Quando estão com fome, são ávidas consumidoras da maioria dos tipos de alga que surgem durante o período inicial.
Os Otocinclus são diligentes consumidores de algas, mas é melhor mantê-los em cardume devido ao seu pequeno tamanho. Um para 40 litros é uma boa regra práctica. Várias espécies deste género podem ser vistas nas lojas de tempos a tempos; a maioria são bons comedores de algas mas outros parecem preferir o muco de outros peixes às algas. Infelizmente, parece não existir forma de distinguir os "Otocinclus de ataque" dos normais.
Os Otocinclus parecem ser peixes delicados, mas isto deve-se provavelmente aos abusos na captura e transporte do que propriamente ao facto de serem frágeis em si. Quando uma loja adquire novos exemplares, é bom esperar um pouco antes de os comprar de forma a restarem os mais resistentes. Muitas pessoas afirmam terem comprado uma dúzia deles até ficarem com apenas um par no espaço de poucos meses. Esses sim depois parecem durar muito tempo.
Plecostomus é o nome genérico para uma larga
variedade de peixes com a boca em forma de ventosa. Apenas as espécies
mais pequenas são úteis num aquário plantado, uma vez
que as maiores além das algas comem também as plantas. Dois
dos géneros mais úteis são os Ancistrus sp. e Peckoltia
sp. Ambos ficam abaixo dos 10 cm de comprimento e parece não provocarem
grandes danos às plantas. Por vezes plantas de folha larga como os
Echinodorus são mordiscadas por eles, tendo de se ter atenção
a esse facto.
A sua dieta pode ser suplementada com zucchini cortado aos pedaços
e tabletes para peixes de fundo. Também apreciam troncos no aquário
para satisfazer as suas necessidades por celulose. Ver a FAQ Peixes para Principiantes
para mais informação sobre peixes-gato com boca em forma de
ventosa.
Crossocheilus e Epalzeorhynchos, não confundir estes peixes comedor de algas chinês, também conhecido por limpa-vidros, o qual em adulto é muito agressivo e deixa de comer algas. O Comedor de Algas Siamês, Crossocheilus siamensis, é muito boa para comer algas e conhecido por comer algas vermelhas. O único problema é que este peixe é difícil de encontrar à venda. Há 2 espécies comuns nesta família. A mais comum é a Epalzeorhynchos kallopterus, vulgamente chamada Raposa Voadora. Esta espécie é a mais atractiva das duas. Tem um corpo acastanhado com uma faixa negra bem distinta, com uma outra mais fina e acima dourada ou cor de bronze. As Raposas Voadoras tendem a ser muito agressivas à medida a que crescem e que se saiba não consomem algas vermelhas.
O comedor de algas siamês é da mesma forma que a espécie precedente mas o seu corpo tende mais para o prateado com uma faixa negra não muito perfeita. Pode haver também uma outra por cima não muito bem definida dourada ou cor de bronze. Estes não são de todo agressivos; sendo bons companheiros de Discus ou Tetras.
Quando são jovens, as diferenças entre o E. Kallopterus e o C. Siamensis podem não ser muito aparentes, especialmente se nunca se viram as duas espécies juntas. Infelizmente, a maioria dos vendedores não vendem os peixes nas suas lojas pelo seu nome científico e o nome vulgar é por vezes bastante pateta (como "raposa voadora siamesa"). Se não se souber qual das espécies a loja tem pode comprar o peixe à mesma, no entanto deve estar preparado para lhe encontrar um novo lar caso seja o errado (a menos que os peixes que se possua com ele o tolerem).
São bons consumidores de algas embora sejam muito sensíveis à qualidade de água. Uma das espécies (Farlowella gracilis) ficará muito grande para um aquário plantado e pode causar danos.
Fonte: faq.thekrib.com
Em um aquário, seja de água doce ou salgada, para que o equilíbrio biológico esteja perfeito, é fundamental a presença das algas, pois elas, purificam a água, auxiliam no processo de oxigenação, são transformadoras de substancias minerais inorgânicas em compostos orgânicos, os quais são transformados em alimentos que servirão de alimentos naturais a várias espécies de peixes e crustáceos.
As algas também são um bom indicador do equilíbrio biológico do aquário, além de excelentes fontes de vitamina para os seus habitantes. As algas, como todo ser vivo, requer certos cuidados, para que se mantenha saudável. Estes cuidados são: Iluminação coerente, manter um Ph estável apos sua assimilação, não deixar de fazer as trocas parciais de água , para que haja uma reciclagem regular dos nutrientes. As algas, são formadas por um talo que é originado por uma ou mais células. Não tem raiz, caule ou folhas.
As algas verdes filamentosas é uma delas, a mais comum em aquários de água doce, tão logo haja a estabilização do mesmo, começam a surgir, gostam de bastante luz e trocas parciais da água no mínimo a cada dois meses. Se o aquáristas quiser ter um recipiente forrado de algas verdes, na formação das mesmas, não deverá colocar peixes herbívoros, os quais só deverão entrar quanto as algas atingirem um bom tamanho, caso contrário, as mesmas serão devoradas. Para apresar o desenvolvimento das algas, podemos adicionar fragmentos de algas coletados em um outro aquário já estabilizado e formado.
Este tipo de algas, as planctônicas, que vivem em suspensão no aquário, prejudicam, quando em grande quantidade, as plantas palustres, a decoração, tendem a deixar a água muito verde e opaca, chegando a impedir a visualização interna do aquário. Normalmente aparecem quando há uma grande quantidade de acumulo de matéria orgânica em decomposição e iluminação excessiva (muito forte), para elimina-las, deve se fazer uma sinfonagem periódica do substrato, utilizar um filtro externo potente e controlar a luminosidade
As algas filamentosas de grande comprimento, passam de benéficas a nocivas, pois tendem a ocupar todo o espaço do aquário, matando as plantas palustres, dificultando o movimento e o nado dos peixes. Como no caso das algas planctônicas, o surgimento se dá por falta de cuidados, limpeza, muitos sais minerais dissolvidos na água, Ph alcalino, iluminação intensa.
No combate as algas filamentosas de grande comprimento, devemos proceder como no caso anterior e dependendo da gravidade do caso, ser até mais radical, aumentar a quantidade de troca parcial da água do aquário em até 40%, e utilizando uma água nova bem mole ou destilada, atentar para a diminuição da iluminação, e também utilizar alguns peixes herbívoros, que certamente irão acabar em poucos dias com estas algas.
Fonte: www.aquariofilia.bio.br
As algas são vegetais talófitos sem cobertura celular estéril sobre as estruturas reprodutivas.
Para entendermos melhor esta definição é preciso entendermos alguns termos:
São organismos que produzem matéria orgânica através de fotossíntese empregando a clorofila-a.
Este processo se passa pela reação entre o gás carbônico e a água, produzindo oxigênio e glicose.
Esta última armazena quimicamente a energia captada da luz.
São vegetais cujo corpo é denominado TALO, ou seja não apresenta raízes, caules nem folhas. As talófitas, em geral, não apresentam suas células organizadas em tecidos. Não possuem, portanto, tecido de proteção contra a desidratação como a epiderme.
A condução é realizada diretamente do meio através dos espaços intercelulares ou de célula para célula.
A sustentação é realizada utilizando-se a força das paredes celulares normais e a flutuação na água. A fotossíntese e a absorção de água, nutrientes e gases são realizadas, em geral, por todo o talo.
Estruturas reprodutivas - nos vegetais, existem basicamente dois tipos de estruturas reprodutivas: os GAMETÂNGIOS, que são estruturas que produzem gametas - células que devem ser fecundadas por outra para formação do zigoto, que originará um novo indivíduo, e os ESPORÂNGIOS, que são estruturas que produzem esporos - células que originam um novo indivíduo quando em ambiente favorável.
Com relação à forma do talo as algas podem ser:
Podendo possuir flagelos para a locomoção ou ser imóveis.
Formadas por número variável de células ligadas pela simples justaposição ou por ligamentos de substâncias orgânicas. Em geral são microscópicas.
Formadas por células organizadas em cadeias lineares, ramificadas ou não. Podem ser microscópicas ou macroscópicas.
Formadas por células que não desenvolvem paredes separando-as entre si, ficando o citoplasma comum a todas as células. São macroscópicas.
Formadas por filamentos entrelaçados mais ou menos compactados e soldados, conferindo organização interna em camadas ao talo que apresenta aspecto maciço.
Formadas por talo maciço cujas células se dispõem em camadas semelhantes a tecidos.
Existe uma grande diversidade de espécies de algas, distribuídas em várias divisões. Todas são muito importantes pela produção primária, ou seja, através da fotossíntese as algas produzem matéria orgânica que possibilita o desenvolvimento de redes alimentares, redes estas que geralmente incluem o homem. As principais divisões de algas são:
Algas unicelulares ou coloniais, cuja parede é composta por silica e, por isso, ficam muito transparentes, brilhantes e com muitos desenhos. Ocorrem em grande quantidade principalmente em águas costeiras e lagos.
Algas unicelulares flageladas, cuja parede é formada por placas de celulose, que assemelham-se a uma armadura. São muito abundantes em alto mar e em lagoas. Algumas são bioluminescentes, tornando a água brilhante à noite, e outras produzem fortes toxinas que, quando em altas concentrações, podem matar os animais aquáticos e até intoxicar o homem.
São algas verdes, unicelulares ou multicelulares, cujas células assemelham-se às dos vegetais traqueófitos. Ocorrem em toda parte, no mar ou no continente. Algumas são comestíveis, outras constitui-se em importante fonte de cálcio na fabricação de ração, e outras são utilizadas na fabricação de xampus.
São algas pardas, multicelulares, em geral com talo parenquimatoso, podendo atingir vários metros de comprimento. Ocorrem apenas no bentos marinho e são mais abundantes em águas frias. Possuem grande importância econômica importantes por serem comestíveis e, principalmente, por serem utilizadas na indústria para extração de alginato - matéria prima na indústria de laticínio e conservas, de panificação e massas, tintas, de cosméticos e de sorvetes, entre outras.
São algas vermelhas, em geral multicelulares, com talo filamentoso ou pseudoparenquimatoso. Ocorrem principalmente em águas marinhas e no bentos, apresentando maior diversidade em águas tropicais. São, como as feofíceas, muito importantes economicamente, devido à extração principalmente de agar e a carragenana. São também muito importantes por construírem substratos duros, como na maioria dos recifes do Brasil, pela consolidação de sedimentos através da deposição de calcário.
Tradicionalmente eram incluídos também entre as algas organismos procariontes semelhantes às bactérias: as Cianófitas ou algas azuis e as Proclorófitas. As primeiras são muito abundantes em todos os ambientes, sendo facilmente vistas formando o lodo nas calçadas e paredes úmidas, conferindo um aspecto verde-azulado e escorregadio. As cianofíceas são importantes não só pela produção primária mas pela utilização direta do nitrogênio gasoso que resulta na incorporação desse elemento nas redes alimentares. Outras cianofíceas são comestíveis, como a Spirulina, ou altamente tóxicas, como a Mycrocystis, muito comum em lagoas. Esta foi responsável por várias mortes em um centro de hemodiálise em Pernambuco por estar presente na água.
Em geral, podemos encontrar as algas vivendo somente em lugares que possuam pelo menos um pouco de umidade. Essa limitação deve-se ao fato de que as algas não possuem tecidos de proteção contra a desidratação nem tecidos para conduzir a água de uma área mais úmida para uma menos úmida no talo. Por isso, é mais comum encontrar algas em ambientes aquáticos, marinhos ou dulciaqüícolas. Nestes ambientes, as algas podem estar em suspensão na massa d’água, fazendo parte do plâncton, ou sobre o substrato no fundo, fazendo parte do bentos.
Podemos encontrar também algas vivendo no solo úmido ou em rochas, paredes e cascas de árvores úmidas, ambientes chamados de semi-aéreos por depender diretamente da umidade proveniente da atmosfera. Podem ainda viver sobre o pêlo de animais como a preguiça, conferindo aspecto críptico ao animal. É notável ainda a associação de algas com fungos formando os líquens, que podem viver em regiões inóspitas para a maioria dos organismos, e ainda em associação com corais.
Nos ambientes semi-aéreos, bem como em outros em que podem haver restrições de umidade, as algas utilizam-se de alguns mecanismos para sobreviver:
Substâncias coloidais que retêm água. É o que torna o lodo das rochas e calçada escorregadio.
Algas crescem lado a lado formando um tapete de modo que a superfície e a capilaridade para retenção de água aumentam muito. Este tapete pode ser microscópico, como no lodo das calçadas, ou macroscópico, como em algas que cobrem recifes.
Algumas algas possuem a maior capacidade fisiológica de resistir à desidratação celular que se conhece. Algumas algas que ficam expostas ao ar durante a maré baixa perdem 80% da água de suas células, ou até mais, e não morrem, passando sua aparência rapidamente de seca para viçosa quando a maré torna a cobri-las.
Algumas algas produzem vesículas e cavidades que acumulam água. É comum inclusive que várias outras espécies cresçam sob estas vesículas, aproveitando este acúmulo de água.
Algumas algas podem produzir rapidamente esporos com alta capacidade de resistir à desidratação. Desta forma, algumas algas alternam suas populações entre forma vegetativa e forma de esporos para sobreviver.
A água tem para as algas não apenas as funções de hidratação das células e dissolução de nutrientes, mas muitas outras:
O talo (ou corpo) das algas não apresenta tecidos de sustentação como o caule das árvores mas, como vivem dentro d’água, a flutuação é responsável por essa função. E as algas podem atingir grandes comprimentos. Tais comprimentos são também facilitados por não ser necessário realizar a condução da água por longas distâncias.
É na água que as algas adquirem gás carbônico para a fotossíntese ou oxigênio para a sua respiração. Os gases dissolvidos na água são muito importantes para a vida das algas.
É através da água que as algas realizam a dispersão dos gametas, dos zigotos ou dos esporos. Por isso, é comum que estes elementos possuam flagelos para locomoção.
É através da água que a alga recebe a luz para sua fotossíntese. Quando a luz irradia-se pela água ocorre o fenômeno da difração, que é a separação de suas cores, como ocorre num arco-iris ou num prisma de vidro. Dependendo da profundidade não só varia a intensidade da luz como também sua cor, ou seja, sua qualidade energética.
Miguel da Costa Accioly
Fonte: www.qualibio.ufba.br